Cruzeiro em Noronha: precisa?

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Cacimba do Padre durante cruzeiro

Na semana passada dei um pulinho em Fernando de Noronha. Programei a minha viagem de modo a coincidir com a chegada de um dos navios de cruzeiro que toda semana durante o verão ficam 36 horas ancorados por lá. Cheguei um dia antes, para ver a ilha sem os cruzeiristas e ter mais condições de comparar. Confesso que viajei cheio de ideias preconcebidas; tinha certeza de que Fernando de Noronha viveria um caos durante a passagem do navio.

O navio ancora longe do porto

Não foi bem assim. Ainda que os 600 passageiros desembarcados dobrem temporariamente a população de turistas na ilha, sua presença é bem menos notada do que eu supunha. A movimentação se restringe à estrada, a alguns mirantes, à praia do Sueste e a uma área de mergulho na Baía do Sancho, longe da areia. Quem passar o dia aproveitando a Praia do Leão – a melhor da ilha nesta época do ano – ou acompanhando as manobras dos surfistas na Cacimba do Padre e na Conceição talvez nem perceba que está dividindo o paraíso com o dobro de visitantes.

No Sancho: três barcos ao mesmo tempo

A opinião geral dos ilhéus também é bem mais favorável aos cruzeiros do que eu gostaria de admitir. Com os navios chegam oportunidades de trabalho simultâneas para todos os bugueiros, guias, donos de barco e marinheiros em atividade. Os passeios oferecidos aos passageiros são de meio dia, o que aumenta a produtividade e gera ganhos de escala. Os únicos que têm seus negócios prejudicados pelos navios são as pousadas mais simples, já que os cruzeiros tendem a absorver o tipo de turista que costumava vir de avião nos pacotes mais baratos (aqueles que combinavam dois dias na ilha com cinco dias no continente).

A favor dos cruzeiros também se deve dizer que seus 600 passageiros não consomem a água e a eletricidade da ilha, e não pressionam ainda mais a demanda por novas edificações.

Crowd no Sueste

Mesmo com essas constatações positivas e esses argumentos favoráveis, no entanto, continuo achando os cruzeiros a Fernando de Noronha pouco interessantes tanto para o passageiro quanto para a ilha.

VELOCIDADE DE CRUZEIRO

Trinta e seis horas em Noronha satisfarão apenas ao turista que só esteja interessado em ‘ticar’ um destino da sua lista de lugares não-visitados. Você passa quase tanto tempo a bordo de um bugue ou de um jipe quanto na areia ou dentro d’água. Para degustar a ilha de verdade será preciso voltar.

Leão: fotografar, pode; descer, não dá tempo

A versão de meio turno do ‘ilha tour’ é tão enxuta que não é permitido aos passageiros sequer descer à praia do Leão, a mais cristalina da ilha durante o verão. “A parada para banho é no Sueste”, responderão os guias a quem pedir para ficar. A parada no Sueste se justifica pela possibilidade de nadar com tartarugas – mas enquanto esperam a sua vez, os turistas precisam se contentar com uma praia de águas turvas e padrão bem inferior ao que Noronha oferece. Ali ao lado, a praia da Atalaia—aquário natural da ilha – permanece fechada durante a estada do navio, por não comportar tantos visitantes.

A época em que os cruzeiros operam é a menos indicada do ano para chegar ou andar de barco pela ilha. O mar está revolto – é quando os surfistas vêm aproveitar o swell. De vez em quando um navio simplesmente não consegue desembarcar seus passageiros – nesta temporada, aconteceu em dezembro. Os passeios de barco podem ser sofridos; e com três barcos chegando ao mesmo tempo, o ponto de mergulho da praia do Sancho vive seus momentos de Maragogi.

O estacionamento do Forte do Boldró

À noite, quando acontecem as ótimas palestras sobre ecologia e vida marinha na sede do Projeto Tamar, os passageiros estão todos de volta ao navio, para aproveitar os restaurantes e bares do sistema all-inclusive.

BUGUISMO

O maior impacto dos cruzeiros é conceitual. O navio ancorado ao longe confirma a opção da administração da ilha pelo turismo de massa. O cruzeiro leva ao paraíso quem não quer passar pelo purgatório das pousadinhas domiciliares (nem comprar a salvação da hospedagem de luxo). Em terra firme pratica-se um ecoturismo sem trilhas nem bicicletas, que faz uso intenso de uma frota de bugues e jipões ecologicamente incorretos. Muitos dos visitantes – vindos de navio ou de avião – saem da ilha com a impressão de que ecoturismo é isso: subir num bugue e comer poeira.

Pôr-do-sol no Forte do Boldró

Só aprende a conservar a natureza quem tem contato intenso e prolongado com ela. Na minha opinião, Fernando de Noronha não deveria estimular a vinda de quem vai só vai passar correndo pela ilha.

Publicado também na minha página Turista Profissional, que sai toda terça no suplemento Viagem & Aventura do Estadão.

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79 comentários para “Cruzeiro em Noronha: precisa?”

