Por que eu nunca deixei de usar cartão de crédito em viagem

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Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Cartão de crédito em viagem

Na terça-feira dia 12 o dólar comercial fechou abaixo de R$ 3,30, voltando a seu valor de um ano atrás. Desde fevereiro de 2016, a moeda americana vem se desvalorizando, devagar e sempre, frente ao real.

Isso significa que, nos últimos cinco meses, quem usou cartão de crédito em suas viagens internacionais acabou experimentando uma variação cambial positiva. O que acontece nesses casos? Sempre que o dólar do dia do pagamento estiver mais barato do que o dólar do dia do fechamento da fatura, o freguês tem direito a ressarcimento da diferença na fatura seguinte. Eu, por exemplo, viajei em maio, paguei a fatura do cartão em junho e agora em julho recebi um crédito de quase R$ 500 por causa da queda do dólar.

É uma situação excepcional, claro. O "normal" -- ou pelo menos o que a gente espera e guarda na memória -- é o real desvalorizar entre o fechamento da fatura e o dia do pagamento, e ocasionar uma cobrançazinha adicional na fatura seguinte. Entre setembro de 2014 e setembro de 2015, por exemplo, não houve mês em que o real não desvalorizasse, e quem usou cartão de crédito teve que pagar um chorinho no mês seguinte. Mas mesmo quando ocorre uma bonança cambial como a desses últimos meses -- como entre dezembro de 2008 e julho de 2011, quando o dólar só fez baixar, baixar e baixar, saindo de R$ 2,30 e chegando a R$ 1,60 --, ninguém registra. O cartão de crédito internacional é a Geni dos economistas.

Não resisto a dar uma cornetada. Nesse ano, as formiguinhas (sensatas) que seguiram as indicações dos economistas, comprando dólar aos pouquinhos, acabaram pagando mais caro por suas viagens do que as cigarras (arriscadas) que deixaram seu dinheiro rendendo no banco e viajaram com cartão de crédito.

Calma no Brasil: não quero dizer que viajar com cartão de crédito seja mais barato. Aconteceu, virou manchete, não se sabe quando essa situação se repetirá. No momento em que o mercado parar de acreditar na equipe econômica, o dólar vai subir de novo. Mas eu queria aproveitar a oportunidade para lembrar mais uma vez que o cartão de crédito não é esse vilão todo -- e, principalmente, que nem sempre o dinheiro vivo é garantia de economia. E não é por causa dessa questão da valorização/desvalorização, não. Há outros fatores em jogo. Tem paciência? Vem comigo.

A supervalorização do dinheiro vivo e a vilanização do cartão

Cartão de crédito em viagem

Nada fez tão mal ao viajante brasileiro quanto a implantação desse maldito IOF de 6,38% para o cartão de crédito, estendido depois para os cartões de débito e pré-pagos. O brasileiro parece só ter olhos para esse número, 6,38%, esquecendo as outras variáveis que afetam o dinheiro, que são tão importantes quanto o IOF: as cotações de compra e venda das moedas aqui no Brasil e as cotações de compra e venda das moedas no país para onde se vai viajar.

OK, comprar euro para ir à Europa e dólar para ir aos Estados Unidos é simples. Basta dar uma pesquisada e comprar pelo menor valor. (Você faz pesquisa, certo? Por que se não fizer e comprar um dólar caro, boa parte dos 5,28% de diferença de IOF entre dinheiro vivo e cartão podem desaparecer de cara.)

Mas a coisa fica complicada mesmo quando você vai viajar para lugares onde precisa trocar esse dólar ou esse euro em casa de câmbio. Tem gente que foge dos 6,38% do IOF no Brasil, mas chega lá fora e faz câmbio no aeroporto, ou em fim de semana, por cotações 10% abaixo da cotação do cartão. Quando você vai a lugares onde tem mais turista do que gente, como Cancún, Cartagena, Atacama, pode ser que encontre cotações até 15% menores do que no centro da capital. Todo esse trabalhão que você teve de comprar dólar, levar na doleira, ir na casa de câmbio... só para perder mais dinheiro do que perderia usando cartão de crédito ou cartão pré-pago? Se o dinheiro vivo é um super-herói, então a casa de câmbio é a sua kriptonita.

