Gripe suína: Ministério da Saúde responde dúvidas no Twitter

msinfluenzaa

No sábado à tarde tive uma boa surpresa aqui no blog: um porta-voz do Ministério da Saúde entrou em algumas caixas de comentários para esclarecer dúvidas sobre a gripe suína/influenza A/h1n1 com a posição das autoridades sanitárias brasileiras.

Pouco depois vi que estava sendo seguido no Twitter por um perfil oficial do Ministério, o @msinfluenzaa. Pelo jeito eles estão fazendo um (bom) trabalho de formiguinha, localizando blogueiros e tuiteiros que tenham abordado o tema.

Se você já tem perfil no Twitter (se não tem, faça um!), aproveite enquanto o perfil tem relativamente poucos seguidores (até ontem eram menos de 700) para fazer perguntas diretamente ao ministério.

E a propósito: o Marcelo Barbão, do blog Direto de Buenos Aires lá do ViajeAqui, comenta que a vida está normal em Buenos Aires e que este é um bom momento para compras, já que a queda do número de turistas está levando as lojas a liquidar.

Ao contrário das declarações do ministro Temporão à imprensa (como bem observou o Bruno nos comentários), o  tom das tuitadas do Ministério da Saúde brasileiro está bem sereno.

Acho que estamos sendo preparados para a volta do Efeito Orloff — o Brasil é a Argentina amanhã…

112 comentários

Bruno, para combater a desinformação sobre o vírus A(H1N1) o Ministério da Saúde está esclarescendo as dúvidas dos internautas, justamente para evitar alarme desnessário. Estamos fazendo isso através de redes sociais, blogs e sites de notícias. Inclusive com campanhas publicitárias no rádio, na televisão e em jornais, distribuindo folders e banners e colocando avisos sonoros nos aeroportos. O objetivo é ter maior controle sobre a doença e informar à população sobre o assunto em questão. Para mais informações: [email protected]
Assessoria de Comunicação do Ministério da Saúde

Caro Ricardo.
Eu gostaria de, no meio de todas essas informações, saber a realidade sobre essa doença; mas acho que, seres mortais como eu, jamais teremos acesso a essas informações.

Aproveitando este momento, gostaria de agradecer suas informações sobre a cidade de Goiás. Irei conhecer essa cidade patrimônio ainda este mês. Como sempre faço, farei um diário de viagem. Se algum dia mais alguém lhe pedir informações sobre a cidade, pode contar comigo.

Obrigada novamente.
Saudações
Sônia

Sabe o que é engraçado de tudo isso? Se esse vírus tivesse aparecido numa época em que a ciência ainda não fosse capaz de isolar e identificar agentes transmissores novos de doenças infecciosas, as pessoas estariam viajando numa boa, pegando gripe (sem saber se o vírus era novo ou não), e voltando para casa dizendo: Hmm, aquela “friagem” que eu tomei na Recoleta me fez mal. Que gripe! Mas valeu a pena! 😀

O Ministério da Sáude adverte: excesso de informação faz mal à saúde… mental 😯

    É isso aí, Zé, acho que você está coberto de razão… 😉 Aliás, gripe é um troço chato pra caramba, mas, se for pra pegar, que seja numa friagem na Recoleta e não trancada em casa – e de máscara!!! 😆

Acho ótimo o Ministério da Saúde e assessorias saírem por aí informando e esclarecendo dúvidas sobre a gripe, e sem pânico. No entanto, o discurso precisa ser bem ensaiadinho. Não pode o ministro aparecer na TV dizendo que o uso de máscaras não adianta nada para se proteger contra a gripe e depois vem a assessoria de imprensa dizer aqui que é pra usar máscaras, sim. Afinal, é ou não é pra usar máscaras?

Outra coisa: a Carla disse aí em cima “o ministro foi sempre claro ao dizer que recomenda-se o cancelamento das viagens para os casos específicos de crianças abaixo dos 2 anos, idosos, grávidas e pessoas com imunodepressão”. Minha pergunta pro governo é: se a maioria das pessoas que está morrendo por causa da gripe está na faixa etária dos 20-39 anos, então por que não incluir todo mundo nessa recomendação? Só queria entender 🙄

    Zé, tenho a mesma dúvida. Porque na argentina a maior taxa de mortalidade está na faixa etária entre 20-39 anos?

Lembrei de um exemplo ainda mais concreto. Logo que foi confirmado o primeiro caso de transmissão da gripe no Rio de Janeiro, ouvi na televisão que havia 2 casos confirmados da gripe no Rio – até aí, nada demais. O problema foi o comentário do apresentador do telejornal em seguida: “Apesar disso, o MS diz que não há motivo para pânico”. Como assim, “apesar disso”?!? Então deveria haver pânico, por conta de 2 casos de gripe? Acho que nem com mortandade em massa haveria motivo, já que o pânico nunca ajudou a solucionar coisa nenhuma… São essas mensagens subliminares que acabam com a minha paciência! E eu fico irritada, mas não me influencio – afinal, eu trabalho com literatura, pura interpretação de texto, vivo corrigindo essas barbaridades nos textos dos meus alunos. Mas eu sou a minoria – assim como quase todos aqui. E o resto da população, está preparada para analisar criticamente o que lê no jornal e ouve na TV?

