Caetano Veloso e o abandono do Pelô

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Pelô

O assunto não é novo por aqui. Já faz um tempinho que nossos correspondentes soteropolitanos, notadamente a Eunice, apontam para a decadência e a insegurança do Pelourinho, em Salvador. A coisa já vinha acontecendo há algum tempo, mas se acentuou na troca de guarda estadual: quando o PT assumiu o governo, decidiu interromper uma série de programas culturais e turísticos que aconteciam por lá.

Na verdade, o rolo é bem maior do que esse varejinho de projetos. O fato é que os intelectuais ligados ao PT baiano discordam radicalmente do modo como foi feita a restauração e reocupação do Pelourinho pelo todo-poderoso Antônio Carlos Magalhães, falecido em 2007. Acham que a maquiagem da restauração e o uso do bairro para fins prioritariamente turísticos deturpam a natureza do lugar.

Nesses últimos anos, o fluxo de turistas brasileiros diminuiu bastante, e a maioria dos restaurantes e lojas que atendiam a esse público fechou ou se mudou. (O único setor que continuou crescendo foi o de pousadas para gringos -- a maioria delas localizada na área do Carmo.) Os turistas que restaram hoje são mais assediados e se sentem mais inseguros.

Resulta que essa não era a impressão apenas dos nossos correspondentes. Em sua estréia como colunista do Segundo Caderno d'O Globo, domingo passado, Caetano Veloso disse mais ou menos as mesmas coisas, num texto articulado e bastante ponderado, sem nenhum ranço antipetista. Até porque Caetano é amigo do secretário estadual da Cultura, de quem diverge especificamente quanto ao assunto Pelô.

Pelô

Vale a pena ler. Caetano começa o passeio em Curitiba, num Lago da Ordem que ele adorou ver restaurado (mas que intelectuais curitibanos como Paulo Leminski achavam artificial) e termina na vitalidade da Lapa carioca, que é o que ele gostaria de ver no Pelô.

Leia:

Política: o Lago da Ordem, por Caetano Veloso, n'O Globo

146 comentários

Andre Lot
Andre LotPermalinkResponder

Riq, sou seu fã e gosto tanto dos posts de destinos e acho que você se supera ainda mais quando discute ou comenta assuntos mais "filosóficos" do turismo (sugestão: crie uma tag rs)

Esse tema de requalificação de área (além da restauração de prédios) é sempre polêmico. Eu penso que é impossível querer reproduzir uma atmosfera de 20, 30, 40, quanto mais 100 anos atrás. Prédios, sim, mas as pessoas, a cultura, tudo muda. Se for para ficar representativo, levado ao extremo esse raciocínio indicaria a encenção de castigos corporais e comércio de escravos para dar um caráter "autêntico" ao local.

Já viajei por muitos lugares aí, Brasil e fora. Excetuando parques históricos ao estilo Coliseu, Gettysburg ou museus que encenam a vida antiga como a Tower of London, eu acredito que os lugares em que mais há futuro são aqueles em que existe uma dinâmica acontecendo.

Tentar "fotografar" um lugar como o Pelourinho e congelá-lo no tempo, mesmo que esse tempo seja não o "original", mas o do auge de uma decadência, é um grande contra senso. Em qualquer cidade europeia que se preze, as regiões mais históricas são justamente as mais concorridas para museus, restaurantes e atividades culturais. Menos de 8% da população de Amsterdam mora no "Canal Belt", mas é ali naquela área que é pequena em comparação com a cidade que a cidade se faz ao mundo.

Com o Pelourinho, Salvador tem seu maior atrativo para atrair turistas nacionais e internacionais. É um ícone. Sem o Pelourinho, Salvador, com todo o respeito, tem praias que perdem feito para outras capitais do NE e competição acirrada com duplas do tipo Recife-P. Galinhas, Natal-Pipa. É um certo exagero, sim, mas a filosofia que está por trás desse tipo de ação é preocupante.

Ana Karenina
Ana KareninaPermalinkResponder

Realmente, é uma pena o estado que se encontra o nosso Pelourinho. Há poucos dias atrás, eu, soteropolitana orgulhosa da minha cidade, desencorajei um grupo de amigos a visitar o local. Tive medo que a má experiência maculasse a boa lembrança que eles possivelmente estariam levando da cidade.

Independentemente de ideologia política, é fato que o principal ponto turístico da cidade está degradado e perigoso. Será que o nosso governo não vê que estamos deixando de gerar emprego e renda? Concordo com André Lot que a cidade perde bastante o seu charme, quando deixa de oferecer o Pelourinho aos seus turistas, embora eu ache que Salvador é apenas uma parte da Bahia, que tem Itacaré, Morro de São Paulo, Boipeba, Trancoso...

Riq, acho que falar de turismo é também trazer questões como essa!

Abraços da correspondente de Salvador

Alexandre Magrineli dos Reis

Riq, terminamos hoje aqui em BH o II Seminário Internacional sobre Revitalização de Rios. Nesta segunda edição trouxemos a experiência de Lodz, cidade no centro da Polônia; remoção de barragens nos EUA para volta de peixes e ciclo natural; recuperação do Rio Reno, a experiência do rio Cheoggyecheon na Coréia do Sul (a mais audaciosa para mim, pq envolveu remover um minhocão q foi feito tampando o rio e via q cortava Seul), recuperação do Danúbio, além das experiências nacionais da Meta 2010 (rio das Velhas) e Rio São Francisco.
Em todos os casos tratamos tb de requalificação do espaço urbano e o q pude observar é q os projetos desenvolvidos visavam um real sentimento de sustentabilidade, garantindo recuperação ambiental com uso social e uma nova ótica para a utilização econômica.
Projetos pensados para a sociedade e não impostos por uma "inteligentsia" que supõe saber o q é mais correto. Pensando em participação popular será q os moradores e empresários do Pelô gostariam de manter o modelo anterior ou cair neste purismo intelectual? Será q ao menos a inteligentsia promoveu o debate? Ou quem sabe decidiram também q Salvador como um todo não deve ser mais um destino turítico?
Se a cidade é um organismo vivo (como dizem os teóricos) há de se admitir que a mesma cresce... e se modifica...
Abraços

Eunice
EunicePermalinkResponder

Riq, o policiamento no Pelô foi reduzido a metade, exatamente 50% do que era no governo anterior. Esses são dados oficiais, da PM-Ba, publicados em jornais locais, na semana passada. O governo atual identifica Pelourinho com ACM (que só posso entender pelo primado da ignorância )que faz com que todo desprezo ao Pelourinho seja pouco. O Pelourinho é atualmente a nossa cracolândia. É um crime de lesa humanidade. O mesmo desprezo dado ao Pelourinho é estendido à Fundação Jorge Amado ( porque era amigo de ACM ), ao Museu Carlos Costa Pinto - a mais bela coleção de jóias crioulas do país - quase fechando e por aí vai. O Balé do TCA foi "exterminado" - arte burguesa...A politica cultural do estado é um desastre completo. Parece que estamos vivendo aqui a Revolção Cultural Maoista, com queima em praça pública dos bens culturais do povo.

