Europa: vale a pena viajar sem hotéis reservados?

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Europa viajar sem reservar hotéis

Muita gente pergunta nas caixas de comentário: dá pra viajar pra Europa sem ter reservado hotéis para a viagem inteira? O que que eu digo na imigração?

A razão normalmente alegada por não querer fazer reservas por todo o período é o desejo de não querer engessar a viagem. Poder exercer o direito de decidir pra onde ir e quanto tempo ficar em cada lugar no calor da viagem.

Daqui a pouco eu falo sobre isso. Antes disso, é bom relembrar as exigências de imigração pra brasileiros entrarem como turistas na Europa.

  • Requisitos para um brasileiro entrar na Europa

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Requisitos para entrar no Espaço Schengen

Primeiro, vamos examinar as exigências do Espaço Schengen -- um grupo de 29 países, incluindo San Marino, Vaticano e Lichtenstein, que aboliram o controle de fronteiras entre si. Dos países mais visitados por brasileiros, só o Reino Unido, a Irlanda e a Croácia não pertencem ao Espaço Schengen.

Agora: Portugal, Espanha, Itália, Suíça, Alemanha, Holanda -- países que têm vôos diretos ao Brasil -- pertencem ao Espaço Schengen.

O Espaço Schengen tem regras claras pra brasileiros que estejam viajando de férias ou a negócios.
Você precisa ter (e, de preferência, tudo organizado numa pastinha):

  • Passagem de volta já comprada
  • Um passaporte que permaneça válido por 3 meses depois da data do seu vôo de volta ao Brasil
  • Prova de que dispõe de 65 euros por dia por pessoa pra custear a sua viagem (em dinheiro vivo, extrato de cartão de crédito ou de cartão pré-pago)
  • E... reservas de hotel confirmadas pra todo o período da viagem, ou carta-convite dos seus amigos ou parentes na Europa que vão hospedar você em casa

Daí você pergunta: todos os agentes de imigração vão pedir todos esses documentos pra você? Não. Você deve ter tudo isso arrumado numa pastinha, mas só vai precisar mostrar se for pedido.

Acontece que, se o agente de imigração desconfiar que você é um imigrante clandestino em potencial, ele vai começar a pedir esses documentos. E se você não tiver, por exemplo, reservas de hotel confirmadas e/ou carta-convite que cubram toda a sua viagem, você vai estar em maus lençóis.

Carta-convite? Que bicho é esse?

Carta-convite é o documento que oficializa a sua hospedagem numa casa de amigos ou parentes na Europa. Deve ser escrita preferencialmente em inglês, assinada a mão e digitalizada.

Não existe um formulário-padrão para todos os países, mas o que importa é o conteúdo. O anfitrião precisa informar o número de seu passaporte, endereço e telefone, declarar que o hóspede está custeando a sua viagem e anexar cópia do seu passaporte e prova de situação legal no país.

Pode ser algo assim:

  • LETTER OF INVITATION
  • I (nome do anfitrião), (nacionalidade), holder of passport (número do passaporte), living at (endereço, cidade, país, telefone), hereby declare that I have invited (nome do convidado), (nacionalidade), holder of passport (número do passaporte), living at (endereço, cidade, país), to be a guest at my house from (data de chegada) to (data de partida).
  • I testify that (nome do convidado) travels as a tourist by (his/her) own means. Attached you find a copy of my passport and residence permit. Please don't hesitate to contact me at (número do telefone).
  • Cordially,
  • (Assinatura e nome do anfitrião)

Requisitos para entrada no Reino Unido

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E fora do Espaço Schengen? Para entrar no Reino Unido também é assim?

Não. Não existem regras objetivas pra entrar no Reino Unido -- mas isso só aumenta a autoridade do agente de imigração de implicar com você.

Se eu fosse você, montaria uma pastinha igual à do Espaço Schengen. Passagem de volta, extrato de cartão, reservas para toda a estada (ou carta-convite se for se hospedar em casa de amigos ou parentes) e seguro-saúde.

