Um roteiro pelo Reno e pelo Mosel, testado pela Evelyn

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Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Vale do Reno. Foto: Evelyn Carvalho

Conheci a Evelyn na ConVnVenção de Aracaju, e só na despedida é que liguei o nome à viagem: alguns dias antes, ela tinha postado na caixa de comentários um relato megadetalhado de seu passeio pelos vales do Reno e do Mosel, na Alemanha. Eu inclusive já tinha pedido pra ela me mandar fotos, porque queria transformar o comentário em post! Este é o tipo de viagem que eu adoro registrar com destaque: a Evelyn pesquisou a viagem aqui -- com dicas dos trips, não minhas -- e depois voltou para contar como foi, com a viagem fresquinha na cabeça. Vamos lá:

Vale do Reno. Foto: Evelyn Carvalho

Texto e fotos | Evelyn

A região é encantadora. Certamente um dos lugares mais bonitos que já conheci. Vilarejos super fofos e castelos medievais de contos de fada às margens dos rios tornam o cenário deslumbrante. As pessoas são muito gentis, e ainda que nem sempre falem inglês, fazem de tudo para ajudar o visitante.

O passeio pelos vales do Reno e do Mosel é de contemplação, e deve ser feito sem nenhuma pressa. Para quem busca agito e badalação, melhor não ir. O lugar é calmo e as pessoas se recolhem cedo. Mas se o objetivo for admirar paisagens de tirar o fôlego, esse é o roteiro ideal. E ele combina perfeitamente com uma esticada pela Rota Romântica da Alemanha. Quanto aos custos em geral (alimentação, transporte, estacionamento…), a região do Reno sai bem mais em conta que a Estrada Romântica, sem dever nada à beleza das cidades mais ao sul.

Nessa viagem, fomos eu e minha mãe, e passamos três noites (de 19 a 22 de setembro) no entorno do Reno. Pegamos tempo muito bom e com temperaturas amenas (neblina pela manhã, calor e sol à tarde, friozinho pela noite). Tudo ainda estava coberto de flores, e as folhas começando a ficar amarelas. Lindo!

O primeiro dilema do planejamento foi escolher a cidade-base. Acabamos optando por Koblenz devido à sua localização, já que ela fica justamente no encontro dos rios Reno e Mosela. Assim, o deslocamento pelos vales de ambos os rios ficou mais fácil. No entanto, para aqueles que têm interesse em conhecer apenas o vale do Reno, recomendo alguma cidadezinha mais ao sul, onde está a maior concentração de castelos, com bate-e-volta a Koblenz.

Fizemos reserva no Mercure Hotel de Koblenz pelo Booking. O Mercure está muito bem localizado, pois fica praticamente às margens do Reno, e a poucos minutos de caminhada dos principais pontos turísticos, como a Deutches Eck (encontro dos rios Reno e Mosela), o teleférico para a fortaleza Ehrenbreitstein, e o centrinho antigo. Aliás, acredito que essa seja a melhor localização, porque Koblenz já é grandinha, e na minha opinião ficar na parte mais moderna tira um pouco do encanto do passeio. Para quem quiser ficar em um vilarejo mais típico e isolado, Koblenz não é a cidade ideal. Mas isso é uma questão pessoal. Para nós, Koblenz foi a medida certa entre o passado e a modernidade.

Chegamos a Koblenz de trem, a partir de Frankfurt. Essa viagem é extremamente panorâmica, e já dá àqueles que chegam uma noção da beleza do lugar. Compramos os bilhetes com antecedência pelo site da Deutsche Bahn, a empresa ferroviária de lá da Alemanha. Também dá para comprar os tickets na hora, porque o trem que faz esse trajeto é local, e não requer reservas de assento. Mas acho mais seguro comprar logo aqui no Brasil, até mesmo para garantir tarifas mais baixas.

No primeiro dia, já chegamos a Koblenz de tarde, e passeamos por lá mesmo. Andamos pelas margens do Reno, pegamos o teleférico (vista muito bonita!), depois continuamos caminhando até a Deutches Eck, contornamos o Mosel, e de lá passeamos pelo centrinho histórico. Como era um dia de domingo, tinha música ao vivo em algumas pracinhas (as pessoas comiam muita salsicha e tomavam bastante vinho) e até uma feirinha medieval, com barraquinha de arremesso de machado (!!!). Tudo estava muito animado, mas quando o relógio bateu exatas 7 horas da noite, as pessoas sumiram como num passe de mágica, e tudo ficou deserto.

