Marrocos pra Sabrina

Marrakech. Foto: Arnaldo Interata, Fatos & Fotos de Viagem -- http://interata.squarespace.com

A Sabrina está pensando em ir ao Marrocos. Bora ajudar?

Eu de cara recomendei não perder tempo com Casablanca, que é uma cidade grande e chata. Mas minha experiência no Marrocos não é muito grande. Fui em 98, como parte de um périplo pelo Oriente Próximo (em francês é mais bonito, Proche-Orient). Permaneci algumas horas em Casablanca, daí peguei um vôo a Ouarzazate, já próximo ao deserto (peguei um passeio até Zagora), depois aluguei um carro com motorista para atravessar as montanhas Atlas até Marrakech. Adorei, e estou pra voltar desde então.

Uma coisa que muita gente desconhece é que há muitos vôos diretos a Marrakech, que não precisam passar por Casablanca.

Preparei uma seleção de fontes quentes sobre o Marrocos:

Marrakech no Fatos & Fotos de Viagem, por Arnaldo Interata (de onde eu gentilmente surrupiei a foto do post)

Marrakech no Achados, por Dri Setti

Marrocos no Saia pelo mundo, por Mari Campos

Marrocos no O que eu fiz nas férias, por Gabe Britto

Marrakech com crianças no Viajando com pimpolhos, por Sut-Mie

Marrakech no Crônicas de viagens, do Claudio

Marrakech no Viagem & Aventura do Estadão, por Camila Anauate (continua aqui)

Fez no Viagem & Aventura do Estadão, por Camila Anauate

Merzouga no Viagem & Aventura do Estadão, por Camila Anauate

Morocco Travel, ótima agência — aproveite para se inspirar nos roteiros

Riads Morocco, riads para alugar

Trem no Marrocos — só para consulta; não dá para comprar do exterior

Marrocos no New York Times

E você, já foi ao Marrocos? Compartilhe as suas dicas na caixa de comentários. Shukran!

134 comentários

Marrocos
Acabei de chegar de uma fascinante viagem ao Marrocos. 14 dias inesquecíveis. Elegemos a Siruco Tours e não nos arrependemos. Excelente custo-benefício e um motorista-guia maravilhoso inteiramente ao nosso dispor.
O país respira o islamismo, mesmo que digam ser uma versão mais leve. Em cada bairro há uma Mesquita, cuja torre deve ser mais alta do que os demais prédios. Isso faz com que a maior parte das construções do país sejam baixas. Não há a presença de arranha-céus.
Na bandeira também a religião deixa sua marca. As cinco pontas da estrela significam os cinco pilares da religião: amar a Alá e ao profeta Maomé, fazer o Ramadã, ir a Meca uma vez na vida, ajudar aos pobres e orar cinco vezes ao dia.
As Medinas – bairros antigos e murados – estão presentes em muitas cidades, trazem características peculiares. Nelas, pobres e ricos conviviam lado a lado, visto que casebres ou palacetes não mostram mais do que pequenas portas que dão para as suas ruas. Dentro, porém, a diversidade pode ser enorme.
As estradas – uma experiência encantadora. Nelas, o tempo todo, nos deparamos com carneiros e cabras, sempre acompanhados por um pastor, e mulheres e homens vestidos com seus trajes típicos montados em jumentinhos, que são aqui um meio de transporte bastante comum.
A cultura privilegia o homem que pode ter até quatro mulheres, enquanto essas não podem nem acompanhar os sepultamentos. Pela manhã, só homens nos cafés, pois as mulheres devem estar em casa trabalhando.

