Miniguia de praias | Bahia: Salvador e Litoral Norte

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Praia do Forte

Praia do Forte

Nos 100 km do Pelourinho à Costa do Sauípe, você aproveita a terceira maior cidade do país (Salvador) e uma coleção de resorts (ao norte da cidade) -- mas também descobre vilarejos tranqüilos com ótimas pousadas (como Itacimirim e Imbassaí). Quanto mais para o norte você vai, em direção a Sergipe, as praias ficam selvagens e desertas (sobretudo entre Sítio do Conde e Mangue Seco).

  • Estratégia & roteiros

  • O aeroporto de Salvador fica na saída da cidade para o litoral norte: o centro está a quase 30 km, enquanto a Praia do Forte está a 55 km.
  • Dá para ir do aeroporto à cidade de táxi especial (R$ 140 à Barra, tabelado), táxi comum (R$ 105 à Barra, no taxímetro pela bandeira 2, estimado), de ônibus executivo que passa na porta dos hotéis (R$ 33), de ônibus executivo convencional (R$ 5) e de ônibus comum (R$ 3,30). Preços de dezembro/2016. Veja todos os detalhes neste dossiê.
  • Se você montar base em Salvador, estar de carro alugado só será fundamental nos dias em que você for às praias da região do Flamengo ou passear pelo litoral norte. Para ficar só entre Rio Vermelho-Barra-Pelourinho, usar táxi, Uber ou ônibus urbano será mais prático (até pelas questões de estacionamento e blitze de lei seca).
  • Para explorar o litoral norte, basta escolher um dos vilarejos como base e estar de carro alugado. Com exceção de Mangue Seco (que é um passeio puxado e só deve ser feito como bate-volta para quem está da Praia do Forte para cima), as distâncias são curtas e não é necessário mudar de praia.
  • No entanto, dividir a estada entre Salvador e uma das praias do norte é uma ótima estratégia: você curte os prazeres urbanos e praianos sem perrengues, cada um na sua vez. Para quem vai dividir a estada, uma boa logística é alugar umc arro ao chegar e já ir para a sua praia, desestressar. Daí você devolve o carro ao chegar em Salvador, numa agência central em Ondina ou Pituba.
  • Do aeroporto ao Litoral Norte é possível ir de táxi, trânsfer privativo ou trânsfer em grupo (agendado com os resorts). Uma empresa de trânsfer privativo recomendada pelos leitores é a Praia do Forte Táxi Especial. É possível também ir à Praia do Forte com o ônibus do Expresso Linha Verde que passa três vezes por dia na rodoviariazinha atrás do estacionamento do aeroporto (entre 9h30 e 9h45, entre 13h30 e 13h45 e entre 18h e 18h45). Veja um comparativo entre os preços de táxis, trânsfers privados e trânsfer em grupo dos resorts, e todas as manhas para se deslocar ao Litoral Norte com transporte público, neste dossiê.
  • Caso você queira combinar Salvador com um vilarejo praiano sem precisar alugar carro ou pagar trânsfer caro, o melhor é combinar a capital com Morro de São Paulo ou Boipeba, aonde se chega por via marítima (veja todos os detalhes de transporte neste dossiê).

Role a página para ler mais sobre Salvador, Guarajuba, Itacimirim, Praia do Forte, Imbassaí & Diogo, Sítio do Conde e Mangue Seco.


View Praias da Bahia - Salvador e litoral norte in a larger map
  • Salvador

Salvador

Pelourinho, Salvador

  • Barra & Ondina

Porto da Barra

Porto da Barra, Salvador

  • É a sua praia: a Barra é para quem quer estar na porta das melhores praias da cidade (Porto da Barra e Farol da Barra); Ondina é para quem quer ficar a meio caminho entre a melhor praia (Porto da Barra) e a noite mais animada (Rio Vermelho)
  • Não é a sua praia: se você não está a fim de zanzar de carro, táxi ou ônibus

Vai por mim | Salvador: Barra & Ondina

Barra & Ondina: as praias

Tão histórica quanto o Pelourinho, tão baiana quanto o Gantois e (quase) tão animada quanto uma tarde de carnaval, a prainha do Porto da Barra é o mais divertido resumo de Salvador. A cidade nasceu ali, graças às águas calmas e à inexistência de recifes, que permitiam atracar qualquer embarcação. Séculos mais tarde, seus dois fortes – o de Santa Maria (bem visível no canto esquerdo) e o de São Diogo (escondido no alto do morro à direita) – não conseguem mais defender suas areias da invasão de forasteiros e soteropolitanos de todas as cores, classes e tribos. Mesmo estando no centro da cidade, sua água é não apenas limpa, como cristalina – e sua posição, voltada para o poente, garante que você se bronzeie até mais tarde, sem sombra de prédios, e olhando para o mar. Repare na mordomia: de meia em meia hora, o barraqueiro que alugou a sua cadeira vai aparecer com um regador de água do mar para refrescar a areia em que você pisa.

Se a praia estiver lotada demais para o seu gosto, caminhe dez a quinze minutos para a esquerda pela mureta e você chega às areias menos crowdeadas do Farol da Barra (uma praia com ondas na maré alta, sem ondas na maré baixa).

E se estiver hospedado em Ondina e com preguiça de pegar um táxi, a prainha local forma piscininhas na maré baixa.

Barra & Ondina: bares, restaurantes & vida noturna

A orla da Barra só peca no quesito vida noturna: a beira-mar é pobre em boas opções de bares e restaurantes. O melhor do Porto da Barra é o charmoso Pereira (Sete de Setembro, 3959, tel. 71/3264-6464); seu vizinho Toro serve tapas espanholas (Sete de Setembro, 3959, tel. 71/3264-6989). No melhor ponto da praia, o Hot Dougie's Rendezvous tem cadeiras na calçada, música ao vivo e boas cervejas artesanais (Sete de Setembro, 3651, tel. 71/999-419-413). Na beira-mar, mas já em direção ao Farol, a Ola é uma cevicheria bonitinha mas pouco autêntica (Sete de Setembro, 3807, tel. 71/3264-2519).

Escondida perto do Farol da Barra está A Casa Vidal, comandado pelo chef espanhol Juan Vidal, que executa pratos clássicos, como o bife à Wellington (envolvo em crosta) com maestria (Afonso Celso, 294, reservas essenciais pelo Whatsapp 71/993-155-052).

O meu restaurante italiano favorito em Salvador, o La Lupa, agora funciona em shoppings. Na Barra, está na ala gourmet do Shopping Barra, com massas al dente e um Aperol Spritz bem feito (av. Centenário, 2992, tel. 71/3043-5553).

À beira-mar, já na subida para o Cristo, você encontra o bem-posicionado Barravento, ótimo para apreciar o pôr do sol com mordomia, que deve reabrir, reformado, em dezembro de 2016 (av. Oceânica, 814, tel. 71/ 3245-5916)

Em Ondina, escolha entre dois italianos: o Alfredo di Roma, onde o fettucine mais querido pelos americanos conquistou também os soteropolitanos (r. do Morro Escravo Miguel, Hotel Atlantic Towers, tel. 71/3331-7775), e o Di Liana, outro clássico, que reproduz na cidade o ambiente de casa de família do endereço original em Lauro de Freitas (Macapá, 314, tel. 71/3331-1266). Ondina também tem um lugar perfeito para contemplar o pôr do sol: o restaurante Pedra da Sereia -- (e ficar para o jantar, suba ao seu mezanino, onde está o Contemporâneo (Pedra da Sereia, 66, tel. 71/3012-3667).

Onde ficar | Salvador: Barra & Ondina

O único hotel urbano de Salvador que pode dizer que é (praticamente) pé na areia é o Grande Hotel da Barra (um honestíssimo 3 estrelas): a ruazinha que separa o hotel da praia de tão tranqüila, praticamente não conta. É um clássico, com estrutura básica mas funcionários atentos. Ainda por ali, mas do outro lado da avenidona, o grandinho Sol Barra está bem localizado, mas tem luz branca nos quartos e é uma máquina de hospedar grandes grupos.

O Farol da Barra tem alguns hotéis; o Monte Pascoal é a melhor escolha. Nas quadras de trás há várias pousadas; a Casa Petúnia é bem charmosa.

Nas cercanias do Shopping barra, o The Hotel é uma revelação: quarto moderno, ambiente descontraído, e ótimas tarifas. Procurando uma opção ainda mais em conta, arrisque o Barra Mar.

No alto da Ladeira da Barra, o bairro da Vitória é também uma localização interessante. O flat Sol Victória Marina tem quartos bastante envelhecidos mas possui um píer próprio, que serve de (ótima) praia para os dias em que você não quiser se abalar até o Porto da Barra. Numa transversal silenciosa, a pousada Casa da Vitória tem ambientes elegantes, quartos charmosos e o melhor café da manhã de Salvador (entre os top 5 do Brasil, fácil).

