Cias. low-cost na Europa

Cias low-cost na Europa: 6 pegadinhas

As cias. low-cost na Europa democratizaram as viagens de avião – e são as maiores responsáveis pela explosão do turismo no continente.

Se você está planejando uma viagem picadinha pela Europa, tem grandes chances de precisar incluir um voo de cia. low-cost no itinerário.

Veja o que esperar das cias. low-costs e europeias e como não cair nas pegadinhas mais comuns.

1. Low-cost na Europa nem sempre é baratinha

Apesar de “low-cost” significar baixo custo, a passagem de low-cost nem sempre é baratíssima.

Sabe as famosas passagens de € 10 ligando cidades importantes da Europa?

Elas até existem, mas só na abertura das vendas do trecho.

Quem aproveita de fato é o passageiro que:

  • 1) mora na Europa
  • 2) está inscrito nos alertas de rotas das cias. low-cost e compra com 8/9 meses de antecedência
  • 3) pode escolher seu destino conforme o preço das passagens
  • 4) pode escolher a data em que o voo estiver mais barato

Para nós, que moramos no Brasil e estamos fazendo uma viagem picadinha pela Europa, fica difícil encaixar o voo que precisamos pelo preço baixíssimo do lançamento.

A gente primeiro compra a passagem principal Brasil-Europa-Brasil – e quando chega a hora de comprar os voos internos, os preços já não estão mais tão camaradas.

Se você quer as passagens mais baratas, tem que acompanhar o abertura das vendas tipo 8 ou 9 meses antes da data.

Defina seu itinerário e inscreva-se nas cias. aéreas que oferecem os trechos que você quer comprar para receber o aviso do início das vendas. Você vai acabar comprando os voos internos antes do voo principal Brasil-Europa-Brasil.

2. Atenção para os aeroportos!

Preste atenção no nome do aeroporto servido pela rota. As low-costs por vezes usam aeroportos secundários que ficam muito mais longe que os aeroportos principais – na maioria dos casos, em outra cidade.

Esses são os casos mais enganosos:

  • Barcelona: o código do aeroporto urbano é BCN. A Ryanair leva a Barcelona Girona-Costa Brava (GRO), a 75 km.
  • Paris: os códigos dos aerportos urbanos são CDG (Charles de Gaulle) e ORY (Orly). As low-costs podem levar a Paris Beauvais (BVA), a 85 km.
  • Milão: os códigos dos aeroportos urbanos são MXP (Malpensa) e LIN (Linate). A Ryanair pode levar a Milão Orio al Serio (BGY), em Bérgamo, a 50 km.
  • Frankfurt: o código do aeroporto urbano é FRA. A Ryanair ainda opera alguns (poucos) voos em Franfurt Hahn (HHN), a 125 km.
  • Londres: os códigos dos aeroportos urbanos são LHR (Heathrow), LGW (Gatwick) e LCI (London City). Um aeroporto muito usado pelas low-costs é London Luton (LTN), a 50 km.
  • Roma: o aeroporto principal é Roma Fiumicino (FCO). O aeroporto secundário, Roma Ciampino (CIA), porém, fica pertinho, a 15 km.

Em todos os aeroportos secundários haverá transporte de ônibus para o centro das cidades. Luton oferece ótimas ligações por trem.

3. Aproveite as rotas que as cias. convencionais não operam

Na minha opinião, o melhor das low-cost na Europa não é o preço: é a cobertura das rotas.

As low-costs são as únicas cias. aéreas europeias que aproveitaram a desregulamentação do espaço aéreo europeu para operar voos entre quaisquer países do continente.

Por isso oferecem rotas que as cias. aéreas convencionais nunca pensaram em operar.

  • Quer voar de Nice, na Côte d’Azur a Palermo, na Sicília? Nem a francesa Air France nem a italiana ITA fazem essa rota: só a irlandesa Ryanair.
  • Precisa voar de Nápoles para a Grécia ou para a Croácia? A espanhola Volotea opera rotas entre Nápoles e várias ilhas (incluindo Mykonos e Santorini), e entre Nápoles e Split.
  • Inventou um roteiro em que você segue do Porto para Lyon? A irlandesa easyJet faz a rota.

Antes de planejar sua viagem, entre nos sites de Ryanair, easyJet, Vueling, Volotea e WizzAir e brinque de ver as rotas. Você pode ter ideias bem originais de itinerários.

4. Vai por mim: compre bagagem despachada

No meu caderninho, o mais importante ao voar com low-cost é escolher uma tarifa com bagagem despachada. Esse é o seu seguro contra cobrança extra no portão.

Não pense que as low-costs europeias são benevolentes como as brasileiras, que não pesam nem medem as malas, e despacham de graça no portão quando o avião está cheio.

Naninina! As low-costs esperam salivando que você chegue com uma bagagem maior ou mais pesada que o permitido para tascar uma cobrança de bagagem que vai custar o dobro ou o triplo do que você pagaria ao comprar a passagem.

Veja: novamente, a situação de voar extraleve cabe no contexto de quem mora na Europa e vai passar poucos dias num outro destino.

Para nós que estamos camelando por duas semanas entre várias cidades é muito difícil se ater aos 8 ou 10 quilos permitidos na bagagem (cobrada) de mão.

E se a nossa mala tiver dimensões diferentes do padrão da cia., não adianta nem estar levinha: vem cobrança.

Evite dissabores e uma despesa insperada escolhendo desde o início uma tarifa com bagagem despachada no porão.

5. Prepare-se para o desconforto a bordo

Assentos que não reclinam. Espaço apertado. Serviço de bordo em que tudo é cobrado (incluindo água).

Se você quer passar um pouquinho melhor, vai ter que pôr a mão no bolso. Pode pagar por um assento na frente (normalmente mais confortável) ou no corredor (para ter espaço para pelo menos uma perna).

Se não quiser pagar por comida e bebida a bordo, pode embarcar com lanche, água e refrigerante (álcool, não).

6. Embarque prioritário: vip por 20 minutos

A maioria das low-costs oferece embarque prioritário por um acréscimo tipo € 10 (sim, o valor que você achava que ia pagar na própria passagem rsrs). Vale a pena?

Olha, se você quiser minimizar o perrengue de voar low-cost, a saída é desencanar da economia extrema.

O embarque prioritário deixa você usar uma fila preferencial e encontrar lugar para a bagagem de mão junto ao seu assento (evitando uma confusão maior no momento do desembarque).

Mas com todos esses extras, ainda fica low-cost?

Não, claro.

Mas é o que eu digo: se você não conseguir aquela tarifa mais ridiculamente baixa da abertura das vendas, encare a low-cost como uma cia. convencional.

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    No meio das vendas, quando a passagem sem bagagem já passou dos € 60 ou € 70, a economia com relação às convencionais vai ser pequena, e às custas de muito perregue.

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