Conte sua viagem insana e concorra a duas noites no Beach Park

Insano, Beach Park

Como vocês devem estar lembrados, fui recebido no Beach Park Acqua Resort com um desafio: se eu descesse no brinquedo mais radical do parque, o Insano (41 metros — 14 andares! — de queda praticamente livre) eu ganharia duas hospedagens de duas noites com pensão completa e acompanhante para o povo da Bóia.

Insano, Beach Park

Então bolei o seguinte concurso. Você vai lá na caixa de comentários e conta a viagem mais insana que você já fez, ou a maior insanidade que você já cometeu durante uma viagem. (De preferência com final feliz, vai.)

Ao contar a sua viagem insana, fazendo o comentário com um email válido, você estará automaticamente inscrito.

Depois de encerrado o prazo de inscrição, eu vou atribuir um número a cada comentário, seguindo um talonário de senhas comprado na papelaria.

O sorteio será público, com testemunhas, e transmitido pelo Twitter.

Pá-pum:

Valem as viagens insanas contadas entre hoje e a meia-noite de 20 de novembro, um sábado.

O sorteio será feito num happy hour no Rio de Janeiro, na noite do dia 22, uma segunda-feira, em lugar a ser combinado.

O prêmio não inclui passagem aérea nem gastos extras. Consulte as regras do prêmio clicando aqui. Ao participar você sinaliza que concorda com as regras.

E bora relembrar o meu momento insano?

219 comentários

A minha viagem insana foi pra Barcelona onde o Fred me fez subir a torre da Sagrada Família e depois descer todas aquelas escadas apertadas naquela altura sem ter onde segurar direito! Com o medo de altura que eu tenho foi insano!

Você concorre com o número 1773

Minha viagem insana foi quando eu e a Natalie fomos para Farellones esquiar pela primeira vez e depois de descermos a pista de iniciantes ela desistiu de subir com o “teleférico” e resolveu subir a pé. Adivinha quem carregou toda a parafernalha de esqui nas costas morro a cima? Foi insano 😛

Você concorre com o número 1772

Eu e mais 3 amigos fomos ao Chile em janeiro deste ano. Na volta de Viña del Mar, 3 de nós, inclusive eu, chamamos Hugo, Raul e etc… foram 2 dias de quarto de hotel… insano! Mas sobrevivemos!!!

Você concorre com o número 1771

Minha viagem insana remonta ao século passado – verão europeu de 1998. Eu estava passando uma temporada na Itália, e numa folga entre um trabalho e outro, eu, minha prima e 2 amigas resolvemos viajar. Saímos de Milão de trem, para a Toscana. A ideia era perambular mesmo. Planos? nenhum. Reservas em hotel?? haha o que é isso mesmo?? E aí, depois de pegar trem p/o lado contrário, e otras cositas más, chegamos em Siena no dia do Palio – as sem-noção não sabiam o que aquilo lotava. Ficamos lá, assistimos tudo, uma diversão. No final da tarde resolvemos ir procurar um hotel p/ passar a noite. Deve ser a mesma coisa que procurar hotel no Rio durante o reveillon, ou em Salvador durante o Carnaval. Resultado: dormimos na estação de trem, cada uma se ajeitou como pôde, compartilhando sleepings bags das outras dezenas de jovens que estavam na mesmíssima situação…

Pensa que acabou? Não. No dia seguinte uma das meninas disse que ia arrumar um lugar p/a gente passar a noite. Começou a conversar com uns africanos que moravam lá perto, acabamos indo p/a casa deles, e eu e uma das minhas amigas dormimos na cama da irmã de um deles – imagina a cara dela quando ela chegou e deu de cara com 2 estranhas na cama dela…

A primeira noite foi roubada, mas a segunda foi insana mesma: não aconteceu nada e fomos bem tratadas, mas ir p/casa de quem vc nem conhece, foi loucura mesmo.

Você concorre com o número 1770

Foi querer ter ido a Portugal e não ter tido a sorte de comer um pastel de Belem e um bacalhau de sabor maravilhoso.

È ter ido a Fortaleza e não ter tido a chance de brincar, pois fui a trabalho e no período da semana o mesmo estava fechado.

