Vai a Buenos Aires? Leve álcool-gel

Palermo Soho
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Eu sou você amanhã. Antes era o Efeito Orloff, daqui a pouco vai ser o Efeito Tamiflu.

À medida que a gripe suína vai chegando ao Brasil — trazida não por turistas, mas pela proximidade geográfica, pelo inverno, pelos caminhoneiros, pela vida, enfim — vai ficando cada vez mais claro que evitar o contágio tem mais a ver com os cuidados que você toma do que o lugar para onde você vai.

A Laura Brum Doval, que faz o ótimo blog da agência de turismo receptivo Celeste, de Buenos Aires, acaba de pôr no ar um excelente post sobre como está a rotina de Buenos Aires.

Além de servir como fonte de informação serena e equilibrada para quem vai à Argentina, o post da Laura também dá um trailer do que pode ser a nossa rotina na parte de baixo do Brasil ainda neste inverno.

Férias de julho começando,  cambio extremamente favorável e Buenos Aires sem turistas brasileiros. Só uma epidemia mesmo para fazer isso. 

(…) 

A epidemia está completando 4 meses e creio que todos já buscaram informações sobre prevenção, formas de contágio, já cansaram de ler e ouvir estatísticas diariamente. A gripe suína é uma realidade tanto na Argentina como no Brasil, como em dezenas de outros países e cada um está adotando suas próprias medidas de precaução. Cada um com seus critérios, com a informação que julga importante, com  mais ou menos atenção aos conselhos médicos e ao pânico da mídia.
 
Creio que minha única contribuição relevante é dizer como está a rotina na Argentina.

Muitas pessoas estão preferindo atividades ao ar livre e evitando aglomerações e locais fechados, mas há os que não estão deixando passar as liquidações e lotando os shoppings da cidade.

Os espetáculos teatrais, suspensos por duas semanas, já estão em cartaz novamente e a calle Corrientes segue fervendo todas as noites.

Tem gente de máscara na rua, mas a maioria não usa.

Tem gente que não sai de casa, e gente que lota os restaurantes de Palermo nos fins de semana.

Alguns órgãos públicos e instituições educativas seguem com as atividades suspensas, portanto, as ruas do centro, metrôs e ônibus estão mais vazios, mas longe de ser a cidade fantasma que alguns sites do Brasil chegaram a sugerir.

Ou seja: quem não optou pela reclusão social está se cuidando, e por isso Laura termina seu post com uma recomendação fundamental: 

IMPORTANTE: Aos que seguem de viagem marcada para a terra do bife de chorizo, lembrem-se de comprar álcool em gel no Brasil. Lavar as mãos nunca é demais e o produto está em falta em muitas farmácias argentinas.

Obrigado por permitir a reprodução do post aqui, Laura! E se tiver alguma informação de Bariloche, conte pra nós!

Leia também:

Buenos Aires por quem acabou de voltar: vida normal e muitos cuidados

Gripe suína: Ministério da Saúde responde dúvidas no Twitter

33 comentários

Pessoal do VnV .Estoy aqui “directo” de Buenos Aires e como prometi mando notícias daqui. Chegamos terça (alugamos um apto na Recoleta ) Ninguem mais ninguem mesmo usa máscaras na rua.Em todos os estabelecimentos tem alcool gel à disposição e voce encontra em todas as farmácias sem problemas.Comprei um frasco de 500ml $12,5o e um pequeno paralevar na bolsa .Como foi dito, as pessoas estão bem esclarecidas em relação a gripe..Reservamos shows de jazz e somente o notorius suspendeu a programação para julho ,os demais já estão lotados para o final de semana.Está muiiiito frio mas hoje saiu o sol.Passeamos pela Recoleta,Malba e fomos no San juanino comer empanadas e bife de chouriço.É muito engraçado ver nas paginas da internet as fotos com as pessaos de mascara ,isto não corresponde com o cotidiano de todos aqui. abraços

    Só para você saber, Cíntia: por aqui a paranóia só aumenta. Há quem defenda prorrogar as férias escolares em alguns estados, e o ministro já recomenda que grávidas evitem lugares com muito público. Acredito que daqui a pouquinho a Argentina vai ser o melhor lugar para fugir da paranóia da gripe suína no Brasil 😎

    Riq , com ou sem nóia , tá pegando direitinho aqui no sul.
    Ontem a filhota chegou do trabalho, e avisou que a colega que trabalha lado dela ,está com H1N1 confirmada 🙁

    Haha, em nenhum momento eu disse que a gripe não existe. Só digo que cancelar viagem por causa dela é inócuo, porque ela está chegando legal entre nós — e não é por causa do turismo, mas porque hoje em dia não dá para isolar país nenhum. Enquanto não houver vacina, o negócio é álcool-gel, boa alimentação e vamos que vamos…

Riq, voltei para agradecer e dizer que fechei o Milennium Kinckerbocker por $123 no Expedia. Fiquei mais tranquila com tua analise e achei um bom custo benefício!
Tks!

Riq, antes de tudo, obrigada pelo espaço e elogios. Apesar de não comentar muito por aqui, sou leitora quase diária há muito tempo.

Sobre Bariloche, não estive lá nessa temporada, mas pelo que tenho lido na imprensa, ouvido de pessoas que vão ou que trabalham com turismo por lá, segue a mesma regra de Buenos Aires. Pelo menos 30% dos brasileiros (que normalmente representam 80% dos turistas que vão a Bariloche em julho) cancelaram ou remarcaram suas viagens.

