Miniguia de praias | Bahia: Salvador e Litoral Norte

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Praia do Forte

| Praia do Forte |

Nos 100 km do Pelourinho à Costa do Sauípe, você aproveita a terceira maior cidade do país (Salvador) e uma coleção de resorts (ao norte da cidade) -- mas também descobre vilarejos tranqüilos com ótimas pousadas (como Itacimirim e Imbassaí). Quanto mais para o norte você vai, em direção a Sergipe, as praias ficam selvagens e desertas (sobretudo entre Sítio do Conde e Mangue Seco).

--> ESTRATÉGIA & ROTEIROS

O aeroporto de Salvador fica na saída da cidade para o litoral norte: o centro está a quase 30 km, enquanto a Praia do Forte está a 55 km.

Existe um ônibus que liga o aeroporto à praça da Sé (entrada do Pelourinho), passando pelas zonas hoteleiras da orla; não há sinalização no saguão, mas é fácil pegar: saia do aeroporto, atravesse a rua em direção ao edifício-garagem e dobre à direita na calçada para encontrar o ponto. O táxi especial (pré-pago num guichê junto à esteira de bagagem) é tabelado: custa a partir de R$ 100 para Rio Vermelho, Ondina, Barra e Pelourinho; o ponto é na calçada do aeroporto. O ponto do táxi comum é na calçada da ilha central: o táxi vai pelo taxímetro, na bandeira 2 (a qualquer hora do dia); com trânsito normal, uma corrida à Barra sai R$ 75 (mas na hora do rush pode sair o preço ou mais caro que o táxi especial).

Se você montar base em Salvador, estar de carro só será fundamental nos dias em que você for às praias da região do Flamengo ou passear pelo litoral norte. Para ficar só entre Rio Vermelho-Barra-Pelourinho, o táxi será mais prático (até pelas questões de estacionamento e blitze de lei seca).

Uma coisa que costumo fazer (e recomendo) é alugar um carro por 24 horas, devolvendo numa agência do centro (assim ganho um dia de carro por um preço só um pouquinho maior do que o táxi). Uma boa consolidadora que traz ofertas de todas as locadoras é a nossa parceira RentalCars.

Para explorar o litoral norte, basta escolher um dos vilarejos e estar de carro. Com exceção de Mangue Seco (que é um passeio puxado e só deve ser feito como bate-volta para quem está da Praia do Forte para cima), as distâncias são curtas e não é necessário mudar de praia.

No entanto, dividir a estada entre Salvador e uma das praias do norte é uma ótima estratégia: você curte os prazeres urbanos e praianos sem perrengues, cada um na sua vez. Para quem vai dividir a estada, uma boa logística é alugar um carro ao chegar e já ir para a sua praia, desestressar. Daí você devolve o carro ao chegar em Salvador, numa agência central.

Os trânsfers do aeroporto para o litoral norte e entre as praias não são baratos. Uma empresa de táxi recomendada pelos leitores é a Valdécio Franco. A empresa de ônibus que serve a Praia do Forte e Imbassaí é o Expresso Linha Verde (tel.: 71/3460-2050); há dois horários por dia entre o aeroporto de Salvador e a Praia do Forte; nos demais horários, é preciso ir até a rodoviária de Salvador, na região do Iguatemi.

Caso você queira combinar Salvador com um vilarejo praiano sem precisar alugar carro ou pagar trânsfer caro, o melhor é combinar a capital com Morro de São Paulo ou Boipeba, aonde se chega por via marítima.


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--> SALVADOR

Salvador

[Pelourinho, Salvador]

BARRA & ONDINA

Porto da Barra

[Porto da Barra, Salvador]

É a sua praia: a Barra é para quem quer estar na porta das melhores praias da cidade (Porto da Barra e Farol da Barra); Ondina é para quem quer ficar a meio caminho entre a melhor praia (Porto da Barra) e a noite mais animada (Rio Vermelho)

Não é a sua praia: se você não está a fim de zanzar de carro ou táxi

--> Vai por mim | Salvador: Barra & Ondina

Barra & Ondina: as praias

Tão histórica quanto o Pelourinho, tão baiana quanto o Gantois e (quase) tão animada quanto uma tarde de carnaval, a prainha do Porto da Barra é o mais divertido resumo de Salvador. A cidade nasceu ali, graças às águas calmas e à inexistência de recifes, que permitiam atracar qualquer embarcação. Séculos mais tarde, seus dois fortes – o de Santa Maria (bem visível no canto esquerdo) e o de São Diogo (escondido no alto do morro à direita) – não conseguem mais defender suas areias da invasão de forasteiros e soteropolitanos de todas as cores, classes e tribos. Mesmo estando no centro da cidade, sua água é não apenas limpa, como cristalina – e sua posição, voltada para o poente, garante que você se bronzeie até mais tarde, sem sombra de prédios, e olhando para o mar. Repare na mordomia: de meia em meia hora, o barraqueiro que alugou a sua cadeira vai aparecer com um regador de água do mar para refrescar a areia em que você pisa.

