"30 países onde o real vale mais que a moeda local": não caia nessa!

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Dólar x real

Esta semana circulou nas mídias sociais o artigo de viagem mais sem-noção dos últimos tempos. Obra-prima de algum blogueiro do Skyscanner, 30 destinos onde o real vale mais foi distribuído como press release e repostado na íntegra por publicações que deveriam entender do riscado, como o site de notícias econômicas Infomoney e o jornal do trade turístico Panrotas.

Segundo o artigo, países ainda baratos para brasileiros são aqueles em que 1 real vale mais do que 1 'dinheiro' local. Assim, o Uruguai está barato porque 1 real vale 8 pesos uruguaios (de fato, qualquer pessoa que tenha ido a Punta del Este recentemente pode atestar como tudo é baratinho). O Chile, então, é uma pechincha: 1 real vale 180 pesos chilenos! (Não importa que um sanduíche custe 40 reais; o que vale é que 40 reais compram 7.200 pesos chilenos em sanduíche!) E agora tome essa: entre os destinos mais baratos do mundo para brasileiros, graças à força que resta do real, estão as... Ilhas Seychelles, onde o nosso indômito real vale 3,82 rúpias seychelentas (sei lá como se escreve). E ainda faltam 40 dias para o 1º de abril!

OK: qualquer pessoa em pleno uso de dois neurônios, ao chegar ao parágrafo das Seychelles (à guisa de informação: uma villa neste hotel sai por 10.000 dólares por noite em agosto, acabei de cotar), nota que tem alguma coisa errada com o raciocínio. Mas quem não ler o artigo inteiro (em se tratando de internet, uns 90% do público) vai apenas reforçar as suas concepções errôneas sobre câmbio -- as mesmas do autor do post.

Aqui no Viaje na Viagem todo dia aparece uma alma perdida querendo levar dólar australiano para os Estados Unidos, só porque o dólar australiano é mais barato que o dólar americano. Um sem-número de turistas brasileiros tem perdido dinheiro ao comprar no Brasil moedas aparentemente baratinhas (peso colombiano, peso mexicano) sem se dar conta de que estão sendo vendidas por aqui com 15% a 20% de ágio (até usar cartão de crédito valeria mais a pena!). A superstição de não comprar dólar "porque está caro" faz com que muita gente leve reais a lugares onde o real, ao contrário do que a matéria sugere, não é nada valorizado. (Se você chegar com reais nas Seychelles, não vai conseguir nada por eles, além de uma acusação formal de querer introduzir a zika no arquipélago.)

Essa ignorância do brasileiro em matéria de câmbio para viagem nunca foi atenuada pela nossa imprensa de economia, porque a nossa imprensa de economia não consegue dar uma dentro quando o assunto é viagem. Até hoje os cadernos de economia ainda não entenderam sequer os conceitos de alta temporada e baixa temporada, e continuam comparando preço de Réveillon em resort na Praia do Forte (altíssima temporada em hotel 5 estrelas) com Réveillon em Buenos Aires (baixíssima temporada em hotel marromenos), ou preço de Carnaval no Rio (altíssima temporada, tudo lotado) com preço de carnaval em Paris (baixíssima temporada, hotéis tendo que cobrar as tarifas mais baratas do ano para atrair hóspedes no frio). Como esperar que esse pessoal eduque o público sobre as idiossincrasias do câmbio para viagem?

Eu tento fazer o que posso, mas sinto que cada vez que a Bóia responde, na caixa de comentários, "Leve dólares", os leitores entendem "Tome óleo de rícino de bacalhau", ignoram solenemente e passam no caixa eletrônico para retirar reais para levar à Costa Rica.

Está na minha lista de tarefas encontrar um economista que viaje com freqüência e que consiga explicar os conceitos do câmbio que um turista precisa entender para fazer câmbio com consciência (e não só movido por superstição de que dólar dá choque e cartão de crédito é cancerígeno).

Vou relembrar alguns pontos de outros posts que escrevi sobre o assunto. Aceito colaborações e correções de economistas que viajem smile

Dólar não é mais caro no Brasil que no exterior

Dólar não é iPhone, que em outros lugares custa menos porque incidem menos impostos. Em termos relativos, o dólar custa a mesma coisa no mundo inteiro -- é a moeda que medeia o mercado de moedas. Quando o real desvaloriza sozinho frente ao dólar, o real desvaloriza frente a todas as moedas na mesma proporção. Quando o dólar se valoriza igualmente frente a um grupo de moedas que inclua o real, o real não se desvalorizará frente às outras moedas desse grupo que sofreu a mesma desvalorização frente ao dólar.

Mas o preço do dólar vai variar conforme o estabelecimento onde você comprar e onde vender a moeda. Bancos, corretoras e casas de câmbio estão livres para fixar o preço que quiserem. Aqui no Brasil, os dólares das corretoras famosas que entregam em casa são os mais caros. No exterior, as casas de câmbio próximas a atrações turísticas ou que funcionem em shoppings ou em fins de semana vão ser as que vão pagar pior pelo seu dólar (ou qualquer outra moeda que se disponham a cambiar).

Já começam a aparecer sites que fazem a comparação do varejo de dólar no Brasil, como este (se você conhece outros, deixe na caixa de comentários). Compre o dólar menos caro que você encontrar na sua cidade, e você terá feito uma boa compra.

O mundo não está tão afim dos reais que você está levando

Para trocar bem os seus reais no exterior, você precisa ir a lugares onde haja um mercado local para a nossa moeda. Isso acontece basicamente no Uruguai, na cidade de Buenos Aires e na cidade de Santiago.

Fora desses lugares, os seus reais vão sofrer um deságio maior do que se tivessem sido trocados por dólar aqui e recambiados lá (ou usados diretamente para pagar serviços turísticos). Sem contar que, ao viajar com reais, a sua moeda pode desvalorizar durante a viagem. Eu estava no Peru em setembro, na fatídica semana em que o real caiu quase 20% com relação ao dólar, e vários lugares em Cusco simplesmente pararam de aceitar reais até que a situação se estabilizasse. (Nenhuma casa de câmbio deixou de aceitar dólar, e os cartões de crédito emitidos no Brasil continuaram perfeitamente válidos.)