  1. RIQ, também estive em Noronha durante a chegada de um navio de cruzeiros e é verdade que não se sente a presença do pessoal que chega pelo mar. A única coisa ruim que experimentei foi o “sumiço” dos táxis, que ficam todos servindo os passageiros do navio.

  2. Putz, nem “de grátis” pego um cruzeiro desses.

    1. Poxa, vc ñ sabe o que tá perdendo, tem navio q tem parede de escalada, boite, muita diversão, patinação no gelo, etc. dá uma olhada no mariner of de seas que veio para o Brasil este ano. Só não recomendo para quem tem medo do mar, se for a questão de enjôo, é tranquilo é só o mar não estar agitado. bom de +

  3. Sou fã de Cruzeiro, embarco para o caribe no Carnaval!
    Devo concoradr que locais com Florianópolis, Noronha ou até o Rio de Janeiro, não encaixam com uma parada de cruzeiro, porque o que fazem seria uma mini degustação de tudo aquilo que muitos acham que é turístico.
    Imaginar que em Floripa o destino geralmente é a praia de Canasvieira, me dá arrepios do que os passageiros pensam de Floripa.
    Valeu Riq, mais uma vez resumiu o que imaginava.
    Boa Viagem a todos!!!

  4. Eu acho que os cruzeiros têm o seu lugar, mas fico me perguntando se esse lugar seria Noronha… Me parece que essa parada de 36 horas satisfaria muito mais ao turista que já conhece a ilha e aproveitaria o cruzeiro para matar as saudades dos seus recantos favoritos – dispensando, claro, os passeios organizados e indo onde a sua saudade o levar… ;-)

  5. Penso como a Carla: os cruzeiros tem definitivamente seu lugar. Talvez Noronha possa ser esse lugar para “matar saudades” de Noronha ou para um teaser, so pra “abrir o apetite”, e vc confirmar que vai voltar pra passar uma semana la no ano que vem. Nao interferindo negativamente na ilha e gerando renda pra populacao local, acho valido.

  6. E o lixo que essas seiscentas criaturas produzem na ilha? São facilmente absorvidos? Por acaso volta com eles pro navio? Será que é tãaaaao vantajoso assim pra Noronha?

    1. Eles até que consomem pouco na ilha, Meilin. A maioria volta pro navio até pra almoçar…

    2. Quando estive em Noronha, um guia nos explicou que muitas embarcações, jogam seu lixo em alto mar e ele vai acabar parando em ilhas como Noronha de qualquer maneira… Uma pena!

  7. O “clima” da ultima foto é de chorar :oops:
    Se é pra sentar nestas cadeiras amarelas , fico com a rua-de trás do bar-do-lado de qualquer lugar. Em Noronha : NÃO !

    1. Sylvia,
      Posso retuitar sua frase?
      Concordo com você. Essas cadeirinhas em Noronha são de matar.

      1. Penelophy :oops:
        Pra quem não sabe , eu vejo ( e sinto e penso e carrego bandeira) assim : o importante num lugar de férias é a visão macro – ampla – do entorno e o metro quadrado de areia e mar que vou consumir.
        Então, se mesmo num lugar paradisíaco o meu pedaçinho de areia não estiver legal e o lugar que escolhi para tomar banho não der certo , é melhor procurar outro canto. Não gosto de ouriço no mar ,de areia lamacenta , de cheiro de peixe morto , de cacaca na praia .. logo : bóra pra um lugar que tenha o que gosto.

        1. Syl,
          sua bandeira é ótima. Concordo mesmo com tudo isso :)

        2. Syl,
          sua filosofia é ótima. Assino em baixo. :)

    2. O pior é que as cadeiras amarelas estão aí sempre, Sylvia…

      1. Deveria haver uma lei proibindo cadeiras de plástico, e que aplicasse uma pena maior no caso de elas serem amarelas, laranjas ou vermelhas!

  8. Eu achei beeem sofrível. Muito diferente da minha experiência. Estive em Noronha 2 vezes, a 1ª desempacotada, em junho de 1991 – eu tinha 17 anos. Foi uma das melhores viagens da minha vida. Éramos 20, sendo 3 professores do 3º ano do colégio (e do curso de mergulho)e 17 alunos. Para resumir, eu acho que fiquei ecoxiita pra sempre, por mais que eu tente disfarçar rs… O ponto alto é que praticamente só tinha a gente na ilha, durante 5 ou 6 dias inteiros. Nem consigo imaginar um navio no meu arquipélago preferido. Se for pra matar a saudade vá lá, mas correndo um risco enorme de estragar as lembranças.

  9. Como diz minha filha: poor is fire! hahaha

  10. Fui em dezembro e durante minha estada o navio chegou duas vezes. Praticamente não notei diferença, as praias estavam bem vazias.

  11. Ué? E só tem um jeito de curtir, Noronha? Fiz esse cruzeiro uma vez e achei o passeio ótimo. É claro q não dá para ver Noronha inteira. Mas, precisa? Curti uma tarde no Sancho, uma manhã em Sueste, o por do sol no forte num dia, no pé do morro do pico no outro, além de ter mergulhado na Atalaia, que não era fechada. Saí de lá satisfeitíssimo.
    Para ver o resto, se quiser, posso voltar quantas vezes quiser, de cruzeiro ou de avião… Não vejo o porquê de empurrar o passeio ecoxiita goela abaixo de todo mundo. Tem gente que curte, tem gente que não.