Se a praia estiver lotada demais para o seu gosto, caminhe dez a quinze minutos para a esquerda pela mureta e você chega às areias menos crowdeadas do Farol da Barra (uma praia com ondas na maré alta, sem ondas na maré baixa).

E se estiver hospedado em Ondina e com preguiça de pegar um táxi, a prainha local forma piscininhas na maré baixa.

Barra & Ondina: bares, restaurantes & vida noturna

A orla da Barra só peca no quesito vida noturna: a beira-mar é pobre em boas opções de bares e restaurantes. O melhor do Porto da Barra é o charmoso (e mauricinho) Pereira. No Farol da Barra, a rua Almirante Marques de Leão (a rua de trás da praia, perpendicular ao Farol) tem os vizinhos Lupetta (excelente italiano verace, e muito barato!) e Caranguejo da Cely. À beira-mar, já na subida para Ondina, você encontra o bem-posicionado Barravento, ótimo para apreciar o pôr do sol com mordomia. E escapando até o Jardim Brasil, atrás do Shopping Barra, você encontrará uma pequena zona boêmia onde pontifica o botequim Santo Antônio.

A cinco ou dez minutos de táxi da Barra, mas na direção oposto a Ondina, suba a Ladeira da Barra e saboreie os ótimos frutos do mar do espanhol Mar na Boca, na Vitória, e os bons sushis do Shiro, na Graça.

Em Ondina, escolha entre dois italianos: o Alfredo di Roma, onde o fettucine mais querido pelos americanos conquistou também os soteropolitanos, e o Di Liana, outro clássico, que reproduz na cidade o ambiente de casa de família do endereço original em Lauro de Freitas. Ondina também tem um lugar perfeito para contemplar o pôr do sol: o restaurante Pedra da Sereia (se ficar para o jantar, suba ao seu mezanino, onde está o Contemporâneo).

--> Onde ficar | Salvador: Barra & Ondina

O único hotel urbano de Salvador que pode dizer que é (praticamente) pé na areia é o Grande Hotel da Barra (um honestíssimo 3 estrelas): a ruazinha que separa o hotel da praia de tão tranqüila, praticamente não conta. Ainda por ali, mas do outro lado da avenidona, o grandinho Sol Barra acaba de passar por uma reforma; tem quartos básicos e bons preços.

O Farol da Barra tem alguns hotéis; o Monte Pascoal é a melhor escolha (tem vista para o mar e está próximo dos bares da Almirante Marques de Leão). Nas quadras de trás há várias pousadas; a Casa Petúnia é bem charmosa. Procurando uma opção em conta, bastante básica mas com decoração clean, fique com o Barra Mar.

No alto da Ladeira da Barra, o bairro da Vitória é também uma localização interessante. O flat Sol Victória Marina tem quartos envelhecidos mas possui um píer próprio, que serve de (ótima) praia para os dias em que você não quiser se abalar até o Porto da Barra. Numa transversal silenciosa, a pousada Casa da Vitória tem ambientes elegantes, quartos charmosos e o melhor café da manhã de Salvador (entre os top 5 do Brasil, fácil).

Finalmente, Ondina deixa você a meio caminho entre o Porto da Barra e o Rio Vermelho. O hotel mais confortável do pedaço é o Vila Galé Salvador; o clássico Othon Bahia é quase um resort urbano, e o Portobello, do outro lado da avenida, costuma ter bons preços.

--> Como chegar | Salvador: Barra & Ondina

O Porto da Barra fica ao pé da Ladeira da Barra, bem no iniciozinho da beira-mar de Salvador. Passando de carro, é possível nem perceber que ali há uma praia: existe uma mureta branquinha que tapa a visão da areia. Há um pequeníssimo bolsão de estacionamento ao lado da praia (que continua morro acima, em direção ao Iate Clube) e um estacionamento fechado do outro lado da avenida. O Farol da Barra é sua continuação; não é mais permitido estacionar na rua. Ondina começa logo depois da subida em curva.

RIO VERMELHO (Buracão)

Praia do Buracão, Rio Vermelho

[Praia do Buracão]

É a sua praia: se você quer vida noturna agitada perto do hotel

Não é a sua praia: se você quer praia calminha perto do hotel

--> Vai por mim | Salvador: Rio Vermelho

Boêmio por excelência, o Rio Vermelho é a melhor localização em Salvador para quem quer restringir ao máximo as saídas de carro ou táxi à noite. De quebra, você ainda pode usar uma prainha que tem os seus fãs: o Buracão (mas cuidado, é perigosa).

