City-tour x ônibus hop-on/hop-off x nenhuma das anteriores

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Barcelona Bus Turístic

Quem me conhece sabe da minha implicância com city-tour. Sim, eu sei que é prático. Sim, eu sei que rentabiliza o tempo. Sim, eu sei que o tour pode servir como uma ótima introdução à city, permitindo que você se localize mais rápido e possa voltar com calma aos lugares que mais chamaram a sua atenção.

Na vida real, porém, o city-tour tende a reduzir a experiência do visitante a um slide show em 3D -- com a janela do ônibus fazendo o papel de monitor. Tá bom, tá bom. Vou tentar não ser tão radical. Há city-tours e city-tours, turistas e turistas.

City-tour convencional

Você e seu grupo sobem num ônibus, que faz algumas paradas durante uma manhã ou uma tarde. O modelo é bastante limitado. Como todo o grupo sobe e desce em todas as paradas -- o que toma tempo -- as escalas costumam ser poucas e espaçadas entre si. Esse tipo de passeio já entrou em desuso, e hoje resiste sobretudo para cumprir tabela como uma cenourinha a mais na composição de um pacote (7 noites, café da manhã, traslado e city-tour). Costuma servir também (para a operadora de receptivo) como uma oportunidade de venda de outros passeios -- esses, normalmente, melhores.

(A propósito: não vamos confundir todo passeio de ônibus em grupo com city-tour em grupo. Existem bons passeios de ônibus em grupo que vão direto ao que interessa e servem muito bem a quem tem pouco tempo ou disposição para perrengues. A minha crítica é aos roteiros dentro das cidades, que não têm como não ser over-simplificados.)

Ônibus hop-on/hop-off

Desculpem o palavrão -- mas ainda não foi cunhada uma tradução brazuca, e muitos de vocês já estão usando o termo com uma naturalidade espantosa grin

Para quem nunca ouviu falar, os roponropofes nada mais são do que aqueles ônibus panorâmicos, geralmente de dois andares (em algumas cidades, com o andar de cima aberto), que percorrem todo o circuito de atrações turísticas, passando em intervalos determinados.

O esquema é bastante superior ao city-tour tradicional, porque você pode descer onde quiser, ficando o tempo que precisar. O bilhete vale o dia inteiro -- e costuma haver tickets válidos para dois ou três dias. O roteiro é narrado por meio de fones de ouvido em diversos idiomas. E o deck aberto é um lugar sensacional para fotografar a cidade.

A maioria das cidades muito visitadas oferece o serviço: Londres, Nova York, Paris, Barcelona, Madri, Lisboa, Buenos Aires, Berlim, Budapeste, Santiago...

Mesmo com todas essas qualidades, o modelo não me entusiasma. Entendo perfeitamente quem curte, mas eu só recorro aos ropons em lugares onde pegar o transporte público vai trazer mais perrengue do que descobertas. Usei o esquema em Curitiba e em Dubai -- e curti. Ainda quero experimentar o de Salvador. (O do Rio, que existiu no finalzinho da década de 90, era bárbaro -- mas não deu certo.)

Duck Tours

Uma variante engraçada do city-tour: usa veículos militares anfíbios adaptados para o turismo, combinando sightseeing terrestre com um passeio pelo rio, lago ou canal que banhe a cidade. É oferecido em lugares como Nova York, Boston, Londres e Cingapura. Não substitui o circuito ortodoxo, mas vale como uma sessão de parque de diversões.

Por conta própria

Em toda cidade que oferecer transporte público fácil e civilizado, esta é a minha recomendação. Por quê?

Porque o city-tour organizado -- seja ele convencional, seja hop-on/hop-off -- não tira você da redoma. Atrações turísticas, em sua maior parte, são apenas isso: lugares que atraem turistas. São pontos de peregrinação. Atraem à sua volta todo comércio artificial voltado para os forasteiros. Lojas de souvenir. Restaurantes com menus ao gosto dos visitantes. Cafés over-careiros.

Costumo dizer que as atrações turísticas (e nessa incluo muitos museus) devem ser tomados como indicações de percurso. A viagem na verdade acontece entre um lugar e o próximo. É nesse caminho que você vai ser apresentado à cidade de verdade, vão acontecer as coisas mais memoráveis, a história particular da sua visita vai acontecer. É chato voltar para casa apenas com as gafes dos outros colegas turistas para contar.

Sempre que possível, vá com as suas próprias pernas: garanto que é mais colorido.

Tours alternativos

Para quem gosta de visitas guiadas, vale muito a pena pesquisar tours alternativos ao city-tourzão padrão. Há a barreira da língua, mas mesmo perdendo parte da explicação você acaba andando por cantos que talvez não percorresse, e conhecendo pessoas potencialmente mais interessantes do que as do deck do ropon. Caminhadas guiadas normalmente rendem passeios excelentes -- no mínimo, você vai acabar parando em frente a lugares que poderiam passar despercebidos. Uma grande fonte para passeios não-caretas são as recepções dos albergues/hostels. Dê uma espiada mesmo se você não estiver hospedado grin

Leia mais:

127 comentários

Mari Campos
Mari CamposPermalinkResponder

Em geral também não curto nem city-tour (só usei, na idade da pedra, os incluídos em pacotinhos para o nordeste) nem os cityseeing bus. O único hop on-hop off que eu usei e super aprovei foi em Marrakech. Estava só com minha irmã, tinha horas e lugarzinhos em que andar na rua em pele branquela era um suplício e foi uma mão na roda. Baratinho (acho que 8 euros), valia para 24h corridas em 2 rotas - uma mais básica, pelo centro, cobrindo os principais pontos turísticos dentro e fora da medina, e outra que ia até os parques e bairros mais distantes, como o Palmeirae. Pontualidade absoluta, serviço bem cuidado mesmo. Só de ir aos bairros distantes sem o stress de negociar a corrida com um taxista marroquino, já ficávamos felizes da vida mrgreen

Walter F Leite

Pacotinhos para o nordeste?

