Primeira viagem ao Peru: hotel Unaytambo, Cusco

Primeira viagem ao Peru: Lima, Cusco, Vale Sagrado e Machu Picchu (roteiro para 9 noites)

Primeira viagem ao Peru: hotel Unaytambo, Cusco

Esta é a primeira parte de um roteiro prático para sua primeira viagem ao Peru: 9 noites entre Lima, Cusco, Vale Sagrado e Machu Picchu.

Recomendo que você leia o post inteiro. Mas se preferir, clique para ir direto ao tópico:

Primeira viagem ao Peru

Por que 9 noites? Não dá para ser menos?

Primeira viagem ao Peru: Lima
[legenda]Lima[/legenda]
9 noites de viagem ao Peru permitem rentabilizar ao máximo uma semana de férias — saindo na sexta e voltando no outro domingo. Com oito dias inteiros (já que o primeiro vai ser consumido na viagem de ida), dá para visitar com bastante proveito Lima, Cusco, o Vale Sagrado e Machu Picchu, num roteiro intenso mas sem correria.

Quer incluir outras escalas?

Caso você queira fazer o circuito completo do sul do Peru nesta viagem, acrescente 3 noites em Ica (uma tarde para Huacachina, 1 dia para tour de pisco, 1 dia para Islas Ballestras), 1 noite em Nasca (para sobrevoar as linhas de Nasca na manhã seguinte), 2 noites em Arequipa (acrescente mais 1 noite no Valle del Colca, se quiser visitar o vale) e 2 noites em Puno (para ter um dia inteiro livre para o passeio pelo Titicaca).

Para incluir apenas Nasca entre Lima e Cusco, veja aqui.

Primeira viagem ao Peru: itinerário para 9 noites

Este é o resumo do roteiro. Cada etapa (Lima, Cusco + Valle Sagrado, Machu Picchu) é detalhada em posts separados.

3 noites em Lima

Com 3 noites em Lima você resolve as questões práticas (chip, câmbio, eventualmente passagens de ônibus), tem tempo para passear pela cidade, saborear a culinária peruana e aproveitar as duas horas de fuso horário atrasado (a seu favor) para se recuperar da viagem de vinda e chegar descansado em Cusco.

3 noites em Cusco

Com 3 noites em Cusco você tem dois dias para explorar a cidade sem pressa, e mais um dia para passear fazer um bate-volta a Pisaq. E ainda ganha três noites para curtir os restaurantes e bares do centro histórico.

1 noite em Ollantaytambo

Dormindo 1 noite em Ollantaytambo, você visita a vila de Chinchero, o sítio arqueológico de Moray e as salinas de Maras no caminho desde Cuco. Na manhã seguinte, passeia pelo arqueológico de Ollantaytambo livre de turistas. E à tarde segue a Aguas Calientes (Machu Picchu Pueblo).

1 noite em Aguas Calientes (Machu Picchu Pueblo)

Você vai chegar a Aguas Calientes (ou Machu Picchu Pueblo), a base mais próxima de Machu Picchu, ao entardecer. Instale-se e durma cedo, para no dia seguinte cedinho pegar um dos primeiros ônibus a Machu Picchu.

Visita a Machu Picchu e noite final em Cusco

Depois de fazer o gran finale da viagem em Machu Picchu, você volta a Cusco e capricha no jantar de despedida do Peru.

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Machu Picchu antes de Cusco não seria melhor por causa da altitude?

Primeira viagem ao Peru: Machu Picchu

De fato, Machu Picchu, a 2.400 metros do nível do mar, é bem menos elevada que Cusco, que está a 3.400 metros. Por isso, o soroche, ou mal de altitude, é menos comum em Machu Picchu do que em Cusco. Saindo direto do aeroporto de Cusco para Machu Picchu é possível não sentir os efeitos da altitude na chegada.

O problema dessa estratégia é que ela apenas adia o mal-estar para quando você vier de Machu Picchu para Cusco — o fato de sair já de 2.400 metros não anula o impacto da altitude de 3.400 metros de Cusco.

Ir a Machu Picchu antes de Cusco também estraga a seqüência do itinerário — é como iniciar o jantar pela sobremesa. No nosso roteiro, Machu Picchu funciona como o gran finale de uma viagem gradual ao passado. Você começa no Peru moderno (Lima), passa pelo Peru colonial (Cusco), visita resquícios de sítios arqueológicos (em Pisaq, Moray, Ollantaytambo) e termina na mais majestosa cidadela preservada (Machu Picchu).

