Escutaram as preces do Rodrigo?

O Rodrigo Purisch do Aquela Passagem! (que completou 50.000 visitas no sábado, parabéns!) não cansa de protestar contra o piso das passagens aéreas internacionais imposto pelos mal-reguladores da aviação comercial brasileira (antes, o DAC; hoje, a Anac). Por causa desse piso, comprar um vôo internacional no Brasil costuma ser mais caro do que comprar o mesmíssimo vôo no exterior — sobretudo em rotas onde há muita concorrência.

Pois hoje saiu uma notícia no Valor Econômico (obrigado, André Galhardo!) que sinaliza a possibilidade de quem sabe talvez de repente vai que dê para mudar essa política.

Está no Valor:

Em meio ao pacote de medidas para desafogar o aeroporto de Congonhas, o governo deu o primeiro passo para derrubar as tarifas de vôos internacionais, incluindo aqueles de longo curso, que têm Estados Unidos e Europa como destino. A intenção do governo é aumentar a liberdade das companhias aéreas, tanto nacionais quanto estrangeiras, para dar descontos aos passageiros nas rotas que ligam o Brasil ao exterior. Para isso, será necessário fazer ajustes nos acordos bilaterais em vigência, flexibilizando as bandas tarifárias existentes.

São esses acordos que dizem quantos vôos, quantos assentos e quantas empresas aéreas poderá haver na ligação do Brasil com cada país. Os acordos também estabelecem valores mínimos e máximos para o preço dos bilhetes. As autoridades brasileiras sempre fizeram questão de fixar em patamar elevado o piso das tarifas internacionais. Foi a forma encontrada de preservar as empresas nacionais contra a ameaça de uma guerra tarifária em que elas poderiam sair em desvantagem contra as estrangeiras, mas essa política de preços prejudica os consumidores. 

No caso de um acordo bilateral com o Chile, por exemplo, a banda tarifária aplicada no Brasil impede que um passageiro faça um vôo São Paulo-Santiago (ida e volta) por menos do que aproximadamente US$ 400. Já o passageiro que embarca no Chile, país onde a liberdade tarifária nos vôos internacionais é bem maior, pode comprar um bilhete Santiago-São Paulo (também ida e volta) por menos de US$ 200. Nos acordos bilaterais, quando se trata de preços, não importa se a companhia aérea é de bandeira nacional ou estrangeira – o que importa, para a aplicação da banda tarifária, é de onde sai o vôo original (de ida) do usuário. 

Continue lendo o Valor aqui.

Leia o comentário do Rodrigo Purisch aqui.

14 comentários

Jussara, essas passagens mais descontadas normalmente só têm essa tarifa se compradas ida e volta.

Desculpe se a pergunta é de pessoa absolutamente leiga no assunto: mas seria mais vantagem, então, adquirir, como no caso do Chile, a volta diretamente naquele País?´Pergunto porque ando sonhando com o Chile e poderia levar isso em conta na hora do planejamento.

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