    E, mais, quem está no cruzeiro não está viajando para Noronha. Está no cruzeiro, oras! Se não gosta da ideia, paciência. Mas nem todo mundo tb tem paciência para as pousadinhas-pe-na-areia-super-exclusivas na Bahia ou em Alagoas…

    1. Não se trata de pousadinhas exclusivas, Anderson. Trata-se de densidade demográfica. Há lugares destinados à alta densidade, e outros que, para o bem de todos, deveriam continuar com baixa densidade. O problema é tornarem Noronha um lugar de alta densidade. É o que acontecerá se os cruzeiros se tornarem parte da paisagem.

      1. Mas vc mesmo disse que a presença dos passageiros é bem menos notada do que supunha… Eu fui em 2005 e tenho fotos p/ mostrar que as praias continuavam vazias…

    2. Anderson, Noronha é o próprio passeio ecoxiita. Não é questão de empurrar goela abaixo. Posso ter me expressado mal, mas acho que um fato incontestável é que se a pessoa não gosta do contato c/ a natureza ou não pretende mergulhar nem deve ir à Noronha, pq não vai ter outra coisa p/ fazer por lá. Não é um destino gastronômico, nem de compras, não tem museu nem belezas arquitetônicas históricas para visitar. É banho de mar, pôr do sol e mergulho um dia atrás do outro. O navio entope e massifica o destino, só isso. A foto que mostra a farofa nas cadeirinhas amarelas diz tudo. Era um destino exclusivíssimo – até 1988 exclusivo dos militares, quando a União devolveu à Pernambuco. Meu desejo é que esse destino continue bacana, sem muvuca, como o vi. Fechar a Atalaia está corretíssimo, pois os corais não suportariam e o fiscal do Ibama sempre presente não daria conta.

      1. Qdo eu fui em 2005 de cruzeiro. A Atalaia ficava aberta, mas tinha um limite diário, tínhamos que enfrentar fila, e tinha limite de tempo, etc… tudo muito fiscalizado…

    3. Andreson,
      democratizar o acesso eh sempre uma boa ideia, a questao eh como fazer isso de uma forma legal.

  12. Eu nao iria prá Noronha de cruzeiro, e acho que no mínimo 4 a 5 dias sao necessários para desfrutar a ilha. Adorei minha passagem por lá e me hospedei na Solar dos Ventos, dica, óbvio, do Ric. Infalível!!! Uma vista incrível, a mesma da Maravilha, o staff é excelente,super recomendo.
    Bjo.

  13. Concordo com a Sylvia, essa última foto me deu arrepios. Outra coisa, como a Meilin lembrou bem, e o lixo que trazem ?

  14. Estou planejando em ir para Noronha no fim de setembro. Há muita diferença entre a Solar dos Ventos e a Pousada Maravilha? O Solar ta por volta de 1000 e a Mravilha, 1800. Diferença consideravel, mas se a Solar valer a pena, aproveito o dindin pros passeios né?

    1. Ficar na Maravilha é um problema, porque você fica com vontade de ficar no hotel (é muito bacana), mas tem a ilha mais bonita do Brasil para aproveitar. É um hotel para que não tem problemas com o que vem na conta depois.

      A Solar dos Ventos já foi mais em conta, mas é uma ótima pousada e agora está ainda melhor, com restaurante funcionando. Só não tem piscina.

      Nos próximos dias vou fazer um post sobre as pousadas do pelotão intermediário, e futuramente volto ás tops também.

      1. Muito Obrigada
        E quanto ao período. Maio ou Setembro é melhor?

  15. Já estive duas vezes em Noronha. A primeira tinha 20 anos – faz tempo, tenho hoje 54. A segunda faz 12 anos. Fui com minhas 2 filhas ainda crinças. Pousada familiar, banho frio, gente muito simpática e boas lembranças, sem fotos com cadeiras de plástico. Hoje, vejo que o arquipélago cada vez mais se distancia dos brasileiros. Ou é acessível um destino onde as pousadas cobram entre 1 mil e 1.800 reais por uma diária? Que me desculpe o incensado Zé Maria. Mas se assim tudo continuar, será mais um paraíso destruído pelos arquitetos de pousadas ecologicamente corretas.

  16. Acredito que a grande questão não é se fazer um cruzeiro destes é bom ou não para os passageiros (gosto há pra tudo – não se discute, nem lamenta ), mas se é bom ou não para a ilha como um todo: população, ecossistema, futuras gerações.