Zé
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Nossa, Eunice, muito triste isso.

Bom, a eleição está aí... que os baianos aproveitem a oportunidade para tentar mudar essa situação wink

Eunice
EunicePermalinkResponder

Aliás, em relação a Caetano Veloso e Marcio Meirelles, posso contar um episódio que assiti.Há alguns anos eu e meu marido estavamos assistindo a uma peça do Bando do Oludum no Tetaro Vila Velha ( diretor Marcio Meireles ). Caetano chegou, sentou-se na platéia para assitir à peça. Márcio saiu da platéia, subiu à coxia e o próximo quadro do Bando foi escrachando os artistas que roubavam a baianidade para ganhar dinheiro. Eu achei tão, mas tão deselegante. Uma amostra da inveja e mediocridade provinciana.

Eunice
EunicePermalinkResponder

Outra noticia, o grupo que admnistra a Pousada do Carmo ( Pestana ) está reclamando muito, nos jornais, na queda de ocupação da Pousada devido a violência. A diferença da ocupação do Pestana Rio Vermelho com a Pousada do Carmo é imensa. Os turistas não se sentem mais seguros lá. Reclamam que investiram muito, com o compromisso do governo do estado manter a segurança, compromisso que não está sendo cumprido.

Érico Maia
Érico MaiaPermalinkResponder

Aconteceu a mesma coisa com a Praia de Iracema em Fortaleza. No começo dos anos 80 era um local frequentado só por boêmios. Nem calçada havia. Nos anos 90 houve uma transformação tão rápida que acabou tornando a região no ponto de encontro da cidade (com suas qualidades incluindo a reforma de prédios antigos e defeitos como o grande número de bares que saturou a região). Hoje parece que qualquer investimento na área é feito somente na região do Centro Dragão do Mar, ignorando a região do calçadão. Uma pena. A imagem é de abandono e insegurança. Tenho saudades dos fins de tarde no Cais Bar, de frente ao mar, com boa música e pessoas andando no calçadão.

Ricardo Freire

A adesão (e a continuidade da adesão) da classe média alta do lugar é fundamental para que esses lugares vinguem. Na verdade, hoje todas as experiências do Brasil nesse sentido deram pra trás -- Iracema em Fortaleza, Recife Antigo (que perdeu a boemia), Jaraguá em Maceió. O Pelourinho é só o mais grave (e mais burro, porque talvez seja o sítio histórico mais importante do Brasil). O único lugar organicamente vivo e funcional do gênero hoje em dia é a Lapa carioca.

Andre Lot
Andre LotPermalinkResponder

De minhas andanças aqui na Europa pude perceber que esse tipo de projeto de requalificação urbana funciona exatamente como o Riq falou: quando a população local adere aos mesmos. Não toda a população, mas o suficiente para manter um ciclo absolutamente natural em destinos.

Há lugares com volume tal de turismo, em todos os meses do ano, que podem até sobreviver sem adesão local, pois visitantes tendem a visitar regiões pré-determinadas e variar menos. Mas isso é luxo para capitais europeias e por aí vai.

Quanto a população de baixíssima renda, e restauração de locais degradados, são objetivos incompatíveis em qualquer lugar do mundo.

Hugo Loureiro
Hugo LoureiroPermalinkResponder

Pelo menos a Tintas Coral pintou parte do Pelourinho, projeto Colorindo o Pelô, é o que eles estão mostrando na campanha publicitária que esta passando na TV.

Acho válida estas iniciativas, se o poder público não dá conta que firme parcerias com a iniciativa privada. Mas neste caso, acho que a Coral foi lá e pintou e pronto.

Riq, a próxima cidade a ser "pintada" pela Coral é a sua Porto Alegre.

Ernesto, o pato

Riq

Valeu a divulgação, e baianos e não baianos, valorizem e usem conscientemente seu voto.

Nico
NicoPermalinkResponder

Vou a Salvador no fim de julho, nunca fui ao Pelourinho, pois qdo estive em Salvador estava só de passagem. Dessa vez estava programado ir conhecer o Pelô. E agora? é furada? existe dias mais propícios? ou é melhor deixar pra conhecer em outra oportunidade? Eunice, o que vc acha? leio e anoto tudo que vc escreve aqui sobre a Bahia, vc entende muito da terrinha!

Ricardo Freire

O melhor dia, disparado, é terça-feira. É quando rola a missa afro (agora na Igreja da Terceira Ordem do Carmo, porque a igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos está em reforma) e o show de Gerônimo na Escadaria do Carmo. Vá à tarde e fique para a noite.

(Mas siga as recomendações da Eunice, claro.)

Denise Mustafa

na terça-feira ainda tem o ensaio do Olodum que, apesar de turistão, é sempre divertido.