Finalmente, Ondina deixa você a meio caminho entre o Porto da Barra e o Rio Vermelho. O hotel mais confortável do pedaço é o Vila Galé Salvador; o clássico Othon Bahia é quase um resort urbano, e o Portobello, do outro lado da avenida, costuma ter bons preços.

Como chegar | Salvador: Barra & Ondina

O Porto da Barra fica ao pé da Ladeira da Barra, bem no iniciozinho da beira-mar de Salvador. Passando de carro, é possível nem perceber que ali há uma praia: existe uma mureta branquinha que tapa a visão da areia. Há um pequeníssimo bolsão de estacionamento ao lado da praia (que continua morro acima, em direção ao Iate Clube) e um estacionamento fechado do outro lado da avenida. O Farol da Barra é sua continuação. Ondina começa logo depois da subida em curva.

Depois da reforma de 2014, há pouco lugar para estacionar na Barra. Vá de táxi ou ônibus (ache o seu no site/aplicativo MeuBuzu). O executivo S037 passa nas duas praias.

    Rio Vermelho (Buracão)

Praia do Buracão, Rio Vermelho

Praia do Buracão

  • É a sua praia: se você quer vida noturna agitada perto do hotel
  • Não é a sua praia: se você quer praia calminha perto do hotel

Vai por mim | Salvador: Rio Vermelho

Boêmio por excelência, o Rio Vermelho é a melhor localização em Salvador para quem quer restringir ao máximo as saídas de carro ou táxi à noite. O coração do bairro foi revitalizado recentemente, o que aumentou a sensação de segurança. De quebra, você ainda pode usar uma prainha que tem os seus fãs: o Buracão (veja aqui como chegar).

O mar do Buracão tem repuxo, então entre n'água com cautela. Há barracas que alugam cadeira e guarda-sol e servem bebidas. No canto esquerdo da praia -- mas sem acesso pela areia -- o Blue Praia Bar oferece um ambiente gostoso e vista belíssima para um petisquinho pós-praia ou um happy-hour; mas o ambiente é melhor do que a comida (Barro Vermelho, 310, tel. 71/3034-3054).

Rio Vermelho: bares, restaurantes e vida noturna

O renovado Largo de Santana -- ou 'Largo da Dinha' -- concentra a muvuca do bairro. Ali é o ponto do Acarajé da Dinha, que pertence ao patrimônio afetivo da cidade. Ao seu redor estão barzinhos com mesas na calçada (e, nos fins de semana, muita gente em pé).

O botequim mais tradicional do bairro não está no largo, mas escondido numa vielinha: o Boteco do França (r. Borges dos Reis, 24A, tel. 71/3334-2734). A mesma quadra tem mega-botequins com pegada carioca e música ao vivo: o São Jorge (Borges dos Reis, 16, tel. 71/3334-8181) e o Boteco Marina (Borges dos Reis, 16, tel. 71/3031-7701). Para o verão 2017, a novidade é a chegada da filial do Caranguejo do Baiano, tradicional da praia de Boa Viagem, que passou a ocupar o casarão que já foi da pizzaria Colombo, de frente para o largo da Mariquita (Praça Colombo, 24, tel. 71/999-996-842).

O boteco mais mais disputado do Rio Vermelho, porém, é um bar de tapas: o charmoso La Taperia, na orla, que lota cedíssimo e tem sempre fila (r. da Paciência, 251, tel. 71/3334-6871). O sucesso é tanto, que a casa abriu um bar de 'shots' a uma quadra, o Chupito (r. da Paciência, 68, tel. 71/991-253-958). Esta é a quadra mais cosmopolita do Rio Vermelho: tem também o pub The Dubliners (r. da Paciência, 257, tel. 71/985-250-037) e a hamburgueria Coz2 Garage, que começou com o food truck (r. da Paciência, 92, tel. 71/99276-7160)

O capítulo mais controverso na reurbanização do bairro foi a transformação do antigo Mercado do Peixe, um enclave de pé-sujos (bem sujinhos mesmo) junto à colônia de pescadores do Rio Vermelho, na Vila Caramuru, que faz mais o gênero praça de alimentação chique de shopping. Se o upgrade tirou autenticidade, por outro lado trouxe filiais de boas casas, como da Sorveteria A Cubana e do bar Caminho de Casa (especialista em carne de fumeiro, fatias de carne defumada de porco que são chapeadas à mesa -- um dos petiscos mais típicos de botequim baiano), além de novidades como o bem-apessoado RV Lounge, que serve de camarote para o pôr do sol (tel. 71/999-102-889).

Para comida baiana autêntica, procure atrás do largo da Mariquita (a outra praça do bairro) o carismático Dona Mariquita, onde cada refeição vale por uma imersão na cultura baiana (r. do Meio, 178, tel. 71/3334-6947). E para experimentar comida baiana por um viés mais contemporâneo (e num ambiente bastante charmoso), cacife a Casa de Tereza, da chef Tereza Paim (Odilon Santos, 45, tel. 71/3329-3016).

O miolo do bairro ainda tem outros bons restaurantes. O Salvador Dalí é perfeito para almoço, já que tem uma varanda debruçada no mar (Borges dos Reis, 15, tel. 71/3335-4593). O elegante Taboada Bistrô tem menu clássico francês (José Taboada Vidal, 9, tel. 71/3334-7846). O Pasta em Casa é uma rotisserie que produz (e serve) massas artesanais de grão duro, a preços simpáticos (Profª Almeirinda Dutra, 37, tel. 71/3334-7232). O Rio Vermelho também é o endereço da filial soteropolitana da rede de churrascarias 5 estrelas  Fogo de Chão (João Gomes, 321, tel. 71/3555-9292).

E na rua Fonte do Boi, onde estão os hotéis Ibis, Mercure e Pestana Lodge, há bons restaurantes para quem está com preguiça de caminhar até a muvuca do bairro. Para almoçar, pegue leve no excelente natureba Manjericão (nº 3, tel. 71/3565-8305). No departamento boteco, fique com o caranguejo da Cabana da Cely (nº 32, tel. 71/3019-1304). A Confraria das Ostras traz suas ostras de Santa Catarina (nº 8, tel. 71/3334-7504). O Ciranda Café tem ambiente charmoso e música ao vivo (nº 131, tel. 71/3012-3963).

No fim de semana, procure a programação das casas de show. O Portela Café costuma lançar nomes que depois estouram no carnaval (Itabuna, 204, tel. 71/3335-6855). Já o Commons Studio Bar é o clube hipster do bairro (Odilon Santos, 224, tel. 71/3022-5620). E a San Sebastian é a balada gay mais forte de Salvador (r. da Paciência, 88, tel. 71/3012-5013).

Onde ficar | Salvador: Rio Vermelho

O Rio Vermelho é a zona hoteleira mais completa de Salvador, com boas alternativas para todos os gostos e bolsos.

O pequeno Zank by Toque tem a melhor relação custo x charme de Salvador; cada apartamento tem uma decoração diferente, e o staff é afinadísssimo. O Mercure é o melhor hotel de rede da cidade (mas o café costuma ser cobrado à parte). Seu vizinho Ibis oferece a mesma (boa) localização, mas sem piscina. O Pestana Lodge prezava pelo conforto e atendimento, mas em dezembro/2016 suas resenhas andam decepcionando. Dê uma conferida no Golden Tulip; o hotel já viveu dias melhores, mas a piscina é ótima e os preços costumam ser bons (até no Réveillon!). Para ficar bem no bochincho (e por um preço camarada), fique no Catharina Paraguaçu, que tem jeitão de pousada. A grande novidade do bairro é o F Design Hostel, que tem o ator Luiz Fernando Guimarães entre os sócios.

Como chegar | Salvador: Rio Vermelho

Vindo da Barra, seguindo sempre pela orla, em dez minutos você chega ao Rio Vermelho. A região é bem servida por ônibus, incluindo o executivo S037 (ache o seu em MeuBuzu).

A praia do Buracão é bastante escondida. Você precisa vir pela rua Odilon Santos (a continuação da beira-mar), passar pela Fonte do Boi (a rua de Ibis, Mercure e Pestana) e virar na próxima à direita (à esquerda, mais à frente, você avistará um McDonald's). Não é longe para ir a pé saindo dos hotéis do bairro. Indo de carro, há estacionamento ao longo da rua.

    Orla Norte (Itapuã, Stella Maris, Flamengo, Villas do Atlântico)

Aleluia, Salvador

Aleluia/Flamengo, Salvador

  • É a sua praia: se você procura hotelões pé na areia em Salvador; se quer ficar a meio caminho entre as praias da Estrada do Coco/Linha Verde e a cidade; se quer fugir da superlotação do Porto da Barra no fim de semana
  • Não é a sua praia: se você quer curtir a Salvador urbana

Vai por mim | Salvador: orla norte

Passando as enseadas de Amaralina e Pituba, a costa de Salvador vira um praião meio sem graça. Entretanto, livre das choupaninhas enfileiradas que serviam de barracas de praia, a orla está mais bem-apresentada. As barracas agora são tendas temporárias padronizadas, alugando cadeiras de alumínio e nylon (no lugar das abomináveis cadeiras de plástico).