Jantamos no Weindorf, um restaurante típico enorme, com mesinhas num pátio externo, ao estilo dos biergartens e weingartens alemães. Apesar de bastante turístico, a comida e o atendimento do Weindorf são muito bons. Ele fecha bem tarde, e o melhor é que o estacionamento fica aberto 24 horas, à disposição do cliente. Como o Weindorf ficava na frente do nosso hotel, houve uma noite que deixamos o carro lá mesmo, sem gastar nada com estacionamento. O próprio garçom esclareceu que poderíamos deixar o carro lá por quanto tempo quiséssemos. Fica então a dica para quem quiser economizar com estacionamentos e parquímetros em Koblenz.

No segundo dia, alugamos um carro para percorrer o Vale do Mosel. Fechamos com a Avis. Fizemos reserva pelo telefone aqui no Brasil, porque pela internet as tarifas das locadoras estavam mais altas (não sei explicar por quê!). Atenção para estas duas dicas: a) a Hertz mais próxima a Koblenz fica em Mülheim-Kärlich, e o táxi para lá dá em média uns €20; 2) a Avis tem um escritório dentro da loja da Mercedes, no centro da cidade. Essa última observação é importante, porque praticamente todo mundo só recomendava a Avis mais distante (táxi de €10 em média). Acho que por ser muito discreta, as pessoas não sabem da Avis lá da Mercedes. Mas ela existe!

Bom, saímos em direção a Cochem, e seguimos o caminho indicado pelo GPS (levamos o nosso, devidamente carregado com um mapinha completo da Alemanha). Mas com o passar do tempo, começamos a “enganar” o GPS, para sairmos da autopista e percorrermos as estradas que beiram o rio (mais longas, porém mais bonitas). Quando “burlávamos” o navegador, seguíamos por alguns minutos as placas das pistas (muito, muito bem sinalizadas), e só então ativávamos o GPS. As estradas que beiram o Mosel são simplesmente deslumbrantes, seja pela margem esquerda, seja pela direita. Algumas sugestões de estradas panorâmicas: K22 e B49. Mas há outras.

Cochem é super fofa, com ruelinhas medievais, muitos restaurantezinhos com vista para o rio e um castelo no topo de uma colina. Lá tem muitas lojas especializadas em vinhos. Aliás, elas estão espalhadas por toda a região do Reno e do Mosel, e não é raro que ofereçam degustação de vinhos.

De Cochem partimos para a região de Zeltingen-Rachtig, a fim de visitar a vinícola Markus Molitor. Escolhi a M. Molitor aleatoriamente (um bom site para pesquisar vinícolas é o Wine Doctor, recomendado por Oscar aqui no VnV). Mandei e-mail para agendar uma visita, e o pessoal foi super atencioso, mas infelizmente eles exigiram que eu dissesse o horário EXATO em que eu chegaria à vinícola. Marquei para as 2:30 da tarde. Ao chegarmos lá nos decepcionamos, porque a vinícola está em reforma, não pudemos visitar as caves, e tudo funcionava em um local meio precário para receber visitantes. Isso não ficou claro nos e-mails. A visita perdeu a graça, degustamos um vinho bem rapidinho e fomo embora. Enfim, a visita foi bem frustrante. Mas acho que foi um “azar”, e não acredito que as visitas às vinícolas sejam desinteressantes. Esse ponto da viagem foi o único que modificaríamos, especialmente a parte de marcar horário. O vale do Mosel tem que ser contemplado com tranqüilidade e liberdade, sem agenda!

Mas não há mal que não faça bem! Apesar de não termos gostado da visita, jamais teríamos nos deslocado até Zeltingen-Rachtig se não fosse por ela. E a região é linda!!!! Lá ficam várias vinícolas, com uma vista espetacular dos vilarejos incrustados nos vinhedos. Não percebemos fluxo de turistas nessa área. A maior aglomeração humana que havia era um acampamento para trailers. Inclusive isso é muito comum lá. Os acampamentos são vááários, e super estruturados. Outra atividade que muitas pessoas fazem na área é andar de bicicleta às margens do rio. Existe uma ciclovia muito boa e larga ao longo de todo o Mosel, e a bicileta é muito utilizada como meio de locomoção.

