Mosteiro! Mosteiro! Mosteiro!

Gostaria de aproveitar a profusão de mosteiros eleitos entre as sete maravilhas de Portugal para lembrar que esta é uma das palavras mais eufônicas da lingua portuguesa — tanto na prosódia tuga (mujtâiru) quanto na brazuca (isto é, quando a gente se dá ao trabalho de pronunciar o “i”; “mostêiiiru” é infinitamente mais bonito que “mostêru”).

Desculpem, mas eu não poderia perder essa oportunidade de fazer mais um protesto contra o uso da palavra “monastério” — que até existe em português, mas só aparece em textos de viagem, escrita por jornalistas que não se dão conta de que há uma tradução muito melhor para “monastery”.

Pronto, estou melhor. Volto a qualquer momento para esbravejar contra “vegetais” (por exemplo, “filé com vegetais”). Argh!

55 comentários

Joana, pelo que vi (por cima) sobre esta promoção, não me parece ter uma “pegadinha”, mas há as limitações dos pacotes: nos poucos destinos disponíveis e no fato de todos terem, curiosamente, só duas noites inclusas.

Por mais que não custe nada participar, antes de bater o martelo é bom verificar se, ao acrescentar noites adicionais (supondo que seja possível), a promoção continua interessante frente a outras opções do mercado.

Gente, falando de uma coisa nada a ver com o assunto do post: vcs já comentaram sobre a promoção do Mastercard? Eu fiz uma busca e não achei nada…

Eu já me inscrevi e falta só uma compra de R$ 15 (o que corresponde a 1 cupom) pra ganhar o acompanhante da viagem!

Como vcs sabem de tudo sempre, queria saber se a promoção tem alguma pegadinha, algum senão que eu não achei – li o regulamento, o FAQ, tudo mais e achei tudo bem claro…

Tá no site do Cláudio Humberto, hoje:

Voa, cartel, voa.
As passagens aéreas sobem diariamente, principalmente depois que a Gol comprou a Varig: a tarifa promocional Curitiba-SP variando entre R$ 78 a R$ 190 em maio, passou a R$ 190 a R$ 210 em todas as companhias.

Beto, esta também é muito boa “a nível de”. E eu, enquanto pessoa, gosto muito de outra pérola que se ouve muito por aqui(no trabalho): ” startar” ou será “estartar” (desculpe minha ignorância) como sinônimo de dar início.

Esses modismos ridículos, Jussara, nos dão vontade de estar mandando o interlocutor a estar indo praquele lugar. Pelo menos a nível de destino.

Pior que tudo que já foi dito é o “querido” gerundio que continua a todo o vapor. E quanto orgulho “eu vou estar agendando”, “vai estar chegando” ” vamos estar verificando”. Bom, eu já vou indo.

O problema é quando a tradução é apenas uma cópia. A Sylvia lembrou bem dessas traduções da TV por assinatura (que é paga). Duas no History Channel doeram-me a alma: num programa sobre Charles Lindbergh, o locutor volta e meia falava em FDR, FDR, etc. E eu pensando o que era FDR? Simples: Franklin Delano Roosevelt. O americano chama seus presidentes muitas vezes pelas iniciais (JFK, por exemplo). Só que a tradução, em vez de traduzir, simplesmente passou adiante…
Outra: num programa sobre a ditadura argentina (em castelhano), fizeram menção à Rainha Isabel II da Inglaterra… Porque em espanhol fala-se Isabel, em vez de Elizabeth… E mais uma vez a “tradução” copiou direto.

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