Conte sua viagem insana e concorra a duas noites no Beach Park

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Insano, Beach Park

Como vocês devem estar lembrados, fui recebido no Beach Park Acqua Resort com um desafio: se eu descesse no brinquedo mais radical do parque, o Insano (41 metros -- 14 andares! -- de queda praticamente livre) eu ganharia duas hospedagens de duas noites com pensão completa e acompanhante para o povo da Bóia.

Insano, Beach Park

Então bolei o seguinte concurso. Você vai lá na caixa de comentários e conta a viagem mais insana que você já fez, ou a maior insanidade que você já cometeu durante uma viagem. (De preferência com final feliz, vai.)

Ao contar a sua viagem insana, fazendo o comentário com um email válido, você estará automaticamente inscrito.

Depois de encerrado o prazo de inscrição, eu vou atribuir um número a cada comentário, seguindo um talonário de senhas comprado na papelaria.

O sorteio será público, com testemunhas, e transmitido pelo Twitter.

Pá-pum:

Valem as viagens insanas contadas entre hoje e a meia-noite de 20 de novembro, um sábado.

O sorteio será feito num happy hour no Rio de Janeiro, na noite do dia 22, uma segunda-feira, em lugar a ser combinado.

O prêmio não inclui passagem aérea nem gastos extras. Consulte as regras do prêmio clicando aqui. Ao participar você sinaliza que concorda com as regras.

E bora relembrar o meu momento insano?

219 comentários

Atenção: os comentários estão encerrados.

Ermesto, o pato
Ermesto, o patoPermalink

A coisa mais insana que fiz, foi quando tinha 24 anos e fiz meu mochilão pela America Latina. Era 1989,e toda a região de Cusco estava em "paro geral" por causa do Sendero Luminoso, bastante ativo na época, e eu sonhava em ir para Machu Pichu. Achei um grupode brasileiros, e depois de muito procurar, achamos um taxi que nos levou a uma cidadezinha no meio do caminho, onde havia um trem campones, que passava em Machu Pichu. Tudo corria bem, até que houve uma barricada, e parecia um filme... Diversos indios, um dos quais com uma espingarda bem velha se acercou do carro, e começou a gritar que eramos imperialistas, que deveriamos respeitar a greve dos campesinos do Peru,... Eu fui la, conversar na boa, com o indio velho e a espingarda mais velha ainda, e disse que eramos " hermanos latinos americanos", e ele ficou mais calmo... Inventei que estava fazendo a viagem do Che Guevara, que era um professor trabahador, que admirava a luta do povo peruano, a conversa ficou bem tranquila, demos uma contribuição para a revolução, algo como uns 10 dolares, e fomos embora....

Você concorre com o número 1649

Juliana
JulianaPermalink

Em 2006 fui com meu namorado para a Alemanha ver o primeiro jogo do Brasil na Copa, em Berlim (ganhei uma promoção, por isso era uma escursão com outras 58 pessoas...). Tínhamos uma programação intensa, com vários passeios, e o único tempo livre que tivemos foi a manhã do dia do jogo do Brasil. Antes de viajar, um amigo do meu pai que já tinha morado em Berlim falou sobre um outlet da Adidas que era muito bom, super barato. Fomos a uma loja da Adidas perguntar, e os vendedores nos indicaram como chegar. Fomos então na manhã do jogo, mas o lugar, era, na verdade, quase fora de Berlim - precisou de Metrô, trem, e uma caminhada de uns 40 minutos ao meio dia do quase verão da Alemanha com 30 graus na cabeça e de havaianas... Quando chegamos, todo o cansaço foi embora - comprei várias bolsas, tênis, agasalhos... O problema era o tempo - a saída para o jogo era 17h, e só conseguimos sair do outlet perto de 13h (e levamos umas 3 para chegar). Sorte que na volta foi mais rápido, mas só deu tempo de tomar um banho de dois minutos e sair. Mas as várias sacolas que trouxe valeram a pena!

Você concorre com o número 1650

Nathália
NatháliaPermalink

Ai, estou me divertindo horrores com essas histórias! Antes de mais nada, agradeço a nosso Tripulante, pela coragem, e pelo sorteio! smile
Bom, acho que do mesmo jeito que "de louco, todo mundo tem um pouco"... De insanidade, toda viagem tem uma certa quantidade, kkk!

Vou contar uma que aconteceu na minha 1ª ida à Europa, ano passado. Chegamos em Barcelona à noite e tínhamos reservado um quarto privativo num alberguem bem "bombante", chamado Kabul Hostel (estávamos em 4). É daqueles albergues de farra mesmo, e nós escolhemos pra tentar viver essa "experiência" de albergue, hehe. Enfim, uma bagunça, bar funcionando quase no mesmo lugar da recepção... O albergue funciona todo por meio de um sistema de chave que cada hóspede recebe, e por meio dela vc abre tudo (cofre, libera elevador e o quarto). A porta do nosso quarto estava quebrada e o sistema de chaves não funcionava, de forma que o quarto não trancava com a chave. Avisamos à recepção, mas eles - sem dar a mínima - disseram que só consertariam no outro dia.

Era nosso 1º dia, cansados da viagem, dormimos cedo. Nosso quarto era ao lado do banheiro masculino. Resumindo bem a história, eu acordei no meio da noite com um figurão galego (nórdico, creio, mas nunca descobrimos a nacionalidade), super drogado, e SÓ DE CUECAS, afirmando e reafirmando, num tom de voz super grave: "This is MY ROOOOOOM!" Uma insanidade total! Todo mundo acordou assustadíssimo, principalmente minha amiga, porque ele ficou tentando deitar na cama dela! O namorado dela ficou louco, todo mundo discutindo numa mistura de linguas (coisas do tipo "your room, o caralho!), e nada do figura de 2 metros sair do quarto! Ele estava tão drogado, que preferiu acreditar que 4 loucos tinham invadido o quarto dele (e não que ele estava, OBVIAMENTE, no quarto errado).

Enfim, tivemos que chamar o segurança do albergue, porque ele não saía voluntariamente! Qndo o segurança (que não falava inglês!) chegou no quarto, todo mundo ligou a tecla SAP ao mesmo tempo, e começamos a explicar, no PORTUNHOL mais louco que já vi, o que tinha ocorrido. O segurança logo percebeu que éramos os do lugar certo, e conseguiu tirar o maluco de cuecas (descobrimos depois que ele estava hospedado no quarto ao lado). No fim, deu até polícia! UMA INSANIDADE, e na hora um verdadeiro desespero. Mas, hoje já é engraçado e é uma história pra contar, hehe.

Você concorre com o número 1651

mauro linhares
mauro linharesPermalink

engracadissimo!

mayara
mayaraPermalink

Eu e meu marido fomos para Salinas de Maragogi, aguardavamos o trasnlado para o Hotel Salinas, quando encostou a um microônibus om um bagageiro para as malas serem acoplada atrás do veículo, então todos coloram as malas, menos meu marido, que claro! nunca leva muita coisa e a mala dele cabia dentro do veículo. Partimos felizes e sorridentes, quando após quase quarenta minutos de viagem começou um carro buzinar , dar sinal de luz, mas o nosso motorista nem ligou, muito menos os passageiros, então a pessoa insistiu muito e começou a gritar, quando então fomos informados que o bagageiro havia se soltado do veículo e ficado a mais ou menos meia hora a trás, foi uma choradeira só, todas as coisas de viagem, roupas, óculos caros , perfumes, tinham se perdido,o meu marido só ria de todos, pois foi o único que não tinha colocado a mala do compartimento, não perdemos as malas no avião, e conseguimos perder as malas em uma carreta que teve vontade propria e se desprendeu, até que o motorista voltou para trás para tentar ver se achavamos as malas fujonas, depois de uma hora conseguimos recurar as malas que tinham sido guardadas pela comunidade local, que diga-se de passagem muito pobres e mesmo assim não tocaram em nada, calou a boca de todos que achavamos que não iriamos encontrar mais nada.
Moral da história conseguimos chegar ao hotel somente 5h depois, entre a perda das malas, rertorno em horário de pico e recuperação das malas, e volta ao trajeto inicial, foi uma aventura insana.

Você concorre com o número 1652

Adriano de Almeida
Adriano de AlmeidaPermalink

A viagem insana aconteceu na primeira semana de Agosto deste ano, numa viagem para Bs As e apesar de todos os ocorridos e imprevistos, foi uma ótima viagem.
Os problemas já começaram na saída daqui, no aeroporto, estava todo mundo esperando após fazer todo procedimento de embarque internacional e a tripulação simplesmente não tinha chegado para embarcar. Já saímos com mais de uma hora de atraso para fazer uma longa escala em São Paulo (O voo de ida foi comprado direto BH – Bs As, porém não sei porque cargas d’água havia uma parada em SP). Aeroporto de Guarulhos, tivemos que desembarcar e seguir uma aeromoça, pois só tínhamos um bilhete de embarque direto para Bs As, ela nos levou direto ao embarque e tivemos que refazer todos os procedimentos de embarque internacional novamente e esperar por um avião por quase uma hora.
Já em Buenos Aires, fomos trocar dinheiro no banco próximo do hotel para despesas com taxi. Entramos no Banco e quase uma hora depois ainda não tinham nos atendido, perdemos a paciência e resolvemos ir numa casa de câmbio que fica ao lado do “La Biela”, trocamos acho que o equivalente a U$50,00. Fizemos aquela rota dos museus até chegarmos ao Malba, onde almoçamos por volta das 15:00, pagamos no cartão de crédito, porém a gorjeta foi em dinheiro, não me lembro quantos pesos, em seguida pegamos um taxi ruma a Palermo (ai vieram mais problemas). O taxista muito gentil conversou o tempo todo, falamos de Brasil, falamos de Argentina falamos de tudo, o desembarcar pagamos com duas notas de 10 pesos, ele nos devolveu uma dizendo que era falsa, pegamos então uma de 50 ele também recusou nos restava então apenas uma nota de 100 onde de imediato ele recusou, no final o malandro acabou aceitando uma única nota de 10 para uma corrida que tinha dado 16. Conclusão, ficamos sem dinheiro nem para o taxi de volta e o pior sem local para trocar mais dinheiro. Tivemos que voltar para o hotel a pé, de Palermo (região daquela praça que tem na Rua Armênia) até Recoleta (mais ou menos altura de Santa Fé com Callao), cheguei ao hotel precisando de uma massagem nos pés, porém meu amigo insistia em ir à polícia prestar queixa, pois pensávamos que a casa de câmbio havia nos passado dinheiro falso, quase duas horas depois retornamos ao hotel para tomar banho e descansar. No outro dia de manhã, andando pela região da Casa Rosada quem nós encontramos? Ninguém menos que o taxista e assim que nos viu e nos reconheceu (nós também o vimos) ele baixou a para-sol do carro e arrancou sem nenhum passageiro, achamos a atitude muito estranha afinal ele estava parado num ponto de taxi e alguns minutos depois ligamos os fatos e caímos na real que o dinheiro falso foi ele quem nos passou (confesso que o cara é esperto demais, porque conseguir trocar uma nota com tamanha rapidez como ele fez e na nossa frente não da para acreditar, parece mágica). Depois disso tivemos ótimos seis dias pela frente de muita diversão e agora já mais esperto com os taxistas.

