furtos em Santiago

Santiago: leitores alertam sobre furtos e taxistas desonestos

furtos em Santiago

No auge do real valorizado, as maiores queixas dos leitores do Viaje na Viagem sobre furtos no exterior se localizavam em Buenos Aires, e estavam relacionadas com compras. Teve uma época em que os alertas vinham de viajantes que estiveram em Montevidéu, com relatos de assaltos, à moda brasileira, nos domingos ermos da Ciudad Vieja.

Este ano estão aparecendo relatos de problemas em Santiago — uma cidade que transmite grande sensação de segurança, o que faz com que a gente baixe a guarda. É sempre bom lembrar que estamos tão condicionados a detectar situações em que há risco de violência, que acabamos não usando nosso radar para evitar um tipo de crime que é raro no Brasil: o furto (que por aqui só costuma acontecer em grandes aglomerações como carnaval e megashows).

O primeiro relato foi enviado em abril pelo Plínio, por email:

  • Fui a Santiago correr a Meia Maratona de abril. No metrô, na hora do almoço (13h) do dia 31 de março roubaram a carteira da minha esposa com documentos, passaporte e cartões. Passamos a tarde indo na Comissaria/Carabineiros, Consulado Brasileiro e Polícia Federal.
  • O consulado informou que esse problema de furto no metrô lotado acontece sempre… Mulheres: cuidado com as bolsas; usem as do tipo bem fechadas e grossas, pois eles cortam o couro. Se for usar o metrô, consiga um mapa das linhas, não fique dando mole olhando o mapa das linhas nas estações — com certeza você será abordado por algum malandro (ou alguma malandra, no nosso caso), oferecendo ajuda. Só peça ajuda para funcionários do metrô com coletes verde-limão e faixas vermelhas.
  • O consulado aconselha também a manter todos os seus documentos escaneados numa pasta em seu email, facilita muito para emitir um novo. A partir de agora eu vou levar os meus também num pen drive. Outra dica: para saber se a nota vermelha de 5.000 pesos é falsa, coloque na palma da mão e então feche, amassando a nota. Ao abrir a mão, a nota verdadeira desamassa; a falsa continua amassada.

Ontem foi a vez da Regina contar seu incidente. (Ela usa a palavra ‘roubo’, mas acredito que tenha querido dizer ‘furto’.)

  • Acabamos de voltar do Chile e infelizmente não temos apenas boas histórias para contar. Fomos roubados dentro do Starbucks na porta do Costanera Center (o shopping ainda estava fechado, pois era antes das 10 da manhã) e a menos de 50 metros de uma base da polícia.
  • Não espere a menor empatia da polícia local se você for roubado no Chile. O consulado brasileiro está recebendo brasileiros todos os dias vítimas de roubo e pequenos golpes, e a alta temporada está só começando. Muito necessário alertar a todos.

O terceiro relato é do Marcelo, e fala de problemas com táxi — e táxi de ponto, no shopping Parque Arauco. (É bom ressaltar que táxi em Santiago sempre foi uma fonte de reclamação dos leitores.)

  • Alerta! Muito cuidado com os táxis em Santiago! Evitem pegar (se possível, usem Uber ou EasyTaxi ou outro app). Descobrimos da pior forma possível que em Santiago os taxistas também aplicam o golpe do ‘cambiazo’ nos turistas!
  • Conosco aconteceu no shopping Parque Arauco, e foi um duplo golpe! Primeiro o taxista falou que as linhas de metrô mais próximas estavam fechadas (já tínhamos iniciado a viagem para a estação mais próxima quando o comparsa do taxista ‘avisou’ pelo radio que o metrô estava ‘fechado’).
  • Depois, quando chegamos ao destino, na hora de pagar, ele trocou as notas (dei duas de dez mil e ele falou que recebeu duas de mil). Seguiu-se aquela discussão, stress, medo, e para encerrarmos logo a situação pagamos novamente o táxi.
  • Voltamos para o hotel, conferimos no metrô que não havia problema nenhum nas linhas e, finalmente, que estava faltando o dinheiro na carteira… Falamos com o pessoal do hotel e eles falaram que é melhor usar uber, pois é mais confiável e barato. Achávamos que esse tipo de coisa só acontecia em lugares como Buenos Aires e acabamos pegos desprevenidos em Santiago…
  • Informei ao shopping Parque Arauco sobre o ocorrido e eles deram aquela resposta preguiçosa típica do ‘não podemos fazer nada’, que não é responsabilidade deles e que eu deveria ter pego o táxi em frente ao restaurante Perla — justo o lugar em que pegamos! (Se havia outro lugar para táxis ‘do shopping’, este devia ser melhor sinalizadom, pelo menos).
  • Ressalto que ao reclamar não solicitei nenhuma compensação do shopping, apenas informei do ocorrido para que não aconteça o mesmo com outras pessoas. Ponto negativo para o shopping que, na hora de atrair o turista para visitar o centro de compras é de um jeito, mas para realmente dar algum suporte real ao turista, nada…
  • Espero que o ocorrido sirva de alerta a todos, e que meu prejuízo seja compensado com a economia dos internautas usando app ao invés dos taxis ordinários!