A beleza dos cartões mora no fato de que sua cotação de conversão da moeda local para o dólar é uniforme. Quando você leva dólares em dinheiro vivo para a Colômbia e precisa trocar na casa de câmbio, vai encontrar uma cotação no aeroporto, outra no centro de Bogotá, outra no shopping, outra no fim de semana, outra em San Andrés; quanto mais longe do centro da capital e do horário bancário, pior a cotação. Mas se você paga com cartão, a cotação será a mesma para gastos no aeroporto, no centro de Bogotá, num shopping, no fim de semana, de madrugada ou em San Andrés.

Ou seja: se você não for ninja na hora de trocar esse dinheiro, é bem provável que a viagem com dinheiro vivo saia mais cara do que com cartão pré-pago, que não está sujeito a variação cambial -- ou mesmo mais cara do que com cartão de crédito, se não houver desvalorização do real entre a data de fechamento da fatura e a data de pagamento.

Dinheiro vivo: as pegadinhas

Cartão de crédito em viagem

Todo mundo conhece as pegadinhas do cartão de crédito: o IOF de 6,38%, o risco da variação cambial, a possibilidade de dar problema com a senha. (Eu me precavenho levando mais de um cartão, e também um pré-pago com saldo baixinho, para carregar à distância numa emergência.)

E as pegadinhas do dinheiro vivo? O pessoal só se lembra de uma: a segurança, resolvida na maioria dos casos com o uso de uma doleira por debaixo do cinto. Mas tem outras.

Que moeda levar

A primeira dessas pegadinhas é a dúvida mais freqüente na caixa de comentários do Viaje na Viagem: que moeda que eu levo? Se a gente aprovasse todas essas perguntas, não faria outra coisa senão responder que moeda levo hoje pro Chile, se vale a pena comprar coroa sueca no Brasil, o que faço se vou pra Inglaterra e pra França na mesma viagem, se devo levar reais para o México, por que não devo comprar peso colombiano no Brasil, se levo dólares ou euro pra Tailândia...

Para responder a essas perguntas são necessárias várias contas difíceis de fazer, porque envolvem conceitos contra-intuitivos (quando a gente acha que tem que usar a cotação de compra, é para usar a cotação de venda; e vice-versa); às vezes você tem que multiplicar, outras vezes, dividir; e na internet você só consegue informação da cotação interbancária entre as moedas -- não dá para descobrir quanto as casas de câmbio de Praga ou de Estocolmo ou de Bangkok estão pagando de fato pelo dólar ou pelo euro.

Muita gente já sai perdendo muito dinheiro comprando moedas fracas no Brasil (peso colombiano, peso mexicano, peso chileno, sol peruano), achando que está fazendo um ótimo negócio porque a cotação é baratinha. Não é um bom negócio. Essas moedas são vendidas entre 15% e 20% mais caras do que deveriam; deviam ser mais baratas ainda. Você perderia menos se levasse cartão de crédito.

Outros se iludem achando que, ao levar real para outros países, evitarão por completo o IOF e as perdas de fazer duplo câmbio (comprar dólar aqui e fazer novo câmbio lá fora). Outro raciocínio que só funciona no papel. O problema aí está na cotação do real lá fora. O real é tão valorizado no exterior quanto a farinha de mandioca. Comprar dólar aqui e trocar lá fora sempre vai render mais. Até para o Chile e para Buenos Aires está valendo a pena levar dólar neste momento.

Daí tem os que compram dólar para ir à Europa, porque o dólar é mais barato que o euro (e pagam a diferença, mais a comissão de um novo câmbio, ao precisar trocar de novo ao chegar). Ou compram euro para ir ao Reino Unido, seguindo o mesmo raciocínio. Ou ainda compram dólar australiano ou dólar canadense para viajar aos Estados Unidos -- afinal, dólar é dólar, não é?

Quem viaja com cartão de crédito não perde um minuto de sono com essas dúvidas. O cartão de crédito é aceito em qualquer lugar e converte a moeda local para o dólar por uma boa cotação, próxima da cotação interbancária. Eu pago de bom grado os 6,38% de IOF para não me incomodar com isso. E encaro o risco de variação cambial como um seguro contra o risco de levar a moeda errada para qualquer país.

