Salinas do Maragogi, o maior resort de Alagoas

Salinas do Maragogi

Em 2009, quando completou 20 anos, o Salinas do Maragogi se reinventou: tornou-se um resort all-inclusive, como os de Punta Cana. Literalmente: sem pertencer a nenhuma rede internacional, o hotel enviou uma equipe para estudar o funcionamento dos all-inclusive dominicanos.

O resultado, aperfeiçoado em alguns verões, é um resort redondinho, adaptado ao gosto brasileiro, e focado num público que não busca luxo, mas uma boa relação custo x benefício.

A localização

Maragogi vista do Salinas do Maragogi

Maragogi está a meio caminho entre Maceió e Recife: são 125 km para cada lado, pelas estradas litorâneas (AL 101 Norte em Alagoas, via Porto Calvo, e PE 060 em Pernambuco, via Cabo). O resort fica menos de 5 km ao sul da vila.

A praia

Salinas do Maragogi

O trecho onde está tem uma faixa larga de areia (algo inusitado na região) e águas que podem turvar na beirada, devido às águas do rio que deságua próximo. A água é sempre rasinha e só apresenta ondulações (muito pequenas) enquanto a maré está enchendo.

As instalações

Salinas do Maragogi

Fica numa propriedade enorme (dessas que, hoje em dia, comportariam um complexo de três resorts). Há um rio que corta o terreno.

As primeiras construções do resort ficam na metade do terreno entre o rio e a estrada. O bloco da recepção, térreo, contém o restaurante, a agência de passeios, a loja e, no subsolo, a sala de ginástica.

Cinco blocos de apartamentos, de dois andares (sem elevador) e o centro de convenções ficam nos fundos do terreno. O kid’s club, a piscina secundária e a estrutura de arvorismo encontram-se no meio do jardim.

Atravessando uma das pontes chega-se à parte da frente do resort, onde estão os blocos de apartamentos mais recentes (luxo, perpendiculares à praia), o parque aquático, os restaurantes de praia e as quadras de tênis.

Há uma grande faixa de terreno preservado, à esquerda (norte) do hotel e também do outro lado da estrada; esta área é usada para um “passeio ecológico” e também como mirante.

Os apartamentos

Salinas do Maragogi

São menos de 240 — o que resulta na melhor relação hóspede x m² da sua faixa de preço. Foram renovados nos últimos anos. As paredes de tijolinhos aparentes ganharam reboco e um simpático amarelinho; o piso agora é de lajotas claras. As TVs pegam Sky.

Os apartamentos standard têm uma cama de casal ou duas de solteiro; os superiores, duas camas queen; a categoria luxo praia vem com duas camas queen e vista lateral do mar (esses apartamentos ficam nos blocos mais novos). As suítes têm TV com tela de LCD.

As piscinas

Salinas do Maragogi

O parque aquático principal tem vista desimpedida para a praia e nichos de várias profundidades. A piscina não tem bar molhado. A equipe de animação é muito divertida — a aula de hidroginástica que vi valeu por um show de humor.

Salinas do Maragogi

A parte mais sossegada da piscina fica junto ao rio, com vista para o mangue. Há também uma segunda piscina, próxima ao kid’s club.

Salinas do Maragogi

Salinas do Maragogi

Kid’s club

Salinas do Maragogi

Está no canto esquerdo do jardim. Tem uma área coberta e um parquinho ao ar livre.

Refeições

Salinas do Maragogi

Salinas do Maragogi

O all-inclusive não tem fru-frus, mas é generoso. Entre as frutas do café da manhã há carne de coco verde (nham) — algo que eu nunca tinha visto antes em lugar nenhum. No final da manhã aparece um camarãozinho fritado na hora no buffet do restaurante da piscina. No meio da tarde é servido um chá completo, num quiosque entre o kid’s club e a piscina secundária.

No dia em que me hospedei havia bacalhau à portuguesa e codorna no buffet do jantar. É possível também fazer reserva num dos dois restaurantes à la carte, que funcionam junto à piscina.

