Israel com excursão: o relato da Malu Esper

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Placa para Jerusalém e Tel Aviv

A Malu Esper, tripulante de carteirinha, acaba de experimentar pela primeiríssima vez... viajar de excursão. O destino era Israel -- o que, junto à companhia de amigos queridos, tornou a proposta irresistível. Foram oito dias de passeios cheios de história, em que conheceu o Mar Morto, Belém, Nazaré e como funciona uma viagem com grupo organizado mrgreen Vai pela Malu:

Resolvemos entrar nessa excursão de última hora. Dois casais de amigos já tinham fechado o pacote e comprado as passagens aéreas. Em um dos nossos encontros semanais, insistiram para que participássemos dessa viagem. Liguei para a agente de viagens que estava preparando tudo e fechei o pacote da parte terrestre. Em seguida, liguei para a Air France para reservar as passagens e fechei a viagem. Assim mesmo: apenas em 4 horas, tudo resolvido!


A responsável pela venda do pacote é a Agaxtur, que tem parceria com a agência em Israel, chamada Diesenhaus Unitours Incoming Tourism. O pacote “Israel e a Terra Santa” incluía 8 dias a partir de Tel Aviv, guia espanhol, traslados, todos os passeios com ingressos quando necessário, hotéis com café da manhã e jantar, e seguro-assistência.

Em Jerusalém, ficaríamos no hotel Jerusalém Gate por 4 noites. Na Galiléia, por 2 noites no Kfar Giladi Kibbutz. Em Tel Aviv, por 1 noite no Hotel Tal, indo para o aeroporto no dia seguinte.

Voamos São Paulo / Paris / Tel Aviv, e na volta fizemos uma parada em Paris.

Malu e a excursão

[Malu e a excursão]

Foi a primeira vez que eu e meu marido participamos de uma viagem com excursão. Estávamos super ansiosos, pois nunca se sabe se o guia será legal, se os outros passageiros seriam interessantes, se os horários seriam rígidos, ônibus confortáveis etc. e tal.

Minhas impressões foram muito melhores do que imaginei.

Hospedagem

Um representante da Diesenhaus estava nos esperando no aeroporto de Tel Aviv e nos levou em uma van para Jerusalém até o hotel.

O hotel em Jerusalém, Jerusalem Gate, ficava num bairro de judeus ultraortodoxos; muitos deles freqüentavam o restaurante do hotel. O inconveniente é que toda a comida era kosher, sem possibilidade de pedir nada à la carte. Nesse hotel não podia nem ligar a máquina de esquentar os pães no Sabbat, e tinha um elevador especial que parava em todos os andares sem precisar apertar os botões. Em hotéis internacionais e em alguns bairros isso não acontece.

E aqui um parênteses: das 18 horas de sexta-feira até 18 horas do sábado tudo, mas tudo mesmo, fecha na cidade, com pouquíssimo transporte coletivo e poucos táxis. Em compensação, domingo é dia útil, tudo abre.

Já o kibutz na Galiléia era excelente, num lugar lindo, a 4km da divisa com o Líbano. Ótimo restaurante e quartos grandes e limpíssimos.

O Hotel Tal em Tel Aviv era ótimo, a uma quadra da praia. Aliás, vale ficar mais uns dias em Tel Aviv pois é uma cidade linda, moderna, com muitas atividades interessantes para conhecer e desfrutar.

O grupo

O guia era um judeu argentino que reside em Jerusalém há 20 anos. Fala vários idiomas inclusive um pouco de português. Tem um profundo conhecimento da história de Israel e foi muito simpático sem ser engraçadinho nem animador de turma. Os outros companheiros do tour eram pessoas educadas e simpáticas, de todas as nacionalidades.

Havia 4 irmãos peruanos, na faixa dos 70 anos. O mais velho reside em Los Angeles e convidou os outros, que residem no Peru, para essa viagem. Todos simpáticos e discretos. Durante a visita ao Santo Sepulcro, na cidade velha lotada, a irmã mais velha se perdeu do grupo. Ela procurou a polícia, e como estava com o adesivo do guia colado na roupa, imediatamente ligaram para o nosso guia que acionou outro guia que permanecia no local e pediu que ficasse com ela até o nosso motorista ir buscá-la. Interessante que voltamos para o hotel sem ela, inclusive os irmãos. Sem stress, pois o guia foi prestativo e logo a irmã chegou. Recebeu os parabéns por não ter se desesperado e procurado ajuda no lugar certo.

Uma família de Madri com o pai, médico, a mãe e a filha de 20 e poucos anos. No final da viagem o pai se soltou um pouquinho e contou umas piadinhas picantes. Nada constrangedor, e sempre dava risada antes de terminar a piada.