Fomos voltando pelas estradas que acompanhavam o rio na direção de Koblenz, e parávamos para tirar foto sempre que dava vontade, ou seja, toda hora! Quando já estávamos nos aproximando de Koblenz, do meio do nada vimos uma placa indicando o Burg Eltz, um castelo lindíssimo! Claro que resolvemos seguir as indicações. O Burg Eltz fica muito escondido! No caminho, passamos por vários vilarejos, alguns com casinhas de pedra bem medievais. Ao chegarmos, estacionamos e descemos uma ladeira bem íngreme até um mirante, em que se avista bem o castelo lá embaixo, com um riozinho correndo em volta. Maravilhoso! Dica: do estacionamento parte um shuttle para o castelo que custa €1,50. Recomendo, porque as ladeiras até o Burg Eltz cansam só de olhar. Muito íngremes para serem percorridas a pé (nessa parte não passa carro). O site oficial do castelo tem todas as informações.

Enfim, depois de rodarmos bastante, finalmente retornamos a Koblenz, dessa vez pela autoestrada, porque já estava anoitecendo.

No terceiro dia, após devolvermos o carro, pegamos um trem para Rüdesheim am Rhein. E como eu disse antes, a vista do passeio de trem é linda! Avistávamos as cidadezinhas e os castelos na outra margem do rio.

Rüdesheim é muuuito fofa, com ruelinhas cheias de flores, muitas lojinhas e vários biergartens e weingartens. Lá também fica a Asbach, que vende bebidas e chocolates típicos super alcoólicos. Almoçamos nessa cidadezinha, e fomos andar de teleférico. Esse passeio é fantástico, porque você vê bem as videiras (estavam carregadas de uvas, e era época de colheita!), até chegar ao Niederwald, um monumento de onde se tem uma visão linda do Reno. Você pode retornar dali mesmo (foi o que fizemos) ou passear pela floresta e pelas videiras, e depois pegar umas cadeirinhas com cabo (chairlifts) até Assmannshausen (passeio mais longo – consulte as opções no site oficial de Rüdesheim).

Depois de retornarmos de teleférico, nossa intenção era pegar um barco da K-D cruises (consulte a tabela de horários no site oficial) até Boppard. Mas como nos distraímos tirando fotos, perdemos nosso barco. Resolvemos então pegar um trem até St Goarshausen, já que o trem anda mais rápido, e de lá pegar o mesmo barco que perdemos em Rüdesheim.

St Goarshausen é muito, muito pacata. De lá se avistam alguns castelos, a cidade de St. Goar do outro lado do rio, e andando um pouquinho dá para ver a Lorelei de pertinho (sereia lendária do Reno, cantada em vários poemas e tema até de uma música do Scorpions – pode ser avistada também do trem e do barco). Esperamos uns minutinhos pelo nosso barco, e continuamos até Boppard, conforme o plano inicial. A vantagem do passeio de barco é que você tem uma visão ampla de ambas as margens do rio, ao contrário do trem e do carro, em que você só vê a margem oposta. Passeamos um pouquinho por Boppard, que também é bem bonitinha, e retornamos de trem a Koblenz.

No útlimo dia, pegamos um trem para Frankfurt, guardamos as malas nos lockers da estação, e passamos algumas horas na cidade esperando nosso vôo. Frankfurt é limpa e bonita, mas não tem o charme das cidadezinhas típicas. No entanto, não tivemos tempo para conhecê-la a fundo. Talvez se ficássemos mais tempo, nossa opinião seria diferente. Lá em Frankfurt seguimos em parte a pé o roteiro recomendado no mapinha turístico da cidade (à venda no centro de informações turísticas da estação de trem). Passeamos pelo centro antigo, vimos a Römerberg (praça muito bonita), a Dom, e as ruínas romanas que ficam logo em frente. Apesar de abominarmos este tipo de passeio, sucumbimos àqueles sightseeing de ônibus panorâmicos. E não nos arrependemos, pois passamos por áreas residenciais mais afastadas e menos turísticas que jamais teríamos conhecido a pé, e deu para ter uma noção melhor da cidade. Na volta, já descemos na estação de trem, e pegamos um S-Bahn para o aeroporto.

