Restaurantes de Buenos Aires: 3 roteiros by Destemperados

Casa Cruz, Buenos Aires. Foto: DestemperadosEm mais um post de utilidade pública, os Destemperados facilitam a vida de quem não quer passar dias destrinchando o (excelente) Guia Óleo em busca dos restaurantes mais bacanas de Buenos Aires.

Os esfomeados acabam de criar roteirinhos prontos para passar três dias na cidade praticamente sem sair da mesa. Como sempre exagerados, já fizeram logo três roteiros diferentes, para três tipos de apetite.

Tem o roteiro para gourmets de primeira viagem, o roteiro de lugares onde turistas raramente são vistos e o roteiro top gourmand, com o melhor do melhor da cidade, na opinião dos Destemps.

Vou piratear a seleção dos guris, com links para os posts em que eles dão o serviço completo de cada lugar (incluindo horários e necessidade ou não de reserva).

Roteiro 1a. viagem

Dia 1: almoço no Miranda, em Palermo Hollywood; chá no Alvear, na Recoleta; jantar no Casa Cruz, em Palermo Soho.

Dia 2: almoço no Cluny, em Palermo Soho; cupcakes no Muma’s, em Palermo Soho; jantar no Sucre, em Belgrano.

Dia 3: almoço nipo-peruano no Osaka, em Palermo Hollywood.

Sorveterias: Freddo e Persicco

Roteiro off-Broadway

Dia 1: almoço no Restó da Sociedad Central de Arquitectos, no Barrio Norte; chá na livraria Eterna Cadencia, em Palermo Hollywood; jantar no Bistró Inovación da Casa Coupage, em Palermo Soho.

Dia 2: almoço no Bar 6, em Palermo Soho; lanche na Mark’s Deli em Palermo Soho; jantar no Club 647 em San Telmo.

Dia 3: sujinhos, sandubas, empanadas, panchos — escolha um deles no roteiro do Geraldo Figueras

Bar: Lupita em Las Cañitas

Sorveterias: Scannapieco em Palermo e La Veneciana em Puerto Madero

Roteiro top gourmand

Dia 1: almoço no Olsen, em Palermo Hollywood; lanche com embutidos de primeira no Valenti, em Belgrano; jantar no Gran Bar Danzón, no Barrio Norte.

Dia 2: almoço-degustação na Vinería Gualterio Bolivar, em San Telmo; lanche no I Central Market, em Puerto Madero; jantar de caças no El Baqueano, em San Telmo.

Dia 3: almoço no Social Paraíso, em Palermo Soho.

Sorveterias: Un’Altra Volta e Munchi

Leia:

Roteiros gastronômicos: Buenos Aires, pelos Destemperados

97 comentários

Christianne
não sei quando você vai, mas um pouco da programação cultural oficial (governamental) da cidade você pode encontrar aqui: http://www.buenosaires.gov.ar/agenda/?menu_id=18195
– conferi a parte de “danza” e achei tango e milongas grátis na programação agora de junho. Certamente é opção não tão turística.
De qualquer maneira o Café Tortoni é um clássico (não vi o tango, mas não deixe de conferir o churros com dulce de leche deles).
Boa viagem!

Obrigada, Ana Carolina,como meu tempo é curto (só 3 dias)deixarei o Café Tortoni como certo , mas ficarei atenta a qualquer possível barbada…
Já vi que em Buenos Aires tudo pode acontecer,quando voltar enviarei minha experiência.
Até lá!

Estou indo com meu marido a BsAs no dia 10/06, é minha primeira vez lá e estou um poco perdida com relação aos shows de tango, pois , ao mesmo tempo quero conhecer o que é típico , mas não tenho paciência para encenações dramáticas muito prolongadas. Em suma, gostaria de algo legaL , NAÕ MUITO LONGO NEM CARO!

    Conceituar caro e longo é subjetivo demais. Para mim um show que custe 15 dólares mas tenha um monte de acrobacias e não tenha uma boa música é caro (e difícil de aguentar por mais de 15 minutos), assim como não é caro um que custe 150 dólares e apresente músicos primorosos e dançarinos de tango sem pretensões a exibir clones de Evita e música indígena (que eu gosto, mas prefiro não misturar). Talvez a ideia de barato e curto se aplique ao show do Café Tortoni (que é lerê clássico e eu nunca experimentei).

