Veneza: segunda aula

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Se você, como eu, não domina os meandros do RSS, saiba que já faz 10 dias que o Zé e a Débora postaram mais um capítulo da sua saga familiar de férias na Itália. Desta vez, além de acompanhar o casal e suas crias por Veneza, a gente ainda aprende coisas super-hiper-mega-blaster-úteis para quando for à Itália. Passo a palavra ao Zé:

Antes de viajarmos para a Itália, eu comprei todas as passagens de trem através do site da Trenitalia. Sabíamos que estávamos correndo o risco de haver atrasos e greves de trens – o que é bem comum na Itália. Assim, eram grandes as chances de perdermos o dinheiro da compra dos bilhetes, pois não poderíamos mais usá-los em outras vaigens. Apesar disso, arrisquei. Veja bem, as passagens de trem na Itália não são caras, portanto, o prejuízo não seria alto. Foi uma mão na roda. Quando chegávamos ou saíamos de alguma cidade, não tínhamos que nos preocupar em ficar procurando guichês de venda de passagens nas estações, além de evitar as filas enoooormes. A estratégia deu certo. Valeu a pena! Até mesmo no dia em que houve greve nos trens nós demos sorte, pois naquele dia, meu roteiro dizia que nós tínhamos que visitar Fiesole de ônibus. R*b*do, eu? 😀

Leia tudo — incluindo a versão da Débora — aqui.

36 comentários

Oi Ricardo, bom dia!!!
Precisa de uma dica, estarei indo de Veneza pra Paris no dia 29/12 de trem, porém não conseguimos compra cabine para 2 pessoas, a operadora disse que não disponibilizaram, agora estou na dúvida do que fazer, ir assim mesmo de trem com outras pessoas que não conheço, ou tentar uma empra de avião low cost, a qual meu marido está com receio, devido à época, e ficarmos na mão( tipo o voo não sair).
Será que vc poderia me ajudar.
Brigadão
beijos
Monica

    Monica, cabines individuais ou de casal, nos poucos trens em que são oferecidas (acho que nos Trenhotel entre Espanha e França eles ainda existem) são caríssimas.

    O ideal teria sido incluir este trecho aéreo na passagem transatlântica. Feita por um bom agente de viagem, esta operação garante uma viagem mais segura.

    Dormir com outras pessoas na cabine é normal e milhares de pessoas fazem isso todas as noites na Europa inteira. Alguns trens têm minicofres para você guardar seus documentos; se o seu não tiver, não se separe da sua carteira e do seu passaporte. Leve cadeados de modo para amarrar suas malas à grade do maleiro, que fica no corredor, longe da sua atenção. Sempre há espaço para bagagem de mão no próprio compartimento.

    Os riscos de comprar low-cost são dois: a empresa falir até o fim do ano (creio que Ryanair e easyJet não correm esse risco); você não prestar a devida atenção no limite de bagagem e pagar uma fortuna de excesso (brasileiros no inverno na Europa dificilmente viajam com apenas 15 ou 20 kg de bagagem).

    https://www.viajenaviagem.com/2009/07/cias-low-cost-na-europa-modo-de-usar/

    https://www.viajenaviagem.com/2009/06/trem-na-europa-qual-e-a-antecedencia-necessaria-para-conseguir-as-tarifas-promocionais/

Oi Riq, como é que a gente pode contribuir com dicas sobre viagens? Da uma olhada na dica sobre Veneza e veja se vale entrar no seu blog. Beijos

com fotos no blog : http://torodeparpite.blogspot.com/search/label/Veneza

TERRA À VISTA – Dicas úteis e inúteis para quem está de malas prontas. O veneno, digo, conselho está aprovado. Veneza foi „A VIAGEM!“

>Conseguirei fazer tudo que está planejado?

Como saímos de Zurique com hotel reservado e roteiro previamente lido e traçado, o tempo foi super bem aproveitado! Quatro dias pareceram uma semana!

>Conseguirei me divertir (parece que vai chover…)?

O tempo estava espetacular! Céu azul com direito a belíssimo pôr-do-sol no Canal Grande e violinos ao fundo! hahahaha. Que viagem!!!!!!!

>Conseguirei ter coragem de pagar um drinque no famoso (e caríssimo) Harry’s Bar?

