Grécia: roteiro com Atenas, Mykonos, Santorini e Zakynthos (a viagem da Mirian)

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Viaje na Viagem
por Viaje na Viagem

Roteiro Grécia: Santorini

Quem não sonha em passar um verão na Grécia, pulando de ilha em ilha entre algumas das praias mais bonitas do mundo? A Mirian fez um roteiro que cabe em 15 dias de viagem, e conta como escolheu, entre tantas ilhas gregas, as três que decidiu visitar. Vai pela Mirian:

Texto e fotos | Mirian di Nizo

Já meio cansada de ver nos perfis de viagem do Instagram a imagem que acredito ser a mais fotografada do mundo (a famosa igrejinha branca com cúpula azul e mar incrível ao fundo), decidi que era hora de experimentar este destino, bastante explorado pela cena turística em geral, mas que há muito andava esquecido na minha lista mental de “lugares no mundo para conhecer”: a Grécia.

  • Definindo o roteiro

Roteiro Grécia: Igreja Panagia Platsani, Santorini

Santorini

Como tínhamos apenas 15 dias de férias, contando os dois dias de ida e de volta, decidimos escolher quatro bases para o roteiro. Eu e o marido, companheiro de viagem, mais conhecido como Mô, odiamos o pinga-pinga de hotel em hotel. É muito tempo perdido na burocracia dos traslados, check-ins e check-outs. Preferimos deixar de lado um local ou outro, e ficar com mais tempo para explorar os mais desejados, com calma e prazer.

Atenas, a capital e principal porta de entrada do país, era uma dúvida no itinerário. É que eu andava numa vibe mais para cenários paradisíacos do que para monumentos, cultura e história. Porém, como bem lembrou o jovem inteligentíssimo que eu tenho em casa (meu filho mrgreen ): “Ô mãe, não dá pra ir para a Grécia e não conhecer Atenas né? É o berço da civilização ocidental, poxa!”. Assim, o primeiro destino do roteiro foi automaticamente decidido. Mas depois, quais ilhas visitar? A Grécia tem algo em torno de 6 mil ilhas (dentre essas, 227 habitadas e ao menos 10 ilhas bastante dignas de visita).

Santorini era minha única certeza, afinal, é um dos destinos mais procurados do mundo, dos cenários mais paradisíacos, com as casinhas brancas na encosta e, muito importante, com a tal igrejinha de cúpula azul mais fotografada de todas, que eu andava louca para conhecer.

Roteiro Grécia: Mykonos

Mykonos

Fui à busca das duas outras bases que faltavam. Muitos blogs indicavam como as ilhas mais bonitas, nessa ordem: Santorini, Mykonos e Creta. Já o TripAdvisor indicava Santorini, Creta e Rhodes, com Mykonos indo lá para a 4ª posição entre as preferidas. Ou seja, Creta parecia uma escolha certeira. Mesmo assim, apesar de Mykonos nem sempre despontar como unanimidade e ser dona da fama (exagerada, agora eu sei) de point gay e de baladeiros, foi a outra escolhida sem muitas delongas. Mesmo não sendo gay nem baladeira, sou muito simpatizante dos dois públicos e, mais que isso, Mykonos rondava meu imaginário desde os filmes da Sessão da Tarde na adolescência.

Agora, restava escolher uma última ilha. Essa deu trabalho! Creta e Rhodes me pareciam muito distantes (seria muito tempo perdido em traslados). Creta, além disso, é a maior ilha da Grécia. Se entrasse no roteiro, teria que ser com ao menos duas bases, não daria para fazer tudo, e os quatro cantos da ilha, isoladamente, não me chamavam muito a atenção. Já quase decidida por Rhodes, o marido achou, sem querer, um vídeo no YouTube que mostrava uns caras maluquérrimos fazendo base jumping do alto de um gigantesco penhasco, para, lá embaixo, cair no cenário mais maravilhoso que eu jamais tinha visto na vida. Era a praia de Navagio -- ou 'Navagio Beach', em português castiço de internet. "Peloamor, onde fica isso Mô?!" "Fica na Ilha de Zakynthos, Grécia".

Roteiro Grécia: Navagio Beach, Zakhyntos

Praia de Navagio, Zakynthos

Não vou contar agora o deslumbre que é essa Navagio. Só vou adiantar que eu pirei nesta praia e a agora eu me deparava com um grave dilema. Teria que quebrar outro dos meus mantras de viajante: se o lugar é maravilhoso, mas fica muito distante dos demais do roteiro, ele não vale a pena.

As ilhas gregas são divididas em 6 lotes de ilhas. Falando apenas de dois, o mais conhecido é o das Ilhas Cyclades, no Mar Egeu, mais para o sul, já quase Mar Mediterrâneo, onde ficam as famosas Santorini e Mykonos. Outro lote é o das Ilhas Jônicas, no Mar Jônico, para o lado oeste. É lá que está a ilha de Zakynthos.

Eu tinha duas maneiras de chegar em Zakynthos. Se estivesse em Atenas, ou seja, no continente, era só pegar um ônibus em direção ao oeste, 3 horas e meia; depois, chegar ao porto de Kilini, no litoral do mar Jônico e, dali, pegar um ferry de mais 1 hora até Zakynthos (passagem do barco já incluída quando você compra o ônibus). O problema é que partiríamos de Santorini, no meio do mar Egeu, ao sul do continente. Não tem ferry direto. Incluir mais um ferry Santorini-Atenas, para depois seguir por terra até o oeste da Grécia, dobraria a distância e o tempo. A saída foi bancar um voo direto Santorini-Zakynthos. Depois de muita pesquisa, achamos uma passagem por US$ 270 (algo como R$ 800 no câmbio do dia), já incluindo o trecho da volta Zakynthos-Atenas, para retorno ao Brasil. Passagem cara, é verdade, considerando que os trajetos não passam de 1 hora de voo, mas aceitável, considerando meu desejo, nessas alturas beirando a obsessão, de conhecer Navagio em Zakynthos.

Roteiro final

E assim, finalmente, o roteiro foi definido:

  • Chegar quase à noitinha e ficar mais um dia inteiro em Atenas
  • Partir no dia seguinte bem cedo com um ferry para 4 dias em Mykonos
  • Tomar outro ferry para 5 dias em Santorini
  • Finalmente, um voo direto para 3 dias em Zakynthos (em princípio, só por causa de Navagio)
  • Voltar de Zakynthos para Atenas de avião, e de lá ao Brasil

Dicas sobre os ferry boats

Compre a passagem do ferry pela internet, com antecedência. É fácil, rápido e seguro. E você não corre o risco de descobrir que o barco está lotado no dia de partir para outra ilha (importantíssimo na alta temporada, julho e agosto). Eu comprei pelo Seajets. Em todos os sites os preços são iguais, mas nesse, não tem nenhuma taxa extra surpresa quando você finaliza a compra. Paguei em torno de 50 euros o trecho. Os horários de saída são um pouco limitados. Escolhi a categoria Silver, um tiquinho mais cara, só para ir de janelinha curtindo o marzão, mas descobri que não vale a pena. Depois que o barco sai você senta onde quiser. Existem dois tipos de barco: um express, que demora em torno de duas horas entre Atenas-Mykonos ou Mykonos-Santorini, e outro mais lento, que leva 4 horas cada trajeto. Se puder, não economize nisso, quatro horas sem fazer nada é muito tempo, mesmo dentro de um barcão super confortável no meio do Mediterrâneo.