Você concorre com o número 1653

Carmem
CarmemPermalink

Conto a minha (in)sanidade:
Lembram do programa "Refúgios" que havia no antiquíssimo Travel Channel?
Pois bem, num dos programas a repórter foi ao hotel "La regalido", em Fontvieille, na Provence.
Não tivemos dúvidas. Numa viagem a Paris demos uma "escapadinha" até o La Regalido.
TGV até Montpellier. Noite num Etap onde quase não conseguimos entrar porque a portaria funcionava através do cartão de crédito e não conseguíamos acertar o funcionamento. Fomos salvas pelo segurança noturno que circulava com um enorme cão e não falava uma palavra de inglês.
Dia seguinte, carro alugado e pé na estrada até Fontvieille.
O hotel era mesmo um refúgio delicioso... e caro para o nosso orçamento de então. Ficamos uma noite apenas. E curtimos tudo o que nos foi possível. O cheiro da espuma de banho nunca saiu de nossas lembranças olfativas...
De quebra, conhecemos uma região lindíssima!
Pra mim, foi uma insanidade muito saudável!

Você concorre com o número 1654

David
DavidPermalink

Passar o mês de dezembro na Alemanha, com muita neve e frio de -13°. Mas valeu muito à pena.

Você concorre com o número 1655

Isabel
IsabelPermalink

Eu e uma amiga estávamos viajando pela Europa em 1994. Havíamos programado mais ou menos 25 dias de viagem. Compramos a passagem aérea SP/Paris/SP e reservamos apenas a primeira noite de hotel em Paris e compramos um passe de trem, com um planejamento mínimo. O restante fomos resolvendo na viagem. Fizemos totalmente o contrário do "overplanning" de hoje em dia com a internet. Estávamos em Veneza num domingo à tarde e íamos embora na segunda, quando ouvimos as pessoas comentando por todos os lados que a partir de segunda haveria uma greve geral de todo o sistema de transporte na Italia, sem previsão de retorno. Ficamos super preocupadas, pois estávamos viajando de trem e partiríamos no dia seguinte. Então, resolvemos antecipar a saída da Itália. Fomos para a estação de trem, verificamos que o próximo trem partiria dentro de 1h00 para Milão, corremos para o hotel, fizemos nossa mala e fechamos a conta e corremos para pegar o trem rumo a Milão. Ao chegarmos em Milão, resolvemos tomar um trem que iria para Berna, na Suiça, pois assim sairíamos da Itália ainda no domingo e evitaríamos a greve geral. Assim fizemos. Chegamos em Berna, descemos na estação de trem num domingo, por volta das 22h30m e não havia nada aberto e nem uma alma viva para dar qualquer informação. Não tínhamos hotel e nem dinheiro na moeda local. Naquela hora pensamos que iríamos dormir na estação de trem. Daí resolvemos dar uma voltinha e encontramos um painel com informações em alemão, com algumas fotos que pareciam ser de hotéis e um número ao lado, juntamente com um telefone. Discamos alguns dos números, mas só chamava e ninguém atendia. Quase desistindo, escolhemos mais um e discamos. Realmente era de um hotel, mas a pessoa que atendeu não falava inglês. A sorte é que ele falava francês e deu pra gente se entender, com meu francês medíocre. Ele me disse que tinha um quarto, mas que a recepção fechava às 23h00 e se chegássemos em tempo poderia nos hospedar. Como não tínhamos dinheiro na moeda local e estava tudo fechado e deserto, ficamos em dúvida como faríamos para chegar até o local. Na saída da estação havia um quiosque e o senhor que estava lá e com o qual conseguimos nos comunicar em francês, pois ele também não falava inglês, aceitou trocar uns dólares para que pudéssemos pagar o taxi. Chegamos no hotel às 22h55m!!!! Ufa! Dessa vez escapamos de dormir na estação de trem....kkkkk....mas foi por pouco.

Você concorre com o número 1656

Thainá
ThaináPermalink

Entrar no brinquedo Revenge of the Mummy no Universal Studios de Orlando, sem ter a mínima idéia de que se tratava de uma montanha-russa. Pânico total!

Você concorre com o número 1657

Alessandra Fiorini
Alessandra FioriniPermalink

Ah, gente, vou postar aquela história de Fortaleza que já postei aqui, mas é a história MAIS INSANA que eu já vivi, então lá vai AGAIN:

Feche os olhos e imagine a cena: A família inteira estava lá: pais, filhos, noras, genros, netos.
Dia 22 de dezembro, sábado, 7 horas da manhã. Aeroporto de Congonhas. Gente saindo pelo ladrão. A fila do check-in terminava na calçada. Chovia. O Brasil inteiro estava sem teto – todos os vôos atrasados.

Agora você imagine “aquela” animação – afinal, todos iríamos passar o Natal juntos, em Fortaleza – ô maravilha! Todo mundo muito feliz: (tudo bem que estava o caos, mas beleza) férias, Natal, nordeste, praia – mau humor por quê?

Aí que sobe na esteira uma aero-comissária-modelo-atriz e grita para a multidão: QUEM JÁ FEZ O CHECK-IN PODE ESPERAR NO SEGUNDO ANDAR, OS VÔOS SERÃO ANUNCIADOS EM TODOS OS MICROFONEEEEEESSS! LÁ ESTÁ MAIS VAZIIIOOOO!

E vai lá a família do Firinfinfim subir pro segundo andar. Vôo marcado prás 10 da manhã. Ouvimos no auto-falante: “-Vôo 4554 para Fortaleza – atrasado”.

Dez horas, onze horas, meio-dia. Todo mundo com fome. O auto-falante repete: “-Vôo 4554 para Fortaleza – atrasado”. Alguém sai para comprar uns lanches. Outro vai ao banheiro.

Duas da tarde. Ninguém aguenta mais. Meu pai começa a xingar a TAM, o Lula, São Pedro. As crianças chorando, irritação geral.

Eis que alguém resolve descer pro primeiro andar e perguntar para a mesma aero-comissária-modelo-atriz como estava a situação. Ela não estava mais lá. E a nova aero-comissária-modelo-atriz responde: “-Vôo 4554 para Fortaleza? Já partiu.”

Feche os olhos e imagine a cena de novo: Um senhor de respeito, beirando os seus 60 anos, gritando que nem louco e à beira de um infarto. Este era meu pai, xingando a TAM, o Lula, o São Pedro e a aero-comissária-modelo-atriz.

Pois então eles resolveram chamar um táxi, nos mandar de volta prá casa, e nos encaixar no vôo das 19 horas! Tudo bem que a gente estava lá desde as 7 da matina, mas mau humor por quê?

Pausa para detalhe: Cadê as malas? “Ah, sim, as malas foram no vôo 4554.” E elas vão prá Fortaleza sem nós? “Sim, mas vão para o setor de bagagem extraviada, quando vocês chegarem lá tem que ver (?!) se elas estão lá.”

Foi o tempo de voltar prá casa, comer alguma coisa (e sujar a louça numa pia que estava arrumadinha, arrumadinha), tomar um banho, deixar a louça suja e voltar pro aeroporto.
Lá chegando o vôo das 19 horas só saiu às 22:00. Tá rindo? Ainda não terminou.

Saímos às 22 horas debaixo de uma P duma chuva rumo ao ensolarado nordeste.

Agora pare um pouquinho de novo e imagine uma senhora respeitosa, beirando seus 60 anos, cansadíssima, nervosa, que finalmente estava num avião que estava numa turbulência depois de um dia extremamente estressante e… isso mesmo, chamou o Hugo. E chamou de novo. E mais uma vez. Essa era a minha mãe. E quem segurou o saquinho, e abanou, e deu água, fui eu. Porque o resto do povo “estava com nojo”. Ã-hã, eu não, brigadão.

E eu levantei, passei ela prá classe executiva que estava vazia, deitei a poltrona e aí chegou um aero-comissário-ator-transformista e me disse que “eu não podia ficar ali”. Imagine uma mulher linda, inteligente, pheena, magra e educada. Agora imagine esta mesma mulher mandando o aero-comissário-ator-transformista à merda. Em alto e bom tom. Que foi ouvido desde o porão de carga até a primeira classe. Essa era eu.

Passado o incidente, sentei-me calmamente em minha poltrona de classe econômica e meu filho dorme ao meu lado, exausto. Aí a luzinha da poltrona de trás acende, chamando a aeromoça. Ouço o casal de trás dizer: “Deve estar acontecendo alguma coisa, tem esta água escorrendo, molhou todo meu tênis, está vindo da cadeira da frente, será que é do ar condicionado?”

Instintivamente, enfio a mão no meio das pernas do meu pimpolhinho fofinho. Imagine uma criança exausta, irritada, dormido profundamente e… toda mijada. Esse era meu filho. E a água que escorreu no pé da moça, bem… não era água.

Pausa para detalhe: Lembra das malas? Pois é, não tinha roupa. E antes que alguém venha falar: “Mas você não tinha uma troca de roupa na maleta de mããããooooo?” Nãããããooooo, eu não tinha, eu não ia adivinhar que a gente ia ficar numa viagem de 24 horas.

E finalmente chegamos à Fortaleza. 2 da matina. E o ônibus que nos levaria até o hotel tinha que esperar outro avião “que já estava chegando”. Fui então ao banheiro, com o pequeno mijado, porém já seco no secador de mão do avião. E antes que alguém roubasse ele no aeroporto do nordeste – desculpe, mas sei lá, a gente ouve todo dia notícia de criança roubada no nordeste – entrei com ele junto na cabine e fui fazer xixi. E abaixei as calças, e, puta merda, eu tava apertada, comecei a fazer xixi, que delícia, que alívio, chegamos, agora só falta chegar no hotel e… imagine um menino mijado-seco, se encolhendo no cantinho da cabininha de um banheiro de aeroporto, gritando: PARA, MÃE, PARA, MÃE! . Agora imagine o pessoal do lado de fora o que não estava pensando. Agora imagine o que aconteceu. Adivinhou? Você, mulher, linda, pheena, adulta e asseada, que faz xixi em pé em banheiro público, adivinhou? Isso mesmo, eu mijei com a tampa da privada fechada. E o xixi respingou todo no menino mijado-seco, que ficou mijado-molhado de novo (só que agora com xixi de outrem). E eu, com a calça inteira molhada. Lembra da mala? Pois é.