Sobre o deslocamento, digo o seguinte: qualquer que seja o meio de transporte utilizado, as vistas são espetaculares, e cada tipo tem prós e contras. Para a região do Mosel, aconselho o carro, que dá bastante liberdade para percorrer vilarejos, e chegar ao Burg Eltz, que é de difícil acesso. Já o vale do Reno dá para ser percorrido de trem, pois ele passa freqüentemente pelas cidadezinhas, e de barco, para se terem as melhores vistas. Mas claro que não existe fórmula, essa é apenas uma sugestão.

E aqui termina o meu depoimento sobre a região do Vale do Reno e do Mosel. Espero que ele sirva como um estímulo para que mais pessoas conheçam essa região encantadora!

Obrigada a a Riq e aos trips do VnV por todas as dicas e informações!

Vale do Reno. Foto: Evelyn Carvalho

A gente que agradece, Evelyn! O relato está sensacional!

Leia mais:

52 comentários

Vera Lúcia
Vera LúciaPermalinkResponder

Evelyn, que bom que você fez relato de sua viagem, aliás, muito boa. Só faz crescer minha vontade de visitar a região do Mosel/Reno.

Eneida
EneidaPermalinkResponder

Obrigada, Evelyn, por me lembrar de uma temporada que passei nesta região, mais especificmente em Boppard, e que andava meio esquecida... Tenho que voltar. É uma viagem lindíssima! Adorei o seu relato.

Carina-Senzatia

Como uma moradora da Alemanha (Frankfurt) e frequentadora da regiao que se passou a viagem, só posso elogiar o relato!
Ficou jóia! smile

Angela
AngelaPermalinkResponder

Olá Evelyn, parabéns pelo seu relato, o Vale do Reno e do Mosel sao maravilhosos, e sempre que dá vontade, pego minha família e vamos conhecer outra ciadezinha por lá! Dê uma olhadinha no meu blog que já coloquei o post do Mosel, assim vc "mata" as saudades!!! Abraços!

Evelyn
EvelynPermalinkResponder

Que emoção!!!!! Meu relato virou post!!!!! Eu que agradeço a Riq e a todos os trips por tornarem a vida do viajante muito mais fácil!!!!

Karina
KarinaPermalinkResponder

Essa região é lindíssima mesmo! Parabéns pelo relato tão bem explicado, me fez lembrar de coisas que vi e nem lembrava mais. A minha estada foi mais curta, foi mais de passagem mesmo, além de ter acontecido em pleno inverno. Mesmo assim valeu muito a pena, a paisagem é bem diferente mas linda da mesma forma.

Luciana
LucianaPermalinkResponder

Evelyn é a cara do VnV!!!

Vannessa Almeida

Primitcha! Essa garota viajante é demais! Não basta a organização impecável das próprias viagens, ainda faz essa delícia de roteiro delicioso que nos resporta até lá...
Bjooooo

Carmem
CarmemPermalinkResponder

Lendo esse relato da Evelyn fiquei com vontade de pegar o primeiro voo pra Frankfurt e fazer tudo do jeitinho que ela fez...
Parabéns, menina!

Evelyn
EvelynPermalinkResponder

Obrigada a todas!
Carmem e Vera Lúcia, tomara q vcs vão logo p/ essa região e confiram td de pertinho!
Bjss

iara
iaraPermalinkResponder

evelyn,
meu marido e eu estaremos em rudesheim am heim nos dias 13/14 e 15 de novembro e eu gostaria de algumas dicas:
1 - quanto tempo de trem de Koblenz a Rudesheim??
2 - quando tempo de tem de Koblenz a Frankfurt??
3 - voce sabe so o castelo burg eltz abre nesse período???
4- é possivel chegar até o castelo por outro meio de transporte que não carro alugado???
5- é possivel dirigir por essas rotas que você fez sem falar/ler em alemão??

Muito obrigada,

iara

Evelyn
EvelynPermalinkResponder

Oi, Iara!

