Bugues na areia em Alagoas: até quando vão tolerar este absurdo?

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Capa da Folha de S. Paulo

É um contra-senso. Enquanto no Brasil inteiro o Ministério Público e os estados disciplinam a ocupação de praias e acesso a piscinas naturais, em Alagoas se vê um retrocesso.

Praias do norte alagoano que nunca fizeram parte do circuito de bugueiros, como as da Rota Ecológica, estão sendo invadidas por bugues guiados e quadriciclos de aluguel.

Em trechos de São Miguel dos Milagres, onde uma lei municipal proíbe o trânsito de veículos na areia, os bugues e quadriciclos atravessam trechos ocupados por banhistas, normalmente vindos das redondezas, passando rente a crianças brincando na areia e peladeiros aproveitando a maré baixa.

Bugue na Praia do Riacho

Para piorar, ontem a Folha de S. Paulo coloca na CAPA esta foto pornográfica de um bugue em Barreiras do Boqueirão, em Japaratinga. Estimulando um sem-número de turistas a querer fazer este passeio quando estiverem em Maragogi.

Bugue na Praia do Riacho

Poucas coisas são tão trágicas quanto praias preservadas entregues a veículos. Cearenses e potiguares sabem o que é perder suas praias para os carros. Na Bahia, que sabe lidar melhor com o turismo do que qualquer outro estado do Nordeste, o trânsito de carros na praia é coibido há séculos. Em Porto de Galinhas também foi regularizado; os bugues passam apenas por um pequeno trecho a caminho de Maracaípe.

E justo num trecho batizado e marketeado como Rota "Ecológica" as coisas começam a dar para trás.

O mais triste é que esse litoral norte alagoano é perfeito para outro tipo de viagem panorâmica: de jangada. A barreira de recifes torna o mar tranqüilíssimo até na maré alta. A paisagem vista do mar é muito mais bonita do que da areia. E este é um dos poucos trechos do litoral brasileiro em que o passeio pelo mar pode ser feito. Todos ganhariam: as praias, os turistas, a mão de obra local.

Jangada na Praia do Toque

E enquanto a polícia e as autoridades deixam bugues e quadriciclos destruir as praias do norte de Alagoas, os motoristas de carros que trafegam legalmente pelas rodovias são insistentemente parados para averiguações e blitzes.

Alagoas precisa escolher: ou preserva as praias que ainda mantêm aparência selvagem, ou transforma todo o seu litoral numa imensa Praia do Francês.

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39 comentários

Rodrigo Basso
Rodrigo BassoPermalinkResponder

Texto perfeito. Apoiado !!!

André Koloszwa

Apoiado, Ricardo. Que esse texto chegue nos ouvidos das autoridades...

Nelma
NelmaPermalinkResponder

Eu me senti incomodada ao fazer passeio de bugue em Natal.
Nos pedaços que o bugue vai pela praia, fiquei pensando nas pessoas que estão com crianças, ou achando que vão estar só curtindo a natureza, e surgem aqueles bugues correndo... Além de anti natureza é perigoso para quem está na areia. É caso de se pensar...

Andre L.
Andre L.PermalinkResponder

As praias ficam em um limbro jurídico porque são áreas inalienáveis da União. Eu não acho legal o trânsito excessivo de bugues e quadriciclos na faixa de areia, embora pense que algum tráfego, organizado em algumas praias/dunas em áreas balizadas, possa ser tolerado se controlado - mais ou menos como o uso de jet skis em lagos.

Todavia, eu não gostei nem um pouco da reclamação implítica conta "bliztes e averiguações" de motoristas. Ora, nada melhor do que coibir os apressadinhos, aqueles que tomam álcool e vão ao volante, e os que acham que as férias se estendem às leis de trânsito, guiando de chinelos, sem cinto de segurança ("mas só vou até à pousada ali e não quero sujar o cinto"), com mais gente que o permitido no carro ("mas é só um passeio de doming") e por aí vai. Como um motorista relativamente rodado, depois de caminhões loucos os motoristas praieiros que extendem o conceito de "férias" ao trânsito são o maior incômodo/perigo de áreas litorâneas. E, quanto à esses, a solução é mesmo fiscalizar e, quando ignorando as leis, multá-los. Quem faz tudo certo, dirige com calçado apropriado, não coloca um sobrinho extra no banco traseiro e nem leva criança no colo ao invés da cadeirinha, e respeita os limites de velocidade nào tem nada a temer.