Sabe que horas fomos chegar no hotel? 5 da manhã. Isso mesmo. Com criança pequena. Com fome. Com ingresso pro Beach Park pro dia seguinte, sendo que o transporte sairia às 7.

E as malas, a gente foi ver e achou, graças a Deus. E as férias, foram maravilhosas. Recomendo.

(Lembra da louça que ficou suja? Apodreceu, tive que jogar fora).

Você concorre com o número 1658

Dani S.
Dani S.Permalink

Alessandra, essa foi a história mais engraçada EVER (e ainda bem que não foi comigo). Estou morrendo de rir, de novo!!!
Pena que a premiação é por sorteio, que se fosse por eleição, vc já tinha ganho!! mrgreen

Marcela Nering
Marcela NeringPermalink

Olha Riq, se fosse por merecimento, a Alessandra devia ganhar essa promoção COM CERTEZA.
HAHAHAHAHHAHAH

;D

Alê Godoy
Alê GodoyPermalink

Realmente deveria ganhar!!! É incrível como tudo pode dar tão errado!!!!

Flora
FloraPermalink

Alessandra,
Eu não havia lido a primeira estória. Estou sem ar de tanto rir.
E voce ainda escreve com um humor incrível. Eu teria pirado.
Abraços

André
AndréPermalink

MARAVILHOSO! (Porque não foi comigo, claro.)

Agora que já passou eu posso rir, né??

Chorei de rir, sério!

Ninguém merece... por mais pheena e educada.

Boa sorte nas próximas!

Vicky
VickyPermalink

Hahahahahahahahahaha muito boa!!!!

Ana Carolina
Ana CarolinaPermalink

sorte nossa que é por sorteio, devia ter menção honorosa para a Alessandra!

Ana Carolina
Ana CarolinaPermalink

honrosa, não honorosa... horroroso isso...

Erika
ErikaPermalink

Adorei "aero-comissário-ator-transformista", ahahahaha! A Alessandra merece levar - além da viagem ter sido uma comédia, foi muito bem narrada!!!

Cid Alexandre
Cid AlexandrePermalink

HAHAHA... Essa sua história foi engraçada demais... Excelente. Ri muito aqui.

Luciana Bordallo Misura

Essa foi a melhor, hahahaha! Que horror! Ninguem merece!

Nelma
NelmaPermalink

Nenhum relato supera o teu! além das "aventuras"voce escreve muito bem!

Alice
AlicePermalink

Com certeza se fosse concurso já estava ganho. Riq podia criar prêmio "turista sobrevivente" e dá-lo a você. Agora você processou a TAM não foi não? E ao ler "xixi de outrem" quase me molhei.

Juliane
JulianePermalink

Acabo de voltar de uma viagem que fiz com meu marido para Nova York. Antes de irmos para lá, compramos ingressos pela internet, para ver "O Fantasma da Ópera", na Broadway.
Como nosso hotel ficava bem perto do teatro (Majestic), resolvemos nos deslocar para lá faltando uns 20 minutos para o espetáculo começar.
Quando chegamos na frente do teatro, entramos numa pequena fila e ficamos aguardando. Foi quando resolvi conferir os ingressos que estava carregando na mão. Para minha surpresa (desagradável), apenas um deles estava no bolo de papéis que eu estava carregando. O outro havia sumido. Mas, eu tinha certeza de que eu o havia pegado antes de sair do hotel. Nisso faltavam 10 minutos para a peça começar. Meu marido e eu saímos correndo (correndo mesmo) no meio da multidão que caminhava na Times Square. Perdi, no caminho, um pé do meu sapato. Mas nem liguei, porque o preço que havia pago no ingresso era bem maior do que o valor do pé do sapato.
Quando chegamos no hotel, reviramos o quarto e nada do ingresso. Daí bateu o desespero. Reviramos de novo, e nada! Mas, ainda bem que meu marido se lembrou de que havia uma cópia dos ingressos no e-mail dele. Então corremos para a recepção do hotel para acessar a internet. Lá. havia uma impressora lá à disposição dos hóspedes. Imprimimos o ingresso faltante. Saímos do hotel e quando nós nos preparávamos para uma nova corrida até o teatro, para minha surpresa, vi meu ingresso caído na frente do hotel, todo pisoteado. Ufa! - pensei - pelo menos ninguém o achou e foi ver a peça no meu lugar.Pegamos o ingresso caído e corremos de volta para o Majestic. Chegamos lá uns 10 minutos depois do horário previsto para o início do espetáculo, mas este não havia ainda começado. Ainda bem!
No fim, valeu muito a pena toda essa correria, porque "O Fantasma da Ópera" foi demais!

Você concorre com o número 1659

Lucia Malla
Lucia MallaPermalink

Acho q toda viagem para mim tem q ter um pouco de insanidade - até para manter minha própria sanidade mental. wink

Já fiz de tudo um pouco em viagens: viajei de carona em baú de caminhão (aquela escuridão, sem saber p/ onde estava sendo levada); acampei em lugar abaixo de zero sem roupa de frio suficiente (noite mais longa e fria da minha vida, era fim de verão ainda, não achei q fosse estar frio, dancei); fui indireta e discretamente ameaçada (de morte?) num barco de mergulho (caçadores sub armados de arpão não queriam q a gente caísse na água para não espantar os peixinhos com nossas bolinhas - "vcs podem até cair na água, mas a gente não se responsabiliza pelo nosso arpão... acidentes acontecem... no meio do mar não tem lei..." - quem mandou escolher a empresa de mergulho mais barata?); tive que viajar de pé uma noite inteira num ônibus de linha por conta da quantidade de baratas q circulavam e surgiam no ônibus (outra noite looonga...); viajei com um gato diabético a tiracolo (que precisava de água e insulina em algum momento do traslado) de Seul até São Paulo (foram mais de 30 horas na estrada), com conexões, imigrações e papelada de veterinários para me complicarem a logística viajante...

Enfim, a lista é longa. Acho q minha insanidade para viagens é quase um estado natural de ser. Ainda bem, pq assim a gente tem história pra contar. wink

Você concorre com o número 1660

Silvia Oliveira
Silvia OliveiraPermalink

Entrar em Israel pela fronteira terrestre, vindo do Egito. Com um xale palestino na mala.

Você concorre com o número 1661

Gisele Souza
Gisele SouzaPermalink

Minha viagem insana surgiu da idéia maluca de passar o ano novo em Paraty. A decisão seria super normal se ela não fosse tomada às 10h do dia 31/12/2007, dentro do carro na Via Dutra, em Guaratingueta. Chegamos em Paraty por volta do meio dia. A viagem pela estrada de terra Cunha-Paraty foi linda, estrada vazia, muuuuito calor, e nos brindamos com uma banho de cachoeira geladinha ao chegar em solo carioca. Depois de 10 pousadas sem bom custo benefício, encontramos uma ótima, bem perto do centro histórico, com ar condicionado (imprescindível no calor de 40 graus que fazia lá fora) e quarto honesto. Eu e meu namorado passamos a virada de forma incrível na praia lotada, com direito a banho de mar e muito amor. Dia seguinte passeio lindo de escuna e mega trânsito na volta para Sampa. Valeu cada segundo dessa insanidade!!!

Você concorre com o número 1662

Nati S.
Nati S.Permalink

Insanidade: 10 dias entre Salvador e Recife em fevereiro de 2005, eu e mais três amigos, de mochila nas costas, sem reserva nenhuma de hotel nem pousada, decidindo na hora quantos dias ficar em cada lugar, pegando ônibus e "topics"! mas valeu a pena! valeu praia do forte, mangue seco, penedo, foz do são francisco, carro quebrado e barra de são miguel. =)

Você concorre com o número 1663

Thales Machado
Thales MachadoPermalink

Insano foi ir ao jogo do Brasil contra a COreia do Norte, sob um frio e vento de -4 graus em Johannesburgo!
Isso não é temperatura nem para ver filme, quanto mais para ir em estádio de futebol!

Você concorre com o número 1664

Daniel
DanielPermalink

Excursão de transporte rodoviário de Ribeirão Preto (SP) para Fortaleza (CE) sem paradas para pernoite, em ônibus convencional e acompanhado de uma galera, digamos, alternativa... Foram 3 dias para chegar e mais 3 para voltar (em Fortaleza foram só 5 dias), tomando banho e comendo nos lugares mais improváveis e sem qualquer estrutura, entorpecido pelo constante "fumacê" dentro do ônibus...

Você concorre com o número 1665

Juliana Fleury
Juliana FleuryPermalink

Insano é decidir ir pra Disney com o seu filho de 5 anos, um coleguinha da escola e a mãe deste coleguinha, com quem você havia conversado pouco mais de 5 vezes antes de embarcar. Mas insano mesmo é essa pessoa perder o filho duas vezes no primeiro dia de viagem: na primeira encontrei o menino saindo da loja da Nike, onde havia deixado ele e a mãe olhando tênis (e que sorte de estar chegando na loja bem na hora que o menino saía, procurando a mãe, que não tinha nem percebido que o filho não estava do lado dela quando cheguei lá com ele); na segunda, à noite, fazendo compras no Wal Mart, o menino sumiu por uns 10 minutos, e deixou a loja toda louca à procura dele! Resumo: já estou com outra viagem programada pra ver se consigo aproveitar a Disney com mais calma! rsrsrs

Você concorre com o número 1666

Sylvia
SylviaPermalink

Pegar carona na estrada em Positano para ir a Amalfi e ouvir do motorista do caminhão: Vcs estão sózinhos , é ?

Isso foi nos anos 80 , quando a gente carregava passaporte e todo o dinheiro na cintura ; não, não havia cartão de crédito , e ninguem sabia em qual cidade ou país que a gente estava eekops:

Você concorre com o número 1667

Sylvia
SylviaPermalink

Esse evento aí da carona nos ensinou a falar sempre que
*estamos viajando com um grupo
Isso mantém distante todos os oportunistas engraçadinhos .

