Eu não conheço um lugar

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

londres

Originalmente publicada em outubro de 2003, na Época. A melhor maneira de não conhecer um lugar é viajar até ele. De longe você pode estudar um lugar o quanto quiser; de perto você só tem tempo de descobrir o quanto ainda falta para conhecer. Quem viaja a Paris apenas para subir a Torre Eiffel, ver a Mona Lisa e andar de bateau-mouche conhece a sua Paris muito melhor do que quem viaja para conhecer Paris a sério. Se você tem 50 carimbos no seu passaporte, então são 50 países que você não conheceu.

Mas quem disse que é preciso conhecer a fundo um lugar para gostar dele? Segundo os psicanalistas, para conhecer a si mesma uma pessoa precisa de quatro sessões de análise por semana. Não, eu não quero levar viagem nenhuma para o divã. Até porque a parte mais divertida de uma viagem são as conclusões apressadas.

Longe de casa nos sentimos verdadeiros antropólogos autodidatas. Depois de 15 minutos em qualquer lugar já elaboramos as mais complexas teorias sobre a cultura e o comportamento dos nativos. "Os parisienses não carregam mais baguetes debaixo do braço!", concluímos, depois de extensas pesquisas entre as 3 e as 4 da tarde sentados num café em Saint-Germain.

Uma coisa é certa: os países são mais fáceis de decifrar do que as cidades. Países são masculinos – e, assim como os homens, podem ser classificados em no máximo quatro ou cinco tipos, estanques e previsíveis. Você vai a um país agora, e quando voltar daqui a uns anos ele pode ter enriquecido ou empobrecido, mudado de partido político ou de profissão, mas continuará fundamentalmente o mesmo.

Já as cidades são femininas: misteriosas, multifacetadas, dadas a repentes e fases. Enquanto os países nos recebem com formulários, funcionários públicos e cães farejadores, as cidades nos recebem com um "psiu!". Algumas se revelam de dia, outras só se entregam à noite. Às vezes uma cidade pode parecer feia – mas normalmente é você que não deu tempo para ela se arrumar. Existem cidades que fazem você virar o pescoço na rua, e outras que só mostram a que vieram entre quatro paredes. Mesmo essas, contudo, dificilmente se deixam conhecer, digamos, biblicamente. Cidades são criaturas difíceis, que preferem ficar o tempo todo fazendo charminho.

Voltar a uma cidade é sempre fascinante, porque você nunca sabe o que pode ter acontecido. Cidades engordam, emagrecem, fazem plástica, engravidam, mudam o penteado, se apaixonam e até se divorciam (da população, quando os eleitores resolvem escolher um mau prefeito). Você pode dar azar e visitar uma cidade em plena crise de auto-estima ou no auge da TPM – tempos depois, ela pode estar de novo radiante e bem-amada. Vá saber...

Depois de muitas viagens, você até pode entender os humores de uma cidade. Mas conhecer, conhecer mesmo – não dá. Nem morando a vida inteira lá, sem arredar pé nem nas férias. Mesmo porque, de fato, a única maneira de conhecer de verdade o lugar em que se vive é viajando. Quanto mais lugares a gente não conhece, melhor a gente conhece o nosso.

55 comentários

Fabio NG
Fabio NGPermalinkResponder

Belíssimo texto, Riq! Congrats!

Martinha
MartinhaPermalinkResponder

Uauuuu..
Amei.. Lindissimo texto..
=)

Natalie
NataliePermalinkResponder

Belíssimo texto mesmo!

Elder
ElderPermalinkResponder

Não tenho certeza, mas acho que foi depois de ter lido esse texto que eu parei de falar que quero "conhecer" tal país ou que "conheci" tal cidade nas férias.

Quanto a São Paulo, às vezes até acho que a conheço. Mas ela, como todo mulher que se preze, sempre esconde algum segredo. smile

Juliana Afonso

Ei Ricardo, adorei o etxto e concordo plenamente com o que diz: não dá para conhecer uma cidade, por amis tempo que você fique nela, ou até more nela. Moro em BH e ainda hoje se surpreendo.

Além disso queria dizer que adoro seu blog. Faço jornalismo e a pouco tempo fiz um blog sobre viagens para mim também. Adoro sues posts e até me inspiro um pouco neles. São ótimos!

Abraços!!