Ainda em Atenas, existem dois portos de onde saem os ferry boats para as ilhas: Rafina e Piraeus (são estes os nomes que você procura no site na hora de compras seu ticket). Piraeus (diga: Pireus) é o mais próximo do centro, cerca de meia hora de carro.

  • Atenas

atenas acrópole

Atenas

Não existe voo que saia do Brasil direto para Atenas, portanto, partindo de São Paulo trata-se de uma jornada de 20 horas ou mais, considerando as três horas de antecedência no aeroporto, mais umas 12 horas de voo até a conexão, que no nosso caso foi Frankfurt, ao menos mais duas horas no aeroporto de conexão, e mais umas duas ou três horas de voo até Atenas. Isso tudo sem contar o transporte para chegar ao hotel.

Falando em hotel, sempre procuramos 'onde ficar' o mais perto possível do 'o que fazer' e como tínhamos, basicamente, um só dia em Atenas, essa regra era imprescindível. O escolhido foi o Airotel Parthenon, um 4 estrelas que eu daria no máximo 3, porém, baratinho, ajeitadinho e, o mais importante, a meros cinco minutos a pé do centro de Plaka, o bairro mais turístico e importante de Atenas.

Chegamos às 18h e, ainda que esgotados, tomamos uma ducha de 5 minutos e já saímos para um breve reconhecimento do bairro. Adoro conhecer à noitinha o centrinho das cidades que visitamos. Parece que neste horário tudo fica mais vibrante, as pessoas ficam mais alegres e acolhedoras. Acabamos perambulando até bem tarde, já fizemos umas fotos da Acrópole lindamente iluminada de azul, e escolhemos um restaurante bacaninha para nosso primeiro prato verdadeiramente grego da vida, a moussaka, uma espécie de lasanha de carne de cordeiro com berinjela, acompanhada da mundialmente famosa salada grega (tomate, azeitona, pepino, cebola, orégano, queijo feta -- de cabra -- e muito azeite). Um detalhe muito feliz: quase todos os restaurantes oferecem o vinho da casa, com preço bem acessível.

E para quem gosta de cultura e história da humanidade, Atenas é um prato cheio com sobremesa e vinho incluídos – tem muito que se ver. Na minha listinha das atrações imperdíveis, as principais são: a Acrópole, o Parthenon, o Museu da Acrópole, o bairro histórico de Plaka, o Odeão de Herodes Ático (que você encontrará em português castiço de internet 'Teatro de Herodes Atticus') e a Ágora, com o Templo de Hefesto. Essas são as mais importantes e, acredite, com organização é possível fazer todas em um único dia, pois tudo fica muito concentrado.

O bairro de Plaka é o mais antigo de Atenas e fica ao pé da Acrópole (é possível enxergá-la de vários pontos). Repleto de lojinhas de souvenir, depois de meia hora você se dá conta que vendem praticamente as mesmas coisas, mas, com paciência, dá para garimpar itens que valem um espaço na mala. Um dos nossos achados foi o licor grego de mastic, plantinha que é uma espécie de pistache grego com sabor realmente único. Antes da viagem, ouvi que Atenas era perigosa, especialmente após a crise que teve início nos EUA em 2008 e se alastrou pela Europa. Ao menos em Plaka nos sentimos muito seguros. O bairro é um museu a céu aberto (clichê dos clichês, mas muito verdadeiro aqui). Você vai andando e esbarrando em mesquitas, igrejas medievais, teatros, monumentos e praças públicas de mais de dois milênios de existência.

atenas acrópole

Acrópole

Entre todas as atrações, a mais importante é a Acrópole. O termo Acrópole significa cidade alta; eram os locais mais altos das antigas cidades gregas, que serviam de cidadela e onde se erguiam templos e palácios. A Acrópole de Atenas é uma das mais importantes do mundo e seu principal templo é o Parthenon, dedicado à deusa grega Atena e construído por volta de 450 a.C. Vale dizer que em nossa visita tudo estava meio 'em obras' que, pelo que parece, já duram anos. Na verdade, ninguém te fala, mas pouco do que se vê ali é original. O Parthenon já virou ruínas e foi reconstruído várias vezes, dado que já teve diversas funções durante seus quase 2.500 anos de existência. Já foi templo de adoração e culto, habitação de poderosos governantes, igreja católica, mesquita e depósito de armas. Foi na função de local de armazenamento de pólvora que sofreu um dos piores danos, atingido por uma bala de canhão em uma das inúmeras guerras a que sobreviveu (ao menos parcialmente). Sobrou muito pouco de material original, o que, momentaneamente, nos faz pensar que estamos num parque temático. Pequena crítica à parte, não dá para ignorar a importância do que foi preservado (ou reconstruído), e de sua simbologia para o mundo ocidental.

Teatro de Herodes Atticus atenas

Odeão de Herodes Ático

Mas a Acrópole guarda muito mais, além do Parthenon. Logo na entrada, ainda no pé da colina, o Odeão de Herodes Ático. Fiquei impressionada com sua beleza. Bem preservado, é palco de apresentações e shows que podem ser comprados pela internet com antecedência. Querendo ir, prepare o bolso: é bem caro, algo como 120 euros o espetáculo. Outras construções importantes são o Erecteion, templo dos deuses do campo, o Propileu, portal para a parte sagrada da Acrópole, e o Templo de Atena Nice, ficando apenas nos principais.

E quem ama uma velharia levanta a mão! O Museu da Acrópole fica logo ali do ladinho, a cinco minutos a pé. Seu acervo é constituído de peças originais da própria Acrópole, com destaque para as célebres Cariátides, belas esculturas femininas que eram as colunas de sustentação do templo Erecteion. Algumas são originais. No térreo, o incrível piso de vidro permite ver as escavações das ruínas da antiga cidade. Sou a própria louca do museu, entro em todos. Mas preciso ser honesta, me arrependi do Museu da Acrópole. Não que ele não seja lindo. O problema foi que, tendo apenas um dia em Atenas, e já tendo visitado a própria Acrópole, ele ficou bem redundante. E pior, depois que entrei esqueci da vida e fiquei duas horas lá dentro, acabou não sobrando nadinha de tempo para visitar a Ágora de Atenas.