CibiFabi
CibiFabiPermalink

Insano foi na minha primeira viagem de mochilão na Europa, chegar, sozinha, à uma da manhã em Budapest (pois peguei o trem errado que saia de Viena e fui parar em Passau e daí retornei tudo para Budapest...coisa de iniciante que se perdeu na estação e estava no mundo da lua), sem um dinheirinho local e não tive outra alternativa a não ser negociar com o único motorista de taxi na frente da estação de Pest a cotação do dolar para troca (num misto de inglês, alemão, húngaro e russo) e ainda receber a "oferta" dele de me levar até a porta do Albergue em Pest.
Qual o final? Foi feliz, pois ele realmente trocou os dolares por uma cotação prá lá de amiga e me deixou na frente do albergue, de verdade...

A Adrenalina dessa insanidade não dá pra esquecer até hoje!!

Você concorre com o número 1668

Ilza
IlzaPermalink

Em 1996, durante uma viagem a Morro de São Paulo, um rapaz me ofereceu um passeio de ultralve, fazendo o retorno no farol. Como na época eu tinha fobia de altura, resolvi fazer tratamento de choque para resolver esse problema. Perguntei-lhe qual a garantia que ele me dava e ele me disse: "Minha vida. Pois se vc cair, eu caio junto". Ok, ok, controlado o medo, subi no aparelho que foi correndo, correndo, acelerando, acelerando, subindo, subindo cada vez mais alto... e a vista foi magnífica ... o farol, o mar e as casas pequenininhas. Depois disso perdi 80% de minha fobia. E quanto a minha garantia? ... Tempos depois, minha mãe foi para o Morro e me informou que aquele rapaz que fazia o passeio de ultraleve tinha recente falecido em um acidente, durante o vôo com esse equipamento.

Você concorre com o número 1669

eva
evaPermalink

Ilza, você me lembrou que pela mesma época estávamos em Morro e meu marido decidiu voar em um ultraleve (será o mesmo???), o piloto informou que havia fila, passamos 2 horas naquela praia linda com aquele barulho chato sobre nossas cabeças, ok ia valer a pena. Na nossa vez, puff puff, nada de funcionar, meu marido não se deu por vencido, pediu para ver o motor, com ferramentas a la McGiver concertou o bicho, fez uma revisãozinha básica e voamos triunfantes. Hoje? Nem pensar!

Você concorre com o número 1712

eva
evaPermalink

Credo! conSertou

Desculpem, nesta manha escrevi tantas vezes a palavra concerto, no sentido música, que escapou...

Leonardo F D Duarte
Leonardo F D DuartePermalink

Grande Riq!

Primeiro, te parabenizo pelo blog e pela coragem em enfrentar o Insano. Segundo, agradeço pelas diversas sugestões que já colhi dos teus textos.

Eu e mais 4 amigos estávamos morando em Alcalá de Henares, terra natal de Miguel de Cervantes, a 30 km de Madri para passarmos um semsestre da faculdade. Tínhamos chegado um mês antes do início das aulas para irmos nos acostumando com a rotina da cidade.

Antes de chegar a Alcalá, já tínhamos passado 4 dias em Lisboa e 10 dias em Salamanca. Então, mesmo com nossos 22 anos de idade, não estávamos com tanta "sede" para sair pela cidade na balada. Já que ainda teríamos 6 meses para curtir a cidadezinha.

Como a cidade é basicamente universitária e havíamos chegado em plena semana de "fiestas" quando tudo se encontra fechado, não tínhamos muita saída a não ser conhecer os locais das redondezas.

Entretanto, não podíamos passar o nosso primeiro sábado em casa. Resolvemos procurar um bom barra libre, já que dinheiro era escasso e tínhamos gostado muito dos bares de salamanca. Estranhamos que em todos o bares que íamos as pessoas ficavam nos olhando de maneira estranha. Depois percebi que eram todos "locais", e os estudantes da universidade e de intercambio estavam todos em suas cidades natal. Para encurtar essa estória, terminamos a noite com um quebra pau digno de filmes do jean claude van damme em um bar, pois um amigo meu, que já estava mais para lá do que pra cá, confundiu os sinais enviados por uma loira que estava acompanhada do namorado e mais 10 amigos.

Ficamos um pouco assustados, pois de repente víamos cada vez mais gente chegando e ligando pra outros (Depois, percebi que o povo natural de Alcalá era um pouco Xenófobo)e fugimos pra casa.

Bem, esse blá blá blá todo foi só para justificar o porquê da minha viagem. No nosso segundo fds na cidade, como era o último antes do começo das aulas, decidimos que seria melhor evitar os bares da cidade para não reencontrarmos os locais. Decidimos então viajar para alguma cidade.

Na sexta fomos na "estácion de cercanías" pegar um trem para madrid e lá decidíriamos se o destino seria segóvia ou toledo. E aqui começa a minha viagem insana.

Compramos um bilhete para Madrid. Custava cerca de 3 euros. O euro a épooca custava 3,80 reais, caro demais pra o nosso bolso. Por obra de Deus, pegamos um trem que sua última parada seria em Segóvia, so descobrimos isso dentro do trem. Lógicamente que o se fossemos comprar uma passagem para Segóvia o preço seria outro. Depois de uma reunião que durou 5 segundos, decidimos arriscar e ver se conseguiríamos chegar tranquilamente em Segóvia.

Sucesso, chegamos lá por volta das 10 hs da manhã e fomos rodar tudo. Por volta das 17 hs a fome apertou. Entramos num supermercado compramos uns pães e refrigerantes e montamos um piquenique na praça. Os ciganos vieram nos incomodar e saímos de lá todo desconfiados. Resolvemos então começar a beber pois iríamos procurar alguma Balada.

Acostumados com a realidade de Salamanca, compramos uns vinhos(de mesa é claro, para economizar) e fomos beber em frente aos arcos. Todo mundo passava meio que estranhando aquela cena e foi aí que por volta das 21 hs veio um policial e só não nos prendeu por estarmos bebendo na rua porque o meu espanhol já dava pra desenrolar legal e consegui explicar que não sabíamos da lei local e que víamos de salamanca.

Depois, passamos num bar pra um ultimo chopp e partimos pra balada. Quando vimos que já eram 2 00 da manhã resolvemos voltar para a estação pois tinhamos visto que o primeiro trem de sábado.partiria para Madrid às 4. No caminho, sob um frio de un 8 graus, dois amigos resolvem ir no banheiro de um posto, pois o vinho não tinha caído bem. Só foram notar a ausencia de papel depois, e por isso deixaram as cuecas por lá. Só que esqueceram de deixar o cheiro do banheiro que agarrou nas roupas deles e tivemos que seguir com aquele odor ao nosso lado

Ao chegar na estação, para a nossa surpresa ela ainda estava fechada às 03 30 da manhã. Só depois descobrimos que o horário dos fds era diferente do que tínhamos visto e o primeiro trem só partiria as 07 30 da manhã. Resultado, dormimos os 5 encolhidos e encostados um no outro na frente da estação embreagados.

Quando finalmente a estação se abriu, surge o dilema, 4 euros num bilhete que vale até madrid, ou 13 euros no bilhete que vai até Alcalá. Bem, se sóbrios decidimos pelo golpe na vinda o que diremos bêbados? 9 euros eram mais de 30 reais naquela épca, essa decisão nos economizava 150 rais!

Fomos na viajem bolando todas as desculpas que poderíamos dar caso nos flagrassem com o bilhete errado. A viagem toda dura cerca de 2 hs e meia. Eis que faltando apenas 3 estações para o nosso destino final, Eu me acordo e vejo aquel senhor entrando em nosso vagão. Um por cada extremidade e pedindo os bilhetes. Acordei dois dos meus amigos que estavam do meu lado e disse que teríamos que ser convincentes. Ficamos torcendo para que os nossos dois amigos que estavam mais a frente tb acordarem, mas não conseguiram. Enquanto o guardinha os abordava, veio o sinal avisando da próxima parada. Eu me levantei e mandei os outros dois me seguirem. Enquanto isso, os outros 2 já desviavam a atenção dos 2 guardas. Quando Pulamos para fora do trem, os nossos amigos, já estavam sendo multados.

Esperamos na mesma plataforma pelo próximo 3 por volta de 15 minutos. Chegamos em Alcalá e nossos amigos estavam rindo da situação e disseram que no nosso lugar fariam o mesmo, pois de nada adiantaria ficarmos lá. Pagaram um pouco mais do que o o preço normal do bilhete por causa da multa, mas mesmo assim ainda economizamos uma grana no geral.

na noite desse sábado ficamos em casa mesmo, e os 3 que escaparam pagaram pela pizza e pela cerveja.

Abs e mais uma vez parabéns pelo Blog.

Desculpa pela extensão do relato, mas briga em boite, corrida de cigano, piquenique na praça, diarreia em banheiro pubilco, cochilo na rua e fuga do bilheteiro do trem no mesmo dia é demais!

Você concorre com o número 1670

renata
renataPermalink

que vergonha... se estivesse perto de voces nem falaria que sou brasileira.

Leonardo F D Duarte
Leonardo F D DuartePermalink

Renata,

coisas de garoto.
Hoje damos risada disso tudo.

Mas não se preocupe que pelo Brasil encontramos coisa muito pior do que isso e nem por isso tenho menos orgulho de ser brasileiro,ou pior, vergonha disso.

mauro linhares
mauro linharesPermalink

minha viagem insana foi fazer a trilha do grand canyon, saimos do Bright Angel Lodge e descemos ate o rio colorado! Passamos a noite no Phantom Ranch e no dia seguintes subimos o canyon... 6 horas de casaminhada (cada trecho), nao estava fisicamente preparado e perdi duas unhas dos pes! Passei uma semana sem poder andar de tanta dor.

Você concorre com o número 1671

Lisa
LisaPermalink

Fui passar um carnaval em Ilha Bela sem ter lido nada sobre o lugar e com uma turma enorme.
Eu e meu marido saímos do Rio de carro, e ficamos na fila da balsa 4hs. Na hora que estavamos proximos para entrar, resolvi colocar o play list do ipod "musicas para dormir"! Dormimos e perdemos a vez, por conta disso o guardinha disse que atrapalhamos a fila e esperamos mais uma hora na fila.
Chegando em Ilha Bela, eramos praticamente obrigados a fazer tudo em grupo, as praias lotadas, os insetos devorando você, engarrafamento...E as pessoas ainda queriam passar no supermercado para levar cerveja para praia, que farofa desnecessária!
Como senão estivesse ruim o suficiente, a turma todo alugou um barco (se é que pode chamar aquilo de barco) para ir a uma praia horrorosa, na volta já a noite, o barco "morreu" no meio do mar e tivemos que esperar 2 horas a capitania...
Insano essa viagem, pena que ela durou 4 dias e não 4 segundos...