Bom, tem um outro ponto também… A imprensa edita a informação, e o tom alarmista dos repórteres e apresentadores de telejornais e das manchetes dos jornais impressos induz qualquer um a ver perigo mortal em qualquer pronunciamento que venha depois… A própria redação dos textos é cruel, passa mensagens de pânico subliminares. Por exemplo, o ministro foi sempre claro ao dizer que recomenda-se o cancelamento das viagens para os casos específicos de crianças abaixo dos 2 anos, idosos, grávidas e pessoas com imunodepressão. Mas tudo o que se ouve é que o ministro recomenda o cancelamento das viagens… Assim fica difícil! 😉

    Agora mesmo na capa da edição eletrônica da Zero Hora porto-alegrense ( http://www.zerohora.com ) tem um slide show de Buenos Aires editado com o áudio de uma estudante gaúcha que faz pós na Argentina.

    A menina fala dos transtornos — as férias foram antecipadas, tem cada vez mais gente de máscara na rua, as máscaras triplicaram de preço, há rumores de fechamento dos cinemas — mas no final fala que todo mundo tenta levar a vida do jeito mais normal possível.

    Só que TODOS os slides do slide show são de gente de máscara. A parte da vida normal simplesmente passa despercebida.

    Ontem no G1 teve uma matéria mostrando a rotina de confinamento da irmã do cara que morreu de gripe no Rio Grande. A idéia que a matéria passa (sem que isso seja dito em nenhum momento, claro) é que a gripe que infectou a família é mais perigosa do que as outras.

    Eu queria dormir e só acordar depois da histeria passar.

    Carla, a recomendação do Ministério da Saúde é exatamente o que você entendeu: adiamento ou cancelamento de viagem, para países com circulação sustentável do vírus, apenas para os casos específicos, como crianças abaixo de dois anos, grávidas, idosos e pessoas com imunodepressão.

    Assessoria de Imprensa
    Ministério da Saúde

    Caros assessores, então seria bem interessante que vocês trabalhassem melhor o discurso do ministro, escolhendo bem as palavras e o tom. Além de intensificar o esclarecimento da grande mídia, que é o único canal que atinge as massas. Vocês não fazem ideia do caos que se tornou o mercado de turismo depois das declarações alarmistas veiculadas nos jornais e sinceramente não vejo nenhuma atitude de vocês para corrigir a desinformação. Ficadica. Obrigado.

    Fácil falar assi. Evitar viajar com crianças e idosos! Mas eu tenho minha sogra de 82 anos e minhas filhas de 10, 8 e 5 anos em casa. Cancelei a viagem a Porto Alegre neste fim de semana em função de ser uma área com muitos casos no Brasil. Não acho justo ter que arcar com 320,00 de multa pelo cancelamento. É um caso de saúde pública. Fiz uma consulta a ANAC para recuperar a multa e vou ao Procon para reclamar.

    É uma g-r-i-p-e, Pablo. G-r-i-p-e. Igual a todas as gripes que acometem os humanos todos os invernos. Não há nenhuma recomendação de nenhum órgão de saúde para não se viajar ao Rio Grande do Sul.

    Ricardo, você está certo ao afirmar que o vírus Influenza A(H1N1) é mais um tipo de gripe. Na maioria dos casos confirmados no mundo todo a doença tem se manifestado de forma leve e o índice de letalidade é praticamente o mesmo a uma gripe comum. A única diferença é que como se trata de um vírus novo as pessoas ainda não tem imunidade e por isso se espalha com tanta facilidade. Para mais informações: [email protected]

    Pablo, independente da gravidade da doença (que, olhando os números de modo frio, apresenta-se menos ‘letal’ do que ir ao Rio de Janeiro e contrair dengue hemorrágica), as companhias nào são obrigadas a abrir mão da multa. Elas fazem isso com destinos internacionais por mera ação de preservação ou melhoria da sua imagem institucional. Surtos de doença entram no caso de “força maior”, além dos controle das cias., e elas não são obrigadas a deixarem de cobrar multa *legalmente*.

    Esqueci um detalhe: o raciocínio assima presume que os vôos sejam oferecidos normalmente. A opção de não ir a Porto Alegre é, em tese, do passageiro, já que não há proibição de viagem a nenhum lugar nem do Brasil, nem do mundo, emanada das autoridades brasileiras. Legalmente, é uma decisão individual voluntária de não viajar 🙂

Fica uma dúvida então: Por que o Min. Temporão não vai pra mídia com esse mesmo discurso moderado e sensato — e pAra com aquele tom de pânico e alarmismo que usou nos últimos dias? Informação bem dada é quase tão importante que informação correta!

Em tempo: minha namorada viajou de CWB à SSA hoje e contou que havia diversas pessoas usando máscaras no avião. Olha a paranóia aumentando…

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