Brazil com s: até quando o turismo brasileiro vai brigar com a língua inglesa?

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Brazil com s

Dou início hoje à série de textos que prometi no fim da Olimpíada sobre como aumentar a participação do Brasil no trilionário mercado de turismo internacional -- um mercado no qual, a despeito de todo o nosso potencial, somos deficitários: exportamos turistas e receitas. Em 2015, o déficit da balança comercial do turismo foi de quase 11 bilhões de dólares. É um ralo do tamanho dos gastos de infra-estrutura para realizar uma nova Copa do Mundo por ano (!) -- mas entra governo, sai governo, o déficit se mantém inatacado, como se fosse apenas um problema de câmbio valorizado. Spoiler: não é.

Recapitulando: o relatório de turismo do Fórum Econômico Mundial de Davos classifica o Brasil como nº 1 do mundo em Recursos Naturais -- e ainda assim o país é exportador líquido de turistas e receitas. Mesmo precisando muito dos empregos e das receitas gerados pelo turismo (vou repetir em todos os textos que o turismo é a única 'indústria' que ainda não se mudou para a China), o Brasil (e aqui me refiro tanto às autoridades quanto ao brasileiro médio) tende a achar que esse negócio de turismo é coisa de republiqueta das bananas. Como se o turismo não fosse fundamental para a economia de países como a França, os Estados Unidos ou a Itália.

Na minha opinião, o déficit da balança comercial do turismo só será revertido quando o Brasil mudar de postura e de estratégia de atuação.

Nesses primeiros posts, vou começar pela mudança de postura. O Brasil precisa deixar de sacrificar o turismo como bode expiatório para nossos problemas de auto-afirmação.

Hoje vou gastar bits para falar de um detalhe aparentemente micro, mas que é emblemático da sabotagem do turismo em nome de um chauvinismo raso. Afinal, por que gastamos o nosso pífio orçamento de promoção turística para brigar com a língua inglesa?

  • Ecuador, Uruguay, Perú, España, Algéria

Muitos brasileiros se ofendem com o fato de Brasil ser escrito com 'z' em inglês. Acham isso o cúmulo do imperialismo ianque -- afinal, o que custa mudar uma letrinha só, que nem sequer vai afetar a pronúncia?

Só que:

  • 1) A língua inglesa não é propriedade dos ameri... perdão, dos estadunidenses. Foi inventada pelos ingleses, que por nossas bandas só têm interesses imperialistas nas Malvinas. Brasil passou para a língua inglesa com z porque um dia já foi escrito com z em português, mesmo.
  • 2) Em português fazemos exatamente a mesmíssima coisa com o nome de diversos países. O que custaria escrever Ecuador, Uruguay, Perú, España? (Não escrevemos Peñarol e Saens Peña?) É só mudar uma letrinha, que nem sequer afeta a pronúncia! (E a Argélia, coitada, que teve o 'r' e o 'l' trocados de lugar somente em português?)

Da mesma maneira que você não escreve Uruguay com i para humilhar os uruguaios, nem tira o acento agudo do Perú para exercer o imperialismo regional brazuca (alá!, brazuca com 'z'!), o pessoal que escreve em inglês (seja como idioma nativo ou língua internacional) não grafa Brasil com z com o intuito deliberado de diminuir a nossa estatura na ordem internacional. 99,9% das pessoas que escrevem em inglês não sabem que Brasil se escreve com s em português. Assim como 99,9% das pessoas que escrevem em português não imaginam que Equador se escreva com c em espanhol.

Brazil com s

Os jornais escrevem Brasil com z.

Brazil com s

Os guias de viagem escrevem Brasil com z.

Brazil com s

O TripAdvisor escreve Brasil com z.

Brazil com s

O Itamaraty escreve Brasil com z!

Brazil com s

A Missão do Itamaraty na ONU escreve Brasil com z!