Você concorre com o número 1672

Denise Crispim
Denise CrispimPermalink

Bem, na verdade tive algumas viagens insanas, até mesmo a trabalho!
Numa delas, fui com uma amiga, nós duas então com 16 anos, para um hotel em Paraty.
Chegando lá, a dona da Pousada não acreditava que nossos pais haviam permitido que viajássemos sozinhas, então nos arrumava como companhia os casais em lua de mel, um fiasco total. Daí a dona da pousada descobriu que falávamos inglês e ganhamos várias diárias em troca de traduções, atendimento aos estrangeiros. Quando a gente conseguia se desvinciliar da dona da pousada, sempre acabávamos em confusão. Foi uma depois da outra. De queimaduras por água-viva até uma tentativa de assalto. Mesmo assim, valeu demais.
Uma segunda viagem insana foi quando, em 2008, decidi a poucos dias do reveillón que precisava viajar. Como as opções a preços razoáveis era rara, ficamos num hotel fazenda em Serra Negra.
As opções de lazer eram poucas (duas piscinas, na verdade) e só a comida salvava. Não tinha frigobar nem serviço de quarto, tudo tínhamos que buscar. Eu havia fechado um pacote de 7 dias e já estava entendiada, quando, na véspera do ano-novo, começa a chover. Choveu o dia todo e a fazenda começou a inundar. Como não havia serviço de quarto e estávamos no alto, enfrentei uma descida arriscada até a lanchonete para buscar comida para as crianças. Muita lama e água depois, cheguei na lanchonete, que a essa altura já tinha mais 1 metro de água e algumas famílias ilhadas. Nos balcões dava para ver os bichos fugindo da água. Perdi um sapato enfrentando a correnteza mas consegui comprar batata frita e coisas do tipo. Subir foi uma outra dificuldade, e ao chegar lá o pânico estava geral.
Resumindo: tive a ceia mais pobre da história, porque por volta das 23h a chuva passou mas a lama era tanta que não dava para descer, e no dia seguinte decidi ir embora (mesmo perdendo 2 ou 3 diárias).
Desde então fiquei com trauma de hotel fazenda... Sem serviço de quarto, então, nunca mais!

Você concorre com o número 1673

Chris
ChrisPermalink

A minha viagem insana foi no mês passado. Fui com o meu marido e com o meu filho de 05 anos para Orlando. Fizemos 07 parques em 08 dias. Detalhe que ficamos apenas 10 dias na cidade. Ìamos aos parques e depois aos outlets. Chegou um dia que "descobri" o meu filho às 23:30, dentro da loja da Nike, depois de um dia de parque, caido no carrinho, dormindo sentado. Vale a pena salientar que a criança saiu do Brasil com febre tomando antibiótico. Lá ficou tudo bem. Conseguimos aproveitar bastante e, apesar de extremamente cansativa, a viagem foi sensacional!!!Faria tudo de novo!!!!

Você concorre com o número 1674

Schnaider Ferreira
Schnaider FerreiraPermalink

Em 2006 fui com mais 3 amigos p Bs As especialmente para assistirmos ao show do U2!
Como nao conseguimos comprar os ingressos na primeira leva, entravamos todos os dias no site do Ticketek para ver se colocavam mais ingressos a venda, num certo momento meu amigo me ligou dizendo que tinha ingressos disponiveis mas que ele estava sem o cartao dele, passei o numero do meu e ele comprou 2 ingressos q estavam disponiveis e ficou tentando ate que conseguiu mais 2 para o ultimo dia do concerto. Fechado, ingressos na mao, passagens compradas, partimos p Bs As.
Cheguei 2 dias antes do show com mais uma amiga, os outros 2 amigos so chegariam no dia do show. Fomos a loja onde deveriam ser retirados os ingressos, os pegamos, mas nada de conferi-los, a alegria de te-los conseguido era tao grande que nem nos passou pela cabeca conferir a data do show, estavamos certas que o ingresso era p show do dia 02/03! Os ingressos ficaram guardados a sete chaves na minha mala ate o dia do show!
No tal dia, peguei os ingressos, coloquei na mochila e simbora p estadio do River! Chegando la, peguei os ingressos e distribui um p cada, no mesmo momento uma das minhas amigas olha e diz incredula: Gente o meu ingresso ta com a data de ontem (01/03)!!!! Caraca!!!! A outra amiga olho o dela e diz: O meu tbem!!! Ferrou!!!
Minhas pernas tremeram, o mundo girou! Uma das meninas disse, ai vai ver que a mulher deu errado... vamos la trocar.. e eu disse, gente, o Marcelo deve ter errado na hora de escolher a data do show e comprou errado, a mulher nao iria errar...
Passou pela minha cabeca falar p as duas que paciencia, elas iam ficar sem ingresso e ja que tinham sido comprados no meu cartao eu arcaria com o valor total e elas q tentassem comprar com cambistas, mas me desceu um santo na hora e eu disse: Gente vamos entrar!!! Nos viemos ate aqui, nao eh possivel q vai dar errado e fui andando ate o portao!
Eramos 3 meninas e o menino (o Marcelo), ele segurou os 4 ingressos e fomos andando ate a primeira conferencia de ingressos, nenhuma de nos tinha nervos p segurar aqueles benditos ingressos na mao (vele dizer q eram identicos, tirando o "detalhe" da data). Na primeira conferencia o cara deu uma olhada por cima e nos deixou passar... ufa!
Segunda parada era a catraca, no caminho fiz promessa, me agarrei em todos os santos e pedia incarecidamente p conseguirmos entrar... eu rezando p catraca nao ser eletronica pois ia ler o codigo de barras e iria nos barrar... chegando ate a area de catracas, adivinhem.... ERAM MANUAIS!!! So tinha um cara conferindo os ingressos p ver se eram verdadeiros ou nao.
Ele pegou os 4 ingressos e foi passando cada um por uma luz... primeiro ingresso ok, segundo ok, terceiro (que era o de data errada) o cara passa e volta p olhar, da uma BOA olhada, olha p nos (nessa hora acho q ja tinha me borrado toda), passa pela luzinha, ok, quarto ingresso (tbem o errado), luzinha, ok!!! Passamos!!!!
Saimos gritando, pulando como loucos em direcao as arquibancadas!
Andamos por um corredor e chegamos a outra muralha de conferentes, o cara diz: "P onde vcs vao?"??? Nos dizemos: "platea baja", ele diz: "ME DA O INGRESSO"!!! Caramba!!!! Entregamos os ingressos, ele olha e diz: "NAO EH POR AQUI, EH PELO OUTRO LADO!" Aguenta coracao, pegamos os ingressos e saimos de fininho.... chegamos na tal area da platea baja, outro cara diz: "cada um segura seu ingresso!", meu amigo mistura os 4 e da um p cada uma... cada um segura o seu (sem coragem de olhar p ver se era o certo, claro) e entrega p cara... ele confere e diz: pode entrar!!!! UFA!!!
Entramos e vemos o palco, o gramado, alegria geral!!!! De repente, nao mais q de repente vem uma guria com uma camiseta onde estava escrito "acomodadora", nossos ingressos era de lugar marcado p completar!!!
Ela comecou conversar com meu amigo, toda simpatica, querendo nos mostrar nossos lugares e nós tentando dispista-la saimos de fininho e fomos 2 p o banheiro, 1 p lojinha pois o risco de ter alguem em um dos "nossos" lugares era mto grande! Meu amigo tava com o ingresso certo, foi colocado no assento por ela e nos so aparecemos p falar com ele mto tempo depois!
Qndo td isso passou eu sentei numa cadeira e desandei a chorar de nervoso, nao tinha forças nem para ficar em pe dada a descarga de adrenalina daqueles momentos antes da entrada!
Sentamos em lugares diferentes mas conseguimos ver o show, q era nosso objetivo! Voltamos e contamos a historia, rindo p varios amigos q nao acreditavam no ocorrido! Tivemos mta sorte nessa historia toda e foi uma insaninade coletiva tentar entrar num show dessa grandeza com 2 ingressos vencidos!!!

Você concorre com o número 1675

Daniel
DanielPermalink

Eu passei o Reveillón na Praia Grande! Com a esposa - e ainda acampamos no quintal de uma casa do lado de cá da rodovia (isto é, do lado que não tem mar nem praia). Isto sim é insano!!!

Você concorre com o número 1676

Cid Alexandre
Cid AlexandrePermalink

Cara, esse seu caso é de insanidade clínica... Jesus! Ninguém merece... E eu passei usó uns 15 reveillons na praia grande pq meus avós tinham casa lá. PG é um pedaço do inferno. Fala sério.

Gabriela
GabrielaPermalink

A maior insanidade que eu já fiz e ainda levei meu namorado junto, foi fazer a viagem paris - roma de trem! Mais de 14 horas de viagem em uma cabine mínima com mais 6 pessoas e 6 camas-beliches que não cabia a gente esticado!!!

Você concorre com o número 1677

Ana Karenina
Ana KareninaPermalink

Acho que a minha viagem mais insana foi quando eu e meu marido atualmente resolvemos casar na Espanha. Queríamos um casamento diferente e num lugar romântico. Escolhemos Sevilha e durante meses organizei meu casório via internet sem nunca ter pisado meus pés na cidade. Levei meu vestido de noiva, reuni a nossa família e os amigos mais próximos e embarcamos nessa loucura. Casei na igreja com direito a uma linda festa numa típica casa sevilhana. Foi a viagem mais insana e inesquecível que já tive!

Você concorre com o número 1678

Tati
TatiPermalink

Tenho algumas, nenhuma tão maluca. A última foi no Rio Grande do Norte (Eu moro em Recife). Eu e uma amiga alugamos um carro em Natal para irmos a Pipa de carro beirando o mar. Carro na mão e dica do dono da agência (muito legal por sinal!). Fomos felizes, eu dirigindo, até que tivemos uma "genial" idéia de cortarmos caminho! Só que nessa cortada pegamos uma contra-mão (sem placa!)E vários carros vindo em nosso direção cortando luz, buzinhando e a gente sem entender. Até que vi um posto policial e parei para perguntar o caminho ao policial até o maior Cajueiro. Aí o policial: Vocês sabiam que as senhoritas estão na contra-mão? Minha amiga que é baixinha e abusada: O senhor sabia que essa cidade é muito mal sinalizada! Ele acabou rindo, eu fiquei passada com a cara de pau de minha amiga e no final chegamos no nosso destino direitinho. Rindo é claro!