Em alguns lugares, o cartão de crédito pode ser a melhor alternativa

Casas de câmbio não oferecem cotação uniforme. Variam de cidade para cidade (numa cidade grande o dólar vale mais do que numa pequena), dentro de uma mesma cidade (perto de um lugar turístico o dólar vale menos do que numa rua de bancos), e também conforme dia e horário (uma mesma casa de câmbio oferecerá cotação mais favorável em dia de semana durante o horário bancário e uma cotação mais desfavorável quando abrir no fim de semana). A moeda que você leva para trocar no outro país vai encontrar variação de até 10 ou 15%, dependendo de onde você trocar. A cotação na Cidade do México tende a ser melhor do que em Cancún (onde a oferta de moeda estrangeira é maior que a procura, e o turista está longe dos bancos). Da mesma maneira, o câmbio em Bogotá será sempre mais vantajoso do que em Cartagena.

Já o cartão de crédito, tão instável na hora de pagar aqui no Brasil (porque o real pode desvalorizar entre o gasto e o vencimento da fatura), é perfeitamente estável no quesito taxa de câmbio do dólar. A compra que você fizer na Cidade do México num dia de semana às 14h será convertida de pesos mexicanos para dólar pela mesma cotação que você receberia ao fazer uma compra em Cancún às 11 da noite de um sábado. Todas as compras usarão a mesma taxa-referência nacional (que pode até variar ao longo da sua viagem conforme o mercado de moedas, mas não conforme o dia, o horário ou o local da 'troca'). Ou seja: não se espante se os gastos em cartão de crédito em lugares como Cancún ou Cartagena obtenham cotação melhor do que trocas em casas de câmbio (mesmo levando em conta o IOF). Só é preciso, claro, que o real não desvalorize até o vencimento da fatura.

O IOF de 6,38% é fixo, mas existem muitas outras variáveis...

Muita gente se recusa a usar cartão de crédito até mesmo em situações em que seguramente vão sair ganhando (até mesmo se o real desvalorizar até o vencimento da fatura).

Há quem perca a chance de comprar passagens de trem na Europa com 30, 50 e até 70% de desconto só para não pagar 6,38% de IOF. Dá pra por favor parar e fazer a conta?

Tem gente que não paga hotel em dólar ou cartão de crédito no Chile e no Peru, e deixa de ganhar 19% e 18% de desconto de IVA, respectivamente -- só para não comprar "dólar caro" ou pagar 6,38% de IOF. Caramba, é quase 20% de desconto!

No Uruguai, o desconto de 18,5% para quem paga restaurante com cartão (e que é válido até 31 de março) cobre os 6,38% de IOF e ainda faz sobrar os 10% da gorjeta. Mesmo se o real desvalorizar 10% até o pagamento da fatura, vai dar elas por elas. Não vale a pena apostar no desconto certo em vez da desvalorização incerta?

Enfim, sempre que você compra moeda fraca no Brasil, aparentemente baratinha, mas que é vendida por aqui com 15%, às vezes 20% de margem, você perde muito mais do que se usasse cartão de crédito direto...

Vai viajar levando dinheiro vivo? Faça sua poupança em moeda forte

Bastaram cinco anos de valorização constante do real frente ao dólar para o brasileiro se esquecer que, salvo períodos excepcionais (eu diria: irreais) como a gente viveu, a melhor poupança para viagem ao exterior é aquela que a gente faz diretamente em moeda forte. Compre dólares (ou euros, se vai para a Europa, ou libras, se vai para o Reino Unido) aos pouquinhos, e garanta seu poder aquisitivo nas viagens seguintes.

Se o Skyscanner fosse fazer um post "Países em que o dólar ainda vale muito", teria que incluir o mapa-múndi inteiro.

Como diminuir seus gastos em viagens ao exterior

Esse videozinho se refere a viagens à Europa, mas você pode adaptar as dicas para qualquer destino.

Leia mais:

91 comentários

Gustavo Lopes
Gustavo LopesPermalinkResponder

Oi Ricardo! Já te acompanho há algum tempo e o acho extremamente ponderado e sábio em seus comentarios. Sou um viajante compulsivo e faço apenas alguns comentarios sobre seu texto que concordo na integra! Fui para Hong Kong no carnaval e me deparei com 5 dias seguidos de bancos fechados ( final de semana e ano novo chines). E, claro, as casas de cambio com valor elevado... E aceitavam o real com uma super desvalorização ( perguntei só por curiosidade). Levei dolar e tentei usar o cartao. A curiosidade é a aceitacão do cartao por lá. Éramos 4 pessoas e cada um com pelo menos 2 cartões de bancos diferentes... Os cartões não eram aceitos ( não aprovados), pois lá não usam senha!! O único que passava, as vezes, era do Itau. Ate para sacar dinheiro no cartao nao era possivel!! Achei muito estranho, pois fui para o Japao em Janeiro e não tive problemas! Já ouviu esse problema com cartoes lá em HK?!

Rodrigo Coriolano

Se os cartões estivam habilitados para uso no exterior, talvez tenha sido algum caso pontual em função do ano novo, pois eu estive em Hong Kong há alguns anos e saquei no caixa eletrônico e usei cartões de crédito normalmente dos bancos Citibank e Santander sem nenhum problema.

Saullo
SaulloPermalinkResponder

Gustavo, um grande problema que ocorre em HK e na China mainland é que a maquininha do cartao, na que apresenta o valor, tem a opçao de converter o valor para BRL, so que para compras feitas no exterior o valor deve ser na moeda do pais ou dolar, daí sempre ocorre o erro. As vezes é bem complicado explicar para o pessoal que eles devem cobrar o valor em HKD ou CNY.Quanto a senha eh mesma coisa que nos EUA, se nao aparecer a opcao de senha é só assinar.