Quando ir ao Peru

Primeira viagem ao Peru: mercado de Surquillo, Lima

Lima pode ser visitada o ano inteiro.

A região de Cusco e Machu Picchu, no entanto, tem uma época desaconselhável: no verão, entre dezembro e fevereiro, chove muito. Nos anos mais chuvosos, a estrada de ferro chega a ficar interditada.

Para aproveitar melhor o seu tempo e o seu investimento, programe esta viagem entre abril e setembro. Nesses meses, vá preparado para temperaturas abaixo de 10ºC à noite e de manhã cedinho; mas nos dias de sol, que são maioria no meio do ano, as máximas podem chegar perto dos 20ºC no início da tarde.

Dentro da alta temporada, os meses mais disputados em Machu Picchu são julho e agosto, por conta das férias escolares na Europa. Maio e setembro são um pouco mais tranqüilos.

Machu Picchu num feriadão. É possível?

Possível é — mas não é recomendável. O dia da ida e o da volta são praticamente perdidos (sobretudo quando você vai ou vem direto de Machu Picchu). Complicando mais as coisas, tem o fator altitude, que sempre compromete o dia da chegada a Cusco. Se você quer mesmo usar um feriadão para viajar ao Peru, vá a Lima — é possível até encaixar uma (supercansativa!) esticada a Nasca. Mas só vá a Cusco e Machu Picchu se você dispuser de cinco dias inteiros — idealmente, 6 — para explorar o essencial da região.

Como comprar a passagem aérea

Primeira viagem ao Peru: Andes

Compre uma passagem única, na modalidade “múltiplos destinos” ou “várias cidades”, com três trechos:

  • Trecho 1: Brasil-Lima
  • Trecho 2: Lima-Cusco
  • Trecho 3: Cusco-Brasil

Isso pode ser feito com um agente de viagem, em agências online e buscadores, como o Kayak, ou diretamente nos sites da Latam e da Avianca.

A modalidade “múltiplos destinos” ou “várias cidades” rentabiliza todo o percurso e vincula os dois vôos que compõem a volta (Cusco-Lima e Lima-Brasil), garantindo a conexão ou, no caso de atraso do primeiro vôo, a assistência da cia. e reacomodação num outro vôo sem custo extra (leia mais aqui). Isso é muito importante, porque o aeroporto de Cusco fecha com freqüência, por qualquer problema meteorológico. Se o aeroporto fecha, seu vôo atrasa e sua passagem não é vinculada, você vai ter que comprar outra passagem (ou no mínimo pagar multa e diferença tarifária) para conseguir um novo vôo em Lima.

Além disso, a modalidade múltiplos destinos/várias cidades rentabiliza ao máximo a tarifa paga — na maioria das vezes, você incluirá Cusco praticamente pelo preço de uma passagem Brasil-Lima-Brasil.

Por isso, resista a comprar passagem ponto a ponto Brasil-Lima-Brasil (sem Cusco), mesmo que esteja em promoção. Os trechos internos Lima-Cusco e Cusco-Lima podem sair bem mais caros do que você imagina, e a conexão da volta vai ser super estressante — já que os vôos não estarão vinculados no mesmo bilhete, e se o primeiro vôo atrasar, você pode perder o segundo, tendo então que remarcar a passagem com multa e diferença tarifária (mesmo que o segundo vôo seja feito pela mesma cia. do primeiro).

Normalmente, quando há promoções a Lima, as mesmas condições valem para Cusco. Sempre pesquise na modalidade múltiplos destinos/várias cidades.

Da mesma forma, não emita passagem com milhas só até Lima. Emita com ida a Lima e volta de Cusco, e veja se consegue emitir também Lima-Cusco com milhas.

Vai passar por Ica, Nasca, Arequipa e Puno?

Se quiser fazer o circuito inteiro do sul do Peru, continue a passagem aérea na modalidade múltiplos destinos/várias cidades, mas apenas dois trechos:

  • Trecho 1: Brasil-Lima
  • Trecho 2: Cusco-Brasil

Faça os trajetos internos de ônibus (com a Cruz del Sur).

Quer ir apenas a Puno antes de Cusco?