Delma
DelmaPermalinkResponder

Riq,

Como sempre um post maravilhoso.
Fiz o hop-on/hop-off de Bruxelas e, acho que valeu a pena considerando que eu dispunha de um único dia para conhecer a cidade. Chegamos a Bruxelas às 9 horas, vindo de trem de Paris e partimos às 19:00 para Amsterdam. O ônibus nos permitiu conhecer os pontos mais distantes como o atomium. Mas, confesso que prefiro andar de forma livre. Para mim, até hoje a melhor grande cidade da Europa, continua sendo Roma, acredito que pela facilidade que temos em precorrer suas ruas.
A jardineira de Curitiba também representa uma bora forma de conhecer a cidade. Mas, neste ano em janeiro não consegui o Bustour de Buenos Aires. Filas imensas. Acho que precisam aumentar o números de ônibus.

fabteixeira
fabteixeiraPermalinkResponder

Já fiz um Bike Tour em Munich (O Mike's era das atrações mais indicadas no TripAdvisor para a cidade) e foi o melhor city tour que já fiz. Usei como desculpa para voltar a andar de bicicleta ainda no Brasil, mas nem precisa muito preparo pois o passeio é muito tranquilo. Tentei fazer um em Paris também, mas o tempo chuvoso não ajudou.
Fiz também um walking city tour em Zurique. Embora relativamente curto (só é a parte histórica), estava cansado da viagem e não aproveitei muito. Mas não deixa de ser interessante.

Rapha Aretakis

Confesso que só usei em Curitiba até hoje e gostei muito. Cumpriu o objetivo de dar aquela pincelada nos pontos turísticos da cidade para os que não tinha tempo hábil de passear. De resto, é sebo nas canelas e muita disposição para encarar longas e boas caminhadas (com auxílio de metrô / ônibus - claro).

bruna maria
bruna mariaPermalinkResponder

Eu também não gosto de city tour, mas faço para me livrar da perda de tempo nas visitas a pontos turisticos. Como o caminito, em Buenos Aires. Fiz no city tour e nunca mais quis saber, depois só flanei por palermo, recoleta, puerto madero e arredores. Pra isso acredito que quebre o galho sim smile

Andrea Bisaggio

Eu só uso a opção do City tour quando faço bate e volta.
Dou uma geral na cidade e depois ando por minha conta.

Adri Lima
Adri LimaPermalinkResponder

Eu sempre enrolo para pegar o Salvador Bus. Um dia desses vou fazer o tour, só pra poder dar pitaco depois!

Luca
LucaPermalinkResponder

Eu gosto muito de fazer walking tours quando chego à capitais européias. São baratos, servem apra você se orientar espacialmente na cidade, te dão um monte de informação e, como você falou, te ajudam a prestar atenção em coisas que normalmente passariam despercebidas. Depois volto com calma nos lugares que me interessaram.

Cristina L
Cristina LPermalinkResponder

Desculpem discordar do blogueiro e outros trips, mas eu não gosto do modelo de Curitiba - basicamente, porque a frequência, informação e pontualidade dos ônibus deixa muito a desejar.

Exemplos: em 2006 tivemos que ficar cerca de 1h paradas na Ópera de Arame, que estava fechada em reformas, porque descemos lá sem aviso da tal reforma. Tá certo, podia ser uma roubada momentânea e já corrigida.

Contudo, minhas irmãs estiveram em Curitiba em agosto passado e passaram por uma situação parecida - pararam em um dos Parques (se não me engano, Barigui) e, apesar do ônibus ter previsão para passar em 30min, passou muito depois de 1h. E elas ali, congelando no inverno curitibano. Consequência - ambas com amigdalite no dia seguinte. Problema: o ônibus do horário correto quebrou duas paradas antes e não foi reposto.

Ou seja, a meu ver, má administração de um serviço que poderia ser excelente, realmente.

Curitiba é super bem sinalizada e há mapas turísticos disponíveis. Sempre fui mais feliz quando peguei meu próprio carro (ou alugado) e simplesmente fui aos pontos de interesse indicados pelo mapa - mais rápido e com certeza mais confortável do que ficar esperando no vento a 2°C.

Len Del
Len DelPermalinkResponder

Concordo plenamente! So fui feliz quando peguei um carro em Curitiba e ligar o bom e velho GPS do celular.

Tadeu Zanoni
Tadeu ZanoniPermalinkResponder

Entre essas 3 opções, alguém me diz qual a melhor para Cape Town?

Paulo Torres
Paulo TorresPermalinkResponder

O hop-on-hop-off da Cidade do Cabo é muito bom. O transporte público da cidade é deficiente (e ainda assim é melhor que das outras cidades sul-africanas).

É o http://www.citysightseeing.co.za/. São duas rotas diferentes, uma mais curta apenas pela cidade propriamente dita e mais Table Mountain e as praias, e outra rota mais longa que vai até o Mariners' Warf em Houts Bay e ao Jardim Botânico. Acho que a rota mais longa não vale a pena, pois a maioria dos "full-day-tours" para a Península do Cabo (onde esa o Cabo da Boa Esperança) fazem paradas por ali.

Também é bastante possível circular a pé ou de taxi (são baratos) pelo centro, e ir às praias, Table Moutain e Península de carro. Mas eu geralmente gosto dos hop-on-hop-offs e seus guias em audio - tem em português.