Bogart
BogartPermalinkResponder

O MELHOR DA TERÇA NO PELÔ É O SHOW DE GERÔNIMO, QUE SIMPLESMENTE É O AUTOR DO "HINO" DE SALVADOR: VC TERÁ CONTATO COM A BAHIA PROFUNDA, NOS ASPECTOS GENTE E MÚSICA. E O SHOW É GRATUITO! DAS 19H30 ÀS 22 H. ESQUEÇA OLODUM, É UMA BANDA QUE PAROU NO TEMPO E UM PROGRAMA PARA TURISTÃO DESINFORMADO.
PARA COMER NO PELÔ: O ÓTIMO ITALIANO LA LUPA (PREÇOS JUSTOS), o MARIA MATA MOURO (COZINHA internacional) E A FEIJOADA DE ALAÍDE (APENAS RAZOÁVEL, MAS NÃO HÁ OUTRA). COMIDA BAIANA, NÃO TEM NENHUM QUE PRESTE!
À TARDE: EM 10 MINUTOS VC PODE CAMINHAR PELA HISTÓRICA RUA CHILE(EM FRENTE AO ELEVADOR LACERDA) ATÉ A PRAÇA CASTRO ALVES - ONDE SE LOCALIZA O ESPETACULAR CINEMA GLAUBER ROCHA - AGORA COM O ABOMINÁVEL NOME ESPAÇO "UNIBANCO DE CINEMA", POR CAUSA DO PATROCÍNIO - COM 4 SALAS, CAFÉ, LIVRARIA E TERRAÇO COM VISTA PARA O MAR, E PROGRAMAÇÃO VARIADA DESDE CLÁSSICOS E CINEMA ASIÁTICO, EUROPEU ATÉ ESSES LIXOS DO CINEMA AMERICANO.

Eunice
EunicePermalinkResponder

Nico. O Pelourinho é tão bonito que mesmo degradado e inseguro vale a pena. Minha sugestão: vá de dia, sem jóias, bolsas,ou máquinas fotograficas, com seu dinheiro em um porta-dólar, acompanhado e mantendo vigilância permanente. Passei a maior vergonha de minha vida qd fui levar meu professor americano para visitar o Pelourinho ( um senhor de mais de 70 anos ) e ele foi assaltado em frente ao prédio da antiga Faculdade de Medicina, enquanto eu "contava a história". À noite está dando medo.Última vez que fui lá, 4 rapazes cercaram nosso carro no Terreiro de Jesus, tive a sensação que o carro seria levantado, mas deu para fugirmos. A nova modalidade de roubo no Pelourinho é o assalto às pousadas para gringos - várias pousadas do área do Carmo foram assaltadas, vc pode procurar no google.Entra um bando armado e assalta os propietarios e hóspedes.

Nico
NicoPermalinkResponder

Obrigado Eunice e Ric. Vou sim, na fé e na coragem, e que pena as coisas estarem tão sinistras assim.

Ana Carolina
Ana CarolinaPermalinkResponder

Há 3 anos estive lá pela primeira vez e fiquei assustada com a insegurança do Pelourinho, mas não deixei de me encantar com o lugar.
No final do ano passado passeei levinha como recomenda a Eunice e deu para aproveitar melhor: sem bolsa, sem máquina, sem bijuteria, com o pouco dinheiro (para lembrancinhas e bobagens) em porta dólar, não aceitando nada na rua (fitinha, sorriso, 'informação') - tem que ser enfático no NÃO.

Da primeira viagem aprendi a parte mais difícil: NÃO SORRIR. A abordagem de oportunistas encontra abertura em sorrisos. Aí é 'dérreal' pra qualquer coisa, pra ajudar um 'baiano trabalhador', pra foto, pra fitinha que era presente... Googlando dá para encontrar vários golpes e se prevenir deles... como oferecer fruta (previamente comprada) ao moleque que te olha com a mão na barriga e gemendo que tem fome, mas que sai te xingando porque não era bem essa fome que ele tinha...

Em 2007 perguntei a um policial uniformizado se era seguro caminhar (à tarde) até o ponto de ônibus (1 quadra) e a resposta não foi animadora: "aqui todo o cuidado é pouco".
No ano passado, esperando o ônibus para a Barra (queríamos almoçar lá) apareceu um figura que chacoalhou uma carteira de 'policial' (uma cara de golpe) e disse que não era seguro ir à Barra, que tinha um restaurante ótimo que poderia nos levar naquele instante (apontando para um beco) e blá-blá-blá... desistimos do ônibus/Barra, agradecemos a dica e dizendo ainda ser cedo para almoçar, passamos correndo pelo Mercado Modelo (encarei um acarajé, rezando, hehehe) e voltamos para o navio em que estávamos 'hospedados'. Toda a cidade perde do jeito que está. Perdem os restaurantes, o comércio, o turismo...

É chato e triste, porque esses 'baianos trabalhadores' do Pelourinho acabam trazendo medo a um lugar tão especial (eu adoro, mesmo inseguro acho que não perde o Axé). Tomara que a situação melhore!

Denise Mustafa

e são as mais bonitas pousadas. Um absurdo o que acontece com o Pelourinho, em Salvador, e com a Praia de Iracema, em Fortaleza. As autoridades esquecem que o país não pode viver só de modernidade. Cadê a nossa história? Sinto muita falta disso em Fortaleza, mas ainda consigo sentir um pouco "quem fomos" em Salvador, mesmo com todos os defeitos. Ainda bem que lá ainda conseguimos sentir uma energia e um astral que a cidade tem... e eu amo!

Eunice
EunicePermalinkResponder

Andre Lot, só uma pequena correção: o conjunto arquitetônico do Pelourinho não tem 100 anos, mas 400-500 anos - construído nos seculos XVI e XVII ( a parte mais antiga ). É uma jóia.

Mari Campos
Mari CamposPermalinkResponder

Que pena ler tudo isso. Adoro Salvador e estive pela ultima vez na cidade em março do ano passado, justamente numa escala de cruzeiro, e achei o Pelourinho tão lindo e agradável quanto tinha achado em todas as outras vezes anteriores e não senti perigo ou insegurança em nenhum momento (era dia, um dia lindo, por sinal). Uma judiação que todo esse clima pesado tenha tomado conta do lugar - afastando turistas, prejudicando empresários e incomodando moradores dessa maneira.
Vou de novo pra lá no final desse mês - vamos ver qual será a nova impressão...o bom é que esses relatos aqui nos comments já nos servem de sobreaviso.

Rosa
RosaPermalinkResponder

Estive lá em dezembro/2008, além de toda a questão da segurança, o Pelô está muito sujo, mijodromo horrível, cuidado para não pisar nos vidros (cocô de cachorro e humano), lamentável...

Tiago
TiagoPermalinkResponder

Uma pena!
E olha que quando eu vejo o centro da minha cidade (Vitória-ES) todo moderninho, apesar dos seus mais de 450 anos, eu fico melancólico e furioso por não encontrar uma só construção original do período da colônia. E a primeira coisa que me vem à cabeça é a imagem do Pelourinho em Salvador!
Esse foi, inclusive, o tema do último post no meu blog...