Leia mais: Salvador: como chegar à praia do Buracão

No quesito comida baiana autêntica e em conta, aproveite os acarajés da Dinha, no Largo de Santana (ou "Largo da Dinha");  o excelente regional Dona Mariquita; o Sabores da Dadá, mais recente empreitada da quituteira famosa; o Boteco do França, botequim dos mais tradicionais de Salvador; e os pés-sujos de comida típica do Mercado do Peixe.

Para um jantar mais especial, fique entre a Casa de Tereza (da chef Tereza Paim, revelada na Praia do Forte), o Salvador Dalí, simpático restaurante debruçado no mar; o elegante Taboada Bistrô, numa transversal do Largo da Dinha e o (caríssimo) rodízio da filial soteropolitana da churrascaria Fogo de Chão. No Morro da Paciência, o Takê tem bons sushis; e na Bartolomeu de Gusmão, na ante-sala do bairro, a Cantina du Vini tem um spaghetti com lambreta no lugar do vôngole.

Para botecar e tapear, considere o charmoso La Taperia, na orla e o MME. Champanharia, na João Gomes. Para azarar, fique entre o Padaria e o Passarela, autênticos paqueródromos no Largo da Dinha. Quem é fã da linha botequim-paulista-imitando-botequim-carioca vai curtir o animado Seu Boteco, na rua Ilhéus. O interior do bairro guarda dois endereços cultuados, o Bar do Nando e a casa de shows Portela Café.

Finalmente, a rua Fonte do Boi, onde estão os hotéis Ibis, Mercure e Pestana, têm bons endereços para quem está com preguiça de caminhar até a muvuca do bairro: por ali estão o Confraria das Ostras, Ciranda Café (com música ao vivo), Sushi Deli e o ótimo natural Manjericão (aberto apenas para almoço).

--> Onde ficar | Salvador: Rio Vermelho

O Rio Vermelho é a zona hoteleira mais completa de Salvador, com boas alternativas para todos os gostos e bolsos.

Procurando luxo convencional, fique com o Pestana Lodge. O pequeno Zank não é tão confortável, mas é mais charmoso e descolado. O colossal Pestana tem vista para o mar em todos os quartos. Seu vizinho Mercure é redondinho; só não tem o melhor custo x benefício de Salvador porque cobra o café à parte. Querendo economizar na hospedagem para investir num carro alugado, o Ibis, no mesmo complexo, é uma excelente pedida. Dê uma conferida no Golden Tulip; o hotel já viveu dias melhores, mas a piscina é ótima e os preços costumam ser bons. Para ficar bem no bochincho (e por um preço camarada), fique no Catharina Paraguaçu, que tem jeitão de pousada. A grande novidade do bairro é o F Design Hostel, que tem o ator Luiz Fernando Guimarães entre os sócios.

--> Como chegar | Salvador: Rio Vermelho

Vindo da Barra, seguindo sempre pela orla, em dez minutos você chega ao Rio Vermelho.

A praia do Buracão é bastante escondida. Você precisa vir pela rua Odilon Santos (a continuação da beira-mar), passar pela Fonte do Boi (a rua de Ibis, Mercure e Pestana) e virar na próxima à direita (à esquerda, mais à frente, você avistará um McDonald's). Não é longe para ir a pé. Indo de carro, há estacionamento ao longo da rua.

ORLA NORTE (Itapuã, Stella Maris, Flamengo, Villas do Atlântico)

Aleluia, Salvador

[Aleluia/Flamengo, Salvador]

É a sua praia: se você procura hotelões pé na areia em Salvador; se quer ficar a meio caminho entre as praias da Estrada do Coco/Linha Verde e a cidade; se quer fugir da superlotação do Porto da Barra no fim de semana

Não é a sua praia: se você quer curtir a Salvador urbana

--> Vai por mim | Salvador: orla norte

Passando as enseadas de Amaralina e Pituba, a costa de Salvador vira um praião ora sem-graça, ora popular demais. A praia só volta a ficar interessante quando termina a avenida costeira, em Itapuã. Uma das características dessa região era a existência de megabarracas, mas foram derrubadas há dois anos por ordem judicial. A mais famosa, a Barraca do Lôro, reencarnou num terreno à beira-mar de Aleluia, perto de onde funcionava originalmente, mas perdeu bastante na nova configuração (ficou apertada e com pouca vista para o mar). Sua vizinha, a Pipa, é um pouco  mais arejada e tem um espaço que funciona melhor.

Leia mais: Salvador: como chegar às barracas bacanas da orla norte

Barraca Bora Bora, Pedra do Sal

[Barraca Bora Bora, Pedra do Sal/Itapuã]

Mas a barraca mais bacana pós-desmanche da orla é a Bora Bora, que fica bem antes, na Pedra do Sal (um trecho de Itapuã): a entrada é pela rua Caramujo (em frente a um portão de serviço do hotel Deville).