    1. Concordo. Assim deveria ser pautada a discussão.

  17. Acho que como já está listado no post, existem pontos altos e baixos para as paradas dos cruzeiros em Noronha. Mas, sinceramente, deixando de lado essa questão, acho que FN não é um destino para ser visitado assim, “de enxurrada”, com tempo contado…ai, não dá não…

  18. Minha única visita ao arquipélago foi justamente neste cruzeiro, na minha lua-de-mel há 2 anos atrás. É óbvio que o tempo em que o navio fica lá só nos dá um pequeno aperitivo do que é a experiência de “estar” em Noronha, e com certeza voltarei em breve para efetivamente desfrutá-la. Mas essa é a ideia, assim como todo o restante do roteiro do navio, dar uma “passada” em cada porto, e usufruir da infra do cruzeiro…

  19. ADOREI este post! Muito bacana a sua postura ecoconsciente, Riq. E adorei saber q a praia do Atalaia está fechada às multidões. Um ponto naturalmente tão delicado não merece sofrer com tanto impacto de uma vez só.

  20. Muito pertinente seu comentário Riq, um rico artigo o qual com certeza recomendarei de imediato a um grupo de amigos que estou mandando em março, eles querem ir de Cruzeiro, eu passei os pros x contras e na próxima reunião eles irão decidir em votação qual será a opção escolhida.
    Eu concordo plenamente com você, eu acho que as duas viagens são bem distintas, eu acho ótimo para quem sonha ir a Noronha (não se pode dizer conhecer) e viajar de navio, é “ticar” duas viagens numa só.

    Mas se o motivo mor da viagem for Noronha não recomendo o navio nem a paulo.

    Outro detalhe é que nós infelizmente temos que admitir que o que é ecologicamente correto em 90% dos casos anda na contra-mão do que é comercial e administrativamente incorreto. É aquela velha história os fins justificando os meios, mais grana e mais destruição dos meios, ambiente.

    Abraço

  21. Riq,estava lá quando um cruzeiro chegou e tive a mesma impressão que você. Só fiquei curioso prá saber onde o navio despeja dejetos e etc., e os riscos para o meio-ambiente marinho. Outra coisa: era noite de lua cheia, e o barco todo iluminado ao longe quebrou o climão do luau na praia…

  22. Para visitar Atalaia você tem que reservar o passeio com algum guia/agência. Tem limite de pessoas por dia. Pelo que me informaram, não dá pra ir sem guia…

    1. O esquema de visita à Atalaia mudou de um ano para cá. Não dá mais para entrar de bugue; só indo pela trilha. E para ir pela trilha é preciso ter guia.

  23. Olá.
    Eu conheci Noronha fazendo esse Cruzeiro em dez/2006. E posso dizer que foi uma otima experiencia. Conheci o que queria na ilha, é obvio que não eh pssivel conhecer tudo, e outra discordo dos comentarios que dizem que se nao quer mergulhar fazer trilha ect não va pra Noronha. Calma ai. Cada um visita onde quer do jeito que quer e também faz o que quiser oras bolas. Eu mergulhei, via as tartarugas, os golfinhos. E pelo menos qdo fui não teve nenhuma “farofa” nenhuma. E para o saber de tds TODAS as embarcações despejam dejetos e etc qdo estao em alto mar, tds são assim senaum como fariam não? A consiencia é de cd m presevar a ilha e se fosse prejudicar de alguma maneira a fiscalização nai iria autorizar mais cruzeiros no local.
    E a população de Noronha adora receber os turistas do cruzeiro mais trabalho para eles. E qdo fui teve varias pessoas q a noite voltaram para jantar na ilha.

  24. Mais uma pro dicionário: ecoxiita…primo do talibamba (que só admite “samba de raiz”)

  25. Legal o tópico, discussão quente e com bons argumentos. Nunca fui a FN, mas concordo plenamente com a idéia de dificultar o acesso, e não facilitar. Não em termos financeiros. Vejam que eu usei o verbo dificultar, e não elitizar. Dificultar no sentido de deixar o lugar para os apreciadores da natureza, na sua plenitude. Ou seja, quanto menos conforto ( no sentido de ataques ao meio ambiente, pouca uso de eletricidade, pouca ou nenhuma produção de lixo, etc.), melhor. Massificar o turismo nessa região serve apenas para “ticar” o destino, como bem neologisou o Ric, não para considerar o local como um santuário ( e temos tão poucos ainda…) e tratá-lo como tal. Se o perfil do viajante não é o do contato pleno com o local, melhor ir para outro lugar. E precisamos de turismo minimalista sim. Menos é mais. Sem ecoxiísmo ou ecofobismo.

  26. cruzeiro por lá parece tão ilógico quanto fazer o Caminho de Santiago de carro. :)

    1. Hahahaha – adorei :-D

  27. Momento Celebridades: quem aparece na quarta foto de cima para baixo é a Malu Mader, de colete laranja e biquini preto. Ela estava lá com o marido e os filhos. Foram muito simpáticos, atenderam aos que pediram para tirar fotos com eles. Falaram que estavam hospedados na Pousada Maravilha.

  28. Quero ir em Janeiro 2011 para Noronha. É possivel saber as datas que os cruzeiros estarão presentes na ilha? Quero evitar.

    1. Entre no site da CVC e procure em cruzeiros se já há datas para 2010. Mas, conforme eu te disse, é bem menos estressante para quem está na ilha do que eu imaginava.