O seguro-saúde não é obrigatório para o Reino Unido, mas não é esperto sair de casa sem estar coberto. Conta de hospital em libras não é algo que dê para encarar.

  • Vale a pena viajar à Europa sem reserva de hotel?

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Não, né?

Você precisa das reservas confirmadas para entrar na Europa

Viajar com reservas confirmadas é a regra do Espaço Schengen. E também é um item fundamental para dobrar a reticência de um agente de imigração no Reino Unido.

Para que arriscar?

Quem viaja com reservas viaja melhor

Para mim, esse é um aspecto ainda mais importante de todos.

Essa idéia de 'não engessar a viagem' podia valer há 30 anos, quando as viagens à Europa eram mais longas e as pessoas faziam suas reservas de hotel no guichê informações turísticas ao chegar na estação de trem da cidade.

Hoje o mundo inteiro faz reserva com antecedência, e quando você deixa pra reservar ao chegar você tem que se contentar com o que sobrou.

Você abre mão de escolher onde ficar em troca dessa liberdade de... ter que se preocupar com isso durante a viagem. A liberdade de... perder o seu tempo útil de viagem tomando providências práticas que podiam ter sido tomadas ainda no Brasil, quando o seu taxímetro tava correndo em reais.

O que está por trás do receio de 'engessar a viagem'

Esse receio de engessar a viagem normalmente é uma desculpa pra duas coisas. Uma desculpa pra não planejar direito a viagem (ah! lá eu me viro!). E uma desculpa para não tomar decisões importantes --mas na verdade você só faz adiar a decisão pra depois de você chegar.

Os dois motivos podem fazer você dar com os burros n’água.

Viajar sem planejamento:

  • Faz você perder passeios e atrações importantes por simplesmente não ter comprado os ingressos com antecedência
  • Faz você pegar filas de duas, três horas porque não comprou o ingresso com hora marcada quando ainda estavam disponíveis
  • Faz você pagar mais caro por viagens de trem que teriam desconto se você tivesse comprado antes
  • Faz você perder a chance de se hospedar nos hotéis de melhor custo x benefício, que são os primeiros que lotam

E adiar decisões de itinerário pra depois que você chegar é inútil. Quem disse que você vai ter melhores condições pra decidir para onde ir depois de chegar? A tendência é você passar zunindo pelos lugares, porque a próxima escala sempre pode ser mais bacana -- e você só vai descobrir isso depois que chegar lá. Viajar assim é uma ansiedade.

  • Quer desengessar a viagem?

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Se você não quer engessar a sua viagem, existe uma solução: viaje devagar.

Fique mais dias em cada lugar

Com mais dias em cada base você vai baixar a ansiedade e vai experimentar essa sensação de liberdade que você procura. Você vai descobrir coisas que você não esperava e vai poder calibrar os passeios aos arredores de acordo com a sua disposição e energia.

Hotéis bem-localizados | Amsterdã | Andaluzia | Barcelona | Bélgica | Berlim | Budapeste | Costa Amalfitana | Côte d'Azur & Provence | Florença | Lisboa | Londres | Madri | Munique | Milão | Paris | Porto | Praga | Roma | Siena & Toscana | Veneza | Viena |

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18 comentários

David Feiten
David FeitenPermalinkResponder

Excelente conteúdo para quem não é um viajante assim tão experiente - como é o meu caso. Tudo didaticamente explicado, de um jeito a não deixar dúvidas.

Andre L.
Andre L.PermalinkResponder

Um meio termo que funciona em viagens de carro ou viagens longas de 30, 40 dias com alguma restrição geográfica é fazer reservas cancelaveis e sem pré pagamento no Booking e ir alterando se necessário. O Booking cobre quase toda hospedagem padrão classe média (oferta de AirBnb do dia para a noite é mais complicado e maior chance de dar tilt). Com um SIM card e a app do Booking dá pra ir ajustando a viagem assim. Eu já fiz alguns tours dessa maneira aqui. Nunca tive problemas cancelando reservas dentro do prazo pra ajustar itinerário.