Salinas do Maragogi

Bebidas

Salinas do Maragogi

Em 2011, quando visitamos, os refrigerantes eram Coca-Cola e o chope, Sol, mas havia Skol de garrafa, servida em copo. (As tulipas de cerveja são de acrílico e reutilizadas.) A vodka era Natasha e os whiskies incluídos eram todos nacionais. Se esses detalhes são cruciais na decisão da sua viagem, sugerimos contactar o hotel e confirmar as marcas (acordos comerciais podem ser feitos a qualquer momento).

A sala de ginástica

Salinas do Maragogi

Tem equipamentos novos — e vai ficar mais agradável quando for transferida para um bloco a ser construído especialmente para ela. Há aulas de Pilatas com hora marcada.

A estrutura náutica

Salinas do Maragogi

Lanchas fazem passeios (pagos) às Galés e a outras piscinas naturais da região; na maré alta a pedida são passeios à costa ao norte da cidade, onde estão as praias mais bonitas. Também é possível fazer wakeboard (prancha de surf puxada por lancha; atividade paga.

Há uma operadora de mergulho funcionando dentro do resort. Também dá para fazer aulas de windsurf e alugar barco laser.

Os caiaques para passear no rio são de uso gratuito.

“Coqueirismo”

Salinas do Maragogi

Uma área de arvorismo, espertamente rebatizada, funciona junto ao mangue. O uso é cobrado.

Entretenimento noturno

Salinas do Maragogi

A programação inclui música ao vivo e shows de humor.

Os passeios

Fazenda Marrecas

Um passeio original do hotel é o day-use da histórica Fazenda Marrecas, que fica a 12 km e também pertence ao hotel. Há um lago com pedalinhos, piscina e uma casa de farinha que vale a visita. O lugar já foi cenário de filmes e novelas, como “A Indomada”.

Os passeios convencionais são operados pela Tropicana. Em 2011, esses eram os preços: Praia dos Carneiros, R$ 55; São Miguel dos Milagres, R$ 40; Porto de Galinhas, R$ 65; Recife e Olinda, R$ 80; Maceió com Gunga e Pontal da Barra, R$ 75. Devem ter aumentado um pouco.

Um cantinho

Salinas do Maragogi

A paisagem do passeio guiado pelo mangue e pelo morro atrás do hotel.

O hotel Salinas do Maragogi, em Maragogi…

  • É para você: que procura um all-inclusive de preço moderado numa praia que não seja perigosa.
  • Talvez não seja pra você: que precisa se sentir num ambiente luxuoso.

Salinas do Maragogi

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399 comentários

Oi Riq,

Estava ansiosa por este post, tenho muita vontade de conhecer esse resort, pricipalmente para conhecer maragogi.

Obrigada!

bjks

Olá, já tinha quase me decidido em onde passar a minha lua de mel e agora voltei a ficar confusa. Depois de ter lido quase todos os comentários referente a all inclusive (que em geral não são bons), me surpreendi com este que. Me ajudem, Salinas de Maceió ou de Maragogi? Lua de mel, quero um lugar tranqüilo, com uma linda praia e bom atendimento. Obrigada.

    Oi Aline, na minha opinião a praia do Salinas de Maceio é bem melhor, mas a estrutura é mais fraquinha. Eu não ficaria em nenhum dos dois, se quer resort em Alagoas nessa faixa ai, tente o Miramar.

    Olá, Aline! Unanimidade é algo que não existe! Qual será o seu perfil? Será que você é como os que gostaram deste resort ou como os que não gostaram? Não dá pra saber!

    Leia todos os posts, eleja os pontos que você acha mais importantes e siga a sua intuição. (O Comandante deve subir o post do Salinas de Maceió ainda hoje.)

Estive por lá com minha família em maio/2010 e foi super agradável, não encontramos nada desabonador. O funcionários são muito atenciosos e gentis, instalações impecáveis e kids club que superou expectativas. Recomendo.

