Restaurantes: procurando Palermo em Bariloche

Cervecería Antares

Chegamos em Bariloche numa sexta-feira meio tarde — já passava das nove da noite quando entramos no hotel. Resolvi sair pelo centrinho sem nada programado, vendo onde a minha antena me levaria. Entramos pela calle Mitre, a rua principal, onde estão as lojas de chocolate, demos uma geral nas transversais, como a Palacios, e entramos em pânico: era como se Gramado tivesse vindo parar em Porto Seguro. Acabamos entrando num grandalhão tradicional que estava cheio (fim de temporada, muito lugar vazio), o Família Weiss. Comemos bem médio, e naquele momento demos por encerrada a nossa experiência barilocheana tradicional. Nos dias seguintes, tentaríamos procurar restaurantinhos descolados, que fugissem tanto do suíço para grupos, quanto do restaurante chique demais de hotel.

Não é que eu esteja desdenhando nenhuma dessas experiências — mas para comer fondue ou gastar uma grana no Llao Llao ou no El Casco ninguém precisa de guia, concorda?

Conseguimos. Aí vai uma listinha de lugares onde você pode ir quando já tiver esgotado a sua cota de churrascarias (são ótimas, claro) e de comida alpina.

Santos RestóTrutaOjo de bife

SANTOS RESTÓ

Fica no comecinho da calle España, a paralela de baixo da San Martín, e que leva ao discotecódromo da cidade. É pequetitico e fica fechado — é preciso tocar a campainha para entrar. Cardápio enxuto, pratos suuuperbem montados. A área do bar tem uma mesinha baixa para compartilhar fondue (olha ele aí) em turma. O Nick pediu truta; eu, um ojo de bife. Muito bom. España 268, tel. 2944/42-5942.

A sala do NaanRolinhos vietnamitascouscous marroquino com legumes

NAAN

Já resenhado pelos Destemperados, este restaurante é tão caseiro e escondido que nem site tem (o link do título dá nos Destemps). Funciona na sala de uma casa de uma área residencial próxima ao centro — e se houver carros estacionados na frente você corre o risco de não ver a entrada. Quem atende é a dona, e quem cozinha, o dono. O cardápio combina influências do mundo inteiro — os rolinhos vietnamitas de entrada são sensacionais. Como platos de fondo pedimos couscous marroquino com legumes e lombinho com funghi secchi. É o mais caro dessa turma, mas ainda assim mais barato do que um restaurante com qualidade equivalente no Brasil. É preciso reservar; não aceita cartões. Campichuelo, 568, tel. 2944/47-1785.

I LatinaFilé com legumesFilé com legumes

I LATINA

Em frente à pracinha da igreja de pedra, este restaurante de cozinha fusion latinoamericana tem ambiente moderno, com paredes em cores vivas e bonitas fotos de personagens de Cartagena. Os donos são irmãos colombianos que atendem à mesa. No cardápio, ceviches e pratos que têm cara de asiáticos mas vêm com temperos latinos. Beeeeem interessante. Vicealmirante O’Connor 541, tel. 2944/42-8520.

SaladitaWok de carneEl postre

SUSHI CLUB

É uma rede internacional com restaurantes metidinhos e preços suuuuuper em conta na hora do almoço — o menu “fuera de carta al mediodia” oferece entrada (salada ou sushi), prato (sushi ou wok), sobremesa, taça de vinho e água sai meros 52 pesos (26 reais). E no caso da filial de Bariloche, inclui uma linda vista para o lago Nahuel Huapi (veja na foto do meio). O jantar tem preços mais sérios. Fica na zona das discotecas, e deve bombar na temporada. Espanha 507, tel. 0810-222-78744.

Antares

CERVECERÍA ANTARES

Não é um restaurante, mas se você estiver com muita, muita, muita saudade de Palermo deve dar uma passadinha nesta cervejaria, da mesma rede que tem uma filial na calle Armenia, em Palermo Soho. Ambiente sempre animado e cerveja artesanal — produzida em Mar del Plata — em oito versões. Eu adorei a Kölsch, feita à maneira da cerveja típica de Colônia, na Alemanha, mas servida em copos de meio litro (em Colônia eles servem em copinhos estreitos). Fica na segunda paralela da Mitre, subindo. Elflein 47, quase esquina com Morales, tel. 2944/43-1454.