O mar é agitado na maior parte dessa orla. Se você vai com crianças, prefira Stella Maris ou Villas do Atlântico, onde se formam piscininhas em meio às pedras durante a maré baixa. Stella não tem mais barracas estruturadas (só ambulantes ou barraquinhas improvisadas), mas elas continuam de pé em Villas do Atlântico. Em Villas, fique em barracas como a Odoyá ou a Gávea.

Um dos melhores (e mais caros) restaurantes de Salvador está em Itapuã, o Mistura; mas se só quiser uma moqueca BBB, vá à filial da rede Ki-Mukeka. Em Villas do Atlântico, vá ao Donana. Um programa bem mais democrático é o Acarajé da Cira, no largo de Itapuã. Querendo almoçar no caminho de volta, a melhor pedida é a moqueca do Yemanjá, superfácil de achar. (E estando disposto a fazer um belo desvio para o interior, dá para encerrar o dia no excepcional Paraíso Tropical, no Cabula, endereço das moquecas mais originais da Bahia).

--> Onde ficar | Salvador: orla norte

O resort mais novo do pedaço é o Gran Hotel Stella Maris (diárias com café da manhã), bem posicionado para caminhadas à vizinha Flamengo/Aleluia. O outro resort pé na areia é o Catussaba (diárias com café da manhã), mais antigo. O Deville é o ex-Sofitel ex-Quatro Rodas; tem uma ótima estrutura, mas está na quadra de trás do mar. A melhor alternativa aos resorts é a pousada (super estruturada, com uma piscina ótima) Villa da Praia, na areia de Itapuã. Na vasta orla norte de Salvador, o hotel mais interessante é o Cocoon, numa quadra residencial em Jaguaripe.

--> Como chegar | Salvador: orla norte

Para Itapuã e Pedra do Sal, siga pela orla de Salvador toda a vida; no largo de Itapuã a avenidona vira uma avenidinha; rode um pouco, deixe o carro numa ruazinha lateral e siga a pé.

Se o destino for Stella Maris ou Flamengo, melhor ir pela Paralela em direção ao aeroporto e virar na placa “Alameda das Praias”; você vai dar direto na região do hotel Catussaba (que já é Stella Maris).Prossiga à esquerda para o Flamengo -- entre à direita bem adiante, entre dois condomínios murados, e você chega até a beira-mar interna do bairro.

Para Villas do Atlântico, vá em direção ao aeroporto e siga adiante; você verá placas e poderá estacionar nas ruas residenciais.

--> ESTRADA DO COCO

AREMBEPE

Praia do Piruí, Arembepe

[Praia do Piruí]

É a sua praia: se você curte vilarejo de pescadores

Não é a sua praia: se você quer tomar sol com pouca densidade demográfica

--> Vai por mim: Arembepe

Uma das primeiras praias da Estrada do Coco, a 23 km do aeroporto de Salvador, Arembepe tem grande parte de sua orla protegida por recifes, o que faz formar piscinas à beira-mar na maré baixa. Na praia da vila estacionam barquinhos de pescadores; nos fins de semana a praia é bem popular. Bem no centro, o restaurante Mar Aberto é pé na areia e um dos lugares recomendáveis para almoçar na volta de qualquer passeio na região. Querendo uma praia também protegida mas menos cheia, vale a pena continuar de carro à direita (sul) do centrinho até a praia de Piruí. Outra curiosidade do lugar é a Aldeia Hippie, que fica ao norte (esquerda) da vila; famosa por ter sido endereço dos Novos Baianos, a aldeia ainda resiste com residentes que vivem do artesanato.

BARRA DO JACUÍPE

Barra do Jacuípe

[Barra do Jacuípe]

É a sua praia: se você procura praia calminha de uma esquina entre rio e mar

Não é a sua praia: se você prefere ondas

--> Vai por mim: Barra do Jacuípe

10 km adiante de Arembepe (35 km do aeroporto de Salvador), a Barra do Jacuípe é uma das mais bonitas da região -- ótima para banho na maré baixa (na maré alta pode haver correnteza). O vilarejo vai até a beira da praia e tem bares e restaurantes (mas se eu fosse você deixava para almoçar na volta em Arembepe). No fim de semana a praia fica lotada.

GUARAJUBA

Guarajuba

[Guarajuba]

É a sua praia: se você procura mar gostoso e organização

Não é a sua praia: se você acha que lugar de calçadão é na capital

--> Vai por mim: Guarajuba

A Estrada do Coco é pontilhada de condomínios que dificultam o acesso de não-proprietários à praia. Guarajuba é a maior exceção: o lugar tem uma grande concentração de condomínios (há casas de praia e também residências de funcionários do pólo petroquímico de Camaçari), mas a praia é abertíssima ao público. As barracas estruturadas ficam no canto esquerdo, ao final do acesso principal (uma rua onde também há restaurantes, bares e lojas); continuando por lá, você chega ao resort. Caminhando para a direita, a praia fica mais vazia. Um passeio bacana é combinar Guarajuba com um almoço em Arembepe, no Mar Aberto, 18 km para o sul.