Obviamente isso não se aplica a passeios focados em cidades grandes ou cidades pequenas muito concorridas, nem a passeios geograficamente dispersos. É algo que serve mais para, por exemplo, um itinerário sem pressa de 3 semanas pelo interior da Península Ibérica ou pelo Sul da Itália.

Andre L.
Andre L.PermalinkResponder

Boia, tem certeza que carta convite é sempre algo simples assim? Holanda e Espanha, até onde eu saiba, tem formulários específicos para isso. A embaixada não tem muita informação pq a responsabilidade é do morador desse país que vai receber como anfitrião. Podem ter mudado as regras recentemente mas era assim até 2015. Itália e Alemanha, além de UK, não tinham padrão nenhum para cartas.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Andre! Talvez você esteja confundindo com 'sponsoring letter', ou com a invitation para obtenção de visto Schengen (que os visitantes asiáticos precisam). A carta-convite não inclui patrocínio nem será usada para pedir visto, é só uma declaração de paradeiro -- e será apresentada no aeroporto de chegada, que pode estar num país diferente do que a pessoa vai visitar. Há várias cartas como essa circulando na internet, e todas têm esse grau de simplicidade.

Érica A
Érica APermalinkResponder

Uma única vez viajamos sem hotel reservado, para Gramado em 2008, e levamos na cara tão bonito que nunca mais. Era uma viagem de carro onde os pontos altos eram Balneário Camboriú e Gramado. Hotel de Balneário reservado pela internet com antecedência e o de Gramado, bem... Meu pai disse que não ia reservar porque quem iria para Gramado em Janeiro, no calor do verão? Descobrimos que quase todo mundo. Fomos em vários hoteis, não sei mesmo dizer quantos. Todos lotados por conta de um evento do setor têxtil. Mesma coisa em Canela. Chegamos na região por volta de 15h, já estava tarde da noite, tudo escuro e a gente sem lugar para dormir. Uma situação realmente desesperadora. Vimos a placa de uma pousada perto da Catedral de Pedra e era nossa última tentativa antes de tentar algo em São Francisco de Paula. Tinha quartos vagos! A pousada era muito limpa e confortável, mas o café da manhã era extremamente regulado, com tudo contado mesmo.

Lição muito bem aprendida. Perdemos muito tempo procurando hotel que poderíamos ter usado usufruindo a região e por muito pouco não tivemos que dormir na rua ou numa cidade 40km distante.

Mariluce
MarilucePermalinkResponder

Muito sensato ! Suas dicas são sempre ótimas! Obrigada!

Alexandre Breveglieri

Excelente post! Mais uma vez acabando com algumas "manias" e "vícios" que os turistas por algum motivo ainda se agarram!

Fátima
FátimaPermalinkResponder

E se eu quiser me hospedar no air bnb? Como proceder?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Fátima! Normal, só levar o comprovante da reserva.

RSFrossard
RSFrossardPermalinkResponder

Concordo plenamente.

Com raras exceções de locais com alguma atração única, ou pit stop, nunca fico menos de 3 dias em uma cidade. Exemplo: De Toulouse para Barcelona, um dia em Andorra.

Sempre com as reservas em hotéis já providenciadas. Deixo a "liberdade" para os passeios e atrações.

E a Bóia na preferência para consultas. Obrigado pelas sugestôes!

Hugo
HugoPermalinkResponder

Nunca viajei sem hotel reservado, e acho que nunca farei isso. Só de pensar em chegar no destino e ter de gastar o meu tempo procurando um hotel, e ainda correndo o risco de não encontrar uma vaga e/ou pagar caríssimo já me tiraria o sono.