Leandro
LeandroPermalinkResponder

Ricardo, sou seu fã. Cartões da Caixa passaram, há uns meses, a cobrar o valor do dólar do dia da compra. No Uruguai, por exemplo, mesmo sem saber disso, fiz um bom negócio, já que o dólar subiu entre minha compra e o fechamento da fatura. Além disso, é sempre interessante comparar o dólar do seu cartão (a maior parte coloca no seu site) com a cotação das casas de câmbio. Muitas delas cobram entre 0,12 e 0,15 centavos de real a mais do que a cotação oficial. Numa conta de padaria, isso dá ente 3 e 4% de ágio.
Numa viagem a qualquer lugar cuja moeda não seja dólar, euro ou libra, na minha opinião o binômio saque em ATM em moeda local/cartão de crédito é muito mais interessante do que fazer dois câmbios (aqui e lá).
Do mesmo jeito que muito brasileiro pensa que o português é um idioma mundialmente compreensível ele também acha que o real é mundialmente aceito. Coisas de país continental. Real e português não servem pra nada fora de Buenos Aires e Uruguai... Muitos lugares nem aceitam!

Graciane
GracianePermalinkResponder

Nossa que coisa mais sem noção.
Estive ano passado em Santiago e achei a cidade bem cara mas Montevidéu me impressionou,tudo lá é caro e olha que moro no Rio que não é uma cidade barata.
Excelente seu artigo e muito esclarecedor.

Alessandro Batalha

Ricardo Freire lacrou a internet com esta materia!
Foi impressão minha, ou você colocou o coração nas suas palavras? Kkkkk

Fiquei até emocionado e sem folego enquanto lia um misto de informação e desabafo.

Excelente artigo.

As vezes o povo precisa de uma sacudida pra acordar e não acreditar em qualquer abobrinha que lê por aí... Muito menos sair fazendo as coisas sem raciocinar.

Uma vez eu vi um video em que o reporter, indiginado, se propunha a salvar o povo da ignorancia e manipulação da "midia golpista". Ele explicava (com muita atitude) que não faz sentido comparar o valor do dolar em 1994, no lançamento do plano real, com o dolar atualmente... Pois "todo mundo sabe que em 20 anos devemos considerar a inflação". Segundo ele, "de lá pra cá, o dolar sofreu inflação como tudo no mundo e é por isso que hoje ele custa mais caro"...

Quase morri...

Enfim... O VnV como sempre presta um serviço de utilidade pública e faz por nós muito mais do que qualquer agente de viagens, economista ou sei la o que pode fazer. Informação de qualidade e com muita generosidade!

Leandro
LeandroPermalinkResponder

Discuti esse assunto no fim de semana com amigos. Um youtuber brasileiro que mora nos EUA disse que, há cinco anos, paga a mesma coisa pelo seu almoço.
Por experiência própria, tenho notado que o fato de o dólar ter subido muito em relação às moedas mais fracas fez com que as coisas por lá custassem mais baratas do que antes.
Minhas compras de roupas por lá estão custando menos (em dólar) do que custaram em 2011. O câmbio é que mata, mas não existe inflação por lá há muito tempo. É só olhar os índices...

Ricardo Leme
Ricardo LemePermalinkResponder

Ricardo, bem legal os relatos explicativos do seu texto. Se eu puder cooperar com o blog, fica aqui o registro que bancar o guru das viagens não deve atrair mais leitores ao seu canal. Fica claro também que pegar carona em um assunto que gerou muito ibope e desconstruí-lo, assumindo assim a dianteira do tema, não seja a melhor escolha. Leio bastante seus relatos e gosto do conteúdo, tirando aqueles, claro, de empresas que te pagam para falar bem de produtos, digamos, suspeitos. De qualquer forma, também sou viajante assíduo e visito muitos sites que cooperam com o desenvolvimento do turismo no Brasil. Viajar transforma, e você sabe muito bem disso.
Enfim, discordo da generalização da crítica do começo do texto. Além de jogar contra seu perfil, mostra que você desconsidera a intenção da postagem citada e fala ao seu leitor que outros profissionais da imprensa só olharam para a relação de números e desconsideraram o custo de vida de cada região citada. Há questionamentos na lista? Acredito que sim, mas colocar tudo em um mesmo saco e bradar aos quatro quantos que este blog está acima de qualquer suspeita não deva ser a forma mais inteligente de ganhar cliques. Um outro obs importante: valorize seu leitor. É ele quem faz você vender anúncios. Se todos fôssemos experts no tema, não precisaríamos te consultar. Abraços!

Lili-CE
Lili-CEPermalinkResponder

Perfeito, Riq! A troca é desvantajosa até mesmo entre moedas fortes. Em Barcelona, perguntei por quanto comprariam libras e, imagine só, me deram um valor bem baixo, algo como 90 centavos de euro. Duvido que um economista faça uma explicação mais didática. É que o povo não consegue vencer os mitos mesmo... Beijos!

Gabriel Britto

Riq, eu fico pasmo com o que recebo de perguntas básicas sobre este assunto, vindas de pessoas inteligentes. Não sei o que se passa. Só sei que InfoMoney publicar esta matéria é para fechar o site.

Renato
RenatoPermalinkResponder

Ricardo, não entendi a parte do "pagar o hotel com cartão ou dolar e ser isento do IVA no Chile ou Peru". Como conseguir esse desconto ou benefício?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Renato! Quem responde é A Bóia. Basta pagar hospedagem em dólar ou euro vivo ou cartão internacional e apresentar a ficha de entrada provando que você está há menos de 60 dias no país.

Camila Torres
Camila TorresPermalinkResponder

Adorei! Mais um post "quer que eu desenhe?". Excelente, vou compartilhar.

Só uma coisinha: em "o mundo não está tão afim", a fim é separado.

