O que é que Lima tem? A Sylvia responde:

Plaza Mayor, Lima. Foto: Sylvia Lemos

A Sylvia e o Mario passaram uma semana em Lima — e pelo jeito não vão demorar a voltar… Sylvia Lemos com a palavra:

Estive em Lima pela primeira vez aos 15 anos, retornando de um longo périplo viajandão de quase 90 dias e estava curiosa para saber se iria me lembrar de algo; não, não lembrei de nada, nem da Praça Mayor que está lá desde sempre .

Hoje sei que tenho ao menos duas afinidades com a capital do Peru: o meu sobrenome materno e o encanto indissolúvel com o(s) povo(s) que vivem em Lima, que entendem e até falam portunhol  e fazem de tudo para agradar ao turista.

Lima tem Miraflores, San Isidro, chicha morada, Inca Kola, ceviche  em todos os lugares,  chifas, cuy, sorvete de lúcuma, de pisco, de coca, de camu camu; em Lima não chove nunca (mas tem vento e dizem que faz frio no inverno).

Lima tem huacas, Mercado Inca, montanhas de tipos de batatas e de milho. São batatas de todos os tamanhos, cores e sabores; a variedade e a criatividade no preparo são inimagináveis, passando por sucos, sorvetes, sobremesas, bebidas e até pratos quentes!

Lima tem parques lindos : floridos, manicurados, com árvores centenárias.

Lima tem o Circuito Mágico Del Água, que é meio kitsch, mas não deixe de ir!

Lima tem Chinatown, tem shopping encravado num barranco (Larcomar); tem as mega lojas chilenas Ripley, Falabella (vá nas de San Isidro).

Shopping em Lima. Foto: Sylvia Lemos
Lima tem um hiper mega novíssimo shopping, o Jockey Plaza; se quiser comprar objetos do mundo todo, passe um dia lá .

Lima tem bairro boêmio, o Barranco: vá ao Picas para beber e Ayahuasca para comer e beber; no sábado é super movimentado e  muito agradável (ao menos no verão).

Lima tem comidas maravilhosas, restaurantes aconchegantes, precinhos que deixam Báli no chinelo; tem os badalados Pescados Capitales (não é um nome sensacional?), Astrid y Gastón, El Bolivariano (comida criolla,), Rosa Náutica (o restaurante-pier da foto), Tanta (para lanches), entre outros.

Em Lima o céu está sempre coberto por uma camada de nuvens, mas como temos um acordo especial com o Pedrão, ganhamos seis dias em janeiro, com sol E pôr do sol . E o pôr do sol  é um capítulo à parte, com todos os tons de vermelhos e laranjas; indescritível quando visto dos impecáveis jardins do Malecón…

Lima: pôr do sol visto do Malecón. Foto: Sylvia Lemos

Antes de viajar  li todos os blogs, os guias de viagem online, falei com quem acabou de chegar, e havia muitos pontos comuns: ande sempre de táxi, mas negocie os preços; o táxi da cor X é melhor do que da cor Y,  a cidade é super segura; tudo é muito barato; o câmbio do aeroporto paga mal; o trajeto do aeroporto a Miraflores é muito feio …

Pois não é que me encantei com o trajeto do aeroporto até Miraflores, e mais ainda com esse mesmo trajeto à noite?!

Pois não é que o cambio do aeroporto tinha uma taxa melhor do que os da Av.Larco? E não é que nos sentimos mesmo super seguros o tempo todo e as ruas são limpissimas (ao  menos onde estivemos em Miraflores, San Isidro, Barranco e no centro num domingo)?

Os táxis são meio, ou muito, velhacos; mas funcionam bem. E milagrosamente nenhum deles tentou enrolar. Na verdade como a tarifa é combinada previamente, tanto faz se o motorista faz ou não o caminho mais curto. E existem táxis em todo o lugar , nunca esperamos por um mais do que dois minutos.

Hospedagem

Com um passar de olhos no TripAdvisor e meia dúzia de cliques nos atacadistas de hotéis separei 4 hoteis em Miraflores, fiz uma reserva cancelável e fiquei conferindo toda a semana se havia alguma mudança nas tarifas. Mantemos a escolha do Radisson Decapolis Miraflores, depois da aprovação dos trips. Gostamos bastante das instalações e da atenção do pessoal do hotel, que tem free wi-fi  e um ótimo café da manhã (quase um brunch).

Lima: Radisson Decapolis Miraflores. Foto: Sylvia Lemos
A piscina não é grande , mas esteve sempre tranqüila; ao fundo, uma academia com excelenteequipamento; há ainda um lounge com camas, algumas acortinadas. Mas nem pense em dormir: o fundo musical é tchunk thunk e em alto e bom som.

Refeições

Lima é conhecida pela gastronomia de qualidade, com sabores ricos e típicos de todas as regiões do país. As pimentas, as batatas, as frutas dulcíssimas, os sorvetes, a comida criolla, a cozinha novo-andin , e um sem-fim de combinações e preparos do prato nacional : o ceviche .

Restaurantes estrelados e pequenos negócios familiares servem comida fresca a preços inacreditáveis : almoço com entrada, prato principal, sobremesa e bebida( chicha morada) vão variar entre 10 reais ( nos pequenos restaurantes não-turísticos) a 70 reais (menu degustação com duas horas de duração no Astrid y Gastón).

Boteco não tem, mas os pequenos bares locais são um charme!!

Lima: restaurante simples. Foto: Sylvia LimaLima: restaurante fino. Foto: Sylvia Lemos

Neste estrelado aí de cima, gostei mais das entraditas do que do prato principal .