Adri Lima
Adri LimaPermalinkResponder

Trips, Riq, Eunice, assino embaixo de tudo isso aí...

Mari, vc esteve aqui em Março, ainda pegou um pouco da alta temporada, e durante o dia - deu sorte!

O crack tem dominado a área, e dá muita pena. Adoraria que os governantes olhassem além de seus mandatos ou de mandatos anteriores...

Bjos a todos!

Márcio Cabral de Moura

Riq, a situação realmente parece ser triste, mas eu discordo um pouco do tom do seu texto, por duas razões:

A primeira, e mais importante, é pelo caráter partidário dado. O governo do PT... Será que eu vou ler um texto seu falando mal do governo do PSDB que está deixando a região dos Jardins em São Paulo um lixo (literalmente)? Seria mais legal, principalmente num ano eleitoral, falar do governo municipal e ou estadual, eventualmente até colocando os nomes dos gestores(?), mas não colocando a culpa num partido. Confesso que você perdeu alguns pontos comigo, mas não se preocupe, que seu crédito ainda é muito grande. Ah, e lembrando que o prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro, é do PMDB.

E a segunda razão é a impressão que eu tenho de que o Pelourinho é cíclico. Na primeira vez que eu fui a Salvador (1981), eu era muito pequeno, e não sei nem se cheguei a ir no Pelourinho. Só me lembro de ter visto o Mercado Modelo e a Fonte Nova. Mas na segunda vez, em 1988 ou 1989, eu quase fui assaltado lá no Pelourinho, apesar de estar com mais dois primos comigo.

A minha visita seguinte a Salvador foi em 1995 ou 1996, e o Pelourinho era uma jóia. Bem policiada, até os flanelinhas eram simpáticos, gentis e deixavam claro que a gente pagava se quisesse (e não era ameaçando, não).

Depois disso fui a Salvador somente em 2008, e o Pelourinho já não estava bem afamado. Talvez não tão ruim como agora, mas já não tinha a mesma vitalidade da década anterior.

Espero que os problemas do Pelourinho sejam solucionados e que volte a ser um destino turístico agradável. Mas fica registrada a minha discordância com o seu texto.

Ricardo Freire

Os programas do Pelourinho que foram "descontinuados" são da Secretaria Estadual de Cultura, que é do PT. No primeiro ano havia a desculpa de que o governo anterior não tinha feito a dotação de verbas. Nos dois anos seguintes não há desculpa.

Não sei por que você botou o PSDB no meio. A briga relatada no post é entre o PT e o legado de ACM.

Que o PT baiano está desmontando toda a estrutura "carlista" não é questão de opinião ou partidarismo, é um fato noticiado. É como afirmar "o PSDB privatizou as estatais" ou "o PT aprofundou as políticas sociais".

O PT baiano não é o PT pernambucano ou o PT brasileiro. Em Brasília o PT não perdeu um segundo sequer tentando desmontar ou negar o que tinha sido feito pelo governo anterior. Por isso avançamos tanto. Aqui neste parágrafo, sim, estou emitindo minha opinião. No post, não.

Pelo seu comentário, acho que você não leu o texto do Caetano, que é o que interessa nesse post.

Márcio Cabral de Moura

Oi, Riq!

De fato eu não li o texto de Caetano, li apenas o seu e os comentários dos trips.

Lendo essa sua explicação, fica mais claro o porquê de se falar do PT, mas do jeito que estava, não. Até porque, alguns dos problemas relatados nos comentários, são da alçada da prefeitura - claro, você não tem nenhuma ingerência sobre o que os comentadores vão falar - mas para um desavisado pode ficar uma conotação política partidária.

Quanto ao PSDB, mea culpa, eu deveria ter falado do DEM (na hora, me confundi, achando que o Prefeito de São Paulo era do PSDB).

Pavan
PavanPermalinkResponder

Visitei Salvador e o Pelourinho em julho/2009. Fui com meus pais - que estiveram lá em 1980 e acharam tudo terrivelmente sujo e perigoso - e eles não viram as coisas tão melhores do que há 30 anos. Fomos ao Pelourinho primeiro durante à noite e sofremos assédio de flanelinhas e vendedores de fitinhas que eu nunca vi em nenhum outro lugar! Sensação péssima...
Noutro dia, pela manhã, nos sentimos mais confortáveis e seguros, e finalmente podemos ficar de boca aberta com a beleza do bairro e das igrejas.
Mas é mesmo uma pena que políticos movidos por um ideologia barata abandonem a grande atração turística de Salvador e patrimônio histórico e cultural tão significativo para o Brasil

Eunice
EunicePermalinkResponder

Walter: será que entendi correto? Para se falar do abandono do Pelourinho é preciso antes falar dos governos do PSDB? Chega a me dar medo. A imprensa é livre ou não? Seria o caso de também censurar o artigo de Caetano? Ele também não se refere ao lixo nos Jardins. Sim, lixo e responsabilidade de governo municipal, mas segurança é responsabilidade de governo estadual, e segurança é o maior problema do Pelourinho, não o único, mas o maior. E defesa da democracia, responsabilidade de todos nós.

Eunice
EunicePermalinkResponder

André Lot: não ia tocar em outro ponto de seu texto, porque acho todas as opiniões válidas,mas amanheci com vontade exercitar a democracia e falar do meu ponto de vista, que é outro, diferente. "A orla de Salvador perde feio para a de outras capitais do Nordeste". Conheço todo o Nordeste, que tem praias lindas em todas a sua extensão; Salvador, inclusive. Encontrar uma praia do Porto não é comum, não. Encontrar uma praia como Stella a Praia do Flamengo, tb não é comum. Mas posso concordar com a afirmação que seja mal-cuidada. A mais mal-cuidada. Vc se lembrou de Porto de Galinha, Pipa e não se lembrou de Praia do Forte, achei curioso.

Andre Lot
Andre LotPermalinkResponder

Eunice, peço desculpas, não tive nenhuma intenção de agredir os moradores da cidade. Estava tentando pensar, apenas, com a cabeça do viajante brasileiro típico, de classe média, que pega avião de outras regiões e estados para ir a praias no Nordeste.

As praias urbanas de Salvador (me corrija se estiver errado) tem sérias restrições de balneabilidade (se os locais ignoram, já é uma outra discussão). A última vez em que fui a Salvador, em 2008, havia recomentação OFICIAL de não entrar na água em nenhuma praia voltada pra Baía até próximo à Stella Maris.