[]s!
Camila

Diogo Avila
Diogo AvilaPermalinkResponder

Ri muito com o choque de realidade que o Riq deu na galera. Muito bom!!!
E tem jornal de economia que toda sexta dá na TV a cabo dicas de como economizar na compra de US$. Gente, primeiro que não tem milagre, segundo que eles poderiam mesmo aprender um pouco com a galera que viaja.

Thiago Tourinho

Ave Ricardo! O César das viagens. Sempre esclarecendo os incautos e ensinando os desavisados. Mais um post magistral, como sempre

Edgar
EdgarPermalinkResponder

Mas Alessandro, o câmbio também tem conceito de nominal e real (ignorando os preços, como o usado pelo autor do artigo que o Ricardo critica, e levando em consideração os preços, respectivamente). O Ricardo usou câmbio real para fazer a crítica no artigo. E fez a comparação no mesmo momento do tempo.
O cara que você está criticando sugeriu usar o câmbio real para comparar dois momentos do tempo. É muito justo, desde que ele lembre que tem que usar inflação daqui e dos EUA. Do ponto de vista de análise econômica faz todo sentido.

Ricardo
RicardoPermalinkResponder

Pura verdade. Foi a punta del leste Janeiro /2016. Lugar super bacana, porém, as coisas são caras :hospedagem, restaurantes e etc. Essa história que o Real vale mais e etc é balela realmente.

RABUGENTO
RABUGENTOPermalinkResponder

O tal do "aifone" não é mais caro no Brasil por causa de impostos. É mais caro porque o brasileiro acha lindo e paga o preço que pedem.

Na Suécia aceitam o Real e o custo é mais baixo do que o do Brasil.

Danielle
DaniellePermalinkResponder

Eu na minha ignorância e primeira viagem internacional caí nessa! Achei que seria rainha em Buenos Aires, porém gastei quase o triplo do que "planejei"!
Adorei o artigo!

Roberta
RobertaPermalinkResponder

Ricardo, faltou falar os países em que, com a alta do dólar, ainda ficam razoáveis de ir, que, afinal, eh o motivo pelo qual as pessoas abriram a fatídica reportagem! Países em que o real vale mais q a moeda local são países em q, comparativamente, conseguimos comprar mais do q compraríamos aqui convertendo...da pra entender? Vou explicar! N adianta ir para um pais onde 1 moedinha local vale 0,15 centavos de real se pra comprar um refrigerante vc precisa de 250 moedinhas, ou seja, quase 38 reais! Mas e se vc n bebe refrigerante e lá a agua custar apenas 12 moedinhas, menos de 2 reais, aí vale! Eh claro q esse eh um país fictício q acabei de criar, mas o q quero dizer eh q devemos analisar nossos hábitos de viagem e aí sim comparar os preços para chegar ao real valor do "vale a pena". Recentemente fui à Romênia, país que freqüentemente eh citado em reportagens como essa...já deixando de lado a perda da dupla conversão (troquei euros aqui e troquei por leis romenos lá) um refrigerante custava aproximadamente 2,50 reais. Uma refeição custava 15 reais por pessoa, uma garrafa de um vinho regular custava uns 20 reais! Aí eu vi vantagem!!!! Londres n vale mt a pena pq um refrigerante custa 20 reais, uma refeição 100 reais por pessoa e uma garrafa de vinho? Sinceramente? Não quis nem calcular!! Claro q nem tudo será vantajoso, na própria Romênia eu pagava aproximadamente 8 reais no chopp...fora q passeios turísticos e hotéis eram pagos em euro! Achei q no final das contas valeu a pena, pois no total paguei menos do que pagaria se tivesse escolhido um destino no próprio Brasil. Para saber se um destino vale realmente a pena pra vc, vc tem q avaliar os seus hábitos de viagem, pesquisar preços no local e aí sim fazer a conversão. Pra mim, por exemplo, mt vale a pena a Europa, ainda q com o real desvalorizado! Pq na Europa, por exemplo, eu entro em qquer pocilga e compro um salgado de um euro pra matar a fome, meu objetivo eh não ficar cheia pq ando mt, só paro mesmo pra jantar, geralmente gastando uns 10 euros sem bebida, o q, no fim do dia me faz gastar uns 50 reais. Agora, já se eu fico no Brasil, numa praia por exemplo, eu vou querer almoçar aquele peixinho esperto, gastando, em média, só pro almoço, uns 40 reais...fora q rego minhas tardes à cerveja...na Europa, num descanso entre uma andança e outra, eu tomaria um choppinho e olhe lá! Aí eh soh uma questão de "qnt ta a passagem e qual a média de preço de um hotel lá". Mas se vc eh daquelas pessoas q faz questão de almoçar, mas qnd vai à praia n tem fome, faz um almojanta e ta td certo, não sei se indicaria a Europa pra vc! Eh tudo uma questão de analisar seus hábitos e comparar! Da um trabalho danado, mas no final vale à pena.

Roberto
RobertoPermalinkResponder

Ola Roberta, concordo totalmente com voce. Viajo muito e meu raciocinei é exatamente o mesmo. Não deixo de fazer algumas extravagancias gastronômicas, mas isso quando é final de viagem e se sobrou algum dinheiro com alguma folga. De resto, viajo para conhecer e não para comprar.

Duarte
DuartePermalinkResponder

Concordo totalmente. Quando li o título da matéria achei que isso seria abordado, mas o texto trata, em sua maior parte, apenas do óbvio.

Carlos Quinto
Carlos QuintoPermalinkResponder

No Paraguai o Real vale hj em dia 1.500 Guaraníes. Muitos amigos do Brasil acham que o Real eh mais valorizado que o Guaraní. Mas pra mim sai muitas coisas mais baratas no Brasil por causa da desvalorizaçao do Real.
Parabéns pelo artigo! Vou compartilhar!