Você pode consultar todos os horários de trens e durações de jornadas no site da DB Bahn.

http://www.bahn.com/i/view/USA/en/index.shtml

Simuolando os trajetos, encontrei o seguinte:

Koblenz/Rudesheim: 1h05min
Koblenz/Frankfurt: varia de 1h30min a 2h10min, a depender do trajeto

No site oficial do Burg Eltz consta q ele só abre até 1º de novembro. Dê uma conferida:

http://www.burg-eltz.de/e_index.html

É possível sim dirigir sem saber alemão! Eu e minha mãe não falamos nadinha de alemão, e nos viramos muito bem! O importante é levar ou alugar um GPS. As esteadas são sinalizadíssimas, e dá p/ entender q direção tomar p/ chegar às cidadezinhas. Fique tranqüila!

Boa viagem!

Angela
AngelaPermalinkResponder

Oi Iara, se vcs quiserem mais informaçao, fiz um roteiro detalhado com horários de castelos, etc, no meu blog. Moro na Alemanha e conheço bem esta regiao. Meu blog é: http://www.alemanhaporquenao.com/ Abraços.

Sheila
SheilaPermalinkResponder

Iara,
Estou indo para um curso em Londres e passo pela Alemanha no caminho.
Penso em chegar em Munique pela Tap , dormir duas noites e , depois ir a Heidelberg(dica de uma amiga)...
ficar um dia lá e seguir de trem proximo ao Reno em direcao as Amsterdan e depois Londres
Poderias me ajudar, por favor?
Vale a pena Heidelberg?

Pensei em ficar em albergues...

e para ter a vista do Reno, qual trem devo pegar?
O ICE é alta velocidade, né?
E o EC, IC S e RE....???
Help me.
Agradeço ,
Sheila

Oscar
OscarPermalinkResponder

Uma pena que a vinícola que a Evelyn foi visitar deixou na mão...
Mas ainda sim pelo relato acho que deu para curtir bastante a viagem!!!
Esse é um canto da Alemanha que preciso conhecer mais um dia...
Evelyn muito legal seu relato ter virado Post grin

Abraço

Evelyn
EvelynPermalinkResponder

Obr, Oscar!
Deu p/ curtir sim! A parte da vinícola agora virou um bom pretexto p/ voltar lá!
Bjsss

Flora
FloraPermalinkResponder

Oi Evelyn,
A região do Vale do Reno é realmente muito linda. Com seu relato, assim como a Carmem, fiquei morrendo de vontade de voltar para lá para visitar o Vale do Mosel.

Evelyn
EvelynPermalinkResponder

Oi, Flora! Volte sim, vale à pena! Bj

Juliane
JulianePermalinkResponder

Adorei! Vou incluir esse passeio na viagem que farei, em breve, à Alemanha!

Fabíola
FabíolaPermalinkResponder

OI pessoal,
estou pensando em viajar para a Alemanha no dia 21 de dezembro e voltar dia 3 de janeiro, mas confesso que o frio me preocupa. Pensamos em passar pela região do Reno, Floresta Negra, a partir de Frankfurt. Já estive na Alemanha na primavera e fiz a rota romântica, o que recomendo muito, porém receio agora cair numa fria. Já li sobre dirigir lá, mas tendo em vista que os dias são mais curtos, será que irei jogar dinheiro fora e aproveitar pouco ou vale a pena? Alguém pode me "iluminar"?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Fabíola! O Carlos Henrique dirigiu por lá nesta época. Veja seu relato:
http://www.viajenaviagem.com/2011/02/dirigindo-na-neve-na-alemanha-o-relato-do-carlos-henrique/

Sonia
SoniaPermalinkResponder

Oi Evelyn
Com este relato vou incluir o passeio do reno na minha viagem em Abril. Desco no aeroporto de Frankfurt e a principio iria para Paris, porem agora gostaria de uma ajuda para montar um roteiro no vale do reno e meio dia na cidade de colonia e depois ir para Paris ou Brugge.
obrigada

Evelyn
EvelynPermalinkResponder

Oi, Sonia,

infelizmente só vi seu recado agora, não sei se a resposta ainda serve...

seu roteiro tá parecido com o meu. se vc vai descer em Frankfurt, seria ótimo esticar para o Reno. de lá do vale dá pra pegar trem pra Paris sim, mas não sei se vc consegue comprar o trecho todo junto...

minha viagem inteira foi assim:

- desci em Paris, passei algumas noites lá (se for sua primeira vez em Paris, dedique no MÍNIMO 5 dias INTEIROS apenas a ela, e os bate-e-voltas faça apenas em dias extras).