Prefiro sair de casa com a certeza de que terei uma cama confortável para descansar. Por isso mesmo, antes da viagem eu entro em contato com os hotéis e pergunto se está tudo certo com minha reserva. Como dizem, precaução e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.

INGRID
INGRIDPermalinkResponder

Seu leitora antiga da Boia e já me convenci de que menos é mais. Quanto menos cidades encaixadas no roteiro e menos deslocamentos, mais barata e prazeirosa é a viagem. Esse negócio de viajar para fazer city tour e check list em atrações é o que angustia o viajante e aumenta a chance de perrengues.

denise
denisePermalinkResponder

Legal! Concordo plenamente, mas que cansa planejar tudo antes, cansa mesmo...

André Trindade

Viajar com tudo reservado é um conforto impagável. Uma jogada que fação é que Reservo pelo Booking na modalidade que aceita cancelamento. Uso o Priceline uns 04 dias antes para tentar a sorte de pegar um hotelzão por preços módicos. Já dei sorte em Vancouver e Las Vegas, mas não deu certo em Tokyo e New York. Mas aí tinha o Booking pré-reservado...

Cris
CrisPermalinkResponder

Sempre viajo para a Europa com todos os hotéis reservados, seja para viagens curtas de 10 dias (quando as férias são apertadas), seja para viagens mais longas, quando já fiquei mais de um mês viajando de férias. Eu prefiro ter a certeza de onde vou dormir e não perder tempo precioso da viagem procurando hotel, mesmo que seja pela internet.

E como o texto diz, tem também as exigências da imigração. Vou contar como houve uma certa mudança nisso ao longo do tempo, pelo menos para mim:

Eu comecei a viajar com freqüência para a Europa há uns 8 anos, fazendo às vezes duas viagens por ano. Eu me lembro perfeitamente bem que mesmo na primeira viagem, viajando sozinha ou acompanhada, independentemente do aeroporto de chegada, NUNCA me pediam nenhum documento além do passaporte e faziam poucas perguntas (do tipo quantos dias vai ficar na Europa e só). Já cheguei a entrar no Espaço Schengen pela Alemanha sem sequer ser perguntada sobre nada: o agente apenas pegou meu passaporte e carimbou. No Reino Unido, faziam mais perguntas, mas também nunca pediam outro documento além do passaporte.

Pois bem, desde 2017, toda vez que eu chego lá (agora mais frequentemente por Frankfurt) sou bombardeada com perguntas: querem ver a passagem de volta, saber todo o meu itinerário, quantos dias vou ficar em cada lugar, querem ver as reservas dos hotéis (e eles conferem uma por uma bem atentamente) e até já perguntaram quanto dinheiro eu tinha (apesar de não terem pedido para mostrar).

Da primeira vez que essas perguntas e pedidos começaram a ser feitos (na imigração em Frankfurt em 2017) eu fiquei bem nervosa, mesmo já sendo viajante experiente e mesmo minha viagem sendo estritamente de turismo, porque nunca me questionaram daquele jeito. Eu tinha todas as reservas, todas as passagens de deslocamentos, o seguro viagem, o ingresso para atrações, mas acabei entregando todos os documentos ao agente de imigração ao mesmo tempo, até porque estavam organizados por ordem de uso ou apresentação (passagem - seguro - hotel - ingressos de atrações - deslocamento - hotel - deslocamento, etc) e acho que isso fez ele me fazer ainda mais perguntas. Foi nessa vez (e única) que o agente perguntou quanto dinheiro eu tinha, mas não chegou a pedir para mostrar, e só me liberou e carimbou o passaporte quando respondi minha profissão (sou servidora pública federal do Judiciário da União, parece um mantra que funciona ...)