Ricardo Freire

André, como você não mora faz tempo no Brasil, vou deixar barato que você não sabe que aos postos da polícia rodoviária servem apenas como fonte de achaques e propinas.

O controle das estradas brasileiras, como é feito, é resquício da época da ditadura. A cada 20 ou 30 km temos que reduzir a velocidade ao passar em frente a um posto policial. Em países civilizados isso não seria aceito pelos cidadãos.

Me queixo do fato de a polícia ter efetivo para constranger os motoristas que andam por estradas onde legalmente podem trafegar mas não destacam nenhum efetivo para coibir o acesso às areias.

Simone Lobo
Simone LoboPermalinkResponder

Riq, é exatamente isso o que eles fazem: constrangem o motorista. Ano passado estive por lá com meu baby e fomos parados umas quatro vezes em um trecho de menos de 40 km. Só nos deixaram ir adiante porque viram o bebê no banco de trás. Isso é realmente um absurdo! Eles procuram pelo em ovo, hora porque o carro é de locadora, ora porque você é de outro estado, enfim, querem mesmo é uma propininha...

Beto
BetoPermalinkResponder

E a Folha de S. Paulo perdeu o rabo. Folha de S. Paulo, um jornal cotó.

Walter F Leite

A Folha de São Paulo foi realmente pervérsa demais. Jornalistas que não conhecem as reais necessidades das praias do Nordeste ou estão em situação de risco por falta de boas notícias. Estive recentemente no litoral de Alagoas (Praia do Peba) é uma lástima, é um caso de polícia o que os brugueiros, camionetas e automóveis particulares estão fazendo com a vingidades daquelas praias.

zuzu
zuzuPermalinkResponder

Apoiado. Uma pena.Espero que a situação volte a regularidade.

Deise de Oliveira

É um absurdo mesmo. É uma pena que o Brasil ainda não tenha se encontrado no caminho das viagens ecológicas e tampouco tenha prestado mais atenção à estrutura do turismo aqui. Um país pequenino como a Costa Rica tem mais turistas do que nós? Por que será? Com certeza não é porque a Costa Rica é mais bonita. Simplesmente eles encontraram o seu nicho no roteiro de ecoturismo e oferecem infraestrutura!

Dionísio
DionísioPermalinkResponder

Realmente, bugue na praia é lamentável.

Mas o que dizer do estacionamento de carros na praia do Cassino, sul do RS? Há décadas os veículos literalmente estacionam na areia, rente ao mar. E são centenas deles no verão!

Vejam a foto: http://farm3.static.flickr.com/2803/4229339048_748f0d98f7.jpg

Eunice
EunicePermalinkResponder

Riq, parabéns pela matéria. Alguém precisa tomar uma providência contra esse festival de horror. Não conto as vezes que entrei em contato com o Ibama e o projeto Tamar sobre os quadriciclos em Itacimirim e Guarajuba, sem nenhuma resposta. Algum advogado de plantão sabe de quem é a responsabilidade pela fiscalização de veículos nas praias?

Viajante Oficial

Carros na praia é comum no nordeste. Na última vez que estive em Jericoacora deu pra perceber que os bugues e quadriciclos tomaram o espaço dos banhistas inclusive causando acidentes. O turista que aluga os referidos veiculos corre sérios riscos de não voltar pra casa. Os acidentes acontecem diariamente nas praias do RN, Ce de demais estados.

Eunice
EunicePermalinkResponder

Riq, vc se lembra da foto da presidente Dilma passeando de bugue na areia da praia em Itacaré, logo após a eleição? Onde está o Ministério do Meio Ambiente? Fiquei arrasada.

Ricardo Freire

Essa me contaram, Eunice. Eu felizmente não vi (nem procurei na internet). Fiquei doente só de saber.

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Riq, e como faz no Ceará , pro leste e oeste , a areia da praia é ( ou era)uma estrada tão movimentada quanto o asfalto.

Ricardo Freire

No Pará, no Maranhão, no Ceará e no Rio Grande do Norte a coisa é cultural. Infelizmente. A praia não é só dos bugueiros, é dos jipeiros, dos Land Rovers. No Piauí estão tentando coibir. Em Canoa Quebrada há lugares em que os carros não podem trafegar. Na maioria dos lugares do Ceará e em boa parte do Rio Grande do Norte, banhista é cidadão de segunda classe.