E você? Foi a algum restaurante bacaninha em Bariloche? Sua contribuição é muy bienvenida.

41 comentários

Matou a pau hein Riq. O Naan é muito gostoso mesmo.
E essas outras dicas já estão na lista.
Abraço

Adorei!!!
Anotei todas!!!
Ouvimos falar muito do La Cueva …que é mega bacana e cheio de charme…e….só que agora, com as megas dicas, ficamos pensando se vale a pena conhecer o La Cueva.

    Cerro Catedral é passeio para um dia inteiro.

    À medida que você vai subindo, as paisagens vão ficando cada vez mais frias, até que lá em cima você chega bem perto de uma geleira, como se estivesse na Patagônia de verdade.

    Eu fui em maio e tinha até aquelas paisagens todas cobertas de gelo, com direito a rio congelado e a levar tombos na neve.

Eu amei o “El Boliche del Alberto”.
Carnes sensacionais, porções de acompanhamentos muito bem servidas e vinho a um ótimo preço.
Faz fila na porta, e na alta temporada, me disseram que só com reserva. Mas vale muito a pena. Tô até com água na boca agora …
Gostei muito do tarquino também.
Mas estive lá na noite de reveillon, com menu e preço fixos, então não opsso opinar sobre as variedades e os preços do local.
Mas o ambiente é ótimo. E a comida que nos foi servida também era muito boa.

    É bastante simpático mesmo! Não entrava muito no briefing “jeito de Palermo”, mas deu vontade de ir.

Ah, eu fui a Bariloche há tanto tempo que acho que esses restaurantes tão lindos nem existiam… 😉

Recomendo o Di Como (pastas excelentes, carta de vinhos ótima, slow food – como não é para ir com pressa, é melhor ir à noite) e o http://www.gabbiano.com.ar/ (comida internacional mais elaborada muito boa). Endosso o Sushi Club (não só o de Bariloche como os de Buenos Aires e o de Mendoza).

À primeira vista, não lembrei de nenhum lugar muito cool. Mas, pensando bem, teve um local bem legal, sim, mas de uma maneira assim, digamos, meio roots: o passeio p/ o rafting no Rio Manso incluía um almoço no próprio parque natural onde fica o rio. Um cozinheiro com cara de guia florestal assava em uma grelha as carnes de caça (e outras carnes mais ortodoxas) e ia colocando no seu prato o que você quisesse e gostasse mais e o quanto você aguentasse. Mas não tinha restaurante nem nada, era naquelas mesas e bancos de madeira típicos de parques, uma coisa bem Zé Colméia. Pitoresco! Curti muito.

Afffe, que essas fotos estao um desbunde, nao? Mas minha viagem `a Bariloche foi ha tanto tempo que nem sei se os lugares ainda estao funcionando. E, honestamente, nao rolou nada palermo-like assim, infelizmente.

Bariloche foi minha primeira viagem internacional, com o real super valorizado, entao talvez eu não tenha um bom parâmetro. Mas eu gostei demais do ambiente do Familia Weiss, especialmente o segundo andar, onde minha mesa tinha vista pro lago e ainda teve um lindo show de tango! Sim sim, coisa para turista, mas eu gostei. A comida foi mediana: meu prato de uma dessas carnes patagônicas (nao lembro qual…) estava mais ou menos, mas o ojo de bife do meu namorado estava fantástico.

Na mesma rua também fui no Diego’s, com atendimento e cozinha mais intimistas…

Grande Riq! Falemos do inverso, ou seja, do que não gostamos, achamos a comida do Weiss “muito” média mesmo. Do “México lindo y Que Rico” não gostamos de nada, preços acima da média para a cidade, comida fraca e atendimento muito ruim. Resumindo pegamos o auge da temporada de verão, até os bons inclusive alguns do que você escreveu estavam mega-hiper-lotado. De qualquer modo a tua garimpagem foi excelente. Abraços