Para incluir apenas Puno neste roteiro, compre a passagem aérea na modalidade múltiplos destinos/várias cidades, com 3 trechos:

  • Trecho 1: Brasil-Lima
  • Trecho 2: Lima-Juliaca (o aeroporto mais próximo de Puno)
  • Trecho 3: Cusco-Brasil

Faça o trajeto Puno-Cusco de ônibus (com a Cruz del Sur).

Os melhores vôos para cumprir este roteiro

As dificuldades da Avianca

Depois de ver falir a sua subsidiária brasileira, chegou a vez da Avianca internacional (ou Avianca Holdings) enfrentar problemas contábeis. Grandes prejuízos obrigaram a cia. a cortar rotas e a se reestruturar — inclusive com mudança de gestão.

A situação já esteve mais preocupante, mas em setembro de 2019 a Avianca obteve sucesso numa operação de alongamento da dívida com seus principais credores — evitando assim a necessidade de entrar em recuperação judicial.

O noticiário sobre a Avianca já mudou de tom, e está mais otimista. Mas não dá para desconsiderar a situação da cia. na hora de comprar sua passagem. Se você não quer precisar acompanhar as notícias de aviação para se informar da situação da cia. com que vai voar ao Peru, escolha a Latam.

Saindo de São Paulo

Se puder sair na sexta, escolha o vôo Latam com saída de São Paulo às 19h35 (chegada em Lima às 22h55). Siga a Cusco na segunda-feira no vôo Latam das 10h44 (chega ao meio-dia em Cusco). Volte a São Paulo no Latam das 9h30 de Cusco a Lima (chegada às 10h57), com conexão para o vôo Latam que sai às 13h29 e chega em São Paulo às 20h30.

Caso só possa sair no sábado, pegue o vôo Latam das 7h20 (chegada em Lima às 10h50); os outros vôos permancem os mesmos.

Voando Avianca, saia no sábado no vôo das 6h (chegada em Lima às 8h55). Na segunda-feira, siga a Cusco no vôo Avianca das 14h (chegada em Cusco às 15h20). Volte no domingo no vôo da Avianca das 16h15, que faz conexão com o vôo Avianca que sai de Lima às 21h10 e chega em São Paulo às 5h20 da madrugada de segunda. (Leia sobre as dificuldades da Avianca.)

Saindo do Rio de Janeiro

Para sair na sexta, você precisa matar o serviço à tarde e pegar o vôo Latam que sai às 15h30 do Galeão para São Paulo e faz conexão com o vôo Latam São Paulo-Lima das 19h35 (chegada em Lima às 22h55). Siga a Cusco na segunda-feira no vôo Latam das 10h44 (chega ao meio-dia em Cusco). A volta também é bem chata, com saída de cusco no vôo Latam das 5h32 (que chega às 6h59 em Lima), continuando a São Paulo no vôo que sai às 9h14 (e aterrissa às 16h25), para por fim pegar o terceiro vôo ao Rio de Janeiro que sai às 18h35 (e chega ao Galeão às 19h40).

O melhor esquema com partida do Rio de Janeiro é voando Avianca, a única cia. que tem rota direta a Lima e vai também a Cusco. Saia no sábado no vôo Avianca das 5h50 (chegada em Lima às 9h15). Prossiga na segunda a Cusco no vôo Avianca das 14h (chegada às 15h20) e volte domingo no vôo Avianca Cusco-Bogotá das 16h05 que faz conexão com o vôo direto da Avianca Bogotá-Rio das 21h15, direto ao Rio, chegando às 5h30 da madrugada da segunda. (Leia sobre as dificuldades da Avianca.)

Saindo de Porto Alegre

Quem sai de Porto Alegre também deve aproveitar a rota direta da Avianca. Saia no sábado, no vôo Avianca das 6h25 (chegada em Lima às 9h15). Siga na segunda a Cusco no vôo Avianca das 14h (chegada às 15h20) e volte domingo no vôo Avianca das 10h05, que permite que você passeie à tarde por Lima e volte no vôo das 22h50 direto a Porto Alegre, chegando às 5h35 da manhã de segunda. (Leia sobre as dificuldades da Avianca.)

Precisa vacina contra febre amarela para ir ao Peru?

Por enquanto, não precisa.. O Peru é um dos únicos países da América Latina que não exigem a vacina de brasileiros. Mas isso pode mudar a qualquer momento. Se você tem intenção de viajar a países latino-americanos nos próximos anos, consulte seu médico e veja se você pode ser vacinado. Se puder, meu conselho é vacinar-se — tanto para estar protegido da doença no Brasil como para não ter problemas nas viagens. Se você não puder se vacinar por razões de saúde, seu médico pode emitir um certificado internacional de isenção da vacina.