No verão de 2017, a novidade é a Vila Piatã, que readequou o trecho mais popular de toda a orla (por ser o que oferece o melhor banho de mar). Ali estão se instalando bares e lanchonetes para o pós-praia, no estilo da Vila Caramuru do Rio Vermelho.

A avenida costeira termina à altura da estátua da Sereia, um dos ícones de Itapuã (os outros dois são o Farol e o Acarajé da Cira). A partir dali a praia fica escondida de quem passa de carro (ou ônibus), e é preciso saber onde entrar. Ainda subsistem barracas simples, mas a maioria das megabarracas que existiam entre as praias de Stella Maris e Flamengo foram derrubadas por ordem judicial. Depois de alguns anos de improvisação e bagunça, a poeira finalmente baixou (em todos os sentidos) e o atendimento está mais organizado. Na areia não há mais estruturas permanentes, só barracas temporárias que alugam cadeiras e guarda-sóis e servem bebidas. Barracas estruturadas só podem funcionar em terrenos dos loteamentos, sem construir decks na praia.

Barraca Bora Bora, Pedra do Sal

Barraca Bora Bora, Pedra do Sal/Itapuã

Nesta nova fase, as três melhores barracas pertencem ao grupo da Barraca do Lôro.

A Bora Bora, na Pedra do Sal (um trecho de Itapuã), é a mais simpática e 'praiana' das três -- como é menorzinha, as espreguiçadeiras da areia não ficam longe do bar. Fica numa rua com guarita, mas é só dizer que você vai na barraca que o vigia deixa o carro passar (rua Caramujo, Pedra do Sal, tel. 71/3023-5018).

A barraca com maior área para tomar sol na própria área do bar é a Barraca do Lôro Flamengo, perto de onde era a barraca original. Tem uma ala vip onde é possível alugar lounges privativos -- tendas com sofás e caminhas (Desembargador Manoel de Andrade Teixeira, 266, tel. 71/3015-0140; é possível para reservar mesas e lounges aqui).

Já a Barraca do Lôro Stella Maris funciona mais como um grande restaurante à beira-mar. Tem o ambiente mais charmoso entre as três barracas, e é a mais desassociada da areia (al. Mar del Plata, tel. 71/2137-5002).

Vizinha ao Lôro do Flamengo, a barraca Pipa é maior e mais popularzona -- vá se você não tem problemas com cadeiras de plástico ou pop sertanejo (al. Cabo Frio, tel. 71/3378-1182).

O mar é agitado na maior parte dessa orla. Se você vai com crianças, prefira Stella Maris ou Vilas do Atlântico, onde se formam piscininhas em meio às pedras durante a maré baixa. Vilas ainda tem barracas (que estão ameçadas de derrubada); procure a Odoyá Yemanjá (r. Praia de Icaraí, tel. 71/988-202-296).

Restaurantes depois de pegar praia na orla norte

Estar nesta região dá a chance de experimentar um dos acarajés de grife de Salvador: o Acarajé da Cira (r. Aristides Milton, a partir das 16h).

Um dos restaurantes favoritos da elite soteropolitana (e que acabou de abrir filial na avenida do Contorno) está em Itapuã: o Mistura, que serve frutos do mar de ótima qualidade, e preços à altura (Professor Souza Brito, 41, tel. 71/3375-2623). Para uma moqueca boa e em conta, vá à filial de Itapuã da rede Ki-Mukeka (Vento Sul, tel. 71/3374-2147). Se está em Vilas do Atlântico, vá ao Donana (r. Praia de Itapoan, tel. 71/3379-4364).

Querendo almoçar no caminho de volta, a pedida mais óbvia é a moqueca do Yemanjá, o preferido das famílias soteropolitanas, que é bem fácil de achar -- mas tem bastante fila de espera no fim de semana (Otávio Mangabeira 4655, tel. 71/3461-9010).

Caso tenha disposição de fazer um senhor desvio para o interior, dá para encerrar o dia no cultuado Paraíso Tropical, no Cabula, endereço das moquecas mais originais da Bahia (Edgard Loureiro 98B, tel. 71/3384-7464).

Onde ficar | Salvador: orla norte

A região tem três hotéis tipo resort. O Gran Hotel Stella Maris é o mais novo e está bem posicionado para caminhadas por Stella Maris e Flamengo (dá para ir caminhando às Barracas do Lôro Stella Maris, quase vizinha, e Flamengo). O outro resort pé na areia é o Catussaba, mais antigo, mas com um anexo 'business' recente, na quadra de trás. Já o Deville é o ex-Sofitel ex-Quatro Rodas; tem uma ótima estrutura, mas está a quinze minutos de caminhada da areia.

A melhor alternativa aos resorts é a pousada (super estruturada, com uma piscina ótima) Villa da Praia, na areia de Itapuã. Na vasta orla norte de Salvador, o hotel mais interessante é o Cocoon, numa quadra residencial em Jaguaripe.

Como chegar | Salvador: orla norte

Se você não está hospedado na região, deve estar a pelo menos 20 km de distância. É possível ir de transporte público (veja no site MeuBuzu), mas você vai levar pelo menos 60 minutos no ônibus. O ideal é vir de carro.

Para Itapuã e Pedra do Sal, siga pela orla de Salvador toda a vida; no largo de Itapuã a avenidona vira uma avenidinha; rode um pouco, deixe o carro numa ruazinha lateral e siga a pé.

Se o destino for Stella Maris ou Flamengo, melhor ir pela Paralela em direção ao aeroporto e virar na placa “Alameda das Praias”; você vai dar direto na região do hotel Catussaba (que já é Stella Maris).Prossiga à esquerda para o Flamengo -- entre à direita bem adiante, entre dois condomínios murados, e você chega até a beira-mar interna do bairro.

Para Vilas do Atlântico, vá em direção ao aeroporto e siga adiante; você verá placas e poderá estacionar nas ruas residenciais.

  • Estrada do coco

  • Arembepe

Praia do Piruí, Arembepe

Praia do Piruí

  • É a sua praia: se você curte vilarejo de pescadores
  • Não é a sua praia: se você quer tomar sol com pouca densidade demográfica

Vai por mim: Arembepe

Uma das primeiras praias da Estrada do Coco, a 23 km do aeroporto de Salvador, Arembepe tem grande parte de sua orla protegida por recifes, o que faz formar piscinas à beira-mar na maré baixa. Na praia da vila estacionam barquinhos de pescadores; nos fins de semana a praia é bem popular. Bem no centro, o restaurante Mar Aberto é pé na areia e um dos lugares recomendáveis para almoçar na volta de qualquer passeio na região (Largo de São Francisco, 43, Arembepe, tel. 71/3624-1257).

Querendo uma praia também protegida mas menos cheia, vale a pena continuar de carro à direita (sul) do centrinho até a praia de Piruí -- onde funciona uma pousada elogiadíssima, A Capela.

Outra curiosidade do lugar é a Aldeia Hippie, que fica ao norte (esquerda) da vila; famosa por ter sido endereço dos Novos Baianos, a aldeia ainda resiste com residentes que vivem do artesanato.

A praia é servida por ônibus semi-urbano: a linha 857 Terminal da França-Aerembepe sai da avenida da França, no Comércio, e vai até o centrinho da vila (R$ 5, dezembro/2016). É possível também ir nos ônibus ou vans que vão à Praia do Forte (veja adiante); é preciso parar na estrada e terminar a viagem de mototáxi ou táxi.

  • Barra do Jacuípe

Barra do Jacuípe

Barra do Jacuípe

  • É a sua praia: se você procura praia calminha de uma esquina entre rio e mar
  • Não é a sua praia: se você prefere ondas

Vai por mim: Barra do Jacuípe

10 km adiante de Arembepe (35 km do aeroporto de Salvador), a Barra do Jacuípe é uma das mais bonitas da região. É ótima para banho na maré baixa -- mas siga a recomendação dos freqüentadores; há pontos perigosos de correnteza no lado do rio. O vilarejo vai até a beira da praia e tem bares e restaurantes. No fim de semana a praia fica lotada.

O transporte coletivo (ônibus ou vans para Praia do Forte, veja mais adiante) deixam na estrada. Você vai precisar completar a viagem de mototáxi ou táxi.

  • Guarajuba

Guarajuba

Guarajuba

  • É a sua praia: se você procura mar gostoso e organização
  • Não é a sua praia: se você acha que lugar de calçadão é na capital

Vai por mim: Guarajuba

A Estrada do Coco é pontilhada de condomínios que dificultam o acesso de não-proprietários à praia. Guarajuba é a maior exceção: o lugar tem uma grande concentração de condomínios (há casas de praia e também residências de funcionários do pólo petroquímico de Camaçari), mas a praia é abertíssima ao público. As barracas estruturadas ficam no canto esquerdo, ao final do acesso principal (uma rua onde também há restaurantes, bares e lojas); continuando por lá, você chega ao resort Vila Galé Marés. Caminhando para a direita, a praia fica mais vazia. Um passeio bacana é combinar Guarajuba com um almoço em Arembepe, no Mar Aberto, 18 km para o sul (Largo de São Francisco, 43, Arembepe, tel. 71/3624-1257).