Mais uma vez, nada tenho contra a cidade de Salvador em si, mas eu sou incapaz de aceitar coisas como recomendaçõa de ir turistar sem câmera ou "só em grupo" como normais. E isso eu aplico para Pelourinho, para as dunas de Búzios, para flanelinhas extorsivos no Cosme Velho (Rio), e por aí vai.

Eu já fui passear em garimpo no meio de Rondônia, e já fiz turismo geológico perto de Macapá, com as cautelas necessárias. Se quero conhecer um local histórico, a última coisa de que preciso é ter de começar com medo de ter o carro riscado/roubado e terminar extorquido por adolescentes ameaçadores que te cercam para vender algo (um quase-assalto, eu diria, se você está sozinho em local menos movimentado).

Eunice
EunicePermalinkResponder

André Lot, sua informação sobre o saneamento urbano de Salvador está completamente equivocada. Salvador é a grande cidade brasileira com a maior cobertura de esgotamento sanitário ( 80% da população ), e está em obras para ter cobertura breve de 100%. NUNCA houve restrição oficial de balneabildade das praias do entorno da baía até Stella. Salvador talvez seja a cidade brasileira com a maior faixa litorânea, e desse imensa faixa de praia só duas praias- Canta Galo - na cidade baixa e Boca do Rio na costa Atlântica, têm problemas de balneabilidade.É a cidade brasileira com as prias mais limpas. Diarariamente o IMA ( Instituto de Meio Ambiente ) publica a lista de balneabilidade de nossas praias. NUNCA, mas nunca mesmo, aconteceu a situação que você relata. Por favor, cheque no site do IMA.
Em relaçao à segurança, concordo com você. É anormal ter medo de andar em nossas cidades. Não devemos aceitar isso.

Eunice
EunicePermalinkResponder

André, o que talvez vc tenha lido seja a advertencia padrão de não ir à praia nos períodos de chuva, por causa do arraste do lixo urbano nas galerias pluviais, mas essa advertencia é a mesma para qualquer praia urbana ( não frequentar em período de chuva ) de qualquer lugar do mundo.

Eunice
EunicePermalinkResponder

André Lot: um bom exemplo de continuidade administrativa que faz bem à cidade é a questão do esgotamento sanitário de Salvador. Os governos carlistas, através do programa Baía Azul levaram, em 10 anos, o serviço de esgotamento sanitário da cidade de 26% da população, para 80%. O governo atual, através do PAC, e investimento de 2 bilhões, está levando saneamento para 100% da população de Salvaodr e area e metropolitana. O impacto do esgotamento sanitário na saúde da população de Salvador tem vários trabalhos publicados no Lancet. Se tiver interesse, procure pelos trabalhos do prof. Mauricio Barreto Lima, do Instituto de Saúde Preventiva,publicados no Lancet.

Leandro
LeandroPermalinkResponder

Que eu me lembre (já faz algum tempo que estive lá) um dos maiores problemas com balneabilidade tive em Fortaleza, achei um absurdo ter que pegar praia no Futuro (ventoso e aberto demais, mar turvo, tirando a água morna não ganha nem das praias mais graça que existem sul/sudeste) pois as praias urbanas bem mais aconchegantes estavam com água imprópria, não sei se continua assim. Salvador não conheço, claro que é lamentável abandonar o Pelourinho deste jeito, embora o maior problema neste caso seja social mesmo.

Marcelo Jesus
Marcelo JesusPermalinkResponder

Estive em Salvador em abril passado e perguntando sobre o pelourinho fui informado para que não fosse com relógio, aliança, carteira, jóias, máquina fotográfica, celular, etc, etc, etc... chegando ao local perguntei em uma lanchonete em que fui comprar água sobre um determinado restaurante e me foi dito para não andar nas ruas laterais, detalhe, era meio-dia e meia!!! Um rapaz me abordou e literalmente tentou colocar uma fitinha do senhor do bonfim na minha mão à força, tive que praticamente sair correndo. Depois um outro rapaz me abordou para perguntar se eu precisava de alguma indicação de restaurante ou coisa parecida, como eu parei, olhei diretamente para ele e disse que "não, obrigado" ele me pediu uma "ajuda" em dinheiro, em tom bastante ameaçador. Resumindo, é um local complicado, vc acaba ficando tenso a maior parte do tempo. Uma pena, porque é um local único no país. Concordo que não dá para pensarmos que isso é "normal", que é só tomar cuidado...

anonimo
anonimoPermalinkResponder

o pelourinho ainda ta faltando muita coisa.
a riqueza ta acabando

Eunice
EunicePermalinkResponder

Finalmente uma boa notícia. Hoje, o Palácio do Rio Branco será reinaugurado ( aquele da Praça Municipal ) após uma reforma. E o presidente vem anunciar um PAC para revitalizar o Centro Histórico- parece que as críticas gerais surtiram algum efeito. Tomara que saia do papel e aconteça.

Eunice
EunicePermalinkResponder

Riq, estão derrubando hoje as barracas da praia do Flamengo. A barraca do Lôro já está no chão.

Ricardo Freire

Uia! Obrigado pela info.

Eunice
EunicePermalinkResponder

Riq, fui hoje à praia,em Stella, pela primeira vez depois da derrubada das barracas. O entulho da demolição continua lá ( dizem que o prazo para retirada é de 90 dias ). Os antigos barraqueiros estão trazendo ,em camionetes, mesas, cadeiras, guarda-sol e isopor com bebidas e comidas. Estacionam os carros à beira-mar, e os garçons trazem. Chegamos bem cedo na praia, não havia ninguém , aos poucos foram chegando barraqueiros, baianas de acarajé, vendedores ambulantes de picolé, queijo coalho, etc.