Um casal de Itu, SP, com a filha que lia algumas breves passagens da Bíblia relativas ao lugar que iríamos visitar. Discretos e simpáticos.

Duas mulheres que viajavam sozinhas que se mantiveram discretas e não fizeram amizade entre si.

Um ex-jogador de basquete americano com a esposa e o sogro. Ele participou da guerra no Afeganistão, perdeu as duas pernas e estava se acostumando com a prótese. O guia em todas as paradas tirava a cadeira de rodas do bagageiro e ele se acomodava sem aceitar ajuda de ninguém. Participou de tudo .

Não tivemos nenhum problema.

Passeios

Mar Morto

[Mar Morto]

O passeio para Massada e Mar Morto, que é oferecido no primeiro dia após a chegada, é opcional, 100 dólares por pessoa, sem refeição inclusa. Na área permitida para entrar no Mar Morto existem cabines para trocar de roupa, chuveiro e lanchonete.

Na visita a Belém, que fica na Palestina assim como Jericó, pudemos sentir um pouco como estão as coisas por lá. Existem cercas de arame separando Israel da Palestina e a fronteira é muito vigiada, exigindo passaporte de todos e vistoria. Os moradores de Israel não podem ir para a Palestina, com exceção do motorista do ônibus, e vice-versa. O nosso guia Samuel ficou em Jerusalém e em Belém entrou a guia que nos acompanhou na visita. Por ser uma região muito pobre, tudo continua sem muitas transformações e dá para entender melhor como era no passado. Ao final do passeio, a guia explicou a situação e pediu que colaborássemos com qualquer quantia pelo trabalho dela. Muito simpática e inteligente, mereceu cada shekel, dólar ou euro recebido.

Os dias foram divididos assim:

1º dia: chegada ao aeroporto Ben Gurion em Tel Aviv. Trânsfer para o hotel em Jerusalém. Jantar e acomodação.

2º dia: Excursão opcional a Massada e Mar Morto. Jantar e acomodação.

Jerusalém, cidade velha e cidade nova

[Jerusalém: cidade velha e cidade nova]

3º dia: Saída via Monte Scopus para o Monte das Oliveiras, conhecer o Jardim do Getsêmani e a Basílica da Agonia. Visita à Jerusalém moderna; Museu de Israel, onde estão os Rolos do Mar Morto; o Memorial do Holocausto; o bairro de Ein Karem, onde estão as igrejas de São João Batista e da Visitação. Jantar e acomodação.

Muro das Lamentações

[Muro das Lamentações]

4º dia: Pela manhã, partida para Belém que, por estar na Palestina, é necessário atravessar a fronteira sem o guia e outra guia assumir a visita a Belém para ir na Basílica, Gruta da Natividade e Campo dos Pastores. À tarde, visita ao Muro das Lamentações, o Monte do Templo, Via Dolorosa e Santo Sepulcro. Jantar e acomodação.

5º dia: Após deixar o hotel, partida rumo à Galiléia visitando o Rio Jordão, Monte Tabor, Basílica da Transfiguração. Jantar e acomodação no hotel do kibutz.

6º dia: Monte das Bem-Aventuranças; Tabgha, local da multiplicação dos pães e peixes; Cafarnaum; Caná da Galiléia e Nazaré. Jantar e acomodação no hotel do kibutz.

7º dia: Após deixar o hotel, saída para a costa do Mar Mediterrâneo, visitando a cidade medieval de Acre, Haifa, Cesarea. Chegada em Tel Aviv com visita ao bairro de Jaffa. Jantar e acomodação no hotel.

8º dia: Café da manhã e traslado para o aeroporto Ben Gurion, de acordo com o horário do vôo de cada um. A van foi nos pegar às 4 horas, pois nosso vôo era 8h10 da manhã rumo a Paris.

Balanço final

Israel é um país especial, diferente, super pequeno e em constante atenção a tudo e a todos. Muito seguro para os turistas, e logo nos acostumamos com a visão dos jovens segurando metralhadoras e cuidando da segurança.

Na saída pelo aeroporto Ben Gurion a vistoria é rigorosa. As malas passam junto com você pelo RX antes do check-in. Seguranças armados por todo lado. Fomos parados e um jovem segurança perguntou o que tínhamos na mala, parecido com um prato. Eu falei que não tinha nada, ele continuou perguntando então lembrei do prato de porcelana que havia comprado em Nazaré. Ele sorriu e nos liberou. Ufa!

Tudo o que foi oferecido no pacote foi cumprido com muito profissionalismo e atenção.