Mesmo assim, por sua grandeza no sentido literal e histórico, vale muito falar sobre a Ágora. Chegamos lá bem à noitinha, não conseguimos entrar, mais vimos bastante por fora. Existiam várias "Ágoras" por toda Grécia Antiga, a palavra significa 'compras' e era o nome que se dava às praças públicas, que eram os locais mais importantes de cada cidade-estado. A Ágora de Atenas é um enorme quarteirão e nela fervia toda atividade comercial, cultural, administrativa e legislativa da cidade, por volta de 300 a.C. Fica ali o templo considerado o mais preservado de toda a Grécia, o Templo de Hefesto, simplesmente magnífico. Sugiro fazer uma boa pesquisa na história e nos monumentos de Atenas antes da viagem. Assim, sua viagem será uma volta ao passado com uma aula viva de história. Mas, deixando toda essa coisa de história meio de lado, vamos ao próximo destino, o mais efervescente de toda a Grécia moderna: Mykonos.

  • Mykonos

mykonos

Mykonos

Em Mykonos existem opções de hotel para todos os gostos. Aqui, e em Santorini, queríamos algo bem bacana, daqueles de sonho, com piscina de borda infinita com vista para o mar. Em Mykonos não conseguimos a borda infinita, mas adoramos nossa escolha, O Mykonos Princess Hotel, na Main Street. Atendimento muito simpático e acomodações muuuuito confortáveis.

Sobre Mykonos, é bom já deixar uma informação básica. Aqui (e também em Santorini), o mais importante a fazer é andar. Andar muito. Digo isso porque essas duas ilhas são exatamente aquilo tudo que se vê nas imagens magníficas dos perfis mais populares de viajantes do mundo, com seus labirintos de ruelas estreitas, o piso branco de pedras redondas e irregulares, suas lojas e cafés pitorescos enfeitados com primaveras carregadas de cachos, muitas casinhas brancas, tudo tão branco que chega ofuscar a vista. Em Chora, a vila principal, referida por todos como Mykonos Town, você vê muitos restaurantes, bares, galerias, lojas e... turistas andando. Portanto, não importa qual seja sua intenção no rolê, o negócio é flanar, sem destino e sem hora.

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Kastro's e moinhos de Kato Miloy

Contudo, Mykonos guarda diversos pontos interessantes a ser buscados durante a caminhada. Três deles, para mim, são imperdíveis, a saber: os famosos moinhos de Kato Miloy, localizados bem em frente ao porto de Alefkandra, que é, na verdade, o nome verdadeiro da área conhecida como Pequena Veneza (Little Venice nos guias). Depois, o próprio trecho de 'Little Venice', que, de fato, com um pouquiiiinho de esforço, lembra a cidade flutuante do norte da Itália. Neste ponto não deixe de procurar pelo restaurante Kastro's, em um beco que acaba na beira do mar (veja a foto e me diga se não é o cantinho mais “Oh my God!” da vida!). E por último, a imperdível Rarity Gallery, uma joinha no centro de Chora, com suas obras intrigantes. Muito válida a visita a essa pequena galeria, já que fica no caminho de qualquer coisa que se faça na Town.

Em Mykonos, assim como em Santorini ou Zakynthos, as três ilhas que visitamos, o meio de transporte principal é o quadriciclo, mais conhecido como quad. Claro que você pode alugar um carro. Mas com aquele calorão de 40 graus e aquelas vistas de tirar o fôlego, super indicamos a jornada com o quad. Mas esteja atento, se a locação estiver muito barata (menos de 35 euros a diária), não faça como nós, desconfie. Existem muitos locais que alugam quadriciclos já muito velhos. Depois de alugado, não lhe dão qualquer assistência. Chegamos a ficar com um que não tinha freio nas rodas da frente! Ao voltar para reclamar na loja recusaram fazer a troca, alegando que "era assim mesmo". Alugamos vários em toda a viagem e chegamos a ficar na mão duas vezes. Então, procure um rental car decente, pague a diária correta e vá tranquilo, sem perrengues.

O quad é muito facinho de dirigir (claro, para quem sabe dirigir qualquer outra coisa, mas principalmente para quem sabe pilotar moto, caso do meu Mô), e foi muito útil na hora de visitar as praias, já que facilita a vida na hora de estacionar, qualquer cantinho serve. Com o nosso, gentilmente apelidado de Jabiraca (devido às agruras no meio do caminho), em um único dia visitamos quatro delas, lindas, todas na parte sul da ilha. Começamos por Paraga, que é uma graça e bem família, passamos pelas famosíssimas e baladeiras Paradise e Super Paradise e, por fim, chegamos à sossegada Elia. Decidimos voltar e lagartixar na Super Paradise, reconhecida como uma das mais democráticas (leia-se, frequentada pelo público gay e por naturistas), e que conta com uma excelente estrutura de espreguiçadeiras, guarda-sóis e serviço de bar (querendo usar estas comodidades paga-se 20 euros, na alta), oferecidos por duas boates pé na areia bem agitadas, a JackieO’ Beach Club e a Super Paradise. Escolhemos essa última e relaxamos ao som de muita música eletrônica e caribenha até o pôr do sol. Essa região fica muito próxima a Ano Mera, um vilarejo que é o mais antigo da ilha, muito tranquilo, bem menos agitado que Chora e com bons restaurantes na pracinha central. E foi essa nossa opção para jantar e terminar o dia.

  • Santorini

santorini

Santorini

Uma viagem de ferry boat de duas horas leva de Mykonos a Santorini. Há cerca de 3,6 mil anos, no auge da civilização minoica, a área era um enorme vulcão. Após uma erupção poderosa, o cume do vulcão afundou para dentro do mar, mas manteve suas bases laterais intactas formando uma espécie de cratera em forma de ferradura. Desse movimento restou o enorme penhasco, que os nativos chamam carinhosamente de Caldeira. Sobre a cratera, que chega a alcançar 300 metros de altura, Santorini foi povoada.

volcano view hotel santorini

Hotel Volcano View

A ilha tem ao menos três cidades para visitar. A primeira delas é sua capital, Fira (ou Thira). Na borda do penhasco, a 260 metros do nível do mar, é a mais importante da ilha. Escolhemos ficar hospedados lá, no hotel Volcano View.

Fira oferece uma grande variedade de atividades, e a arquitetura tradicional de casas pintadas de branco com portas e janelas azuis, residências sem rodapés, muitas vezes escavadas na própria pedra para manter a temperatura interna agradável. No labirinto de ruas estreitas, encontramos lojas, restaurantes, bares, cafés e vistas de tirar o fôlego, em qualquer lugar que se esteja. No ponto mais alto encontra-se o teleférico, que em 2 minutos te leva lá para baixo para uma visita ao antigo porto da cidade. Achei o preço desse teleférico bem abusivo, 10 euros! Mas esse é o preço que se paga ao escolher estes destinos na alta temporada. Então sem choradeira, paga e vai, afinal, você já fez o mais caro, que é ir até lá. Lá embaixo, o antigo porto, antigamente só se alcançava descendo os íngremes e sinuosos degraus pelo penhasco. Os moradores utilizavam mulas para levar mercadorias e produtos para cima e para baixo. Hoje as mulas são utilizadas apenas para manter viva a tradição e fornecer aos turistas uma forma alternativa de passeio, o que me pareceu um tanto quanto descabido em tempos de politicamente correto imperativo.