Gilberto Giba
Gilberto GibaPermalinkResponder

E nem dá para contar muito com o Ministério Público nem como o Judiciário daqui de Alagoas. Os dois, além de serem bem submissos ao Governo do Estado, ainda têm uma mentalidade bem acomodada, tipo "deixe para lá, todo mundo faz, sempre foi assim".

Gente, sem querer descambar para questões políticas, mas Alagoas é o Estado de Collor, de Renan Calheiros. Não dá para esperar muita coisa diferente disso, não.

Tati
TatiPermalinkResponder

Infellizmente Gilberto tá certo...Alagoas é terra sem lei em tudo. É incrível como lá TODAs as leis são distorcidas pelas oligarquias.

Claudio Motta
Claudio MottaPermalinkResponder

Lamentável o que fazem com nossas praias! Já tive que correr para evitar que um quadriciclo atropelasse minha filha em Alagoas mesmo. Torço para que algum dia possamos vivenciar a verdadeira mudança...

Flavia HC
Flavia HCPermalinkResponder

Ja passei muito stress na praia devido a circulaçao de veiculos motorizados na areia, tanto no ceara como em praias lindas e relativamente desertas do sul de santa catarina (regiao da lagoa de ibiraquera ate laguna). Tambem tive q sair correndo varias vezes para tirar meu filho pequeno da rota destes veiculos. No ceara rola ate uma "fiscalizaçao tabajara": se for bugueiro a policia nao para, se for um sujeito comum com seu proprio carro a policia pega.
Bom, ne?

Alice
AlicePermalinkResponder

Muito triste. Tem um componente cultural mesmo. Para se ter uma ideia, no Rio de Janeiro, há motos que circulam na ciclovia da Praia do Recreio. Além da questão ecológica, tolera-se o completo descaso com a integridade física das pessoas.

Marcelo
MarceloPermalinkResponder

Que tristeza, andar aboletado nessas geringonças em praias como as da Rota é um crime. Quando estive na praia do Laje via motocicletas todo santo dia. E marcas de pneus de bugues na areia. Curioso que não vi os ditos bugues, acho que passavam antes das minhas caminhadas. Fico passado com uma notícia dessas, pois amo praias semidesertas e já tinha elegido a Rota como um desses paraísos.
Quando, mas quando essa gente vai aprender a fazer turismo de uma forma civilizada? Que droga...

Mariana "de Toledo" _ @merel

Lamentável. Espero que vejam que tem gente de olho e revejam essa idéia de doido...

Ernesto, o pato

Parabens pela matéria!

Tambem acho que carros na areia e rota ecologica não combinam.

Sugestão: peça para seus amigos pousadeiros locais representarem o Minstério publico, para que eles entrem com uma ação proibindo isto.

Isabel
IsabelPermalinkResponder

"Me caiu os butiá do bolso"...

Estão querendo estragar um dos últimos redutos de beleza, tranquilidade e preservação do litoral brasileiro... Tenho visto muitas revistas que se dizem "do ramo" fomentando esse absurdo... Que seja proibida e punida com rigor essa prática antes que seja tarde... Eita... Mais um exemplo do conhecido "jeitinho brasileiro" que age achando uma brecha, visando o próprio lucro, sem importar-se com mais nada... Esse "jeitinho" que engloba desde as ações individuais da sociedade, onde "tirar proveito" é prática comum e que alcança níveis inimagináveis nas ações dos "nossos" políticos, trata-se de um circulo vicioso de mediocridade... Claro que não podemos generalizar, mas quem pensa e age diferente paga o preço pelo senso comum, aliás como sempre...