  29. Não acreditei quando vi o navio em Noronha… Com todos aqueles turistas… Não combina!!!

  30. Concordo. Acho que Noronha não combina com viagem “drive-thru”. É uma ilha tão especial, que merece que o turista reserve, no mínimo, uns 5 dias para apreciá-la.
    Nos últimos 10 anos estive em Noronha por 3 vezes, e nas 2 últimas vezes, presenciei cenas que me fizeram desenvolver uma certa aversão pelos navios de cruzeiro que passam pela ilha. O turista típico e apaixonado por Noronha preza as belezas naturais da ilha, a preservação ambiental (pagamos a TPA sorrindo!), aproveita cada momento que passa explorando a ilha, fazendo suas trilhas, descobrindo seus mirantes, mergulhando nas suas águas mornas cor-de-esmeralda. Amamos a sensação de paz e liberdade ao sentar na areia de uma de suas praias desertas e ficar observando o mar, ouvindo somente o barulho das ondas, se esquivando das mabuias (rss), enfim. O turista que chega pelo navio não tem o mesmo perfil. De forma geral, ele não tem a mesma sintonia com a ilha, é mais expansivo, chega nos lugares fazendo tumulto, o que por si só já afasta animais e perturba os outros turistas.
    A cena mais triste que presenciei aconteceu em 2005. Foi quando um grupo de turistas do navio Pacific chegaram na Baía dos Porcos aos gritos, trazendo latas de bebidas, copos descartáveis, etc, e entraram na água (com máscaras de snorkel) fazendo tanto alvoroço que em menos de um minuto toda a diversidade de peixes, tartarugas e arraias que nadavam por ali se escondeu. Pouco depois sairam da água reclamando que não viram nada (por motivos óbvios…), foram embora fazendo o tumulto costumeiro e – pior – deixando para trás copos descartáveis espalhados pela areia e pela água. Nunca vi tamanha falta de bom senso e de consciência ecológica! Desde então, tomei uma certa aversão à passagem de navios pela ilha.
    Estou com viagem marcada para novembro deste ano. Espero não ter o desprazer de rever cenas grotescas de turistas mal educados naquele que, na minha opinião, é o canto mais lindo do Brasil, e onde as praias são mais perfeitas.

  31. Eu estive na ilha em fevereiro de 2010, onde fiquei 9 dias e conheci tudo de tudo. Estarei de volta mês que vem, no último cruzeiro para Noronha. Finalmente essa aventura vai acabar, bom para a a ilha. Rodrigo Costa – rodrigo.tecnologia@hotmail.com

  32. Esulhambação é vc ser pernambucano (noronha é de pernambuco ) não ter direito de ir pra lá (de graça, ou quando bem queira). ter que pagar como qualquer outro mortal é lamentável.

  33. Estive semana passada na ilha pela 1ª vez, que é “translumbrante” mesmo, e olha que por estar recém operada não pude fazer mergulhos, mas mesmo assim adorei e já estou programando uma próxima ida no ano que vem. Ao estar na ilha não pude deixar de lembrar de meus pais, cujas pernas, colunas, idades e afins não conseguiriam ver com seus próprio olhos a limpidez das águas, o recorte geográfico, a vida marinha efervescente…se não fosse num cruzeiro. Então, apesar de concordar com a maioria dos post sobre o quão inadequado é o tour via cruzeiro por Noronha, não posso deixar de ressaltar que é a única maneira para muitos poderem literalmente ver esta maravilha…

    1. Não é não, Beth. O navio não passeia por Noronha. Fica longe, atracado. A pessoa que chega de cruzeiro pega um barquinho e, uma vez na ilha, se locomove exatamente como qualquer um que chegue de avião. Quem não quer ou não pode caminhar/andar de bugue pega passeios de barco que estão disponíveis para todos, e são mais fáceis de conseguir quando não há um trambolhão que entope a ilha com mais 500 visitantes. Não fale besteiras…

      Há rumores de que a partir deste verão não haverá mais cruzeiros.

      1. Prezado Ricardo, desculpe-me, mas não imaginava que meu comentário fosse desencadear sentimentos tão primitivos, externados na parte final do 1º§ de seu post, por um linguajar que em nada me faz lembrar o escritor brilhante e cortês que passei admirar desde as primeiras linhas que li ( e já faz um certo tempo…).
        Não é necessário ser almirante ou especialista em cabotagem para saber que embarcações do porte dos navios de cruzeiros jamais poderão se aproximar da costa, como se meros barquinhos de pesca fossem, sob a certeza de encalharem tal qual baleias em praias.
        Tempos em que o mundo respira igualdade, fobias e preconceitos em todas as formas são repudiados, ratifico minha posição: a acessibilidade por via marítima é inegavelmente maior. Os tais barquinhos/botes que fazem o transbordo dos passageiros à “terra firme” podem fazê-lo aos “barcos turísticos” da ilha, tendo assim uma ilha possível a todos! Quanto ao nº de forasteiros que possam desembarcar via marítima, cabe tão somente às autoridades, tal qual o fazem para os “visitantes aéreos”, impor os limitadores que julguem convenientes para manutenção do “equilíbrio do ecossistema”, e não para satisfazer nosso vil egoísmo.
        Há algum tempo que antes de qualquer viagem tenho por hábito dar uma olhada no “viaje na viagem”. Até mesmo os destinos habituais não deixo de olhar, aí passo achar que virou vício. Aproveito a oportunidade para parabenizá-lo pelo ótimo trabalho desenvolvido, que neste momento utilizo para auxiliar a montagem do roteiro de 2 viagens maiores deste ano, e que também serve para buscar inspiração para a 3ª (menor), ainda não definida.