Não, não tive. Além de caro, o melhor da festa está fora do Harry’s. O bar é badalado, gente famosa esteve e está lá. Restaurante onde o carpaccio, carne cortada em fatias, servido (normalmente) com rúcola, foi inventado e onde foi criado o drinque “Bellini “, um dos mais famosos do mundo. Quem não quer degustar tudo isso no restaurante que Ernest Hemingway tanto amava? Eu e minha irmã! hahahaha.

Conta a lenda que Hemingway ambientou lá parte da ação do livro Além do Rio e Através das Árvores. E cita o bar em um breve conto que escreveu para os netos. Em O Bom Leão, fala de um leão alado que volta da África para encontrar seu pai, justamente o felino com asas que habita uma coluna da Praça São Marcos e é o símbolo da cidade. Juntos, leão e leãozinho vão fazer uma visita ao velho Cipriani, no Harry´s

Pois isso tem preço – e alto : US$ 80 por dois bellinis e um carpaccio acompanhado por pequena salada verde e singela cesta de pães. Vale a pena? Depende. Nas atuais conjunturas, não. Quem foi diz que o bellini é o drinque dos deuses, os pães perfeitos, a salada crocante e muito bem temperada e o carpaccio é mesmo o melhor do mundo e que no terrível preço já estão embutidos, vista linda, ótimo serviço, pessoas misteriosas e a sensação de estar sentada num dos bares mais famosos do mundo, desfrutando de um momento especial e relaxante. Eu não senti isso não. Senti os garçons atendendo as donas cobertas de jóias que entravam lá para jantar. A turma com guia de turismo e à procura de um „drinquezinho baratinho só pra contar que foi ao Harri’s“ tinha que esperar uma vaga no bar ou tomar o drinque de pé, alí mesmo perto da porta, porque o lugar é minúsculo. Deixamos o bar imediatamente! A propósito, os nomes carpaccio e bellini foram dados em homenagem a dois célebres pintores venezianos, Vittorio Carpaccio e Giovanni Bellini.

Andamos um quarteirão e despencamos na Praça San Marco. Violinos ao fundo, pôr-do-sol, pombos, muitos pombos e gente branca, negra e amarela de todas as partes do mundo. De calça jeans a vestidos de noite, a praça San Marco é o programa mais democrático que existe naquela cidade.

O Bar Quadri, fundado em 1720, teve lorde Byron, Goethe, madame de Stäel – uma respeitável densidade de QI literário por metro quadrado – como fregueses. Consta que Thomas Mann adorava o Florian, o bar em frente ao Quadri. E, de fato, o ambiente parece propício para esse alemão melancólico, filho de brasileira, que escreveu uma novela inesquecível sobre a cidade que amava, “Morte em Veneza”. Não é preciso conhecer o livro, ou o filme que Visconti tirou dele, para adivinhar que o enredo não é dos mais amenos. Isso não quer dizer que o Florian ou o Quadri tenham nascido sob o signo de Saturno, irremediavelmente depressivos. Muito pelo contrário, pela metade do preço dos dois bellinis com carpaccio no Harri’s Bar, tomamos champagne sentadas às mesinhas com toalhas impecavelmente brancas do lado de fora do Bar Quadri (com vista para a Basílica, noite estrelada e o Andrea tocando Vivaldi e Insensatez no violino) até voltarmos para o hotel embriagadas, felizes e cantando pelas ruas de Veneza, ouvindo a cada três minutos „Ciao Bellas“.

AH! Veneza é para gente voltar a acreditar que o amor existe!

Questo è tutto per adesso.
Molti bacci per voi.

* Patricia Nascimento Delorme, 37, jornalista e mãe do Luka, com saudades da leveza e poesia de Veneza. Seu e-mail: [email protected]

Eiiita, Riq, brigadão, mais uma vez. Você é muito gentil, como sempre.

Moçadinha, obrigado também pelos elogios ao BBZ. Voltem sempre, viu?

Agregados e similares serão muito bem-vindos nas nossas férias familiares. Só que cada um paga o seu… 😆

Beijinhos a todos :mrgreen:

    Zé, não consigo acessar suas dicas pelo link que o Riq postou (nem esta segunda aula e tampouco a para principiantes em Veneza). Talvez os link estejam desatualizados. Já fiz até o cadatro no wordpress e nem assim deu certo. Me dá um help. Preciso dessas dicas de Veneza. Abs.