Juliana Afonso

(nossa, escrevi o texto cheio de erros, do tipo "se surpreendo" Hahahah)

Camilla
CamillaPermalinkResponder

muito bom!!!! imagine quantas nuances não há em cada lugarzinho, em cada bairro... imagine em uma cidade!
e ainda há aqueles que colecionam realmente carimbos em seus passaportes e que em menos de 15 dias voltam dizendo que "conheceram" 243 cidades... affff... hehehehe

Dri - EveryWhere

Riq que texto lindo! E super verdadeiro!
Por isso que todos os "viajantes profissionais" sofremos do memso mal... quanto mais viajamos e conhecemos lugares diferentes, mais nos damos conta de que nao conhecemos nada!
Jah reparou que NINGUEM volta de viagem "satisfeito"?! Cada viagem que faco aumenta minha "lista" de viagens em mais 3 ou 4 destinos (dentro ou fara do mesmo pais), e mesmo se um dia chegar ao ponto de ter conhecido todos os paises e cidades da minha "lista", jah estarah na hora de voltar e conhecer tudo de novo, pois como vc mesmo disse, todas as cidades mudam demais!
Abs
Dri Miller

EduLuz
EduLuzPermalinkResponder

Viva a Xongas ( e o dono dela, é claro!).

Constance Escobar

Que texto inspirado! Sensibilidade pura.

Virginia
VirginiaPermalinkResponder

Riq, seus textos são maravilhosos. Em 2005, na minha viagem ao Canadá, estava estressada para ver "o máximo" (exceto nas Rochosas, onde realmente relaxei). Quando fui de Banff a Vancouver no Rocky Mountaineer, resolvi mudar o ritmo, até seguindo sugestão da guia do trem, de relaxar e curtir a cidade. Foi a melhor coisa, não fiz todos os cartões postais e não tenho o mínimo arrependimento, curti muito cada cantinho que visitei em Vancouver e Victoria, sem compromisso de "conhecer".
Em Paris, ano passado, recaída: só stress, queria conhecer tudo. É muito difícil mesmo não cair nessa tentação. Viajando e aprendendo!
Abraço

diogo
diogoPermalinkResponder

meu. maior. ídolo. ever.
cumé que consegues escrever sempre exatamente aquilo que penso, mas não consigo traduzir em palavras?
bjo pra ti, mestre.

Francélli
FrancélliPermalinkResponder

Riq, preciso da sua ajuda e dos tripulantes...
Vou fazer uma paradinha de 15h em NY, entre uma viagem Brasil - Europa. Certamente vou aproveitar essas horas em "the city" e, para isso, preciso de um lugar para guardar minhas malas enquanto estou pela cidade.
Eu tenho certeza que o aeroporto tem armários e afins para guardar minhas malas, só que, como nunca precisei usar este serviço (no aeroporto JFK), queria saber se algum dos tripulantes já utilizou e quanto custa (é por volume, por peso...?), onde fica (perto da saída, da entrada, etc...), se tem alguma roubada ou cuidados que eu tenho que tomar para que minhas malas estejam inteirinhas na hora de embarcar novamente.
Como não posso perder muito tempo no aeroporto (ja basta a imigração e o tempo de trem pra chegar na cidade) gostaria do "caminho das pedras" pra poder otimizar ao máximo meu tempo perdido no aeroporto e poder curtir a cidade que amo tanto.
Muito obrigada!
Francélli

Ricardo Freire

Tem "left luggage" nos terminais 1 e 4.

O ideal é você tentar despachar as suas malas para o proximo vôo assim que chegar.

Assim você só precisa guardar as malas de mão.

Tenha em mente que JFK tem 8 terminais -- na prática, são 8 aeroportos diferentes, conectados pelo monotrilho Air Tran.

Antes de ir para a cidade, veja quanto tempo você leva entre o terminal do guarda-volumes e o terminal de embarque do vôo seguinte.

Infos dos guarda-volumes:
http://www.jfk-airport.net/luggage-storage.html

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Em tempos pré historicos , descemos em Londres e deixamos toda a bagagem num guarda volumes . Dois dias depois ,
saimos da city um pouco mais cedo ,pra pegar as malas no aeroporto e voltar pra casa . Mas cadê o guarda malas ?
Depois de muito andar e perguntar , descobrimos que chegamos num aeroporto , e estavamos voltando por outro .
Mas deu certo, a British atrasou em 12 horas o voo ( voltamos pra dormir na city ) e deu tempo de sobra pra coquear as bagagens de um aeroporto para o outro .
Hoje eu me pergunto : e se o voo não tivesse atrasado ???

Francélli
FrancélliPermalinkResponder

Riq, muito obrigada!
Vou me informar de tudo direitinho, o terminal de chegada e o de saída. Não sei se consigo despachar as malas, pois chego 6:10 da manhã e o voo é só às 21:15! Deixo registrado que fiz isso de propósito, só pra "borboletiar" em NY.
Beijo, valeu!!