--> Onde ficar: Guarajuba

O nome Guarajuba só ficou conhecido dos não-baianos depois da instalação do Vila Galé Marés, um resort all-inclusive que fica a menos de quinze minutos de caminhada da área das barracas de praia, pelo calçadão. Tem quartos confortáveis e uma piscina imensa; costuma ser um pouco mais em conta do que o Iberostar. O mar em frente é agitado, mas no canto esquerdo da enseada está sempre bom para as crianças.

Na outra extremidade de Guarajuba, bem ao sul, num trecho pouco freqüentado, o hotel Costa Smeralda está situado dentro de um condomínio, com entrada direto pela Estrada do Coco.

--> Como chegar: Guarajuba

Guarajuba está a 42 km do aeroporto de Salvador pela Estrada do Coco; a estrada é duplicada até a entrada da praia.

ITACIMIRIM

Praia da Espera, Itacimirim

[Praia da Espera]

É a sua praia: se você procura mar calmo com pousadas pé na areia

Não é a sua praia: se você precisa de resort ou vida noturna próxima

--> Vai por mim: Itacimirim

O paredão de casas de veraneio que quase não oferece brechas para o acesso à areia já é uma indicação segura de que a praia, ali, é das boas. Itacimirim está estrategicamente escondida entre a favorita dos turistas (a Praia do Forte) e a queridinha das imobiliárias (Guarajuba); é uma das boas pedidas para se hospedar pé-na-areia no litoral norte de Salvador sem ir à falência.

Praia da Barra, Itacimirim

[Praia da Barra, Itacimirim]

A praia é extensa e ganha nomes distintos em cada trecho. No canto esquerdo, na esquina com o rio Pojuca, está a Praia da Barra. Aparentemente inofensiva, é preciso ter cuidado com a correnteza.

A primeira praia de mar é a Praia das Ondas – o nome diz tudo.

Praia do Porto, Itacimirim

[Praia do Porto, Itacimirim]

Num trecho em que há proteção de recifes fica a Praia do Porto (à altura da Pousada da Espera), com bom banho mas poucos banhistas, devido à inexistência de barracas.

Meu preferido é o canto direito, de mar sempre calmo, conhecido como Praia da Espera. Ali, sob a sombra de amendoeiras, vê-se a longa curva da praia – e, à distância, o farol da Praia do Forte. Na maré baixa, o ponto em frente às barracas vira uma grande piscina; traga o snorkel e as crianças.

Praia de Itacimirim

[Itacimirim]

Deste ponto dá para ir caminhando pela direita, passando por frente das casas, até outro núcleo de barracas -- a praia de Itacimirim propriamente dita. É um ponto com ondulação moderada, e uma parte rasa que não oferece perigo a crianças. Dali avista-se o resort Vila Galé Marés, que está no meio da enseada.

Come-se nas barracas de praia ou nas pousadas (Jambo ou da Espera); estando de carro, vale almoçar no Manguezal, que fica à beira do rio Pojuca (volte à Estrada do Coco; a estradinha de acesso aparece 100 m antes do rio).

Quem se hospeda em Itacimirim janta ou na sua própria pousada, ou no restaurante Skipper, um bom italiano que na outra encarnação funcionava na Praia do Forte. Por sinal, a Praia do Forte, a 5 km, funciona como footing e praça de alimentação noturna para quem está hospedado na região.

--> Onde ficar: Itacimirim

Juntinho ao trecho protegido da praia da Espera, fique na Pousada Jambo, charmosa e superbem-estruturada.

Pé na areia em frente ao trecho protegido da praia do Porto, a Pousada da Espera costuma oferecer bons preços. O Eco Resort do Caju está a meio caminho entre a praia do Porto e a da Espera.

A Pousada Praia das Ondas fica no trecho com mar agitado, mas tem a área mais arejada e espaçosa entre as pousadas da vila. De lá dá para ir caminhando para a praia da Barra.

Para economizar, fique na charmosinha  Jardim Cambuí -- que não está pé na areia e por isso tem preços simpáticos, mesmo na temporada. Uma caminhada de 10 minutos (ou uma voltinha de 5 minutos de carro, por um caminho mais longo do que o de pedestres) leva ao trecho da praia da Espera.

--> Como chegar: Itacimirim

Itacimirim está a 50 km do aeroporto de Salvador pela Estrada do Coco (45 km duplicados). A Praia do Forte está 5 km adiante.

--> PRAIA DO FORTE

Praia do Forte

[Praia do Forte, em frente ao resort Tivoli]

É a sua praia: se você curte vilarejo de praia com toda a estrutura (e tartarugas!)