Jorge Otávio Gonzaga Reis

Estranho.
Usei normalmente o Itaú para saques de conta corrente e até saque do cartão de crédito.
No hotel também foi tranquilo. Nem usei os dólares e euros que levei.
O único lugar que deu problema foi na Disney mas depois que liguei para a Central o cartão de crédito passou.
Em Macau e Shenzen também funcionou normalmente.
Era cartão Itaú e ele mesmo já me deixou em perrengues em outros locais , sobretudo no meio-oeste dos USA em destinos não turísticos.

Jorge Otávio Gonzaga Reis

Isto é relativo.
Não dá para comparar o custo de uma viagem padrão econômico na Romênia com outra similar no Reino Unido ou Escandinávia, por exemplo.
O leste europeu da Schengen Area em viagem econômica é barato sim assim como a Ucrânia e os países bálticos .
Mas há de se ter em mente que tirando a Transilvânia e a região próxima ao mar Negro não há muito o que fazer na Romênia (minha opinião )pois Bucareste é uma cidade sem grandes ou mesmo médios atrativos. Não é uma Budapeste que possui n opções de turismo para todos os bolsos.
Assim penso que além do custo e da forma de viagem de cada um há de se ter em mente se aquele destino combina com seu propósito de viagem ou corre o risco de ter gasto pouco mas gasto mal.

Tati
TatiPermalinkResponder

Simplesmente perfeito! Tem que prestar atenção pra não cair na publicidade! Só por curiosidade, percebo também que quase todo post/vídeo/vlog sobre a Disney é patrocinado, por que será?

Juvenal Rocha
Juvenal RochaPermalinkResponder

Mas não apontou nenhum erro neste post nem registrou nenhum acerto no texto criticado.

Márcio Cabral de Moura

Riq,

Excelente texto, só faria uma retificação: em cidades realmente grandes e cosmopolitas, como Londres, NYC e Montreal, você também consegue uma taxa de câmbio boa pro real. E, no caso particular de Montreal (acredito que em Toronto seja o mesmo, mas não tenho experiência), normalmente até melhor que a do dólar canadense aqui no Brasil e certamente melhor que a do câmbio duplo.
De qualquer forma, mesmo com o IOF, eu prefiro usar cartão de crédito + saque no ATM. No mínimo eu tenho menos preocupações, mesmo que perca uns 5% (geralmente é menos, bem menos).
Mas só pra malhar a matéria original, quer dizer que Japão e Suécia são destinos baratos, porque o real vale mais que a moeda local? Kkkkkk

A.L.
A.L.PermalinkResponder

Riq, o Expartisan (https://www.expatistan.com/cost-of-living) traz uma ferramenta que foi aperfeiçoada recentemente. Ele permite comparar custo de vida entre cidades diferentes.

Embora seja voltado para quem vai morar no local, serve como balizamento de custos para quem vai viajar também. A grande vantagem desse site é que ele divide a comparação de custos por categoria, e daí apresenta vários itens em menus drop-down. Ele usa cotações de câmbio atualizadas também, diariamente.

O site é alimentado por informações dos usuários e, para mim, funciona relativamente bem em cidades maiores (não dá pra colocar uma cidade média no Brasil, é bom usar capitais). Como disse, excluindo moradia/hospedagem (irrelevante para turistas/moradores, respectivamente), ele tem uma amostra de custos de refeições fora de casa, transporte, compras em supermercado, roupas etc.

---------------------------------------------

Quanto a câmbio, você já explicou quase tudo que tinha de ser explicado. Eu só adicionaria algumas nuances e um exemplo bobo, e prático.

Em primeiro lugar, certos movimentos cambiais são mais relacionados ao R$ em si do que a outras moedas, mas nem sempre. É bom lembrar que até mesmo moedas fortes como Euro ou Libras Esterlinas flutuam bastante (o Euro se desvalorizou em relação a várias moedas, e a Libra Esterlina ganhou valor, como resultado disso, os custos de visitar o Reino Unido subiram bastante em relação ao continente; ao mesmo tempo, proporcionalmente, Europa ficou menos cara que Estados Unidos pois a perda de valor do Euro compensou parte da alta do dólar - só parte). Não tem muito segredo: é preciso olhar os sites como XE, Oanda etc e verificar cotações.

A segunda dica é sempre ficar cético com quem, mesmo sendo profissional do mercado financeiro (e ainda mais leigos, agentes de viagem, amigos etc), afirma ter certezas sobre câmbio. Se alguém puder garantir algo em termos de direção de movimentação de câmbio, está trabalhando em uma mesa de forex e não dando palpites de graça.

Para quem quer fazer uma poupança-equivalente em dólar para fins de viagem, aos poucos, há uns fundos de investimento cambial para pessoas físicas, que aceitam até quantias menores para começar (R$ 5000 ou algo assim), e que seguem aproximadamente a variação do dólar. É uma alternativa a sair carregando o cartão de débito pré-pago em dólar (que ainda considero melhor que comprar moeda em dinheiro-vivo).

Quem vai para leste europeu e não quer sacar na hora, via cartão de débito em conta, mas sim usar um cartão pré-pago ou dinheiro-vivo, quase sempre se dá melhor usando Euro ao invés de dólar americano. A menos que já se tenha dólares de viagens anteriores, trazer Euro é melhor que dólar. E evite um erro básico que é fazer cartão pré-pago em dólar para usar na Europa, agora que a maioria das corretas faz cartões em Euro.

Alguns cartões de alguns bancos no Brasil estão aderindo ao comportamento predominante no resto do mundo, e fazendo a conversão moeda local - Real brasileiro na data da compra. É bom conferir com o banco, em geral vão informar isso em uma daquelas cartas com juridiquês que passam batido e vão pro lixo. Isso reduz bastante o risco cambial de se usar cartão de crédito.

Por fim, um exemplo bisonho: imagine que, amanhã, Dilma Roussef e Nelson Barbosa anunciem uma medida para dividir o valor de todos os preços nominados em R$ por 10, reduzindo um dígito na moeda. Daí teríamos uma nova moeda onde preços, salários, saldo em contas, tudo é dividido por dez. Na prática, nada muda em termos da proporção do poder de compra. Os mais velhos que eu possivelmente se lembra do tempo de inflação realmente alta em que "cortar três zeros" era prática comum, aposto que ninguém se sentia 1000 vezes mais rico ao acordar com uma moeda "forte".

