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Esse texto é simplesmente excelente. Aqui em casa nós começamos a repensar esse conceito de “turista” e “viajante” depois de uma das expedições do André. Ele foi a um atol isolado do Pacífico, com um povoado minúsculo, uma situação em que todos diriam “ele é um viajante, está desbravando novos mundos”, blábláblá. E quando lá chegou, sentiu-se exatamente como vc fala no texto: a própria atração turística do local. Uma espécie de National Geographic às avessas. Isso simplesmente destruiu vários preceitos e nos perguntamos quem realmente estava viajando naquele momento. Quem despertava interesse, para usar a definição do dicionário.

Já usei muito os dois termos, pejorativamente ou não, em todos os sentidos. Mas confesso que gosto mais do termo viajante, para todos, mesmo para quem está apenas “turistando” – acho q a partir do momento que vc se desloca intencionalmente, vc viaja e ponto final. Pode ser na esquina do seu bairro ou para o Japão. Ou na maionese: Machado de Assis nunca saiu do Rio de Janeiro e narrava trechos sobre Europa e afins. Precisa-se de muito pouco para viajar.

Acho q rever sempre os conceitos a que estamos acostumados é uma tarefa gratificante. Obrigada por tornar esse exercício delicioso com um esse texto supimpa.

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