    Zé: fui a Florença e Veneza ano passado, cliquei tanto nos links, mas mas nada de entrar… devia ter pedido a senha, mas marquei bobeira…

    Ana, eu espalhei o endereço e a senha do meu blog em vários comentários aqui no VnV… marcou bobeira mesmo, hehe… Brincadeira, você não perdeu muita coisa, não 😀

    O BBZ tá parado, não escrevo mais. Mas quem quiser pode acessá-lo, ler os posts antigos. Só pus senha para evitar os paraquedistas :mrgreen: Agora, o fotoblog com fotos de outros lugares da Itália que visitamos, fechei de vez.

    Deixe de besteira, eu já tinha lido os posts quando foram lançados, reli hoje, e não vejo nada de “não perdeu muita coisa”.
    O duro é que no ano passado, entre decidir o destino e viajar tive 8 dias para fazer reservas e todas as pesquisas para uma semaninha na Itália (achamos um pacote barbada que incluía ir de avião e voltar de navio). Qualquer dificuldadezinha eu partia para outra.
    O divertido hoje foi comparar as impressões – ficamos uma noite em Milão, 3 em Florença e 2 em Veneza, seguimos seus passos nas duas últimas, mesmo sem saber.
    Viajando na sua viagem eu lembrei da minha e estou agora ‘recurtindo’ as férias do ano passado. Obrigada. Já vou começar a semana com um sorriso maior.

    Zé, tentei entrar no seu blog para fazer uma pergunta, mas como está fechado, vou fazer aqui mesmo. Eu tinha feito uma pergunta no post de Madri, mas acho que você não viu.
    Queria dicas suas de quartos quádruplos em Roma, Milão, Florença, Madri e Lisboa. É minha primeira experiência com quartos quádruplos e como você é um especialista no assunto, queria suas dicas.

    Oi Alessandro!

    Acho que você deve ter percepido que não é fácil encontrar quartos quádruplos na Europa, né? Principalmente se o seu orçamento for pequeno como o meu 🙁

    Fiquei no hotel Panorama em Florença (hotel 2 estrelas – deixei um comentário sobre ele no post sobre Florença). Se preciso, ficaria lá novamente.

    Em Roma eu fiquei no pensione Paradise. Hotel uma estrela, quarto pequeno e com beliche. Voltaria lá com certeza, gostei muito.

    Em Lisboa, não tenho dicas. Fiquei na casa de amigos portugas, hehe.

    Milão não sei nada a respeito.

    Nos “favoritos” do meu computador em casa eu tenho uma lista dos hotéis que eu consultei quando fomos a Florença e Roma. Acho que tenho também alguns links para hotéis em Madri (era para eu ter ido à Espanha este ano mas furou). Hoje à noite, quando voltar do trabalho, ponho os links aqui, OK?

    Valeu Zé! É realmente bem complicado encontrar quartos quádruplos decente na Europa, ao contrário dos EUA.
    Fico aguardando essas outras dicas.

    Valeu Zé! Eu estava esperando sua suas dicas para organizar a bagunça, mas você já resolveu o problema. Já estou consultando os hotéis indicados.

Boa, Emília!!! Zé e Débora, se vocês abrirem espaço para agregados nas férias, eu também sou candidata… 😆

Dá vontade mesmo é de perguntar se eles aceitam algum agregado nas férias familiares deles 😀
Visitar o blog deles é garantia de diversão!

Ainda bem que o Zé e a Débora resolveram escrever o blog – imaginem só o prejuízo blogueiro em que a gente ia ficar sem esses relatos impagáveis, inspiradíssimos e, além de tudo, altamente informativos? Eu volto a Veneza toda vez que dou uma passadinha pelo BBZ… 😉

O Zé foi uma grande surpresa pra mim. Nunca tinha ido ao blog dele. Imagina só que pecado?! E de quebra já viajei com a tchurma toda pra Veneza.

Mto show!

Eu não perco um episódio da família. Hiper legais !!! E Veneza contada pelo Zé e pela Débora, não se pode perder 😉

Eu curto demais esse estilo deles de duas versões pra mesma história. É bem divertido mesmo e esses posts sobre Veneza vão me ajudar demais quando eu voltar lá.

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados se aprovados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.