Francélli
FrancélliPermalinkResponder

Não sou adepta de city tours, não faço mesmo! Geralmente planejo minhas viagens de forma que eu já tenha um mapa mental do lugar em que estou e me viro muito bem. Devo muito disso a este site, sem sombra de dúvida.
Usei o hop-on/hop-off em Londres e pra mim, nas condições que vou descrever, foi bem proveitoso.
O jet leg nos pegou em cheio! Não lembro se eram 5 ou 6h a mais e nesses 2 primeiros dias na cidade não tínhamos o pique necessário pra grandes desbravamentos, mais difícil pra pensar em qual onibus pegar, linha do metrô e até mesmo a minha orientação ficou mais lenta. Então, pra evitar maiores desgastes até nos acostumarmos ao fuso, pegamos um passe de 48h. E foi ótimo! Adorei andar na contra mão smile e temos fotos bem legais.
os outros 5 dias que ficamos na cidade, já dominando o campinho e sem jet leg, foram super bem aproveitados.

Ermesto, o pato

City tour, eu realmente não sou fã.

Quanto ao onibus turistico, se não tenho muito tempo, já usei, e consciente de que é mais caro do que o circuito normal, pelo transporte coletivo.

Em muitos lugares, alugar uma bicicleta pode ser uma ótima alternativa para o city tor, é so pegar o mapa, e fazer os mesmos pontos.

Um dos lugares em que recomendo o hop of, é Amsterdam, pelo canal.

É bem mais charmoso do que pegar transporte publico, e apenas um pouco mais caro.

Quanto a Curitiba, o onibus já foi bem melhor. O onibus de dois andares que colocaram na ultima vez que estive lá, em novembro do ano passado é uma ideia de Jerico que ainda vai provocar um acidente sério, pois alguem que fique em pé pode ser atingido pela placas de sinalização.

Eunice
EunicePermalinkResponder

"Em toda cidade que oferecer transporte público fácil e civilizado, esta é a minha recomendação." Riq,concordo inteiramente com você. Em cidades com transporte público fácil e barato - a exemplo de Lisboa - em que até o táxi para 3 pessoas fica mais barato que outras modalidades de transporte, acho uma roubada imensa os ônibus hop-on/hop-off. Não é possível visitar de verdade todas as atrações de um circuito em um dia. É como jogar dinheiro fora. Você comprará um passe para um ou dois dias, mas terá que escolher alguns pontos do circuito para visitação, o que ficaria muito mais barato e confortável - sem as esperas nos pontos - de transporte público incluindo táxi. Agora, em cidades com problemas graves de mobilidade urbana, a exemplo de Salvador - sem metrô, táxi caro, ônibus comuns lotados, penso que pode ser bom, mas nunca experimentei. Tive uma boa experiência com os ônibis hop-on/off em San Diego. Lá, o transporte público também não é bom e não alugamos carro.

Eunice
EunicePermalinkResponder

E lembrar da "pegadinha" nos ônibus hop-on/off: o primeiro horário é o do ponto n° 1 do circuito. A depender do trânsito local pegar o ônibus em outro n° do circuito pode demorar um bocado e fazer vc perder parte da manhã.

Sandrissima
SandrissimaPermalinkResponder

Já estive tentada a fazer o circuito em aqui em Salvador com os meus gemelares, no estilo "hitórico". Depois vi o ônibus em um P... engarrafamento, dos vários daqui de SSA, principalmente quando passa na região dos shoppings (Iguatemi e adjacências) e horário de pico na orla. Desisti! Estive uma vez para fazer esse passeio fora, mas JC resistiu bravamente e não se rendeu a meus apelos de que "eu nunca tinha feito isso".
Realmente, Eunice, em Lisboa, além dos bondes, os táxis são ótimos ($), vc tem razão.

Alex Meloho
Alex MelohoPermalinkResponder

City-tour dependendo do lugar até pode valer, mas naquele jeito de dar uma olhada e ver o que gosta mais.
O DuckTours de Boston prá mim foi perfeito para o 3. dia na cidade, depois que já tinha feito aquela caminha histórica, foi uma diversão completa ficar 90 minutos naquele pato, que ainda nos levou para um passeio na baia.

Agora, isto tudo é relativo. Existe um lugar em que não consigo pensar como sobreviveria sem o hop-on/hop-off, que é Washington. Sim, dá prá chegar em muito lugar de metrô - mas peguei 48 horas num deste e é simplesmente perfeito, principalmente para circular entre os memoriais - lá não chega metrô, e a pé me pareceu um pouco distante...
Também foi ótimo pq consegui ir até o zoológico (ok, este fica longe da parada) e a Catedral Nacional (aqui parando bem na frente) -são ambos lugares com acesso mais complicado e um pouco fora do circuitão turístico, que sem este hop eu não teria ido. Portanto, DC prá mim vale muito a pena este módulo.

Mas em outras cidades, só se tiver muita pressa!

Lucia Malla
Lucia MallaPermalinkResponder

Tem um duck tour aqui em Honolulu também. Mas... não conheço ninguém q tenha ido. grin

Eu fui no de Boston 1 vez, depois de muitos meses morando lá, com um grupo de amigas. Valeu pela diversão, mas se eu estivesse turistando na cidade, acharia uma pequena roubada. Funciona bem, no entanto, se vc tem crianças, pq elas adoram todo aquele quá-quá.

Alessandro A.
Alessandro A.PermalinkResponder

Eu tambem já fiz o duck tour de Boston e apesar de não gostar muito de city-tour, achei interessante esse passeio pela possibilidade de ver o skyline da cidade de outro ângulo. Como eu fiquei 1 semana, não foi perda de tempo, mas quem tem pouco tempo na cidade eu não recomendo.

Jussara
JussaraPermalinkResponder

Uma das vezes que fui para Orlando estava sem carro (acho que só eu passei por isso) e o ônibus turístico que faz a avenidas dos hotéis (Int. Drive) salvou minhas férias. É bastante divertido, os motoristas bem humorados fazem as vezes de animadores e você tem oportunidade de interagir com outras pessoas.
Por outro lado, nunca havia ouvido falar nessa versão "Duck Tours". Sinceramente, a de New York vale a experiência?