- de Paris, fiz bate-e-volta a Brugge

- depois de Paris, parti pro vale do Reno, e fiz todo o roteiro do texto. comprei o bilhete Paris/Frankfurt pelo site da SNCF, e o bilhete Frankfurt/Koblenz pelo site da DB Banh.

- voltei ao Brasil por Frankfurt

Sonia
SoniaPermalinkResponder

Evelyn

obrigada! e parabens pelo seu relato

Fernanda Vier
Fernanda VierPermalinkResponder

Pessoal, estamos planejando passar pelo Vale do Reno em julho, mas surgiu uma dúvida. Entrei no site da K-D cruises e consultei as informações, mas não entendi se os tickets dos passeios são de ida e volta ou só de ida. Por exemplo, se eu estiver hospedada em Rudesheim e pegar o barco de lá para Koblenz, o ticket vale para a ida e a volta? Outra dúvida: é possível descer nas cidadezinhas que ficam ao longo do rio e depois pegar outro barco e prosseguir? Agradeço toda ajuda!

Evelyn
EvelynPermalinkResponder

Fernanda,

eles têm várias opções, tanto de ida, como de ida e volta, e também passes diários...

quando fui, ia comprando as passagens de acordo com a necessidade, de forma pontual. ex: St Goarshausen/Boppard.
na verdade, eu escolhia de acordo com o horário... o próximo barco a passar etc.

e existem outras empresas menores além da KD. vc pode escolher lá na hora... no entanto, como vc vai em pleno verão, não sei dizer se os barcos chegam a lotar. não sei se é bom comprar com antecedência ou não... eu deixaria pra comprar na hora, pra não engessar o roteiro... de repente vc pode querer se demorar mais em uma cidadezinha, em outra não, e assim vai...

se os barcos por um acaso lotarem, ainda existe a alternativa do trem, cujo percurso também é extremamente panorâmico.

Fernanda Vier
Fernanda VierPermalinkResponder

Obrigada, Evelyn! Já clareou um pouco as ideias. Certamente não vamos querer engessar o roteiro. Valeu!

Eliane Fernandes

Oi Evelyn,

Parabéns pelo maravilhoso relato e obrigada pelas sensacionais dicas que você está passando para todos nós, leitores convictos do VnV !

Gostaria de saber se você sabe informar de sites de empresas que fazem city tour/passeios pelo Vale do Reno, saindo de Colônia. Eu e o marido ficaremos 6 noites em Colônia no mês de maio.

Priscila
PriscilaPermalinkResponder

Fantástico!

Eu reforço a pergunta da Eliane Fernandes.

Em maio irei à Alemanha e partindo de Munique pretendia montar base em Colônia e fazer desse passeio no Reno um bate-volta, mas ao simular os horários de trem, e de barco no site da K-D, fica impraticável ir e voltar para Colônia no mesmo dia. Vi outros cruzeiros mais demorados, mas queria mesmo era economizar o trânsito com malas, checkin-checkout... quem souber de day tour saindo de Colônia até Mainz ou Rudesheim, levanta a mão!

Obrigada e parabéns à Evelyn e ao VnV mais uma vez!

Evelyn
EvelynPermalinkResponder

Eliane e Priscila,

obrigada!

infelizmente não sei informar sobre passeios a partir de colônia, pois nunca estive lá. só pesquisando em algum site turístico de colônia mais específico sobre tours...

simulando o trajeto no google maps e na db bahn vi que o percurso colônia/rudesheim é de aprox. 2h de carro ou de trem...

se vcs tiverem com disposição, podem ir de carro ou de trem (eu iria de trem) até rudesheim, e de lá fazer um passeio de barco menor, não necessarimanete pela KD. lá tem várias empresas de passeios de barco.... a pérola da pérola do visual panorâmico é de rudesheim até boppard. de repente vcs podiam comprar o trem colônia/rudesheim e depois boppard/colônia, e fazer rudesheim/boppard de barco. de toda forma, pode ficar um pouco corrido ou cansativo, mas acho até viável...

outra opção é passar o dia só em rudesheim mesmo. asseguro q ela, por si só, vale o bate-e-volta. tem o teleférico, de lá de cima dá pra avsitar o reno, alguns castelos.... é outra boa opção!

enfim, espero que vcs encontrem uma solução!

