Dica de Broadway: Nice work if you can get it


Depois de muitas idas à Broadway, hoje eu sei exatamente o tipo de musical que me agrada: aquele cujas músicas eu já conheço. Não tenho mais paciência para ouvir duas e meia de cantoria que não entendo (o meu inglês até que é razoável, mas quando desatam a cantar, minha compreensão cai pela metade). Já quando o show é feito de canções que têm vida própria fora do teatro, tudo fica mais bacana — sobretudo os números coreografados.

Na minha antepenúltima viagem, vi Mamma Mia, com clássicos do Abba (assisti à peça antes do filme, e achei muitíssimo mais divertida). Na penúltima fui ver Priscilla, a Rainha do Deserto, pontilhada de hits da era disco e com visuais delirantes (o show já terminou sua temporada na Broadway, mas pode ser visto em São Paulo).

Nesta última viagem acabei indo três vezes à Broadway, sempre para assistir a musicais com músicas conhecidas.

Dois deles, infelizmente, estavam para encerrar suas temporadas: Anything Goes, aplaudidíssima remontagem de um clássico com música original de Cole Porter (“Anything goes”, “You’re the top”, “I get a kick out of you”, “All through the night”, “It’s de-lovely”), e Porgy and Bess, com música dos irmãos Gershwin, numa rara versão para teatro de uma peça que normalmente é encenada na ópera  (descobrir o contexto  para o qual “Summertime” foi escrita é espantoso).

Nice work if you can get itNice work if you can get it

Meu terceiro musical foi o de que mais gostei — e esse dá para recomendar, porque continua a temporada com o elenco atual até o começo de 2013.

Nice work if you can get it é uma peça nova, escrita como um musical à antiga, de modo a poder enxertar o máximo possível de standards dos irmãos Gershwin. Estão lá “Someone to watch over me”, “‘S Wonderful”, “Fascinating Rhythm”, “Blah Blah Blah”, “Let’s call the whole thing off”, “But not for me” e, claro, “Nice work if you can get it”.

Mas o que torna “Nice Work” especial é a participação de Matthew Broderick. O sr. Sarah Jessica Parker, repentinamente cinqüentão e levemente bochechudo, consegue se sair com graça em números de dança complicadíssimos. O grande momento é quando ele e Kelli O’Hara dançam “‘S Wonderful” à la Ginger & Fred. Vale o ingresso.

Outros musicais com músicas que você deve conhecer: Evita (com Ricky Martin no papel de Che), Jersey Boys (a história de Frank Valli, e talvez o mais bem-amado dos musicais atuais da Broadway; pense em ouvir “Can’t take my eyes off you”), Mamma Mia e Porgy and Bess (este, em cartaz apenas até 23 de setembro).

E você? Que dica de Broadway tem para dar? Conte pra gente!

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29 comentários

Fui ontem no Once. Maravilhoso. Moderno. Rock irlandês, tipo folk. Todos os músicos, atores, tocam vários instrumentos ao longo de toda a apresentação. E vc ainda pode beber durante a apresentação, vinho, cerveja. E se quiser entender o enredo, veja o filme antes, que alem de ótimo, ganhou o Oscar de melhor canção.

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