André Lot
André LotPermalinkResponder

Olha, para vc não perder mais tempo que o necessário, faça um trajeto um pouco diferente e apenas ligeiramente mais caro para chegar em Manhattan: ao invés de pegar o AirTran e descer na estação Howard Beach, vá direto com o AirTran para Jamaica Station e pegue um trem da linha E. Nesse link ( http://www.mta.info/nyct/maps/submap.htm ) tem um mapa do metrô de New York para vc se orientar. A linha é é expressa e em 5 paradas vc já está em Manhattan, chegando em Midtown, perto do Central Park.

Se vc quer otimizar uma andada geral, recomendo comprar um Metrocard 24h, que custa $ 8.25 E te permite andar a vontade em todo o sistema de metrô e ônibus.

Se não houver atrasos no vôo de partida, vc terá aproximadamente 7 horas úteis para andar em New York. Vc já esteve lá antes?

Gabriel
GabrielPermalinkResponder

Na mosca. Adorei.

Ernesto, o  pato

Muito legal, e tudo a ver com a viagem de Amsterdam, que estou terminando de escrever.

Beto
BetoPermalinkResponder

Essa é a razão de eu, hoje, me achar um turista assim, assim. Porque não tenho mais o desejo primitivo de ir a novos lugares, mas de voltar àqueles a que já fui, repetidamente, conhecer e aproveitar melhor aquilo que deixei para trás. O curioso é que o meu interesse é ainda maior pelos países em que mais viajei, como Portugal, França e Itália e mais ainda pela única cidade em que vivi, além de Santos, a manjadíssima Paris. Parabéns, Riq, examine sempre as suas gavetas.

Larissa Oliveira

Lindo, adorei! Quanto mais eu viajo, mais eu concordo com essa idéia e mais eu diminuo o ritmo das minhas visitas, para "conhecer" mais e mais... smile

Wander
WanderPermalinkResponder

Excelente! Fui em Paris e esqueci da pesquisa : “Os parisienses não carregam mais baguetes debaixo do braço!”, tenho que voltar !!!.

Vera Lucia
Vera LuciaPermalinkResponder

Ricardo, parabéns, parabéns e parabéns!
Multo boa a comparação de cidade com a mulher. Sua sensibilidade feminina é como a de Chico Buarque. Excelente texto. Continue vasculhando as gavetas porque um bom texto é atemporal.

Paula*
Paula*PermalinkResponder

Flapt! Flapt! Flapt! Bravo! mrgreen

Inteligência e sensibilidade!
Lindo! Adorei! wink

Mari Campos
Mari CamposPermalinkResponder

Como disse Dioguito:"meu. maior. ídolo. ever." wink
Que lindo!
To justamente fazendo um post sobre a minha mania de voltar ao lugares que nunca "acabo" de conhecer. Posso citar uns trechinhos do mestre???? mrgreen

Carmem
CarmemPermalinkResponder

Belo texto. Retuitei...

Marta Barbosa
Marta BarbosaPermalinkResponder

Ricardo
De acordo com o assunto segue abaixo um texto que meu marido - que é escritor - escreveu sobre Canoa Quebrada :

“Existe lugar que se conhece de passagem, outros é preciso passar algum tempo para começar a conhecê-lo.Assim é Canoa Quebrada - praia de sol o ano inteiro.
Eu sei... Isto muitas praias prometem oferecer, mas e a lua e estrela?
Eu pergunto: qual praia tem como símbolo ao invés do imponente sol, a lua e a estrela?
Está é Canoa Quebrada onde o dia continua no começo da noite e a noite continua no começo do dia.
É normal a pessoa depois de ficar alguns dias por aqui abandonar o relógio e o calendário.Que importância tem a hora ou o dia da semana ou do mês num lugar onde o verão, época de fazer história, se estende pelo ano inteiro?
Quem fica por aqui tem a sensação de que noticias sobre tempo ruim e frio são coisas de ficção.Nossas dunas podem até lembrar uma montanha de neve, mas não derretem nunca.Cobertura é para proteger do sol, porque chuva por aqui, quando passa, é tão rápida que esquece de molhar o chão.Mas têm o barulho da água todos os dias e todas as horas. Barulho das ondas que vão e vem, mas o mar, este veio e ficou para sempre banhando as falésias de areias coloridas.
O capricho da natureza é tanta que nossa praia a cada movimento da maré tem um visual diferente:É maré baixa - tem piscina natural e extensão de areia.É maré alta - tem o mar verde de onda de espuma branca.
Kitsurfe, surfista e jangada convivem neste cenário da mesma forma como nativos e turistas de todas as partes do mundo se encontram na famosa rua da Broadway na noite mais democrática do mundo.
Bem... Você quer conhecer melhor Canoa Quebrada?
Faça como eu - Venha e Fique - o máximo que puder.
(J.Ruy)

Deiatatu
DeiatatuPermalinkResponder

Genial este texto!!!!
Este insight de cidade-feminina e país-masculino é muito verdadeiro... Vou comecar a usa-lo na prática qdo for conhecer algum lugar ou voltar ao mesmo.