        1. Repito, Beth. Não fale besteira. A pessoa chega de avião, vai de táxi à pousada e pode sair de barquinho quantos dias quiser. Pra sair de barquinho não é preciso chegar à ilha num monstrengo de 600 passageiros que têm 36 horas para ver tudo, andar por tudo e congestionar todos os serviços, inclusive os dos barquinhos que fazem os passeios.

          1. uiiiiiiiiii, meus amigos nos convidaram para ir de navio da CVC para Noronha, quando eu disse que não, acho que pensaram que sou um ET!!!! Mandei o link deste blog para eles…

  34. noronha esta cheia, a trilha inca esta congestionada, o parque guell esta lotadíssimo, a fila no louvre não tem fim.. é a farofalização dos tempos! mas… direitos iguais, certo? o que sempre tento fazer é evitar datas obvias, horários de pico, alta temporada… tem dado certo!

  35. Apesar de ter ido em 2008 para Noronha com o cruzeiro da CVC, pois na época saia muito mais em conta, fiquei chocada com a quantidade de cruzeiros que seu post informou.
    36 horas sem dúvida é pouco pra quem quer conhecer o lugar e no meu caso, deu pra dar uma olhadinha , que valeu a pena, mas que com certeza terei que voltar lá.
    No entanto, não lembro de ver tanta gente junta…
    É uma pena num refugio como aquele.

  36. Em 2009 fui de cruzeiro para Noronha, de lua de mel. A viagem foi exatamente como planejava, não tenho a ilusão de que em 3 dias iria conhecer a ilha … Da mesma forma que estas viagens para Paris, NY etc 4 noites não permitem conhecer a cidade. Funciona como um aperitivo. O cruzeiro é igual a todos os outros, um dia aqui, outro acolá, eventos a noite. O que todos os cruzeiros fazem com seu lixo? Não faço a menor idéia. Está errado? Fiscalização neles. E não creio que nas outras épocas do ano as cadeiras amarelas sumam do forte, pois é um lugar procurado para ver o por do sol.
    Fiz o famigerado ilhatour, fui a Baia dos Porcos (lugar mais lindo de Noronha, com certeza), fui ver o por do sol … E agora em outubro voltarei a ilha para conhece-la melhor!

  37. Ricardo: Tenho acompanhado a tua campanha contra os navios e é incrível o número de bobagens e mentiras que você coloca nas reportagens. Você deveria se informar melhor para saber que os cruzeiros marítimos são a forma mais ecológica e sustentável de conhecer a Ilha, porque não se utiliza da água e energia da Ilha, porque os passageiros passam poucas horas no Arquipélago e a grande parte do lixo desses passageiros são guardados, separados e reciclados pelo navio, que segue rigorosamente todas as normas. Internacionais, da Anvisa, do CPRH e do ICM BIO, o pouco que produzem na Ilha é recolhido e tratado com todo o lixo produzido pelos turistas que vem de avião, sem contar o produzido pela população da Ilha que recebe tratamento exemplar. A o contrário do que você diz o navio não vai trazer 1.200 passageiros e nem 1.000 e nem desembarca 600 ou 500 passageiros, porque o limite de desembarque máximo simultâneo é de 350 passageiros, assim mesmo distribuídos em passeios diferenciados com alternância de praias, etc. O navio traz uma contribuição fundamental para grande parte dos moradores da Ilha e se essas inverdades continuarem a serem veículadas tomaremos as medidas legais cabíveis para reparar o dano causado. Também pediria que fosse mais educado com s pessoas que fizeram os cruzeiros e verificaram que s suas colocações são inverídicas e fantasiosas, bem como as pessoas que estavam na Ilha e verificaram que o impacto alegado nunca existiu. Quero ver se você tem a coragem e a hombridade de publicar o meu email.

    1. Caro Sr. Milton Sanches,

      Sem entrar no mérito editorial, respeitosamente discordo da conclusão do seu cálculo.

      É verdade que as pessoas que chegam de navio não pernoitam. É também verdade que o número de desembarques pode ser restrito a 350 simultâneos (embora tenho lido n’O Globo que essa conta não inclui cerca de 100 tripulantes).

      Todavia, esses passageiros representam uma carga adicional na demanda de serviços na ilha. Não está havendo uma redução de desembarques aéreos com substituição por desembarques marítimos. Ainda que menor do que a carga de desembarques aéreos, o impacto gerado por 350 passageiros + [i]x[/i] tripulantes é adicional ao que já ocorre.

      Não pertenço ao grupo de pessoas favoráveis à filosofia, na minha visão negativa, de partir do princípio de que todo lugar deve ter pouco acesso como condição à preservação. Sou contra esquemas monopolistas como os de Bonito (MS), que tabelam preços e impedem concorrência, criando feudos de agências de turismo locais onde ninguém consegue entrar para competir. Não subscrevo à ideia de deixar destinos sem desenvolvimento ou progresso para “barrar” visitantes como fizeram tanto tempo em Caraíva.