Você concorre com o número 1679

erick silveira
erick silveiraPermalink

Foi em minha primeira viagem aos EUA.
Dinheiro curto. Contado para realizar o sonho de criança e adolescência: 10 dias em NY!!!
Empire States ao vivo, Rockefeller, Central Park e outras atrações como o Six Flags, conhecido parque de diversão especializado em montanhas russas. Todas ao meu alcance após 17 anos de sonhos.
Chegada a viagem tudo em ordem: passaporte, passagens, reserva do hotel e alguns dólares.
Tudo transcorreu muito bem até que chegou o dia de conhecer o Six Flags.
Era uma quarta-feira e eu voltava na sexta a noite para o Brasil. Tentei contato com o parque para tirar dúvidas de como chegar lá e o call center informa que eu poderia ir de carro ou de ônibus para o parque.
De carro inviável, dirigir sozinho num país que vc não conhece e ir a um lugar que vc viu apenas pela internet? Descartada esta hipótese.
De ônibus? Mais sensato! Pegaria o ônibus na rodoviária Port Authority e iria tranquilo. Mas este sairia em 15 minutos e eu estava muito longe para pegar o metro ou taxi, comprar o ingresso e pegar o ônibus.
Desliguei o telefone (orelhão), triste. Pensei numa outra possibilidade: trocar o vôo.
Ligo pra companhia aérea e tenso pergunto em ingles se a atendente falava português. Ela responde que sim. Questionei sobre troca de passagens, valores e possibilidades.
Ela prontamente falou que tinha uma vaga no vôo no dia seguinte e que teria taxa para remarcar. Parei. Respirei fundo e confirmei a troca da passagem para assim conseguir ir ao Six Flags.
Passagem postergada. Liguei novamente para o parque. E solicitei mais informações.
Não dormi direito na noite, pois não poderia perder o ônibus para o parque. (Dormi no trajeto de ida e de volta).
Passei o dia no parque com muita diversão, eu, sozinho, e um monte de alunos em excursão.
No dia seguinte já no aeroporto fiz o check-in e o atendente informa o valor da remarcação do vôo: $ 150 dolares!!!
Lembrei de todas as montanhas-russas que andei (flash, batman, superman..), a que eu não andei (Kinda-ka) e paguei FELIZ!
Foi o parque de diversão mais caro e só não foi mais caro porque eu consegui barganhar uma noite a mais sem custo no hotel.

Você concorre com o número 1680

Malu
MaluPermalink

A maior insanidade que cometi em uma viagem foi agora em Outubro na lindinha cidade portuguesa de Óbidos.
Sou fascinada por cidades medievais e quando vi que podia andar pelas muralhas que circundam toda a cidade não tive dúvidas, escalei uns degraus e comecei a caminhar vendo a linda paisagem do outro lado das muralhas e imaginando os coitadinhos que ficavam ali guardando a cidade num espaço tão pequeno e.... percebi que o espaço para caminhar tinha uns 50cms e de um lado a muralha e do outro um precipício com a cidade lá embaixo.
Tentei continuar andando agarrada nas pedras mas imaginei um bicho qualquer subindo na minha mão.
Tentei voltar mas a distância era a mesma para seguir em frente. Vejo um homem vindo na direção contrária e me espremo nas pedras para ele passar e vendo minha cara de pânico ele diz: "esse medo é psicológico" e seguiu em frente, na boa.
Eu só pensava: -"Que é que eu tô fazendo aqui???? Sozinha e andando nesse lugar perigoso... Que insanidade da minha parte "
Bom, consegui seguir em frente e encontrei uns eletricistas que estavam passando um fio pelo muro e me mostraram um atalho para descer no meio da cidade.
Parei num pequeno bar e me deu vontade de tomar uma garrafa inteira de Ginja mas tomei 1 litro de água e fui esperar lá fora o ônibus passar (ainda bem que peguei os horários na Rodo Tejo) e me levar de volta a Lisboa. Amei Óbidos mas sem emoção, por favor!!!!

Você concorre com o número 1681

Tania Janin
Tania JaninPermalink

Acho que minha viagem mais insana foi a minha própria lua de mel.
Casei no dia 19 de julho de 1979. Cerimonia,festa,hotel no Rio mesmo e no dia seguinte rumo à Campos do Jordão. Antes passamos na casa da sogra pro marido pegar o casaco de couro que tinha esquecido,na casa da tia onde foi a festa pra pegar uns docinhos,na casa da mãe pra um cafezinho pra não arrumar encrenca de ciumera. Bem, pé na estrada. Viajamos calmamente parando várias vezes afinal estávamos passeando sem pressa de chegar. Acabamos chegando em Campos do Jordão já de noite. Hotel super bem localizado, pequeno e com excelente aspecto.Campos do jordão bombava, era época do Festival de Inverno Ficamos felizes com a escolha. Fazia muito, muito frio. Na recepção um senhorzinho nos atendeu. Perguntou nossos nomes, abriu um caderno enorme e começou a passar os dedos por todas as linhas. Perguntou novamente os nomes e começou a procurar por todo o caderno. Na altura do campeonato eu já estava do lado dele revirando o caderno, meu marido espalhou todas as malas no chão. Nossos nomes não estavam no caderno. Ele nos disse com a maior naturalidade que não podia fazer nada por que todos os quartos estavam ocupados.Que ia ser difícil arrumar hotel, porque estava tudo lotado. Aí o bicho pegou feio. Falei pra ele se virar que dali eu não saía. Para os mais novos entenderem, naquela época não havia, celular, internet, e os telefonemas interestaduais eram péssimos. Fiz as reservas um dia à noite e depois fiquei sabendo que quem me atendeu foi um vigia que no dia estava quebrando um galho na portaria e não passou a meu telefonema para a administração. Consegui que o recepcionista ligasse para a casa do dono do hotel que veio para resolver o problema. Ele foi super atencioso, pediu mil desculpas, ligou pra todos os hoteis para tentar nos colocar e nada. Não tinha um só quarto vago em CJ.O jeito foi partir para os que ou não tinham telefone ou ele não sabia o número.Ou seja, de carro, de noite, um frio do cão, com fome...e sem nenhuma perspectiva. Vcs podem imajinar o que eu vi!Até em sobrado com luz vermelha na porta e box como quarto eu entrei. E eu dizia : aqui, nem morta!Passar lua de mel em casa de viração, era demais, eu não merecia. E os sonhos, as fantasias, o que eu fazia com eles? Estavamos todos desesperados. O dono do hotel repetia, se esse não der, levo vcs pra minha casa. Até que entramos numa casa que era uma pensão com poucos quartos. Uma casa enorme, arquitetura estilo Brasília,tacos com sinteco super brilhante, quarto ótimo,grande. Parecia que um milagre tinha acontecido naquele caos. Resolvemos ficar ali aquela noite e ele garantiu que no dia seguinte teria quarto no hotel para nos colocar. Tudo acertado, malas no quarto que tinha até banheiro, tb enorme. A dona da casa nos serviu uma sopa, sobremesa e fomos pro quarto. Depois de um dia desses nós só queríamos, apesar da lua de mel, banho e cama. Estámos exaustos, completamente estressados.Pueira abaixada, o frio começou a ficar mais forte, já era de madrugada. Não dava pra tirar a roupa. Entrei no banheiro liguei a água quente e deixei cair para esquentar o banheiro que depois de algum tempo se encheu de fumaça.Era uma caldeira que fornecia a água quente que quase nos queimou. Tudo nublado, não dava pra gente ver nada a um palmo do nariz,meu marido entrou no banheiro e perguntava , cadê vc? tudo bem, melhor que debaixo da ponte. Banho tomado, vamos pra cama. A dona da pensão nos mostrou uma porta do armário cheia de cobertor.Resumindo dormimos com uma colcha e mais 8 cobertores enormes de grossos,tenho a foto de recordação.O peso que aquilo fazia vcs não tem idéia. Quando um queria trocar de posição tinha que cutucar o outro e virar junto porque o peso não dava pra um só se mexer e mesmo assim era um frio de matar.Como meu marido diz, de pinto ficar pequeno. Fez 4 graus negativos nessa noite, foi o que nos disseram.
No dia seguinte fomos pro hotel do Maurício que nos recebeu super bem e aí sim começou nossa lua de mel. Já voltamos várias vezes a Campos do Jordão, visitamos o hotel e o Maurício que de certa forma se tornou nosso amigo. A lua de mel começou complicada mas o casamento dá certo até hoje.E a lua de mel inesquecível!

Você concorre com o número 1682

Robi
RobiPermalink

Minha viagem insana aconteceu em outubro do ano passado, quando viajei pra Europa com mais 2 amigas.
Fomos para a Irlanda e resolvemos alugar um carro pra conhecer o interior do país (senão, de nada vale ir pra lá).
O problema é que, nas Ilhas britânicas, você tem que dirigir na “mão inglesa”, ou seja, do lado esquerdo da pista.
E fomos nós três, com mais duas amigas de Dublin (mas que eram brasileiras), viajar num carro alugado.
E pra melhorar a aventura, minha amiga de Dublin, que não dirige, foi quem alugou o carro e lógico que ela nem se preocupou em alugar um carro com câmbio automático, pois pra ela tanto faz usar a mão direita ou esquerda pra passar a marcha do carro. Só pra quem não dirige, isso tanto faz, né.
O problema é que vc tem que condicionar seu cérebro automaticamente pra pensar tudo na contramão.
E o resultado?
Além de 5 brasileiras e uma GPS mulher, dentro de um carro, falando, rindo e gritando sem parar a cada fino que tirávamos, as estradas, que na saída de Dublin são largas e duplicadas, vão se estreitando, os acostamentos vão sumindo e no lugar deles vão surgindo muros de pedras dos 2 lados da estrada, e na pior parte da viagem, minha amiga “irlandesa” ainda pega o celular e liga pro Brasil, pra contar toda a aventura ao vivo.
Até hoje, quando a gente vê os vídeos pensamos: “Como sobrevivemos aos 3 dias da viagem de carro?”
E não tivemos nem um arranhãozinho nos retrovisores.
smile))
E a viagem foi um espetáculo!
Insana, mas espetacular.
Enfim, vejam o vídeo abaixo e avaliem vcs mesmo.
Ah, e divirtam-se.
smile