Brazil com s

Mas todo o nosso material de divulgação em inglês insiste no Brazil com s.

Por que diabos gastamos a nossa parca verba de promoção para propagar um ruído na comunicação?

  • Quer comprar essa briga? Compra direito

Se ver Brasil escrito com z abala tanto o nosso moral, então que o país tome a iniciativa diplomática de requerer que o nome seja grafado da maneira que gostaríamos. Que seja feito via Itamaraty, que seja combinado com a imprensa.

Existem casos anteriores de sucesso. O Ceilão conseguiu mudar seu nome para Sri Lanka. A junta militar da Birmânia impôs Mianmar. A Índia convenceu o mundo a chamar Bombaim de Mumbai e Madras de Chennai. A China alterou todo o sistema de transliteração para o alfabeto romano, e os anglos toparam chamar Pequim de Beijing (eu, não!). Nesse instante mesmo a República Tcheca está oferecendo ao mundo uma versão mais sintética do seu nome: Tchéquia. Se vai pegar, só saberemos com o tempo.

(Eu poderia, de gozação, dizer que dava para aproveitar e requerer que a Academia Francesa institua Brasil no lugar de Brésil, que a Itália tire o e final de Brasile, que a Alemanha corte as três últimas letras de Brasilien... mas não vou zoar. Até porque ninguém se ofende com nenhuma outra alteração de grafia. O nosso fetiche é específico com o z, de onde emana nossa permanente humilhação internacional.)

É possível até usar a informação de que Brazil em português é com s como o gancho de uma campanha de promoção turística do Brasil (dá inclusive para fazer bem melhor do que aquela da Sadia). Mas veja: tem tanta coisa interessante que os visitantes potenciais poderiam ser informados sobre o Brasil, que gastar tempo e dinheiro com isso é um desperdício. Na boa: sai menos caro o governo pagar terapia pra todo mundo que se incomoda em ver Brasil escrito com z.

  • Por que algo aparentemente tão insignificante tem importância

Em primeiro lugar, porque inventaram um negócio chamado internet. E se você quer que o conteúdo que você posta na internet seja encontrado, você precisa usar as palavras usadas por quem busca. Quem usa a língua inglesa busca informações sobre Brasil com z. E o que a promoção oficial do Brasil faz? Escreve só Brazil com s. Nem a pretensão de marcar a posição da grafia portuguesa a gente consegue: se você não é sequer achado, como vai marcar qualquer posição que seja?

Veja o que acontece quando, seguindo o instinto de um viajante em potencial que procure informações do Brasil em língua inglesa, você digita visitbrazil.com na barra de endereços do navegador:

Brazil com s

O site oficial brasileiro se chama VisitBrasil.com, com s. Não tivemos sequer o tino de comprar os domínios de Brasil com z para poder redirecionar automaticamente para o nosso site. Todos, todos, todos os domínios com Brasil com z estão nas mãos de terceiros. Provavelmente porque, na época em que esses domínios foram lançados (.travel, .info, .tour) e eram baratos, achamos desnecessário e indigno nos curvarmos à grafia imperialista. E hoje continuamos sem comprar esses domínios porque, afinal, por que vamos usar nossa verba de promoção turística para reforçar nossos problemas de auto-afirmação? O déficit de 11 bilhões de dólares por ano na balança comercial do turismo é só um detalhe.

Busque Brazil travel info:

Brazil com s

Busque Brazil travel guide:

Brazil com s

Busque Places to visit in Brazil:

Brazil com s

Busque Brazil beaches:

Brazil com s

Busque Visit Brazil no YouTube:

Brazil com s

Mas OK: quando você busca "Visit Brazil" (em vez de preencher direto a URL na barra de endereço), o Google oferece o VisitBrasil.

google-visit-brazil

(Mas isso só acontece porque o VisitBrazil.com não tem conteúdo nenhum. Se alguém comprar o domínio Visit Brazil com z e encher aquilo de conteúdo, deve aparecer na frente do site oficial.)

