Like a Virgin

Hoje de manhã entrou em operação a Virgin America, o braço americano e low-cost da Virgin, a companhia aérea de Sir Richard Branson.

Dá para viajar entre San Francisco e Los Angeles por 44 dólares, e entre San Francisco e Nova York por 139 verdinhas. As tarifas da primeira classe para os vôos transcontinentais também são tentadoras: começam em 389 dólares, e dão direito a massagem durante a viagem 😀

Mas o mais interessante são as inovações a bordo. Todos os assentos vêm com três tomadas: uma para plug de três pinos, tipo computador, outra para saída USB e outra para cabo de rede; a idéia é oferecer em breve banda larga a bordo. O vídeo individual tem tela de 9″, programas de TV e 25 filmes em pay-per-view.

O controle vem com um teclado tipo asdfg pra você entrar em salas de bate-papo com os outros passageiros durante o vôo. Chat! No avião!

O serviço de bordo é pago, mas tem cardápio para você escolher.

E a milhagem não é dada pela distância dos vôos, e sim pela tarifa que você pagou: cada dólar vale 5 pontos na sua conta.

A pergunta é: por que não é nesse tipo de low-cost que as nossas companhias aéreas se inspiram?

14 comentários

Karini,

Você viajou de Low Cost (baixo custo), ou seja, uma cia que segue o modelo gerencial de baixos custos de operação.

Uma grande parte das Low Cost operam como Low Fare (baixas tarifas), ou seja, repassam ao consumidor a economia obtida no modelo Low Cost.

A Gol é um exemplo de como uma Low Cost pode não ser uma Low Fare.

Sobre tarifas agente: A TAM está cheia de tarifas agente para seus destinos internacionais. A ocupação cai, a imagem junto ao consumidor não anda bem, eles estão investindo em quem faz grande parte das vendas no Brasil.

E por falar em low fare (ou low cost, alguém me help porque não sei, exatamente, a diferença)… Voltei de Lima pela Gol. Vôo bem “marba” e tranqüila. O vôo não encheu muito e pude me espichar nas poltronas.

Agentes de viagem… A Gol está com tarifas agente até o final de agosto para Am. Latina. 🙂 Se joguem.

besos

Essa Virgin é fantástica. Lembro da época em que distribuía patinhos de borracha para os passageiros. Pode isso? Muito show! O presidente da empresa tem idéias geniais.

Acabei de ver o video que o Rodrigo linkou. Depois de ver o CEO apertando as poltronas acolchoadinhas, me lembrei de ter lido esta semana, não lembro onde, que para colocar 30 assentos a mais no Airbus, a TAM retirou as espumas dos encostos 🙁 É de chorar, né?!

Pois pois , simples e fácil .
Basta observar , separar o que é sucesso e copiar.
Mas quem é que faz BEM isso ??
Quem é que faz isso direito ?
Por aqui poucos, muito poucos 🙁
Sempre que entro em um avião me pergunto : para que toda aquela
tripulação empurrando um carrinho para servir barrinha e refri ????
É só deixar tudo na porta do avião, ali naquele espaço inutil do tunel,
barrinha, agua, latinha de refri .
Pronto: cada um pega o seu.
(È assim em toda a Asia , claro que ninguem tem barrinha , mas
tem agua, revistas, jornais e etcéteras 🙂 )
É a cultura do desperdicio de tempo, de dinheiro , da paciencia
dos clientes e da cegueira dos empreendedores que acabam se
espelhando nos governantes ou que se recusam a fazer parte do
jogo sujo do suborno para poderem decolar com suas idéias.

Riq,

Neste post do Aquela Passagem tem um vídeo(clique em sistemas modernos) apresentado pelo presidente da Virgin America demosntrando a cabine e o sistema de entretenimento. O vídeo é da época que a cia tentava liberar seu funcionamento junto ao governo americano.

http://aquelapassagem.blogspot.com/2007/07/vem-ai-uma-nova-low-cost-americana.html

Nos estamos mergulhado na política do menos é que dá mais lucro. Somente a concorrência pode gerar idéias como essas apresentadas pela Virgin e pela Jetblue

Mas, é precisamente isto que eu falei no blog do Rodrigo. Precisamsos abrir nossas rotas para este tipo de empresa. Afinal, o que há de tão estratégico em nossas rotas aéreas?

Riq voce precisava ser ministro do turismo, que tal??

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