O arroz-de-tela informa: segunda na CBN, terça no GNT

Pessoal, esqueci de avisar que hoje, segunda feira, às 19h — na verdade no momento em que escrevo! — estarei na CBN, numa participação pré-gravada no programa Notícia em Foco, com a Mariza Tavares e o Roberto Nonato, da CBN, e o Zé Eduardo Camargo do Guia 4 Rodas. O programa vai até às 20h, e pode ser sintonizado aqui.

E nesta terça, dia 13, às 23h30, estarei no programa Harmonize do GNT, em torno da Carla Pernambuco, e acompanhado pela Tetê Pacheco, pela Mel Lisboa, pela Carol Brandão e pelo Nico e Hique do Tangos & Tragédias.

Pronto, avisei 🙄

41 comentários

Hummm q delícia, depois conta pra gente como foi o Harmonize, sinto que falta algum tempero na proposta!

Felicito-o por mais uma presença. A sua opinião é sempre abalizada e informada.
Vou aproveitar o post relativo à Globo para alugar um pouquinho o espaço e mostrar um excerto do programa Saia Justa que foi mostrado por uma televisão local e, desse modo, abriu (mais)uma polémica entre nós.
Nele, Maitê Proença finge que faz um pequeno roteiro por Sintra e Belém, dizendo incorrecções históricas em tom apalhaçado, graçolas anacrónicas e generalistas, terminando a cuspir nos claustros dos Jerónimos para imitar o bicho da fonte.
http://aeiou.caras.pt/video-maite-proenca-goza-com-os-portugueses=f24833

Sabe o que custa mais à maioria? Que os artistas (cantores, actores) sejam colocados em cinco estrelas e passeados em carro de luxo, que cinco ou seis programas e jornais os entrevistem para dizer como adoram a terra dos parentes (todos têm um avô ou qualquer coisa a jeito), a comida, a gente, e promovam o seu trabalho (neste caso um livro), e depois sejam apanhados nesta ou noutras figuras.
Um “clássico” é o discurso de portas para dentro (que agora nunca fica lá dentro com o desenvolvimento das comunicações) sobre a colonização e toda a série de argumentos a ela ligados (vocês sabem – o atraso atávico, o rei com frango nos bolsos e por aí) depois de uma semaninha de férias e entrevistas a jornais sérios, de referência, sobre a lusofonia, o Fernando Pessoa, o “país irmão”…
Sou uma pessoa que detesta generalizações na caracterização de povos, mas, às vezes, tb alinho com o povinho porque este tipo de dualidades me irrita.
Gostaria de saber a opinião dos clientes habituais sobre isto.

    Isabel, morei em Portugal por 1 ano e entendo bem o que falas. Até porque também ouvi brincadeiras do gênero sobre brasileiros, feito por portugueses. No entanto, discordo completamente do que fez Maitê Proença pelo seguinte motivo: ela faltou com o respeito com as pessoas que a trataram e a receberam bem. Principalmente porque ela deve ter ido a Portugal a convite dos portugueses. Mas não só por isso. Mesmo que tivesse ido por conta e vontade própria não tinha o direito de fazer o que fez, em público, em um programa de televisão.
    Fiquei envergonhada diante dos meus amigos portugueses. E até pedi desculpas em nome do povo brasileiro.

    Isabel, infelizmente eu já tinha visto. Também morei em Portugal por quase 3 anos (e adorei, por sinal), e senti vergonha. Não que a Maitê seja um exemplo de brasileiro inteligente, mas ela é uma figura pública e o programa Saia Justa tem a sua boa fama. Uma pena que eles tenham passado aquele vídeo e sinceramente nem sei do que eles acharam graça. Algumas piadas de mau gosto são engraçadas, mas este nem foi o caso. Ficou apenas o mau gosto e posso dizer que muitos amigos brasileiros, principalmente os que moram e conhecem Portugal, ficaram indignados. Nem todos pensamos como ela ou sequer achamos graça no que ela fez. Acredite. Beijos.

    Aline, eu sei que não. Se fosse o caso nem me tinha dado ao trabalho de expor com sinceridade a minha opinião sobre esta matéria. Ou se calhar nem andaria por aqui, porque tenho por hábito escolher as minhas companhias (e só aqui, no Beto e no Filigrana é que escrevo, entre toda a blogoesfera…)
    Nem a senhora é tão importante assim. Mas não deixa de vir cá muita vez a promover coisinhas com ar delicodoce… outros também o fazem e daí o desabafo.
    Claro que há imensos portugueses para quem os brasileiros são todos ignorantes, preguiçosos e com mulheres de carácter duvidoso. Quanto a nós, temos bigode e somos burrinhos e atrasados.
    Não é nada disso que está em causa. É que o esteriótipo e a má-educação numa televisão nacional, alimentados por senhorinhas modernaças e pseudo-cultas, têm outro peso e só lhes fica mal.

    Isabel, só pude ver agora o vídeo, não queria comentar sem ter visto.

    É malfeito, mal-preparado e bobinho. Como cronista, Maitê é bem melhor do que isso. (Acredite, ela escreve ótimas crônicas, sobretudo porque se expõe bastante nelas.)