Fernanda
FernandaPermalinkResponder

Riq e Eunice,
Sou carioca e AMOOO Salvador, seu astral,suas praias, incluindo todos os pontos para turistas (afinal sou uma), gringos ou não, descolados e afins. Já fui várias vezes a Salvador, a última em 2008, e sempre ao Pelourinho. Da última vez, resolvi conferir o ensaio do Olodum. Passei por maus bocados para estacionar o carro pela quantidade de garotos correndo querendo arranjar vaga e depois nos acompanhando pedindo esmola. Enquanto não entramos no show dava muito medo.Jurei nunca mais voltar lá a noite. Isso não combina com Salvador. Fomos tbem a barraca do Loro no Flamengo. Desculpe, mas pergunto: é bom ou ruim terem demolido as barracas da praia? Diante de todos estes fatos já conhecidos por todos, quais são as dicas para lazer a noite que não sejam os restaurantes caros. Vou a Salvador a trabalho em Novembro próximo. Outra pergunta: almoçar no Forte de São Marcelo saindo de ferry boat do Mercado Modelo é uma boa?
Obrigada

andrea
andreaPermalinkResponder

Olá,
Pessoal

Aproveitando a carona com a Fernanda , vou para Salvador em Novembro , mas só tenho 03 dias . Quais as sugestões para uma turista de 1ª viagem em Salvador . Aceito dicas de restaurantes , bares etc.
Obrigada,
Andréa

Eunice
EunicePermalinkResponder

Fernanda. O restaurante do Forte de São Marcelo fechou. O acesso não era através do ferry.Não sei de seus interesses, idade, etc, para sugerir restaurantes, mas posso sugerir um bairro para curtir a noite: Rio Vermelho. Lá você pode encontrar opções para todos os gostos e bolsos.
Andrea: sugiro que você siga as dicas de Riq, neste site, são perfeitas.

Adri Lima
Adri LimaPermalinkResponder

Fernanda e Andréa, além do básico Pelourinho-Mercado Modelo e tais, sugiro incluir no roteiro o Museu Rodin, na Graça, o Museu Costa Pinto, na Vitória, e o Solar do Unhão, onde fica o Museu de Arte Moderna. São excelentes passeios, com boas opções gastronômicas próximas!

Se o dia estiver bonito, vale um por-do-sol em um dos restaurantes da Bahia Marina. Gosto muito de ver o por-do-sol n Acqua Café!

Boa viagem!

Fernanda
FernandaPermalinkResponder

Andrea, só sou soteropolitana de coração, mas como já fui várias vezes a Salvador, vou me atrever a dar umas dicas:
O Bar da Ponta, que pertence ao restaurante Trapiche da Adelaide, quase em frente ao Elevador Lacerda, é delicioso, tem uma vista deliciosa (é em cima da água), delicioso pra ir ao cair da tarde e não é tão caro como o Trapiche.
O Restaurante Yemanjá,em Itapoã, ainda que faça parte de todos os roteiros turísticos,sempre vale a pena.
O Lambreta Grill, no Rio Vermelho é maravilhoso, vc compõe os frutos do mar que quer e da maneira que quiser, é muito bom.
Eu ia indicar a barraca do Lôro em Stella Maris, mas não é pertinho, e também a Eunice contou que ela foi demolida. como vc só vai ficar 3 dias.
O show do Olodum das terças feiras no Pelourinho (eu acho) que deva ser visto pelo menos uma vez, mas não mais...
Da última vez almocei no restaurante O sorriso da Dadá no Pelourinho e foi uma furada, uma moqueca que não tinha nada de mais, e o serviço péssimo.
O botequim Santo Antonio, na Pituba (Itapoã) também é muito legal, animado, tem telões, gente jovem e ótima comida de boteco.
Espero que aproveite alguma dica, desta vez pretendo ir ao Terreiro/Museu da falecida Mãe Menininha do Gantois, que me informaram fica no bairro Alto do Gantois e também tomar sorvete na Ribeira. Alguém já foi lá?
Ótimas viagens pra todos nós!

Adri Lima
Adri LimaPermalinkResponder

Fernanda, agora não há mais o Bar da Ponta, e sim o Jóia, um japonês super transado. Também vale a visita, a vista continua lá e o cardápio é outro, mas também é muito bom.

O Trapiche Adelaide acabou, agora é a Just1 - programaço pra quem curte baladas! É um clube noturno dos mais badalados da cidade, e a proposta é que funcione apenas por 1 ano - daí o nome Just1. É o maior sucesso.

Fernanda
FernandaPermalinkResponder

Eunice e Adriana,
Obrigada pelas dicas,quando fiz meu post, ainda não tinha visto o de vcs.Não sabia que o resturante do Forte S Marcelo tinha fechado. Adorei a dica do museu Rodin, que eu não sabia que tinha em Salvador. O Solar de Unhão já fui e é muito legal, assisti inclusive ao show.Vou a algum restaurante da Bahia Marina. Gostaria de ir a alguma manifestação culural e sincretismo religioso:ensaio do Ilê ayê, lavagem da escadaria,vcs sabem de algum que aconteça regularmente?
E praia, me falaram que o Porto da Barra é o melhor ponto.
Eunice, vc não respondeu se foi bom ou ruim terem demolido a barraca do Lôro, até shiatsu tinha,rsrs
Obrigadíssima

Adri Lima
Adri LimaPermalinkResponder

Fernanda, estou aproveitando seus comentários para atualizar várias informações sobre a cidade!

O Solar do Unhão não tem mais o restaurante de comidas típicas. Agora é o Solar Café (já tem uns meses que fui), delicioso e super alto astral.

Eu, particularmente, nunca gostei do restaurante típico de lá, então achei que foi um super ganho...

Sobre a programação cultural, ainda tá cedo pra saber quais os ensaios que estarão rolando em novembro. Gosto muito dos ensaios de verão de Jau. Na época, acesse www.guiadoocio.com, é uma ótima fonte de informação cultural da cidade!

Eunice
EunicePermalinkResponder

Fernanda, pelo andar da carrugem pensei que você fosse dizer que o Gantois ficava na Graça...eek)

Eunice
EunicePermalinkResponder

"Carruagem"

Fernanda
FernandaPermalinkResponder

Tá bem, Eunice, pode rir por que eu falei que se ia ao Forte de São Marcelo de Ferry Boat e que o Terreiro de Mãe Menininha era no Gantois, e não na Federação, mas eu disse que meu coração era soteropolitano, e eu tô aqui pedindo ajuda, pôxa. Adriana já me disse que tem museu do Rodin e eu irei, mas vc não respondeu as minhas indagações...
Mais uma vez, meninas, obrigadíssima
Adriana, visitei seu blog e viajei , ou seja, passeei!