Depois desse "susto", eu passei a levar todos os documentos organizados e separados por tipo: passagens, hotéis, deslocamentos, ingressos, seguro. Esse ano em fevereiro, novamente entrando no Espaço Schengen por Frankfurt, me perguntaram meu itinerário, pediram a passagem de volta e a reserva dos hotéis. Mas já estava preparada para a nova abordagem, mostrei apenas os documentos pedidos e na ordem solicitada e foi mais tranquilo (não pediram quanto dinheiro eu tinha, nem minha profissão e o agente foi menos inquisidor).

Nessa mesma viagem, também fui ao Reino Unido e ainda retornei ao Espaço Schengen por Portugal (Porto). No Reino Unido, as mesmas perguntas de sempre, mas pediram a viagem de volta. Em Porto, não pediram os documentos além do passaporte, mas me perguntaram nome do hotel onde eu ia ficar.

Então, minha recomendação é sempre já ter todas as reservas dos hotéis para todos os dias da viagem. E ter essas reservas impressas. Eu já cogitei inclusive apenas levar os arquivos das reservas salvos em PDF no smartphone, para evitar desperdício de papel, mas depois das últimas experiências, eu sempre vou imprimir TUDO!!

OBS: Em Frankfurt, esperando nas filas da imigração, eu pude perceber que eles fazem as mesmas perguntas para (quase) todo mundo, independentemente da origem. Queria ver se era por eu ser do Brasil, mas vi fazendo as mesmas perguntas para japoneses, norte-americanos, canadenses, etc e até mesmo para os membros de uma tripulação inteira de um A380 de uma companhia asiática.

OBS 2: Em uma das minhas viagens, eu fui para a Noruega. Já estava no meio da viagem e já tinha passado pela imigração Schengen e então não precisava passar de novo pela imigração (apesar da Noruega não fazer exatamente parte da UE). Eu tinha reserva num hotel relativamente caro, mas que eu pude reservar com política de cancelamento gratuito até as 16h do dia do check-in. Só que ao chegar no Aeroporto de Oslo às 15h, eu considerei ver se havia um hotel com preço mais em conta, sabendo que o custo de vida em Oslo é um dos mais caros do universo. Enquanto esperava minha mala na esteira, eu conectei meu smartphone à wi-fi do aeroporto, fiz uma busca rápida no app do Booking e vi que havia um hotel pela metade do preço que eu ia pagar, praticamente no mesmo lugar, apenas com um pouco menos de conforto (a única diferença era que não tinha frigobar e o hotel era um pouco mais simples). Eu na mesma hora cancelei a reserva anterior e fiz a nova reserva no outro hotel, já pagando todas as diárias pelo cartão de crédito. Acho que foi a única vez que eu fiz uma loucura dessas, de reservar na hora da chegada (mas lembrando que eu tinha uma reserva válida para outro hotel de qualquer forma).

ANGELA MARIA MAUES

Também não arrisco viajar sem reservas. E o conjunto de informações mais os comentários acima são de grande utilidade. Obrigada

Elisa Araujo
Elisa AraujoPermalinkResponder

Em 1997, viajei pra Europa com duas amigas. Só a primeira semana tinha hotel reservado, as outras duas semanas não, que era pra não viajar engessada. Na primeira cidade onde chegamos sem saber onde iríamos nos hospedar, teve briga. Escolher hotel na hora, com lista fornecida pelo serviço de atendimento ao turista... não deu certo. Uma queria pagar menos por noite, eu queria mais conforto e a terceira tentava apaziguar os ânimos. Perdemos umas horas visitando um ou dois hotéis e discutindo sobre "muita escada pra subir com mala", "rua muito esquisita", "cheiro de mofo", até conseguirmos um quarto para três com o qual as três concordassem. Enfim.... nunca mais fiz isso.

Pedro
PedroPermalinkResponder

Reservo pelo Booking, imprimo no idioma do país e levo comigo. Se realmente for ficar, ótimo. Se não for, cancelo sem taxas no limite de cinco dias antes do início da reserva.

Ajuda bastante para quem vai ficar de couchsurfing. Levo a confirmação da reserva mesmo já havendo cancelado-a.

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