Não é a sua praia: se você veio em 1990 e acha que vai encontrar tudo igual

--> Vai por mim: Praia do Forte

Nenhuma outra -- repito: nenhuma outra -- praia próxima de uma grande capital soube administrar tão bem as pressões do crescimento quanto a Praia do Forte. O centrinho continua com aparência de vila de pescadores, sem luminosos nem aberrações, e nem mesmo trânsito -- os carros precisam parar em bolsões de estacionamento no entorno, e há um simpático sistema de tuk-tuks que funcionam como táxis. O novo bairro de predinhos à esquerda da vila tem gabarito controlado (os edifícios são mais baixos que os coqueiros) e arquitetura praiana e homogênea.

Na areia, a sujeira e a bagunça são combatidas com mão de ferro. Só os quiosques da prainha da igreja (que têm água corrente e azulejos na cozinha) podem preparar comida. Nas piscinas naturais do Papa-Gente não se pode vender nem comida nem bebida.

O melhor trecho da praia está a quinze minutos de caminhada à direita do centro, em frente ao resort (que não atende passantes). A praia da igreja, bem no centrinho, é gostosa, mas tem muitas embarcações. Ao lado da igreja fica a estação do Projeto Tamar, um programa imperdível (sobretudo se você está com crianças).

A praia à esquerda do Tamar tem pedras; entre com cuidado. Na maré baixa, ande quinze minutos à esquerda até as piscinas naturais do Papa-Gente, que ficam rente à orla.

No quesito mesa, o clássico da vila é o Bar do Souza, famoso pelos bolinhos de peixe. O Terreiro Bahia, da premiada chef Tereza Paim, é o mais badalado. Mas numa voltinha pelo centro você vai descobrir vários lugares simpáticos: à noite, a avenida ACM vira uma imensa praça de alimentação, com restaurantes para (quase) todos os gostos e (quase) todos os bolsos. Vários restaurantes de Salvador têm filiais por ali, como o ótimo Café do Forte, a Risoteria Terra Brasil, o mexicano Las Margaritas e a sorveteria Gelaguela. Entre os nascidos e criados em Praia do Forte, continuam firmes o italiano Taverna Paradiso, o charmoso Tango Café e o ítalo-baiano Mondo Blu. Entre as adições recentes destacam-se o botequim chique Joaquim e o baiano Obá Moquecaria. A fim de um japinha? Tem, claro: escolha entre o Yoake e o Kampai. Um aspecto interessante do centrinho de Praia do Forte é que o canteiro central da avenida ACM parece permanecer nas mãos dos nativos: ao longo da avenida você passará por bares que funcionam em quiosques e vendem cerveja 600 ml.

--> Onde ficar: Praia do Forte

Quem se hospeda no Tivoli Eco Resort Praia do Forte, 2 km ao sul da vila, aproveita um dos mais elegantes resorts de praia do Brasil (sistema meia-pensão); a comida é sofisticada, a praia é calma e gostosa (às vezes, porém, aparecem sargaços) e a recreação infantil, elogiada.

Pé na areia, na vila, há apenas duas pousadas, ambas à esquerda (norte) do farol: a charmosa Farol das Tartarugas, que tem piscina e um gramado em frente à praia, e a Porto da Lua, que não tem piscina mas está totalmente pé na areia.

O miolinho à esquerda da vila é o principal pólo de hospedagem de Praia do Forte. Por ali estão os hotéis Via dos Corais (ótima piscina no meio do jardim) e Casa do Forte (um pouco overconstruído), e a pousada  mais tchans, a Refúgio da Vila. Gosto muito da localização da Tatuapara, perto do mar e do centrinho, sem estar no bochincho. A Casa da Praia costuma ter bons preços.

À direita (sul) da vila, considere o hotel Porto Zarpa e a pousada Aloha Brasil. O Praia do Forte Hostel dá de fundos para o comecinho da avenida ACM.

O complexo Iberostar fica 3 km ao norte da vila, num trecho de mar mais bravo (e praias desertas). Os hóspedes do Iberostar Praia do Forte, que é mais luxuoso, podem freqüentar as dependências do Iberostar Bahia (mas o contrário não é permitido). Ambos têm buffets imensos e variados e se destacam pela animação (incluindo shows noturnos à la Club Med); quem quer sossego tem à disposição uma piscina silenciosa em cada hotel.

--> Como chegar: Praia do Forte

A Praia do Forte está 55 km ao norte do aeroporto de Salvador, exatamente na emenda entre a Estrada do Coco e a Linha Verde.