Onde fazer o câmbio

Cartão de crédito em viagem

Muita gente compra moeda estrangeira, viaja e volta sem se dar conta de que pode ter perdido muito dinheiro ao fazer câmbio em lugares que ofereceram cotações desvantajosas. Porque a maioria das pessoas faz o câmbio onde dá, não onde é melhor fazer. E com isso, todo aquele cuidado e esforço para não pagar os 6,38% do IOF do cartão (de crédito ou pré-pago) vai pelo ralo sem que a pessoa se dê conta. Porque geral só pensa no imposto; não leva em conta a cotação.

Para jogar esse jogo direito e fazer valer a pena o perrengue de comprar, transportar e trocar dinheiro vivo, é preciso saber que se deve trocar o mínimo indispensável em casas de câmbio de aeroportos e de shopping centers. E que quanto mais turística for a cidade, pior será a cotação, mesmo para o dólar. O câmbio que preserva o seu ganho com relação ao cartão de crédito é o que é feito nas casas de câmbio dos centros das capitais.

Cartão de crédito em viagem

(Às vezes, a gente perde um tempo enorme buscando a melhor cotação, e acaba de brinde levando uma nota falsa. Foi o que aconteceu comigo em Lima, pesquisando para o blog. Ganhei essa nota falsa de 100 soles que está na parte de baixo da foto -- um prejuízo de R$ 115 reais, na época, numa troca de R$ 1.000.)

Quem viaja com cartão de crédito, de novo, não se preocupa com isso. Eu levo um pouco de dinheiro vivo para emergências e obtenho a moeda local para uso no dia a dia na chegada, fazendo um saque no caixa automático com meu cartão de conta corrente habilitado para saques internacionais.

Quando fazer o câmbio

Outra pegadinha desconhecida por muita gente que viaja com dinheiro vivo é que as cotações mudam de acordo com o horário. Durante o horário bancário, as casas de câmbio oferecem cotações mais competitivas; fora do expediente bancário e nos fins de semana, a cotação piora. Faça câmbio num fim de semana num shopping de lugar turístico, e os 6,38% do IOF dos cartões começarão a parecer um excelente negócio. Mas isso os repórteres de economia dos jornais ou os economistas que eles entrevistam não ensinam.

Daí, quando a pessoa lê aqui que isso acontece, bate o desespero. Vou chegar de madrugada em Santiago e já seguir para os Lagos, o que eu faço? Usa cartão, filho, você vai perder menos dinheiro. Socorro, chego em Buenos Aires na sexta à noite, como faço com o câmbio se as corretoras da calle Sarmiento só abrem na segunda-feira às 11h? Usa cartão, amiga, você vai ter perdas menores do que com o câmbio atual para reais do Banco Nación ou a cotação da Galerías Pacífico no fim de semana. A gente fala, mas sabe que não vai ser ouvido. Afinal, os repórteres de economia (que viajam muito pouco) e os economistas (que são teóricos) já falaram que é errado viajar com cartão de crédito. Quem vai acreditar numa Bóia?

Mas devo lembrar que quem viaja com cartão de crédito não precisa desviar um milímetro do seu roteiro para passar em casa de câmbio de centro da cidade em dia útil. Quem viaja com cartão de crédito não precisa ter uma estratégia específica para fazer as trocas de maneira a não faltar dinheiro durante a viagem. Quem viaja com cartão de crédito não precisa ficar fazendo conta para ver se a cotação desse lugar nesse momento está boa ou não. Eu simplesmente esqueço que os 6,38% são um imposto para o desgramado do governo e penso nesses 6,38% como uma taxa de conveniência para eu não esquentar a cabeça com nada disso. E, de novo, encaro o risco de desvalorização do real entre a data do fechamento da fatura e a data do pagamento como um seguro para o risco de eu perder algum passeio ou transtornar algum dia da minha viagem por causa de casa de câmbio.

Então cartão de crédito é a maneira certa de viajar?

