Fernando de Noronha

#Noronhe-se
Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Veja neste guia prático de viagem a Fernando de Noronha:

Noronha snorkel

Se Bruna Marquezine hashtagueou, tá hashtagueado. #Noronhe-se é um achado: sintetiza uma aspiração nacional. (OK, a inveja é um meme.)

Para aproveitar o paraíso, porém, não basta se informar pelo Instagram. Os melhores momentos do ano para curtir Noronha costumam ser escassos de celebridades (veja quando ir a Noronha). Além das pousadas onde ficam os famosos, existem outras -- que, com algum sacrifício, podem caber em bolsos plebeus (veja onde ficar em Noronha). E por baixo do verniz de point badalado, Fernando de Noronha continua um destino de natureza por excelência: praias selvagens, corais preservados, vida marinha diversa e abundante (veja o que fazer em Noronha).

A ilha recebe apenas 1.000 forasteiros por dia. Quando você for, aproveite o privilégio pelo máximo de noites que puder.

Quando ir

Noronha quando ir: sem swell

Praia do Sancho sem swell (foto tirada em agosto)

Noronha quando ir: com swell

Praia do Sancho com muito swell (foto tirada em janeiro)

Noronha tem duas estações. A estação seca vai de agosto a fevereiro. A estação das chuvas dura de março a julho (os meses mais chuvosos são abril, maio e junho).

Além disso, é preciso levar em conta as condições do mar. A época de ondas (swell, no jargão dos surfistas e barqueiros) vai de meados de outubro a março. A época de mar calmo (flat) costuma ir de abril a setembro.

Veja mais abaixo como é o clima mês a mês. Mas antes, fique com um resumo das melhores épocas.

Noronha: as melhores épocas

Noronha Praia da Conceição

Para mergulhar: bom o ano inteiro, mas melhor em agosto e setembro.

Para curtir praia: agosto e setembro, quando não chove e o mar é piscininha.

Para surfar: dezembro a março, quando entra o maior swell. O melhor mês costuma ser fevereiro.

Para agitar: Réveillon e primeira quinzena de janeiro, com a ilha lotada de gente festeira.

Para gastar menos: abril a junho (os preços menos elevados) ou entre outubro e 15 de dezembro (exceto feriadões).

Réveillon e janeiro

Tempo firme (chuvas abaixo de 100 mm). Altas ondas (em praias como Cacimba do Padre, Bode, Boldró, Conceição e Cachorro). O snorkel continua bom, mas é preciso se afastar mais da beira nas praias do Sancho, Baía dos Porcos e Porto, porque a faixa da beirada estará mexida. O mergulho também é bom, mas a navegação até o ponto de mergulho pode enfrentar mar batido.

O swell não afeta as praias do Mar de Fora (Leão, Sueste, Atalaia), mas o Sueste fica com água pouco cristalina pelo acúmulo de sedimentos (aproveite para nadar com tartarugas, que são mais numerosas nessa época). É a época mais cara da ilha, e também com o maior agito (que se estende do Réveillon à primeira quizena).

Fevereiro

Em comparação com janeiro, fevereiro tem um tiquinho a mais de chuva (em torno de 100 mm, o que é bem pouco num lugar tropical) e ondas ainda mais altas -- é o mês mais procurado por surfistas. As condições de snorkel e mergulho são as mesmas de janeiro. Os preços e o agito diminuem um pouco.

Março

Começa a temporada das chuvas -- a média de precipitação passa dos 250 mm. Mas as ondas continuam altas. Os preços diminuem -- já são de baixa temporada. Para quem surfa, é a época com o melhor custo x benefício.

As condições de snorkel, mergulho e banho de mar permanecem as mesmas de janeiro (mas com menos luminosidade para os mergulhos).

Abril, maio e junho

Vale a pena ir a Noronha na época das chuvas? Em abril e maio, chove perto de 300 mm. Em junho, a precipitação baixa para 200 mm. A época tem três vantagens: preços menos elevados, ilha mais vazia e mar calmo.

Chove o tempo todo? Chove só um pouquinho no começo da manhã ou no fim da tarde? Ou chove e abre o sol, chove e abre o sol, chove e abre o sol o dia inteiro? Não dá para prever. Dá para acontecer qualquer uma das situações -- assim como é possível que não chova nada. O ideal nesta época é programar estadias mais longas, para garantir mais aberturas de sol.