      Todavia, acho interessante não pretender que jogar mais 300-500 visitantes em Noronha causa menos impacto do que 0 visitantes.

  38. Sr Milton,

    A internet é pública e na minha opinião, este site como também alguns blogs de turismo que frequento são bastante válidos, pois é a visão e opinião da pessoa que utilizou o serviço. Não é para ser considerada mentiras ou bobagens, é um espaço de discussão e trocas de idéias. Creio que você foi infeliz na sua colocação, ainda mais vindo do Diretor da CVC cruzeiros. Se liga!!!!

    Érika

  39. Que feio, Sr. CVC !!!!

  40. Não sou fã de excursões em geral e nem de cruzeiros. Prefiro seguir o meu ritmo e decidir sobre onde quero ir, sem multidões ao meu lado. Nunca viajei (nem pretendo) de excursão. Mas fiz um cruzeiro à Noronha em 2005. Fiquei pouquíssimo tempo, mas deu p/ conhecer bastante coisa, pq foi muito intenso, passeando 100% do tempo por lá.
    Se acho a melhor forma de conhecer a ilha? Claro que não! Mas pra mim, na época era a única forma viável, visto que era infinitas vezes mais barato do que ir de avião, já que este era o destino mais caro do Brasil, na época. Minha irmã foi de avião, um pouco antes, de lua de mel e pagou bem caro. Na ilha, a pousada que lhe ofereceram era uma casa de família adaptada, sem água quente. Num cruzeiro eu paguei beeeeem menos e fiquei com mais conforto. Matei dois coelhos, com uma cajadada só. Fiz um cruzeiro pela primeira e única vez, e ainda senti o gostinho de quero mais, ao conhecer um pouquinho de Noronha! Em alguns momentos eu desejava estar lá sem tanta gente, pois os passeios triplicam de preço, tudo fica mais caro, segundo disseram. E tinha fila p/ tudo.
    Quanto ao cuidado com a preservação, os guias tem o maior cuidado, explicam todas as regras e somos muito monitorados, todo o tempo. Confesso que me senti até um pouco tolhida, embora reconheça a necessidade da fiscalização.
    Valeu muito a pena! Recomendo!

    1. Estou com a Lali. Também estive em Noronha a bordo do Pacific, em 2005. Do que eu me lembro foram 3 dias na ilha e tivemos (eu e minha esposa) a oportunidade de fazer a nossa estadia tão boa que se tornou inesquecível. Na época já existiam os bugues, mas preferíamos pegar o ônibus circular até o local mais próximo de onde queríamos ir e o restante fazíamos a pé, uma maneira de minimizarmos o nosso impacto na ilha. Na época o navio era realmente a melhor opção de se conhecer a ilha com uma dose de conforto e sem gastar uma grana absurda. Voltaríamos a Noronha de Navio? Com certeza!

  41. Sorte de vcs, Lili e Wilson, pois esse ano tudo indica que será um pesadelo.

    Pra começar a CVC e a Pullmantur venderam uma coisa e estão entregando outra.

    Foi vendido um cruzeiro incluindo 3 dias e 2 noites em Noronha (6 dias e 5 noites no total), agora serão 2 dias e 1 noite em Noronha, permanecendo o mesmo número de dias no total, sendo aumentada, inexplicavelmente, a última navegação em 13 horas.

    E tem mais, no voucher consta expressamente que só desembarcarão 700 pessoas ao mesmo tempo (350 para terra e 350 para o mar), ocorre que cabem quase 1.500 pessoas no navio e é óbvio que eles vão vender o máximo que puderem.

    Se num único dia mais de 700 pessoas quiserem sair do navio vai dar confusão, pois vai ter gente que terá que ficar no navio presa.

    Bom, estou literalmente embarcando nessa furada no próximo domingo.

    E pra piorar, tenho observado que a CVC insere falsos comentários elogiosos em vários sites e blogs, eu sei que não é o caso de vcs, mas é muito feio, né?

    Quem quiser saber mais sobre cruzeiros da CVC deve ler na internet sobre o Cruzeiro de Ano Novo 2011 chamado Soberano. Joga no google ou no ‘reclame aqui’ que vcs vão ver o que ocorreu.

    Vamos ver, quando eu voltar relato tudo que aconteceu.

  42. Acabei de voltar dessa cruzeiro, concordo com tudo que o Ricardo disse. Meu único porém é bem pessoal. Como nãoo sou muito focado em natureza e tão somente natureza, não achei Noronha isso tudo que dizem. Achei a cidade mal cuidada e pouco preparada para receber turistas. Gosto de natureza, mas com muito conforto, portanto, penso que falta a Noronha grandes resorts e uma boa estruturada na cidade. Quando isso for feito eu volto, até lá minha opção será o Caribe. Quando queiser ver natureza sem conforto (grandes e bons hotéis e resorts) e estrutura (bares, restaurantes, comércio, etc), dou um pulinho em Ilha Grande que é bem mais perto e barato. Assim, acho que o cruzeiro até poderia ser uma boa opção, mas a CVC e a Pullmantur são tão incompetentes que conseguiram queimar uma mina de ouro que tinham na mão. Quanto ao maldito cruzeiro, falarei no post dedicado ao Sr. Pullmantur – Milton Sanches. Essa viagem já está sendo o mico da temporada.