    Se for só para ‘conferir’, há dançarinos de tango espalhados pelas próprias ruas da cidade, em especial na Florida e na Feira de San Telmo, aos domingos (chegue tarde, ela só vai ‘funcionar de verdade’ depois das 11 – a primeira vez fui imaginando que seria como a feira de artesanato da cidade em que moro e às 9 da manhã não encontrei nada interessante). Também vale conferir a programação cultural da cidade para ver se não há nenhuma ‘barbada’ – no ano passado descobri uma apresentação deliciosa de tango (só os músicos) no saguão de um teatro público, ao meio dia, por zero pesos.

Riq;
Sabe me dizer se vc ou alguém falou por aqui que o dono do Casa Cruz tem outro restaurante em Bsas? Não estou achando nos comentários mas tive a impressão de ter lido.
Em negativo, tem algum restaurante naquele estilo para indicar?
O que acha do El Clan em Puerto Madero? Um amigo me indicou mas não sei até que ponto é uma indicação confiável….Obrigada.

    Ah sim…mas entrei no site e me parece estar em construção. É aquele mesmo tipo de ambiente? E a comida mesmo estilo? Sabe onde posso encontrar fotos?
    E quanto ao El Clan, conhece ou já ouviu falar?
    Obrigada mais uma vez.

    É…eu também não, mas vamos com meu irmão e cunhada, que de certo irão querer conhecer. Obrigada.

Passei a semana em Buenos Aires,seguindo as dicas daqui do blog .Gostaria de compartilhar algumas experiências da viagem.
Fui pela segunda vez.Fiquei no HJ boutique Recoleta,recomendo muito!!!Os taxistas são realmente uma novela,só dá pra confiar nos teletaxi ,pegar um no meio da rua é uma verdadeira aventura..eles nunca sabem chegar,taxímetros adulterados,mal humor,uma desgraça.Quando pegar um tx lá tenha sempre o endereço e a outra rua de referencia.Fui para dois shows de tango,o do Bar Sur,que me perdoem os fãs do local,foi minha pior experiência da viagem.Caro para o que oferecem(160 pesos por pessoa),passei 2horas lá para ver se “acontecia” os cantores muito fracos,diziam para nós pedirmos o tango preferido e não cantavam!!!os casal de bailarinos só apareceu 2 vezes e dançou 2 músicas (com som eletrônico) e os intervalos eram longos,não sei se é uma má fase que o local está passando…Fiquei tão desapontada que fui no Rojo Tango,o espetáculo é lindíssimo,o ambiente,a iluminação,e o que mais me impressionou foam os músicos,muito jovens e talentosos.Valeu!só a comida que não é das melhores.Na outra vez que estive lá fui no tango do café tortoni ,que achei muito bom mas simples e no Señor Tango que achei muito teatral.Fui no chá do Hotel alvear,ambiente lindo e comidinha gostosa.Bom demais!Jantei no Sottovoce(Recoleta)gostei muito da comida,no Sucre ,bom ,valeu mais pelo lugar de que pela comida que estava gostosa,no Thymus foi ótimo,comida maravilhosa.Almocei no La Cabrera,sem dúvida a melhor carne .No Miranda muito bom também e com ambiente legal.E no Cabaña las lilas ,que eu já tinha ido,porque queria almoçar no Puerto Madero,comida boa e ambiente legal,cheio de brasileiros…
Por fim Buenos Aires está ainda mais linda e baratíssima para os brasileiros.

    A dica de dar o endereço exato, com as ruas (entre tal e tal) é infalível. Nunca me enganam. Procuro sempre o endereço no Google Maps e já dou com as coordenadas.

    Nossa Andrea…acho que você deu azar mesmo…ou eu dei sorte!Fiquei absolutamente encantada com o Bar Sur quando fui ( em novembro do ano passado). Os dançarinos eram excelentes, dançaram a noite toda, praticamente não teve intervalo e música eletrônica nem pensar. Havia uma senhora loira que cantava divinamente bem!

    O Bar Sur eh assim — ou se ama, ou se detesta. Eu sempre aviso. Eu adorei.

O fantástico de uma cidade como Buenos Aires é que você pode fazer um roteiro completamente diferente e ainda assim ser fantástico. Aliás, é um desafio interessante a quem gosta de ir atrás: um roteiro completaço ignorando todas essas dicas.