Onde ficar: Guarajuba

O nome Guarajuba só ficou conhecido dos não-baianos depois da instalação do Vila Galé Marés, um resort all-inclusive que fica a menos de quinze minutos de caminhada da área das barracas de praia, pelo calçadão. Tem quartos confortáveis e uma piscina imensa; costuma ser um pouco mais em conta do que o Iberostar. O mar em frente é agitado, mas no canto esquerdo da enseada está sempre bom para as crianças.

Na outra extremidade de Guarajuba, bem ao sul, num trecho pouco freqüentado, o hotel Costa Smeralda está situado dentro de um condomínio, com entrada direto pela Estrada do Coco.

Como chegar: Guarajuba

Guarajuba está a 42 km do aeroporto de Salvador pela Estrada do Coco; a estrada é duplicada.

Uma corrida de táxi especial do aeroporto de Salvador ao hotel Vila Galé está saindo R$ 220 pela tabela das cooperativas do aeroporto (Comtas e Coometas). Trânsfers privativos, como os da Praia do Forte Táxi Especial, saem R$ 150 (R$ 180 depois das 22h). Ônibus e vans à Praia do Forte (leia mais adiante), deixam na estrada; é preciso completar a viagem de mototáxi ou táxi.

  • Itacimirim

Praia da Espera, Itacimirim

Praia da Espera

  • É a sua praia: se você procura mar calmo com pousadas pé na areia
  • Não é a sua praia: se você quer vida noturna próxima

Vai por mim: Itacimirim

O paredão de casas de veraneio que quase não oferece brechas para o acesso à areia já é uma indicação segura de que a praia, ali, é das boas. Itacimirim está estrategicamente escondida entre a favorita dos turistas (a Praia do Forte) e a queridinha das imobiliárias (Guarajuba); é uma das boas pedidas para se hospedar pé-na-areia no litoral norte de Salvador sem ir à falência.

Praia da Barra, Itacimirim

Praia da Barra, Itacimirim

A praia é extensa e ganha nomes distintos em cada trecho. No canto esquerdo, na esquina com o rio Pojuca, está a Praia da Barra. Aparentemente inofensiva, é preciso ter cuidado com a correnteza.

A primeira praia de mar é a Praia das Ondas – o nome diz tudo. Não é amigável.

Praia do Porto, Itacimirim

Praia do Porto, Itacimirim

O primeiro trecho em que há proteção de recifes é o da Praia do Porto (à altura da Pousada da Espera), com bom banho mas poucos banhistas, devido à inexistência de barracas.

Meu preferido é o canto direito, de mar sempre calmo, conhecido como Praia da Espera, logo depois da Pousada Jambo. Ali, sob a sombra de amendoeiras, vê-se a longa curva da praia – e, à distância, o farol da Praia do Forte. Na maré baixa, o ponto em frente às barracas vira uma grande piscina; traga o snorkel e as crianças.

Praia de Itacimirim

Itacimirim

Deste ponto dá para ir caminhando pela direita, passando por frente das casas, até outro núcleo de barracas -- a praia de Itacimirim propriamente dita. É um ponto com ondulação moderada, e uma parte rasa que não oferece perigo a crianças. Dali avista-se o resort Vila Galé Marés, que está no meio da enseada.

Come-se nas barracas de praia ou nas pousadas (Jambo ou da Espera); estando de carro, vale almoçar no Manguezal, que fica à beira do rio Pojuca (volte à Estrada do Coco; a estradinha de acesso aparece 100 m antes do rio).

Quem se hospeda em Itacimirim janta ou na sua própria pousada, ou naquele que parece ser o único restaurante aberto à noite, o italiano Skipper, que numa encarnação passada funcionou na Praia do Forte (r. Principal, s/n, tel. 71/987-155-258).

A apenas 5 km para o norte, a Praia do Frote, funciona como footing e praça de alimentação noturna para quem está hospedado em Itacimirim.

Onde ficar: Itacimirim

Juntinho ao trecho protegido da praia da Espera, fique na Pousada Jambo, charmosa e superbem-estruturada.

Pé na areia em frente ao trecho protegido da praia do Porto, a Pousada da Espera costuma oferecer bons preços.

A Pousada Praia das Ondas fica no trecho com mar agitado, mas tem a área mais arejada e espaçosa entre as pousadas da vila. De lá dá para ir caminhando para a praia da Barra.

Como chegar: Itacimirim

Itacimirim está a 50 km do aeroporto de Salvador pela Estrada do Coco (inteiramente duplicados). A Praia do Forte está 5 km adiante.

Táxis e trânsfers cobrarão preços parecidos com os da Praia da Forte (veja abaixo). Dá para pegar um ônibus ou van que vá para a Praia do Forte (veja abaixo), descer na estrada e completar a viagem de mototáxi ou táxi.

  • Praia do Forte

Praia do Forte

Praia do Forte, em frente ao resort Tivoli

  • É a sua praia:se você curte vilarejo de praia com toda a estrutura (e tartarugas!)
  • Não é a sua praia: se você veio em 1990 e acha que vai encontrar tudo igual

Vai por mim: Praia do Forte

Nenhuma outra -- repito: nenhuma outra -- praia próxima de uma grande capital soube administrar tão bem as pressões do crescimento quanto a Praia do Forte. O centrinho continua com aparência de vila de pescadores, sem luminosos nem aberrações, e nem mesmo trânsito -- os carros precisam parar em bolsões de estacionamento no entorno, e há um simpático sistema de tuk-tuks que funcionam como táxis. O novo bairro de predinhos à esquerda da vila tem gabarito controlado (os edifícios são mais baixos que os coqueiros) e arquitetura praiana e homogênea.

Na areia, a sujeira e a bagunça são combatidas com mão de ferro. Só os quiosques da praia do Portinho (que forem recentemente reposicionados e agora estão instalados perpendicularmente à praia) podem preparar comida. Nas piscinas naturais do Papa-Gente não se pode vender nem comida nem bebida.

O melhor trecho da praia está a quinze minutos de caminhada à direita do centro, em frente ao resort (que não atende passantes). A praia do Portinho, junto à igreja, é gostosíssima de entrar -- se você não se incomodar com todas as embarcações que aproveitam o porto natural para ancorar.

A praia à esquerda do Tamar tem pedras; entre com cuidado, sobretudo na maré alta. O mais seguro é caminhar 10 minutos para a esquerda até o núcleo de barracas da praia da Pedra do Chapéu; ali há menos pedras.

Na maré baixa, ande mais dez minutos à esquerda (20 minutos desde o farol do Tamar) até as piscinas naturais do Papa-Gente, que ficam rente à orla. Bicitáxis levam da entrada da vila ou do Tamar até as piscinas por R$ 25 (ida; dezembro/2016).

A estação do Projeto Tamar é a grande estrela da praia, com tanques que mostram tartarugas marinhas filhotes e adultas. O melhor momento para visitar é à tarde, quando há uma visita guiada às 15h30, seguida por uma sessão de alimentação de tartarugas às 16h e uma sessão de alimentação de arraias e tubarões às 16h30. Da entrada da vila ao Tamar dá 10 minutos de caminhada; bicitáxis fazem o percurso por R$ 15 (ida; dezembro/2016).

Projeto Tamar Praia do Forte

  • av. Farol Garcia d'Ávila, s/n | Tel.: 71/3676-0321 | Abre diariamente das 8h30 às 17h30 | Ingresso: R$ 22 inteira, R$ 11 meia (estudantes, professores, maiores de 60 anos), grátis até 6 anos | Ingresso família: R$ 52 (pais + dois filhos maiores de 6 anos)

A rua principal da vila funciona como pista de footing e praça de alimentação. Já no primeiro trecho junto à entrada você encontrará os dois representantes mais importantes da cozinha local: o Souza Bar, de insuperáveis bolinhos de peixe (s/n, tel. 71/3676-1386), e o Sabor da Vila/Restaurante do Zequinha, cuja especialidade é um ensopado de peixe com banana e quiabo (nº 159, tel. 71/3676-1777). (No lado oposto da rua funciona filial da praia do botequim-balada Beach Stop, decorada com um carro vintage carregando pranchas de surf; tel. 71/3676-0771).

Salpicados ao longo da rua estão você vai encontrar restaurantes como o charmoso Café do Forte, que também tem uma casa na Bahia Marina em Salvador (nº 180, tel. 71/3676-1725), a enorme cantina Taverna Paradiso, sucesso de público há quase 20 anos (s/n, tel. 71/3676-1587), o japonês com ênfase em frutos do mar Jojo (nº 248, tel. 71/992-454-127) e as gulodices indispensáveis do Tango Café, parada segura para a sobremesa (s/n, tel. 71/3676-1637).

