Vinícolas no Uruguai

Enquete | Vinícolas no Uruguai: deixe suas dicas!

Vinícolas no Uruguai

Visitar vinícolas é o novo esporte do brasileiro — e pode dar um toque especial à sua viagem ao nosso vizinho de baixo. Sim, existem ótimas vinícolas no Uruguai. Muitas estão nos arredores de Montevidéu. Carmelo, pertinho de Colonia del Sacramento, também tem suas bodegas (que é como se diz vinícola em castelhano).

A produção de vinhos uruguaios é pequena e quase toda consumida localmente. As estrelas são as uvas tannat e viognier, que dão um caráter todo próprio aos tintos e brancos do país.

Lembre-se que há tolerância zero para direção e álcool no Uruguai. Faça seus tours com traslados contratados.

Vinícolas no Uruguai: perto de Montevidéu

A região vinícola próxima a Montevidéu fica em Canelones, ao norte da capital, saindo pela Ruta 5. À bodega mais próxima, a Bouza, dá para ir tranqüilamente de táxi. Para as outras, você pode contratar um remis (carro com motorista) a partir de 100 dólares (seu hotel pode arranjar um para você).

  • Bodega Bouza
    A mais próxima (15 km) e mais bem-estruturada para receber visitantes. Tem também uma coleção de carros antigos. Seu restaurante funciona todos os dias. As visitas acontecem de 2ª a 6ª às 11h, 13h30 e 16h; sábado, domingo e feriado às 11h e 16h; custa 490 pesos uruguaios ou 17 dólares. Degustações ocorrem ininterruptamente das 10h às 18h; custam 1.000 pesos uruguaios ou 35 dólares e incluem a visita guiada. Reserve pelo site. Ruta 5, km 13 – Camino de la Redención, 7658 bis, tel. 598/2323-7491. Veja relato da visita da Lu Malheiros no Divindo a Bagagem.
  • H. Stagnari
    A H. Stagnari se apresenta como a mais premiada do mundo em tannat. A atração mais peculiar da propriedade é um labirinto de vinhas. A visita simples, sem degustação (inclui vinhedo, vinícola, cave e labirinto) custa 300 pesos ou 10 dólares. A visita com degustação de 4 vinhos custa 45 dólares; a visita com degustação de 4 vinhos de alta gama e um espumante sai 70 dólares. Se você for fazer uma degustação, é possível contratar o traslado diretamente com a vinícola; para duas pessoas, o traslado ida e volta sai 40 dólares. Reserve pelo site com 48 horas de antecedência. Ruta 5, km 20, La Puebla, tel. 598/2362-2940.
  • Antigua Bodega Stagnari
    A Antigua Bodega Stagnari é vizinha da H. Stagnari. Abre para visitas de 2ª a 6ª das 9h às 17h e sábado das 9h às 14h. É preciso reservar com 24 horas de antecedência por telefone. Não informa os preços da visita no site. Ruta 5, km 20, La Puebla, tel. 598/2362-2137.
  • Bodega Juanicó
    A 37 km de Montevidéu (e 6 km do centro de Canelones), a Juanicó é bem-estruturada para receber visitantes. As visitas se realizam de 2ª a sábado às 10h, 13h e 15h; domingo às 10h, 12h e 14h. Há quatro tipos de visita a escolher; duas delas incluem almoço. É preciso reservar os tours com almoço com 24 horas de antecedência. Use o formulário do site. Ruta 5, km 37, pueblo Juanicó, tel. 598/4335-9725.
  • Viñedo de los Vientos
    Perto da estrada que leva de Montevidéu a Punta del Este, o Viñedo de los Vientos está a meio caminho entre a capital uruguaia e seu balneário mais famoso. As visitas são feitas apenas por agendamento pelo site. Ruta 11, km 162, tel. 598/4372-1622.