Você concorre com o número 1769

Minha viagem insana foi em 2001, quando conheci a cidade de Barra, na Bahia, às margens do rio São Francisco. Fui a trabalho, e tive que me deslocar pela zona rural do município. O que fez essa viagem ser insana é que a ?rea do município é enorme, e as estradas são quase todas em areia fofa! Além disso, conheci os locais chamados “brejos”, verdadeiros oásis de mata nativa no meio daquele deserto de areia, formados a partir de nascentes de água cristalina que brotam nesses locais. Para completar, as famílias que ocupam essas áreas são quase sempre descendentes de ex-“leprosos” que fugiram da discriminação que sofriam na cidade há dezenas de anos, e lá constituíram família. Até “entrevistei” um deles, ainda vivo! Os brejos são lindos, pena que para conhecê-los é necessário viajar num 4×4, e poucos conseguem… A Ranger na qual eu estava “pediu arrego” após apenas 5 km rodados, e eu me desloquei 180 km num só dia. Enfim, é um lugar que vale conhecer, pena que praticamente não há estrutura turística. Abraços a todos.

Você concorre com o número 1768

Em 1991 fui à Alemanha. Acompanhada de meu tio recém separado, fomos visitar sua ex mulher e filhos, em uma cidadezinha chamada Gessertshausen, ao Sul.

Primeira viagem à Europa, encantada com tudo, descobrindo células fotoelétricas em luzes, torneiras e até escadas rolantes…. Mas às 20 horas a cidade parava! Nem uma alma viva na rua! Era muito interior, e eu estava no primeiro mundo, queria ver mais!!!

Com a ajuda de minha tia, comprei um German Youth Railpass – ticket de trem que me dava direito a vijar por três dias em uma semana. Planejei roteiros para conhecer duas a três cidades por dia, e descansar no trem em viagem mais longa e noturna. Sabe como é, duranga, precisava economizar no hotel…

Bom, em alemão eu sabia contar até dez, pedir salada e Coca Cola no Mac Donalds e mais meia dúzia de palavras. E assim fui muito bem no primeiro e segundo dia. Até que, exausta, peguei o trem para a viagem mais longa que era Berlim, e que me permitiria dormir umas sete horas!

Fui direto ao vagão dormitório, e mal acreditei: uma cabine com um “treliche” de colchões macios e edredons altos e brancos! Mal baixei a mochila e uma garota me perguntou se meu bilhete dava direito à primeira classe. Checamos e constatamos que não. Agradeci a ajuda e fui para o segundo vagão, que também era dormitório. Na cabine havia duas treliches, colchão baixo e cobertor fino. OK, estava perfeito! Rapidamente deitei e dormi. Na primeira parada começou um alvoroço dentro da cabine, e eu apenas entendia: “bezets, bezets” e sabia que significava “ocupado”. Abri os olhos e vi que era comigo… Eu não sabia checar na entrada da cabine quais leitos e até em que parada estavam vagos. Quem sabia pegou, eu tive que sair… Terceiro vagão, cabines com três assentos reclináveis confortáveis. Lindos e fofos! Perguntei a um cavalheiro se era “First”, e nem entrei na cabine… Quarto vagão: seis assentos um pouco reclináveis, mas com um forro fino e mais duro. Chequei a disponibilidade na entrada da cabine, como houvera aprendido, peguei meu lugar, sentei e cochilei até a próxima parada, quando entrou um homem que brigou tanto comigo, que sequer atentava quando eu dizia não falar alemão. Ele gritava: “vier reservierung” e eu sabia que vier era o número quatro e deduzi que eram as reservas dele. E uma delas deveria ser onde eu estava sentada. Levantei, peguei-o pela mão, levei-o ao mostrador de assentos na porta da cabine e em todo meu alemão contei, apontando os lugares: um, dois, três, quatro reservas! Este, meu! Tanto foi o escarcéu que veio o supervisor o trem checar. E eu repetia a contagem! Até que constatou-se que o funcionário que anotou as reservas na porta o fizera erroneamente, logo o lugar era mesmo do homem… Nisso o trem já estava lotado, e não achei mais nenhum lugar em nenhuma cabine. Cheguei ao quinto e último vagão. Seis poltronas não reclináveis, forradas em corvim verde e duras. Cabines lotadas, trem acabando, achei um lugarzinho na janela, junto de outros cinco homens. Entrei na cabine por desespero, pulando as pernas esticadas dos nada gentis cavalheiros. Nunca me senti tão olhada, mas sentei e fiquei. Dormir? Claro que não, mas pelo menos descansaria um pouco o corpo. Até que, de repente, um resolveu fumar. E os outros cinco gostaram da idéia! Era uma cabine de fumante! Inacreditável! Tive que sair para sobreviver! No corredor vi uma pessoa sentada, então percebi que na “parede” havia um tipo de banco embutido. Soltei o meu e lá terminei a viagem, olhando para uma janela suja, cujo breu externo não me permitia 10 centímetros de visão, morrendo de frio e sono, além de medo, pois se eu tropeçasse poderia cair na (e da) porta traseira, última saída do último vagão…

Eu garanto, foi muito insano!

Você concorre com o número 1767

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