As melhores descobertas, no entanto, estão numa ruelinha à direita de quem vai em direção ao Tamar -- o Beco de Dona Nita, que não é afetado pelo vaivém entre a entrada da vila e a praia. Ali estão o Vinobar, que oferece uma ótima seleção de vinhos em taça, antipasti e pratos elegantes, como ravioli de pato com laranja e filé alto com linguine na manteiga (tel. 71/3128-1929), e o italiano autêntico Il Cantuccio, que serve massas artesanais (como os ótimos maltagliati com frutos do mar) e também abre para almoço (tel. 71/996-355-939).

(Por falar em almoço: se estiver à procura de um self-service, vá à Casa da Nati, tel. 71/3676-1239).

No último trecho do caminho ao Tamar estão a concorrida pizzaria 7 Pizzas, de forno a lenha (tel. 71/3676-0655), o Terra Brasil, que tem cardápio extenso mas é forte em risotos (nª 512, tel. 71/3676-1705), e o Donana, terceira casa de uma rede dedicada à culinária baiana (tel. 71/3676-0473).

Um aspecto interessante do centrinho de Praia do Forte é que o canteiro central da avenida ACM parece permanecer nas mãos dos nativos: ao longo da avenida você passará por bares que funcionam em quiosques e vendem cerveja 600 ml.

Onde ficar: Praia do Forte

Quem se hospeda no Tivoli Eco Resort Praia do Forte, 2 km ao sul da vila, aproveita um dos mais elegantes resorts de praia do Brasil (sistema meia-pensão). Depois da compra pelo grupo tailandês Minor, os quartos foram reformados -- e um novo grupo de piscinas, dispostas em terraços voltados para o pôr do sol, já é o espaço mais disputado do hotel. A comida continua boa, mas está burocrática; quem esteve no hotel logo depois que os portugueses do Tivoli assumiram vai ter saudade daquela época.

Pé na areia, na vila, há apenas duas pousadas, ambas à esquerda (norte) do farol: a charmosa Farol das Tartarugas, que tem piscina e um gramado em frente à praia, e a Porto da Lua, que não tem piscina mas está totalmente pé na areia.

O miolinho à esquerda da vila é o principal pólo de hospedagem de Praia do Forte. Por ali estão os hotéis Via dos Corais (ótima piscina no meio do jardim) e Casa do Forte (um pouco overconstruído), e a pousada mais tchans, a Refúgio da Vila. Gosto muito da localização da Tatuapara, perto do mar e do centrinho, sem estar no bochincho. A Casa da Praia costuma ter bons preços.

À direita (sul) da vila, considere o hotel Porto Zarpa e a pousada Aloha Brasil. Escondidinho num beco ao lado da ruazinha principal, a pousada Vinobar tem quartos pequeninos mas bem-resolvidos; no térreo funciona um dos restaurantes mais interessantes da vila. O Praia do Forte Hostel dá de fundos para o comecinho da avenida ACM.

O complexo Iberostar fica 3 km ao norte da vila, num trecho de mar mais bravo (e praias desertas). Os hóspedes do Iberostar Praia do Forte, que é mais luxuoso, podem freqüentar as dependências do Iberostar Bahia (mas o contrário não é permitido). Ambos têm buffets imensos e variados e se destacam pela animação (incluindo shows noturnos à la Club Med); quem quer sossego tem à disposição uma piscina silenciosa em cada hotel.

Como chegar: Praia do Forte

A Praia do Forte está 55 km ao norte do aeroporto de Salvador, exatamente na emenda entre a Estrada do Coco e a Linha Verde. A estrada é toda duplicada. Chegando de carro, você vai precisar estacionar num dos bolsões autorizados.

Uma corrida de táxi especial do aeroporto de Salvador à vila está saindo R$ 283 pela tabela das cooperativas do aeroporto (Comtas e Coometas); ao Iberostar, R$ 313. Trânsfers privativos, como os da Praia do Forte Táxi Especial, saem R$ 160 para a vila (R$ 180 depois das 22h); para o Iberostar, R$ 170 (R$ 221 depois das 22h). Preços de dezembro/2016.

Três vezes ao dia, os ônibus do Expresso Linha Verde passam pela pequena rodoviária que existe atrás do estacionamento do aeroporto: entre 9h30 e 9h45, entre 13h e 13h45 e entre 18h30 e 18h45. A passagem custa R$ 13,20 e o ônibus, que parte da Rodoviária de Salvador, pode chegar lotado ao aeroporto, obrigando a viajar de pé. O trajeto aeroporto-Praia do Forte costuma levar 1h30.

Se você já está em Salvador e quer ir à Praia do Forte de transporte 'público', o melhor é pegar o ônibus executivo S037 Aeroporto-Centro Histórico (passa nas zonas hoteleiras da Barra, Ondina e Rio Vermelho; R$ 5) e descer no Shopping da Bahia (Iguatemi). Ali, siga pela calçada em direção à passarela, mas não suba na passarela; continue no mesmo lado da rua até chegar ao shopping Mundo Plaza. É dali que saem as vans da Linha Branca, que em 1h45 chegam à Praia do Forte e custam R$ 8 (dezembro/2016).

Caso você queira ir do aeroporto de Salvador à Praia do Forte de ônibus mas não chegue num horário apropriado, é possível pegar qualquer ônibus que passe na rodoviariazinha do aeroporto em direção a Salvador e parar no shopping Salvador Norte (5 minutos depois que o ônibus faz o retorno). Ali, atravesse a passarela e, do outro lado, espere o primeiro ônibus para a Praia do Forte ou van da Linha Branca passar.

Para deslocamentos dentro da Praia do Forte, você pode usar tuk-tuks (R$ 15 da entrada da cidade ao resort Tivoli ou ao Tamar) ou bicitáxis (R$ 15 ao Tamar, R$ 25 às piscinas naturais do Papa-Gente).

  • Linha Verde

  • Imbassaí & Diogo

Imbassaí

Imbassaí

  • É a sua praia: se você gosta de alternar rio com mar
  • Não é a sua praia: se você precisa de um centrinho para fazer footing à noite

Vai por mim: Imbassaí & Diogo

Imbassaí foi posta no mapa dos não-baianos com a construção da Linha Verde, no fim dos anos 90. A praia é singular: uma peninsulazinha de areia formada por um rio que corre paralelo ao mar até desembocar no canto direita. A paisagem original restaurada há pouco, com o deslocamento das barracas que ficavam à beira-rio, e agora estão agrupadas de frente para o mar, mas ainda pertinho do rio.

Apesar de crescido batante, Imbassaí não adquiriu feições de vilarejo; o "centrinho" se resume a duas quadras da Alameda das Amendoeiras (uma das duas entradas), e a um pólo de restaurantes simples e lojinhas no fim da rua. Talvez as coisas mudem, agora que um grande condomínio está em fase final de construção no lado direito da vila. Boa parte da beira-rio foi urbanizada, ganhando ciclovia e pista de corrida; as vias principais são calçadas com paralelpípedos e o mangue está preservado.

Se você entrar em Imbassaí pelo acesso da direita, chega à praia atravessando o riozinho, num trecho em que a água bate nas canelas (ou nas coxas, na maré alta). Entrando pelo acesso da esquerda, pode chegar à praia de dois jeitos: pelo caminho de pedestres ou pegando a jangada, que cobra R$ 2,50 para costear o riozinho até o ponto das barracas. No rio é possível alugar caiaque (R$ 10 uma pessoa, R$ 15 duas pessoas e R$ 20 três pessoas para meia hora na água) e stand up paddle (R$ 15 meia hora, R$ 30 uma hora).

A barraca de praia mais interessante não fica no bloco compacto junto ao rio; ande mais uns 200 metros e você encontrará a barraca Porto da Jangada, que fica num ponto sossegado da praia e tem ótimo serviço.

Se não almoçar na praia, deixe para pedir o vermelho assado na brasa com banana da terra do Zoião, no caminho da jangada (tel. 71/999-534-910) -- ou pegue a estrada para experimentar a concorridíssima moqueca do Sombra da Mangueira, na vila de Diogo (tel. 71/3667-3810).

À noite, o Jerimum Café tem boa comida, pizzas fininhas, ótimo astral e música ao vivo de boa qualidade, sábado sim, sábado não (al. das Amendoeiras, tel. 71/3677-1019). No restaurante da pousada Vilangelim você monta o prato com acompanhamentos à sua escolha (av. dos Angelins, tel. 71/3677-1144). O Guaya's tem moquecas elogiadas (al. das Amendoeiras, tel. 71/3677-1032). Um pouco mais abaixo na direção da praia, o quiosque Merenderia serve escondidinhos e outros quitutes até as 21h -- no fim de semana pode ir até mais tarde, com música de DJ (al. das Amendoeiras, tel. 71/999-850-386). Atrás do quiosque fica o Balalaika Pub, um bar com sinuca que é o que há de mais próximo a uma balada em Imbassaí... (al. das Amendoeiras, tel. 71/999-527-223).

