Self check-in com etiquetagem de malas: já existe!

Self-check em Amsterdã

Foi o maior susto de toda a viagem.

Chegamos ao aeroporto de Dubai com quase três horas de antecedência do horário do vôo — um intervalo superconfortável. Eu não tinha feito o check-in pela internet porque não tinha como imprimir o cartão de embarque, então fui procurar o setor de check-in convencional da Emirates.

O primeiro setor por que passamos, à nossa esquerda, foi o de entrega (drop off) de bagagem para quem já tinha cartão de embarque na mão. E a fila estava imensa.

Logo em seguida, à nossa direita, apareceu um setor de totens de auto-atendimento. Não tinha fila. Oba! Lá fomos nós.

Fui seguindo as instruções da tela, consegui reescolher o assento, e estava preparado para receber o cartão de embarque e ir pra fila das bagagens quando apareceu a instrução: COLOQUE SUA MALA NA ESTEIRA.

Só então percebi que estava num quiosque de self check-in total, onde eu mesmo etiquetaria e despacharia as malas.

Na hora fiquei tão nervoso que nem atinei de documentar o processo com a cameritcha do iPhone. Tampouco achei vídeo no Youtube sobre o processo no aeroporto de Dubai. Mas o quiosque lá não é tão bandeiroso quanto este do vídeo do Schiphol de Amsterdã, não. Não tinha essa “casinha” toda. Havia só um vão estreito entre os totens, onde por acaso havia uma esteira (mas eu nem tinha percebido isso).

O esquema da Emirates é um pouco mais enrolado que esse do vídeo da KLM. A mala vai para a frente, é pesada, então é trazida de volta para a beirada. Só então a impressora cospe a etiqueta. A tela então manda destacar o recibo da bagagem e os três microadesivos com código de barras (que devem ser espalhados por lados diferentes da mala). Daí sim a gente destaca o adesivão e envolve na alça da mala. E finalmente, depois que a mala vai embora, a impressora cospe o seu cartão de embarque.

Tive que repetir o processo inteiro com a mala do Nick, mas daí já estava craque. Veterano. Gostei!

É o check-in do futuro? Certamente. Mas só em aeroportos que tenham área suficiente para instalar tantos terminais assim. É provável que quando esse sistema chegue ao Brasil aeroportos como Schipol ou Dubai já tenham operando o teletransporte de bagagem…

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18 comentários

Riq,
Sei pergunta é fora do assunto check-in-self-service mas talvez alguem saiba e me ajude. Estou indo para NY via Toronto e li em algum lugar que é possível passar pela imigração americana no aeroporto em Toronto. É verdade? Como devo proceder? Minha entrada em NY é pelo La Guardia.

    Olá, Amaury! Não apenas é possível, como é obrigatório. Não é preciso saber como proceder. Basta se dirigir ao seu portão de embarque, e haverá um posto da imigração americana antes da sala de embarque. Simples assim!

    Desta maneira os vôos de Toronto para os Estados Unidos acabam se comportando como vôos domésticos, e a chegada é bem mais tranqüila!

    A mesma coisa acontece em Aruba!

Oi Riq!!
Eu usei esse sistema em Dubai quando passei por lá no final de dezembro e confesso que fiquei com um certo receio de entregar minha mala. Conferi e reconferi as etiquetas umas 15 vezes, mas é realmente muito prático.
Uma das minhas malas estava acima do peso e a máquina rejeitou na hora. Reorganizei minha bagagem de mão e lá foi a mala.
Nada de filas nem perda de tempo. Em 10 minutos estava pronta p/ embarcar.

Imagina a brazucada voltando de Miami, fazendo isso com suas 500 malas com milhões de kilos…a máquina ia explodir…

Dubahia é chique! Tive minha experiência com essa maquininha agora no natal quando fui pro Brasil. Dá nervosinho mesmo. Medinho de fazer bobáj, de mandar a mala pra Addis Ababa.

Muito legal esse check-in! Pena que eu nunca tive coragem de fazer. hahahaha Sempre observo as outras pessoas envolvidas com o procedimento, me bate uma curiosidade, mas fico com medo de fazer besteira e a mala extraviar! rs
A sua chegou direitinha no local?
Bjs,
Manddy (http://tourdubaiguide.blogspot.com/)