--> LINHA VERDE

IMBASSAÍ & DIOGO

Imbassaí

[Imbassaí]

É a sua praia: se você gosta de alternar rio com mar

Não é a sua praia: se você precisa de um centrinho para fazer footing à noite

--> Vai por mim: Imbassaí & Diogo

Imbassaí foi posta no mapa dos não-baianos com a construção da Linha Verde, no fim dos anos 90. A praia é singular: uma peninsulazinha de areia formada por um rio que corre paralelo ao mar até desembocar no canto direita. As barracas ficam entre o rio e o mar -- e, diga-se, a beira-rio é mais muvucada, especialmente nos fins de semana, quando a coisa meio que farofeia. Sábado e domingo aproveite para caminhar na praia, na direção norte -- esquerda -- até Santo Antônio, meia hora de areias praticamente desertas (o único sinal de civilização serão as espreguiçadeiras do resort Grand Palladium, no meio do caminho).

Mesmo com o crescimento, Imbassaí não adquiriu feições de vilarejo; o "centrinho" se resume a duas quadras da Alameda das Amendoeiras (uma das duas entradas), em torno do Jerimum Café (e seu anexo, a pizzaria Nega Fulô). Há dois verões instalou-se por ali o estiloso 3 Marias, de tapas e cardápio contemporâneo. Nas transversais, fique com o tradicional Restaurante da Vânia ou com o elegante restaurante da pousada Vilangelim.

Para almoçar, vale pegar a Linha Verde em direção a Diogo: ali se come aquela que talvez seja a melhor moqueca da Bahia, no À Sombra da Mangueira.

--> Onde ficar: Imbassaí & Diogo

Minha pousada preferida é a charmosa Vilangelim, que tem um piscina agradável e fresca, colada a um bambuzal (o restaurante também é ótimo). Os chalés são super-românticos; os ambientes sociais, de muito bom-gosto.

Uma boa novidade é o Imbassaí Breeze, um flat de dois andares com apartmentos superbem-montados e uma ótima piscina. À procura do melhor custo x benefício, considere a Terra Doce, que está pertinho da praia, e a originalíssima Casa Viola.

O resort all-inclusive Grand Palladium Imbassaí fica 2 km ao norte da vila e tem os apartamentos mais confortáveis da sua categoria; a beira-mar foi preservada, os hóspedes são levados à praia de carrinho elétrico.

Finalmente, à altura da praia de Santo Antônio (5 km ao norte da vila), mas a 15 minutos de caminhada da praia, está a vila do Diogo, ponto de peregrinação às moquecas do restaurante À Sombra da Mangueira (que começou a prosperar na época da construção de Sauípe, quando virou point dos engenheiros). Por ali, uma pousada com ótimo astral alternativo é a Too Cool na Bahia; você pode ir à praia caminhando pela duna ou descendo o rio de caiaque.

--> Como chegar: Imbassaí & Diogo

Saia de Salvador pelo aeroporto, e em 65 km você chega a Imbassaí; a entrada fica 10 km adiante da Praia do Forte. (De carro dá para ir à Praia do Forte para almoçar ou passear à noite.) Diogo fica 5 km adiante, e tem entrada sinalizada.

COSTA DO SAUÍPE

Costa do Sauípe

[Costa do Sauípe]

É a sua praia: se você é fã de resort

Não é a sua praia: se você é alérgico a cidades cenográficas

--> Vai por mim: Costa do Sauípe

Acho o projeto de Sauípe -- veja bem: dentro do conceito "complexo de resorts" -- muito bem feito; houve a preocupação de preservar as dunas e lagoas da beira-mar, o calçadão entre os resorts é lindo, e a Vila Nova da Praia, que tem um pé no Pelourinho e outro em Trancoso (e onde funcionam lojas e restaurantes), é muito bonitinha. Depois de idas e vindas, os resorts de Sauípe hoje competem na faixa mais econômica dos all-inclusive; por isso, não espere buffets quilométricos nem fartura de frutos do mar. Mas quem abdicar temporariamente das frituras do bar da piscina e se dispuser a usar tudo o que o complexo oferece (os caiaques na lagoa, a fazendinha no centro hípico, as quadras de tênis, o ótimo kid's club), vai obter um melhor retorno pelo investimento.

--> Onde ficar: Costa do Sauípe

Para comer e beber melhor, fique no Sauípe Premium, que tem um cardápio mais sofisticado (e quartos que continuariam elegantes em qualquer outro hotel de praia do país). Entre os demais, gosto mais dos quartos e da piscina do Sauípe Park. O Sauípe Class tem quartos maiores do que o Sauípe Fun. O Sauípe Club (antigo Breezes) fica na ponta esquerda do complexo, bom para quem quer caminhar pela praia deserta ao norte.

Não acho que valha a pena se hospedar nas pousadas do complexo. Pelo preço, você fica melhor instalado, e com melhores opções para sair à noite, em qualquer outro vilarejo de praia da Bahia.