A Praia do Forte, a 10 km, também serve como alternativa noturna para passear e comer.

Onde ficar: Imbassaí & Diogo

Minha pousada preferida é a ultracharmosa Vilangelim, que tem um piscina agradável e fresca, colada a um bambuzal (o restaurante também é ótimo). Os chalés são super-românticos; os ambientes sociais, de muito bom-gosto.

Uma boa novidade é o Imbassaí Breeze, um flat de dois andares com apartmentos superbem-montados e uma ótima piscina. À procura do melhor custo x benefício, considere a Terra Doce, que está pertinho da praia, e a originalíssima Casa Viola.

O resort all-inclusive Grand Palladium Imbassaí fica 2 km ao norte da vila e tem os apartamentos mais confortáveis da sua categoria; a beira-mar foi preservada, os hóspedes são levados à praia de carrinho elétrico.

Finalmente, à altura da praia de Santo Antônio (5 km ao norte da vila), mas a 15 minutos de caminhada da praia, está a vila do Diogo, ponto de peregrinação às moquecas do restaurante Sombra da Mangueira (que começou a prosperar na época da construção de Sauípe, quando virou point dos engenheiros). Por ali, uma pousada com ótimo astral alternativo é a Too Cool na Bahia; você pode ir à praia caminhando pela duna ou descendo o rio de caiaque.

Como chegar: Imbassaí & Diogo

Saia de Salvador pelo aeroporto, e em 65 km você chega a Imbassaí; a entrada fica 10 km adiante da Praia do Forte. (Estando de carro, você pode ir à Praia do Forte para almoçar ou passear à noite.) Diogo fica 5 km adiante, e tem entrada sinalizada.

Uma corrida de táxi especial do aeroporto de Salvador a Imbassaí está saindo R$ 308 pela tabela das cooperativas do aeroporto (Comtas e Coometas). Trânsfers privativos, como os da Praia do Forte Táxi Especial, saem R$ 150 (R$ 180 depois das 22h). Ônibus e vans à Praia do Forte (leia mais adiante), deixam na estrada; é preciso completar a viagem de mototáxi ou táxi. Um táxi da Praia do Forte a Imbassaí sai R$ 60 por trecho.

Não existe ônibus que entre em Imbassaí: é preciso descer na estrada e seguir de mototáxi (R$ 4) ou ligar para a pousada vir buscar. Você pode pegar um ônibus na Rodoviária de Salvador que vá a Sibaúma ou Sítio do Conde e descer na entrada da cidade (R$ 14), ou pegar qualquer ônibus ou van que vá à Praia do Forte (veja em "Como chegar na Praia do Forte", acima) e lá pegar uma van que vá a Porto Sauípe; para descer na entrada de Imbassaí, você pagará R$ 4.

  • Costa do Sauípe

Costa do Sauípe

Costa do Sauípe

  • É a sua praia: se você é fã de resort
  • Não é a sua praia: se você é alérgico a cidades cenográficas

Vai por mim: Costa do Sauípe

Acho o projeto de Sauípe -- veja bem: dentro do conceito "complexo de resorts" -- muito bem feito. A urbanização preservou toda a vegetação junto ao mar: dunas e lagoinhas que compõem uma paisagem mais bonita até do que a praia. Na falta de uma cidadezinha próxima, Sauípe construiu uma, a Vila Nova da Praia, com arquitetura com um pé no Pelourinho e outra no Quadrado de Trancoso. Pena que seja sub-aproveitada, já que a bebida ali é paga (nos hotéis, é incluída).

Mas o segredo de gostar de Sauípe é não ficar só na piscina do hotel. Pegue o ônibus e vá até a lagoa, fazer tirolesa ou ter uma aula de stand up paddle (pagas à parte); à noite, aproveite a programação de shows ao ar livre da Vila Nova da Praia (mesmo que isso signifique sair da redoma do all-inclusive por algumas horas).

Onde ficar: Costa do Sauípe

Sauípe concorre hoje, com sucesso, na faixa mais econômica dos resorts all-inclusive. Não espere buffets quilométricos, como em resorts maiores ou mais caros -- mas a oferta de comida e bebida é generosa o dia inteiro.

Dos cinco resorts originais do projeto, quatro se tornaram 'alas' de um mesmo resort -- o Sauípe Resorts. As alas são 'Sol' (antigos Marriott e Sauípe Class), 'Mar' (antigos Renaissance e Sauípe Fun), 'Terra' (antigos Sofitel Convention e Sauípe Park) e 'Água' (antigos Breezes e Sauípe Club). As alas têm serviço equivalente e são ativadas conforme a ocupação do complexo; no momento do check-in, porém, é possível pedir para ficar numa ala específica, se houver disponibilidade.

A ala Mar é a que tem acesso mais fácil à praia; a ala Sol, a que tem os quartos maiores; a ala Terra, a que tem os corredores mais longos (é o maior hotel do complexo) e o paisagismo mais bonito; a ala Água é a que fica mais longe da Vila Nova da Praia.

O quinto resort do complexo é o Sauípe Premium (antigo Sofitel Suites), que tem um serviço diferenciado, com bebidas melhores e garçons na piscina. Os hóspedes do Premium podem consumir em qualquer dos resorts do complexo, mas os hóspedes das outras alas não podem consumir no Premium. Os apartamentos continuam charmosos, mesmo 15 anos depois de inaugurados.

Não acho que valha a pena se hospedar nas pousadas do complexo. Pelo preço, você fica melhor instalado, e com melhores opções para sair à noite, em qualquer outro vilarejo de praia da Bahia.

Se você chegar antes das 14h, poderá comprar um check-in antecipado por R$ 60 por pessoa. Querendo ficar algumas horas depois do check-out (que é ao meio-dia), pode pagar R$ 60 por pessoa para sair às 14h ou R$ 120 por pessoa para sair até as 18h.

Como chegar: Costa do Sauípe

Você sai do aeroporto de Salvador, pega a Estrada do Coco e a Linha Verde, e em 75 km (20 km adiante da Praia do Forte), chegou.

Uma corrida de táxi especial do aeroporto de Salvador à Costa do Sauípe está saindo R$ 363 pela tabela das cooperativas do aeroporto (Comtas e Coometas). Trânsfers privativos, como os da Praia do Forte Táxi Especial, saem R$ 190 (R$ 234 depois das 22h).

Não há ônibus comum que entre na Costa do Sauípe. Você pode pegar um ônibus na Rodoviária de Salvador que vá a Sibaúma ou Sítio do Conde e parar a 50 metros da guarita (R$ 16). Também é possível ir de táxi ou van até a Praia do Forte (veja em "Como chegar à Praia do Forte") e lá pegar uma van para Porto Sauípe, descendo a 50 metros da guarita (R$ 5). Os hotéis, porém, estão a 4 km da guarita; será preciso chamar um táxi do complexo para completar a viagem (R$ 30).

  • Massarandupió

Massarandupió

Massarandupió

  • É a sua praia: se você quer se bronzear ao natural
  • Não é a sua praia: se você faz questão de mar azul-azul

Vai por mim: Massarandupió

Única praia da Bahia onde é legal a prática do nudismo, Massarandupió está convenientemente escondida por dunas. A areia é dura e o mar um pouco turvo. Atrás das dunas há belas lagoas. A região demarcada para nudismo fica no canto direito da praia e tem serviço de bordo; só é permitida a entrada de casais ou mulheres; homens desacompanhados são barrados. O canto esquerdo da praia atrai freqüentadores convencionais e tem uma fileira de barracas.

Como chegar: Massarandupió

Indo pela Estrada do Coco e Linha Verde, a entrada para Massarandupió está bem sinalizada, 15 km depois de passar Sauípe (35 km de Praia do Forte). Da estrada até a praia são 12 km em estrada de chão. O vilarejo fica no meio do caminho entre a estrada e a praia.

  • Sítio do Conde

Sítio do Conde

Sítio do Conde

  • É a sua praia: se você curte descobrir aquela pousada pé-na-areia com praias desertas por perto
  • Não é a sua praia: se você faz questão de mar azul-azul

Vai por mim: Sítio do Conde

A região tem dois aspectos interessantes: a baixíssima densidade demográfica, com quilômetros de praias intocadas, e a existência de uma estradinha de chão (às vezes areia) bastante próxima do mar, passando por dunas e lagoas (o trecho entre Sítio do Conde e Siribinha, ao norte). A praia da vila tem barracas e mesinhas.

Onde ficar: Sítio do Conde

A Alison do Hidden Pousadas Brazil recomenda o B&B Bela Bahia (acabei me desencontrando da dona e não consegui visitar). Há uma pousada bem-estruturada num trecho sossegado de Sítio do Conde, a Apoena.