    Acredito que a falta de preparação de roteiro e texto seja proposital; “vamos fazer uma TV espontânea”. A cena que define o espírito do videozinho não é a do cuspe, mas aquela em que Maitê diz não poder mais comer nenhum pastel de Belém para a câmera, porque já devorou quatro e só então se lembrou de fazer a tomada.

    O que me incomoda mais na cena do cuspe não é nem o fato de ter sido feita — televisão sem roteiro pode dar nisso –, mas o fato de ter sido mantida na edição, e ainda por cima como gran finale.

    Eu mesmo acho impossível não rir das diferenças culturais entre Brasil e Portugal; trata-se de um campo fértil para o que o humorista paulista José Simão batizou de “piada pronta”. O problema é que este vídeo do Saia Justa não aborda nenhuma diferença cultural entre Brasil e Portugal — ou, se aborda, terá sido o pouco preparo da TV brasileira para falar sobre qualquer assunto.

    Ao fim e ao cabo, acho o vídeo bastante infeliz — mas, no contexto em que foi concebido, algo menor, sem essa importância toda.

    Acredito que o que promoveu esses cinco minutos ao status de incidente diplomático é o que está fora da tela: o papel da TV Globo como exportadora de conteúdo para Portugal, a relação invertida Brasil-Portugal no campo da cultura de massa, em que a colônia se torna metrópole.

    (O interessante é que, no final das contas, somos bastante parecidos nessas questões de orgulho: nós aqui também nos ofendemos com facilidade.)

    Cabe à Globo e à Maitê se desculparem o quanto puderem.

    Se isto serve de consolo, Isabel, esteja certa de que a imensa maioria dos brasileiros que virem este vídeo não achará a mínima graça, e sentirá vergonha por tabela.

    Tenho medo, porém, de que este caso sirva para destampar rancores e iniciar uma sessão de ah, mas vocês fazem isso e aquilo e aquilo outro com a gente, e pensam isso e mais isso e mais isso que eu sei 🙄

    Por favor matenha-nos informados dos desdodobramentos aí em Portugal…

    Por aqui:

    Maitê pede desculpas
    http://oglobo.globo.com/cultura/kogut/post.asp?cod_post=231581&cx=0

    Globo pede desculpas
    http://www.bluebus.com.br/show/1/92947/a_nota_oficial_do_gnt_sobre_o_caso_maite_proenca_o_canal_lamenta

    Clovis Rossi, da Folha de S. Paulo
    http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/clovisrossi/ult10116u637376.shtml

    A Maitê tinha uma coluna na Época, não sei se ainda tem, mas o estilo dela me enchia o saco. E lembro que a Mônica Martinelli substituiu-a durante um mês e foi até melhor. E quando a Maitê voltou, referiu-se à substituta de um jeito meio jocoso.

    Tá certo que o pai dela matou a mãe, que ela tem vários traumas, mas fazer disso um troféu de desgraça full-time não tem nada a ver. Todo mundo tem problemas, anônimos e famosos. E aí?

    Só concordei com ela quando ela esculhambou aquele policial “ex” da Suzana Vieira (outra insuportável) que morreu de overdose, dizendo que o mundo não precisava daquele tipo de gente.

    Ainda: teve uma peça da Maitê Proença que fui ver há uns anos, que era tão chata, mas tão chata, que quase falei para minha namorada na época para irmos embora em algum momento de intervalo, quando as luzes se apagam para troca de roupa, cenário, durante uns dois minutos. Para não ficar deselegante de ir embora na cara dos atores. Mas ficamos até o final. Lamentavelmente.

    É, o assunto continua nos principais telejornais, agora com as “desculpas”.
    Espero que morra rapidamente , pois como diz um nosso conhecido fado “por morrer uma andorinha não acaba a Primavera”.
    As razões de tanto barulho foram as que apontei – as pessoas acham “portuguesmente” que isto é “cuspir no prato”, expressão que quer dizer tratar mal que nos trata bem. Não há pior que nós para dizermos mal de nós próprios (sim, sim, vocês herdaram isso dos paizinhos) mas já se sabe, se são outros a gozar ou a cometer incorrecções em relação à História (que muitos não conhecem), a ofensa é grave.
    Mas basta olhar para o nível rasca dos comentários do youtube para ver como este tipo de coisas que, à partida, são irrelevantes, destapam a panelinha da xenofobia que por aqui se tem cozinhado em relação aos imigrantes brasileiros.
    O facto da senhora ser isso mesmo, uma mulher, só agrava o caso, pois, para uma franja significativa do mulherio português, brasileira é p….
    Um dia destes comentava isso mesmo com o Beto. Fico sempre à espera que por aqui leia relatos de viagens menos bem sucedidas a Portugal, com gente a relatar algum destrato. Certas camadas populacionais não encaram já os brasileiros com as simpatias de outrora, do tempo em que as novelas e pouco mais traziam o Brasil para cá.

Olá, Ricardo, tudo bem? Sou professor da UCB e fã de viagens. Muito boa sua entrevista na CBN. Aproveito para convidá-lo a visitar meu blog: http://eliasrodrigues.wordpress.com. Um comentário seu ajudaria muito a aprimorá-lo. Parabéns pelo seu blog. Já está em meus favoritos e nos próximos dias será matéria do meu blog. Abraços!

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