Paulo Vasconcelos

Dos hop on hop off que já fiz, o único que recomendo é o de Paris (car rouge): enxuto, cobre quase tudo que interessa de lerê, tem ônibus a todo instante (vc nã precisa ficar meia hora ou mais em uma parada que não tem muito para ver, por exemplo), serve até como meio de transporte.
Já os de Londres, Cingapura, Auckland, Barcelona, por exemplo, pecam ou por terem um percurso muito extenso (Londres), ou por terem muitas linha e paradas pouco interessantes, que acabam tornado o passeio prolixo, ou têm um tempo de espera muito longo entre um ônibus e outro.
Nesses casos, acho que metrô, taxi e onibus são mais apropriados, especialmente porque os hop on hop off nunca são muito baratinhos.

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Eu sei que é ridículo , mas tenho alergia a city tour e a aglomerações de turistas encantados.

Pra mim o que funciona é ver cada desejo, um a um ;
e preferencialmente usando transporte público.

Em alguns lugares, onde o taxi é acessivel, a melhor opção disparado é alugar um motorista por um dia (como Bali, China, Camboja,Egito,Marrocos,Tailandia,Israel).Alugar carro ou moto/scooter só se o trafego for amigável e a mão não for inglesa(como Ilhas Gregas,Baleares,Europa ,EUA,Canada,America do Sul)

O busão sobe-desce acho suuper simpático , mas confesso que é uma escolha complicada pois muitos não cumprem horários nem as paradas , e ainda tem a questã da chuva ( tem coisa mais infeliz do que aquelas capas de chuva coloridas com o nome do tour escrito e o povo totalmente molhado subindo e descendo pra não ver nadicas ? )

luis r.
luis r.PermalinkResponder

olha, sylvia, realmente isso tudo é “suuper simpático” smile e útil em alguns casos. mas ñ sei q alergia é essa a q vc se refere, só sei q tb tenho. acho q é alguma virose, que contraí muitos anos atrás, em algum desses city tours “receptivos” no nordeste, logo q comecei a viajar por conta própria.
nunca me curei.
sempre que me vejo próximo de embarcar numa dessas, fico arrepiado, começo a suar frio, o bom humor se vai, a irritação se generaliza.
meu caso é tão sério q nem nesses tours + criativos – nos “ducks”, de bicicleta, em segway – eu consigo ir. só de pensar já me dói o estômago.
talvez eu esteja perdendo coisas potencialmente boas, mas me dá um certo alívio ficar livre das seguramente ruins – guias/motoristas/narrações engraçadinhos, interação compulsória, “diversão” pré-formatada.
prefiro ir a pé.

Leandro
LeandroPermalinkResponder

Eu nem conhcia o termo, mas só fiz um tour desses em Curitiba e serviu bem ao objetivo de visitar alguns lerês no mesmo dia, mas faz uns 5 ou 6 anos e não sei como está hoje. Aqui já tentaram o City Rio uma vez mas não decolou por causa do lobby ou foi mal planejado, eu realmente não sei. Se bem que deve ser deprimente ficar passeando pela orla da cidade atrás de um vidro escuro com ar condicionado, se algum dia tentarem ressuscitar o projeto que coloquem um andar aberto para dias de tempo bom.

Márcio Cabral de Moura

Concordo, de uma forma geral, com Riq.

Apesar das críticas (e de por duas vezes eu já ter tido algum tipo de problema com ela), acho a jardineira de Curitiba (um hop-on/hop-off) bem interessante. Sai um pouco mais caro que o ônibus convencional, mas vai direto para (alguns) os principais pontos turísticos da cidade. E venhamos e convenhamos, para o morador, o sistema de ônibus de Curitiba pode até ser bom, mas para o turista, é no mínimo complicado (fora que eu estou para descobrir como ir do Tanguá para qualquer outro ponto turístico que não fique no centro de ônibus).

Nas capitais européias eu acho que o hop-on/hop-off não vale à pena. Dificilmente se vai a mais de dois lugares e sempre há alguma linha de ônibus (como a 40, em Londres) que passa por vários lugares interessantes, já que quase sempre as atrações são bem concentradas.

Em Caracas eu fiz um city-tour muito legal, arrumado pelo hotel, com um outro casal de brasileiros (que eu conheci na hora). Mas foi de carro. O motorista e dois casais. Foi muito bom, até porque não tivemos grandes divergências de quanto tempo passar em cada local, ou mesmo a que locais ir.

Em Berlim eu fiz o Free-Tour, uma caminhada guiada que sai da Starbucks do Portão de Brandemburgo. Foi uma ótima experiência, com a vantagem de você só pagar o que quiser (inclusive nada). Tem em inglês e espanhol. Tem dela, também, em outras cidades da Europa.

Em Munique, assim como fabteixeira, eu fiz o Mike's Bike Tour. Foi interessante, mas do ponto de vista ciclístico foi decepcionante. Fora que teve alguns pequenos problemas logísticos - se o passeio será o médio ou o longo é decidido na hora, de acordo com o que as pessoas que lá estão querem. Eu queria fazer o passeio longo, mas tinha um casal que não queria fazê-lo de forma alguma (nem mesmo pagando como se fosse o médio). Desta forma, tive que fazer o passeio que eu não queria e com isso deixei de ver algumas coisas que eu tinha planejado de ver nesse passeio. Fora que as bicicletas também não eram nenhuma Brastemp.

Ah, em Montreal também tem uma espécie de Duck Tours, mas ainda não o fiz, apesar de já ter pensado em fazê-lo diversas vezes. Termino sempre chiando com o preço.