Isso só não é trágico porque o nosso conteúdo online era tão ruim, mas tão ruim, mas tão ruim, que era melhor não ser encontrado mesmo. Mas as coisas ali no site estão melhorando (isso é assunto para daqui a uns três posts) e pode ser que em breve o conteúdo oficial brasileiro possa fazer uma diferença no planejamento de viagem de alguém.

(Mesmo que não faça diferença, é muito absurdão que o site oficial do turismo de um país sequer apareça na busca orgânica da imensa maioria dos termos básicos.)

De todo modo, como mencionei agorinha há pouco, já dá para notar uma evolução na administração do nosso conteúdo online. E parece que o novo responsável pela tradução já conseguiu ao menos emplacar a grafia 'Brazilian' (antigamente era 'Brasilian'). No Facebook já dá até para ver uns 'Brazil' permitidos no texto.

Quando eu comecei em publicidade, na outra encarnação, falava-se muito em 'camelo'. Camelo era "um galgo inglês desenhado por um comitê", dizia o ditado -- uma imagem que a gente usava sempre que a pureza (ou a lógica) de uma idéia era sacrificada para acomodar palpites conflitantes entre os técnicos e os que detinham o poder de aprovação.

Brazil com s

Brazil com s

Atualmente, o camelo do nosso material de divulgação é o seguinte: usamos um gentílico com z (Brazilian) derivado um topônimo com s (Brasil). Parabéns a todos os envolvidos!

  • Não é só um problema de internet

O Brazil com s em inglês não dá problema só no Google. O Brazil com s em inglês é um ruído na comunicação.

Eu admito que, para um certo tipo de público, esse 's' em inglês transmita exotismo e charme, e o fato de insistirmos nele, apesar de contrariar a língua inglesa (e até por isso mesmo!) possa aumentar nosso apelo. Mas esse é o público mais fácil de convencer a vir para cá: é um público já convertido. São pessoas previamente influenciadas pelo carisma do Brasil em alguma outra área.

Trata-se de um público pequeno. Continuar apenas pregando para convertidos não vai fazer cosquinha no esforço de reverter os 11 bilhões de dólares por ano de déficit da balança comercial do turismo.

Para virar o jogo, o Brasil precisa conquistar corações e mentes mainstream. Não faz sentido começar esse relacionamento criando mais uma insegurança, ainda que subliminar, a respeito do Brasil -- um país onde nem a ortografia parece funcionar.

A insistência no Brazil com s em inglês é prima-irmã daquele meme olímpico "Agora em Botafogo:", que começou quando a menina postou no Facebook seu orgulho de não dar informação em inglês ao turista (mesmo sabendo falar).

O Brazil com s em inglês significa "não falamos nem queremos falar a sua língua".

Significa "a gente é diferente, suas regras não valem aqui".

Significa "o nosso jeito é assim mesmo, adapte-se se quiser vir".

Tudo isso é verdade, eu sei, mas tem coisas que a gente não usa em publicidade...

  • Aproveita que ninguém tá vendo e muda

Não é só mudar o s do Brasil em inglês.

Se queremos mesmo conquistar corações e mentes de um público não-convertido, para reverter o déficit de 11 bilhões de dólares por ano da balança comercial do turismo, podemos começar adaptando a marca Brasil aos idiomas de quem pode nos visitar (dei oitenta mil buscas no Google Images e só achei a versão em português).

Um cartaz do Brasil na Itália será mais efetivo se for assinado pela marca Brasile. Na Alemanha, uma campanha assinada Brasil atingirá menos pessoas do que uma assinada Brasilien. Holandeses se sentirão ainda mais bem-vindos se o nosso material promocional vier com a marca Brazilië.

Alô, Embratur: cria e põe no ar esse monte de adaptações ao mesmo tempo, que eu garanto que não vai pegar mal. Ninguém vai notar. Até porque -- ninguém tá vendo.