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Imerovigli

Saindo de Fira e seguindo por uns 10 minutos em direção ao norte, já no meio da ilha, está Imerovigli. Sempre de carro, não dá para ir a pé entre as cidades. Alguns hotéis oferecem serviço de van de graça ou a custos reduzidos, e é bom avisar, quase não se vê táxis. Muitos consideram Imerovigli a melhor área para se hospedar, por ser a mais alta, o que proporciona uma visão inteira de toda a Caldeira. É um pouco mais tranquila e pitoresca, achei mais arrumadinha que Fira.

Por fim, seguindo ainda mais adiante, agora por cerca de 30 minutos até o ponto mais ao norte da ilha, está a fofíssima, lindíssima e branquíssima Oia (diga Ia). Essa é, para mim, a mais "Santorini" de todas. A beleza continua muito calcada no contraste entre a arquitetura da cidade na beira do penhasco mais a imensidão do mar azul ao fundo, mas ali o foco de visão é mais amplo (leia-se, mais mar azul à vista), as calçadas são mais arrumadinhas, os hotéis mais luxuosos. À noite é outro show, com todas as luzes das casas, restaurantes e hotéis transformando a paisagem.

pôr do sol oia santorini

Pôr do sol em Oia

Eu costumo dizer que, felizmente, em alguns lugares do mundo o pôr do sol é sempre uma celebração. Pois foi em Oia que me disseram que eu veria o pôr do sol mais lindo do mundo. Nesta época do ano o sol se põe às 20h30, mas às 18h você já vai notando uma pequena multidão seguindo para o ponto mais ao norte, "na beira" da cidade, local onde acontece "o evento". Pensei comigo, "bobagem, mais tarde eu vejo de qualquer cantinho". O fato é que por volta das 20h já fica impossível conseguir um ponto sem cabeças na sua frente, tal a quantidade absurda de gente literalmente empoleirada nos muros, terraços, janelas e calçadas. Com muita cara de pau, nos esgueiramos entre as pessoas e conseguimos um bom ponto de vista para o mar. No dia seguinte, estávamos nós lá de novo, desta vez às 18h em ponto, pra pegar um lugarzinho melhor no poleiro.

santorini

Panagia Platsani

Na Grécia não procuramos por restaurantes badalados ou indicados, escolhíamos algo que nos agradava pelo meio do caminho. Em Santorini senti que os restaurantes são um pouco mais caros que em Mykonos ou mesmo Atenas. Mesmo assim, são mais baratos que na Europa em geral. E a comida é muito baseada nas carnes de porco e cordeiro. Mas uma recomendação local foi muito apreciada. A doceria Melenio, além de ter doces maravilhosos (amei o mil folhas, um dos melhores que já comi), é o ponto com o melhor ângulo para fotografar a tal igrejinha com a cúpula azul, Panagia Platsani. É da varanda dos fundos desta simpática doceria que o mundo inteiro faz a mais famosa foto de Santorini. O povo faz fila só para isso. É um daqueles momentos da vida que você pensa, "por que isso tudo, meu Deus?!". E depois de alguns minutos tá lá você pegando a filinha.

Infelizmente, apesar de termos reservado o maior número de dias para Santorini (cinco), tivemos um pequeno probleminha de saúde que nos tirou de circulação por quase dois dias. Mesmo assim, conseguimos voltar mais uma vez para o lado sul da ilha e, nesse ponto, vale dar uma palavrinha sobre Akrotiri. Trata-se de um grande sítio arqueológico que ainda continua sendo explorado por arqueólogos do mundo todo, em busca de novos indícios da civilização minoica que ali vivia, antes da cidade ser completamente soterrada pela lava do vulcão. A área está em constante trabalho pelos arqueólogos, mas é aberta à visitação.

Também no sul da ilha está o vilarejo de Megalochori e as praias de Perissa, também chamada de Black Beach, devido à cor das pedras e areias vulcânicas que compõem o solo, e também a Red Beach, pelos mesmos motivos. A visão desta última é bem surpreendente, a praia é realmente vermelha. Confesso que fiquei na dúvida se achei bonita ou feia; vale checar pessoalmente e tirar suas próprias conclusões.

  • Zakynthos

navagio beach

Navagio Beach, Zakynthos

Depois de enfrentar o aeroporto de Santorini, uma titica lotada de gente, um voo de uma hora nos levou à nossa última base, Zakynthos, a ilha que nos surpreendeu de várias maneiras. Primeiramente, a paisagem muda, e as casinhas brancas ficam para trás. Trata-se de uma ilha bem rústica, com ruas de asfalto sem guia, casas muito espaçadas de suas vizinhas pelas estradas (lembra um pouco a parte mais rústica da Ilhabela ou de Floripa). A capital da ilha, que também se chama Zakynthos (ou Zante), lembra uma cidadezinha qualquer do interior do Brasil, exceto porque as pessoas falam grego. Mas Zakynthos como um todo tem muita coisa linda a oferecer.

navagio beach

Navagio Beach

Escrevo, apago, escrevo, apago, e ainda não sei bem como colocar isso. Chegando lá, é tão paradisíaco e tão espetacular que não cabe em palavras, nem em fotos. Ao se aproximar da Navagio, o mar vai mudando de azul turquesa profundo, para um azul celeste beeem clarinho. A visão que se abre à sua frente é ALGO! Um penhasco de uns 300m de altura em forma de ferradura “abraça a prainha”. Na areia branquinha, descansa um navio totalmente enferrujado e encalhado há mais de 30 anos. Parece cenário de um filme. Vi mais de uma vez mocinhos apaixonados, ajoelhados na areia, pedindo suas amadas em casamento. Dentro do shipwreck (que significa naufrágio, e é como também é conhecido o local), as pessoas fazem pedidos escritos em pedrinhas brancas que são deixadas lá, nas paredes enferrujadas de dentro do navio. O lugar é tão especial que, por mais cético que você seja (meu caso), acaba fazendo o mesmo. Vai que, né? O barco que te leva pra lá, infelizmente, não fica mais que 50 minutos. E eu querendo morrer ali. Sério, é fora da caixinha. Eu lembro e meu coração amolece de saudades. É um lugar que existe para deixar as pessoas em estado de gratidão. Voltamos para nosso barco com dó de ir embora.

quadriciclo zakynthos

Quadriciclo

No dia seguinte foi a vez de fazer o passeio pela parte terrestre, e conhecer a praia pelo alto do penhasco. Posso dizer, sem muito exagero, que esse foi um dos dias mais deliciosos da minha vida. Eu e o Mô pegamos nossa jabiraca (o quad), mapa na mão e GPS no celular, quando dava sinal, e fomos cortando pelo meio da ilha sentido noroeste. Como a “jabi” não fazia mais que 50km por hora, levamos mais de três horas para ir e outras três para voltar. Mas quem se importa? No meio do caminho, ruas dividindo ao meio florestas de oliveiras, vilinhas isoladas encravadas nas montanhas, muitas colinas e vales à beira-mar e, opção nossa que aumentou bem o trajeto, uma visão inédita do litoral oeste da ilha. Em todo o caminho achamos um único mercadinho, e um croissant murcho com coca-cola quente fizeram as vezes de almoço.