Olá Ricardo, dá até saudades realmente deste lugar estive lá com meu noivo em novembro/2010, e tudo foi maravilhoso relamente. Ganhamos nossa viagem da empresa que ele trabalha atualmente e fomos com um grupo de amigos, foi mto divertido e extremamente inexplicavel.. Os funcionários são realmente mto prestativos e esforçados em servir mto bem o hóspede, nada realmente de mto luxo, mais tdo de mto bom gosto. Gastronomia variada e com um toque mto especial daquele que só o Nordeste tem a oferecer. A praia é maravilhosa um mar como eu nunca tinha visto em praia nenhuma no litoral do sul do Brasil, fizemos o mergulho e amamos a paisagem, as piscinas, as bebidas e os variados pratos durante todo o dia eram deliciosos, e nós aproveitávamos bastante o dia todo, pq os funcionários faziam brincadeiras nas piscinas, e nos cantos do Resort, era entretenimento o dia todo mesmo.. Bem espero que minha opinião tenha sido apenas um pouquinho do muito que vivemos nestes dias que ficamos por lá.. Um abraço
Jaqueline (Lages/SC)

Nossa… Não devo ter ido ao mesmo lugar que vocês.
Estive em abril de 2009 e não é um all inclusive, é algo inclusive, mesmo considerando o preço ser mais baixo que os demais não devendo gerar grandes expectativas, a comida era muito fraca, a coca zero acabou no segundo dia da minha estadia e não foi reposta, o chopp estava sempre quente…. e, Riq, sempre confio cegamente em suas opiniões, mas chamar a piscina próxima à praia de parque aquático é um mega exagero e durante a minha estadia o chá da tarde não era nada completo.
Com tudo nada disso conseguiria estragar minha viagem (até porque fizemos grandes amizades, que mantemos contato até hoje, ali), não fosse o mar estar infestado de águas-vivas, não era possível entrar, e isso pra mim é vital, mas ninguém tem culpa disso, dei zebra mesmo!
O grande patrimônio do hotel são os empregados, são maravilhosos, bem humorados, prestativos, amei isso, eles realmente tiram água da rocha. Ah! O entretenimento noturno tbém é muito bom, mas fiquei grilada porque toda noite tinha algo muito bacana como um luau com jantar na piscina próxima à praia, com música de primeiríssima, mas sempre era para grupo de empresas que estavam ali, então, eu acabava toda noite aguada, com impressão de que sempre sobrava o pior para os hóspedes; mas pedi ao responsável de enventos para fazer algo para nós e fez um luau na beira da praia (está vendo, fui atendida) com musiquinha e bebidas, mas nada que chegasse aos pés do da noite anterior.

    É só um sinônimo, Cristina. Conjunto de piscinas integradas.

    O que noto nas críticas a resorts — e disso só os top supercaros têm escapado — é que sempre tem a questão da expectativa mal colocada, ou uma comparação com algum resort de que a pessoa tenha gostado mas que não tenha querido repetir (é um erro).

    Quando estive no Salinas achei o all-inclusive de ótimo tamanho e me surpreendi com os quartos, que eram o ponto baixo do resort e hoje estão bastante agradáveis. O espaço, amplo, é raríssimo de encontrar hoje em dia. O serviço é fluido. Em termos de preço, está posicionado na mesma faixa de Sauípe — e o all-inclusive aqui é bem mais generoso.

    Não precisei tomar chopp (todo mundo vai de cerveja, porque é Skol), não faltou Coca zero, não havia água-viva no mar, não fiquei com ciúme de nenhuma convenção de empresa. Mas também nunca achei que fossem fazer luau com jazz na praia num resort como este.

    Mas este espaço está aberto justamente para as pessoas poderem contar o que aconteceu com elas — as águas vivas, a Coca zero que acabou, o chope morno. Daí vem outra e fala que foi tudo maravilhoso. É assim mesmo.

    Quando terminar a série — um dia vou terminar — prometo escrever o post “O que esperar de resorts” e “O que esperar de all-inclusives” com o que eu aprendi nesse giro e com as coisas que ando lendo.

    Riq, acho que isso tem a ver com o posicionamento “histórico” dos resorts. Esse modelo chegou ao Brasil com empreendimentos classe média no Exterior (Club Med) reposicionados como destinos de luxo. Depois vieram resorts “top de linha” (a seu tempo) como o Comandatuba, Costão do Santinho e Praia do Forte. Sem qualquer pretensões de introduzir as “pulseiras” por aqui, se especializaram em culinária de um nível mais alto, bem mais alto relativamente ao que se espre de um resort médio para mercado americano ou europeu de férias em vôo charter.

