Mais uma lista: Travel & Leisure

E já que a gente anda nessa de listas, saiu essa semana  — e quem viu primeiro foi a Mô Gribel — a lista 2007 dos melhores do mundo na opinião dos assinantes da revista americana Travel & Leisure. A votação foi feita pela internet, mas só os assinantes tiveram direito a voto — e a apenas um voto por cabeça.

A lista das 10 melhores cidades tem duas surpresas. Uma, Udaipur, na Índia, que ficou em 7º. lugar. E a outra, Buenos Aires, que emplacou um 2º. lugar espetacular.

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Mas aí eu vejo dois fenômenos diferentes: Udaipur deve ter se beneficiado de uma campanha agressiva de email marketing da rede de hotéis Oberoi, que conseguiu fazer do Oberoi Udaivillas o surpreendente campeão da categoria hotéis.

Já a segunda colocação de Buenos Aires reflete o altíssimo prestígio da cidade no momento. Buenos Aires está na moda, e se você for fora de feriadão talvez encontre mais turista americano do que brasileiro.

A lista completa das 10 cidades é encabeçada por Florença, que se sagra bicampeã, seguida por Buenos Aires, Bangkok, Roma, Sydney, Nova York, Udaipur, Istambul, San Francisco e Cidade do Cabo.

Ah, sim. Tem uma surpresa negativa também: o Brasil não está presente em nenhuma das categorias votadas pelo público. Não que o Brasil seja muito assíduo nesse prêmio; em termos relativos, o americano viaja pouco para cá. Mas normalmente a gente consegue emplacar o Rio de Janeiro entre as top na América Latina, e o Copacabana Palace entre os 100 hotéis. Esse ano, no entanto, nada.

Na lista das 5 cidades mais bem votadas da América Latina entram Buenos Aires, Oaxaca no México, San Miguel de Allende no México também, Cuzco no Peru e Mendoza na Argentina — mais um exemplo de que o americano está indo mesmo pra Argentina.

E no finzinho tem um consolo pra gente. O Brasil pode não ter aparecido na votação dos leitores, mas tem uma categoria dos editores em que a gente marca presença. É na lista de 15 hotels to watch, hotéis pra ficar de olho.

Ali, junto ao renovado Gramercy Park de Nova York e ao W Maldivas está o Fasano Vieira Souto.

Você vai achar que eu estou exagerando, mas em termos de divulgação do Rio para um nicho de formadores de opinião, a inauguração do Fasano Vieira Souto é tão importante quanto a escolha do Cristo e o sucesso de imprensa do Pan.

14 comentários

Fui para Buenos Aires no meio da crise argentina com panelaço diário na Casa Rosada e passei muito bem, tinha muitos pedintes na rua mas não eram intimidadores e violentos como os Rio, me senti muito seguro, não surpreende que hoje a cidade esteja fazendo tanto sucesso, porque as coisas melhoraram desde que estive lá. Buenos Aires consegue manter o turista longe das mazelas que tem (mazelas comuns a qualquer cidade do terceiro mundo, em maior ou menor grau), e isto é fundamental para o turismo. Claro que minimizar as mazelas deve sempre estar nos planos prioritários, o maior erro que a administração de uma cidade pode cometer é deixar a população de lado em nome do turismo ou de um evento passageiro (como Pan 2007), desleixo com a população custa caro (sinceramente não sei como está a situação de BA neste assunto). Desculpem voltar a este assunto, mas não me conformo com falta de heranças deixadas pelo PAN para o carioca (principalmente na área de infra-estrutura de transportes, pois construir ou reformar complexos esportivos é o MÍNIMO que se TEM que fazer para sediar jogos de qualquer envergadura), também me entristece a pouca importância que o carioca deu a esta falta gravíssima com ele mesmo, que paga impostos escorchantes, levando tudo na festa como se tudo estivesse as mil maravilhas, por essas e outras continuamos a ser o país do futuro…

Pra compensar: a última Condé Nast Traveler (edição americana) fala (bem) do Brasil em duas materias diferentes. Uma é um editorial de moda clicado em Parati, a matéria é uma ode à cidade…
A outra é a tradicional Hot List da revista, que lista os restaurantes, spas, baladas e hotéis mais novos e quentes do mundo. Entramos nas “hot Tables” com dois restaurantes: o ótimo e original Brasil a Gosto, em Sampa, e o Nakombi no Rio. Segue o link:
http://www.concierge.com/bestof/hotlist/2007/

Katy, do jeito que essas companhias aéreas estão miseráveis, este ano deve ter sido capaz da TAM exigir uma lata de coca-cola de cada passageiro…

Ontem foi aniversário da Tam (vi no Rodrigo!). Lembrei que no ano passado – exatamente neste dia! – estava voltando de Buenos Aires (ai, que saudade…) num vôo da própria Tam. Para comemorar, todos os passageiros ganharam uma garrafinha de Coca (infelizmente não era light, Riq) de 237 ml edição limitada com a logo dos 30 anos da Tam. Lindinha. Qual terá sido o brinde deste ano, alguém aí sabe?

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