Com a redução da espuma na rebentação, o snorkel volta a poder ser feito mais perto da beira. O mergulho pode ter menos luminosidade, mas terá boa visibilidade, e a navegação até os pontos de mergulho será mais tranqüila. A Praia do Cachorro, que ganha pedras na época do swell, volta a ter areia -- e Noronha recupera a sua 'praia urbana'. Mas não conte com agito: nesses meses, a ilha meio que hiberna.

Julho

Mês de transição entre as chuvas e o tempo seco, julho costuma ter precipitação abaixo de 150 mm -- é provável todos os dias sejam aproveitáveis, pelo menos em parte. O mar está flat, bom para curtir praia, fazer snorkel e mergulho. Os preços e a lotação sobem, por causa das férias.

Agosto e setembro

Para quem curte praia, snorkel e mergulho, ou quer ir a Noronha com crianças, agosto e setembro são os meses mais especiais. O tempo estará firmíssimo (precipitação abaixo de 50 mm) e o mar, ahn, pisciníssimo. Aquelas fotos da Baía do Porcos, do Sancho e do Porto com mar azul-bebê e verde-água transparentes são feitas nesta época.

Os preços são quase de alta temporada -- e agosto registra a visita de muitos europeus (é mês de férias na Europa). O evento Love Noronha, voltado ao público LGBT, costuma acontecer em agosto (em 2018 não houve, mas deve voltar em 2019). Se você quer encontrar e curtir a Noronha dos cartões-postais, programe-se para ir nesses dois meses.

Outubro, novembro e dezembro

Os três últimos meses são os mais secos do ano: praticamente não chove. O início de outubro normalmente mantém o mar calmo de agosto e setembro. A tradicional regata Recife-Fernando de Noronha (Refeno) costuma acontecer no início de outubro -- e enfeita o Porto de veleiros e iates. Aos poucos, porém, o swell vai entrando, e o mar fica mais agitado, criando vez por outra condições para o surf. Sancho, Baía dos Porcos e Porto começam a ter espuma na beira, o que torna o snorkel trabalhoso.

A Praia do Cachorro desaparece: o swell traz pedras grandes para o lugar da areia (fica bom, porém, para surfar). O mergulho tem ótima luminosidade e visibilidade, mas a navegação para os pontos de mergulho fica menos sossegada. As diárias de pousadas (fora de feriados, e até 15 de dezembro) baixam um pouco, e a ocupação da ilha, também -- muita gente economizando para ir no Réveillon e janeiro, quando preços e lotação chegam ao máximo.

O outro lado do paraíso

Não há pobreza extrema em Fernando de Noronha. Durante a sua estada, você não será importunado por nenhum pedinte. (Nem sequer por flanelinha).

Graças à pequena população e ao controle (mais ou menos) estrito de quem pode morar na ilha, a segurança é total. Não há violência. Eventualmente um celular pode sumir da sua mesa (mas dentro da mochila estará seguro). O maior perigo que você corre é o seu cartão de crédito não passar na maquininha.

Mas Noronha também tem problemas. Alguns deles, bastante visíveis: a condição das estradinhas fora da BR, a precariedade de muitas casas, a urbanização desajeitada. Abastecimento de água, energia e coleta de lixo são outras dores de cabeça para quem mora na ilha.

Mas o lado mais escondido do paraíso está na desigualdade de condições de vida de turistas e moradores. A 'classe média' de Noronha -- todo mundo que mexe com turismo, por exemplo -- mora pior do que moraria no continente, e vê seu salário desaparecer sob um custo de vida surreal.

Por isso, não tenha inveja de quem mora no paraíso. Visitar costuma ser melhor.

Quantos dias em Fernando de Noronha?

Noronha: Praia do Cachorro

Praia do Cachorro

Em outros destinos de praia você pode até compor uma lista de lugares para ver e coisas para experimentar, e então fazer a conta de quantos dias precisa para ticar toda a programação. Em Noronha, isso não basta. Você vai querer ver, experimentar -- e repetir.

Se eu fosse você, não iria a Noronha para ficar menos do que 5 dias. Digo mais: a partir de 7 dias, sua viagem fica mais relaxada -- e por isso, ainda mais proveitosa.

