Santa Teresa

Santa Teresa, ES: na varanda dos colibris de Augusto Ruschi

Santa Teresa

Santa Teresa, a 80 km de Vitória, é uma simpática cidade de colonização italiana nas montanhas capixabas. (Aprendi que não se diz “serras”; no Espírito Santo, Serra é o nome de um município… litorâneo, do ladinho de Vitória.)

Santa Teresa ES

Como toda cidade turística de montanha, Santa Teresa tem um clima ameno e bons restaurantes. Mas o algo mais que torna Santa Teresa especialíssima é a sua grande população de beija-flores — ou colibris, como os capixabas preferem chamar.

Santa Teresa ES

Colibris estavam entre os objetos de estudo preferidos do naturalista Augusto Ruschi, o mais famoso dos santa-teresenses, tido como o primeiro ambientalista do Brasil (antes da palavra existir). Falecido em 1986, Ruschi chegou a estampar a cédula de 500 cruzados novos. Ainda em vida, transformou a propriedade onde morava no Museu de Biologia Professor Mello Leitão.

O museu preserva um naco de Mata Atlântica no centro de Santa Teresa. Expõe serpentes, jabutis e aves (as que estão nos viveiros foram apreendidas de cativeiros ilegais e não têm condições de ser reintroduzidas na natureza).

Museu Mello Leitão

Museu Mello Leitão

Museu Mello Leitão

Mas o que você vai levar para a vida serão os minutos que passar na varanda da casa onde morou Augusto Ruschi, e que hoje é ocupada pela administração do museu.

Museu Mello Leitão

Ali, uma fileira de bebedouros pendurados atrai o tempo todo dezenas de colibris que vêm se alimentar.

O vídeo não passa toda a emoção do momento: são tantos os beija-flores, e zunem numa velocidade tamanha, que você se sente numa versão benigna daquela famosa cena de “Os Pássaros”, do Hitchcock. Se você não soubesse que o destino daqueles biquinhos são os bebedouros, se acharia em apuros.

É um espetáculo bonito e também engraçado. A coreografia dos passarinhos que param no ar é interrompida aqui e ali por bufões de outras espécies, que não têm nem sombra da graça e do equilíbrio dos colibris e usam os bebedouros de maneira desajeitada.

O show é hipnótico. Dá pra ficar horas só observando a passarada.

E pra fechar meu passeio em grande estilo, saí da varanda e fui almoçar na Café Haus, onde o menu do dia era ravióli de coelho ao molho cítrico e quinoa, com um blinis de banana de sobremesa. Delícia.

Café Haus

Agradeço o conjunto de graças alcançadas ao querido Tiago dos Reis, do Rotas Capixabas, que me deu todas essas dicas.

Para ler todas as dicas do Tiago sobre Santa Teresa, clique aqui. (Neste momento o blog está fora do ar, mas acredito que logo logo volta ao ar.)

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