Video: http://www.youtube.com/watch?v=MU4sYuMXR1c

Você concorre com o número 1683

Ana Deise Santos
Ana Deise SantosPermalink

A minha viagem mais insana foi para Buenos Aires, viajei com uma amiga e pra começar o nosso albergue reservado pela internet na Calle Flórida no quarto não tinha nem janela e o chão do banheiro era de barro, um horror...batemos perna o restante do dia para que pudéssemos encontrar um outro local mais adequado, enfim conseguimos...Aproveitamos bastante a viagem, até o 3º dia o qual indo para a Recoleta começei a sentir o olho coçando, de um jeito insuportável, fomos na farmácia mais próxima e só usando colírio. No outro dia continuou e para minha surpresa eu tinha passado a minha suposta irritação no olho que virou conjutivite para a minha amiga e pra piorar o dela eram os 2 olhos, tadinha...nisso nossa viajem que seriam de 1 semana foi abortada para que voltássemos ao Brasil o mais breve para ir ao médico. O problema foi embarcar, pois era um voo meio da tarde para noite e como sabíamos que se enbarcassemos sem óculos seriamos impedidas...então na cara de pau embarcamos de óculos escuros e continuamos. No meio do vôo a aeromoça nos perguntou se estava tudo bem...falamos que estavamos com enxaqueca e qualquer luz nos incomodava. Quando estavamos proximos de aterrizar em GRU tirei os oculos para colocar colírio e uma das comissárias viram, imagine o auê dentro do vôo...fomos duramente chamadas atenção, assim como avisado ao comandante e alguns passageiros perceberam, tivemos que desembarcar por último e a cia aérea nos acompanhar...que problema..todos nos olhando! rs
Fomos no oftalmo em SP e constatado que foi uma bactéria rara, o meu olho sarou em poucos dias, mas o da minha amiga tadinha...teve até dispensa do trab de quase 15 dias..rs

Você concorre com o número 1684

Ana Carolina
Ana CarolinaPermalink

Ana Deise
nessas horas tem que ter seguro saúde e ir atrás de um médico no lugar mesmo, pelo menos para controlar a bactéria até que passe a fase de contágio. Eu entendo que quando se está doente tudo o que se quer é chegar logo em casa, mas neste caso, mais que insanidade, embarcar me parece irresponsabilidade, já que todos os passageiros estiveram expostos à rara bactéria e nem todo mundo pode se dar ao luxo de ficar 15 dias sem trabalhar... Fica fácil entender a bronca da aeromoça se vc se colocar no lugar das outras pessoas e imaginar o que acharia de voar acompanhada de uma rara bactéria.

Você concorre com o número 1694

mirella (agora com e-mail certo)

Acho que a viagem a viagem mais insana que eu já fiz foi voltar de Colônia do Sacramento, no Uruguai, de ônibus pinga-pinga para o Brasil, depois de dias viajando tranquilamente de carro e ônibus leito por lugares como Buenos Aires e Punta del Este. O itinerário foi: colônia-montevidéu-chuy-rio grande. O detalhe é que os horários dos ônibus nunca batiam, então toda o trajeto envolveu horas de espera nas rodoviárias.
Eu estava sozinha e, pra completar, o ônibus entre Montevidéu e Chuy era um pinga-pinga pelo interior do interior do Uruguai - eu achava que tinha apenas uma ou duas paradas no caminho. Para ter uma ideia, vários caminhos envolviam estradas de terra e locais onde não havia nem ao menos um posto de gasolina. Tenso demais. Ao chegar no Chuy, ainda tive de atravessar a avenida que divide Uruguai e Brasil e esperar mais umas duas horas na rodoviária do lado brasileiro até conseguir um ônibus para Rio Grande.
Insano, mas sobrevivi.

Você concorre com o número 1685

Mariana Matos
Mariana MatosPermalink

Para começar bem a vida de casada, fomos para a lua-de-mel em Natal. Lá, alugamos um carro e fomos avisados, com bastante alarde, que não podíamos usá-lo na areia e que pagaríamos uma multa astronômica caso o carro atolasse. Lá fomos nós, felizes e contentes, rumo a Pipa. Passando por uma praia que achei linda, sugeri que parássemos para tirar fotos. Entramos, então, por um caminhozinho aparentemente seguro, e tiramos nossas fotos. Na hora de sair, no entanto, conforme acelerei, a roda começou a girar em falso e o carro... ATOLOU. Não calculamos, mas ali havia areia fofa. Na hora me desesperei por completo. "Pronto, ferrou, vamos ligar pra locadora, dizer que fizemos m*, pedir que eles nos resgatem, e pagamos a multa astronômica" - pensei. Antes que eu falasse isso pro meu marido, ele, com seus dotes McGyver, já estava pensando em soluções. Havia uma casa abandonada logo ao lado. Ele foi lá e simplesmente arrancou a porta da frente, que serviu de calço embaixo do pneu, junto com um monte de folha de palmeira. Após alguns minutos de pânico (meu, não dele), ele conseguiu, SOZINHO, nos desatolar. E meu pânico se transformou em risadas e uma boa história pra contarmos para o resto de nossas vidas.

Você concorre com o número 1686

Amélia
AméliaPermalink

Já fiz uma viagem de onibus para Ubatuba Expresso Rodoviario Atlantico, anos 70/80) onde como a Lucia Malla, tinha que viajar de pé devido as viajadas baratinhas do onibus.Em 1983 , na aduana , passando do Peru para a Bolivia, em pleno mochilão, passei um perengo com o fiscal, tipo ou "dá ou desce", mas graças a Deus e a um grupo de alemães, consegui passar ilesa e recebi um visto com prazo de 24 hs para deixar a Bolivia (guardo este passaporte como um troféu!)e na minha lua de mel, em 08/91, fomos de trem de Bs As para Bariloche (!?!? 36 horas de viagem) e na volta devido a uma nevasca incrivel, a agua ficou congelada dentro das torneiras do trem e tivemos que fazer a higiene com agua de garrafa com gas!!Para escovar os dentes era uma loucura !!!!!

Você concorre com o número 1687

Victor
VictorPermalink

Minha viagem insana foi pra Buenos Aires no reveillon de 2008-2009. Os problemas começaram já nas reservas das passagens quando eu iria utilizar pontos de programa de fidelização para tal mas a empresa estava demorando a liberar os últimos pontos faltantes para as 4 passagens. No final, tive que comprar uma das passagens em dinheiro para garantir o vôo juntos e só depois de muita briga pro reembolso, consegui a liberação dos pontos faltantes e a marcação das passagens prêmios. Chegando a Ezeiza, minha mala foi literalmente a última a chegar na esteira, quando todos já haviam recuperado as suas e eu estava a beira de um ataque de nervos e já havia procurando a cia aérea. Detalhe, fiquei quase 40 minutos vendo malas rodando e sendo retiradas da esteira. Chegando ao hostel que eu havia reservado a surpresa: minha reserva não constava no sistema deles. Depois de um pouco de stress arrumaram um quarto pra nós nos mesmos moldes do reservado anteriormente. A segunda supresa: o quarto não possuia janelas e estava uma calor infernal, beirando os 40 graus. Mais um pouco de stress e finalmente conseguimos um ventilador no dia seguinte. Deixamos as malas e nossas coisas no quarto e fomos procurar algo pra comer na calle florida e tive o celular furtado, e não conseguia completar ligações no famosos parlatórios. Depois de muito tentar as mais diversas formas, consegui contato com o meu pessoal no Brasil e resolvi os problemas do furto e notícias aos familiares. Mas no final, a viagem foi show de bola e os percalços serviram somente de lembranças e risadas quando retornamos ao Brasil!
Abraços

Você concorre com o número 1688

Lídia
LídiaPermalink

O meu marido tem verdadeiro pavor de ficar perdido e por incrível que pareça adora pedir informações. Na nossa primeira viagem a Itália, ele sem entender ou falar nada de italiano, sempre me pedia para solicitar as informações com o meu modesto italiano.
Até então nada de mais, pois quem tem boca vai a Roma, não é mesmo?
Só me dei conta de quanto é insâno é pedir informações para qualquer um na rua e sem entender muito bem a língua, quando chegamos a Estação Napóles. Não sabíamos muito bem onde pegar o trem para Sorrento, eis então que meu marido avistou um homem com mais ou menos dois metros de altura, pesando uns 120 quilos e de jaleco azul e concluiu que se tratava de algum funcionário da estação e me empurrou para pedir a informação. O cara falava um napolitano indecifrável, e "imprimia" terror. Do pouco que entendi ele também estava indo para Sorrento e disse que eu para ficarmos junto dele.
Enquanto o trem não chegava comecei a analisar o tal sujeito cheio de tatuagens verdes pelo corpo e ele não desgrudava mais gente, e com um olhar muito estranho.
Quando o trem chegou tentamos despitar o tal italiano, que se sentou mais ao fundo do vagão. Na parada em Herculado algumas pessoas desceram e ele veio se sentar a nossa frente.
Pavor! Tínhamos acabado de chegar na Itália em lua-de-mel, com duas malas, euros, cartão de crédito. E já comecei a ver as notícias no jornais: Casal brasileiro desaparecidos na Itália.
Fiquei morrendo de medo!!
Quando o trem parou em Pompéia. Não pensei duas vezes, foi o momento de insanidade para salvar a própria vida, falei para o meu marido: Pega a sua mala que eu pego a minha, vamos descer correndo e não olha para trás.
Saímos como dois loucos vagão a fora e tal brutamonte veio até a porta gritando onde íamos. A a insana aqui respondeu que queria conehcer as ruínas de Pompéia, fez o gesto de uma banana para o cara e saíamos correndo!!
Depois disso só pedimos informações no hotel ou dentro de algum estabelecimento.

Você concorre com o número 1689

Rafael
RafaelPermalink

Rio-Guarapari de ônibus.
A viagem de ida foi tranquila, a hospedagem OK e apesar do tempo não ajudar mt a viagem foi boa. Na volta...
Comprei as passagens pela internet e no site dizia que o ônibus não tinha ar-condicionado (minha namorada passa mal se ficar fechada em um ônibus por mais que alguns minutos). Ao chegar na rodoviaria, a surpresa: o ônibus tinha ar-condicionado.
Não tinha jeito, nenhum outro ônibus iria sair mais tarde sem ar, então fomos. Foram algumas horas compartilhando o sofrimento da namorada até que finalmente chegamos na parada. Percebi então um ônibus parado da mesma empresa ao lado do nosso que ia pro Rio sem ar! Conversei com o motorista e trocamos de ônibus achando que a viagem agora seria tranquila...
Após 1 hora de viagem o ônibus quebrou, e descobrimos que os outros passageiros estavam viajando a 2 dias vindos do nordeste e já tinham trocado de ônibus pq o anterior tb quebrou...
Acho que no total a viagem Rio-Guarapari deve ter durado umas 12 horas,mas o importante é que a cidade valeu o sacrificio...