Maximiliano
MaximilianoPermalinkResponder

São tantas as agressões contra o equilíbrio natural do ambiente, em regiões de todos os estados e municípios brasileiros, que me pego seguidamente pensando por que uma nação só consegue aprender, quando aprende, com tragédias ambientais como as causadas pelas chuvas em regiões onde a interferência humana passou dos limites ou onde apenas, em razão da fragilidade do ecosistema, houve uma intervenção mínima, mas que bastou para causar um estrago imenso. A maioria dos humanos não sabe ver um ambiente ecologicamente equilibrado sem, de alguma maneira, deixar nesse lugar a marca de sua passagem, "eu, idiota de tal, estive aqui, essa é a minha marca idiota". O ser humano apaixonado por carro, como todo o idiota apaixonado, não pensa nos estragos que a sua paixão pode causar, pois o prazer que sente é maior que tudo e que todos e não pode ter limites, como sentar a bunda em um bugue e ver tudo correndo (e todos correndo dos bugues)sem apreciar as gentes e particularidades das paisagens, que é a riqueza maior de qualquer viagem. Como entender que estes idiotas apaixonados, de todas as classes sociais, quando em férias, justifiquem um passeio de bugue pelas praias como uma oportunidade única de oferecerem aos olhos de seus filhos, essas maravilhas. Explico: o pior de tudo, é que em sua ignorância, inconscientemente, esses idiotas estão certos; A OPORTUNIDADE É ÚNICA, pois, em pouco tempo, as maravilhas que oportunizaram aos seus filhos, correndo de bugue, deixarão de existir, e os seus filhos não poderão mostra-las aos seus netos, porque o avô e a avó, pagaram para detonar o lugar com as rodas de bugues. Uhúúúúúúúúúú! vamos detonaaaaaaar! Esse é o grito de guerra dos idiotas em férias; e está dada a largada para a destruição geral.

Antonio
AntonioPermalinkResponder

Concordo plenamente com o Ernesto, o pato. Em algum lugar deste VnV, li que os pousadeiros fundaram uma Associação. Há que existir uma forte mobilização da parte deles para que façam valer a tal Lei Municipal que proíbe os bugres (as pragas) na areia.
Estive na Rota em 2009, 2010 e estou indo novamente na próxima semana. Penso que os investimentos e benefícios sociais que o Nilo, José Carlos e Alírio e os demais pousadeiros, levaram para a região são as credenciais adequadas para que possam exigir das autoridades a fiscalização eficiente da região. Os espaços unicos e especiais que eles nos oferecem (as pousadas) só fazem sentido se a região permanecer também unica e especial como eles tão bem souberam preservar até agora.

Janine Barros
Janine BarrosPermalinkResponder

Bravo, Rick! O governo alagoano nunca fez nada pelo turismo! Sempre pecando por omissão!

Janine Barros
Janine BarrosPermalinkResponder

Rick, já até mandei esse post para o Ministério Público Federal de Alagoas.

Nilson Sales
Nilson SalesPermalinkResponder

Complicado essa declaração, porém não ouvi falar em:

Mega construções em áreas de dunas de preservação ambiental;
Licenças sendo compradas por construtoras e indústrias inescrupulosas para construir até em falésias a beira mar;
Falta de saneamento básico público, poluindo os lençóis d'água;
Lixões a céu aberto sem tratamento nem controle dos órgãos publicos; e
Ainda falta de conhecimento sobre das normas e cuidados para a utilização dos buggys no estado do RN que é o pioneiro nesta atividade e que deveria servir de exemplo, pois emprega centenas de profissionais gerando divisas e muitos benefícios para o turismo sustentável que tanto se busca.
e ainda sobrou para os buggynhos....
Kenio Marques de Souza

Simone Lobo
Simone LoboPermalinkResponder

Apoiadíssimo Riq! Além da questão de preserevação das praias, há que se pensar na preservação de vidas, principalmente para quem vai à praia com crianças. Não desgrudamos os olhos nem por um segundo dos nossos pequenos, agora, com bugres e afins circulando nas areias, a situação foge bastante ao controle.
Tão bom caminhar, as praias são tão lindas! Espero que essa situação seja revertida pela beleza e segurança da Rota Ecológica.

Nilson Sales
Nilson SalesPermalinkResponder

Pois é , meu caro.
Admitamos que o Senhor advogado, tenha algo exclusivamente contra os buggys. Pois é uma característica das dunas móveis ,ou tecnicamente conhecidas por nômades, se deslocarem, quer seja por influência dos buggys ou dos ventos.
Quanto a compactação, não há fundamento, pois as dunas são constituidas de arenito friável (solto), sem um segundo componente, tipo argila (cimento). Então não tem como compactar.
As dunas preenchem as bacias sedimentares. No nosso caso A BACIA POTIGUAR, ou seja elas mudam de lugar e depois retornam para o lugar anterior, exceto se tiverem cobertas por vegetação (fixas), e nós não andamos sobre dunas com vegetação!!!