Como chegar: Sítio do Conde

Sítio está 160 km ao norte do aeroporto de Salvador; basta seguir a Estrada do Coco e a Linha Verde e seguir a sinalização. Há várias outras estradinhas ao longo da Linha Verde que levam a outras localidades onde há pousadas.

    Mangue Seco

Mangue Seco

Mangue Seco

  • É a sua praia: se você é tiete de Tieta
  • Não é a sua praia: se você quer algo mais do que descansar

Vai por mim: Mangue Seco

A maioria dos visitantes vem para passar o dia; ao desembarcar na ponta da península, à beira-rio, contrata um bugueiro, que faz um microtour com (alguma) emoção pelas dunas até a praia  e depois volta para pegar o freguês na hora combinada. A verdade é que o bugue só é necessário para quem quer andar sobre a duna; a praia está a menos de quinze minutos de caminhada, pelo atalho que sai do final da beira-rio. O vilarejo é pacatíssimo e mantém um jeitão super-rústico, com casinhas baixas e igrejinhas (apenas duas pousadas do centrinho destoam um pouco do padrão vila-de-pescadores). O mar tem ondas intermitentes e pouca profundidade, como em Sergipe, e nem sempre está super-azul.

Onde ficar: Mangue Seco

A pousada de que gosto, já de outras passadas, é O Forte, que fica a meio caminho entre a vila e a praia.

Como chegar: Mangue Seco

É preciso pegar uma lancha na vila do Pontal, em Sergipe; você deixa seu carro no estacionamento e vai até o trapiche, de onde saem barcos lentos e lanchas rápidas. Desde a saída de Salvador (à altura do aeroporto) são 215 km, já totalmente asfaltados. Saindo de Aracaju, são 80 km, já usando as novas pontes da Linha Verde sergipana.

Leia mais:

122 comentários

Eleonora
EleonoraPermalinkResponder

Olá boia! Já entendi como são as chuvas nos meses de abril e maio em Salvador e nolitoral norte de Salvador (Arembepe e Praia do Forte), mas e o mar, fica turvo, improprio para banho ou as águas podem continuar azuis e cristalinas?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Eleonora! As praias protegidas (essas duas são) continuam azuis, sim.

Vivianne
ViviannePermalinkResponder

Olá, Bóia!

Adorei suas dicas, porém ainda estou em dúvidas se devemos alugar um carro ou não.
Vamos(04 pessoas) nos hospedar em Guarajuba de 31/07 a 07/08, não conhecemos a região e gostamos de aproveitar o mar, quanto mais azul e com água quente melhor. Como estaremos em um condominio pé na areia, não sei se valerá a pena a despesa com aluguel do carro ou se o melhor será fazermos alguns passeios de táxi, considerando as distâncias e o custo, por entender que ainda estamos em período de alta temporada.
Temos o orçamento de transfer SSA-Guarajuba-SSA por R$150,00.
Desde já agradeço a ajuda.

Abs,

Vivianne

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Viviane! Táxi para passear sairá mais caro do que alugar carro.

Edson
EdsonPermalinkResponder

Boa Tarde, gostaria de saber se a PRAIA DO FORTE é um lugar bacana para se levar crianças entre 6 e 10 anos.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Edson! Sim.

Eduardo Leite
Eduardo LeitePermalinkResponder

Olá, Boia! Que site bem legal esse...virei fã! Queria saber o seguinte: vou pra Praia do Forte em janeiro (6 dias) e depois esticar até Aracaju (1 semana - casa do meu cunhado...rsrsrs). Estou em dúvida: voltar para SSA (traslado R$ 200,00) e depois voo direto de 1 hora para Aracaju (Gol - R$ 590,00 a família toda: casal com 1 filho adulto e 2 crianças) ou alugar um carro em Praia do Forte e entregá-lo em Aracaju, conhecendo a Linha Verde, mas não tenho essa informação.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Eduardo! "Conhecendo a Linha Verde" não é muito factível, porque você não vai conseguir entrar e sair de mais do que umas duas praias e ainda chegar em Aracaju no mesmo dia. Mas você pode, sim, aproveitar o trajeto para fazer a visita a Mangue Seco, ganhando um dia e economizando um passeio caro a partir de Aracaju.

Eduardo Leite
Eduardo LeitePermalinkResponder

Ótimo site!

Beatriz
BeatrizPermalinkResponder

Olá,

Li quase seu site inteiro no que trata dos resorts all inclusive. Vi que muito se fala da estrutura, alimentação e atividades desses resorts. Isso também levo em conta, mas o que mais procuro é um resort all inclusive com uma praia boa para banho, com um mar gostoso, brincar com as ondas, enfim gastar boa parte do dia dentro da agua. Porém só vejo comentarios e posts de que o resort é maravilhoso mas que a praia de frente não é boa para banho. Vou com meu esposo, temos 27 anos e procuramos um resort em qualquer lugar do nordeste mas que tenha uma praia boa para banho e que possamos conseguir aliar essa caracterisca com a estrutura do hotel. Ficaria muito triste ao estar num resort maravilhoso mas que não posso entrar no mar. Espero que me ajude nesss dilema. Obrigada!!!

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Beatriz! Praia nota 100 não é característica dos resorts como um todo, e ainda mais rara em resorts all-inclusive. Tivoli Praia do Forte, Salinas do Maragogi, Gran Oca Maragogi, Serrambi Resort, Costa Brasilis, LaTorre, Arraial d'Ajuda EcoResort, Vila Galé Cabo de Santo Agostinho, Club Med Itaparica, Village Pratagy têm praias seguras.

Beatriz
BeatrizPermalinkResponder

Muito obrigada por me responder. Li a resenha desses hotéis que me indicou. Estive pesquisando também sobre o Vila Galé Marés que fica na praia de Guarajuba. Gostei da descrição que diz que caminhando consigo encontrar também um mar bom para a banho. O Vila Galé de Guarajuba também entraria nessa lista que você me recomendou? O que tem a dizer da praia de Guarajuba?
Muito obrigada por me ajudar!!!

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Beatriz! Caminhando para a esquerda você encontra uma praia sempre boa para banho. Mas o que quiser consumir nas barracas de lá, vai ter que pagar.

Armando
ArmandoPermalinkResponder

Olá, eu sou do Chile, e nossa familia (4 adultos) ficaremos no Salvador, na Barra. Meu dúvida é si é posibel ir por um día (sem ficar, só por a día) a praia Guarajuba o Praia de Espera, em omnibus. Eu quero saber si é factivel fazer o viagem, Voce recomenda Linha Verde? Meu portugués es melhor falado que escrito, disculpa.

Muito obrigado !

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Armando! Infelizmente não seria uma viagem fácil, não. Vocês perderiam muito tempo no deslocamento e ainda teriam que andar a pé. O melhor é alugar um carro para o dia.

Armando
ArmandoPermalinkResponder

Muito brigado pela resposta e recomendação.
Parabens pelo blog, é muito útil e ótimo pra planejar a viagem.
abraços de Chile !

Danielly
DaniellyPermalinkResponder

Olá, eu e meu esposo estamos indo para Salvador dia 04/02 até 10/02. Vamos ficar hospedados no bairro Rio Vermelho para aproveitar o carnaval, mas também queremos conhecer as praias do Norte, uma por dia. Estamos em dúvida, vale a pena alugar carro nesse período ou ficar de ônibus?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Danielly! De ônibus vocês conseguem aproveitar até o Flamengo. Ao norte disso, vai precisar de carro.

Carlos
CarlosPermalinkResponder

Bom dia,
Parabéns,sem dúvida o melhor blog sobre dicas turisticas que já vi na rede.
Excelentes dicas sobre Salvador,talvez tenha faltado alertar sobre aspectos de segurança pessoal,de alguns locais turisticos.
Eu e esposa vamos a Salvador em janeiro/16,gostamos de praia e da noite,em Salvador pretendemos ficar 3 dias e 4 dias no litoral norte.Pelas suas dicas ficaremos em Rio Vermelho,mas no litoral norte,temos duvidas, pois,queremos fixar base em massarandupio,mas lá pelo que sabemos não há agito noturno,temos alternativas? Obrigado.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Carlos! Querendo agito à noite, você vai precisar ir até Imbassaí ou Praia do Forte.