Malu
MaluPermalinkResponder

Riq, concordo em tudo com o comentário do Diogo Destemperados. E, em minha pesquisa em Paris, sentada em uma mesinha de pista no Les Deux Magots, às 6 horas da tarde de um dia de Outono parisiense, saboreando uma omelete acompanhada de uma taça de vinho tinto, vi a já velhinha, mal cuidada e ainda charmosa Brigitte Bardot passeando com seu cachorrinho.

CarlaZ
CarlaZPermalinkResponder

Adorei o texto. Achei fantástico.
Sempre que penso nos lugares que já fui também penso que não conheço nada...e sempre quero voltar...
E não pude deixar de lembrar de um amigo francês que sempre diz (em português): Eu sou francês, não tomo banho e carrego baguete embaixo do braço!

Marta
MartaPermalinkResponder

Adorei o texto. As cidades mudam e nós também mudamos. Assim a nossa maneira de ver a mesma coisa em diferentes fases da vida é diversa, o que torna cada viagem especial.

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[...] 29/07 Eu não conheço um lugar Posted by Laura under Do Blog..., Eles disseram... Leave a Comment  Do Viaje na Viagem [...]

Helo
HeloPermalinkResponder

Faço coro com o Diogo e com a Mari: idolo, ever!!! Texto genial, de um mestre!!! Fiquei sua fã depois que eu li o livro estupendo "viagem na viaje" já há bastante tempo. Com o livro, descobri que existiam muitos apaixonados por viagens como eu. Adorei os "menus de viagem", ficaram guardados na minha mente. Emprestei/comprei o livro para muitos amigos. Resultado: fiquei sem nenhum, pois ninguem me devolveu! Fui rele-lo na Pousada do Toque (passei minha Lua de Mel lá, seguindo as suas dicas). Deliciei-me com a leitura (textos maravilhosos, sendo a grande maioria bem atuais). Adoraria que este livro fosse relançado ou atualizado (viagem na viaje II). Aproveito para sugerir um Blue list do Freire"s para o Brasil. Sou fã dos Blue list do Lonely Planet!

Marcel Alcantara

Sensacional!

Arthur
ArthurPermalinkResponder

Eu não conheço nem Niterói.

Adri Lima
Adri LimaPermalinkResponder

Acho que é por isso que sempre volto já com um comichão, vontade de voltar pra onde acabei de sair! Mas e aqueeeele outro lugar maravilhoso que está na listinha há anos, que também preciso descobrir que não conheço? Dilemas, dilemas...

Carla2
Carla2PermalinkResponder

Adoro quando entro aqui e tem um texto-terapia. Ainda mais quando o texto-terapia expressa o que se sente, mas obviamente não consegue colocar em palavras de forma tão clara. Obrigada, Riq!

Paulo
PauloPermalinkResponder

Riq, belo texto, não conhecia!!

Como Diogo disse "Escrever o que pensa nem sempre é facil"

Emília
EmíliaPermalinkResponder

Sensibilidade pura, Riq...Explorar cidades é sempre contar com uma surpresa em cada esquina. Em São Paulo, mesmo nos bairros que conheço razoavelmente bem, sempre acabo descobrindo um prédio antigo que ainda não tinha visto, uma pracinha, uma lojinha nova...Quando estou em bairros novos então, aí as antenas ficam mais ligadas ainda...é uma delícia.
PS: Fiquei curiosa para saber as suas classificações de países: deve dar bom material para uma crônica! (Se ainda não deu, hehe...)

Ana e Paulo Futami

Oi, Riq!

Texto que inspira... é verdade, cada vez que viajamos, buscamos em nossa cidade aquilo que queremos reviver das viagens... a única forma de convencer o Paulo a subir na torre do Banespa no centro de SP foi, após nosso retorno de NY, dizer a ele que aquele prédio era uma cópia menor do Empire Estate.
Parabéns!

Ana & Paulo Futami

Arnaldo - Fatos & Fotos de Viagens

Eu ia dizer um monte de coisas acerca desse belo texto, mas todos já disseram um pouco do que eu diria, aqui e ali.