navagio beach do alto

Navagio Beach

Ao chegar, mais uma vez fico sem palavras. Lá em cima tem duas coisas para você fazer. A primeira, é enfrentar uma pequena fila (ao menos na alta temporada), para entrar no improvisado terracinho de grades enferrujadas de onde se tem a melhor vista para a praia lá embaixo. Assim que se pisa no terraço não tem quem não solte um "Ohhhh!!!". É quase um susto de tão bonito. Depois disso, você pega à direita uma trilha no meio do mato (dica importante, vá de calça comprida, o mato é espinhento), e vai seguindo em direção à parte mais leste do morro. No caminho, vários pontos de vista na beira do penhasco (alguns bem perigosos), e mais uma foto sensacional. De cada um deles você tem uma visão diferente, do penhasco em forma de ferradura, da praia de areia branquinha e, bem no meio dela, como que colocado ali por um capricho da natureza, o navio meio pirata. Lá de cima, os barquinhos ficam do tamanho de uma caixinha de fósforo e, mesmo assim, você consegue ver a sombra deles no fundo do mar, como se estivessem flutuando. Para se ter uma ideia da beleza, nas duas horas que ficamos por ali, tirei bem umas duzentas fotos, algumas praticamente idênticas às outras, mas até hoje guardo todas – não consigo me decidir por qual descartar. E, de novo, dá muita pena ir embora. No ano passado, quando estivemos nos Lagos Plitvice (Croácia), me lembro de ter postado uma imagem no meu Instagram dizendo que achava difícil encontrar lugar mais lindo que aquele, nos meus próximos 100 anos de vida. Pois nem um ano se passou e surgiu a Navagio Beach para provar que eu estava errada. Tomara que me engane assim muitas outras vezes na vida.

porto limnionas zakynthos

Porto Limnionas

Zakynthos merece ao menos 4 dias, mas, infelizmente, só descobrimos isso lá. Em nosso terceiro dia, fizemos um corrido rápido pelas principais praias enquanto seguíamos em direção a Porto Limnionas, local escolhido para nosso último dia de viagem. E não é que foi uma agradável surpresa? Porto Limnionas é uma espécie de braço de mar (azuuuuuuul que só ele), ao lado de um restaurante bem simpático, com preços muito honestos e que oferece espreguiçadeiras a 3 euros, para você passar o dia relaxando, bem do ladinho do mar. Foi a escolha simplesmente perfeita para descansar, antes de encarar o voo de volta para o Brasil no dia seguinte. Mas, não sem antes, uma última surpresa.

kampi zakynthos

Kampi

Dias antes da viagem, li em algum blog algo do tipo: “Estando em Zakynthos, não deixe de tomar um café em Kampi”. Dizia somente isso, sem maiores explicações. Ao sair de Porto Limnionas, vejo uma placa indicando Kampi. Lembrei-me da dica e convenci o Mô que não custava nada ir dar uma olhadinha, apesar de sair ao menos meia hora do nosso trajeto. Chegamos lá era uma cidadezinha pacata, daquelas cujas varandas das casas tem sempre uma viúva vestida de preto olhando para o nada. Sem saber o que fazer, decidimos perguntar para uma delas o que “tinha para fazer por ali”, mas a mulher não falava uma palavra em inglês. Decidimos ir em direção ao mar e, um pouco mais adiante, no meio da estradinha de terra batida, encontramos dois senhores a cavalo, puxando uma carroça de feno. Estes, também não falavam patavina inteligível para nós, mas conseguiram nos entender e fizeram gestos indicando que era só seguir aquela estradinha até o fim. Seguimos pela estrada até chegar literalmente na beira da cidade, que naquele ponto parecia quase despencar mar abaixo. Ali ao lado, num morro altíssimo, uma movimentação de carros sugeria que valia a pena dar uma espiada lá em cima. Subimos e lá encontramos um restaurante/cafeteria, muito simpático, com um terraço ao ar livre cheio de mesinhas e guarda-sóis que pareciam nos convidar para sentar e ficar. Já era bem tardinha, quase pôr do sol. Com uma vista infinita para o mar Jônico, de cor azul-profundo, ali tomamos nosso último café na Grécia, que deixou na boca um gostinho de “quero mais”.

Costumo dizer que existem muitos lugares maravilhosos no mundo, e que, por isso, não vale a pena viajar duas vezes para o mesmo lugar. A Grécia e, principalmente, Zakynthos, mais uma vez me provaram que eu ainda tenho muito que aprender nessa vida.

Que viagem incrível, Mirian! Obrigado pelo relato!

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76 comentários

Ana Cristina Silva

Simplesmente adorei seu relato Mirian smile. Iremos para a Grécia em Setembro já com suas dicas. Nosso roteiro só não incluirá Zakynthos...confesso que fiquei tentada a mudar depois de ler seu texto mas... Bom, iremos para outro local que, espero, seja também maravilhoso: Meteora. Será uma experiência no interior da Grécia. Depois conto smile

Mirian Di Nizo

Oi Ana, que bacana! Obrigada. Depois vc me conta sobre Meteora! bjos

Lúcia Helena Gomes

Meteora é imperdível, tenho muitas fotos visitei o Monastério Gran Meteora, tudo bem preservado, não pode entrar de calças ou bermudas mas eles emprestam uma saia transpassada, visita imperdível também é a ilha CORFU no mar Jônico, toda em estilo veneziano.

Lúcia Helena Gomes

Corrigindo a ilha é KEFALÔNIA no mar jônico.

Carmen
CarmenPermalinkResponder

É um verdadeiro prazer de ler este texto tão entusiasmado com a Grécia.
Em breve vou estar lá, mas despois de ler o relato da sua viagem, eu ter entrado em um desejo incontrolável de ir para a ilha de Zakynthos. No ano passado eu estava perto, mas eu pensei que seria muito turística. Mas há lugares que, ainda estão cheios de turistas, você vai ter um monte de satisfação. Sua viagem é invejável.

Mirian Di Nizo

Carmen, inclua Zakynthos no seu roteiro. Eu realmente me surpreendi muito. Obrigada pelo seu comentário e Boa viagem!

Anna Francisca

Mirian, parabéns! É uma benção poder estar em lugares tão lindos. Vocês são privilegiados.

Mirian Di Nizo

Muito obrigada Anna!

Guilherme
GuilhermePermalinkResponder

Sensacional , Mirian!
Já favoritei seu relato pra servir de guia numa viagem futura...

Mirian Di Nizo

Obrigada @Guilherme!

Edmundo M M Ferraz

Estive nas ilhas de Mikonos, Santorine e em Atenas várias vezes. Parabéns
Pela apurada descrição dos locais. Estou indo para lá, novamente, no final de Agosto.

Mirian Di Nizo

Obrigada Edmundo, e muito boa viagem!

vivianemm
vivianemmPermalinkResponder

Acho q esses comentários vão de encontro ao espirito do viajenaviagem, q para mim, é ter liberdade, e nao regras a serem seguidas. Quem viaja livre para fazer escolhas conforme seu coração, viaja mais leve. Tirando isso, o relato é bem detalhista e entusiasmado. Abraços.