Lembre-se que a vacina só vale depois de 10 dias; se o Peru passar a exigir a vacina amanhã e a sua viagem estiver marcada para dali a oito dias, não será aceita no dia da viagem e você precisará remarcar. Veja como vacinar-se e tirar o certificado internacional (ou o de isenção) .

Como comprar o ingresso para Machu Picchu

Primeira viagem ao Peru: Lima, Cusco, Vale Sagrado e Machu Picchu (roteiro para 9 noites) 1

Desde 2011, obedecendo a determinação da Unesco, a cidadela de Machu Picchu passou a receber no máximo 2.500 visitantes por dia. Por isso é importante comprar seu ingresso com antecedência, pelo site MachuPicchu.gob.pe.Primeira viagem ao Peru: Lima, Cusco, Vale Sagrado e Machu Picchu (roteiro para 9 noites) 2

O site foi reformulado em janeiro de 2019 e não tem mais versão em português. A versão em inglês costuma aparecer automaticamente para estrangeiros. Se você preferir comprar em espanhol, configure o idioma na barra do alto, à esquerda.Primeira viagem ao Peru: Lima, Cusco, Vale Sagrado e Machu Picchu (roteiro para 9 noites) 3

Para iniciar o processo, você precisa escolher uma data. O site vende ingressos para o mês corrente e para os cinco meses seguintes.Primeira viagem ao Peru: Lima, Cusco, Vale Sagrado e Machu Picchu (roteiro para 9 noites) 4

A partir de 1º de janeiro de 2019, os ingressos estão sendo vendidos com hora marcada. Há 9 horários disponíveis: a primeira entrada e às 6h, e a última, às 14h.

Os ingressos para estrangeiros custam 152 nuevos soles (algo como US$ 45). Há outras novidades nas regras de visitação; leia aqui.

Primeira viagem ao Peru: Lima, Cusco, Vale Sagrado e Machu Picchu (roteiro para 9 noites) 5

Além do ingresso simples, há dois outros ingressos disponíveis (com lugares ainda mais limitados) para combinar o circuito da cidadela com o trekking por uma das duas montanhas do complexo. O ingresso Machu Picchu + Montanha Huayna Picchu custa 200 nuevos soles (US$ 60), mesmo preço do ingresso Machu Picchu + Montanha Machu Picchu.Primeira viagem ao Peru: Lima, Cusco, Vale Sagrado e Machu Picchu (roteiro para 9 noites) 6

Definido o ingresso, você vai precisar preencher a ficha dos visitantes. No campo de documento, informe o que você vai levar no dia — pode ser RG (“DNI”, em espanhol) ou passaporte.

O pagamento tem uma pegadinha: é preciso usar um cartão de crédito internacional Visa participante do sistema Verified by Visa, ou cartão de crédito internacional MasterCard participantes do sistema MasterCard SecureCode. Estes sistemsa remetem a uma verificação do seu banco emissor (por senha ou token) antes da compra. (Saiba mais sobre esse sistema neste post). Se você ainda não tem um cartão Verified by Visa ou MasterCard SecureCode, vale a pena fazer um — cada vez mais sites internacionais estão usando o sistema.

Se você estiver no Peru, pode anotar o código da reserva e terá três horas para pagar por boleto numa agência do Banco de La Nación ou em postos específicos em Cusco e Aguas Calientes. Esta alternativa não é recomendável porque é bastante arriscado deixar para comprar o ingresso ao parque só no Peru (sobretudo na alta temporada entre maio e setembro).

Uma vez comprados, imprima os ingressos e leve com você.

Vale a pena incluir a Montanha Huayna Picchu?

A Machu Picchu que está na sua cabeça pode ser visitada em sua plenitude com o ingresso simples. O passeio com calma, percorrendo toda a cidadela, requer três horas, com subidas e descidas, muitas vezes debaixo do sol. É um passeio maravilhoso, porém naturalmente exaustivo.

Quando você inclui uma subida a uma das montanhas — seja à Huayna Picchu, seja à Montanha Machu Picchu — você acrescenta de três a quatro horas de esforço físico à sua visita. Sinceramente, não acredito que a relação sacrifício x benefício seja boa.