Gabi Righetto
Gabi RighettoPermalinkResponder

Adorei!!!!! Também sou a maior fã de transporte público e de andar muuuuuito e pé pra conhecer lugares novos. E tb sou mega preconceituosa com city tours. Cada um com seu cada um, mas acho que uma pessoa que se acomoda num city tour é bem menos interessante que outra que vai atrás de transporte público, se vira e procura outras opções pra tentar conhecer um lugar de forma mais real. Pronto, falei! smile

Patrícia B. Maia

Acho que não precisamos ser radicais... Tb não gosto de city tours por vários motivos, apesar de já ter feito alguns numa "outra vida" mas gosto do tipo hop-on hop-off. Claro que depende do viajante e do tempo que v tem naquela cidade. Este tipo de tour pode dar uma visão geral, v pode voltar c/ mais calma a determinado lugar, ou considerar o lugar já visto. Claro que existem os problemas como as filas enormes, trânsito, etc mas de um modo geral recomendo para uma 1ª viagem.

Nelma
NelmaPermalinkResponder

Patricia, concordo com voce, um hop-on hop-off é ótima maneira da gente se localizar numa cidade. Gosto de fazer isso já no primeiro dia,e como voce bem disse, dá para voltar com calma aonde interessa e considerar visto alguns pontos. Ou tambem considerar a parte mais conhecida vista e partir para outros cantos menos conhecidos. Fora que ver uma cidade do alto, é sempre bacana!

Isabel O., Portugal

Eu andei com os meus pais em Londres nesses sobe e desce e deu imenso jeito porque eles já não vão para novos.
Em Berlin experimentei uma coisa diferente e interessante - um walking tour em inglês por sítios menos habituais e com um indivíduo divetido e interessantíssimo. O que não quer dizer que não tivessemos explorado imensosas outras zonas por nossa conta.
Como atrás disseram é um bocado complicado só estar um dia em Washington e não usa o sobe e desce. As distâncias são grandes e o itinerário cobre o essencial atá ao cemitério.

Marcie
MarciePermalinkResponder

Sabe como eu conheci New York nos idos de mil novecentos e batatinha? Eu pegava u
ônibus normal, transporte público, e ia até o ponto final. Chegando lá, trocava de ônibus e fazia de novo. E sempre tive muitas histórias pra contar, dos lugares que vi às pessoas locais com quem falei.
Muito bom, e sem muvuca. lol

Lucia Malla
Lucia MallaPermalinkResponder

Aaaa, q coincidência! Eu fazia a mesma coisa em Boston, Marcie! Ficava de ônibus em ônibus, apreciando a vista e as pessoas. smile

Natalie
NataliePermalinkResponder

Eu e o Fred fizemos isso na última vez que fomos para Londres. Adorei a experiência wink

Wanessa
WanessaPermalinkResponder

Não me dou bem quando resolvo fazer qualquer coisa parecida com o típico city tour, então, mesmo tendo nascido sem GPS, acabo preferindo me aventurar com o transporte público. O primeiro dia é sempre meio complicado, mas, se uma pessoa desorientada (e que não fala inglês, diga-se) como eu consegue, qualquer um consegue também.

Paradoxalmente, gostei dos passeios de barco que fiz em algumas cidades da Europa, como Londres, Paris e Amsterdã. Acho que gostei porque, nesse caso, o espírito é ver a cidade de um outro ângulo, não se tem aquela sensação de que está tudo passando depressa, e você não está "conhecendo" nada, porque o objetivo é só observar mesmo. Sem contar que dá pra descansar das looongas caminhadas. Recomendo principalmente o oferecido junto com o ingresso da London Eye, em Londres.

Alê Godoy
Alê GodoyPermalinkResponder

Eu não sou fã de city tour, acho que é perder tempo precioso. Fiz uma excursão pela Europa (CVC) e desprezei todos os city tours já inclusos no pacote e aproveitei essas horas para conhecer de verdade alguns pontos turisticos. De que me adianta passar na frente e tirar foto pela janela do ônibus?
O que eu fazia era aproveitar o ônibus do city tour ao final do dia para pegar uma carona para voltar ao hotel. smile
Agora, um tipo de hop-on hop-off que usei e já recomendei para amigos é o batobus de Paris. É ótimo passear de barco pelo Sena (melhor que embaixo da terra de metrô smile), mais barato que um passeio tradicional e ainda economizo meus pés nas distâncias entre os pontos turísticos ao longo do rio. Você paga pelo dia e sobe e desce nos principais pontos turísticos. Acho ótimo!

Elder
ElderPermalinkResponder

Assim como o Riq e muita gente aqui, não suporto city tours. Uma única vez andei num desses convencionais e me arrependo até hoje... No entanto, tenho ótimas lembranças do passeio a Cotswolds que comprei com o London Walks (www.walks.com). Esse é um daqueles casos em que é difícil fazer o roteiro com transporte público.

Outros dois passeios guiados que gostei muito e recomendo demais: o Big Apple Greeter (www.bigapplegreeter.org) e o Chicago Greeter (www.chicagogreeter.com). Em ambos você faz um cadastro no site, de preferência com várias semanas de antecedência, conta o que quer visitar e eles arranjam um morador da cidade para te levar ao lugar.

Os dois greeters que me passearam em NY e Chicago eram simpaticíssimos e conhecedores das histórias dos bairros e dos prédios que visitamos. O mais legal nesses casos é ir a lugares que você não iria sozinho. Por coincidência, nas duas cidades os greeters me levaram a hotéis de onde se tinha uma vista bacana, mas que logicamente eu deixaria passar batido.

Quem acha estranho pode ficar tranqüilo pois as empresas são idôneas e te avisam antes o nome do morador que foi alocado para você. Assim dá pra pesquisar a vida dele no Google antes de entrar no avião. wink O melhor? São grátis.