  43. O cruzeiro leva sim 1.000 pessoas. Esse ano já deu briga, tapas e polícia. CVC e Pullmantur enganam quem comprou o cruzeiro para Noronha. Detalhes no post do Sr. Pullmantur, abaixo…

    http://www.viajenaviagem.com/2011/10/nao-vamos-levar-1-000-passageiros-por-navio-a-noronha-afirma-diretor-da-pullmantur/

  44. Felizmente se verificou que o bicho não é tão feio, ou seja, os cruzeiros marítimos para Fernando de Noronha tem uma limitação de passageiros e um desembarque ainda mais restritivo, sendo a única forma de turismo realmente controlada na Ilha. Também é verdade que ele traz muítos benefícios a parcela significativa da população.
    Também deve ser respeitado o direito dos que gostam e dos que não gostam de viajar de navio porque isso
    é democrático. São tipos diferentes de passeios porque o navio permite que se tenha um conhecimento
    razoável da Ilha e proporciona conforto e lazer a bordo, mas um não elimina o outro e grande parte dos passageiros que tiveram esse contato com a Ilha retornam por via aérea e ficammais tempo na Ilha.
    Agora quem chama essa quantidade de passageiros e com todas as restrições e controles de massificação
    deveria visitar outros locais parasídiacos do mundo, como Caribe e Grécia, p. exemplo, e verificar a quantidade e o tamanho dos navios que visitam esses lugares, sem contar a Infraestrutura de hotéis, restaurantes, lojas, etc, hospedando-se com muito conforto e aproveitando a natureza, seja no solo, seja no mar, com águas límpidas, transparentes e de colorações incríveis.
    Milton Sanches

  45. Milton Sanches, o senhor por aqui?!?!

    Como andam as brigas a bordo do Ocean Dream???

    Tenho certeza que são muitas, pois nem todos os passageiros conseguem desembarcar e ficam extremamente frustrados, presos dentro do navio. Vcs venderam um sonho e estão entregando um pesadelo.

    Aparentemente há muita preocupação com o impacto do cruzeiro na ilha e tal, mas ninguém se preocupa com os turistas que estão dentro do navio.

    Até entendo que os outros turistas pouco se importem, mas o senhor poderia ser um pouco mais atencioso.

    Esse cruzeiro é uma grande enganação, seja com os turistas que compraram uma coisa e estão levando outra, seja com o povo preocupado com a preservação da ilha.

    Os números que vc apresenta não são verdadeiros e como eu estive lá posso mostrar isso.

    Impressiona a sua preocupação em passar uma imagem que não é verdadeira, comemorando restrições que prejudicam os passageiros e em nada, ou quase nada, diminuem o impacto do navio aportado.

    O cruzeiro CVC/Pullmantur afeta negativamente a ilha, é desnecessário e ainda engana seus passageiros.

  46. Descobri na internet outros relatos sobre o que ocorre no Ocean Dream, tem até vídeo…

    http://www.youtube.com/watch?v=7nSfOdppTys&feature=related

    Esse passageiro faz um relato preciso do que ocorree e do navio…

    https://sites.google.com/site/cruzeirooceandream/

  47. Boa tarde,
    Sobre o problema do desembarque do navio de cruzeiro Ocean Dream em Fernando de Noronha, existem mais informações recentes sobre os fatos? Tenho viagem marcada para final de fevereiro e gostaria muito de saber como estão as coisas. Onde eu consigo uma informação mais precisa?
    Grata

    1. Olá, Ingrid! Não recebemos mais relatos além dos que foram postados. Você pode pesquisar no “Reclame Aqui” para ver se a situação foi regularizada. O único jeito de ter mudado é as autoridades de Noronha tolerarem o desembarque de 1.200 passageiros a cada chegada. Caso contrário, compre os passeios do navio, ou você ficará presa a bordo. Nós avisamos…

      1. Obrigada pela resposta!

        Os valores dos passeios comprados no navio são muito maiores que os comprados na ilha??
        Grata mais uma vez

        1. Olá, Ingrid! Normalmente o passageiro de cruzeiro é refém de preços mais altos em passeios, seja cobrado dentro do navio, seja cobrado pelos taxistas que ficam no porto. O passageiro de cruzeiro sempre tem pouco tempo para visitar e está em más condições para negociar.

  48. Obrigada!!

    Só mais uma perguntinha……..
    Já que vamos ter um dia só em Noronha, qual passeio você me indica?

    1. Pra um dia em Noronha, indico o Ilhatour. É um passeio que começa de manhã, e passa por diversas praias, com parada pra banho nas melhores, museu dos tubarões, parada pra almoço, e de tarde ainda tem apnéia no Sueste! Maravilhoso!

      1. Obrigada!

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