Mas não tá vendo mesmo:

O SimilarWeb é um site que mede extra-oficialmente a audiência de qualquer site. Não tem a eficácia do Google Analytics (cujas informações de audiência só são reveladas ao dono de cada site), mas pelo fato de usar o mesmo método para toda a web, permite que se faça comparações confiáveis.

Brazil com s

Segundo o SimilarWeb, o VisitBrasil.com teve, no mês de agosto, 37 mil visitas.

Brazil com s

Já o Peru.travel teve... 486 mil visitas.

Brazil com s

E o Australia.com... 1.300.000 visitas.

(Seguidores no Instagram: @VisitBrasil 50K, @Peru 105K, @Australia 2.3M; Facebook: VisitBrasil 400K, VisitPeru.br 1.4 M, Australia.com 7.2 M).

Ou seja: essa campanha para mudar a grafia de Brasil em inglês e resolver um de nossos maiores problemas de auto-afirmação, usando apenas as nossas plataformas de de promoção turística, não está dando muito resultado não.

E a propósito: nosso site de promoção mais bem-feito (disparado!), o Visit.Rio (409.000 visitas em agosto), em sua versão em inglês usa... Brasil com z smile

O blogueiro avisa:

  • A série está só começando e vai longe, sem pressa. Só posso escrever sobre o assunto nos fins de semana para não prejudicar a produção de conteúdo do site. Aviso que não vou debater pela caixa de comentários, pelo menos não antes de completar todo o raciocínio. Desculpe e obrigado.

Leia mais:

38 comentários

Gabriel Britto

Adoro teus posts sobre o Brasil-destino. Que bom que haverá uma série.

Dúvida: existe alguma palavra em inglês onde o S, quando no meio, tenha som de Z?

Fiz uma pesquisa rápida e só encontrei este som no final de palavras. Se for isso mesmo, a nossa insistência em grafar Brasil com S em textos em inglês faz com que as pessoas pronunciem o nome do nosso país de forma errada: Brassil ao invés de Brazil.

Falei bobagem?

Ricardo Freire

Gabe, eu também achava isso e normalmente dava esse argumento quando defendia o 'z', mas a verdade é que o 's' pode ter qualquer pronúncia no meio das palavras -- "ss" em analysis, "z" em position, "j" em Asia... ou seja, se a grafia mudasse oficialmente para Brasil com s em inglês a pronúncia poderia continuar a mesma. (Mas que o 'z' inequivocamente leva à pronúncia do português, isso é indiscutível)

José Pinheiro

Muito competente e atual seu comentário
Nosso ministro do turismo pode começar a aprender com o nosso Professor
Parabéns!

noemi
noemiPermalinkResponder

O post levou- me a pensar sobre o assunto! Muito bem argumentada sua posição!

Ciça
CiçaPermalinkResponder

Excelente texto!
Sempre me perguntei porque o Brazil não era o top 1 dos gringos aventureiros que queriam explorar a South America por meses. Alguns nem passavam pelas terras brazucas. Da Argentina subiam pelo Chile até o Peru. O Peru por sua vez tem de longe maior apelo internacional que o Brasil com s.
Embratur, chama a galera do Viaje na Viagem! Temos grandes chance de reverter essa parada smile

Ricardo Freire

Hehe, Ciça, tem uma grande confluência de fatores aí. O Brazil com s é só um deles -- e não é o mais importante. Eu comecei por esse assunto porque é um detalhe emblemático, que acaba explicando muitas outras coisas que vou destrinchar ao longo da série.

Aline Martins
Aline MartinsPermalinkResponder

No inglês britânico, paravras que são escritas com z no inglês americano são escritas com s. Exemplos: organisation, finalise, analise, prioritise e por aí vai...