Nossa viagem começou em Casablanca, capital financeira com sua maravilhosa Mesquita. Depois conhecemos a bela capital política, Rabat. Mas foi a linda cidade AZUL de Chefchaouen, com suas ruelas e becos coloridos de anil, que nos encantou na primeira  parte da viagem. Seguimos depois para as cidades imperiais de Meknes e Fès. Em Fès e visitamos a sua impressionante Medina do século nono com suas 9000 vielas por onde não transitam carros, só animais e pequenas carretas puxadas por pessoas. Depois seguimos pelo Médio e Grande Atlas e conhecemos florestas nevadas com seus macacos gigantes e a cidade de Ifran. Essa conhecida como a Suíça Marroquina. Chalés nevados, bonecos de neve e crianças escorregando em seus trenós quase nos enganam. Não fossem as mulheres cobertas, estaríamos nos Alpes!
Chegou a vez de conhecer o Vale do Ziz, onde nos hospedamos em um Riad em frente a um Oásis. Era realmente a casa de uma família e tivemos um jantar delicioso. No dia seguinte, fizemos uma caminhada pelo oásis, aprendendo sobre o sistema de agricultura familiar nele existente.
Chegou então o dia de conhecer o Saara! Nosso guia amanheceu vestido em seu traje típico, visto que ele pertence à tribo berbere do deserto. Amarrou lenços em nossas cabeças para enfrentarmos o sol e o vento e nos levou para um piquenique no meio do nada!!
Depois rumamos para encontrar nossos amigos dromedários e fizemos um percurso de 1h30min, cruzando as dunas do deserto de Merzouga, rumo ao Mirage Luxury Camp.
Paramos para ver o pôr do sol e ouvir o silêncio sentadas nas dunas daquele lugar mágico. Depois de um delicioso jantar, fogueira, tambores berberes e a imensidão das estrelas na escuridão da noite. Dormimos em tendas para lá de confortáveis e o medo do frio jamais se concretizou.
O dia seguinte começou novamente sobre as dunas, hora de ver o sol nascer. Depois, um delicioso café!
Reencontramos Said, nosso querido guia, e seguimos conhecendo o sudeste do país, que ele chama de Marrocos verdadeiro. Vimos Canyons, mais oásis, conhecemos o mercado local com direito a um estacionamento de burros, carneiros sendo vendidos vivos, tâmaras de todas as qualidades e uma imensa concentração de locais que nos olhavam com tanta curiosidade quanto nós a eles.
Aos poucos fomos aprendendo a distingui-los – berberes, árabes, judeus-muçulmanos – visto que as suas vestimentas diferem bastante.
No Vale do Dades, nos surpreendemos ao visitar os nômades que vivem nas cavernas das montanhas, próximas ao Alto Atlas. São pastores que moram em cavernas e se mantêm com a venda de suas cabras. Impressionante que pessoas vivam dessa maneira. As mulheres casadas pintam os olhos com cajal. Ninguém sabe a idade certa, pois o tempo pra eles é marcado por acontecimentos relevantes: pode ser o dia de uma forte chuva forte, uma grande seca, ou algo que tenha acontecido naquela comunidade. A relação desses povos com o tempo é algo que nos faz refletir: enquanto nos deixamos escravizar pelo tempo, para eles não há relógio e o passas das horas pouco representa. Nosso guia, por exemplo, nasceu nômade no deserto. Não sabe exatamente a sua idade, sabe que nasceu entre 1989 e 1990.
Tivemos a oportunidade de presenciar a chegada de visitas e o cumprimento entre eles. Lindo de ver o respeito e a reverência aos mais velhos.
Onde vivem? Em cavernas! Possuem quase nada, já que se locomovem de tempos em tempos. Vivem o desapego sem precisarem se esforçar…
Seguimos pela província de Ouzarzate, onde visitamos o cidade fortificada de Aït-Ben-Haddou, e onde foram filmados diversos filmes famosos, como Gladiador.
Finalmente, nossa última cidade, Marraquexe! Depois de uma viagem de quase 3000 km, visitando lugares e conhecendo culturas que nos pareciam estacionadas no tempo, a impressão é de ter chegado a Babel! Ocidente e oriente se encontram dentro da Medina. Estrangeiros de todos os cantos se misturam a encantadores de cobras, vendedores e turistas na praça principal, que é patrimônio da humanidade: Jama El f’na.
Mais palácios, fortalezas, jardins,histórias.
Valeu, Marrocos!
Valeu Said!

