Tous ensemble: allez le Brésil!

Táxi embandeirado em Grand-Case, St.-Martin

Ontem no lado francês (St.-Martin) eu vi um carro chique com uma bandeira do Brasil e pensei: ué, o Brasil tem representação diplomática por aqui? Que desperdício de dinheiro público!

Mas logo depois vi uma van com duas bandeiras do Brasil. E um táxi com bandeiras do Brasil e um monte de cacarecos verde-amarelos no painel de controle.

Daí vi outros carros com bandeira da França, um com bandeira da Alemanha. São as torcidas!

Táxi embandeirado em Grand-Case, St.-Martin

Na Copa do Mundo dá pra torcer pelo Brasil como quem torce pro Manchester United ou pra Inter de Milão. E pelo que estou vendo, a torcida do Brasil em St.-Martin só perde pra da França 😎

Já no lado holandês (St. Maarten) não tem nada disso. Até porque de holandês esse lado não tem nada. Mas faz de conta que eu não falei nisso ainda; esse é assunto pra ooooutro post…

23 comentários

Eu morava na Alemanha, em Stuttgart, durante a Copa de 2002. Havia festa nos jogos do Brasil, de Portugal, da Turquia,da Espanha, da Coréia, cidade tinha imigrantes de todo canto. Mas, à medida que as seleções iam sendo eliminadas, a torcida brasileira crescia. Na final os que não eram alemães natos eram brasileiros desde criancinha. Nós ficamos com medo de ir torcer na final em lugares públicos, afinal torceríamos contra os donos da casa (achamos que era falta de respeito). Nós nos reunimos na casa de um brasileiro, que morava meio afastado da cidade. Acabou o jogo, Brasil campeão, Alemanha vice, e ficamos com uma vontadinha de sair comemorando, mas estava todo mundo meio assim… Aí um falou: vamos quietinhos até o centro, ver o que rola por lá? E fomos, “quietinhos” (ou quase).
Quando chegamos no centro da cidade, estava a maior festa… dos alemães!!! Comemorando o vice-campeonato! (Como a nossa seleção na época, a deles estava desacreditada, ninguém apostava que chegariam na final.) Descemos do carro, e o povo veio comemorar conosco! Até hoje, ainda lembro disso como um dos nossos mais interessantes choques culturais. Imagina se por aqui alguém sairia para beber e cantar e dançar e comemorar o vice??? E ainda confraternizar com a torcida vencedora???

Ninguém acredita, mas quando eu morei no Chile ficava impressionada com a quantidade de pessoas que saíam às ruas para comemorar as vitórias do Brasil durante as Copas de 94 e 98. Os próprios chilenos vestiam camisetas verde-amarelas, prendiam bandeiras enormes nos carros e saiam buzinando pela Av. Bernardo O´Higgins, parecia a Paulista. O Brasil tem uma torcida enooooorme fora daqui, e não é de brasileiros que moram fora não! 😀

Embora se note que a minha opinião é tudo menos imparcial, acho que por cá há alguma divisão. Os entusiasmados de verdade, aqueles que se deixam ir pelo circo fabricado pelos media, e um grupo significativo (mas possivelmente minoritário) que está mortinho para que tudo acabe depressa porque não suporta tantas horas de não-jogo em torno de fait-divers.
Eu acho que por aí é diferente porque têm anos de glória por trás, e isso criou um grande élan entre os brasileiros. Nós nunca ganhámos nada importante porque claudicamos sempre nos momentos decisivos. Mas as pessoas têm sempre muita esperança renovada quando há estes campeonatos. Está bem…
Chegou por aí a notícia de assalto a jornalistas num hotel?
Dois portugueses estiveram de arma apontada. Espero que não se torne moda, pois isso agravaria a (má) imagem que o país tem pelo hemisfério norte em termos de segurança. Têm morrido imensos portugueses donos de estabelecimentos comerciais e fazendas, em assaltos (a colónia é grande) ao longo da última década.

    Isabel, minhas únicas fontes de informação no momento são a caixa de comentários do site e o Twitter. Vou ver o que saiu.

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