    Então, imagino eu (mero pitaco), que ainda há muita expectativa no “imaginário” do potencial hóspede de que o all-inclusive é apenas uma forma muito mais barata de ter acesso a tudo que os resorts historicamente vendiam como parte de sua “experiência”. Mas a conta – e o modelo – não fecham, daí a decepção. Acho que com mais uns 5 anos esse reposicionamento ficará mais claro para o público que viaja e gosta de resorts: all-inclusive significa copos de acrílico aqui, uma fila ou pouco maior no esporte náutico ali, e uma operação mais enxuta que pode trazer alguns inconvenientes se a pessoa for lá esperando um serviço padrão Sofitel.

    Andre L.

    Num to entendendo. O Costao do Santinho e top? Zoeira de crianca, banheiro do restaurante com trinco quebrado e nao muito limpo, comida temperada para as grandes massas,ou seja, sem tempero.Imagine os que nao sao top! Adoro o Costao, mas sempre achei que fosse medio. No meu imaginario um resort top e o Nanai (que eu so olho de longe!). Pelo jeito as minhas expectativas sao muito altas e nao realistas.

    Riq,
    Eu realmente fui pro Salinas bem consciente do que estava comprando. Para falar a verdade foquei na praia logo, as águas-vivas estragaram minha viagem (lembre-se fui em abril, não vou mais em abril para trecho nenhum no nordeste, mesmo sem chuva sempre há diferença) tenho certeza que se não fossem elas teria me adaptado a todo o resto!!!

Estive lá em 2009. Não foi ruim, a comida dos restaurante era boa e o lugar bem agradável. Entretanto, acho o estilo Sauípe melhor …

Olá, Ricardo, que bom que vc voltou!

Ai, que saudades deste resort, realmente inesquecível!
Estive no Salinas em julho de 2009, c/ familia e amigos, e adoramos!
A comida era deliciosa, c/ muita variedade e sabor, as melhores( e mais variadas )sobremesas de todos os resorts que conheço, inclusive sobremesas regionais, um diferencial.Este chá da tarde é muito bom, variado, e os petiscos (quiosque da piscina e bar da praia)são bem generosos, não apenas frituras, mas tb salgados assados. Faziam noites temáticas agradaveis ( nordestina, indiana, italiana…c/ os garçons vestidos de acordo c/ o tema). Nunca vi tanto camarão e lagosta na vida!A animação é um capitulo a parte, começava no café da manhã, envolvendo bem os hospedes, sempre c/ bons premios nas brincadeiras(bolsas de praia, camisas, bonés personalizados, vendidos na loja exclusiva do resort…um luxo!) O kids club era bem simplizinho, mas c/ bons monitores. Destaque p/ um pequeno playgroud na praia, comodidade p/ as mamaes.Gostei de saber que os quartos foram reformados, eram muito simples e foi a unica coisa que deixou a desejar na minha estadia. A academia era em frente ao rio, parece que mudou de lugar, na epoca as esteiras eram sofriveis, mas a equipe da gisnastica/esportes era nota 10. Passeio de caiaque estava incluido na diária, assim como a parede de escaladas e arco e flecha-divertidíssimo! Sem falar da simpatia e cortesia do atendimento. Praia excelente p/ crianças, c/ completa infraestrutura, e sem precisar “marcar lugar”.Havia uma feirinha permanente do lado esquerdo da praia, c/ artesanato regional, biquinis, etc, c/ preços bem acessíveis.ah! deliciosos passeios de bugg e de catamarã(do proprio hotel), às gales/piscinas naturais.Destaque p/ o SPA Engenho do corpo, não apenas de relaxamento, mas tb emagrecimento(Vi resultados incriveis nos hospedes em 8 dias…O SPA ainda existe?)Sem dúvida, vale a pena, sem contar as belezas naturais do local.

Esses resorts são todos iguais. Quem viu um viu todos….

    Descordo em genero, número e grau…
    Gildete, me desculpa, mas isso é o mesmo que desmerecer o trabalho de campo mais do que valioso do Riq. Já pensou o Riq se matando esses meses todos para resenhar cada resort, mostrar cada detalhe, e ai alguém acha que é tudo a mesma coisa. Conheço alguns o suficiente para afirmar: são bem diferentes e pronto.

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