Obrigado a todos pelos relatos!

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Valle Nevado

93 comentários

TAXI – ATENÇÃO COM ELES.
Paguei o equivalente a 25 reais do hotel até o centro. Foi um motorista atencioso e educado. Isso me deixou confiante em relação aos taxistas. Na volta, pegamos um senhor mais velho com a carinha amigável. Porém, toda hora colocava a mão embaixo do painel. Resumo, ele estava “acelerando” o taxímetro que na chegada marcava o equivalente a 90 reais. Eu me assustei e questionei. Ele disse que após as 21 horas a tarifa era mais cara (confirmei depois que isso não existe em Santiago). Para evitar confusão e ter que chamar a polícia (o que eu queira naquela hora era a cama), paguei. Mesmo sabendo que estava sendo roubado. Entrei no hotel e contei ao recepcionista, que me disse: “Você pagou????? Deveria ter me chamado. Eu não deixaria você pagar. Ele te roubou.” Fica a dica. Se acontecer, diga que vai pegar o dinheiro com alguém na recepção e chame um funcionário para te ajudar. Ou chame a polícia se você ver algum guarda por perto.

Tive de recorrer a um taxi num final de noite em Santiago. Chamei um uber, mas o mesmo não cancelava a corrida, apenas seguia em outra direção. O táxi me deixou sem problemas onde eu estava hospedado. Mas confesso que, salvo esse caso, só usei uber nos dias em Santiago. Mesmo no aeroporto, onde o melhor local de encontro me pareceu o hotel em frente (Holiday Inn).

… continuando: deu R$ 30,00 a mais do que os 50,00 previstos, e a Uber disse que pagariamos apenas a previsao inicial, e se desculpou. Mas a impressão que ficou do povo de santiago é de que eles estão sempre a postos para aplicar um golpe nos turistas. Claro que houve pessoas agradáveis no meio do caminho. Outro ponto negativo é a alimentação caríssima e sem muito sabor, nada me encantou na parte de comidas… Era isso.

Também vou dar meu relato, de abril/2016-páscoa: achei santiago bonita, mas cheia de gente com má intenção. Eu voltaria para visitar outros destinos no Chile, meu marido nao quer nem passar perto. Primeiro, fomos furtados no café Dunkin Donuts Paseo Estado, a mochila estava no compartimento debaixo do carrinho de criança e ao nosso lado, mas mesmo assim conseguiram passar despercebidos. Sorte q nao tinha nada de valor, casacos antigos e chocolates/água. Após, um garçon – brasileiro – do restaurante El Galeon no mercado público nos passou a perna, trazendo prato diferente do que haviamos pedido, alegando que nao tinha o que pedimos (ele só avisou quando trouxe o prato 9.000 pesos mais caro). E nao avisou que os pratos eram bem servidos, pedimos 3 pratos quando poderiamos ter pedido apenas um. E pro fim, um motorista de UBER (!), o qual escolhemos para fugir dos golpes de taxi: fomos para aeroporto, calculo de trajeto em aprox. R$ 50,00. Chegando perto do aeroporto, o motorista pediu para colocar o gps no colo pq os taxistas nao gostam de uber, etc. E em vez de ir para o desembarque, contornou toda a pista do aeroporto!!!!! Chegamos numa rua sem saída e quando perguntamos, ele disse que nunca tinha ido ao aeroporto e q o GPS o enganou, e que ele ia encerrar a corrida! Mas nao encerrou, quando chegamos no aeroporto, pulamos do carro e nem olhamos para a cara dele, e na hora relatamos à Uber o ocorrido.

Estive com meu marido em Santiago,no periodo entre 17 e 22 de maio de 2017, e nao sentimos nenhuma seguranca,ate porque os chilenos fazem questao de demonstrar que nao nos querem no pais deles , ate mesmo nos pontos turisticos.Fomos mal tratados no translado , na padaria ,no mercado ,no hotel, e , como tentamos visitar cerro st lucia numa sexta a tarde, vimos muitas pessoas fumando maconha na fonte de netuno,e nao tivemos coragem de fotografar nada,so no dia seguinte de manha.Eu procurei no site de vcs informacoes sobre os gastos la,e descobri la que Santiago e uma cidade cara, com o custo de vida parecido com o Rio de Janeiro.Um jantar pode custar,em reais,o equivalente a 100,150 reais.Ate para ir ao banheiro se paga 2,50 reais.A comida e horrivel e fria,mesmo em bons restaurantes.Tem gosto de papel.O pao deles e pesado,me deu gastrite,de dificil digestao.A cidade e organizada, mas mesmo os carabineiros se preocupam com turistas circulando na cidade(um deles se espantou conosco circulando perto do mercado municipal e nos orientou de dia a retornarmos ao nosso hotel).Vinhos,nem tomamos.Os mais baratinhos custam a partir de 30 reais,e queijos importados, uma tabua no supermercado pode custar a partir de 200 reais.Nos assustamos.Cem reais dia e somente para mochileiros,programas gratuitos,padaria e lanchonetes.Nao voltaremos.