Nilson Sales
Nilson SalesPermalinkResponder

É possível o turismo sustentável, pra isso basta se estabelecer regras, o RN tem exemplo disso, educação, fiscalização, tudo isso depende do interesse do poder público. Não é proibindo o acesso de carros que se vai garantir a sustentabilidade do meio ambiente Tem muita coisa além disso. Ecochatos existem, e sua ignorância impede de ver os dois lados das coisas, de procurar informação. O meio ambiente está aí pra nos servir, e podemos usufruir dele com responsabilidade, pensando em, no futuro continuar usufruindo. Em tantos anos de história do buggy turismo do RN, se não me engano esse ano aconteceu a primeira morte, infelizmente. Mas quantos não morrem por ano por aí em tantas e tantas modalidades de turismo ecológico, ou de esportes?

Fernando
FernandoPermalinkResponder

Ler o texto do Nilson Sales me faz ter a certeza que paulatinamente os recursos naturais do litoral nordestino serão destruídos.Certamente, pensamentos tacanhos como este, comungandos pelas autoridades locais,são os responsáveis pelo surgimento de verdeiras aberrações como Maragogi,praia do Françês e Gunga,apenas para me restringir à Alagoas.A praga da máfia do buggy se espalhou e hoje é " endêmica" no nordeste,causando poluição atmosférica e principalmente sonora.Sinceramente,torço que as novas lideranças políticas mudem esse panorama, sob pena de, em breve,a rota ecológica ser mais uma lembrança do passado.

Pat Véras
Pat VérasPermalinkResponder

Parabéns pela matéria. Fiquei tristíssima ao ler por me lembrar daquele paraíso que é a praia do Toque, e outras ali perto com suas fazendas intermináveis de côco. Com Natal foi assim: a primeira vez que fui a Genipabu parecia que tinha decido no paraíso. Lugar de impressionante beleza, as cores das lagoas, indescritível. Quando votlei 10 anos depois, mal reconheci o local... Espero que isso não aconteça com aquele pedacinho do céu que é a Rota Ecológica. De verdade... fiquei passada...

Juliana
JulianaPermalinkResponder

Fiquei muito triste ao ler o texto. Na verdade já tinha ouvido que o litoral de Alagoas já está bem diferente (pra pior) do que anos atrás. Estou em Pernambuco e vou descer até Maceió de carro semana que vem. Espero que eu encontre um cantinho silencioso e limpo!! O lixo que as pessoas jogam no chão é outra coisa que tem me incomodado muito.

Fabiana
FabianaPermalinkResponder

Triste mesmo!

Lucio Monteiro

a proibição esconde uma violação de direito. Proibir acesso de veículos às praias é mesmo uma boa idéia? Garante desenvolvimento e proteção ambiental? A constituição em seu Art. 255 fala no dever em proteger o "equilíbrio ambiental"! Equilíbrio!, e não em decisões extremistas e castrativas. O que dizer dos entusiastas de trilhas e viagens Off Road? Ou os moradores isolados de beira de praia (tribos indígenas, quilombolas, pescadores etc. etc. etc.) que ficarão impedidos de utilizar veículos em seu ambiente, ou de serem assistidos por transporte que só pode ser feito via praias. Como fiscalizar as praias de forma eficiente sem uso de veículos? ou espera-se que os milhares de quilômetros de praia sejam protegidos a pé ou montaria e aeronaves?? Não seria melhor regular o acesso às praias concedendo, por exemplo, permissões temporárias de acesso concedidas após curso específico de condução e proteção ao meio ambiente. Transformar cada cidadão autorizado a circular em fiscal e protetor do meio ambiente, sem impedir o que o artigo 255 da CF fala sobre o meio ambiente " bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida" As eventuais taxas cobradas poderiam servir para custear a fiscalização e proteção ambiental. um número limitado de autorizações por período previne o abuso e degradação garantindo os direitos individuais e coletivos. Nos moldes das autorizações de pesca e camping em diversos países. Proibir só leva à transgressão e inviabilidade da lei. Regularizar sim, proibir não!

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