Marcia
MarciaPermalinkResponder

Estamos em Praia do Forte neste momento e gostaria de contribuir um pouco. A cidade está bem calma ainda, muitos argentinos e baianos, obviamente. Estamos na Pousada Caminho das Estrelas. É uma pousada bem simples, com um bom ar condicionado, boa cama, banho razoável e café da manhã bem servido. Foi o melhor preço que achamos com ar condicionado e café da manhã. Preço de pousada aqui está inflacionado.
Já os preços de restaurantes, estou achando parecidos com o do Rio de Janeiro, sendo melhor servido. Praia morninha, limpa de águas calmas com piscinas naturais. Á noite não há o que fazer. Só ir a restaurantes. Fomos à Guarajuba passar o dia e achei que vale à pena se você estiver com tempo folgado. Realmente é um local para quem ama praia, como nós, pois não há muito o que fazer. Fomos ao Castelo Garcia D'ávila e à Reserva Sapiranga. De novo, só vale à pena ir nestas duas atrações se estiver com tempo sobrando. À propósito, não alugamos carro e fizemos tudo de ônibus, van e à pé. Gostamos de andar. Inclusive viemos do aeroporto de ônibus e van. O transporte público é complicadíssimo nesta região. Espero que aproveitem está linda parte do Brasil como estamos aproveitando. Feliz Ano Novo para todos !

João Junior
João JuniorPermalinkResponder

Gran oca Maragogi tem uma praia ótima!

Lenon
LenonPermalinkResponder

Ótimo guia! Só faltou baixios e subauma que são locais que vale uma visita! grin

Ruth
RuthPermalinkResponder

Oi Bóia, parabéns pelo blog! Realmente muito completo.
Irei me hospedar em Camaçari (Bahia Plaza Hotel) e pretendo fazer um bate e volta em Mangue Seco. Já reservei um carro para os quatro dias em que estarei hospedada, para que eu possa chegar até o hotel e fazer esse passeio (para Mangue Seco). Você acha que sairia mais barato fazer tudo de taxi?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Ruth! 4 dias de carro alugado provavelmente sairão mais em conta do que os traslados e o passeio.

Monica
MonicaPermalinkResponder

Ola Bóia,

Estou quebrando a cabeça... ficaria 5 dias no vila gale marés e voltaria direto ao aeroporto, então alugaria um carro para explorar a regiao caso fiquemos entediados. Mas modificaram meu voo então vou ter que passar esse tempo na cidade de salvador. (saindo do resort sábado e meu voo sai meio dia do domingo)... A questão é que gostaria de mostrar salvador histórica pro meu marido -estamos em lua de mel- nessa metade do dia que sobrou. Tipo: viu, conheceu, passamos pra próxima... porque não somos muito turistaveis, mas gostamos de agito. De carro, qual o melhor lugar para ficar na sua opinião? em algum hotel no centro de salvador, ou perto do aeroporto? Tenho receio do transito complicado do centro, ou é tranquilo andar e parar em estacionamentos? Ou é melhor ficar perto do aeroporto e andar de táxi pelo centro histórico? Ajude-me porque é daqui duas semanas e tenho que reservar essa diaria em salvador!

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Monica! Há um estacionamento no Pelourinho, com entrada pela Baixa do Sapateiro (r. J. J. Seabra). Você vai precisar de Waze para chegar.

Vivian
VivianPermalinkResponder

Algumas atualizações sobre a orla de Salvador:
- O Barravento localizado nas areias da praia da Barra fechou. Existe uma obra no local para um novo bar.
- Com a crise o Hotel Pestana do Rio Vermelho fechou as portas este ano. Por enquanto, sem previsão de voltar.
- A orla do Rio Vermelho passou por uma reforma e está bem maos legal.
- Ainda no Rio Vermelho, gostaria de sugerir o restaurante Pasta em Casa. Local bem intimista, com buffet de massas artesanais, charmoso e com preço justo.

Gosto muito do blog. Parabéns!

Camilo
CamiloPermalinkResponder

Primeiro que tudo: parabéns pelo teu site!!!! as dicas estão da hora!
Segundo: Com meu irmao iremos pra Bahia uma semana e queremos pasar um dia recorrendo as praias Itapuã, Stella Maria e Flamengo, mas tenho duas dúvidas: Será que da para recorrer as treis a pé (asumindo que estaremos desde bem cedo até o pôr do Sol)? e também, dá para chegar de ônibus desde a cidade ou é preciso ir para o aeroporto? Valeu!

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Camilo! Não existe nenhuma barreira topográfica entre as praias, elas são continuação uma das outras. Os trechos ermos, porém, podem ser perigosos, sobretudo entre Itapuã e Stella Maris. Há ônibus de linha para a região, sim. Use o aplicativo moovit ou o Google Maps.

André Santos
André SantosPermalinkResponder

Olá, ficarei no Sol Bahia em Patamares, sei que a praia está imprópria pra banho, como me deslocar pra praia do Flamengo, Guarajuba e Praia do Forte, praias famosas e boas pra banho, e a noite qual a recomendação, seria mesmo o Rio Vermelho?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, André! NO seu caso o ideal seria alugar um carro. Mas há ônibus urbanos tanto para as praias do norte quanto para o Rio Vermelho. Para Guarajuba e Praia do Forte você vai precisar pegar uma excursão ou ir até a Calçada, no centro, à rodoviária ou ao aeroporto para pegar vans e ônibus que vão para lá.

hildete
hildetePermalinkResponder

Boa noite adorei seu site respondeu minhas questões obrigado estou indo em junho e pretendo fazer alguns passeios.Tirei muitas duvidas.grato

Ana
AnaPermalinkResponder

Eu adoro seu site e sempre o leio antes de viajar. Mas desta vez precisa de atualização! Tem mais pousadas na Praia do Forte, uma excelente aliás, do lado do centrinho que é Pousada Rosa dos Ventos, onde me hospedei. Localização e atendimento excelentes! E há outros restaurantes bons tb... Acho que vale a pena dar uma atualizada nas informações ?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Ana! Vamos percorrer toda a costa nordestina antes do verão e teremos novas informações em todos os destinos.

De todo modo, entendemos que a nossa maior utilidade é explicar as características dos lugares. No momento em que você entende a localização das pousadas, fica fácil de descobrir boas novidades no próprio Booking. Restaurantes abrem e fecham (nossa lista 'emagreceu' devido a vários fechamentos), mas de novo esse é um detalhe facilmente 'resolvível' in loco, desde que você esteja na direção certa. Colocar o leitor na direção certa é o nosso maior objetivo. A direção certa é mais difícil de desatualizar.

Ricardo Dantas

Muito boa as dicas. Sempre consulto vnv para facilitar no planejamento de nossas viagens. Parabéns,!!!

Carlos Alberto Rodrigues Vianna

Com certeza,se todos os lugarejos de praia copiassem, a urbanidade da Praia do Forte,daria orgulho a todo Brasileiro.

Rafael Arruda
Rafael ArrudaPermalinkResponder

Boa tarde!
Parabéns pelo trabalho, seu site é o melhor nesse ramo!
Gostaria de fazer 2 perguntas:
1) É possível consumir bebidas na praia do forte? Posso levar um cooler, por exemplo?
2) Como é a estrutura de barracas em Stella Maris? Há barracas ou só ambulantes?

Muito obrigado!

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Rafael! Você pode levar seu cooler para qualquer praia na Bahia e no Brasil smile

As barracas das areias de Stella Maris foram demolidas há alguns anos, mas os pontos continuam ocupados 'informalmente', sem estrutura. Há também lounges de praia (alguns originados de antigas barracas, como a do Lôro) localizados em terrenos à beira-mar. Esses lounges estão descritos no texto.

André
AndréPermalinkResponder

Boa tarde,
Pretendo viajar a Salvador em janeiro 2017, com minha irmã e provavelmente nos hospedaremos no hotel Deville. Este hotel fica muito longe dos pontos turísticos de Salvador?? Seria uma boa opção para nós alugar um carro?? Os custos com táxi seriam altos?? Pretendemos ficar uns 07 dias. Bóia, nos ajude, por favor!!!

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, André! Ou você aluga um carro, ou faz tours organizados (R$ 60 a R$ 80 por pessoa), ou gasta bem mais do que o aluguel de carro em táxi.

Fátima
FátimaPermalinkResponder

Parabéns pelo blog!
Estou de viagem marcada para janeiro 2017
Costumo viajar sozinha e economicamente
ando a pé ônibus me hospedo em hostel enfim economizo em algumas coisas mas não abro mão de um prato nativo essas coisas, do aeroporto de Salvador a praia do forte tem ônibus?
Tem alguma informação sobre Praia do Forte Hostel?
Por hora muito obrigada!

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Fátima! O ônibus do Expresso Linha Verde passa rapidamente pela rodoviariazinha do aeroporto (atrás do estacionamento) apenas em três horários -- entre 9h30 e 9h45, 13h30 e 13h45 e entre 18h30 e 18h45. Custa R$ 11,30. Em outros horários, você pega qualquer ônibus urbano ou executivo a Salvador (R$ 3,30 a 5,00), desce no shopping Salvador Norte (5-8 min), atravessa a passarela e, no ponto do outro lado da pista, espera passar o primeiro ônibus da LIS ou do Expresso Linha Verde para Praia do Forte ou a primeira van da Linha Branca (R$ 8).

Fátima
FátimaPermalinkResponder

Putz!!
Parabéns!!
obrigada pela sua atenção, vai me ajudar muito

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Comentar novamente

Cancelar