Um passeio pelo fotogênico casario histórico de Canavieiras, na Bahia

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Heloísa Dall'Antonia
por Heloísa Dall'Antonia

Os colonizadores portugueses começaram a chegar à região de Canavieiras no início do século 18. Demoraria quase 200 anos para ser alçada a cidade, em 1891. Um fato pouco divulgado da história canavieirina, porém, foi a primazia de receber o primeiro pé de cacau do Sul da Bahia, plantado na Fazenda Cubículo.

Mas se Ilhéus hoje aproveita os tempos áureos do cacau como atrativo turístico, em Canavieiras é do mar que vêm os principais atrativos: o caranguejo (pièce de résistance da culinária local) e o marlim-azul (é no litoral da cidade que está um dos melhores pontos de pesca esportiva da espécie no mundo).

E é justamente nos arredores do antigo cais do porto, por sinal muito utilizado na época do cacau, que fica o Sítio Histórico Governador Paulo Souto -- uma área em que diversos casarões antigos foram restaurados, preservando as linha arquitetônicas originais de outros tempos.

Estacione o carro e siga a pé para conhecer os vários prédios históricos onde hoje funcionam serviços urbanos, lojas e restaurantes.

Fachada e interior da biblioteca de Canavieiras

Biblioteca Afrânio Peixoto

A biblioteca Afrânio Peixoto, por exemplo, foi em outros tempos a cadeia da cidade. Seu interior preserva as celas, que hoje oferecem livros e locais de estudo.

Prefeitura, Secretaria da Educação e Câmara

A Prefeitura, a Câmara e outros órgãos municipais da cidade também fazem uso de alguns desses casarões.

Beco do Fuxico

Ponte do Lloyd

Um dos acessos para o porto é o Beco do Fuxico, onde nos idos dos coronéis ficavam lojas, cafés e um importantíssimo banheiro público. Por ser um 'point', era também ali que nasciam as fofocas, talvez originando assim o nome do lugar. Por ali também está a Ponte do Lloyd, sobre o rio Pardo, importantíssima no passado para o escoamento dos grãos de cacau.

Antigo local de comércio de escravos

Próximo de onde saem os barcos de pesca na época dos torneios, encontra-se um dos prédios que funcionava como centro de comércio de escravos. Hoje com a fachada pintada de verde, ainda conserva os detalhes trabalhados e as grades.

Calçadão e coreto

Um calçadão arborizado, com coreto e mesinhas ao ar livre é o centro da agitação na época de eventos típicos da cidade, como a festa junina, o Carnaval Cultural e o Festival do Caranguejo (em setembro), além de outros encontros gastronômicos.

Galeria do Porto

Outras construções de frente para o porto também mantiveram sua arquitetura original, entre as quais a loja/museu Galeria do Porto, que tem entre os itens em exposição a foto de quando o presidente Juscelino Kubitschek esteve na cidade.

Canavieiras

Fora do centro histórico, residências também mantiveram traços das construções centenárias. Ainda que modernizadas no conforto, é possível ver estátuas, frontispícios e outros detalhes graciosos das construções.

Praia deserta em Canavieiras, na Bahia

Almoço no Tijolinho

A faixa litorânea oferece diversas opções de restaurantes, como o Tijolinho (Av. Beira Mar, 660; aberto diariamente das 8h às 18h). Mas se a ideia for apreciar o centro, aposte no colorido ambiente do Frutos do Mar (Praça Eduardo Campos, 18).

O Viaje na Viagem viajou a convite do Transamérica Comandatuba e com o apoio da EVC Turismo.

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1 comentário

Erion Renato Franco Pozzobon

Já fui lá. Vale a pena. Para continuar a viagem em direção ao sul da Bahia, não há estrada pelo litoral.
Contrate o serviço de uma lancha que lhe deixa em Belmonte, navegando pela foz do rio Jequitinhonha. Essa travessia já vale o passeio.

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