Você concorre com o número 1690

daniel
danielPermalink

morei durante 11 anos na praia do bonete de ilhabela, aonde era proprietario de uma linda pousada na areia.
la construi familia e produzi meus 2 filhos (noa na epoca 1 ano e meio e gaia 3 anos e meio).
acontece que um dia resolvemos variar e fomos para um hotel fazenda de monte verde (coisa de caiçara que nunca viu o mar de longe..rs), na volta todos felizes e minha filha comeca a passar mal.
chegamos em casa e la ela piorou...
entramos em contato com o hotel e la falaram que ja haviam tido casos de febra maculosa.
pronto!foi o que faltava para sairmos correndo de casa( parai do bonete)
* para quyena nao sabe a praia do bonete se localiza na parte selvagem da ilha...unico acesso a pe 5 horas por uma linda trilha ou de barco como era o caso...2 horas em mar aberto.

seja qual for a saida, nos aprontamos para sair pelo mar.
chegamos na beira da praia e o mar estava gigante ( mais de 2 metros)

aprontamos tudo, pegamos as criancas , colocamos no colo e sai pilotando.
foi so emproarmos rumo ao sul que subiu uma onda gigante...percebemos que ia nos pegar e nao dava mais para voltar...tivemos que acelerar e sair rompendo aquela vaga enorme que estava disposta a nos amassar...
tudo deu certo!
conseguimos sair...nessa hora a gaia ja estava com 40grauis de febre...
resumindo...chegamos num porto de ilhabela, amigos nos pegaram e levamos ela a um medico amigo...
foi diagnosticada a tal febre.
mas ja estavamos a salvo!

ela esta otima e linda!

esta aventura dramatica, insana e arriscada final;izou de3 uma forma linda...

obg

Você concorre com o número 1691

Leandro
LeandroPermalink

Minha viagem insana era para ser uma viagem romântica. Planejei um final de semana num resort ecólógico (paraíso Eco Lodge) em Ribeirão Grande, interior de São Paulo, para comemorar meu aniversário de casamento. O local fazia divisa com a Mata Atlântica, portanto, bastante deserto e a estrada, precária. Mas era uma vista fascinante! Que paisagem! Fomos seguindo o mapa, até que em determinado momento, ficamos com dúvida numa bifurcação e, como estava chovendo, o carro atolou. Tentamos de todas as maneiras desatolar o veículo, mas não teve como. Pra piorar o celular não pegava e estávamos, literalmente, no meio do mato! Resolvemos continuar seguindo pela estrada, iluminados somente pelo brilho da lua. De repente, ouvimos um barulho semelhante a um latido e voltamos correndo para o carro. Esperamos mais um pouco e tentamos procurar ajuda novamente. Depois de mais ou menos umas 2 horas (que pareceram uma eternidade), apareceu um carro do hotel e nos "resgatou". Tivemos uma ótima compensação pela aventura, foi um final de semana maravilhoso. Ah! Descobrimos que o barulho não era de cachorro, mas sim de onça - espécie abundante na região!

Você concorre com o número 1692

Adriano andrade
Adriano andradePermalink

Quase todas as minhas viagens são insanas porque as planejo em cima da hora, literalmente. Já decidi mudar de itinerário no curso de umas delas: Estava em Recife, caminhando na praia (iria para João Pessoa no dia seguinte) e me deu vontade de ir para Belém, assim do nada. Fui pro hotel e fiz reserva, paguei multa e só consegui hotel para 4 dos 6 dias em que iria permanecer lá. Quando cheguei descobri que haveria um congresso médico na cidade e que todos os quartos estariam ocupados naqueles dois últimos dias de minha estada. O que fazer? No dia em que eu deveria deixar o hotel tranquei-me no quarto e fiquei esperando me expulsarem (iria fingir que estava doente para terem peninha de mim). Pois bem, não me expulsaram, não precisei fazer barraco, quando eu desci depois de muitas horas, deram-me outro quarto em um andar de fumantes, pelo menos não fiquei desabrigado.

Você concorre com o número 1693

Mi Carbone
Mi CarbonePermalink

Eu e meu marido estavamos de Lua de Mel na Disney e decidimos ir para o Florida Mall. Na volta pegamos um onibus de rua,super tranquilo, confortavel, cheio de brasileiros que trabalhavam na Disney, todo mundo mostrando as compras no meio no onibus (inclusive nós), ou seja, aquela bagunça gostosa. Até que meu marido achou que tinha chegado o nosso ponto e descemos correndo (detalhe, isso era umas 10h da noite e nós 2 lotados de sacolas de compras e eletronicos), quando descemos no onibus, surpresa, nao estavamos onde ele pensou !! Porem pensamos "ok, vamos ficar no ponto e pegar o proximo onibus e ir para o hotel"...porem para nossa surpresa, o ultimo onibus da noite ja tinha passado !! Ou seja, estavamos a pé, numas ruas escuras, cheio de sacolas e sem ter ideia do que fazer. Eu fiquei suuuper brava, afinal eu estava super amiga das brasileiras do onibus. Andamos...andamos...andamos...ate que nos deparamos com 5 coreanos com caras de perdidos igual a gente, e a unica deles que falava ingles começou a pedir informaçao para o meu marido (eles estava em busca do mesmo onibus que a gente e tb cheio de sacolas). Ai do nada parou um carro grande, se dizendo ser taxi e falou que poderia nos levar ja que aquela hora (ja era umas 23h) nao tinha mais onibus e taxi era raro na regiao, fiquei meio apreensiva, vai saber se o cara era taxi mesmo, ou queria dar o golpe na gente !! Mas como nao tinhamos alternativa, lá fomos nós, entraram os 5 coreanos no banco de traz e eu e meu marido espremidos no banco do passageiro, e todas as sacolas (nossas + as dos coreanos) no porta malas. Foi hilario, pois imagine 5 coreanos falando ao mesmo tempo, eu P....da vida pois nao queria ter descido do onibus, e meu marido falando em ingles com o motorista para tentar saber se ele era do bem ou nao. Resumindo, deu tudo certo, o motorista era super do bem, os coreanos ficaram no hotel deles e nós 2 no nosso hotel. Comedia !!

Você concorre com o número 1695

Dri
DriPermalink

Como eu moro no Rio, tenho que admitir que a maior insanidade que já fiz foi ter passado um Carnaval em Buzios e Cabo Frio. Tipo assim: eu posso ir pra lá em qq época mais tranquila e nao muvucada e qdo me dei por mim, estava ha 40minutos na fila do pao frances em plena segunda de carnaval!!!!

Você concorre com o número 1696

nydia
nydiaPermalink

minha viagem mais insana foi quando inventei de ir de Salvador para Aracaju de carro com um amigo (?) tão maluco, que levamos 8 horas pra chegar! Quem conhece sabe que 8 horas de Salvador até Aracaju é praticamente impossível.
Pois é. Ele parava em todos os lugares possíveis e imagináveis. Um horror. Quando chegamos, a casa que ele tinha alugado era outro caos! não tinha cama para todos, o sofá era daqueles feito de tijolo, ou seja, duríssimo. Foi um horror. Fiquei traumatizada e nunca mais voltei lá.

Você concorre com o número 1697

Edson
EdsonPermalink

Essa é da época em que as nossas opções não eram tão grandes. Houve um tempo, lá pelo início dos anos 80 do milênio passado, em que se tinha que fazer um depósito compulsório para viajar para fora da América do Sul, retornável só depois de muito tempo (um ano ou dois, se não me engano). Eu, casado de novo, sem grana, fui com minha mulher para a Bolívia e Peru. Fui com passagem de ida para Santa Cruz de la Sierra (melhor lugar para fazer câmbio), e retornando por Lima. Os trajetos internos seriam pelos transportes locais. Depois de várias peripécias como o antigo ônibus que ia de La Paz para Copacabana que passava por lugares inacreditáveis (vide o filme Tudo Por Uma Esmeralda, tá tudo lá), tínhamos que ir de Cuzco para Lima.
Na época os peruanos tinham um enorme desconto para viajar enquanto os turistas pagavam a tarifa cheia nos vários meios de transporte. Com isso, havia uma indústria da corrupção e eu, brasileiro malandro, consegui um jeito de viajar como peruano e economizar muito, o que, na ocasião, pesava bastante nessas desastradas decisões.
O senhor da agência de turismo (da malandragem) me disse, ao ser indagado como ia ser, que passaria no meu hotel. Pois bem, no horário marcado lá estava ele, com um microônibus, direitinho como combinado e me informou que tínhamos que passar em outro hotel para pegar mais gente no mesmo esquema.
Quando chegamos no tal hotel, sobem três alemães, louros e brancos neve, sem falar uma palavra de espanhol, e o tal senhor me disse que estariam conosco na mesma viagem. Não preciso dizer que ali comecei a ficar seriamente preocupado. Ao chegar ao aeroporto de Cuzco, eles nos levaram para uma sala reservada e eu já comecei a pensar: Tô ferrado, vou ser preso aqui e ficar mofando numa cadeia peruana pelo resto da vida.
Não preciso dizer que a América do Sul da época era quase só de ditaduras militares, Peru inclusive, daí meu, digamos, cagaço.
No fim embarcamos no avião de uma companhia de nome gringo que não me lembro mais e fiquei ali mais encolhido do que nunca.
Não acabou. Durante a viagem, a tal companhia realizava um bingo que, como prêmio, dava uma passagem 'de grátis' ao feliz ganhador. Fiquei ali na maior dúvida: E se eu ganhar? Me acuso ou não? E se eles tiverem algum controle sobre as cartelas distribuídas? E se eu tiver que me identificar sem ser peruano? Que tal? Vocês gostariam de estar no meu lugar naqueles intermináveis séculos de duração da tal viagem? Nem pude apreciar direito as belezas dos Andes por onde passávamos, mas no fim deu tudo certo e chegamos a Lima sem sustos. Para completar, sabem qual o filme em cartaz em Lima, enquanto esperávamos o vôo de volta? O Dia Seguinte (que fala sobre uma guerra nuclear).
Pois é ...

Você concorre com o número 1698