Québec: afrescos, lojinhas e história no Quartier Petit-Champlain

Heloísa Dall'Antonia
por Heloísa Dall'Antonia

Rua e detalhe de loja no Petit Champlain
Uma graciosa área na já encantadora Quebéc. Assim é o Quartier Petit-Champlain (aberto diariamente, das 9h30 às 21h - até às 17h30 aos domingos), considerado o mais antigo bairro comercial da América do Norte. Ruas estreitas e chão de paralelepípedos dão o clima para o distrito que acomoda graciosamente lojas de coisas para a casa, souvenires, roupas e acessórios, joias, galerias de arte e restaurantes. O passeio é perfeito para uma manhã na cidade, terminando com uma refeição ou um café por ali.

Fachadas de lojas no Quartier Petit Champlain

Lojinha do Quartier Petit-Champlain

Lojinha de roupas no Petit Champlain, em Quebéc

Mas nem sempre foi tudo lindinho assim. A área foi abandonada no final do século 19, ficando deteriorada e insalubre. Nos anos 1970, porém, teve início um grande projeto de restauração, que foi transformando aos poucos o local no que é hoje. Há 30 anos uma cooperativa de artesãos e comerciantes, que possuem coletivamente 27 prédios da região -e se denominam os “guardiões” dessa herança histórica- vem administrando o espaço.

Place Royale, em Quebéc

Caminhando pelo Quartier Petit-Champlain o visitante vai encontrar uma área aberta, a Place Royale, local onde Samuel de Champlain fundou em 1608 um posto de comércio da época que daria origem a Quebéc. O Rei Luís 14, da França, é homenageado com um busto no centro da praça. É ali que está o Musée de la Place Royale (rue Notre-Dame, 27, tel. 418/ 646-3167, aberto diariamente das 9h30 às 17h, ingressos C$ 7), que mostra a história da cidade, dos anos de Champlain até os dias atuais, fazendo uso de recursos moderninhos, como filmes em 3D, para conquistar turistas de todas as idades.

Igreja e rua do Petit Champlain

A pouquíssimos passos do museu está a Notre-Dame-des-Victoires, uma das mais antigas igrejas feitas de pedra na América do Norte, datada de 1688. O local ficou destruído durante o Cerco de Quebéc (uma batalha que durou sete anos), sendo reconstruída em 1763. Um modelo menor do Brézé, embarcação comandada pelo Marquês de Tracy, pode ser visto, suspenso, ali.

Afrescos Quartier Petit Champlain

Mas um dos atrativos que mais chama a atenção do visitante são os lindíssimos afrescos presentes na área (na verdade, há vários espalhados pela cidade), que fazem uso das fachadas laterais de algumas construções. Um deles é o Fresque des Quebecois, que conta a história da cidade em sua pintura. Ali estão retratadas 15 figuras históricas da cidade, assim como artistas, poetas e detalhes únicos da arquitetura do local. As quatro estações do ano estão presentes no desenho, que foi produzido em 1998 por uma equipe de 12 artistas.

Outro dos afrescos é o Fresque du Petit-Champlain, de 100m2, inaugurado em 2001 e que ilustra a vida em Cap-Blanc, o bairro habitado pelos trabalhadores locais em outros séculos. Como se pode imaginar, a área sofreu bastante, o que fica retratado na arte, com alusões a incêndios e bombardeios, além das pessoas comuns e batalhadoras que construíram o lugar.

Escadaria e funicular do Petit Champlain

Mas uma visita ao Petit Champlain não será completa sem uma passadinha pela escadaria Casse-Cou, construída originalmente em 1635. Durante muitos anos não havia nenhum platô entre os muitos degraus, por isso, uma vez que se tropeçasse nela, a pessoa provavelmente só ia parar lá abaixo. Foi assim que a construção ganhou o singelo apelido de “quebradora de pescoços”. Completamente reformada, ela rende lindas imagens, principalmente na época de Natal, quando toda a área fica decorada. Hoje, porém, a uma forma bem mais fácil de ir do Dufferin Terrace (próximo ao Fairmont Le Château Frontenac, onde dá para fazer tour) à histórica casa do explorador europeu Louis Jolliet, no Quartier Petit-Champlain: pelo funicular. O trajeto de 85,5m é feito em uma cabine que desce num ângulo de 45º. Custa C$ 2,25 por pessoa.

Heloisa viajou a convite da Canadian Tourism Comission.

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