Sinceramente, a melhor coisa a fazer é esquecer completamente o valor absoluto do câmbio. Sem um referencial de preços em outro país onde a moeda é usada, o "quanto em moeda x é preciso para comprar tanto em moeda y" é um número que não diz nada sobre custos. Não tem outra forma.

Anderson Lange

Excelente artigo. Há 4 anos vou pro Uruguai no feriadão de carnaval e o real está cada vez menos valorizado frente ao peso uruguaio. Pra se ter uma ideia, em 2014 se comprava 12 pesos com 1 real nas casas de câmbio do Uruguai; nesse ano, entre 7 e 8 pesos. Vale muito à pena pagar restaurantes e hotéis com cartão de crédito, pois apesar de IOF de 6,38% você ganha a isenção dos 18% do IVA. E sai direto na via do cliente do pagamento. Não tem pegadinha. Confirmado na fatura. Faço uma ponderação quanto ao valor da cotação da moeda no pagamento da fatura. Ela é a da data do pagamento da fatura. Acontece assim: você paga na fatura do mês atual a cotação do fechamento da fatura e a variação (positiva ou negativa) entre a cotação do fechamento e do pagamento vem na fatura seguinte. Pode conferir nas faturas.

Elen Gramkow
Elen GramkowPermalinkResponder

Muito obrigada pelo post, abriu meus olhos. Vou para Santiago em junho e agora já sei o que levar: dólares e cartão de crédito. Lá posso pagar todas as despesas com dólares ou vou ter que cambiar por pesos chilenos?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Elen! Santiago é uma das exceções (está anotado no texto): você pode levar reais porque encontrará boa cotação. Mas é preciso levar dólares ou cartão de crédito para pagar o hotel, e desta maneira ter direito à isenção de 19% de IVA.

https://www.viajenaviagem.com/2015/09/santiago-chile-onde-trocar-reais-casas-cambio

Diogo A.
Diogo A.PermalinkResponder

Informativo e divertido, como sempre!

Natalia Goes
Natalia GoesPermalinkResponder

"Dólar não é iPhone, que em outros lugares custa menos porque incidem menos impostos."

Ri alto!!

Rodrigo Coriolano

Excelente texto para evitar que os desavisados (ou avisados que preferem não entender!) caiam em furadas!! É sempre necessário fazer as contas para não perder dinheiro. No início deste ano estive em Cancún com a minha esposa e saiu mais barato sacar dinheiro diretamente no caixa eletrônico do que levar dólares!

Inclusive escrevemos um post explicando nossos cálculos aqui. http://www.vamospelomundo.com.br/2016/02/cancun-qual-moeda-levar.html

Quem escreveu a matéria do SkyScanner ignorou completamente o poder de compra de cada moeda local. Pouco importa se 1 real vale muitos dinheiros locais, o que importa é o que se consegue comprar com esses muitos dinheiros locais, o que é chamado de paridade do poder de compra.

Uma ferramenta muito conhecida que tenta comparar a paridade do poder de compra da moeda de cada país é o Índice Big Mac, criado pela The Economist (http://www.economist.com/content/big-mac-index). Embora o cálculo não seja preciso, dá pra ter noção da comparação do poder de compra de cada moeda em relação ao dólar e mais quatro moedas.

Eduardo Menezes

O melhor, que já usei, é no Uruguai: nos restaurantes, e em outros serviços, o desconto é automático no valor debitado no cartão. Não tem história de processo de taxback.

Bruna Marconi
Bruna MarconiPermalinkResponder

Olá, sigo bastante as dicas deste site, ele eh otimo!
No final de abril vou para Berlim, Praga, Viena e Budapeste. Qual moeda vocês me aconselham a levar para Praga e Budapeste? Eh mais vantajoso levar dólar ou euro?
Obrigada

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Bruna! Euro terá a vantagem de ser aceito diretamente por alguns estabelecimentos.

Nini Ferrari
Nini FerrariPermalinkResponder

Excelente artigo!!!

Única vez que viajei com real foi para Buenos Aires por recomendação de amigos que moram lá... para mim nunca fez muito sentido sair do Brasil com reais...

Mas agora fiquei com uma dúvida, no caso dos países asiáticos a recomendação de levar dólares continua a mesma? Nesse caso o dólar é mais vantajoso que levar em euros?

Eu costumo viajar para a Europa, então já tenho a tendência de pensar primeiro em comprar euros... mas no caso da Asia não tenho ideia de como funcionaria...

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Nini! Para Buenos Aires, pode levar reais. Para viajar à Europa, leve euros. Na Ásia, tanto faz.

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Verdadeiramente impressionante o tamanho da confusāo que fazem com a relaçāo de preços nominais e valores de conversāo.
Parece insolúvel wink

Ronaldo Giusti

"porque a nossa imprensa de economia não consegue dar uma dentro quando o assunto é viagem"

porque a nossa imprensa de economia não consegue dar uma dentro, ponto.
porque a nossa imprensa...

Rita
RitaPermalinkResponder

Oi Ricardo. Li a reportagem do Skyscanner e fiquei desconfiada. Viajo bastante e sempre faço o planejamento em dólar ou euro (quando vamos para a Europa ). Geralmente não tem erro. Vi um comentário também sobre levar reais para Buenos Aires. Minha amiga esteve por lá recentemente e comentou que nas lojas a conversão para a moeda local variava . Parabéns pelos esclarecimentos. Adoro o blogue.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Rita! Em Buenos Aires, troque reais na agência do Banco Nación do aeroporto (tem em Ezeiza e no Aeroparque, e funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano) ou, se tiver tempo durante a semana em horário bancário, nas corretoras da calle Sarmiento, próximas à esquina da San Martín.

bruna
brunaPermalinkResponder

Obrigada, bóia. Mas eh melhor trocar o euro por lá (e perder na conversão dupla ) ou utilizá-lo direto nos locais turísticos? Vc sabe?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Bruna! A "conversão dupla" vai ocorrer de qualqur jeito, porque o estabelecimento que aceitar euros fará a conversão na taxa que arbitrar. Pergunte sempre antes qual a taxa de conversão usada. Lojas muito turísticas são tão "roleiras" quanto as casas de câmbio.