Luisa  Nogueira Domingues

Estou em Munique há 4 meses e desde que cheguei, nas minhas horas vagas já que estou aqui trabalhando, sempre passeio pela cidade, de preferência a pé (quando o frio e a neve permitem) pra descobrir a cidade. Vale muito a pena mesmo, já que aqui é tudo plano e nem preciso falar da segurança que te da uma tranquilidade sem igual...
Mas... no ultimo domingo uma amiga alemã me convidou para fazer um city tour com ela. Aceitei o convite e pensei: bom... mesmo que não me mostre nada de novo, pelo menos vou ter algo pra fazer no domingo a tarde... E na verdade, foi maravilhoso!!! Era um tour diferente no qual caminhamos por uma pequena parte da cidade e a guia ia explicando alguns mistérios da cidade... Isto mesmo! Este grupo faz diferentes tours pela cidade: a pé, de bicicleta e cada um tem um tema diferente e tem um que você pode até experimentar várias comidas típicas no Mercado Central da cidade. Muito interessante mesmo! O único ponto negativo é que o tour era em alemão, que eu não falo, e então minha amiga teve que traduzir para mim durante todo o tempo. Mas... Se você fala alemão ou tem uma migo para traduzir, acho super indicado!!! E o mais incrível: a maior parte do público era de alemães que também queria descobrir um pouco mais da sua própria cidade! O que torna o passeio ainda mais interessante já que se pode trocar mais experiência com os nativos!

Eunice
EunicePermalinkResponder

Riq, na década de 80 - em 1983 precisamente, existia um esquema desse em São Paulo, que eu usei em um dia de domingo. Pegava os passageiros próximo ao Colégio dos Jesuítas, no centrão. Um dos circuitos levava até a Fundação Maria Luisa e Oscar Americano no Morumbi, eu me lembro que gostei...eek)

Maurício
MaurícioPermalinkResponder

Eu também não simpatizo muito com city-tours. Quanto já está incluído no pacote, até faço, pq geralmente é pouco tempo. Em Buenos Aires, realmente é inútil para conhecer o Centro, dá pra fazer tudo a pé. Mas, apesar de ser um pouco extenso (foi de 9 às 14 h) achei proveitoso para conhecer La Boca, pois vi que é um lugar distante e meio vazio - foi até bom ir naquele horário em companhia do grupo. Já o resto (Centro, Puerto Madero, Recoleta), acho melhor fazer por conta própria. Aliás, quando terminou o tour na Recoleta, eu e minha namorada não voltamos no ônibus, resolvemos ficar por lá mesmo na feirinha (era sábado) e ainda fomos ver a flor metálica, depois voltamos a pé. Alguém aí já usou o Open Tour de Paris? Vou pra lá em julho e estou inclinado a comprar o passe que inclui também o Bato Bus.

Luiz
LuizPermalinkResponder

Olá, todos. Cheguei de Curitiba no último dia 11 de fevereiro. Fiquei quatro dias na cidade. Não tive a menor dúvida de como conhecer a cidade sem fazer força: o hop-on/hop-off foi ótimo. Vc começa o percurso na Praça Tiradentes. Paga R# 20 por um conjunto de cinco tickets. O primeiro deles vc entrega ali mesmo, no ponto de partida (os ônibus de dois andares saem de meia em meia hora. Peguei logo o primeiro, às 08:30). Os quatro tickets restantes vc usa para descer onde quiser e ali permanecer o tempo que desejar. Os tickets valem para qualquer dia que vc quiser utilizar. Informações gravadas e um detalhadíssimo folheto indicam a vo o que existe nas 24 paradas. Desci na Ópera de Arame e no bairro de Santa Felicidade, onde almocei. Fiquei mais de uma hora em cada uma dessas paradas. Terminado meu passeio, fui até a parada de ônibus para esperar o próximo. O atraso máximo que pude registrar para a chegada do ônibus que permitiria a continuação do passeio foi de 15min. Fiquei neste roda-roda umas sete horas. No dia seguinte, já com a memória de 24 pontos turísticos de Curitiba, andei muito a pé pelo centro da cidade e arredores. Concluindo: um hop-on/hop-off excelente, completado com uma bela e longuíssima caminhada. Abraços a todos.

Luiz
LuizPermalinkResponder

Acréscimo ao comentário anterior: o primeiro ônibus de dois andares que peguei para o passeio em Curitiba era coberto mas as laterais estavam totalmente abertas. òtimo para a ventilação, já que o dia estava quente. Os outros não tinham a cobertura. Melhor ainda: a visão da cidade sem nenhum obstaculo é incrível e excelente para quem gosta de fotografar sem que apareçam partes do teto do ônibus.

Cristina
CristinaPermalinkResponder

O último city tour que fiz foi de um pacote de reveillon que eu tive que comprar para ir para Punta em 2007. Valeu pq conhecemos a parte central e decidirmos onde voltar depois. Já peguei roponropoff (adorei) em Barcelona, e para não ter que entrar e sair de transporte publico com pouco tempo, valeu a pena. Mas o que mais vale a pena depois de fazer seu proprio roteiro com mais tempo, são esses alternativos que saem de albergue. Eu nunca vou esquecer o de Berlin, que saiu do East Seven Hostels, uma aula de história onde fiz amigos que guardo até hoje.

Marcela
MarcelaPermalinkResponder

Oi. Adorei o tema , e me identifiquei muito. Fiz um city tour recentemente em Buenos Aires pela empresa DTS e foi o pior da minha vida. Um caos! Foi a gota d´agua para eu deletar para sempre esse tipo de "passeio" em minhas viagens.
No dia seguinte peguei o roteiro de um amigo, e fui de táxi aos principais pontos da cidade. Foi bemmm melhor, mais tranquilo e aproveitei bastante!

Gustavo
GustavoPermalinkResponder

Fiz o hop-on/hop-off em Copenhague e gostei bastante, mostrou muitos lugares que eu não chegaria sozinho. Depois foi só voltar em alguns deles a pé!