De todo modo, há três casos de visitantes que devem considerar comprar o ingresso com trilha:

  • Trekkistas, andarilhos, fãs de turismo-aventura
  • Quem gostaria de ter feito a Trilha Inca mas não tem tempo ou fôlego para tanto
  • Quem vai fazer a visita em dois dias consecutivos

Leia mais sobre isso, incluindo opiniões divergentes de leitores, neste post.

Como comprar a passagem de trem

A não ser que você chegue a Machu Picchu pela Trilha Inca, vai precisar pegar o trem até Aguas Calientes (oficialmente, Machu Picchu Pueblo), a cidadezinha de onde partem os microônibus que levam ao santuário de Machu Picchu.

Há três pontos de partida do trem:

  • San Pedro, uma estação em Cusco, que foi reativada em maio de 2019
  • Poroy, uma estação a 25 minutos de táxi de Cusco, de onde saem trens da Peru Rail
  • Ollantaytambo, uma cidade do Vale Sagrado a 2h de carro ou van de Cusco

Saindo de Cusco, a viagem até Aguas Calientes vai levar em média 4 horas, por qualquer uma dessas rotas (táxi a Poroy + trem a Aguas Calientes, ou van a Ollantaytambo + trem a Aguas Calientes).

Se você seguir o meu roteiro, vai pegar pegar o trem em Ollantaytambo. O percurso de ida de Cusco a Ollantaytambo vai ser aproveitado para fazer paradas pelo Vale Sagrado (como você verá neste post).

Duas cias. operam na ferrovia: a PeruRail, do grupo Belmond (antigo Orient-Express) e a Inca Rail.

As duas cias. oferecem vagões com diferentes níveis de conforto. Os preços são por trecho (só ida ou só volta) e variam conforme dia e horário da viagem.

Primeira viagem ao Peru: trem PeruRail Expedition

Na PeruRail, o vagão menos caro é o Expedition (US$ 75 Poroy-Aguas Calientes, desde US$ 70 Ollanta-Aguas Calientes). Na Inca Rail, a classe mais barata é a The Voyager, que tem tarifas a partir de US$ 70 (Ollanta-Aguas Calientes).

Primeira viagem ao Peru: trem Vistadome PeruRail

Os vagões mais panorâmicos da PeruRail (e com melhor serviço de bordo) são os VistaDome (desde US$ 115 San Pedro-Aguas Calientes, US$ 105 Poroy-Aguas Calientes, US$ 95 Ollanta-Aguas Calientes). A classe equivalente da Inca Rail seria a The 360° , desde U$ 115 (San Pedro-Aguas Calientes), US$ 105 (Poroy-Aguas Calientes) e US$ 85 (Ollanta-Aguas Calientes).

Primeira viagem ao Peru: Inca Rail First Class

A Inca Rail também tem uma First Class com serviço de luxo desde US$ 208 (San Pedro-Aguas Calientes) e US$ 195 (Ollanta-Aguas Calientes).

Se você está achando tudo muito caro, preciso informar que as duas cias. também têm classes AAAA gargalhantes: a PeruRail tem o Sacred Valley Train (desde US$ 195 Ollantaytambo-Aguas Calientes), o Hiram Bingham (desde US$ 540 Poroy-Aguas Calientes) e a Inca Rail, a The Private Machu Picchu Train (um vagão que pode ser fretado entre Ollanta e Aguas Calientes, com preço sob consulta).

Caso você queira seguir este roteiro que eu sugiro, compre da seguinte maneira:

  • ida: Ollantaytambo-Aguas Calientes num trem do início da tarde, com saída entre 13h e 14h. Você chega a Aguas Calientes a tempo de dar uma descansada à tarde (dá para aproveitar as águas termais).
  • volta: Aguas Calientes-Ollantaytambo, Poroy ou San Pedro, também num horário vespertino, com partida umas duas horas depois do horário em que você calcula terminar sua visita a Machu Picchu.

É melhor comprar a volta a Ollantaytambo, Poroy ou San Pedro?

Dá certo dos dois jeitos. San Pedro está no centro de Cusco e garante uma volta mais confortável. Poroy deixa perto de Cusco, mas ainda envolve pegar um táxi para ir ao seu hotel. E a volta por Ollanta não tem perrengue, não: uma frota de vans estará à espera dos passageiros para transportar até Cusco, por 15 soles por pessoa. O tempo de viagem acaba sendo parecido, porque as vans levam ao centro de Cusco (Poroy está a 18 km da cidade).

Que moeda eu levo para o Peru?