Não estou dizendo isso! O cartão de crédito é a maneira mais cômoda de viajar. Comparando com dinheiro vivo, é uma forma mais cara de viajar aos países de moeda forte (por causa do IOF), mas pode trazer vantagens para quem viaja a países onde teria que fazer um novo câmbio (porque oferece uma boa cotação da moeda local para dólar). Sempre vai ter o risco de desvalorização do real entre o fechamento da fatura e a data do pagamento (mas se houver uma valorização do real, a diferença será creditada); quem não quiser encarar esse risco sempre pode fazer um cartão pré-pago, que congela a moeda comprada pela cotação do dia da compra.

Este não é um post patrocinado (aliás, não entendo como os cartões de crédito não movem uma palha para explicar suas vantagens, ao menos para os repórteres de economia) e, para sua informação, já tomei todas as traulitadas possíveis de cartão de crédito. A maior delas: viajei no mês da maxidesvalorização de 1999; saí com o dólar a R$ 1,20 e paguei a conta com o dólar a R$ 2,20. Este blogueiro adverte: durante campanhas eleitorais e no início de mandatos de presidentes que mexam na economia, prefira o cartão pré-pago.

Então eu não recomendo para ninguém viajar com dinheiro vivo?

Cartão de crédito em viagem

Calmaê, eu não escrevi isso.

Se você vai para a Europa ou para os Estados Unidos e não se importa de levar bolos de dinheiro, pesquise o melhor euro ou o melhor dólar que puder comprar e vá firme. (Eu pago 6,38% de bom grado para não andar com doleira -- mas cada um, cada um.)

Se você vai para países onde será preciso usar casas de câmbio e monta uma estratégia de câmbio que permita fazer trocas nos centros das capitais durante o expediente bancário, então o dinheiro vivo será a alternativa mais econômica.

Mas se você não é tão meticuloso, nem tem tempo sobrando para desviar seu roteiro para fazer o câmbio no lugar certo na hora certa, acredite: o IOF de 6,38% sairá mais barato do que a perda que você vai ter na casa de câmbio.

E se não quiser correr o risco da desvalorização cambial, simples: faça um pré-pago.

Leia mais:

90 comentários

Carlos Alberto Gomes

Parabéns. Dicas valiosas. Obrigado.

Flávia Rohden

Muito bom!!! Penso da mesma forma.

Lara M
Lara MPermalinkResponder

Excelente!! A ideia do cartao pré-pago com pouco dinheiro é fundamental! Sempre tenho medo do cartão de crédito não passar, mesmo levando mais de um... Vou pra Praga e Budapeste agora e estava pensando em levar euro em espécie, já mudei de opinião! Haha grin

Leonardo Ortega

So pra lembrar que a taxa de cambio do dolar para o real no cartao de credito nao é a cotacao comercial! Mas sim um valor entre o comercial e o turismo, ou ate maior q o valor turismo no caso do santander! Eu achava q pagava o valor comercial +iof . Mas nao é nao! Fiz as contas , no caso do Santander, paguei iof+ 5,4% dessa cotacao aleatoria do banco( considerando a cotacao n o fechamento da fatura, claro)

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Leonardo! O dólar comercial não se aplica ao turismo. A conversão entre a moeda local do país onde você efetuou gastos e o dólar é feita por uma cotação próxima à cotação interbancária, mas a conversão para o real sempre será pelo dólar turismo.

Paulo Roberto Kozlowski Tannenbaum Filho

E ainda ganhamos pontos que viram outras viagens!

ROGER
ROGERPermalinkResponder

Essas dicas todas são a mais pura verdade!!!! Só que vc Boia tem que alertar para olharem o gráfico econômica da tendência de queda ou elevação do dolar. Estável ou queda, usar cartão é otimo. Subindo ou tendencia de subir, leve dinheiro mesmo. Fora que tem lugares que vc leva o cartão e morre de esperar p poder passar! Cartão de crédito na Russia: roubada!
Acho que perdas sempre vão existir. O negócio é ter um pouco de atenção e se informar com matérias como essa! Valeu

Marcos
MarcosPermalinkResponder

Há também os que buscam "o melhor dos dois mundos": abrir uma conta bancária nos Estados Unidos! Quem é cliente do Banco do Brasil, por exemplo, pode abrir uma conta no BB Americas e transferir dinheiro para lá com uma taxa de IOF de 0,38% (atualmente o BB não cobra tarifas de transferência). Além disso, o câmbio para transferência é muito próximo do dólar comercial (normalmente 2 ou 3 centavos a mais). Na conta é possível ter cartão de débito e crédito, obviamente sem taxas nos EUA e com 1 a 2 % de taxas em outros países. Além disso, é possível ir mandando dinheiro aos poucos, e portanto formar sua poupança para viagens internacionais paulatinamente.