Camila Carvalho

Adorei a matéria, muito bem pontuada. Um belo chute inicial para diversos outros assuntos dessa área que conhecemos bem e poderíamos ficar horas e horas discutindo. Ou o Ministério do Turismo aproveita a onda das Olimpíadas ou voltaremos a ser como antes.
Já querendo ler seus posts futuros!!

Matheus
MatheusPermalinkResponder

Quando eu for professor na faculdade de publicidade, na próxima encarnação, vou usar esse seu texto em uma das aulas. ??

Cristina
CristinaPermalinkResponder

Muito boa essa matéria!
Temos um país repleto de belezas, mas temos muito o que evoluir em turismo.... a falta de infraestrutura e de saber divulgar das coisas boas que nosso país oferece (vender o Brasil como destino) espanta turistas... até nossos vizinhos, como o Peru, fazem isso muito melhor que a gente faz tempo.... e o governo ainda cria essa picuinha estúpida! Lamentável! Nossa gestão de turismo é quase nula.

Gustava
GustavaPermalinkResponder

Eu sinceramente acho que o motivo da insistência do Brasil com "S" não é necessidade de auto-afirmação nem bairrismo. É indiferença, mesmo. Tipo "não estou nem aí, só estou esperando meu horário de ir embora para casa. Tenho nada a ver com déficit nenhum não, moço".

Gustavo
GustavoPermalinkResponder

Acho seus comentários geralmente bastante lúcidos, e concordo que a estratégia de promoção deve ser diferente para cada país, usando a língua e grafia local de preferência. Seria muito bizarro a Alemanha fazer propagando no Brasil usando Deutschland, não? Mas acho que essa questão da grafia com "s" ou "z" não muda nada no problema da falta de atração do Brasil. Em primeiro lugar essa posição do resultado no Google depende de muitíssimos fatores, entre eles seu histórico pessoal de acesso e o quanto o site é acessado, análise do conteúdo, etc. Ou seja, independentemente se fosse com s ou z talvez o resultado seria o mesmo. Para as imagens vale o mesmo, são imagens de sites diversos, não necessariamente os sites oficiais. Quanto mais um país é visitado, mas probabilidade de encontrar fotos nas mais diversas línguas. No mais, como vc mesmo notou, em muitas línguas (francês, italiano, espanhol, alemão) a grafia também é com "s" (não a mesma grafia) e a maioria dos europeus não ficariam assustados com Brasil com "s".

Gustavo
GustavoPermalinkResponder

Mas bem, acho que os problemas do Brasil para atratividade são mais ligados à completa falta de infraestrutura para o turismo "desempacotado" e o custo relativamente alto. Bem, poderia aprofundar nesses problemas, mas se tratando do marketing, o Brasil teria que diferenciar suas estratégias de acordo com o público.

O Brasil precisa urgentemente investir nos chineses. Os chineses estão em todos os lugares do mundo, é impressionante. A maioria desses que estão viajando são da classe média alta e tem pesquisas que mostram que eles são os que mais gastam em viagens. Além disso, eles fazem um tipo de turismo que é possível de se fazer no Brasil que geralmente é por meio de grupos, guias e pacotes, ou então serviços de alto nível bastante especializados.

Tem de pensar outras estratégias para atrair os americanos e europeus. Apesar que esses últimos acho muito difícil. Todos os europeus que conheço (morando na Europa) gostariam de visitar o Brasil. Mas não sei bem porque, poucas agências oferecem o Brasil como destino. Acho que em parte é porque para o turismo de natureza e praias há vários lugares muito mais baratos e seguros. Já para o turismo cultural e de cidades o Brasil é bastante complicado em termos de infraestrutura e segurança, além do número limitado de atrações nas cidades fora do eixo Rio-São Paulo.