Abraço!
Geraldo Figueras

Estamos passando a semana em Buenos Aires e como pegamos aqui várias dicas ótimas queremos retribuir com algumas boas também.
A 1ª é o hotel, Blue Soho, na El Salvador, no coração de Palermo Soho ( http://www.hotelbluesoho.com ). A localização é o ponto alto, no melhor quarteirão da El Salvador de onde se pode caminhar até a maioria das dicas que aparecem aqui no Ricardo.
É um “hotel design”, tão comum nesse bairro , e gostamos bastante, mas é aquele tipo de hotel onde o mesmo funcionário abre a porta, atende na recepção e faz seu café. São apenas 11 quartos, pegamos a suíte “Soho”, com 35m2 e frente para a rua, com um delicioso terraço dando direto para a copa das arvores. De dia é agradável ver o movimento e a noite é tranqüilo. Serviço simpático, café da manhã gostoso e uma sensação boa de estar hospedado na casa de alguém mas com privacidade e conforto (apesar de alguns deslizes na manutenção). Quartos na faixa de R$ 200,00, suítes um pouco mais.
Conferimos o almoço no Osaka e é mesmo tudo o que dizem, ficamos até as 4 da tarde tomando saquê e comendo os ceviches de peixes variados, além de sushis e sashimis muito bons. A conta para dois saiu alta (R$ 180) mas valeu cada centavo. Fomos e voltamos a pé e caminhar em Palermo Hollywood foi uma surpresa, lugar agitado, cheio de restaurantes transados. Menos lojas e mais escritórios que no lado do Soho.
No Guia Oleo encontramos o Crizia ( http://www.crizia.com.ar ), um restaurante de cair o queixo: pé direito de 10m, muito bem decorado, ambiente agradável e uma comida excelente, vale muito a pena (no guia a nota dele é uma das mais altas da cidade). Sem o vinho o jantar para dois saiu por 180 pesos, uns R$ 90,00, ótimo preço pelo nível do lugar e da comida.
Há uns 100 metros do hotel almoçamos no Cluny ( http://www.cluny.com.ar ), que já foi indicado por varias pessoas aqui. Ótimo serviço, um patio charmoso, comida muito boa.
Na Armenia, 1692, quase esquina com a El Salvador, achamos o Bblue, (vizinho do Bar 6, já incluído nas listas aqui do blog e onde jantamos bem) um pequeno restaurante natureba sem ser chato. Saladas, sanduiches, ótimos e criativos sucos, boa opção para uma refeição rápida, saudável e barata.
Comparando com os preços do Brasil as roupas aqui são muito baratas. Masculinas compramos na Bokura (El Salvador, 4677) e na Airborn. Roupas lindas para crianças na Mimo&Co. Mas Palermo Soho está repleta de lojas lindas e a reforma das calçadas (estilo rua Oscar Freire) deixa as caminhadas muito agradáveis, vale a pena bater perna e ir descobrindo os lugares (como o La Salamandra com seus ótimos doces de leite, na El Salvador).
De ruim em Buenos Aires: a poluição dos carros, os flanelinhas meio agressivos nas ruas, um certo mau humor generalizado dos atendentes das lojas e o transito um pouco confuso onde carro algum anda na faixa nem sinaliza para que lado vai. E nas esquinas sem sinal todos seguem a regra do “chegou primeiro, passou”, é preciso prestar muita atenção.
Não tivemos problema algum com os taxis, baratos e eficientes, apesar dos carros meio velhos e um pouco mal cuidados. Alugar carro ou andar de metrô aqui não vale a pena mesmo.
Os argentinos todos insistem em alertar os turistas sobre trombadinhas (que assaltam de moto) e batedores de carteira, celular ou máquina fotográfica, mas não vimos nada de errado e nos sentimos muito seguros o tempo todo, mas atenção parece ser recomendável.
Boas férias a quem for, Buenos Aires está linda e valendo muito a pena.

Estou em BsAs e aviso que o restaurante-bar Uriarte fechou… pena, era uma das melhores opções de Palermo Soho.

    Ops, já tinha sabido disso. Estou apagando o link, obrigado por avisar.

Corrigindo: La Cabrera

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