Santo Amaro do Maranhão: as lagoas mais lindas (e perenes) dos Lençóis Maranhenses 1

Santo Amaro do Maranhão: as lagoas mais lindas (e perenes) dos Lençóis Maranhenses

Lagoa das Cabras, Santo Amaro do Maranhão

Quem acompanha o meu Instagram viu que eu retomei a Expedição #VnVBrasil no comecinho de agosto. Voltei ao Amazonas só para conhecer o lindo projeto da Reserva Mamirauá, em Tefé. Então aproveitei que precisaria fazer uma escala em Brasília e fiz um bate-volta para fotografar a cachoeira de Santa Bárbara, em Cavalcante, na Chapada dos Veadeiros, que eu não tinha conseguido visitar quando estive lá ano passado. De Brasília voei para Imperatriz, de onde segui a Carolina, para investigar o que é que a Chapada da Mesas tem.

Quando eu já estava em São Luís, porém, uma gripe que eu tinha pego no Amazonas adquiriu proporções preocupantes. Derrubado, peguei um avião pra São Paulo e vim me recuperar da virose e do ritmo insano da viagem. O corpo estava pedindo descanso.

Tinha um evento em São Paulo dia 22 de setembro, então só caí na estrada de novo dia 23. Já estaria tarde para ir aos Lençóis Maranhenses, a parte seguinte do itinerário; as lagoas já deveriam estar secas nesta época. Mesmo assim, mantive o roteiro original. Já tenho fotos lindas dos Lençóis; o meu interesse maior era atualizar informações de logística e hospedagem.

Todo o transporte a Santo Amaro do Maranhão — meu pedacinho favorito dos Lençóis — agora é feito por vanzeiros. As vans saem de madrugada (3 da manhã!) ou no início da tarde e deixam na beira da estrada, em Sangue, onde é feita a conexão com a jardineira que leva mais duas horas e meia até a cidadezinha (esta segunda parte já era assim antes, mas o trecho de/para São Luís era feito de ônibus).

Santo Amaro do Maranhão

Santo Amaro ganhou calçamento no miolinho central — e quando você anda em alguma parte da vila que não esteja calçada, você entende por que não pode impor aos outros a noção romântica de que a areia é mais natural.

Santo Amaro do Maranhão

Depois de dormir a manhã toda (vim na van da madruga), acertei com o (excelente) guia Dom uma caminhada até a Lagoa da Gaivota (R$ 70). O mais incrível de Santo Amaro é que a vila está no meio da areia, colada ao parque nacional. Entre junho e agosto, em meia hora de caminhada você já chega às lagoas. Agora no fim de setembro, muitas já estão secas. Mas a Lagoa da Gaivota, a uma hora e meia de pernada, ainda mantém o formato e a beleza.

A caminho da Lagoa das GaivotasLagoa da Gaivota

O Dom sugeriu que a gente continuasse mais vinte minutos adiante, para chegar à Lagoa das Andorinhas, que ainda estaria bem cheia. Não foi exagero de vendedor: a lagoa estava lindona e grande volume d’água. Segundo o Dom, ela vai perder diâmetro e volume, mas deve agüentar bonita até o feriado de outubro, mole.

Lagoa das AndorinhasLagoa das Andorinhas

Chegamos de volta à vila já escuro, depois de 4 horas de caminhada (com todas as paradas para fotos). É preciso algum costume de caminhar na areia (eu adoro andar na praia) para gostar da experiência. Mas pra quem gosta, é fantástico. Caminhar pelas dunas e lagoas é uma experiência muito mais intensa do que assistir pela janela do jipão. O desenho das dunas fica tão bonito (e importante) quanto as lagoas. Saindo na hora em que saímos (3 da tarde) o calor e sol logo deixam de incomodar; o vento fresco prevalece, e a água das lagoas é deliciosamente refrescante.

Se o passeio do dia de chegada já tinha sido surpreendente (lembre que eu esperava encontrar as lagoas secas!), o do segundo dia foi um desbunde total (alguém ainda entende isso?).

Os outros turistas da minha pousada — de quem eu tinha pego implicância a um nível irreversível desde que entraram às 3h30 da manhã na minha van CONVERSANDO ABROBRINHAS EM VOLUME MÁXIMO enquanto os outros passageiros (gente humilde de Santo Amaro, uma mulher grávida) tentavam dormir — iam fazer o passeio tradicional à lagoa da Betânia, com extensão até o oásis do rio Espigão. Eu queria distância do grupo, e topei de cara quando o Dom me sugeriu um passeio de jipe a um ponto do parque logo adiante das lagoas Emendadas, onde quase ninguém vai e onde as lagoas ainda estão bonitas nesta época. Bora nessa!

Lagoas EmendadasLagoas Emendadas

Foram os R$ 260 mais bem investidos desta expedição. No papel de navegador, Dom orientou o motora Gil pelo lado duro de cada duna até chegar à Lagoa da Pedra, que está tão cheia que “não seca mais até a estação das chuvas”, nas palavras do guia. No canto mais fundo não dá pé!

Lagoa da PedraLagoa da Pedra

De lá fomos ao ponto alto da minha experiência nos Lençóis, incluindo a primeira viagem.

Lagoa das Cabras

A Lagoa das Cabras é um conjunto de lagoas que podem ser observadas do topo de dunas altíssimas — é o mais próximo que pode haver de um sobrevôo, e com o bônus de poder caminhar por elas e cair n’água quando quiser.

Lagoa das CabrasLagoa das Cabras

Lagoa das CabrasLagoa das Cabras


Se você também vai chegar atrasado nos Lençóis Maranhenses, vai por mim: durma em Santo Amaro e passeie com o Dom ([email protected]).

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115 comentários

Estive em Santo Amaro agora em Junho/2016. Cidadezinha aconchegante com moradores hospitaleiros, fiquei encantadíssima com o povo daquela terra. Comi comidas ótimas, indico o restaurante Bom Sabor da D. Fátima (localizado na Rua das Flores no Centro), excelente comida com preços acessíveis, estive em outros lugares e o preço é um pouco “salgado” e a comida não é tão saborosa. Quanto aos Lençóis não tem como explicar só vivendo o momento de estar em lugar maravilhoso como aquele. Pretendo voltar em 2017.

Ola, gostei muito do teu blog e das dicas!
Estou viajando e indo para Lençois e queria ir para Santo Amaro!
Chegarei em Sao Luiz e queria saber onde pego o onibus para Sangue e outras dicas, como referencia de um lugar para ficar!
Obrigada!

    Olá, Luisa! Existe uma caixa ao pé do post onde está escrito “Mais Lençóis Maranhenses”, “Como chegar” e “Onde ficar”. Clique, não dá choque 😀

Estivemos, meu marido e eu, nos Lençóis Maranhenses de 18 a 25 de julho. Sem palavras para descrever as lagoas de Santo Amaro. Imperdível o passeio! Precisando de um guia: o Tourinho, sem dúvida nenhuma. Cel.: (98) 999133103.

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