Acabamos de chegar de uma viagem inesquecível para o Marrocos (eu, minha esposa, minha filha de 6 anos, minha mãe e minha sogra). Passamos pelas seguintes cidades:
Casablanca (a vista a mesquita Hassan II é imperdível);
Rabat (capital do país, cidade moderna, que vale a pena visitar);
Chefchaouen (na minha opinião, o lugar mais bonito que visitamos);
Fez (a medina é uma loucura, com mais de 9.000 ruas. Necessário um guia para a visita);
Meknés (cidade imperial, muito bonita, pena que fomos para lá em uma sexta-feira, onde muito pouca coisa abre)
Voulubilis (ruínas romanas muito interessantes);
Merzouga (com direito a uma noite de pernoite no deserto e ida de camelo, na verdade dromedário) – saindo da cidade passmos pelas gargantas do Todra, impressionantes;
Boumalne e Ouarzazate (gragantas do Dades, a “serra do rio do rastro”marroquina, a Kasbah e os estúdios de cinema);
e Marrakech (com a imperdível medina, Jardins de majorelle e a Praça Jemma El-Fna.
Em nenhum momento nos sentimos indesejados ou em qualquer perigo. Muito pelo contrário, o povo é atencioso (ainda mais quando ficam sabendo que você é brasileiro), as cidades são seguras e há muita polícia em todas as cidades e estradas.
Fizemos tudo por conta própria, sem guias e com carro alugado. Dirigir no Marrocos é tranquilo, desde que você tome cuidado com o trânsito meio maluco e estradas muito sinuosas. As estradas são bem sinalizadas, sem buracos e muito policiadas. Fui parado algumas vezes, mas em todas fui muito bem tratado pelos policiais.
A única recomendação que faço a todos que vão a Marrakech é sobre as barracas de comida da praça Jemma El-Fna. Paramos em uma barraca (a de número 26) para jantarmos espetinhos de vários sabores. Pedimos nossos pratos e o garçon começou a trazer pratos com pães, saladas marroquinas, azeitonas…. Como o pedido que fizemos se restringia ao tipo de carne, frutos do mar ou legumes destes espetinhos, achamos que eram acompanhamentos destes pedidos. Mas não eram não! Quando pedimos a conta, um susto: tudo era cobrado separadamente! Cada pratinho com pães ou salada era cobrada separadamente. Conclusão: foi a refeição mais cara de toda a vigem, incluindo jantares com vinho marroquino, entrada, prato principal e sobremesa em restaurantes chiques e com excelentes avaliações aqui no tripadvisor. Tentamos argumentar que não tinhamos pedido aquelas coisas, que foram colocadas na mesa sem querermos, mas não houve acordo.
Fora isso, foi uma viagem dos sonhos. Todos adoraram. O Marrocos superou em muito todas as espectativas.
Quem estiver na dúvida, meu conselho é: abra sua cabeça e mergulhe no Marrocos que você não irá se arrepender.

Só alertas sobre os links e respectivos comentários:

Já é possível comprar online as passagens de trem no oncf.ma.

O link da página de Mari Campos não está funcionando.

Tenho um boo de Volta lisboa/rio , ficarei aguardando boo POR 20 horas, gostaria de saber Como posso aproveitar essas horas em casa Blanca

    Olá, Dilma! Aproveite essas horas para reservar um hotel. Ninguém pode passar 20 horas sem-teto em lugar nenhum do mundo, ainda mais num país pobre. Com hotel garantido, deixe sua bagagem (nem que seja a de mão) e visite a Mesquita.

Fiquei 7 dias no Marrocos. De fato, CasaBlanca não me chamou muito a atenção exceto pela Mesquita Hassan II e pelo passeio na Medina. Se alguém precisar se inspirar para um diazinho por lá, deixo minha contribuição aqui:

http://viajanderia.com/roteiro/o-que-fazer-em-casablanca-roteiro-de-1-dia/

Fiquei mais uns dias em Marrakesh e fiz o tour do Deserto. Se precisarem saber como andam os gastos por lá, vou deixar aqui minha planilha com os registros de tudo que gastei na viagem ao Marrocos por 7 dias, espero que ajude:

