Santos, de carona com o Beto

Como acontece com saudável freqüência, a caixa de comentários da charada do Memorial do Imigrante acabou descambando para outros assuntos: primeiro bondes (no desvio do Arnaldo), depois Santos (levantado pelo Ernesto, e imediatamente apoiado pela Sandra, pela Emília, pela Majô, pela Carol…). E quando o assunto já parecia esgotado, eis que aparece o Beto, que é de Santos, e publica esse belíssimo guia santista, com programas imperdíveis e roubadas a evitar. Para todo mundo que não leu na caixa de comentários, aí vai (só acrescentei os links, Beto!):

Sou de Santos, portanto posso garantir:

1) Os pastéis do Carioca (praça Mauá, ao lado da Prefeitura) são pura lenda de santistas; fritos em gordura suspeita, falta higiene sim; e tenho inúmeros testemunhos de desarranjos, inclusive deste que vos escreve. Portanto, não caiam nessa.

2) Passear no Centro de Santos é melhor nos dias de semana, pois é quando tudo funciona; vale pelo conjunto arquitetônico (ainda mal cuidado, mas em lenta recuperação); e pela história do café (bem representada pelo prédio da Bolsa Oficial do Café, onde funciona um pequeno e interessante museu e uma cafeteria bem charmosa).

3) Para comer, no Centro, somente até o almoço do sábado, tem o Café Paulista, o mais antigo e melhor restaurante da cidade, bem em conta e supertípico do período em que o café transformou Santos na segunda praça financeira do Estado (isso já passou, faz tempo). Como sugestão, peçam a garoupa à Guanabara (o lombo do peixe grelhado sobre um arroz de palmito), mas podem arriscar nas sugestões do dia. Tudo sem luxo, é um restaurante voltado para quem trabalha nas redondezas, um pouco barulhento e não tem ar condicionado. Mas é típico. Talvez, único.

4) É também durante a semana que o passeio de bonde é mais legal, porque a Cidade (é assim que chamamos o Centro) está cheia de gente e, se estiverem com sorte, poderão sentir o perfume do café torrado que exala das empresas de classificação do produto, para exportação. O bonde sai da praça Mauá, durante todo o dia (inclusive sábados e domingos), e faz um passeio de 15 minutos, mostrando o principal do conjunto arquitetônico mais interessante.

5) Para aproveitar o dia, vale um passeio pela orla, até o Aquário Municipal na Ponta da Praia. É simples, mas é divertido e o visual da orla naquele trecho é lindo, principalmente no fim de tarde (o sol se põe no lado oposto da baía), e deve ser curtido a bordo de um coco verde gelado.

6) Se quiserem um restaurante de praia, vão ao Armazém 29, na rua Pindorama, no bairro do Boqueirão, a uma quadra do Canal 3 (vocês sabem, a cidade é cortada por 7 canais, projetados pelo eng.sanitarista Saturnino de Brito, no começo do século, para acabar com as epidemias que infernizavam a cidade). Na rua Lincoln Feliciano tem o melhor chope de Santos, no Bar do Heinz, que está sempre lotado. Se você for um pouco mais alternativo, na ruazinha que tem em frente ao Heinz está um pub chamado Badovic, com chope Brahma da melhor qualidade.

7) O melhor de Santos é a tranqüilidade proporcionada por uma cidade pequena, bem urbanizada, razoavelmente segura (em comparação com Sampa e os municípios vizinhos da Baixada), boa de andar a pé e de bicicleta. Boa pra fazer uma con-VnV-enção…

Qualquer dia (útil) desses eu desço para conferir e fotografar, Beto! Obrigadíssimo!

(E a idéia da con-VnV-enção é ótima, também.)

🙂

50 comentários

Riq, o Ibis tá zicado, não sai nunca. Era pra estar pronto em 2005.

Sandra, a Ilha Porchat tem mesmo uma bela vista, mas faz anos que não vou lá, não fui ver nem o mirante do Niemeyer.

Rosa, você tem razão, o Memorial das Conquistas do Santos F.C., na Vila, é uma boa dica. E olha que eu também sou tricolor…

Quando fizemos um cruzeiro (fev/2005) teve uma parada em Santos, rodamos a cidade o dia todo e gostamos muito, tanto que voltamos em dezembro de 2006, nos hospedamos em Guarujá, mas cruzavámos para o outro lado e batiámos perna o dia todo, já que estava chuvendo e não dava praia. O calçadão é muito legal para caminhadas, o aquário, as avenidas cortadas pelos canais, o shopping tem um café no piso superior, não guardamos o nome, ainda vamos voltar para o lanche da tarde, maravilhoso, o funicular é um passeio único, acho que só tem o de Santos no Brasil, dai só no Chile. Ah sim, imperdível, passeio na Vila, toda a história do Santos, sou são paulina, mas gostei de tudo. O passeio de bonde no centro é nostálgico. Como todo centro, não tem o cuidado que merece, mas já conheci piores. Quando eu estou viajando estou sempre em ótimos dias, pra mim tudo é bom e quando melhora nunca estraga. Beto, da próxima vez, vou conferir as suas dicas.

Beto:
Estávamos esquecendo da vista da Ilha Porchat.
Linda!
Não se esqueçam tb da iluminação (noturna, óbvio) da Ponte Pênsil.
Bjs

Beto

Estivemos lá há pouco…. Realmente não me hospedei, e não gostei do Hotel, tinha cheiro de mofo, a acomodação disponível era ao lado do estacionamento, e o preço de R$ 150,00 (quase 80 dólares) não é exatamente barato….Não recomendo. Pena que ainda não inaugurarm o IBIS, que pela metade deste preço costuma ser limpo, funcional e arrumado, ainda que sem charme… Em todo o caso, obirgaodo pela tentativa.

Beto

Qual o hotel BBB bom, bonito e barato que voce recomenda em Santos?

Turma que vai a Paris: Passeios interessantes que não constam dos roteiros comuns: a pe pelo canal Saint Martim, onde Paris parece uma Cidade do inteiror, e Parc de Buttes Charmony, ( Metro Butes Charmont), um dos parques ubanos mais bonitos que já vi.

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados se aprovados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.