Jose Alfredo
Jose AlfredoPermalinkResponder

Olá,

Estou entre Wiesbaden e Mainz como base para três noites no vale do Reno, entre 26 e 29 de julho.
Ou seja, como vou passar o dia fora, o mais importante serão as opções gastronômicas próximas, de forma que ao regressar, possa deixar o carro no estacionamento do hotel e sair a pé para jantar.
Também pesa o clima da cidade, preferencialmente com ar de cidade antiga, menos metropolitano, para algum passeio de fim de tarde ou uma caminhada digestiva pós jantar.
Wiesbaden tem fama de oferecer muitas opções gastronômicas com música ao vivo, mas a cidade velha não fica as margens do Reno.
Por outro lado, Mainz oferece boas hospedagens próximas ás margens do rio, mas não sei se gastronomicamente é diversificada.
Qualquer dica é bem vinda.

Marcelo | Alemanha! Por que não?

Olá José Alfredo,

Mainz tem várias opcoes de restaurantes, e tem o charme de você poder passear à beira do Reno no fim da tarde (ou às 10 horas da noite, no período que você vai...).

Na última vez que estivemos lá, ficamos no Hilton, na Rheinstrasse,logo ao lado do Reno.

Um restaurante que recomendo é o Haus des Deutschen Weines, na Gutembergplatz.

Outra vantagem de Mainz é que se você vai explorar o Reno de trem, pode utilizar os passes regionais do estado de Rheinland-Pfalz. Se voce ficar em Wiesbaden isso nao é possível, pois fica no estado de Hessen.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Falou o especialista! Obrigada, Marcelo!

E visitem o http://www.alemanhaporquenao.com smile

Marcelo | Alemanha! Por que não?

Bitte schön, Bóia wink

Angela- Alemanha, por que nao?

Meu garoto!!!smile

Jose Alfredo
Jose AlfredoPermalinkResponder

Valeu!
Tenho visitado o Alemanha, porque não?

Econtrei uma barbada no Olotels.com para o Hilton Mainz City.
Não é a beira do Reno, mas é Hilton...
Nunca usei o Olotels, pois mesmo nas reservas reembolsáveis carregam o cartão de crédito no ato. E o pagamento não é direto para o hotel e sim (adiantado) para o Olotels.
Como é a reputação deste serviço?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, José Alfredo! As melhores ofertas cada vez mais envolvem débito imediato, e as imperdíveis com certeza são não-reembolsáveis.

Para verificar a reputação de fornececedores na internet, jogue o nome no Google junto com palavras como problems, complaints, fail.

Inês
InêsPermalinkResponder

Com o relato revivi minha viagem de 2008 que estou postando no blog agora. Adorei a Alemanha e essa região é, para mim, a mais bonita com suas pequenas cidades e incríveis castelos, lembro bem de nossa descida em direção ao Burg Eltz e quando o avistamos....voltamos à era medieval....

Evelyn
EvelynPermalinkResponder

Inês,

parabéns pelo blog! adorei os posts sobre a rota romântica!

Inês
InêsPermalinkResponder

Obrigada
Adorei a Alemanha e ainda estou postando a viagem que fiz em 2008. Ler sua postagem me fêz voltar a ela, estou adorando escrever.

Jose Alfredo
Jose AlfredoPermalinkResponder

Olá!

Alguém sugere algum "pit stop" no percurso entre Mainz e Heidelberg?
Speyer vale a pena?

Agradeço,
José Alfredo

Fabiana
FabianaPermalinkResponder

Prezados do viaje na viagem,

Temos 15 dias de férias programadas com início em 30.4.2012. Compramos passagens ida/volta por Frankfurt sem definir o roteiro em virtude de uma mega promoção.

Agora estou eu aqui quebrando a cabeça para ver algo que funcione, pois na data estarei grávida de cinco meses e levaremos mais uma pequena de dois anos (e o marido vai ter que dar conta das duas...rsrs)

A princípio, fecharíamos uns seis dias para a rota dos rios mosel e reno. Que cidade seria mais apropriada eleger como base, considerando que não existe a possibilidade de curtir a vida noturna? Seria melhor acrescentar mais dias e extender à Trier?