"Teria que quebrar outro dos meus mantras de viajante: se o lugar é maravilhoso, mas fica muito distante dos demais do roteiro, ele não vale a pena."
"Costumo dizer que existem muitos lugares maravilhosos no mundo, e que, por isso, não vale a pena viajar duas vezes para o mesmo lugar."

Mirian Di Nizo

Obrigada @vivianemm , pensarei sobre sua dica! bjos

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Ah , Navagio ... na lista , na lista smile)

Mirian
MirianPermalinkResponder

Obrigada Edmundo!! Muito boa viagem pra vc!

Anna Bas
Anna BasPermalinkResponder

Que MARAVILHA de relato ???
Não sei o que acontece comigo...dias desses recebi uma dica da Grecia que me fez ter vontade de ler um pouco mais sobre o local, mas confesso que me faltou tempo...agora, derrepente, me deparo com seu relato...é o que eu digo: "é o destino que me escolhe e não o contrário" rsrsrs

Mirian Di Nizo

Cara Anna, obrigada pelo comentário carinhoso. Acho que vc deveria respeitar os sinais que o universo está de enviando! smile) bjoss

Anna Bas
Anna BasPermalinkResponder

Miriam os sinais de interrogação (???) saíram-se errados, era para ser exclamação (!!!!!!) rsrsrs

Philipp Muller

Espetacular! Que viagem incrivel e que relato fenomenal!

Quando quase saiu uma viagem para Grecia fiquei maluco pesquisando os lugares para ir: Meteora, Thesalloniki, Hydra, Corfu, Kefalonia, Zakynthos, Rhodes, Delphi...

A Grecia, assim como a Italia, me parece ser um destino que podemos ir diversas vezes e nao conseguiremos exaurir todos os "desejos".

Mirian Di Nizo

Philipp, obrigada pelo carinho. super concordo com você. Nunca consegui enjoar da Itália, e agora, da Grécia. bjos

Valerie
ValeriePermalinkResponder

Já fui à Grécia duas vezes, e tenho certeza que os deuses escolheram o lugar por tudo que ele oferece, mas discordo de suas considerações de Atenas por observação de 1 dia de viagem. Atenas, além de ser um museu ao ar livre, é uma cidade incrível com um povo acolhedor, alegre e muito orgulhoso de suas origens, mesmo passando por essa crise terrível. No meu ponto de vista, faltou muito a ver e vivenciar e sugiro que vocês voltem com mais tempo.

Mirian Di Nizo

Valerie, tenho certeza que vc está certa. É que, nessa viagem especificamente, eu estava mais atrás de paraísos terrestres. Mas, com certeza Atenas merece bem mais que um dia.bjoss

Márcia
MárciaPermalinkResponder

Parabéns, Mirian, pelo lindo relato ! Incrivel que neste exato momento estava eu procurando passagem para a Grécia e tentando buscar algo como "quantos dias em cada ilha" na internet, e eis que surge você.|

Mirian Di Nizo

O universo está conspirando a seu favor também! Respeito os sinais que ele está te enviando smile

Giseli Bueno (@viaGi)

Mirian, que lindeza de post. Eu já tinha muita vontade de ir à Grécia e agora eu quero mais ainda. Vou já favoritar as suas dicas <3 Beijos

Mirian Di Nizo

Gigi, vindo de vc, me dá muito orgulho. Obrigada pelas carinhosas palavras. E vamos tomar um café qq dia pra gente trocar impressões. bjss e saudades de ti.

Daniel Chaves
Daniel ChavesPermalinkResponder

Excelente relato. Fizemos um roteiro semelhante no ano passado mas além desses locais também incluímos Milos, que é simplesmente fantástica - a que mais nos encantou pelo conjunto de belezas naturais. Logo que chegamos já fomos direto a Zakynthos (a ilha tem muita coisa bacana mas só Navaggio já faz valer a pena). Voltamos encantados com a Grécia e com muita vontade de voltar logo para explorarmos novas ilhas e locais da Grécia continental: Creta e Meteora são algumas das prioridades.

Mirian Di Nizo

Oi Daniel, vc tem razão, vale mais que uma única visita. Pretendemos voltar e Milos e Meteora estão na minha nova lista de desejos! bjos

Lúcia Helena Gomes

Meteora é uma paíxão, visita obrigatória para quem está em Atenas, tem um trem que leva até lá. Sai de lá de alma lavada.
Acho um desperdício brasileiros fazerem tour nas ilhas gregas de cruzeiro fica umas horinhas e vai embora. Outra visita obrigatória é a ilha CORFU toda em estilo veneziano situada no mar Jônico.

Fabiana Massola Watanabe

Irei pra Grécia em menos de 20 dias e li/pesquisei muitos blogs. Mas o seu relato me deixou muito mais ansiosa. Farei um roteiro bem parecido, com quantidade de dias diferentes em cada lugar. Amei demais, parabéns! Contagem regressiva....

Mirian Di Nizo

Fabiana, fiquei com muita inveja de vc agora..... Boa viagem!!! bjo

Claudia
ClaudiaPermalinkResponder

Muito legal seu relato!! Realizei meu sonho de menina de conhecer a Grécia em 2013, mas antes de ir já tinha certeza que lá é lugar pra voltar muitas vezes!! Eu fui teoricamente em um congresso de trabalho em Kos, que é mais perto da Turquia do que do continente grego, 12h de ferry pra Atenas, em direção contrária de Zankhyntos, então apesar dessa ilha ser total sonho de consumo, eu achei melhor abrir mão nessa viagem... Kos me surpreendeu muito, nunca tinha ouvido falar, mas é uma ilha grande, cheia de história (onde viveu Hipócrates, pai da medicina) e com muita coisa diferente pra fazer, praias, castelos, ruínas, templos, fontes de águas termais pra tomar banho sob as estrelas, cidades nas montanhas com vistas arrasadoras do por do sol... Mas fui pra Santorini e passei uns 3 dias em Atenas. Não cacifei hotel em lugar nenhum, fiquei sempre em lugar baratinho... Em Santorini fizemos o circuito turistão, e confesso que achei o por do sol em Oia bem bonito, mas overrated e muito lotado mesmo no final de temporada que eu fui. Também fizemos muita degustação de vinho: os brancos da uva Assyrtico são maravilhosos e é muito interessantes aprender como eles cultivam as uvas em circulo pra proteger do vento, e o tem o vinho de sobremesa de lá, Vinsanto, que pra mim tem gosto de vinho de passas . Tem vinícola no topo da Caldera (Santo wines), vinicola galeria de arte, museu do vinho, e algum desses lugares, sugeriram pra gente que o melhor lugar pra ver o por do sol era no meio do caminho. Seguimos a dica: pegamos o carro e saímos dirigindo, paramos no meio da estrada, pulamos a muretinha e sentamos, eu e meu marido (que era meu noivo na época), na beira do penhasco, sem ninguém em volta, com uma vista espetacular e uma garrafa de vinho que tínhamos acabado de comprar! Melhor pôr do sol!! Ah! Tem o farol tb, tb é bem bonito lá, vale a pena!