Outro ponto que é importante estar atento é em relação às taxas de saque em caixas eletrônicos. Elas variam muito, dependendo do país! Na minha última viagem, ao México, percebi que o Banamex tinha as melhores taxas, enquanto caixas eletrônicos localizados em pontos turísticos (shoppings ou entradas de sítios arqueológicos) cobravam tarifas beeeeeeem maiores. Isso faz uma grande diferença, principalmente se o valor a ser sacado é pequeno - a taxa fixa pode "comer" 10% ou mais da quantia sendo sacada!

Duarte
DuartePermalinkResponder

Pergunta idiota: as maquininhas de cartão de crédito sempre funcionam apenas com a moeda local? Por exemplo, vou pra Cancun e alugo um carro, se eu pagar com cartão de crédito a moeda será necessariamente o peso mexicano ou o estabelecimento pode efetuar a cobrança na máquina de cartão em doláres?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Duarte! Em alguns lugares (não sei se em Cancún) podem oferecer a alternativa de cobrar em outra moeda, mas só vale a pena se o preço já estiver fixado nessa moeda. Se oferecerem para cobrar em reais, nunca aceite -- a transação será recusada pelo seu cartão, porque é proibida pela Receita Federal.

Ingrid
IngridPermalinkResponder

Excelente post!
Quem dera termos lido isso antes de viajarmos ao Peru!
Compramos dólar no Brasil aos pouquinhos, numa média de R$3,60.
Em Lima estavam pagando 3,28. Em Cusco, vimos por 3,25 e, chegando em Ollantaytambo, R$3,10. Era pra chorar em quechua haha

Antonio
AntonioPermalinkResponder

Sempre fui adepto do cartão de crédito em viagens internacionais, mas agora no fim de junho e início de julho estive na Argentina, BUenos Aires e Bariloche e tive muitos problemas para passar os cartões de crédito visa do BB e master do HSBC, em várias lojas as transações eram denegadas, e o mesmo também ocorreu com um cartão de débito visa do HSBC, todos eles estavam com comunicado de viagem para o exterior, em contato com os bancos eles atribuíram essa situação a rede usada na Argentina, o que não me convenceu muito.

Ricardo Rosa
Ricardo RosaPermalinkResponder

De acordo, sempre tento convencer meus amigos das vantagens do cartão de crédito, enviarei esta matéria à eles para convencê-los . Obrigado

Walter Hoff Jr

Depende do emissor do Cartão. Tenho do Banrisul e do Itaú, mas só uso o Banrisul no exterior, pois me cobra pela cotação comercial, o que as vezes compensa o IOF maior

Marcelo
MarceloPermalinkResponder

Ótimo post! Brasileiros Ainda possuem muitas dúvidas sobre o assunto e realmente não pesam todos os aspectos envolvidos no câmbio financeiro.
Além de todas as excelentes colocações, acrescento também o acúmulo de pontos/milhas com o uso dos cartões, que posteriormente podem ser convertidos em bens ou viagens!

Ricardo cupchik

Excelente, mas ainda tem uma outra grande vantagem. Cartao de credito gera milhas.

Tati
TatiPermalinkResponder

Acho válido também ter em mente que nem todos os estabelecimentos em todos os países aceitam cartão! A bandeira do cartão também é importante (ex: cartões American Express não são amplamente aceitos na Europa). Cartão pré- pago também pode ser bem complicado, o meu foi recusado tantas vezes no Canadá que acabei pagando a taxa de saque e andei com dinheiro vivo lá! Enfim, acho importante prestar atenção e sempre ter uma quantia em espécie just in case wink

Mariana
MarianaPermalinkResponder

Oi gente!