Claudia Beatriz - Aprendiz de Viajante

Riq, eu também não sou fã de city tours, mas com criança, o hop on/hop off é um achado. Usei em Londres e Paris, que já conhecia mas nunca tinha ido com o marido e o meu filho mais novo tinha 8 meses. Como era inverno ainda(eu fui a Europa a trabalho), quando ficava muito frio, chovia, ou ele queria tirar uma sonequinha(muito comum antes de 1 ano de idade) a gente subia no ônibus e continuava vendo a cidade. Descemos em alguns lugares.. em muitos andamos até achar outro ponto do ônibus.
Para quem tem 2 dias ou menos nas cidades grandes, cheias de atração, eu também acho que vale a pena.

Paulo Torres
Paulo TorresPermalinkResponder

Em Berlim fiz um excelente city tour a pé, o http://www.berlinwalks.com/ - acho que não foi o mesmo que citaram aí pra cima, esse saía da Hackescher Markt, pertinho da Alexanderplatz. O guia era ótimo, um inglês que estudava História em Berlim. Três horas de caminhada (sem esforço), até o Portão de Brandemburgo, com várias paradas pelo caminho mas sem entrar em nenhum museu ou lojinha.

Em Barcelona tb fiz um tour a pé pelo Eixample, agendado no centro de informações turisticas a cidade. Só procurar "walking tours" lá no barcelonaturisme.com

Alice
AlicePermalinkResponder

Com o google maps,dar para ter um prévia de qualquer cidade sem City-tour... É verdade que os de tipo hop-in-of facilitam quando se está com criança, mas eles também roubam tempo (pois demoram, a gente perde um tempão esperando) e dificultam que você se misture com os locais. Fora que aquele colorido psicodélico me provoca uma estranha sensação de estar fazendo papel de boba, e às vezes parece que estamos olhando para cidade como se fosse o Epcot Center. Já fiz por estar com crianças, no entra-e-sai, mas também não sou fã não.

Alice
AlicePermalinkResponder

Update: Fiz o de Santiago, em feriado, e acho que valeu a pena. Com criança nossa mobilidade diminui, e esses panorâmicos são uma oportunidade rara de contemplar as coisas sem o estresse de perder os filhos enquanto se deslumbra com uma paisagem smile. Mas um ponto importante é usar os ônibus em domingos e feriados, porque não se perde tempo com o trânsito.

Eduardo Cordeiro

Em Munique eu recomendo o bike tour que algumas empresas organizam. Não tivemos problemas em conseguir fazer o passeio que queria, e o grupo no dia em que fui com minha esposa era bem pequeno - 5 pessoas pra um guia. A cidade é bem plana e tem vários roteiros diferentes, dependendo do tema que você escolher.

Foi muito bom ter um local explicando detalhes da história da cidade, e de bicicleta se cobre muito mais chão do que a pé, mas você ainda consegue ver a paisagem com calma, passar em frente a lugares interessantes pra voltar (descobri uma lavanderia sensacional assim).

Paramos na metade do passeio em um Biergarten pra comer e tomar um canecão de Hofbräuhaus, e foi bom pra quebrar o ritmo de já 15 dias passeando só com a patroa e ter um grupo grande de pessoas diferentes pra conversar.

Danny Vit
Danny VitPermalinkResponder

Acho que a questão primordial é o tempo disponível para aproveitar cada cidade. E, se você está com criança, é algo que certamente pode ajudar a otimizar seu tempo. Minha filha vai fazer três anos no mês que vem e sempre viaja comigo, desde os seis meses de idade. Quando ela tinha um ano, fomos para a Itália e planejamos toda a viagem, marcando hotel, alugando carro e fazendo os roteiros. Já saímos daqui com tudo organizado (planilha dia-a-dia), mas em Roma o hop nos ajudou a ver a cidade à noite, depois que já tinhamos andado por todos os lugares. É uma outra perspectiva, e bem interessante. Em NY, em setembro último, não pegamos nenhum - até porque andar com carrinho lá é facílimo, todas as calçadas têm rampas (igualzinho ao Brasil... eek)) e é muito tranquilo andar por lá. Mês que vem, voltaremos à Europa, e os planos com o hop são para dar um "acabamento" depois que tivermos desbravado as cidades (especialmente Lisboa, Paris e, novamente (bom demais!) Roma. Tem seus méritos!

Ana Cely Ruiz Matheus Pinheiro

Sinceramente não conhecia esta nomenclatura: Ônibus hop-on/hop-off,eu e meu marido fomos para Buenos aires e conhecemos toda a cidade de onibus e metro, que por sinal foi babaro, no ultimo dia de viagem pegamos este onibus, e realmente, ele proporciona apenas uma pincelada dos locais, pra conhecer de verdade tem que sair andando...foi maravilhoso!

Belinha
BelinhaPermalinkResponder

Estivemos em julho em Barcelona e utilizamos o ônibus hop-on/hop-off por dois dias, foi muito divertido, estavamos com uma criança de 5 anos que adorou os passeios, inicialmente faziamos a rota completa sem descer e posteriormente escolhiamos as atrações mais interressantes para visitar. Nos dias seguintes realizamos várias caminhadas pela cidade.
repetimos a experiência em Paris e Londres.

Cris
CrisPermalinkResponder

Apenas um update: estive em Madrid (dentre varias outras cidades da Europa) em outubro de 2011, e realmente não havia mais o serviço hip on / hip off conhecido como Madrid Vision. Mas existe agora outro igual, cujo nome infelizmente não me lembro. Tem tickets para um dia e para dois dias e tem duas linhas (você pode entrar nas duas com o mesmo ticket). O ticket para dois dias custa 22 euros, salvo engano. É caro, mas na nossa situação, valeu a pena: no nosso roteiro, Madrid era a penúltima cidade e meus pés já estavam exaustos de tanto caminhar e de tanto sobe e desce em escadarias de estações de metrô (teve um dia que precisei trocar de calçado 3 vezes, e nenhum deles dava mais para agüentar). Além disso, meu irmão estava hiper paranóico em Madrid e não queria andar de metrô, com medo de supostos atentados. Decidimos então pelo hip on / hip off de dois dias e foi muito bom. As linhas são rápidas e não há grande espera entre as paradas. As paradas sao em pontos turísticos estratégicos, mas nao é preciso ficar restrito ao local, sempre demos umas olhadinhas no entorno para encontrar os melhores restaurantes, bares etc. Ficamos mais dois dias em Madrid, mas no terceiro fomos para Toledo (não precisamos nos locomover muito por Madrid) e no último ficamos passeado a pé mais nas redondezas do hotel (perto da Calle del Arenal).