Continuo não curtindo excursão, mas não me aborreci em nenhum momento.

Na volta, nosso grupo de amigos se dividiu: um casal para Londres, outro para a Escócia e nós ficamos em Paris, para terminar romanticamente essa viagem maravilhosa.

Obrigada pelo relato, Malu!

[Transcrito manualmente de um post publicado em maio de 2013. Pedimos desculpas pelos comentários que não puderam ser transferidos]

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9 comentários

SABRINA SARTI
SABRINA SARTIPermalinkResponder

Qual a melhor época para visitar Israel?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Sabrina! O verão (junho-agosto) deve ser evitado pelo calor intenso. Outubro/novembro e março/abril são as melhores épocas.

Regina Kiraly
Regina KiralyPermalinkResponder

Sobre a melhor época para visitar Israel, acrescento os meses de janeiro e fevereiro para quem quiser visitar os locais sem filas e sem multidão! Acompanho grupos desde o Brasil (Floripa) e pela primeira vez fui no mês de janeiro/2015, foi sem duvida a melhor experiência que tive em Israel! Temperatura muito agradável, por volta dos 20 graus, todos os locais absolutamente vazios (ou com muito pouca gente!), sem filas, pudemos desfrutar de todos os passeios com tranquilidade (éramos 18 pessoas). Em janeiro pode haver chuva mas tivemos a sorte de ter dias belíssimos de sol! Recomendo fortemente.

Maria de Assunção

Olá pessoal! Mais uma vez eu recorro a vocês para sanar dúvidas sobre a minha viagem. Estarei viajando a Israel e Petra em Junho de 2016. Acontece que de uns dias pra cá o noticiário está mostrando conflitos entre Israelenses e Palestinos. Alguém que esteve lá mais recentemente poderia me dizer se pode haver algum risco nesta minha viagem? Inclusive o casal de amigos que iria consoco, eu e meu marido, já desistiram por estes motivos. Tenho uma reserva já paga no Hotel Ibis Styles em Jerusalém para 5 noites e gostaria de vender com 50% de desconto se alguém se interessar. Também se puder ser colocada a observação no perguntodromo eu agradeço. Meu email para contato: arruda2000@msn.com.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Maria! Israel e Jordânia são destinos seguros para turistas. O lugar não está mais inseguro hoje do que no momento em que você decidiu ir para lá. Procure na internet alguma notícia de problema de segurança com turistas, você não achará. Faça passeios guiados, e você não passará por áreas de risco.

http://www.tripadvisor.com/ShowTopic-g293983-i2582-k9238101-Security-Jerusalem_Jerusalem_District.html

http://www.tripadvisor.com/ShowTopic-g3575965-i29382-k9240691-Getting_around_prices_and_safety-Jerusalem_District.html

http://www.tripadvisor.com/ShowTopic-g293977-i1733-k9193399-Safety-Israel.html

http://www.tripadvisor.com/ShowForum-g3575965-i29382-Jerusalem_District.html

Vamos compartilhar sua pergunta no Perguntódromo.

Raíssa
RaíssaPermalinkResponder

Oi, Maria! Estive em Israel e na Jordânia em junho 2014 - faz um tempinho, mas foi justamente na semana em que houve o sequestro e assassinato dos meninos israelenses (não sei se vc se recorda desse episódio). Naquela época, o clima estava bem tenso mesmo, mas, mesmo assim, tudo transcorreu com muita tranquilidade. Fui de excursão e não tenho queixa alguma a fazer. Israel é um país extremamente organizado e seguro, principalmente p/ turistas, e eu voltaria sem medo agora em 2016!

Pedro @viajecompedro

Oi Maria, estive em Israel em agosto do ano passado e foi tudo tranquilo. O país é muito seguro para turistas e o mesmo se aplica à Palestina. Estes conflitos não podem acontecer a qualquer hora, a qualquer momento, e é bem provável que até julho, época de sua viagem, já tenha caído no esquecimento. Eu não aconselharia ninguém a desistir da viagem por causa disso. Mesmo porque, tendo viajado a tantos lugares considerados "perigosos" (Irã, Iraque, Chechênia, por exemplo), constatei que nossa terrinha é, ainda, bem mais perigosa - infelizmente!

Resumindo: vá e aproveite muito!

Maria de Assunção

Oi Raissa, me lembro sim. A mídia falou muito sobre esse assunto. Obrigado pela dica.

Simone
SimonePermalinkResponder

Meu Deus que sonho, viajei junto ....
Se um dia eu pisar em um lugar desse, não preciso de mais nada na vida hahahaha

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