http://viajanderia.com/gastos/quanto-custa-viajar-para-o-marrocos/

É minha hora de ajudar né, já que busco tantas infos aqui 😉

Há um ano estive em Marrocos (fev/2016), em uma viagem super independente, confortável, segura e acessível (no sentido financeiro). É bom lembrar que durante o inverno no hemisfério norte é a baixa estação por lá, mas também você não sofre com o calor, por isso acho que é o período ideal para visitar. Viajamos somente duas pessoas, chegamos por Marrakech onde passamos alguns dias (hospedados em um lindo Riad na Medina), depois alugamos um carro e seguimos para Aït Benhaddou, onde tivemos uma linda experiência hospedados na Kasbah Tebi. Seguimos depois para Tinerhir (Gorges du Todgha), passamos duas noites muito bem acomodados nesse lindo oásis, na casa da Fanny (La Maisonnette). Daí a viagem seguiu para Merzouga e às dunas de Erg Chebbi, passamos duas noites no Hotel Kasbah Mohayut, que organizou uma das noites em tenda/acampamento no deserto, serviço muito atencioso, momentos mágicos! Do deserto seguimos viagem para Fez, onde devolvemos o carro à locadora logo na chegada. Em Fez ficamos hospedados também na Medina, o que sempre indicamos.
Essa foi uma das viagens mais “redondinhas” que fizemos, foi super tranquilo (road trip por Marrocos é possível, fácil, e um monte de gente faz)! Pessoas muito acolhedoras, culinária deliciosa, cultura encantadora, paisagens deslumbrantes! Se alguém quiser qualquer dica pode entrar em contato, adoraríamos compartilhar nossa experiência com todos os que estejam dispostos a aproveitar esse lugar encantador!

Acabei de voltar do Marrocos e é um país muito interessante e imperdível, vale muito a pena ir. Quero voltar em breve!
Fui a Casablanca, nada de muito interessante, fui ä Medina Mohamed II, única que permite a visitação de turistas mediante pagamento de 120 DIham , vale a pena porque é linda e tem guias em ingles e espanhol;
Rabat, capital política do Marrocos
Meknes, uma das capitais imperais, imperdível;
Fez, uma das capitais imperiais, linda, a medina precisa de um bom guia local porque é muito fácil de se perder
Marraquexe é também imperdível, recomendo muito ficar em um Riad na Medina, ficamos no Palais des Princesses, lindo e muito bem localizado.
O que mais gostamos foi uma excursão de 3 dias de marraquexe para Merzouca com uma noite em tenda nas dunas de Erg Chebbi. contratamos um tour privado com motorista que falava portugues e foi excelente porque ele nos levou direto aos pontos turisticos, bons restaurantes. Ficamos excelente hotel e uma tenda privativa com banheiro privativo com agua quente! Não recomendo alugar carro e dirigir sozinho nesta região porque é muito fácil se perder, as pessoas falam só o árabe, muitos guardas nas estradas parando os carros e eles são rispidos com os locais imagina como serão com os turistas. Contratamos a empresa Viagens Marrocos de Omar que fala muito bem o portugues(tratei com ee por email e no marrocos pelo whatsap. Foi tão honesto que nos devolveu dinheiro porque a diária da tenda ficou mais barato, muito sério e honesto). O nosso guia Rachid, muito atencioso, excelente motorista, educado e fez tudo que pedimos, inclusive nos levou em excelentes lugares para comprar roupas tipicas, ceramicas, óleo de argan legitimo e tapetes berberes com excelentes preços. Ficamos a Primeira noite no hotel Xalunga e no acampamento em merzouca Bivouac Azawad, excelente tenda, delicioso jantar e cafe da manhã. Atendimento de qualidade.
O Marrocos é um pais de excelente comida, povo hospitaleiro, muita cultura e excelentes compras nos Souks das medinas.

Somos berberes jovens do sul do Marrocos altamente dedicada ao turismo responsável. Nós encorajamos nossos visitantes a viver e sentir a essência de nossa cultura, nossos costumes, nosso modo de vida, o nosso povo. Estamos abertos a qualquer tipo de experiência, sugerir, e se eles querem deixar ir e desfrutar de novas experiências, nós cuidamos da organização. Sabemos que o nosso país e todas as suas possibilidades, para que possamos oferecer aos nossos clientes tudo que eles querem e tornar a sua estadia em nosso país em um momento inesquecível nas viagens do deserto e trilhas em todo o Marrocos .

Porqui MaroccoEscursioni.com ?

-9 anos de experiência e conhecimento de Marrocos .

-Especialistas no deserto marroquino e áreas selvagens .

-guias nativos .

-Guias particulares, em grupo e personalizadas

Estive no Marrocos em abril de 2015, saindo de Portugal e fazendo todo o trajeto de onibus. Passando pela Espanha, atravessando o etreito de gibraltar de ferry e chegando em Tanger, na África.
Foi uma aventura de 9 dias, com direito a acampamento no deserto e passeio de Dromedário!
Marrocos é fascinante!!

    Ola Clari! Quero fazer esse trajeto de ônibus também. Você pode me contar como foi sua rota? De que forma comprou as passagens, e se possível, qual foi o valor gasto aproximadamente.. Obrigada! 🙂

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