Camila Torres
Camila TorresPermalinkResponder

Riq,
Acho que no fim da série você pode juntar todos os artigos e defender seu doutorado em turismo smile
Ansiosa pras próximas lições !
[]s!
Camila

Bruno Pontes
Bruno PontesPermalinkResponder

Riq, sensacional. Enquanto nossas políticas públicas forem feitas por amigos dos amigos. Essa falta de foco no turismo não é pontual, o Brasil (ou Brazil, sei lá) não sabe onde quer chegar, por isso não precisa saber o que fazer...

Marcie
MarciePermalinkResponder

Excelente texto, e excelente defesa da ideia.

Maria Cristina da Silva

Só aplausos....vou acompanhar...e aproveito para incluir....Porque nossos aeroportos grandes não teem serviços de "shuttle"...bom dia ...eu em Bogotá seguindo dicas do VnV

Giovanna
GiovannaPermalinkResponder

Todos os seus textos são excelentes!
Nessa linha do "s" e "z" também temos Foz do Iguaçu e Iguassu.

Adri Lima
Adri LimaPermalinkResponder

Adorei e espero os próximos textos ansiosa!

Hugo
HugoPermalinkResponder

É o Brasil fazendo de tudo para confundir e dificultar a vida do turista. E pensar que isso é apenas a ponta do iceberg.

joaum
joaumPermalinkResponder

Parabéns , disse tudo, tem que mudar tambèm :Cataratas do Iguaçu(Iguassu), Foz do Iguaçu(Iguassu). Infelizmente o trade internacional entra geralmente pela Argentina.Perdemos muito com isto.João R L soares. Curitiba - Pr.

Bellas Antonio

Muito apropriado o comentário do Gustavo, em relação a custo x turismo Natureza x segurança!
Como o Ricardo bem definiu, debates só ao fim da obra feita!

Solange Fonseca

Adorei!!! Aguardo ansiosa outros posts! Vc é genial!!

Pedro
PedroPermalinkResponder

Muito legal esse texto. Estou ansioso para ver os próximos.
Trabalho no Tribunal de Contas da União, que tem alguns trabalhos sobre o tema. Fizemos um programa sobre o assunto que pode ser conferido em https://youtu.be/m4wAe7cCIiE?list=PLbxUzscxhDnrY56NAxmoQ8JquMpG97FG7

naysa
naysaPermalinkResponder

Ricardo, estás coberto de razão!!!! Os brasileiros tem uma espécie de "ranço" contra os ameri...ops! estadunidenses, como dizes! Acham que não temos que nos submeter a falar a língua deles (que não é exatamente deles...hoje é padrão no mundo) , que eles que aprendam a falar português e mais um monte de bobagens.
Atraso!!!! Ranço! bobagem! E ainda implicam porque alegam que os americanos pensam que o Brasil (com s) fica na Argentina - porém muitos nem sabem qual a capital dos EUA quando alegam isso...
Continue dando tuas opiniões. Quem sabe um dia também teremos hordas de turistas para engordar nossa economia e promover nosso lindo (e perigoso -falta segurança) país pelo mundo?

Karla Maria Corrêa

Excelente, como sempre! Ricardo, você devia ser Ministro do Turismo, mas nós, seus seguidores fiéis, ficaríamos orfãos...

Carolina
CarolinaPermalinkResponder

Sou formada em Turismo pela ECA-USP em uma graduação cujo foco é o planejamento turístico. NUNCA trabalhei na área simplesmente porque não há demanda governamental (em todas as esferas) para profissionais capacitados a pensar destinos turísticos. A barganha política que ocorre a cada troca de ministro do Turismo é um reflexo fiel da total falta de interesse em desenvolver esse segmento da economia. Como se cachoeiras e praias se vendessem sozinhas...

Alex Melo
Alex MeloPermalinkResponder

Como muitas coisas, tudo volta ao nosso 'medo do imperialismo'.
Só pensar no ridiculo de pintar as impressões digitais duzamericanos.