--> Como chegar: Costa do Sauípe

Você sai do aeroporto de Salvador, pega a Estrada do Coco e a Linha Verde, e em 75 km (20 km adiante da Praia do Forte), chegou.

MASSARANDUPIÓ

Massarandupió

[Massarandupió]

É a sua praia: se você quer se bronzear ao natural

Não é a sua praia: se você faz questão de mar azul-azul

--> Vai por mim: Massarandupió

Única praia da Bahia onde é legal a prática do nudismo, Massarandupió está convenientemente escondida por dunas. A areia é dura e o mar um pouco turvo. Atrás das dunas há belas lagoas. A região demarcada para nudismo fica no canto direito da praia e tem serviço de bordo; só é permitida a entrada de casais ou mulheres; homens desacompanhados são barrados. O canto esquerdo da praia atrai freqüentadores convencionais e tem uma fileira de barracas.

--> Como chegar: Massarandupió

Indo pela Estrada do Coco e Linha Verde, a entrada para Massarandupió está bem sinalizada, 15 km depois de passar Sauípe (35 km de Praia do Forte). Da estrada até a praia são 12 km em estrada de chão. O vilarejo fica no meio do caminho entre a estrada e a praia.

SÍTIO DO CONDE

Sítio do Conde

[Sítio do Conde]

É a sua praia: se você curte descobrir aquela pousada pé-na-areia com praias desertas por perto

Não é a sua praia: se você faz questão de mar super-azul

--> Vai por mim:

A região tem dois aspectos interessantes: a baixíssima densidade demográfica, com quilômetros de praias intocadas, e a existência de uma estradinha de chão (às vezes areia) bastante próxima do mar, passando por dunas e lagoas (o trecho entre Sítio do Conde e Siribinha, ao norte). A praia da vila tem barracas e mesinhas.

--> Onde ficar: Sítio do Conde

A Alison do Hidden Pousadas Brazil recomenda o B&B Bela Bahia (acabei me desencontrando da dona e não consegui visitar). Há uma pousada bem-estruturada num trecho sossegado de Sítio do Conde, a Apoena.

--> Como chegar: Sítio do Conde

Sítio está 160 km ao norte do aeroporto de Salvador; basta seguir a Estrada do Coco e a Linha Verde e seguir a sinalização. Há várias outras estradinhas ao longo da Linha Verde que levam a outras localidades onde há pousadas.

MANGUE SECO

Mangue Seco

[Mangue Seco]

É a sua praia: se você é tiete de Tieta

Não é a sua praia: se você quer algo mais do que descansar

--> Vai por mim: Mangue Seco

A maioria dos visitantes vem para passar o dia; ao desembarcar na ponta da península, à beira-rio, contrata um bugueiro, que faz um microtour com (alguma) emoção pelas dunas até a praia  e depois volta para pegar o freguês na hora combinada. A verdade é que o bugue só é necessário para quem quer andar sobre a duna; a praia está a menos de quinze minutos de caminhada, pelo atalho que sai do final da beira-rio. O vilarejo é pacatíssimo e mantém um jeitão super-rústico, com casinhas baixas e igrejinhas (apenas duas pousadas do centrinho destoam um pouco do padrão vila-de-pescadores). O mar tem ondas intermitentes e pouca profundidade, como em Sergipe, e nem sempre está super-azul.

--> Onde ficar: Mangue Seco

A pousada de que gosto, já de outras passadas, é O Forte, que fica a meio caminho entre a vila e a praia. Um pouco mais simples, tem a Suruby, colada na vila.

--> Como chegar:

É preciso pegar uma lancha na vila do Pontal, em Sergipe; você deixa seu carro no estacionamento e vai até o trapiche, de onde saem barcos lentos e lanchas rápidas. Desde a saída de Salvador (à altura do aeroporto) são 215 km, já totalmente asfaltados. Saindo de Aracaju, são 80 km, já usando as novas pontes da Linha Verde sergipana.

Leia também:

Miniguia de praias | Bahia: Costa do Dendê e Costa do Cacau

(Itaparica, Morro de São Paulo, Boipeba, Barra Grande & Maraú, Itacaré, Ilhéus, Una, Comandatuba, Canavieiras)

Miniguia de praias | Bahia: Costa do Descobrimento e Costa das Baleias

(Santo André da Bahia, Porto Seguro, Arraial d'Ajuda, Trancoso, Praia do Espelho, Caraíva, Corumbau, Cumuruxatiba, Prado e Abrolhos)

80 comentários

Eleonora
EleonoraPermalinkResponder

Olá boia! Já entendi como são as chuvas nos meses de abril e maio em Salvador e nolitoral norte de Salvador (Arembepe e Praia do Forte), mas e o mar, fica turvo, improprio para banho ou as águas podem continuar azuis e cristalinas?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Eleonora! As praias protegidas (essas duas são) continuam azuis, sim.

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