Mirian Di Nizo

Oi Claudia, também fui nesse farol (se é o que estou pensando).. Acredita que esqueci de falar dele?! Grécia é realmente sensacional. merece muitas visitas. Obrigada pelo carinho. bjos

Adriana Junqueira

Oi, Claudia, Adorei sua dica!
Um dia de por-do-sol em Santorini, no 'meio da estrada' e so com meu marido na beira do penhasco e uma garrafa de vinho: coloquei na lista. Depois relato!

Jus Viajante
Jus ViajantePermalinkResponder

Opa!!! Este relato veio a calhar! Exatamente nossos destinos da próxima viagem! Estamos ansiosos!

Diva Ferreira
Diva FerreiraPermalinkResponder

Fui para Grecia de navio saindo de Brindisi- Itália......muito lindo!! pretendo voltar.

Carmen Rodrigues

Adorei o roteiro e seu texto! Deliciosos! Quero te seguir, com meu 'Mô', para todos os lugares do mundo! Louca para ler sobre suas outras viagens! ?

Mirian Di Nizo

Obrigada Carmen, kkkk pode me seguir com o meu MÔ (@miriandinizo). obrigada pelo carinho <3

Mirian
MirianPermalinkResponder

Que delicia Carmen, podeme seguir. Vc me acha no instagram como @miriandinizo. Obrigada pelas palavras carinhosas! Bjão e até breve.

Joao
JoaoPermalinkResponder

Curti muito suas dicas de viajante. Ter regras e metodos nos ajuda a ser mais livres. E que texto incrível, que delícia de ler! Manda mais???

Mariana
MarianaPermalinkResponder

Que relato delicioso. Li de uma pegada sem respirar. Deu vontade de fazer as malas agora! Obrigada Mirian

angela cabral
angela cabralPermalinkResponder

oi Mirian, adorei seu relato da viagem. gostaria de saber como é a temperatura da água no verão.

Mirian
MirianPermalinkResponder

Obrigada João !

Mirian
MirianPermalinkResponder

Angela, para os meus padrões é fria. Mas eu sou friorenta, não conta !!

Paulo Roberto
Paulo RobertoPermalinkResponder

GRÉCIA !!!!!!!!!!!! Que maravilha. Mikonos. Paradise Beach . Santorini . Atenas. Que saudades. Belo texto. Viajei novamente nessa viagem!

Gabriela
GabrielaPermalinkResponder

Fiz esse mesmo roteiro, mas com uma distribuição de dias diferente. 3 dias em Atenas, 4 dias em Zakynthos (pernoitando em delfos no caminho para kilini), 4 dias em Santorini e 2 dias e Mykonos (visitando delos). Foi lindo! Eu amei tanto! Mas se fizesse novamente cortaria Mykonos e ficaria mais dias em Zakynthos e Santorini. Atenas eu também gostaria de ter mais um dia.

Mirian
MirianPermalinkResponder

Obrigada Paulo, para mim, Grécia também ficará entre minhas preferidas! Abs!

Diva
DivaPermalinkResponder

Poxa. Essa menina é incrível em seu modo de relatar uma viagem. Me senti lá nas ilhas gregas, pelo seu modo coloquial e ao meu tempo didático de relatar as experiências. Parabéns Mírian. É exatamente assim que a gente deve se sentir numa viagem de férias, gloriosa como essa, Feliz até com as titicas de aeroportos lotados.

João Branco
João BrancoPermalinkResponder

Uma delícia este post sobre a viagem à Grecia. A Mirian escreve muito bem! Estive somente em Mykonos há dois anos, mas já quero voltar agora para lá. Tudo culpa da Mirian!!!

Mirian
MirianPermalinkResponder

Obrigada Diva <3 <3 !!!!!!

Mirian
MirianPermalinkResponder

Obrigada João, muito feliz em saber que consegui inspirar as pessoas! Valeu ??

Patrícia Tase

Mirian, que relato sensacional ! Meu sonho é conhecer a Grécia !!!
Não encontrei no texto em que mês vc foi, só que foi na alta temporada. Vc viajou em julho?
Como estava o clima ? Temperatura acima de 30º C ?

Mirian Di Nizo

Oi Patricia, muito obrigada!! viajei na primeira semana de setembro, o clima estava ótimo pois nesta época já não é tão quente como julho e agosto, e também já não está tão lotada de gente. A água é sempre um pouco fria, mesmo assim, eu que sou super friorenta, consegui entrar no mar sem muito sofrimento. espero que possa realizar seu sonho! boa viagem! bjo.

Leandro Büttner

Mirian,

Boa tarde. Excelente roteiro. Gostaria de saber que companhia fez o vôo Santorini para Zakynthos. Não estou achando vôo direto.
Muito obrigado.

Mirian Di Nizo

Oi Leandro, desculpe a demora. Realmente, não tem voo direto. Eu fiz pela Aegean Airlines, e tem também a Olimpic Airlines. Já usei essa também e não tive nenhum problema. Boa viagem!!

Charles Canarin

Oi Mirian, curti demais o seu roteiro, e que texto bom de ler, impossível não ler até ao final. Moro em Londres e pretendo ir com minha esposa no mês de setembro curtir ferias Grécia, Zakynthos e Atenas ja eram certezas, mas estava pensando se valeria a pena ir também para Santorini.
Após ler seu seu texto aumentou muito meu interesse em inclui-lo na lista.
Poderia me informar se em Zakynthos tem taxi que nos leve até a praia pelo alto do penhasco? Obrigado por todas informações, elas são muito úteis e concerteza irão me ajudar muito!

Mirian Di Nizo

Oi Charles, obrigada pelo elogio!! sim, não deixe de incluir Santorini no seu roteiro, ela é muito linda. E acredito que você encontre taxi sim que te leve até a Navagio pela via terrestre, e muito provável também que exista algum tipo de excursão pra lá. Seja como for, não deixe de ir!! boa viagem!

Adriana Junqueira

Mirian, que delicia de viagem! Parabéns pelo relato!
Li tudo e já copiei um monte de dicas.
Se possivel, queria saber algumas particularidades que nao vejo em lugar nenhum:
1. Dá para nadar nas praias? pelo que vocë comentou sim, mas a agua é um pouco fria, certo? Também já li que é sempre bom levar a havaianas, pois as praias sáo mais de pedrinha do que de areia, é isso (Red Beach, por exemplo)? Se a gente for nadar, dá para deixar a mochila na areia ou é perigoso?
2. Repelente e necessário?
3. Existe dress code para visitar as igrejinhas em Santorini (como em alguns outros lugares do mundo)? Ou por lá, tudo OK entrar de short e camiseta de alcinha?
4. Voces foram em algum restaurante com show grego tipico? Com aquela história de muita musica e quebra de pratos? Alguma recomendacao (em Atenas ou Santorini)?
Por enquanto, é só. Se tiver mais duvidas, volto a escrever.