Se o texto fosse meu (é claro que eu nõ tenho competência nem talento para tanto, ainda que sensibilidade me sobre) eu apenas diria que eu tento NÃO dizer "Eu CONHEÇO um lugar", mas "Eu ESTIVE".

Grande abraço a todos.

Léo
LéoPermalinkResponder

De fato, excelente texto! (já elogiei lá no twitter).

Arnaldo: Vc também tem um belíssimo texto no seu blog. Gosto muito!

marco cavalheiro

genial,mais uma vez! eu sempre achei que "desconhecer" uma cidade é muito mais interessante... até arrisquei algumas linhas lá no meu blog sobre isso: http://buenosairesdreams.blogspot.com/2009/04/voce-conhece-buenos-aires.html

Acho que a melhor palavra pra descrever o teu site é "obrigado!"

Abraço!

Lulu Bruscaidar

Lindo texto! Sensível, inspirado e verdadeiro.
Já estive mais de 10 vezes em Salvador, uma das vezes por quase 50 dias. Amo aquele lugar, um dia ainda moro lá! É como vc diz no texto, cada vez a cidade está de um jeito: teve vezes que estava muito alegre, sempre ensolarada. Outra vez, mesmo com muito sol, meio estranha, meio triste. Em outra, com muita chuva, mas foi uma das que mais me diverti!
Mais uma vez, parabéns pelo excelente blog (sempre busco dicas aqui) e pelo maravilhoso texto!

Nick
NickPermalinkResponder

Oi Riq...
Achei legal vc ter citado Paris em seu texto....Toda vez que vou pra Europa (quase todo ano), eu fico decidindo o roteiro, mas SEMPRE acabo incluindo Paris e mais uma cidade. Já estive lá umas 10 vezes e ainda to tentando conhecer um pouco não só da cidade, mas dos parisienses...Ahhh, to indo pra lá agora dia 17....
Abraços !!!!

Luciana Ferreira

Mais uma bela sacada! Gênio!

Luciana R.
Luciana R.PermalinkResponder

eu vou a Londres todos os anos, nos ultimos seis anos. Houve anos que eu fui até 3 vezes, e ainda sei que há muito o que ver, o que descobrir, muitas ruas e destinos a serem desvendados. Tem pessoas que nao entendem porque já fui a Londres umas 13-14 vezes e nunca vi Barcelona, por exemplo.

Denise Mustafa

affff.. posso dizer? FODA! concordo completamente com tudo que escreveste Riq!
adorei! principalmente depois de 1 ano fora e voltando ao Brasil. Encaixou perfeitamente!
beijão!

Renata Marques

Eu gostei tanto que coloquei como indicação da semana, lá no meu. E meus amigos que vieram aqui, também adoraram!

Geo
GeoPermalinkResponder

Lindo, Riq! Parabéns!

bernardette amaral

Adorei o texto.O Xongas, o Efeito Sanfona e o Viaje na Viagem (livro), estão na minha cabeceira.Ontem mesmo li um texto sobre lugares exoticos e fiquei rindo sozinha.Invejo a maneira como voce brinca com o texto. É fora de série.

Vivian
VivianPermalinkResponder

Amei! Amo Paris do meu jeito (mesmo tendo feito o que esta no texto e mais outras coisinhas) e voltarei o mais breve possivel!!

Texto perfeito!! smile)

Vanessa
VanessaPermalinkResponder

Olá Ricardo,
Primeiro eu queria te agradecer pelas dicas e dizer que vc é ótimo!!!
Em Maio vou p/ Miami e farei conexão de 9 horas em NY... queria aproveitar bem esse tempo, já que não conheço a Big Apple...
Qual sua dica?
Muito obrigada... um abraço!

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Vanessa! Aqui quem responde é A Bóia.

Se você estiver chegando do Brasil, calcule gastar entre 1h e 1h30 com imigração e bagagem, depois separe 1h para ir à cidade, 1h30 para voltar (sempre é bom voltar com folga), mais 1h30 para reembarque (nos Estados Unidos os procedimentos de segurança são fogo), e você terá 3h30, no máximo 4h líquidas na cidade. Você escolhe: ou dá um pulinho para bater perna em Manhattan sem compromisso, ou leva um bom livro para enfrentar a espera no aeroporto.

Leia:
https://www.viajenaviagem.com/2012/01/intervalo-entre-voos/

Vanessa
VanessaPermalinkResponder

Muito obrigada!!! Sua dica foi mto válida!!!

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Bóia offline! Vamos continuar aprovando comentários, mas a Bóia só volta a responder perguntas que forem feitas depois de 10 de abril de 2017. Obrigado pela compreensão.
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