(A gente usaria cartão de crédito, porque a cotação é melhor, sem pegadinhas. Mas todo mundo tem medo de desvalorização do real, então prefere perder na casa de câmbio, na loja ou no caixa automático).

Alex Melo
Alex MeloPermalinkResponder

Incrível este post original de lá... tanta desinformação junta não é fácil encontrar.

Que bom que, mais uma vez, temos nosso comandante para explicar aos desavisados.
Desde 2004 só saio daqui com dólar(ou euro)e os cartões. Apesar que...com nossa moeda tão desvalorizada, ultimamente só viagem nacional mesmo, e olha lá heheh

Baita post.

Karen vasconcelos

Olá, muito bom sua explicação
Sou de Manaus e trabalho com turismo
Aqui em Manaus a maioria das pessoas viajam para Venezuela, que apesar da crise ainda sai bem bem bem vantajoso do que viajar para qualquer outro lugar do Brasil e do mundo
Isso se dá porque lá na Venezuela, como o país está com uma inflação altíssima, eles acharam a alternativa (já usada a muitos anos) de fazer o cambio não oficial, mas fronteiras.
Hoje o real está valendo 235 bolívares.
E o dólar 860
O real está em vantagem ao dólar.
Muitas vezes viajo para Venezuela e levo um valor equivalente a 2 mil reais e feito o cambio recebo 470 mil bolívares.
Sendo que o salário mínimo na Venezuela é 11 mil bolívares
Alimentação, hospedagem, e diversão é muitoooo em conta. Para compras não é vantagem!
Apesar da crise que afeta o país, eu vejo o país como um ótimo destino.
Não porque este é o ramo no qual eu sou uma das referências em Manaus, mas porque realmente é vantajoso.

Abraços

Rejane
RejanePermalinkResponder

Excelente, Ricardo! Como sempre direto e objetivo!
Parece que as pessoas só entendem o que querem.
Total falta de leitura e raciocínio.
Este post foi um cala boca nas bobagens que escrevem na internet sobre câmbio.

João Lucena
João LucenaPermalinkResponder

Boa Ricardo, puxe a orelha desses desinformados. O que me parece é que o brasileiro(a não ser aquele que costuma viajar com frequência para o exterior), é um povo totalmente ingnorante no assunto viagem internacional. Além é claro que ser mais "sabido" do que todos os outros povos. Ou seja. Eles querem tirar vantagem em tudo, incluisive acha que pode ganhar no Câmbio também,.

Não só isso. Quer uma história interessante. Moro nos Estados Unidos há muitos anos. E há algum tempo atrás, conheci um casal que veio vistar a filha numa faculdade aqui no state.
Traziam com eles um squinho de moeda do Brasil para a filha usar nas máquinas de lavar e secar roupa. Quando aquelas moedas eram inseridas na máquinas, elas paravam de trabalhar. Moral da história. Tiveram de desembolsar uma grana para concertar algumas delas, com poucos dias depois que chegaram.

Ou seja, brasileiro é coisa pra se usar no Brasil, pois não vãio levar vantagens em suas viagens pelo exterior não. Principalmente o Câmbio. Como você falou, o câmbio é sempre o mesmo, no Brasil o no destino. E ser honeto também ainda vale apenas. Não se tira vantagens com o nosso real em nenhuma lugar do mundo.

Botar na cabeça dessa gente, parece realmente uma tarefa muito complicada. Talvez o Lula saiba explicar isso...

Maria Cecilia Miranda

Não sou economista, mas entendo de números e viajo bastante. Penso que para saber se o nosso dinheiro vale alguma coisa, basta usar como referência o dólar. Fomos ao Atacama agora, semana passada. Bastava ver que o que representava 100 dólares para nós, do Real, cerca de R$ 400,00, representava 100 dólares para os pesos chilenos, CLH 79.000. Não importa se R$ 1,00 compra CLH 180! Quando você transforma em dólares, a quantidade é a mesma! Os preços chilenos são muito altos.... Assim como os argentinos, os mexicanos... Então, utilize o dólar como referência e vai ver que é caro... Muito caro! Enfim, ouvi agirá, não conhecia a expressão: Quem converte, não se diverte... Viajando e aprendendo...

Renata Tobias
Renata TobiasPermalinkResponder

Nesse caso, afim é junto mesmo...

Sergio
SergioPermalinkResponder

Falou tudo, Ricardo!
Nada melhor do que ouvir quem realmente entende do assunto, quando o negócio é viagem e turismo. Abraço!

Cintia Batista

putz, show o seu artigo!! Ainda bem que existem pessoas com espírito jornalístico para escrever de forma acessível todas estas "verdades" rsrsrs ... Realmente a ignorância impera quando o assunto é câmbio. Já tentei colocar meu ponto de vista algumas vezes, mas falta paciência com meu interlocutor. Fizemos uma viagem recente para o leste europeu e Rússia (quatro moedas diferentes ) e nos divertíamos ( humor negro!) com a cotação do real ... No caso dos Rublos, chegava a valer METADE da respectiva comparação com euro e dólar. Acho que o povo pensa que sai ganhando fazendo apenas uma operação de câmbio, sei lá ... Ou tem aquela mentalidade do meu pai, que viajava com um maço de dinheiro amarrado numa liga elástica ! E, sim, cartão de crédito compensa e simplifica sua vida. Agora, não tem jeito : se a grana está curta, melhor não viajar para o exterior. Com o Brasil em crise ( crise? Que crise? Não estaríamos voltando ao nosso estado basal?), o turista brasileiro SEMPRE vai estar em desvantagem / prejuízo.

bruna
brunaPermalinkResponder

Se a cotação do cartão de crédito eh melhor, e ainda me traz pontos, vou deixar para usar o cartão tbm, além de ter algum dinheiro local em espécie.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Bruna! O risco do cartão de crédito é a desvalorização do real até o vencimento da fatura. Mas numa situação estável, é uma excelente alternativa nos lugares em que você precisa fazer duplo câmbio (comprar moeda forte no Brasil e depois trocar pela moeda local).