Bia Venturi Bonelli

Estive em Salvador semana passada, segui as dicas do Riq e outros e ameiiiii.
Qto ao pelourinho, apesar deste post sobre insegurança e outros avisos tenho que dizer q fiquei impressionada justo com o contrário. Fui durante o dia, mas a cada esquina havia um policial. Inclusive tirei várias fotos disso para depois escrever o post no meu blog.
Os policiais eram super solícitos para prestar informações e afastavam pedintes a todo momento. Não tive muito tempo, mas o que eu conheci e indico:
Lugares:
Pelourinho
Elevador lacerda
Igreja do Bonfim
Bahia Marina
Mercado Modelo
Amostra do Rodin - Graça

restaurantes:
Maria Mata Moura (Pelourinho)
Sesc (Pelourinho)
Soho (japonês no bahia Marina)
Lafayette (comida internacional no Bahia Marina)
Yemanjá
Ki mukeka (achei melhor que o Yemanjá, e mais barato)
Boi Preto (Churrascaria bom padrão - me perdoem, mas eu estava com gringos...rs)

Bjos

Tadeu Cunha
Tadeu CunhaPermalinkResponder

Oi, Ricardo, venho novamente pedir sua ajuda.
Eu, minha esposa e meu filho (nove meses) queremos ir a Salvador no final de outubro deste ano e gostaríamos de uma dica sua para escolher o hotel.
Na última viagem que fizemos nós ficamos no Kenoa, por sua dica, e adoramos.
Pensamos, então, no Zank, mas descobrimos que lá não aceitam criança. Gostamos de hoteis como o Kenoa, com tratamento exclusivo, mas como o Zank não nos aceitou, pedimos a você alguma dica que o substitua.
Procurando pela internet achamos o Pestana no Convento do Carmo, mas não sabemos se é uma boa opção, o que você acha? Ou algum outro que você pudesse indicar?
Agradecemos desde já pela atenção dispensada.

Ricardo Freire

O Pestana Convento do Carmo é sensacional, só não está na praia. Dê uma olhadinha do Pestana Lodge, que é o anexo do Pestana do Rio Vermelho.

Adri Lima
Adri LimaPermalinkResponder

Tadeu, outra opção é o Catarina Paraguaçu, fica no Rio Vermelho. Ele é bem exclusivo, praticamente uma pousada de charme, mas não sei se aceita crianças.

Eunice
EunicePermalinkResponder

Fernanda. O que eu quis dizer é que seu texto me parece uma "zoação", já que você lista várias informações falsas, ao lado de outras verdadeiras. Só para exemplificar:a) Bar da Ponta e Trapiche Adelaide estão fechados há um bom tempo. b)O Restaurante Yemanjá fica na Boca do Rio e não em Itapuã. c)Botequin Santo Antônio em Itapuã??.

Eunice
EunicePermalinkResponder

Tadeu. A sugestão de Riq é a melhor, o Pestana Lodge. Mas no Pelourinho há bons hoteis de charme, além da Pousada do Carmo, com atendimento personalizado, a exemplo do Villa Bahia e o Aram Yami.

Tadeu Cunha
Tadeu CunhaPermalinkResponder

Agradeço pelas dicas do Ricardo e da Eunice. Vou pesquisar os hoteis indicados para depois escolher. Obrigado!!

Fernanda
FernandaPermalinkResponder

Eunice,
O Bar da ponta fechou!!! Gente, desculpe as informações desencontradas, mas confiar na memória dá nisso. Se eu entro num taxi e dou todas essas direções erradas, o motorista vai ficar maluquinho e não chego a lugar nenhum. Foi mal Eunice, preciso mesmo voltar para atualizar meu "Salvadômetro"rsrs, Obrigada pelas dicas!

Tadeu Cunha
Tadeu CunhaPermalinkResponder

E também agradeço à dica de Adri Lima, que não havia visto antes.
Tadeu.

Eunice
EunicePermalinkResponder

Atualização sobre a novela das barracas de praia, hoje no blog Bahia Notícias: "Após reunião entre representantes da Prefeitura de Salvador, do Ministério Público Federal (MPF), da Advocacia Geral da União (AGU), do Iphan e do Ibama, e da prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, encontrou-se, enfim, uma solução provisória para os barraqueiros da orla de Salvador, que tiveram seus estabelecimentos demolidos. Os órgão envolvidos concordaram em liberar a instalação de toldos provisórios na área das praias, que serão instalados no início da manhã e retirados ao fim da tarde. Cada um dos barraqueiros contemplados pelo acordo, firmado em forma de termo de ajustamento de conduta (TAC), terá direito a três mesas, 12 cadeiras, seis sombreiros e duas caixas térmicas, além de uma mesa de PVC para uso próprio. A proposta, entretanto, ainda terá de ser homologada pelas câmaras federais e, posteriormente, pela Justiça Federal. Os barraqueiros, que não tiveram representantes na reunião, ainda reclamavam que a instalação diária da estrutura provisória trará “altos custos."

Fábio G.
Fábio G.PermalinkResponder

Já estive duas vezes em Salvador. Na primeira vez a experiência Pelourinho foi péssima, não sofri assalto, mas me senti inseguro o tempo todo. Na segunda vez me empolguei e já sabendo das manhas subi pra lá de dia e a noite e tive uma experiência mais do que ótima.
Agora, vou voltar pra terrinha na próxima semana, o foco da viagem é Morro de São Paulo, mas por conta do meu voo de retorno ser às 13:00, vou retornar para Salvador no domingo a tarde e aproveitar a night da capital. Como nunca "pousei" no Pelo, apenas na Barra, estava cogitando em ficar em dormir por lá.
Mas confesso que após ler os relatos desses post fiquei com medo.
sad

zuzu
zuzuPermalinkResponder

Trips(pro perguntódromo)
Vou prá Salvador neste feriado, ficar no Convento do Carmo(uhu!!!influencida por posts novos e antigos do mestre)e gostaria de dicas de restaurantes pelo Pelo e pela cidade mesmo. Já sei que o Pelo está meio derrubado(uma pena) , mas como estarei por lá , gostaria de explorar um pouco a regiao.
Outra coisa: vcs acham que é seguro andar a pé por lá, de dia?De noite nao arriscaria!
Obrigada!

Andre L.
Andre L.PermalinkResponder

Difícil determinar "segurança" em termos objetivos. Pense em um lugar tenso, onde vc tem que se preocupar mais em nào ser assediada por vendedores agressivos ou ter uma bolsa surrupiada do que em curtir a paisagem. Enfim, um lugar no qual você passaria, mas ficando o menor tempo possível devido aos riscos.