Josmar
JosmarPermalinkResponder

Ricardo, sou teu fã de carteirinha. Simplesmente fantástico esse teu texto. Também acho que vc deveria ser Ministro do Turismo! #MovimentoRiqPraMinistroJa kkkk.

Angie
AngiePermalinkResponder

Muito bom o seu texto! Como pode uma simples letra influenciar tanto né!

Alison McGowan

Fantástico e meio deprimente o seu texto Ricardo. Como estrangeira e amante incondicional do meu pais adotivo Brasil/Brazil (ou o que seja), nunca entendi a pouca importância dada a turismo como fonte de renda e gerador de empregos além de tudo mais. Nunca vi um pais com tantas lindas praias, montanhas, parques nacionais, flora e fauna, além de uma fantástica historia e cultura que parece não ter o mínimo interesse em divulgar os mesmos nem para brasileiros nem para estrangeiros. Vou seguir com esta bonita batalha (de divulgação do Brasil) desde Londres, porque aqui as pessoas apreciam a beleza do trabalho e dão apoio. Já estou cheia de saudade (mais uma coisa que só Brasil tem) mas assim é. Vai Ricardo. Eu também torço para você como Ministro de Turismo.

Ricardo Freire

Alison querida, por favor não me deseje coisas desagradáveis assim smile

Acho que depois de desperdiçar Copa e Olimpíada no marketing do turismo, e com a necessidade de buscar receitas para sair da crise, chegamos a um momento em que talvez a opinião de pessoas como você e eu seja ouvida. Aquele ministro Vinicius Lages, de breve passagem, já falava coisa com coisa -- e o presidente da Embratur Vinicius Lummertz, que também trabalhou no governo anterior, já soa mais lúcido (de vez em quando eu até acho que eles me lêem, haha). Mas não é só o governo que tem que evoluir -- o brasileiro médio precisa deixar de confundir marketing turístico profissional com humilhação internacional.

Aliás, que interessante que o seu site, o mais eficiente, mais citado e melhor ranqueado no Google sobre pousadas brasileiras, tenha como URL http://www.hiddenpousadasbrazil.com -- com z! Por que será?

smile

Bjs, saudades!

joaum
joaumPermalinkResponder

Concordo com o Josmar, sem o kkk

Claudio Lemos
Claudio LemosPermalinkResponder

Como sempre, excelente texto Riq! Parabéns!!!
E ainda acho que no fim da série você podia fazer um vídeo-resumo no youtube pra facilitar a viralização dessa info!
D+!!!

abs

Zara
ZaraPermalinkResponder

Já estou ansiosa pela próximos textos. Eu morei um tempo na Ásia e depois de voltar ao Brasil passei a olhar com mais atenção o descaso do Brasil com o turismo. Percebo a falta de informações em inglês e até mesmo espanhol em locais turísticos, vias públicas, bares e restaurantes... Vi vários amigos asiáticos virem para a América Latina e ignorarem completamente o Brasil. Estive esse ano em Angra e vi que a beleza de lá não perde em nada pras belezas da Tailândia, e no entanto as praias de lá estão cheias de gringos e as daqui... Enquanto o metrô de Seul tem informações em inglês, mandarim e japonês, aqui achamos que o gringo tem que saber português e escrever Brasil com s.

Patricia miranda

Sensacional!!!!!!!????????????

Majô
MajôPermalinkResponder

Riq, os parisiense começaram a ficar mais simpáticos com turistas, depois que entenderam que o turismo era e é, uma excelente fonte de receita para a cidade e o país.
Como sempre, seu texto demonstra um dos aspectos da falta de inteligência e pouco caso sobre o turismo pelo governo, tanto federal quanto estadual.
Não há sequer placas bilingues nas principais cidades e quiosques com folhetos sobre o turismo nas cidades.

Majô
MajôPermalinkResponder

Sobre placas bilingues, uma ressalva, Petrópolis já tem placas bilingues para as atrações principais, há muitos anos wink

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