Martha
MarthaPermalinkResponder

Olá,
No final de agosto vou a Africa do sul Qual moeda vocês me aconselham a levar?Levo dolar e faço o cambio la? Ou compro o rand aqui mesmo?
Obrigada

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Martha! Leve dólares.

Ute Rasp
Ute RaspPermalinkResponder

Voltei do Chile no último dia 9.01 e lembro dos hotéis lá não receberem em Euro. Só aceitam dólar e cartão internacional para isentar o IVA. Se pagar na moeda local vai pagar IVA mesmo sendo estrangeiro. Quanto ao Peru não sei informar pois ainda não fui por lá.

Daniel Henriques

Oi, Ricardo. Em primeiro lugar, parabéns pelo trabalho.
Cara, pedir ajuda a economista?! Desde quando esses caras entendem de finanças? hehehe Melhor chamar um administrador. hehe Mas falando sério, a questão de fundo é um inexistente ensino de finanças básico. A esmagadora maioria da população brasileira, infelizmente não esta a par dos conceitos elencados no texto. Uma dica: invista mais neste assunto. O Viaje na Viagem é super completo. Vai ajudar mais ainda os turistas se eles conseguirem ter o mínimo de noção do custo do dinheiro. abs

Marcus Barrocas

Concordo com a galera que fala que não precisa de economista pra explicar o que ocorre com o câmbio. Acho que a melhor solução para saber de maneira simples se um país é caro ou barato, pode ser o preço do Big Mac. Na Noruega custa em torno de U$ 7. Podemos dizer aí sim que a Noruega é um pais caro, Depois vem Suiça, Venezuela,etc...Não quer dizer muita coisa, mas que é uma referência é....

Cris
CrisPermalinkResponder

Eu li a matéria do Skyscanner e não me chamou muito a atenção. Eu só rolei a matéria até o final porque estava quase "esperando" que listassem Suécia, Dinamarca e Noruega como destino barato, pelo fato de suas respectivas moedas valerem menos de R$ 1,00! :p :p

Estive em Oslo em janeiro, e nunca me senti tão "pobre", kkkkk, nem mesmo em Londres, com libras esterlinas supervalorizadas!! Fiquei com a impressão de que Oslo é a cidade mais cara do Universo! wink

Eu não sei nada de economia e câmbio, pois para mim parece coisa tipo mágica ou do outro mundo, mas pelo menos eu tenho noção do "custo de vida".... A Noruega pode ter uma moedinha barata frente ao Real, mas isso é totalmente diferente do fato de que as coisas lá custam uma fortuna (ou seja, um MONTE de "moedinhas", rsrsrs).

Uma pizza ordinária e uma coca-cola custam o dobro do que custaria uma pizza de ótima qualidade e um vinho de mesa de qualidade normal em Roma, e olha que Roma é um destino turístico bem caro!

Uma garrafinha de 500 ml de água mineral de marca desconhecida num supermercadinho? Sabe aquela coisa que você compra por 0,30 Euros num Edeka qualquer em Berlim? Pois em Oslo custa quase o equivalente a 2,00 Euros!!! sad

Só não me senti paupérrima porque consegui um hotel com um "ótimo" preço (para o padrão "oslês"), equivalente a aproximadamente 80 Euros a diaria, com café da manhã, em uma otima localização.

Como eu queria muito conhecer Oslo e ainda ficar com vontade voltar para visitar toda a Noruega num futuro próximo, inclusive para ver a Aurora Boreal, eu não me senti totalmente #chateada com o preço das coisas, pois eu sabia o que ia encontrar e fui preparada para uma viagem em estilo supereconômico. Mas se eu fosse cair na ilusão da moeda barata frente ao Real, eu teria fugido na primeira hora ...rs

Em tempo, eu sequer saquei moeda local em ATM ou entrei em casas de cãmbio. Nem fiquei sabendo como é a cédula da Coroa Norueguesa! Usei somente o VTM, até para comprar a bendita água mineral de 19,00 NOK no supermercado. Eles aceitam cartão para tudo, até no ônibus "SAS Flybussen" para ir e voltar ao aeroporto! E apesar de eu ter certamente perdido um pouco na conversão de NOK para Euros, acho que o estrago não foi tanto.

Eu calculo que perdi 5% do valor total gasto (ou seja, a cada quantia equivalente a 100 Euros convertidos, 5 Euros de taxa), mas pelo menos me poupou todo o trabalho de ficar calculando e procurando taxas de conversão e ficar encanada entre sacar nos ATMs ou procurar uma casa de câmbio.

Abs,

Cris

Lívia
LíviaPermalinkResponder

Afim???? AFIM?????? Pelamor, gente! Conserta isso aí!!!! Erro facebookístico de português no VnV não ne?

Ricardo Freire

É gíria, Lívia. "A fim de escrever certo" é castiço e só pode ser escrito deste jeito. Já "Estou a fim/estou afim de escrever do meu jeito" é gíria e eu escrevo como melhor me aprouver... porque o simples fato de colocar isso por escrito já é, à luz do idioma castiço, errado. Daqui a pouco vou escrever "finde" e vai aparecer alguém para dizer "ain, mas o certo é fim-de!". No Brasil ninguém escreve mais, mas todo mundo virou revisor. Não estou afim de escrever afim de outro jeito que não afim. Fim.

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Cancelar