Ângela
ÂngelaPermalinkResponder

Olá amigos. Preciso de uma dica. Estou indo com minha mãe para Paris e ela adora hop-on/hop-off. Vi que o Cityrama e o Paris L'Open Tour têm audios em português. Porém não consegui encontrar a informação no site do Les Cars Rouges. Alguém pode me prestar essa informação? Grata.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Ângela! Os Cars Rouges têm áudio em português, sim:
http://www.manuelafischer.com.br/2010/07/i-love-pariset-toutes-les-stations.html

Ângela
ÂngelaPermalinkResponder

A Bóia, obrigada pela informação!!!
Abs.
Ângela

suzana
suzanaPermalinkResponder

Também não sou muito apaixonada por ônibus hop-on hop-off, mas em viagens com pessoas mais velhas vale a pena já que vc te uma visão total da cidade e so desce no que realmente te agradou,minha mãe, por exemplo, ama o serviço.
Obs: O novo ônibus hop-on hop-off em Madri é da Alsa,a maior cia de ônibus do país, tendo como vantagem a meio bilhete para idosos e, acredito, que para crianças também, algo que eu nunca tinha visto antes.

George Setubal

Caros amigos, venho informá-los que, em Porto Seguro, Bahia, encontra-se em funcionamento o Brasileirinho Bus, desde o dia 01 de janeiro de 2012. Trata-se de um ônibus double-decker, equipado com sistema de sonorização e vídeo, câmeras de segurança, elevador de acesso para cadeirantes e banheiro, dispondo de serviço de bordo, acompanhamento integral com guias de turismo, piso inferior climatizado e andar superior aberto e panorâmico, que proporciona aos passageiros uma visibilidade exuberante dos principais pontos turísticos da Terra Mater do Brasil, dentro do sistema hop-on/hop-off. O percurso está fantástico e a equipe é muito agradável e profissional. VALE A PENA...

Paula
PaulaPermalinkResponder

Olá pessoal!Em Santiago há também esse tipo de onibus
hop on hop off, e fácil achar?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Paula! Sim, há: é o Turistik. http://www.turistik.cl/?lang=pt

Celso
CelsoPermalinkResponder

Em se tratando de city-tour, em algumas capitais europeias e também já fiz em Santiago, há agências que oferecem um "free walking tour" já ouviram falar?! Em Santiago não foi lá essas coisas, mas o que eu fiz em Berlin (e morei lá depois por um ano) foi maravilhoso... Coisa de ficar andando por umas e ou 4 horas, a pé mesmo, com uma guia, que vai te apresentando aos principais lugares da cidade e contando a história do local de uma maneira muito bacana e descontraída! O city-tour é gratis, ao final, sugerem uma gorjeta opcional, que é opcional mesmo, tem gente que dá e muitos que não dão... Em Berlin fiz questão de dar 5€, porque valeu muito a pena. Essas agências fazem esses tours para depois promoverem outros tours pagos, que igualmente valem muito a pena e tem preços bastante convidativos (em Berlin, por exemplo, à Sachenhausen, campo de concentração mais afastado da cidade... dentre outros tours que oferecem...). É só jogar no google: free walking tour mais o nome da cidade... Prefiro conhecer a cidade andando, dá pra conhecer muito mais coisa e ver de maneira mais calma...
Outra coisa, acabo de chegar de uma viagem pela América Central e, em muitos países como El Salvador e Honduras, por exemplo, que são um pouco perigosos, o que é recomendado são tours privados... Um pouco caros (média de USD50-70 por pessoa, dependendo de onde, o quê vai conhecer), mas vale muito a pena: um motorista/guia à sua disposição pelo dia todo, carros confortáveis/de luxo, ar condicionado, água mineral e você decide tudo: quanto tempo fica em cada lugar, se cansou vamos embora, se quer ir pra algum lugar fora do circuito planejado também tá valendo... Recomendo muito! Acho que existe essa opção também em outros lugares! Fiz isso também no México para ir à Teotihuacan, e foi perfeito... Bom, espero ter ajudado na discussão sobre tours!

Milton Lucio
Milton LucioPermalinkResponder

Em cidades com bom sistema de transporte publico, como NY, San Francisco, Montreal, Londres, Paris.... Basta ter disposição, um mapa e o passe do sistema de transporte publico (metro, bonde, onibus)...
Em cidades feitas para carros (Florianopolis, Miami, Los Angeles, Orlando, San Diego...), o melhor é alugar um carro e levar o GPS.
Nas demais, geralmente existem linhas de onibus urbana regular , ou com ar-condicionado ("frescões"),que cobrem os principais pontos da cidade, como na orla do Rio e Salvador, e que podem ser combinadas tambem com os taxis...
Simples assim!

City tour? Só se ja estiver incluso no pacote (geralmente no Nordeste), para um overview bem basico, mas que nao dispensa uma volta depois com mais calma as principais atrações...

P.S: Hop-on/Hop-off Bus = "Ônibus sobe-e-desce"? Hmmm, bem que tentei, mais ficou horrivel este termo!

Juliana Lucena

O pior passeio que fiz em Paris - por insistência dos acompanhantes - foi Citytour durante a noite. Foi tão sem futuro, que minha mãe até dormiu. Outro citytour? Estou fora!

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Bóia de férias. Só voltaremos a responder perguntas que forem postadas a partir de 3 de junho. Relatos e opinões continuarão sendo publicados.
Cancelar