Primeira viagem ao Peru: 100 nuevos soles

Não compre soles peruanos no Brasil

Não compre moedas fracas no Brasil em geral. Os valores parecem pequenos, mas na verdade a cotação é bastante desfavorável; a margem de lucro das casas de câmbio nessas moedas é maior do que as margem que auferem ao vender dólar ou euro. Um exemplo: no momento em que escrevo este post, tendo o dólar como parâmetro, o sol está valendo cerca de 15% a mais do que o real. Só que tem corretora vendendo sol 40% mais caro que o real! Os valores podem mudar, mas a diferença nunca compensa. Se você quer ter soles peruanos no bolso desde a chegada, troque 100 dólares na casa de câmbio do aeroporto, junto às esteiras de bagagem. Mesmo com a cotação fraquinha de casa de câmbio de aeroporto, você vai perder menos dinheiro do que comprando soles no Brasil.

Não leve reais para o Peru

Infelizmente essa cotação da regrinha de três entre dólar, sol e real não se confirma na prática, quando você leva seus reais para trocar numa casa de câmbio no Peru. Durante a minha última viagem, meus reais compravam sempre 10% menos soles do que se eu tivesse usado a mesma quantia em reais para comprar dólares no Brasil e trocar por soles no Peru. Sem falar que o real em espécie sofre do mesmo problema do cartão de crédito: pode desvalorizar durante a sua viagem. Os mercados são interligados, e uma desvalorização do real frente ao dólar no Brasil se reflete imediatamente no Peru (ou qualquer lugar do mundo).

Prefere levar dinheiro vivo? Leve dólares

Da mesma maneira que o dólar vale muito no Brasil, vale muito no Peru também. O dólar que você compra aqui mantém o seu poder de compra lá. Apenas tome o cuidado de pesquisar a cotação do dólar aqui, para comprar o dólar menos caro que encontrar. Tome cuidado também para trocar bem o seu dinheiro no Peru. Troque o mínimo possível em aeroportos, nos fins de semana e fora do horário bancário. A melhor cotação é obtida durante em dias de semana, durante o horário bancário. Evite casas de câmbio muito informais; o risco de receber uma nota falsa é bem maior nesses lugares. Por outro lado, seus dólares podem ser aceitos diretamente por vários operadores de passeios, sem precisar ser trocados em casa de câmbio.

Cartões são menos vilões do que parecem

Todo mundo conhece de cor os problemas do cartão de crédito e do cartão pré-pago: ambos sofrem a incidência de 6,38% de IOF, e o cartão de crédito ainda sujeita você à desvalorização do real entre o dia do gasto e o do vencimento da fatura. Permita-me, porém, lembrar as vantagens dos cartões — sim, elas existem. A maior delas é garantir o câmbio mais justo do sol peruano para o dólar. Usando cartão você não precisa camelar entre casas de câmbio comparando cotações; e a cotação usada para converter os seus gastos não vai variar entre cidades, horários ou dias da semana, e vai ser bastante superior à cotação de qualquer casa de câmbio (com a incidência do IOF, a cotação do cartão acaba entre igual e ligeiramente inferior às melhores casas de câmbio). Outra vantagem é evitar o risco de receber notas falsas. Uma nota de 100 soles falsa que você receba significa mais de 100 reais.

O cartão pré-pago congela o dólar no momento da compra da moeda, mas dá um pouquinho de trabalho para carregar e controlar o saldo. Mas se você tem medo de desvalorização do real, ou tem limite baixo no cartão de crédito internacional, o pré-pago é uma ótima alternativa.

O melhor cartão de crédito atualmente é o da Caixa, porque oferece uma cotação próxima ao dólar comercial e faz a conversão para reais na data de cada compra (o valor não varia até o vencimento da fatura).

Vale a pena fazer saques em caixas automáticos?

O problema dos saques em soles é que, além do IOF de 6,38% brasileiro, você ainda precisa pagar a tarifa de saque do seu cartão e a tarifa de uso do equipamento. Como os valores máximos de saque são baixos, essas tarifas acabam pesando demais no total. Se você for fazer retiradas, a melhor rede é a BCP, que permite retirar até 700 soles (pouco mais de 210 dólares) e cobra 13,50 soles de tarifa (4 dólares — 2% no saque máximo). A GlobalNet é a pior: deixa retirar no máximo 400 soles (uns 120 dólares) e cobra 14,50 soles de tarifa (4 dólares — 3,5% no saque máximo). A rede Scotiabank permite retirar até 500 soles; BBVA e Multired, 400 soles. Clientes Santander Select e Citibank, porém, fazem saques isentos de tarifa (mas com IOF de 6,38%), desde que usem as agências próprias desses bancos.