Depois, pensava em fazer a rota romântica, mas, olhando no mapa (e no site de ferrovias alemãs), parece que é mais perto esticar para bruxelas e frança. Isso procede? Em caso positivo, que cidades valeriam a pena?

Muio grata,
Fabiana

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Fabiana! Você já leu o texto com atenção? E os comentários anteriores? Pegue carona no que o pessoal conversou sobre este roteiro, você vai definir melhor seus planos.

Para a Rota Romântica, leia este:
http://www.viajenaviagem.com/2010/01/frankfurt-e-heidelberg-pra-marcie/

Veja outras idéias de roteiros para continuação da viagem aqui:
http://www.viajenaviagem.com/2012/03/roteiro-9-dias-europa/

José Alfredo
José AlfredoPermalinkResponder

Olá Fabiana!

Aproveita que economizaste na passagem aérea e aluga um carro (a carteira de motorista brasileira vale na Alemanha) você pode sair de carro já do aeroporto. Dai, vocês podem também percorrer a rota romântica sem esforço.
Com uma criança pequena, trêm não é impossível. Mas alguns metrôs nas cidades maiores, em certos horários, quando lotados, podem virar um verdadeiro stress. E se você não comprar trechos de trêm com antecedência no site da DB, sairá mais caro. Você pode entregar o carro em outra cidade, ficar uns dias e voltar para Frankfurt de trêm direto para o aeroporto.

NATALIA GOMES ARIETTI

Olá Evelyn, tenho somente 4 dias para viajar nessa região e estou na dúvida se faço rio mosel ou rio reno. Caso não seja possível conhecer ambos, qual vc recomendaria mais? Abraços e obrigada

claudia randazzo

estamos indo para munique em outubro, e para fazer um bate-volta no castelo de neuschwanstein passando por garmisch numa turma de 10 pessoas, teria como alugar uma van com motorista para que durante o passeio pudessemos fazer alguma parada fora do roteiro? Se alguem souber e puder passar o contato seria bom. obrigado

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Claudia! Infelizmente não temos esse tipo de informação.

Tente no http://www.alemanhaporquenao.com , é possível que eles possam recomendar alguém.

Sandra Bianchi

Tive o prazer de voltar a Alemanha, mas precisamente ao Vale do Médio Reno.

Ficamos 10 dias em Bingen, e lá desfrutamos as linda, pacatas e encantadoras cidades do Médio Reno,e desta vez fomos conhecer as cidades do Vale do Mosel, E N C A N T A D O R A S... conhecemos tudo que relatado neste poste e um pouco mais, além de termos a sorte de ficamos numa vinícula de primeira qualidade.

Passeio e programação recomendadíssimos.

Roteiro pela Europa: 9 dias e quatro paísesViajoteca – Blog de Viagens

[...] que fica bem na intersecção entre os dois rios; Reno e Mosel – inclusive foi a recomendação da Evelyn lá no blog Viaje na Viagem. Porém, quando investiguei um pouquinho mais sobre a cidade, percebi que o charme que estava [...]

Marcela
MarcelaPermalinkResponder

Pessoal, bom dia. Em Setembro estarei em Dusseldorf por uma semana na casa de uma amiga local. Achei poucas informações sobre a cidade e gostaria de saber se alguém tem indicação de um bom restaurante. Gostaria de levar esta minha amiga em um restaurante bacana para agradecer sua hospitalidade. Agradeço desde ja!

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Marcela! O caderno de viagem do New York Times recomenda a churrascaria Gehry's e o restaurante-balada Dr. Thompson's:

http://gehrys.de/de/gehrys-prime-beef-restaurant-duesseldorf-hafen.html

http://www.drthompsons.info/

http://www.nytimes.com/2013/11/03/travel/36-hours-in-dusseldorf-germany.html

SILVIO CARLOS CURY

Evelyn, adorei as sugestões. Em maio/2017 ficaremos 30 dias na Alemanha. Desembarcaremos em Frankfurt e iremo para a região tão bem descrita por você.
Abraços.

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Bóia offline! Vamos continuar aprovando comentários, mas a Bóia só volta a responder perguntas que forem feitas depois de 10 de abril de 2017. Obrigado pela compreensão.
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