Vinícolas no Uruguai: Carmelo

A uma hora de carro de Colonia del Sacramento, Carmelo está para o campo assim como Punta está para a praia: você não vai encontrar nada mais sofisticado, no gênero, no lado de baixo da América.

  • Finca Narbona
    A senha para visitar essa bela vinícola (que tem uma filial do restaurante em Punta del Este) é fazer uma reserva para almoçar no restaurante. Querendo o pacote completo, aproveite para se hospedar. Ruta 21, km 268, tel. 598/4540-4778. Veja a visita da Alexandra Aranovich no Café Viagem (role a página).
  • El Legado
    Despretensiosa e familiar, a El Legado recebe visitantes num espaço aconchegante. As degustações podem ser marcadas por telefone. Ramal Ruta 97, Carmelo, tel. 598/98-307-193. Veja relato da Mile Cardoso no Uruguai por uma brasileira.
  • Familia Irurtia
    Muito próxima ao centro de Carmelo, a bodega Familia Irurtia oferece visitas guiadas regulares 6ª. sábado, domingo e 2ª às 11h. Para visitas e degustações em outros dias e horários é preciso agendar com pelo menos duas horas de antecedência, por telefone. Ingiñero Químico Dante Irurtia, Paraje Curupí, tel. 598/99-692-545.
  • Los Cerros de San Juan
    Mais próxima a Colonia, a Cerros de San Juan é uma bodega histórica: funciona desde 1854. Oferece degustações com agendamento prévio: podem ser simples, com queijos e embutidos ou com churrasco. Ruta 21 km 213, tel. 598/91-949-494.

Você já visitou vinícolas no Uruguai?

Quais bodegas visitou, e quais valeram mais a pena? Como você foi? Quanto custou o transporte? Pode indicar algum guia ou agência?

Suas dicas podem ajudar muito no roteiro de outros leitores — como a Dri, que acaba de nos escrever contando sua dificuldade em planejar esta parte da viagem, por não encontrar remises que façam transporte particular às bodegas, como aqueles em Mendoza.

Aos comentários!

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47 comentários

Escolhi a Bouza pela praticidade e pelo “extra” de ter a coleção de carros antigos (que são uma paixão no Uruguai). Além de fazer o tour e a degustação, almoçamos no restaurante na bodega, foi um programa delicioso! Com certeza dá um charme no roteiro da viagem e vale conhecer a uva tannat característica da região 😉 Tem fotos e outros detalhes aqui: http://vontadedeviajar.com/uma-bela-vinicola-uruguaia/

Estive na Bouza e na Juanicó e indico muito a visita a Bouza, atendimento profissional, restaurante maravilhoso, ambiente muito bonito e vinhos bons. Claro que para quem conhece Mendoza e a Região de Maipo e Colchagua no Chile, percebe que este atrativo turístico ainda é muito iniciante, mas achei um dos melhores passeios próximos de Montevidéu. Contei minha experiência em um post http://www.viagensinvisiveis.com.br/2012/08/o-melhor-de-montevideu-tanat.html No mês que vem vou conhecer Carmelo e Colônia e conto aqui o que achei 🙂

Acabo de voltar de Carmelo e só a incluí no meu giro por todo o Uruguai para visitar a Narbona (fortemente influenciada pelo relato do CaféViagem). Pois bem,a experiência acabou frustrando-se bastante pois não fiquei hospedada lá e sim num hotel central. Liguei para eles na hora do almoço e perguntei se haveria degustação naquela tarde (era um sábado e supus que seria certeiro) mas responderam que ainda não sabiam pois deveriam consultar o sommelier e me pediram para voltar a ligar dali umas 2 horas para confirmação. Acabei indo almoçar no Puerto Camacho ali perto (a uns 2,5 km) que inclusive tem uma lojinha que vende os produtos deles e aproveitei para comprar alguns, além de pedir o Tannat Roble deles para acompanhar o meu almoço. Só que não estava de carro e o tempo estava péssimo para tentar ir a pé. Acabei desistindo pois a bodega não oferece qualquer facilidade aos visitantes e tampouco achei aluguel de bicicleta no centro como alternativa. Tive que ir de taxi do centro até o Basta Pedro (restaurante de Puerto Camacho) e chamá-lo depois para vir me buscar (350 pesos uruguaios cada trecho).A infra naquela região para este tipo de passeio ainda está muito subdesenvolvida e é uma pena que ainda não “acordaram” para explorar este tipo de turismo…deixando o turista “na mão”