(Estamos aqui na nossa contagem regressiva para Grecia set-17, em um roteiro um tiquinho diferente: Folegandros, Santorini, Atenas e Nafplios, passando pelo Canal de Corinto, que deve ser espetacular. Depois eu compartilho)

Mirian Di Nizo

Oi Adriana, Obrigada! E que delícia de roteiro será o seu!. Não deixe de comentar pois Grécia me encantou tanto que certamente pretendo fazer um segundo round. Quanto as suas dúvidas, vamos ver se ajudo:
1 - a água é um pouco fria sim, mas eu sou super friorenta e mesmo assim consegui entrar sem sofrer muito. Fomos no começo de setembro, data muito parecida com a sua. Tem muita praia com pedrinha sim, mas nem todas, a Red Beach é um pouco, mas uma Havaianas quebra bem o galho. Dá para deixar suas coisas na praia e ir tranquila nadar. Não vimos qualquer problema em 15 dias de viagem.
2 - não precisa de repelente.
3- pelo que vi, não tem dress code para entrar nas igrejinhas, mas não entrei em todas, então, acho que vale deixar um lenço na bolsa, just in case!
4 - Não estivemos em nenhum restaurante destes típicos, com dança e quebra-pratos, mas ouvi dizer que em Atenas tem o Tavern Kalokerinos. Dá uma pesquisada no TripAdvisor pra ver o que vc acha dele.

Se tiver outras dúvidas, fique à vontade. Muito boa viagem, com inveja NEGRAA de você. bjss
Mirian

Adriana Junqueira

Mirian, estou aqui de volta para agradecer todas as suas dicas!
Sim, bom levar havaianas para as praias de pedrinhas. Em Santorini nem precisa tanto, mas nas outras que fomos em Folegandros e Nafplios, precisa sim.
Não, não precisamos de repelente (embora, na primeira praia em Folegandros, eu tenha ganhado um beijinho de uma água-viva e usei o anti ich que eu sempre levo comigo, hipocondríaca que sou).
Não consegui assistir a uma missa completa em nenhuma igreja ortodoxa, mas, em Athenas, não entrei em uma porque estava de bermuda. Acho que depende muito da paróquia.
Não fomos em nenhum restaurante típico grego (e nem precisamos, porque todos os do tripadvisor já valeram a pena).
Ai, ai, já estou com saudades!!! A Grécia é linda demais, quero voltar!!

Meg reichardt
Meg reichardtPermalinkResponder

Perfeito. Exatamente esse é o meu roteiro, e eu estava quebrando a cabeça sobre distâncias, o trajeto, ferry ou avião. Grata! Adorei!

Mirian Di Nizo

Às ordens Meg! wink

Monica Fernandes

Mirian, viajei na sua viagem! Maravilhoso! Não terei 15 dias de férias, terei uns 12... por isso, estava pensando em fazer um cruzeiro pelas ilhas, e ficar uns 2 dias em Atenas. Mas, lendo seu relato, me deu vontade de ficar nos hotéis! Acha que fica muito mais caro que navio? Obrigada!

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Monica! Me intrometendo sem ser ser chamada: são experiências bem distintas. De cruzeiro você precisa destrinchar uma ilha inteira em 6 ou 8 horas, e não fica para a noite. Quanto à diferença de preço, só você pode calcular, comparando o preço do cruzeiro que estava pensando em fazer com o custo de hospedagem que você encararia nas ilhas. Basta simular nos sites de hospedagem.

Elaine
ElainePermalinkResponder

Adorei teu relato sobre a Grécia e pretendo segui lo no próximo verão.
Em julho agora segui as dicas da Croácia e adorei
Quando li que vc ficou mais impressionada com a beleza da navaggio beach do que com os lagos plitvice fiquei mais animada ainda!!!
Obrigada!!

Mirian Di Nizo

Elaine, Fico feliz em ter influenciado duas viagens suas!! É gratificante saber que ajudamos alguém a ser mais feliz! sucesso, bjoss

Ana
AnaPermalinkResponder

Meu Deus ? Viajei junto com vc agora!
Eu tenho planejado uma viagem para Grecia há pelo menos uns 10 anos. Meu sonho é ver aquela igrejinha em Santorini. Ler esse seu relato me deu mais vontade do que nunca! Vou fazer acontecer ????????????
Obrigada por dividir sua experiência com tantos detalhes! Um dos melhores relatos de viagem que já li. Parabéns!!!!

Mirian Di Nizo

Obrigada Ana, fico feliz que tenha curtido tanto o relato. Faça acontecer sim, viajar é uma das melhores coisas da vida! bjoss

Maria Cristina da Silva

Relato certeiro , me senti olhando o mar jonico...

Edna
EdnaPermalinkResponder

Lindíssimo amei o roteiro e as dicas.

Stuart
StuartPermalinkResponder

Olá! Para quem gosta de uma praia paradisíaca, para curtir uma lua de mel, aproveitar o mar, comer bem e que seja mais reservada, sem tantos turistas, qual seria a primeira opção no mundo que vocês recomendariam? Já conhecemos a Rota Ecológica e a Ilha do Papagaio. Obrigado.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Stuart! A gente no Brasil é mal-acostumado com a nossa extensão de litoral e a incrível oferta de praias semidesertas. No exterior, essa configuração normalmente só acontece em destinos (ou hotéis) caros.

No Caribe, pense em Anguilla e St. Barth (mas só no primeiro semestre do ano que vem, e caso o furacão Irma não tenha destruído demais). Ilhas Maldivas, Bora Bora, Seychelles são outros destinos com praias particulares. Numa situação intermediária (praia ocupada, mas sem resorts grandes e sem areias particulares), pense em Tulum, na Riviera Maia.

Adriana Junqueira

Oi, Stuart. Se me permite, minha sugestão: Hotel Le Meridien, em Bora Bora. Tem uma lagoa só do hotel, para fazer snorkel o dia inteiro, ao lado de tartarugas e outros peixes. Tem chalé pé-de-areia e aqueles bungalows sob as aguas, com o chão de vidro (não fiquei nesse, mas entrei em um de dia e é lindo demais). Dá para alugar e fazer vários passeios de barco (drifting, mergulho, snorkel). Demora para chegar e é caro (também, fica no meio do mundo, as coisas e pessoas chegam ou de avião ou de barco), mas, quer se você quer uma lua-de-mel em um lugar paradisíaco, não economize não.

Victor
VictorPermalinkResponder

Que viagem e relatos maravilhosos. Por qual companhia você comprou esse voo saindo de Santorini para Zakynthos (e depois indo até Atenas, com o trecho já incluído)?

Mirian Di Nizo

Obrigada Victor, achei poucas cias aéreas que fazem o trajeto. Uma delas era a Olympic Airlines, ma se não me engano, o preço estava melhor na Aegean Airlines. Sucesso na sua viagem!

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Bóia offline! Vamos continuar aprovando comentários, mas a Bóia só volta a responder perguntas que forem feitas depois de 10 de abril de 2017. Obrigado pela compreensão.
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