Por que Noronha é tão caro?

Noronha preço da gasolina

Primeiro, porque levar qualquer coisa pra ilha -- de gasolina a material de construção a alimentos e bebidas -- custa uma fábula.

Tudo chega em barcos de pequeno porte. Noronha não tem um porto para receber grandes navios de carga nem tem população residente ou flutuante em número suficiente para que existisse um grande porto. Uma das palavras mais usadas pelos moradores da ilha é 'cubagem', que vem a ser o espaço em metros cúbicos ocupado pelas compras e encomendas que vêm do continente, a 500 km dali.

OK, isso explica a hospedagem e a comida mais caras. Mas: e as passagens? Por que nunca tem promoção para Noronha?

Não tem promoção por dois motivos: primeiro, porque a freqüência de voos é dimensionada pra nunca provocar uma super ocupação da ilha. E o segundo motivo é que tem uma lei que determina que os moradores pagam uma tarifa de morador, que é fixa. Ou seja: aquela quantidade de assentos que em rotas normais acabariam sendo vendidas a preços promocionais (ao menos nas épocas de baixa procura), nas rotas pra Noronha acabam virando a cota de assentos dos moradores.

Mas vale a pena ir a uma ilha tão inflacionada? Sim, vale. E muito. Saiba que essa combinação de beleza + preservação + baixíssima densidade demográfica + livre acesso, oferecida por Noronha, é raríssima em qualquer parte do mundo. Um lugar como Noronha poderia estar tomado pelo turismo de massa, como San Andrés na Colômbia ou Phi Phi na Tailândia, ou proibido para não-hóspedes, como em praias e ilhas do Caribe.

Encare Noronha como um destino de luxo, sim -- mas onde o luxo é a natureza.

Como chegar

Noronha: como ir do aeroporto à pousada

Fernando de Noronha é ligado ao continente por 2 a 5 vôos diretos diários de Recife, operados por Gol (jatos) e Azul (jatos e turboélice ATR), e 2 vôos diretos por semana de Natal, pela Azul (em turboélices ATR). Quem não mora em Recife ou Natal vai necessariamente passar por uma dessas cidades chegar a Noronha.

Os vôos de Recife são ligados às malhas aéreas da Gol e da Azul, e saem/chegam em horários convenientes para conexões à maioria das capitais. São também boas opções para quem quer combinar Noronha com outros destinos de Pernambuco (como Recife, Porto de Galinhas e Praia dos Carneiros) ou com outros destinos da Azul operados a partir do Recife (como Jericoacoara).

Já os vôos de Natal servem a quem quiser combinar Noronha com Natal, Pipa, Gostoso ou Galinhos.

As taxas de visitação

Noronha: a chegada

Chegando em Noronha

Taxa de preservação ambiental

Todo visitante deve pagar a TPA, ou taxa de preservação ambiental. O valor é cobrado por dia de permanência e deve ser pago na chegada a Noronha (ou antes, baixando o boleto bancário).

Na tabela de 2019, a taxa começa em R$ 73,52 por dia. Numa viagem de 5 dias, você vai pagar R$ 361,71 de TPA.

Do 6º ao 10º dia a taxa diária baixa um tiquinho. Ficar 7 dias em Noronha gera uma TPA de R$ 467,59.

A partir do 11º dia, porém, a taxa aumenta progressivamente. Quem quiser ficar 30 dias corridos em Noronha vai desembolsar a bagatela de R$ 5.183,78 só de taxa.

A página oficial de Noronha informa os valores da TPA por número de dias de permanência.

TPA: dicas & pegadinhas

  • Crianças até 4 anos estão isentas da taxa. Mas não há isenção nem desconto para estudantes ou idosos
  • O pré-pagamento só pode ser feito por boleto bancário. Preencha o formulário e pague com pelo menos 3 dias úteis de antecedência, para que o seu pagamento seja registrado pelo sistema
  • O pagamento na chegada pode ser feito em dinheiro vivo, cartão de crédito ou cartão de débito
  • No desembarque, há duas filas: uma para quem já pagou a taxa pela internet e outra para quem vai pagar na hora

Guarde o recibo da TPA!

Noronha: controle de saída
O recibo da taxa de preservação vai ser pedido no check-in do seu vôo de volta.

