Onde ficar em Praga: 10 hotéis em Malá Strana

Ponte Carlos, Praga

Foi-se o tempo em que só uma meia-dúzia de insiders tinha a informação de que Praga é uma das belas cidades do planeta. Hoje a cidade recebe 4 milhões de turistas por ano. Boa parte do centro histórico se converteu num imenso turistódromo: basta seguir o fluxo de pedestres, e você não apenas não se perderá, como verá todos os cartões postais (e poderá comprar todos os suvenires que quiser, em lojinhas que se reproduzem pelo caminho).

Para apreciar de fato a beleza de Praga, a receita é abandonar os corredores de gente e enveredar pelas ruelas sem comércio. O mais bonito – e mais sereno – desses oásis é o bairro de Malá Strana (“Cidade Pequena”). Estrategicamente localizado entre a Ponte Carlos e o Castelo, Malá Strana permanece um bairro mais residencial do que comercial. As quadras mais próximas do rio Moldava é ocupada principalmente por embaixadas, o que torna a região ainda mais sossegada. É o lugar perfeito para se hospedar.

Ficando num hotel em Malá Strana, você dormirá e acordará numa Praga parecida com a que existia antes do turismo de massa. E estará a poucos passos de fazer o programa mais imperdível de Praga: aparecer na Ponte Carlos antes do café da manhã, quando os vendedores de quinquilharias ainda não chegaram para estragar suas fotos…


Visualizar Praga: hotéis em Malá Strana em um mapa maior

Moderninhos

Não curte ambientes que queiram dar a impressão de estar inalterados há três ou quatro séculos? Então tente o Design Hotel Sax. Numa ladeirinha a caminho do Castelo de Praga (mas fora da rota usada pela turba), o hotel é todo decorado com móveis anos 60.

O quê? Não curte ambientes que queiram dar a impressão de estar inalterados há quatro décadas? Então tente o Domus Balthasar, que fica na rua Ponte Carlos e tem apartamentos minimalistas.

Tradicionais

Em Praga é difícil fugir de hotéis com decoração pesada – madeiras escuras, móveis maciços. Mas quando a localização é boa e o preço, abordável, vale a pena relevar. Da turma, o mais simpático é o Archibald at Charles Bridge, muito bem situado na ilha Kampa (US$ 330).

Nas redondezas, a maior barbada é o Kampa Garden, que compensa o prédio construído na era comunista com quartos sóbrios e preços ótimos (US$ 132).

Para pagar pouco por uma hospedagem honesta e ter transporte coletivo à porta, tente o Roma (US$ 120). E atenção: o hotel Ibis Malá Strana não fica em Malá Strana – está a quase 20 minutos de caminhada da Ponte Carlos.

Luxuosos

Se couber no seu orçamento, fique no Mandarin Oriental. O hotel ocupa um antigo convento dominicano; tem uma ala de arquitetura barroca, outra renascentista e ainda uma uma contemporânea, construída durante a restauração. A decoração – em todas as alas – é a um só tempo moderna e aconchegante. Depois de um dia de caminhada, é difícil resistir ao spa, que oferece mimos asiáticos.

Ali perto, ainda na zona das embaixadas, o Alchymist Residence Nosticova tem apartamentos quase tão barrocos quanto o prédio – e uma tarifa interessante para a categoria. Bem mais elegante é o Aria, um 5 estrelas de inspiração musical – há uma partitura que leva os hóspedes da entrada até o jardim de inverno. Mais acima, na mesma rua, encontra-se outro exemplar rococó da rede Alchymist, o Grand Hotel & Spa.

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168 comentários

Eu fiquei no B&B The Charles em Mala Strana bem pertinho da Ponte Carlos. É bem tradicionalzão, com quartos de pé direito enorme, mas bem confortável, com café da manhã incluso e ótimo custo-benefício. e o melhor, do lado da Ponte Carlos.

Boa noite, viajantes!!!!
Estou pensando em viajar no final do ano e fazer Praga, Romênia, Hungria e talvez Turquia.
Gostaria de saber de vcs se é possível fazer tudo isso sem agências como sempre fiz pela América do Sul? Não domino o inglês.
Fiquem a vontade pra opinar!

Desde já obrigado!

Cheguei de PRAGA, fiquei hospedada no
CLARION CONGRESS HOTEL PRAGUE
FREYOVA 33, ele não fica na parte antiga e turistica de Praga mas usamos o metro varias vezes, inclusive a noite e foi muito rapido e seguro.
Dica:Vejam o teatro de sombras, é muito legal e diferente!

Riq,

passei semanas esperando por este Post! rs rs rs

E agora que ele chegou eu já estou aqui em Praga! Segui suas dicas de outros posts e optei por ficar em Mala Strana. Assino embaixo de tudo que vc disse sobre a localização. Estou hospedada no Hotel William. Bonitinho, limpo, simples, com um café da manhã razoável e preço honesto. Estou adorando tudo!!!

Estou planejando voltar a Praga em outubro e quero ir a outras cidades como bate-e-volta. Para isso preciso sair cedo e tal. O bus para C. Krumlov sai de uma determinada estação de trem. Fico pensando se Mala Strana n’ao ficaria um pouquinho fora de m’ao tendo apenas uma estação de metro. Mas que o lugar é lindo, é! Valeu pelo post, Riq.

Vou aproveitar que acabei de voltar de Praga e deixar minha opinião sobre o Hotel Kampa Garden, que foi citado no post.
A localização do hotel é excelente, bem do jeito que o Riq descreveu.
Quanto ao hotel em si, ele é bem simples, não se deve esperar muito. Mas gostei do tamanho do quarto duplo e tudo era bastante limpo. O único senão é que, muito embora o quarto fosse para não fumantes, não tenho dúvidas de que já haviam fumado bastante ali.
O pessoal da recepção foi sempre bastante prestativo.
O café da manhã pode deixar a desejar, porque é idêntico todos os dias e não tem muita variedade. Mas, considerando o preço da diária, pareceu-me adequado, e para mim esse não é um fator importante.
Eu voltaria a me hospedar lá porque realmente adorei a localização, e o preço foi bem camarada (agora em abril, paguei bem mais barato do que a cotação obtida pelo Riq e ainda ganhei uma diária grátis por causa de uma promoção do site de reservas).

Sempre tive vontade de ir para lá..conhecidos meus dizem que a cidade é bem em “conta”. Como são os preços por lá?acessíveis?
Obrigada.Sinara

A Mala Strana é bem isso: um lugar movimentado e cheio de vida, mas com cantinhos escondidos perfeitos para se aproveitar.

Ah, e ao contrário do que a muvuca turística pode levar a pensar, ali estão restaurantes frequentadíssimos por tchecos. Ou seja, nem todos são coisa de turista, não.