Madonna cantando no Réveillon do Rio? Alguém por favor impeça essa maluquice

Não estrague o Réveillon mais bonito do mundo, governador
Não estrague o Réveillon mais bonito do mundo, prefeito

Para os que porventura caírem aqui sem conhecer minhas posições anteriores: 1) eu amo o Rio mais do que o lugar em que nasci, o lugar em que moro ou qualquer lugar do mundo que eu tenha visitado ; 2) eu acho o Réveillon de Copacabana a coisa mais linda que existe (se clicar no link, espere a página inteira carregar); 3) eu apóio a Rio 2016 de maneira quase incondicional.

Agora: o prefeito Eduardo Paes não estava de posse do seu melhor juízo ao anunciar que contratou Madonna para cantar no Réveillon 2011.

Alô, prefeito: sem Madonna, já aparecem dois milhões de pessoas na praia. Com Madonna de graça, o Brasil inteiro vai acampar por lá.

É uma irresponsabilidade — repito: ir-res-pon-sa-bi-li-da-de — criar uma demanda-monstro para um evento que não comporta mais espectadores do que já tem.

A própria função dos shows na praia no Réveillon não deve ser a de atrair público, mas divertir os que foram passar a noite por lá. É um momento muito mais para Mart’nália do que para a sra. Luz.

Um Réveillon com Madonna, além de estragar a experiência dos que gostam de Réveillon no Rio, vai decuplicar os problemas de segurança — e, no pior dos cenários, pode levar a tragédias como os pisoteamentos que ocorrem ano sim, ano não em Meca.

Quer trazer Madonna pra cantar em Copacabana (mesmo ignorando os moradores do bairro, que não agüentam mais megashows)? Beleza, mas traz numa noite em que a praia esteja vazia, e o Brasil inteiro não esteja de férias à procura de um lugar auspicioso para passar a noite mais importante do ano.

Quer divulgar o Réveillon mais bonito do mundo no exterior? Então traz a Madonna, ou qualquer outro pop star de primeiríssimo time, para assistir ao Réveillon. De repente convence a celebridade a participar do ritual. Arma um esquema em frente ao Copacabana Palace pra ela, vestida de branco, pular sete ondas e jogar uma rosa, ou uma Kabala biodegradável, sei lá, a Iemanjá. Pronto. Réveillon do Rio na mídia escrita, televisada e internetada do mundo inteiro, sem estragar o Réveillon de ninguém.

Prefeito: uma tragédia no estilo Meca ou Heysel vai acabar com o Réveillon do Rio para sempre. Não arrisque tudo por um factóide.

29 comentários

Calma aí, pessoal. A Madonna foi convidada é para a abertura dos Jogos Olímpicos, em 2016, o que não deixa de ser mais absurdo. Como é que um prefeito que supostamente nào estará à frente desta cidade – espero eu – até lá, faz um convite destes? Quem foi que bebeu mais: o Paes ou quem divulgou isto?

Marvin, eu moro no Rio, precisamente em Copacabana, já passei muitos reveillons na praia e posso garantir: Copacabana não precisa da Madge no reveillon. A festa tá ficando “impenetrável”, de tão cheia. Nesse último ano, tivemos que dar uma imensa volta, pois o palco montado em frente à minha rua ocupava um quarteirão inteiro com “récitas” de funk e “balés” de popozudas. As pobres mães de santo já não conseguem levar suas oferendas ao mar na noite de 31/dez, são obrigadas a adiantar a obrigação para a noite anterior ou de manhã.
Não sou contra os mega shows populares, acho que a prefeitura tem que agradar todo mundo. Eu mesma a-do-rei assistir o show geriátrico dos Rolling Stones na areia, mas houve uma preparação estrutural do porte da festa de reveillon, e se somarmos as duas platéias, concluiremos que simplesmente NÃO CABE TANTA GENTE NUM BAIRRO SÓ!
Concordo com o Riq que a simples presença da pop star na festa já daria uma imensa publicidade pro nosso balneário tão judiado, e que ela poderia fazer um megashowzinho na praia só pra implicar com o Mick Jagger (seria imperdível), mas espero estar bem longe daqui se essa maluquice de Madonna + reveillon se concretizar. Aliás, pensando bem, posso até alugar meu apartamento pra algum desavisado, né?

O Eduardo Paes vai chamar a Madonna porque o cache da Ivete Sangalo deve estar mais caro… A Madonna deve estar louca para passar um Reveillon no Brasil.

acho que totalitarismo ou extremismo nunca deu certo em lugar nenhum. nem em meca, nem em copa.

“eu gosto do reveillon do rio ‘assim’ e é assim que eu quero que seja, porque se me desagradar eu vou pirar! eu não aceito! vai estragar o MEU reveillon!” soa um tanto quanto… egoísta? sei lá que termo usar.

claro que se imagina o caos mas se o rio esetá mesmo apostando em infraestrutura e segurança para outros eventos vindouros… se o rio já “suportou” show dos stones na praia… caso o governador e prefeito escolhidos pelos cariocas queiram mesmo madonna, esses mesmos eleitos vão ter que rebolar e garantir a ordem e a semi-segurança das pessoas [a gente sabe que com reveillon ou sem, segurança NÃO é o forte do rio].

outra: muita gente vai querer passar o reveillon na praia com madonna e muvuca, mas tem gente que vai pro lado oposto, só de imaginar tal situação. todas as opções zen, desérticas, isoladas e silenciosas vão estar abertas a quem NÃO quiser estar em copacabana na hora da virada.

o que não dá pra aceitar é censura, repressão e atitude reacionária [Houaiss, antes! pelamordedeus] do tipo “ah, não! não vão estragar o MEU reveillon! vou guardar copacabana numa caixinha só pra MIM! do jeito que EU quero!” ¬¬

[não tem uma solução? meio termo?]

Irresponsabilidade mesmo! Madonna seria uma ótima pedida para qualquer dia do ano, exceto reveillon e carnaval…

Já posso imaginar as notícias nos jornais do mundo inteiro sobre a falta de estrutura do Rio no Reveillon com a Madonna e as consequêntes previsões para a Copa e para as Olimpíadas.

Bem, ao menos vai servir de pressão para os governantes fazerem um bom (e seguro) espetáculo nos eventos esportivos que virão… Inshallah!

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