Se você tiver ficado na ilha mais dias do que tinha previsto (e pago) na entrada, vai pagar uma multa e a diferença da taxa.

Ingresso para o Parque Nacional

Noronha: o ingresso ao parque

O cartão-ingresso do parque nacional

Desde 2012 é preciso comprar um ingresso para visitar as áreas do parque nacional marinho, por terra ou mar. É 'a outra taxa'.

A cobrança passou a ser feita depois que a visitação ao parque foi entregue a uma concessionária, por licitação. Ao contrário da TPA, que a gente não vê para onde vai (dada a precariedade da infra-estrutura da ilha), a receita dos ingressos têm revertido em melhorias. O acesso ao parque está muito mais organizado. Passarelas (de 'madeira ecológica' feita de PETs reciclados), banheiros, armários, chuveiros (e lojinhas...) foram instalados nos pontos de visitação.

O ingresso tem outras duas diferenças fundamentais em relação à TPA:

  • Teoricamente, não é obrigatório. Você pode visitar a ilha sem comprar o ingresso. Mas vai ficar impedido de entrar na área do parque (praias do Sancho, Leão, Sueste e Atalaia; mirantes do Sancho, da Baía dos Porcos e dos Golfinhos; passeios de barco e trilhas).
  • O ingresso não é vendido no aeroporto. É preciso passar no Centro de Visitantes ou num Posto de Informação e Controle (PIC).

Mesmo que você compre o ingresso antecipadamente, pela internet, vai precisar comparecer a um posto de atendimento para retirar o cartão de acesso. O ingresso vale por 10 dias corridos a partir da retirada do cartão.

Ingresso para o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha
  • Preço:
    • brasileiros: R$ 106
    • estrangeiros: R$ 212
    • até 11 anos e 60+: grátis (mas é preciso retirar o cartão de acesso)
  • Validade: 10 dias a partir da retirada do cartão de acesso
  • Bilheteria online: aqui
  • Bilheterias na ilha (para venda e retirada de cartões de acesso):
    • Centro de Visitantes do ICMBio Boldró: 8h-22h
    • Posto de Informação e Controle (PIC) Sancho: 8h-18h30
    • PIC Sueste: 9h-16h30
    • PIC Leão: 8h-18h30
  • Telefone: (81) 99453-2674
  • Site do Parque Nacional Marinho

Noronha sem ingresso para o parque nacional: vale a pena?

Noronha: Praia da Conceição

Praia da Conceição: fora dos limites do parque

Como expliquei mais acima, é possível entrar e permanecer em Fernando de Noronha sem comprar o ingresso para o parque nacional. Você não precisa do ingresso para visitar vários atrativos da ilha:

O filé da ilha, porém, fica fora de alcance para quem não tem ingresso: o mirante e a praia do Sancho, o Mirante dos Golfinhoso aquário natural e a trilha da Atalaia, o mergulho com tartarugas na praia do Sueste, os passeios de barco e as atividades de mergulho de cilindro em áreas do parque nacional marinho.

Como sair do aeroporto

Pôr do sol no Bar do Meio

Bar do Meio: seu primeiro pôr do sol em Noronha?

A maioria das pousadas oferece trânsfer grátis. Se a sua pousada oferecer, pergunte se o trânsfer é privativo ou compartilhado. Se for compartilhado, pense duas vezes antes de aceitar.

O trânsfer compartilhado é ofertado, na verdade, pelas operadoras locais, que aproveitam o percurso para vender passeios. Até aí, tudo bem -- ninguém é obrigado a comprar, e muita gente prefere comprar tours a passear por conta própria.

O problema é quando essa sessão de venda de passeios é disfarçada de 'palestra de introdução a Noronha', e você acaba perdendo a sua primeira tarde (ou o seu primeiro pôr do sol) na ilha numa atividade burocrática.

Vai por mim: táxi, check-in e praia

A gente desembarca em Noronha com um tal nível de ansiedade que não é de Deus retardar o primeiro contato com a beleza da ilha. Minha fórmula para a chegada é pegar um táxi para a pousada, deixar a mala e seguir para a praia -- pode ser a Conceição ou a Praia do Meio, que têm serviço de bordo (a do Cachorro também, mas só tem areia na época de mar flat).