Mas isso é muito pesssoal. Eu não consigo me sentir bem, confortável ou relaxado em um lugar como o Pelourinho em Salvador, ou no centro do Rio de Janeiro ou São Paulo etc. Tem gente que consegue de desligar e aproveitar... é pessoal.

Ricardo Freire

Zuzu, ali pelo Carmo tem: o próprio restaurante do hotel, que é ótimo, mais o Al Carmo, um italiano que fica mais ou menos em frente, um café charmoso, o Cafelier, e um boteco sujinho clássico, a Cruz do Pascoal.

Do outro lado do Pelô tem o Maria Mata Mouro e o restaurante do hotel Villa Carmo, que dizem ser lindo também.

Tomando as precauções de praxe (sem jóias, câmeras poderosas, essas coisas) o perigo é o mesmo de qualquer lugar turístico no Brasil. O assédio é que ficou mais chato do que antes.

Na Avenida do Contorno ficam os restaurantes mais badalados de Salvador, o Amado (o mais tchans da cidade) e o Soho (japa do soçaite). O Soho está na Bahia Marina, onde há outros restaurantes e o bar Acqua, ótimo para o pôr do sol.

Ainda na região central, um italiano de massas caseiras genial é o Dionísio. Vá e volte de táxi.

Carmem
CarmemPermalinkResponder

Então, acho que esse "boteco sujinho clássico" que o Riq citou é o "Pátio do Carmo". Comi lá um dos melhores arrumadinhos da minha vida. Dá uma olhada nessa foto: http://picasaweb.google.com/psiulandia/Bahia2010?feat=directlink#5438238087216701026
As mesas ficam no meio da rua. O serviço é meio caótico. A "faiança" é Duralex. Mas vale a pena!
Foi indicação de um amigo baiano.

Ricardo Freire

Esse é outro, mas também parece ótimo smile Aquele se chama Cruz do Pascoal mesmo...

Eunice
EunicePermalinkResponder

Zuzu, caminhar do Convento do Carmo ao Forte de Santo Antônio além do Carmo é seguro. No caminho há vários bares com vista mar, em hoteis ou não, tipo Vila Bahia, Ulisses. O restaurante Al Carmo é um deles, que recomendo. Caminhar do Convento do Carmo à Praça da Sé, exige cuidado, mas pode ser feito sem risco. De dia, acompanhada, sem jóias, é tranquilo. O que mais lhe incomodará será o assédio dos vendedores ambulantes. Seja firme, diga logo que não quer. Após as críticas nacionais o policiamento do Pelô melhorou muito. Vc encontrarã duplas de guardas em todo a extensão. Um restaurante que gosto muito no Pelô é o Maria Mata Mouro ( fica próximo à Igreja de São Francisco ). Restaurantes na cidade que eu indico, 1)Amado - Na Contorno ( ir de táxi ); 2) Soho- comida japonesa no Bahia Marina ou no Paseo Itaigara; 3)Chez Bernard- na Gamboa; 4) Oui - na Bahia Marina; 5) Mistura - em Itapuã; 6) Casa Lisboa, em Ondina; 7) Alfredo di Roma, em Ondina; 8) Dionisio - no Largo da Palma - está quase fechando, parece; 9) Lugar muito, mas muito simples, mas com ótima comida- Paraíso Tropical, do Beto Pimentel, no Cabula; 10) Baby Beef da Av. ACM; 11) Barbacoa. Tenho mais sugestões de restaurantes se vc precisar ou se preferir um tipo especifico de cozinha. Vá tranquila.

Eunice
EunicePermalinkResponder

Ah, e o restaurante do Iate Clube, na Barra, que é aberto ao publico em geral.

zuzu
zuzuPermalinkResponder

André, Riq, Eunice, obrigada 1000 vezes! Vou ser precavida e comer bem, rsrsrs.

Adri Lima
Adri LimaPermalinkResponder

Zuzu, difícil acrescentar algo novo na lista que você já tem aí em cima.

No Pelô, para comida típica, procure o Restaurante-Escola do SENAC, no largo do Pelourinho - é um buffet que inclui sobremesas, em um antigo casarão.

Na cidade, além de todos os já recomendados acima, gosto muito do Bistrô Taboada, um francês no Rio Vermelho. Acarajés, tem o da Dinha, no Largo de Santana, e o da Cira - com sede em Itapuã e filial no Rio Vermelho, que acho bem mais bacana.

Restaurantes excelentes em Salvador com vista estupenda: Soho, Amado, Chez Bernard, Acqua. O Solar do Unhão estava com uma creperia no local do antigo restaurante, preciso ir lá conferir se continua legal!

O Museu Rodin também tem um restaurante bem bom.

Sobre a segurança no Pelourinho - caso se sinta ameaçada ou ache que o caminho está meio inseguro, procure o policial mais próximo e solicite que a acompanhe. Já fiz isso quando estive no Pelô com um grupo, e eles são bem atenciosos no trato com o turista.

De resto, assino embaixo de tudo o que já foi dito!

zuzu
zuzuPermalinkResponder

Obrigada, nao tenho como agradecer tanta atençao!
Voces sao incríveis.

zuzu
zuzuPermalinkResponder

Atualizações en directo:acabei de chegar do amado, muito bom!!!
O Hotel Convento do Carmo é uma jóia, realmente esse povo do Trip Advisor é louco, tinham agumas reviews negativas, mas confiei no bom gosto do Riq, e claro que acertei.
Hoje vou ao Cruz do Pascoal, e depois quem sabe a praçca Teresa Batista,alguem sabe se é legal(interrog/teclado louco).
Depois conto...
Riq
Mal acompanhei vc no desafio, estava entre voos, conexões, estradas, etc, mas torci muito. Valeu, de verdade achei que vc no último minuto desistiria, vou ler tudo com calma hj e tentar ver os v´deos!!!!
Ah, achei o Pelourinho tranquilo no pouco que andei, um monte de policiais e super solícitos. Um cenário mais light do que o esperado...tomara que minha boa impressao esteja correta!

Ricardo Freire

Praça Teresa Batista é um lugar de shows no Pelourinho propriamente dito. Acho que vale ir, sim.

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