O Roger comentou que usar o cartão de crédito na Rússia é roubada! Como assim? Em fevereiro farei São Petersburgo, Moscou, Berlim e Praga e ainda estou insegura quanto à forma de levar o dinheiro. Gostaria de perguntar também a respeito de saques direto na conta corrente. Vocês falaram que precisa ser autorizado, mas qualquer banco faz? É mais vantagem do que o cartão pré pago?

#superfãvnvesuaviagem

Brigada

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Mariana! Os cartões de crédito são pouco aceitos fora de cidades grandes ou em pequenos estabelecimentos na Rússia.

http://waytorussia.net/Practicalities/Money.html

Saques internacionais direto da conta corrente são autorizados pelo seu banco desde que o seu cartão múltiplo ou de débito seja internacional. Há um limite diário, semanal ou mensal para saques, que não é igual ao seu saldo. A não ser que você tenha uma conta superespecial, não vai conseguir tirar muito dinheiro.

Fabio
FabioPermalinkResponder

Olá Bóia, citando uma cotação que mencionou no início em Buenos Aires, no aeroporto um real 3,20 pesos e no centro da cidade 3,80 pesos, suponhamos que não haja mudanças nas cotações, quanto sairia então o real no cartão de crédito? O 6,8% de iof é sobre qual cotação, não tem mais nenhuma taxa?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Fabio! Para saber as cotações atuais no Banco Nación e nas corretoras, veja em http://www.dolarhoy.com .

No cartão de crédito os 6,38% de IOF incidem sobre o valor em reais convertidos pela cotação do cartão de crédito.

Monica
MonicaPermalinkResponder

No Uruguai, na Argentina e agora no Chile meu marido teve problema com o cartão. Em alguns momentos não consegue pagar e em outros sem problemas. Não sei se é problema do mastercard ou do BB. O meu Visa nunca deu problema, mas o dele... E não, não é problema de falta de crédito rsrs. No Chile tivemos problema na Skitotal, recusou o dele e passou o meu Visa. No mesmo dia, horas depois, fomos almoçar e o cartão dele passou! Na casa do Neruda, dizia que a senha tinha mais números que o necessário...saímos de lá super estressados contando o que tinha de dinheiro para o taxi, etc e resolvemos tentar sacar num caixa eletrônico, o som das notas sendo contadas foi como música para os nossos ouvidos rsrsrs Ele sempre volta revoltado, querendo brigar com o banco,diz que só vai levar dinheiro vivo, etc. Alguém já teve esse tipo de problema?

William
WilliamPermalinkResponder

Muito boas as dicas! Estou indo para os EUA daqui uns dias e a princípio irei levar 2 cartões de créditos, Um visa e um mastercard. Porém em contato com os bancos emissores dos cartões, os mesmos me informaram que a tarja magnética não funciona, ou seja terei que utilizar o chip com a senha (como é feito normalmente aqui no Brasil). Alguém saberia me dizer se nos EUA eles possuem essas maquinas para leitura de chip nos estabelecimentos? Sei que é muito comum lá somente a tarja magnética com assinatura depois no comprovante. Tenho medo de chegar lá e não conseguir passar meus cartões.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, William! Se estiverem desbloqueados, conseguirá usar, na tarja ou no chip.

Luis Eduardo Pontes

Exatamente o que sempre pensei. Nunca deixei de usar o cartão de crédito no exterior, mesmo com o advento do IOF de 6,38%. E se precisar de algum dinheiro em moeda local, saco num caixa eletrônico lá mesmo.

Danubia
DanubiaPermalinkResponder

Ótimo post!! Muito esclarecedor!! Viajei à Montevideo no ano passado e não tive problema nenhum com meus cartões (Bradesco Visa e Master e Nubank Master). Além dos descontos nas compras realizadas com cartão estrangeiro no país. Realmente o cartão é uma ótima opção. Dinheiro na mão é sempre bom para despesas menores, como táxi principalmente.

Muccio Miguel Meira

Sempre pensei como o teor do texto. Ver o meu pensamento sendo exposto pela Boia é gratificante!