Entidades empresariais da região consideraram exagero as recomendações do Ministério da Saúde Brasileiro, mas o fato é que as viagens escolares a Bariloche (TODOS os alunos do último ano do ensino médio da Argentina vão pra lá em julho) também foram suspensas nas últimas 2 semanas.

Mas em nenhum momento alguma atividade foi suspensa devido à gripe em Bariloche. Ou seja, quem preferir não cancelar a viagem poderá fazer tudo normalmente, quem sabe até com menos multidões.

Escutei hj no rádio que o estoque desse gel em SP está praticamente esgotado! Eita!

    Guta, não se preocupe, pois o mercado de alcóol ajusta-se facilmente à demanda. Escassez e alta procura são igredientes perfeitos para preço alto, que, por sua vez, incentiva os produtores a pôr mais produto no mercado.

    É só questão de tempo 😉

    Por enquanto, a solução é buscar nas localidades vizinhas ou mesmo comprar por sites.

    A região nordeste, por exemplo, ainda não sentiu forte impacto no fornecimento dos produtos anti-gripe.

Eu tenho o hábito de carregar a embalagem de 60ml da Doctor gel na bolsa, há muito tempo, antes da gripe suina.
É prático e super higiênico, e ainda é um hidratante perfeito para as mãos.

O mais interessante é o feedback dessas viagens aqui nos hospitais de SP. O povo viaja, esquia, visita o Chile e a Argentina e na volta, quando os filhotes dão um espirro correm e sobrelotam todos os pronto-socorros da cidade. Qual é o critério então? Ah que se ter mais tranquilidade e menos paranóia. A gripe já chegou ao Brasil e não há mais nada a fazer além das medidas de proteção supra citadas: alcool gel e lavagens de mãos. E lembrem-se: a nova gripe é acompanhada de tosse, dores fortes no corpo e principalmente febre ALTA. Ainda existe o resfriado comum que é EXTREMAMENTE mais comum que a nova gripe.

Levar álcool em gel do Brasil? Não vai dar problema com a bagagem? Despachar na mala de mão é impossível pelas regras, claro, mas isso não pode acabar retendo a bagagem mais do que o normal?

    Também fiquei com a mesma dúvida: mesmo o Handmax sendo 60 ml, seria considerado inflamável, e como tal, não seria proibido na bagagem de mão?
    E o álcool normal de farmácia (92 GL), nem pensar, né?

    Gente, eu carrego esse gelzinho na bolsa há anos – já levei para todos os cantos (até para os EUA, a pátria da paranóia), sempre na bagagem de mão, no saquinho de plástico transparente, sem nenhum problema… 😉

    Eu também levei um alcool gel de 60 ml na bagagem de mão para os EUA e ninguém falou nada do pobrezinho… tranquilo.

Aproveitando o gancho da gripe suína pessoal, vou para a
Europa em setembro to com dúvidas a respeito do seguro-saúde. Isso porque pesquisando nos meus cartões platinum visa/mastercard, vi que possuem seguro-saúde incluído. Vocês sabem se esses seguros do cartão de crédito são suficientes ou é melhor fazer um seguro particular?

    Você tem que ligar para o emissor do seu cartão e checar se a cobertura é de 30.000 euros e se o seguro cumpre as exigências da União Européia. Veja também se a cobertura é automática ou se é preciso comprar a passagem pelo cartão para que o seguro tenha validade. Em qualquer caso, peça um comprovante para apresentar na chegada.

    No jargão das agências de viagem e seguradoras o seguro exigido pela União Européia é conhecido como “seguro embaixadas”.

    Obrigado Ricardo e demais colegas,
    A próposito, seu livro das “100 dicas” tem me ajudado muito desde o ano passado Ricardo.
    Antes de descobrir o blog, tinha te feito umas perguntas através do “[email protected]” “pergunte ao Ricardo Freire”. Você não acessa mais esse email?
    Abraços

    Não recebo mais não, Marcio. Agora eu respondo perguntas aqui e no Estadão.

    Marcio, esse seguro é como mais ou menos pró-forma para vc viajar para a Europa e ter a cobertura de 30000 euros exigida pela comunidade européia. Eu viajei apenas com isso algumas vezes e sem problemas, MAS hoje em dia eu faria um seguro-saúde “de verdade” com ampla cobertura médica em euros para não correr o risco de ficar doente por lá e/ou precisar de outras coberturas como perda de bagagens, perda de vôo, etc, etc e precisar pagar (muito) por isso. É uma decisão pessoal, é claro.

    Até onde sei , o do Master é suficiente. Basta comprar a passagem com ele , e o seguro é automatico , sem nenhuma cobrança extra .

Riq, tinha passado aqui p deixar o link pro último post do Marcelo Barbão sobre a gripe em BsAs, mas vi a sua resposta pro Julio lá no outro post e achei que era melhor nem tocar mais no assunto (entendo o cansaço)! Mas, já que vc mesmo falou…

http://viajeaqui.abril.com.br/blog/passeando-gripe-182720_comentarios.shtml?8422842

Segundo ele, tudo normal em BsAs, exceto pela falta dos turistas brasileiros.

    Não tinha visto o Barbão, Wanessa! A última vez que passei no blog foi anteontem. Ótimo link!

    (E o que eu falei pro Júlio foi só porque ele foi o primeiro leitor a perguntar sobre Buenos Aires nos últimos 45 dias que nem sequer mencionou a maldita gripe; merecia um Troféu da Bóia, não?)

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