    Mirna, senti o mesmo. Não fiquei em resort nem em pousada especializada como a Campotinto ou a Narbona e achei bem ruim. Carmelo ainda é uma cidade do interior.
    Meu hotel oferecia aluguel de bicicleta de graça, mesmo assim não foi útil para ir às vinícolas, pois é preciso passar pela Ruta, uma estrada bem movimentada e com fila única em cada mão.
    A noite de Carmelo é completamente morta e há poucos restaurantes na cidade em si. Uma lástima.

    Ainda estão se acertando, creio que em alguns anos, com inteligência e investimento a coisa vá para frente.

Siiiimmm! Bodega Garzon, “perto” de Jose Ignácio… Dá pra ir sem guia ou contratar alguém por lá, mas alugar carro é essencial!

Fui em várias vinícolas no Uruguai. Segue a lista:
Bouza, Narbona, Campotinto, Cordano, Cerros de San Juan, Familia Irrurtia, Alto de La Ballena, Carrau e H. Stagnari.
Dessas todas, só NÃO recomendo a última. Vinhos apenas razoáveis e atendimento péssimo (ignoraram 3 emails meus e só consegui ir pegando carona com um grupo de conheci na Carrau).

* A Cordano é extremamente artesanal, vale pelo bizarro, não exatamente pelos vinhos. E eles tem um armazém que vende vários produtos, pra quem gosta de gastronomia é bom.
* A Bouza é como a Concha y Toro no Chile: turistona, mas vale a visita. O restaurante é bom.
* Narbona fui em Carmelo, também somente para almoço e breve visita. Bons vinhos e boa comida.
* Cerros de San Juan é difícil chegar, mas vale a visita. Deles, recomendo o Pinot Viejo e o Mil Botellas.
* Campotinto somente jantei, mas é um ótimo restaurante, vale a pena conhecer.
* Familia Irrurtia, Alto de La Ballena e Carrau são estilos parecidos: os donos vem te receber e são bastante atenciosos. Da primeira recomendo o vinho Km.0. Do Alto de La Ballena recomendo o Cetus, eleito melhor vinho “não-tannat” do Uruguai. Da Carrau vários rótulos merecem destaques, como o 1752, o Vilasar e o Amat. Destaque para o Alto de La Ballena por ser bem próximo ao CasaPueblo, estando lá é fácil chegar.

Para visitar todas aluguei um carro, exceto a carrau, que consegui ir de Uber e deu bem menos de 100 reais.

Perto de Montevidéu visitéi a vinícola Berreta, bem pequena e administrada pelos seus donos, muito apaixonados pelo local. Vale muito
Bouza e Narbona, citadas no post, são excelentes!

Visitei das das três que considero melhores do Uruguai: Bouza e Juanicó. A terceira, Pisano, não aceita visitas.

Em relação às visitadas:

Bouza – ótimos vinhos e bons preços nas vinícolas. O tour é interessante, mas acrescenta pouco para quem tem maior conhecimento. O restaurante é dos melhores do Uruguai, com certeza vale a pena almoçar por lá.

Juanicó – produz grande quantidade de vinhos, e de todo tipo de qualidade. Recomento a linha Família Deicas. A visita é interessante e individualizada (o que é um diferencial). Achei o almoço caríssimo e péssimo. Funciona como um menu fixo e terceirizado de entrada, prato principal e sobremesa. Dispense.

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