Hayonara Fernandes

Olá Ricardo, irei para Itália em maio e uma das minhas grandes dúvidas é sobre como será melhor pagar as diárias. Fiz todas pelo Booking e o pagamento só é feito na hora e estou e dúvida se levo euros para pagar ou se pago no cartão de crédito.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Hayonara! Quem responde é A Bóia. No cartão vai ficar mais ou menos 3 a 4% mais caro (a cotação do euro no cartão é melhor do que a do euro-espécie) e mais ou menos 200% mais seguro, já que você não vai precisar carregar todo o seu dinheiro pra cima e pra baixo durante a viagem inteira. No cartão pode haver risco de desvalorização do real, claro, mas não haverá risco de você perder todo o seu dinheiro porque arrombaram o seu cofre no hotel ou não havia cofre e você deixou o dinheiro na mala ou você foi no banheiro durante o passeio e esqueceu a doleira lá.

Mas... é só uma opinião. Se você não se convenceu lendo o texto inteiro, não vai ser nesse comentário que eu vou conseguir fazer você mudar de idéia.

Suzy Freitas
Suzy FreitasPermalinkResponder

Também nunca deixei de usar, combinando com moeda em espécie, e jamais me arrependi. No momento de pagar a fatura, quase sempre o valor utilizado pelo banco (no meu caso, a Caixa Econômica) acrescido do IOF se iguala ou fica um pouquinho maior do que aquele que paguei nas casas de câmbio. Quando há uma desvalorização do dólar, como vem ocorrendo, a vantagem é ainda maior. Sem contar que ainda acumulo milhas para a próxima viagem!!!

Marcus
MarcusPermalinkResponder

Seus comentários são precisos. Já viajei para estes lugares citados, e empiricamente fiz esta estratégia quando levavamoeda, por exemplo, se você vai pra Cartagena, caso passe em Bogotá, faça aí o cambio. Saudade do dólar e o real blue argentino. Fica como dica àqueles que moram no Rio, devem ir à Ipanema, (tem que comparar as casas de cambio, no entorno da Garcia Davila) às vezes o cambio de pesos argentinos aí , está melhor que na Argentina, bom também para evitar o cambio no aeroporto, para despesas iniciais.

Cristiano Pereira

Tenho o cartão de débito visa electron da minha conta corrente do Bradesco. Vcs sabem se posso usa-lo nessa modalidade em Portugal?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Cristiano! O cartão precisa ser internacional e antes de viajar você precisa solicitar o desbloqueio para uso no exterior. Verifique o limite de saque e gastos, fora do país pode ser menor que o saldo na conta corrente.

Lucas Vasconcelos

Recentemente fui para a Argentina e apesar de ter lido em diversos sites que a não valia a pena comprar dólares ou Euro para trocar lá, foi o que fiz. Nessa brincadeira ganhei o equivalente a R$ 200 reais a mais no câmbio. Fiz o câmbio na melhor cotação possível da cidade e me dei por satisfeito. Um casal que viajava conosco resolveu utilizar o cartão de crédito e para nossa surpresa, a cotação do cartão deles estava mais vantajosa do que a melhor taxa que achamos na cidade. Detalhe que eles podiam escolher se a cotação do cartão seria a do dia ou a do fim do mês. Nas minhas próximas viagens para a América do Sul levarei uma pequena parte em espécie e o resto vai ser no cartão. Mais cômodo, seguro e ainda rende milhas. Procurem saber.

Cassius
CassiusPermalinkResponder

Muito boa as dicas! Viajarei para Atacama e gostaria de saber se você indica comprar dólar no Brasil e comprar peso chileno em Santiago (aeroporto) ou outra casa de câmbio em Santiago. Ao que parece, ao pagar os hotéis em Atacama em dólar, dá para fugir do IOF. Estou pensando em guardar meu dinheiro no Travel Money. É recomendável fazer isso? Obrigado.

Ediza goncalves silva conceicao

Tenho cartao mastecard meu cartao da renner gostaria de saber se posso usar em outros paises como Alemanha suica e outros

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Ediza! Só se for internacional. E é preciso desbloquear para gastos no exterior antes da viagem, ligando para a central do cartão.

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Bóia offline! Vamos continuar aprovando comentários, mas a Bóia só volta a responder perguntas que forem feitas depois de 10 de abril de 2017. Obrigado pela compreensão.
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