Casamento gay: 5 lugares simpatizantes para passar a lua de mel :-)

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Tango queer

O casamento igualitário já é legal no Brasil desde 2013. Mas com a recente ~polêmica~ do comercial de Dia dos Namorados do Boticário, resolvi dedicar uma coluna ao assunto lua-de-mel LGBT na minha coluna Turista Profissional do Estadão. Agora, com o grande impacto da decisão da Suprema Corte americana que legalizou o casamento igualitário nos Estados Unidos, acho que é um bom momento para reproduzir a coluneta aqui smile

Texto originalmente publicado no Estadão

Foi tanta celeuma por causa de um mero comercial de Dia dos Namorados, que muita gente parece não se dar conta de que o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo é legal no Brasil. E como quem casa quer lua de mel, aqui vão sugestões de lugares onde casais de duas moças ou de dois rapazes vão gostar de estrear essas alianças no anular esquerdo:

Curaçao

Scharloo, Curaçao

Enquanto as ilhas do Caribe britânico não veem casais gays com bons olhos (a Jamaica criminaliza o sexo entre dois homens), o Caribe holandês oferece uma tolerância importada da metrópole. Curaçao não chega a ter uma ‘cena’ LGBT porque é tudo muito misturado – héteros e gays vão aos mesmos lugares. É um lugar perfeito para uma lua de mel ao sol (a ilha é árida e está fora da rota dos furacões) sem o menor risco de discriminação. Tudo fica ainda mais perfeito se você escolhe um dos hotéis-boutique de Pietermaai, o bairro mais descolado de Willemstad: escolham entre St. Tropez Suites e Pietermaai Apartaments.

Buenos Aires

Tango Queer

A Argentina foi o primeiro país sul-americano a instituir o casamento igualitário. O primeiro beijo gay em novela também aconteceu primeiro lá –- e um dos personagens era jogador de futebol. A cultura gay se imiscuiu até numa das mais sagradas tradições argentinas, o tango. Em Buenos Aires, a milonga Tango Queer, que acontece nas noites de quarta-feira em San Telmo, está comemorando 10 anos de noitadas abertas a todos que queiram dançar tango, em qualquer um dos papéis (condutor ou conduzido). Como em toda milonga, quem chega às 20h pode contratar aulas de tango; o baile começa oficialmente às 22h (Peru 571 entre Venezuela e México, tel. 15-3252-6894).

Amsterdã

Parada Gay Amsterdã

Se existe um lugar onde ser gay é tão banal quanto ser canhoto, este lugar é a Holanda. Em Amsterdã, melhor do que se enfurnar em bares LGBT é se divertir nos ‘bruine cafés’ (cafés marrons), que são o equivalente holandês dos nossos botequins. Com ótima cerveja e decoração kitsch, esses lugares são tão animados que de repente os clientes irrompem a cantar em uníssono uma música que esteja tocando no alto falante. Pode haver algo mais gay que isso? Um bom endereço: De Twee Zwaantjes (Prinsengracht 114, tel. 020/625-2729).

Provincetown

Há muitos lugares nos Estados Unidos com grandes comunidades gays – como o Castro em San Francisco, Wilton Manors em Fort Lauderdale, Key West e Palm Springs. Mas se você tem curiosidade em visitar uma cidade em que a população gay é maioritária, dê um pulinho em Provincetown (Massachussetts), na pontinha de Cape Cod. Originalmente colonizada por açorianos que se ocupavam da pesca de baleias (até hoje há restaurantes e padarias portuguesas na cidade), Provincetown foi adotada por escritores e artistas gays e se tornou uma colônia de férias LGBT. A alta temporada vai do Memorial Day ao Labor Day (este ano, de 25 maio a 7 de setembro). Há voos diretos de Boston.

Vila de Santo André

Santo André (BA)

Em termos gerais, um casal de moças ou de rapazes será bem-recebido em qualquer destino turístico do Brasil: hotéis e pousadas estão escolados no assunto e, se aparecer a pergunta “a cama é de casal”, saiba que na grande maioria dos casos terá sido feita apenas para confirmação, sem juízo crítico. Mas caso você esteja à procura de um lugar traquilo com uma energia gay, considere a praia de Santo André, em Santa Cruz Cabrália, a 30 km de Porto Seguro. Há alguma coisa no ar (ou na água do mar) que faz com que casais gays, sobretudo de mulheres, acabem comprando casas e se estabelecendo por lá. Não diga que este colunista não avisou.

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7 comentários

Alberto G. Martins

Acabei de incluir mais alguns destinos na minha wish list, Riq!
Se ainda não é, o Turismo LGBT deveria ser uma coluna permanente e separada no VnV. Ou será que estou sendo muito exclusivista?!? wink

sarah
sarahPermalinkResponder

Fomos a Chapada Diamantina foi uma viagem incrível o.pessoal da Discover Chapada agência de turismo gay friendly organizou tudo pra nós desde nosso embarque em salvador até lencois depois passamos pelo vale do pati, conhecemos uma das cachoeiras mais belas do Brasil. O buracão muito lindo.

Bjs

Edgard
EdgardPermalinkResponder

Definitivamente AMSTERDÃ ... Que lugar irado e fomos na época do dia do rei em maio de 2014, tudo lindo vc adequa museus emocionantes como de Anne Frank até as raves bafônicas e liberais amamos !!! Os canais lotados todos vestidos de laranja ... Simplesmente INESQUECÍVEL !!!!!

Oscar | Viajoteca.com

Nessa lista, puxando um pouco a sardinha para o meu lado eu acho que também incluiria a Nova Zelândia. A união civil para parceiros do mesmo sexo já existe aqui desde 2005 e desde 2013 tanto o casamento quanto e adoção de crianças são garantidos por lei aqui.. Sob minha perspectiva pessoal, a Nova Zelândia foi o país mais friendly dos 5 países que já morei até hoje, e em termos turísticos, bem o país dispensa maiores apresentações

Carol Borba-Carol na web

Vi um casal gay nas Maldivas também...mesmo o país sendo muçulmano. Era um resort super "internacional", mas de repente é uma opção (falei do hotel no meu blog carolnaweb.com)! Em Amsterdã achei muito legal que tem até um Centro de Informações ao Turista Gay! grin Muito amor pela Holanda! <3

maria amelia kotez

não deveria existir essa separação , todos são iguais independente de suas preferencias sexuais , existe o ser humano e fim

Fabio Pastorello

Poxa, que legal, não tinha visto essa matéria ainda. Adorei, já estava pensando em Curaçao para a nossa lua de mel, agora bateu a certeza.

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