Turistagem

Os locais mais distantes podem ser alcançados rapidamente nos finais de semana, quando o trânsito é super tranqüilo. A lista de locais a explorar não é muito grande, com alguns museus, prédios e igrejas e todos são de fácil acesso.

Fontes coloridas no Parque da Reserva são lugar de encontro dos locais nos finais de semana, tem lugar até para banho coletivo (mega divertido, por sinal). Os balcões da Praça Mayor são imperdíveis ( e tem muitos destes por toda a cidade)

Comprinhas e comidinhas

Os supermercados Vivanda, Wong , Metro e o hiper Tottus são ótimos para conferir os produtos locais, comprar frutas exóticas e quinoa (a 10 reais o quilo).

O Jockey Plaza tem ótimos restaurantes externos, e uma filial do Tanta. Fica a 20 minutos de táxi (e 15 soles — 10 reais) de Miraflores. Na frente da praça de alimentação há uma loja dos Chocolates Helena (com as famosas tejas, experimente a branca, com limão).

Nos meses de remarcações os preços dos produtos podem ser inferiores aos dos outlets de Orlando (e leve a balança de mão para não voltar com excesso de peso).

Minha viagem

Hospedagem

Lima: Radisson Decapolis Miraflores,  no site (peça ap entre o 5° e 8° andar , mais alto tem zoeira das festas noturnas na piscina).

Transporte de/para aeroporto em Lima

  • Na chegada reserva pela web com  Lima Cabs
  • Na saída, marquei por telefone com  Taxi Satelital; peça o número no seu hotel; (poucos táxis têm autorização para entrar no aeroporto )

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Câmbio

É bem variável , dependendo do horário, local e dia da semana, mas tem máquinas e casas de câmbio em todo o lugar; e reais têm uma cotação bem razoável  (sim , dá para  trocar reais em Lima apresentando o passaporte — não aceitam identidade).

Dicas e pitacos

  • Chips para celular são vendidos livremente nas lojas de telefonia da Av.Larco, leve o passaporte e soles em moeda (nossos 2 chips locais + impulsos na Claro = 30 reais)
  • Prove todas as bebidas, sucos e sorvetes exóticos. Funciona assim: ame ou odeie!
  • Todas as marcas globais estão nas lojas de departamentos; as meninas vão gostar de ver Pepe jeans não remarcados por 100 reais;
  • Originalidade, bom gosto e qualidade em coisas para a casa estão na Casaideas em San Isidro e no Jockey Plaza (aqui vocês podem pegar um carrinho de super mercado e circular livremente por quase todo o shopping  sem ter que carregar a sacolagem).
  • Para os fissurados em marzipan como eu, Lima é um achado! Olha aqui:

Lima: marzipan. Foto: Sylvia Lemos

Quer saber? Se ainda não foi, vá a Lima antes que estas férias terminem.

Gracias, Sylvia!

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250 comentários

Que belo post! Nunca pensei em ir à Lima, mas já estou cogitando pra setembro, já que em maio já defini pela Espanha e não posso ir agora mesmo….

Sylvia, excelente relato e como todos já disseram, deu vontade de ir para o aeroporto agora mesmo e embarcar. Dicas devidamente guardadas!

Sylvia – quer dizer que somos parentes? 😉

O Caê é VIDRADO em marzipan. Adora os chilenos, os alemães. Não sabia que tinha no Peru! Mas já que gosta, não sei se conhece os espanhóis! Toledo tem lojinhas com marzipans deliciosos – tem um feito pelas freirinhas de um convento, só comprar já é uma experiência…

    Pois pois prima 🙂 Os marzipanS espanhóis já foram responsáveis por uns 5 kilos a mais na balança , no século passado.
    Desta vez trouxe só 250g …

Sylvia, com este excelente e impetuoso relato de Lima, qualquer pessoa com um pouco de senso comum gostaria voar para Lima agora mesmo.

Parabéns!… seu texto é a melhor presentação do seu espírito apaixonado pelos viagens

Olá “Sra.Bóia”. Não tem necessidade de subir para o perguntódromo não. Sobre os posts indicados já os li, mas sabe aquela insegurança?
Ainda mais que todo mundo teve algum tipo de probleminha (Wanessa com voo cancelado 5 dias antes e Lu sem saber sem confiar muito na reserva da Star Peru e relatos de dificuldades no contato com a Condor Viajes).

Luiz, bom ler seu relato e ficar esperto com o tal selinho da taxa já paga. Esse voo as 5h da matina? Valeu a pena para aproveitar o dia em Cuzco ?

Aproveito espaço para perguntar – já li em alguns blogs mas queria respostas mais atualizadas.

O trecho Lima – Cuzco, dá para comprar tranquilamente daqui do Brasil pela TACA ? A Star Peru é confiável ?
O site da TACA dá um aviso de um taxa de $ 178,50 (que não sei se são em dólares ou soles) a ser paga no aeroporto. É a tal da taxa TUUAA ?

Ou é melhor procurar uma agência de viagens peruana ou brasileira mesmo para pegar um “mini-pacote” com hotel + transfer + passagem ?

Obrigado desde já.

A Sylvia não tem blog mesmo porque? 🙂 Ainda bem que podemos contar com as dicas maravilhosas dela sempre por aqui!
E eu amooooo marzipan!

    Era o que eu ia falar, como a gente faz pra convencer a Sylvia que ela PRECISA criar um blog?

QUE RELATO! Deu vontade de fazer as malas a-go-ri-nha!

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