Na cola dos gurus

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O casal sorridente da foto é Maureen e Tony Wheeler, os fundadores do império Lonely Planet. Depois de terem viajado para mais lugares do que todos os freqüentadores deste blog juntos, eles devem ter ficado quaquilionários semana retrasada, ao venderem 75% das ações do L.P. para a BBC.

Numa pequena entrevista dada pelo casal sábado passado ao Guardian, Tony explicou a venda como necessária para desenvolver o lado digital da operação. Mesmo assim, ele não acredita na morte do guia de papel — por enquanto.

Confrontado com a acusação de que o Lonely Planet contribuiria para descaracterizar os lugares que cobre, ele refuta: “As pessoas não vão aonde não podem chegar. Um aeroporto não é construído por causa de um guia nosso; nossos guias são apenas um dos fatores da situação”.

Agora que não precisam mais dirigir a empresa, Tony, que está com 61 anos, e Maureen, com 57, vão continuar viajando, só que de um jeito mais slow.

A pedido do Guardian, os Wheelers fizeram uma listinha de 25 lugares que você deveria ver antes de não poder mais sair de casa por ordens médicas. É uma coleção interessante de lugares pouco óbvios. (Tirando Katmandu, o Marais, Berlim, Cusco e o Monte Fuji, os outros vinte destinos teriam dificuldade de emplacar nessas listas de novas-maravilhas-do-mundo.)

Clique nos textos em azul para saber do que os gurus do Lonely Planet estão falando.

Ilha Lizard, na Grande Barreira de Corais australiana; 

• A cidadezinha universitária de Berkeley, perto de San Francisco, bastião da contracultura americana;

• A ilha polinésia de Rangiroa, com sua população de tubarões;

• A lindinha Hanói, no Vietnã;

• A ilha gelada da Geórgia do Sul, entre as Malvinas e a Antártida;

Katmandu, no Nepal;

• A caminhada de 300 km costa-a-costa na Inglaterra, saindo de St. Bees, no mar da Irlanda, passando pela Região dos Lagos inglesa até chegar à Baía de Robin Hood;

• A capital da Geórgia, Tbilisi, com “suas igrejas ortodoxas de pedra, encarapitadas nas colinas como se fossem stupas birmaneses”;

• Florença? Roma? Veneza? Não: Nápoles!

• A encantadora Ubud, em Báli;

• O bairro do Marais, em Paris;

• O desértico vale Methkandoush, na Líbia;

• O fértil Delta do Okavando, em Botsuana;

• O vilarejo de Yangshuo, à beira do rio Li, que se tornou a meca dos mochileiros na China;

Isfahan, no Irã;

• O vale dos dinossauros de Nemegt, na Mongólia;

• O lado oriental de Berlim;

• O trio de lagos vulcânicos de Kelimutu, na ilha indonésia de Flores;

• Escalar o Monte Fuji;

• O Deserto de Simpson, na Austrália do Sul;

• A mais antiga cidade continuamente habitada do planeta: Damasco, na Síria:

• A jóia colonial espanhola de Cusco, no Peru, com seu tesouro arqueológico inca, Machu Picchu;

• A travessia da Córsega pela trilha GR-20, por entre as montanhas;

Belfast, na Irlanda do Norte, terra de Maureen, poupada da especulação imobiliária por conta das décadas de conflitos político-religiosos;

• Sobrevoar a imensidão gelada do extremo norte do Canadá, vindo da Inglaterra em direção à costa oeste americana.

Confesso que metade desta relação nunca esteve sob o meu radar — mas acabei acrescentando alguns lugares à minha listinha de desejos (em especial Kelimutu, Yangshuo e Tbilisi).

E você? O que achou dessa coleção? Tem algum destino que entrou para a sua lista de sonhos de consumo?

35 comentários

gostaria de dicas para onde ir com meu esposo de ferias 30 dias a partir de 16 de junho, alguma cidade, talvez pegar um carro, e depois uma praia talvez formentera ou sardenha. nao queremos gastar muito. ainda nao fomos para asia. europa conhecemos já bastante. tenho medo de gastar muito mais na asia. algima dica pra nos? estamos meio em cima da hora e sem muita ideia.

Nossa, Karina, você até me assusta…tudo o que você citou no seu comentário são fetiches meus, menos Sana’a, talvez: Isfahan, ok; Samarkand, mais que ok (aliás, Uzbequistão inteiro); Romênia, também ticada (assim como a Bulgária).
Da lista do casal 20, fico com a caminhada costa-a-costa na Inglaterra, Tblisi, Kathmandu, Ubud (depois de ter minha curiosidade despertada pelo Riq), Delta do Okavango, Isfahan, Ilhas Lizard, Córsega (já ouvi falar maravilhas dessa GR-20) e Cuzco, que é a única que eu conheço da lista.
Adorei esse post!

Vais acabar ganhando um apelido por aqui Karini ,
Karinexotique 🙄 🙂 , e te cuida viu ?
Quando falei em Sana quase me mataram .. ah ! aqueles esdificios de
argila com janelinhas minusculas brancas parecem de chocolate , hummm

sem falar que o romeno é uma mistura de idiomas que lembra muuuito o português misturado com italiano with a certain touch de idiomas eslavos. é lindo e super fácil de aprender, em 3 dias eu já falava o básico e me virava. 🙂 olha que super destino diferente!

Riq, pelamooooor… Vá amanhã para ISFAHAN!!! É uma das cidades mais lindas do mundo, pode perguntar para qualquer muçulmano que se preze. 🙂

http://br.youtube.com/watch?v=aacfaolAxx0

Outra que recomendaria é Samarkanda, no Casaquistão. Templos sufis maraaaaviiiilhoooosos com muito azul turquesa. Só não vale levar o monoquini:

http://br.youtube.com/watch?v=yVDY4oPL9Fc

Ok, ia terminar o comentário aqui. Mas não posso deixar pra lá a nova menina dos meus olhos… San’a, no Yemen. Parece uma cidade de brinquedos quando se está no centrinho medieval… Não se como se chamam aqueles predinhos…

http://br.youtube.com/watch?v=7tuQagz4C68

Os predinhos de brinquedo, Riq:

http://www.flickr.com/photos/meriem/87483588/

E pra não dizer que eu só piro com países islâmicos… Visite a Romênia. 🙂 Desça em Bucareste e vá para a Transylvania. Visite o tourist trap que é a casa do Drácula. É um baita pega-turista mas é legal a valer. Passe um dia no centrinho de Brasov, é tãããão bonitinha…

http://br.youtube.com/watch?v=isSD7bmt-IM

🙂

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