O táxi do aeroporto para qualquer pousada na Vila dos Remédios, Floresta Nova, Floresta Velha ou Vila do Trinta sai R$ 30 (R$ 34 na bandeira 2).

Assim, se você chegar no fim da manhã, ainda vai curtir praia no dia da chegada. E se chegar no meio da tarde, vai dar tempo de celebrar a chegada assistindo ao primeiro pôr do sol da viagem.

Para iniciados: dá para sair de ônibus, também

Há uma parada do ônibus local de Noronha na BR à altura do aeroporto. Se você já conhece a ilha e sua pousada fica perto da BR ou no miolo da Vila dos Remédios, pode ir e voltar ao aeroporto de busão, a R$ 5 por trecho.

Vale a pena alugar bugue?

Noronha: vale a pena alugar bugue

Por R$ 280 a R$ 350 por dia, um bugue vai dar a você autonomia para fazer todos os passeios que quiser, sem depender de ônibus ou táxi.

Agora que você já sabe os prós, veja os contras:

  • É mais fácil você pegar um bugue em mau estado do que um bugue nos trinques
  • Bugues são pesadões para dirigir
  • Bugues são poluentes
  • A gasolina em Noronha é vendida em petrodólares: custa quase R$ 7 o litro (dezembro/2018)
  • Tem Lei Seca em Noronha

Eu já aluguei muito bugue em Noronha, mas hoje, prefiro as alternativas: ônibus, táxi e bicicleta elétrica. Veja como se deslocar em Noronha.

Guia de Fernando de Noronha

399 comentários

Leandro
LeandroPermalinkResponder

É possível ir caminhando do aeroporto até a sede do ICMBIO, para ganhar tempo e pegar a carteirinha do Parque/agendar trilhas logo na chegada? Meu voo chega 15:40 e queria aproveitar esse fim de tarde pra deixar tudo organizado para os próximos dias e não perder tempo na fila nos dias seguintes.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Leandro! Você pode ir de ônibus. Tem uma parada no aeroporto e outra no Boldró. A pé dá 2km, andando pela estrada, debaixo do sol.

Leandro
LeandroPermalinkResponder

Obrigado! Pelo google a distância que aparece é de apenas 950m, por isso fiquei na dúvida sobre a viabilidade dessa caminhada.

Rita Maciel
Rita MacielPermalinkResponder

Com o calor de Noronha, os 2km (ou 950m) viram 10km.
Parece do lado, mas não é. Recomendo usar o ônibus ou taxi. Se for alta temporada, tem táxi chegando e saindo a todo momento das praias. Pode chamar na Central ou aguardar uns 10 minutos que logo aparecerá um.

Leandro
LeandroPermalinkResponder

Muito obrigado pela informação! Realmente parecia perto! Mas já vi que não dá pra caminhar! Eheheehe!

Acham que será viável já nessa chegada tentar marcar as trilhas da semana, ou se eu chegar no icmbio em torno de 16hrs vou perder a caminhada (pouca chance de conseguir passeios)?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Leandro! Os primeiros relatos de quem usou o novo sistema não são alentadores. Leitores disseram que só conseguem marcar trilhas para dali a 6 dias, e já tem fila antes da distribuição das senhas.

https://www.viajenaviagem.com/2019/02/noronha-novas-regras-agendamento-trilhas/

Daniel
DanielPermalinkResponder

Que post bacana

Rita Maciel
Rita MacielPermalinkResponder

Noronha vale cada centavo se você gosta de praias sem vuco vuco e não se importa de um ambiente mais rústico e simples.
É tudo realmente caro, mas como explicitado no artigo, há a questão logística.
Ainda, conversamos com um taxista que nos disse que há épocas em que o turismo escassa na ilha e muitas pessoas que vivem disto, ficam sem dinheiro. Creio que seja outro motivo para as coisas custarem caro. Afinal, as pessoas precisam se manter pelo ano inteiro. E como bem dito pelo Viaje na Viagem, há o momento para curtir Noronha... A cor e a temperatura daquela água são inexplicáveis.
Se o sonho é ir a Noronha, faça um plano e economize o que der e faça a viagem. Vai valer cada minuto.

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Bóia offline! Vamos continuar aprovando comentários, mas a Bóia só volta a responder perguntas que forem feitas depois de 10 de abril de 2017. Obrigado pela compreensão.
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