Um bom mix

Divida sua verba para a viagem ao Peru entre dólares vivos e cartão pré-pago ou cartão de crédito. Use os dólares para trocar dinheiro miúdo para o dia a dia e para pagar diretamente pelos passeios. Pague os hotéis com cartão. Dessa maneira você evita precisar trocar grandes quantias em casa de câmbio (diminuindo o risco notas falsas e o volume de dinheiro vivo a transportar).

Cusco

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Machu Picchu novas regras

848 comentários

Bom dia, tudo bem?
Gostaria de estar viajando para o Peru no Feriado de Carnaval 2021 de 12 a 17 de fevereiro? Está data você acha interessante por conta do período de chuva?? Obrigada

    Olá, Adriana! Esta época é chuvosa. Viaje para Machu Picchu entre maio e setembro. Entenda também que qualquer compra de viagem durante a pandemia é investimento de risco. Fronteiras podem fechar a qualquer momento. A vacina deve entrar na lista de requisitos de entrada de muitos países brevemente.

Vc recomenda fazer um bate e volta pra Machu Pichu saindo de Cusco? Vou ficar 3 dias em Cusco e não queria ter que pegar um hotel em Aguas Calientes. Por isso pretendia sair de Cusco cedo, ir a Machu Pichu e voltar a Cusco no final do dia. É recomendável?

    Olá, Alessandro! É possível, mas bastante cansativo. São pelo menos 3 horas para ir, 3 horas para voltar. Na nossa opinião, compensa a diferença entre as diárias de Cusco e Aguas Calientes.

Com qual antecedência devo comprar o trem e o ingresso pra Machu Picchu? 6 meses, 4 meses? (Viagem agendada para junho de 2021)
Obrigada

    Olá, Izabella! Na alta temporada, e junho é alta temporada, compre com 6 a 8 semanas de antecedência e você poderá escolher o seus horários. Acredito que dê para comprar até com duas semanas de antecedência, mas daí você pega o que sobrou.

Olá gostaria de saber sobre o turismo no Peru em outubro/2020

    Olá, Julia! As fronteiras no momento estão fechadas. Não há previsão oficial de reabertura. A situação da pandemia no momento no Peru é mais grave do que no Brasil. Não recomendamos a compra de nenhuma viagem que não possa ser adiada ou cancelada sem custo.

Olá estou me organizando para ir ao Peru tb com a ajuda das dicas de vcs. Mas queria saber se dá pra acrescentar A montanha arco-íris nesse roteiro de 9 dias é qual seria o momento e a melhor forma.

    Olá, Linda! Você teria que acrescentar um dia em Cusco, aumentando 1 dia na viagem. Faça só depois de bem adaptada à altitude. É um passeio extremamente cansativo. Nem sempre dá certo: é preciso um dia bonito para você ver o efeito da montanha. É o que o Ricardo Freire chama de “turismo de instagram”. É um baita sacrifício para fazer uma foto.

Oi Boia, Urubamba seria uma alternativa a Ollantaytambo para ficar? Vi um hotelzinho pequeno e lindo, mas novamente, alguns kms podem ser horas num local cheio de montanhas, por isso pergunto. Obrigada!

    Olá, Laura! Urubamba é o povoado mais importante do vale, e está no meio do caminho entre várias atrações (Pisaq, Ollanta, Moray, Maras, Chinchero…), mas não detém nenhuma grande atração. A gente recomenda Ollanta porque o sítio arqueológico local é fabuloso e você já pode pegar o trem a Machu Picchu ali mesmo.

    Veja:
    https://www.viajenaviagem.com/2016/04/roteiro-cusco-e-vale-sagrado/

    Laura,

    Se me permite o pitaco, sugiro que fique em Ollanta. A cidade é muito agradável e tem um ambiente bem hospitaleiro, sem contar as ruelas da cidade inca (ainda intactas) e com um sítio arqueológico (dois, aliás) bem interessante, do qual gostei mais até mesmo do que Macchu Picchu – talvez pelo reduzido número de visitantes pela manhã.

    Olá, Paulo! É a nossa dica, também. Está bem explicadinha lá no post que eu linkei.

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