Acho que este artigo nos serve de alerta para que nós brasileiros lembremos que temos de ter cautela em qualquer lugar. Quando saimos do Brasil temos a falsa ideia de que não temos problemas com segurança e baixamos a guarda. Em minha última viagem ao Chile em abril/2016, minha tia foi furtada no metro que estava lotado. Aí, tivemos a mesma experiência do Plinio e foi bem desgastante. Também tivemos problemas com um taxista que pegamos na porta do Costanera Center, o taxímetro estava adulterado, e logo percebi que havia algo errado. E isso é um esquema pois questionei o taxista e ele chegou a passar um radio pra outro comparsa que “confirmou” qual seria o valor da corrida adulterada. Contudo, ainda gosto muito do país e foram situações pontuais pois no mais tivemos uma linda experiência. Isso não fará com que deixe de visitar este lindo país. Mas serve de alerta!

Estive em Santiago em dezembro de 2015 com o meu marido e fomos vítimas do taxista desonesto. Pegamos um táxi no Cerro San Cristóbal e pedimos ao motorista para que seguisse para o Shopping Costanera. Além de cobrar uma verdadeira fortuna pela corrida, ainda deu o golpe da nota errada: disse que tínhamos dado uma nota de menor valor. Depois dessa, ficamos mais atentos. Uma guia local comentou conosco que, ao contrário do que pensamos, lá não é tão seguro pegar táxi nos pontos. Ela disse que é melhor pegar aqueles que ficam circulando pelas ruas.

Eu e minha esposa levamos um belíssimo golpe de uns 8 mil pesos a mais na corrida do taxi em frente ao Patio Bellavista.

Pegamos um taxi na fila que se forma na saída do Patio Bellavista na rua lateral (a mesma dos restaurantes Azul Profundo e Como Agua para Chocolate) e fomos para o hotel ao custo acrescido de uns 8 mil pesos a mais.

Falamos como a administraçào do Patio Bellavista que não deu seguimento ao caso.

Acho perfeito esse alerta sobre furtos em Santiago, que basicamente ocorrem no transporte público e em bares e restaurantes. O risco em Santiago não é um assaltante armado (fato raro), e sim o mão leve bem vestido, geralmente de terno e gravata, que se aproveita de distrações. Realmente a segurança do Chile, segundo país menos violento das Américas (depois do Canadá), faz com que os brasileiros baixem a guarda, e por isso, são das vítimas preferidas dos furtos.
Morando em Santiago há mais de 15 anos, o que mais valorizo por aquí é justamente a segurança. Nunca fui vítima, nem familia nem amigos, ao contrário do Brasil. Caminho tranquilo, e confio nos Carabineros, talvez o único corpo policial da América Latina sem a corrupção endêmica de todos os países vizinhos. Quando acontece o roubo de uma casa com violência, sai até no Jornal Nacional local. Nos poucos assassinatos, em mais de 90% dos casos se encontra o culpado. Acredito que esse aumento de queixas de turistas brasileiros se justifica principalmente pelo aumento da chegada dos mesmos, que se multiplicou nos últimos anos. Furtos e motoristas de táxi desonestos sempre existiram por aquí, e se mantêm estáveis nos últimos anos.
Falta muito ainda para o Chile ser um país de Primeiro Mundo, apesar de seu índice de desenvolvimento humano ser o maior da América Latina, e superior inclusive à Portugal. Os cuidados de um turista devem ser semelhantes ao de uma viagem à Europa. Nunca dar bobeira ou perder de vista sua bolsa ou carteira, principalmente no metrô ou em restaurantes. Preferir o Uber ou Cabify, que funcionam muito bem . Caso pegue um táxi normal, já na entrada pedir a boleta (nota fiscal) do taxímetro, que indica a distância e o valor da corrida, pois um taxista desonesto não vai querer producir provas contra ele mesmo. Evite pegar táxis normais no Parque Arauco ou Costanera Center, que são conhecidos por aplicar golpes em turistas. Enfim, com esses cuidados básicos, as lembranças de Santiago e do Chile serão somente suas belíssimas paisagens, e seus bons vinhos e mariscos.

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