Viajante: vacine-se contra febre amarela (ou emita o seu certificado de isenção) 1

Viajante: vacine-se contra febre amarela (ou emita o seu certificado de isenção)

Vai viajar para o exterior? Antes de embarcar, confira se o seu destino exige o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia, o CIVP, contra febre amarela.

O CIVP é o documento internacional que comprova a vacinação. Ele pode ser exigido por alguns países para a entrada de viajantes que vêm do Brasil ou passaram por países com risco de transmissão da febre amarela.

Não basta conferir apenas a regra do destino final. Se o seu voo tiver escala ou conexão, também é preciso verificar as exigências dos países por onde você vai passar.

Preciso tomar vacina contra febre amarela para viajar?

Depende do destino para onde você vai. A vacina contra febre amarela faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e está disponível gratuitamente no SUS e no Brasil, ela é recomendada a partir dos 9 meses de idade, conforme o histórico vacinal.

Para viagens internacionais, porém, o que muitos países exigem não é apenas a vacina. É o CIVP, emitido no padrão internacional.

Você deve se preocupar com o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia, o CIVP em três situações:

  • Quando o destino final exige o CIVP de viajantes vindos do Brasil
  • Quando o país de conexão ou escala exige o CIVP
  • Quando o destino exige o certificado de quem passou recentemente por país com risco de febre amarela

Mesmo quando o país para onde você está indo não exige, vale conferir a regra antes da viagem. As exigências podem mudar a qualquer momento.

O que é o CIVP?

CIVP é o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia. É o documento aceito internacionalmente para comprovar a vacinação contra febre amarela.

O comprovante comum do posto de saúde serve como registro da vacinação no Brasil, mas não substitui o CIVP em viagens para países que exigem o certificado internacional.

Quais países exigem vacina contra febre amarela de brasileiros?

Essa é a dúvida mais comum, mas não vale a gente publicar uma lista completa de países. As regras mudam e uma lista publicada hoje pode estar errada na sua próxima viagem.

O site da Anvisa tem uma lista simplificada, porém a última atualização foi em dezembro de 2022.

O melhor caminho é:

  • Confirmar a informação no site oficial dos destinos da sua viagem
  • Conferir as regras do consulado ou da embaixada
  • Verificar com a companhia aérea, principalmente em viagens com conexão

A tabela abaixo reúne destinos que costumam gerar mais dúvidas entre brasileiros e está atualizada com os dados de julho de 2026. Ela não substitui a consulta oficial antes da viagem.

DestinoPrecisa levar o CIVP?Quando é cobrado ou dispensado
ArubaSimExigido para viajantes vindos do Brasil. A vacina precisa ter sido tomada pelo menos 10 dias antes da chegada.
CuraçaoSimExigido a partir de 9 meses para quem chega do Brasil. Curaçao aplica a regra por país, não por estado ou região.
CubaSimLeve o CIVP se estiver saindo do Brasil ou se passou por país com risco de febre amarela.
PanamáNão obrigatórioA vacina deixou de ser requisito de entrada. Continua recomendada para quem vem do Brasil e para Darién, Guna Yala e Panamá Este.
República DominicanaDependeExigido para quem chega de Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro ou São Paulo, ou fez trânsito de mais de 12h nesses estados.
ParaguaiDependeExigido de 1 a 59 anos para quem vem de zonas de risco. Não é exigido para viagens restritas a Ciudad del Este e Pedro Juan Caballero.
BolíviaLeve o CIVPLeve sobretudo em roteiros por Santa Cruz, Amazônia boliviana, áreas tropicais e fronteiras terrestres.
ColômbiaDepende do roteiroNão é obrigatório para Bogotá, Medellín e Cartagena. Leve para selva, áreas tropicais, parques naturais e regiões como Amazonas, Caquetá e Casanare.
EquadorNão obrigatórioA exigência foi retirada em agosto de 2025. A vacina continua recomendada, sobretudo para áreas amazônicas.
África do SulSimExigido para quem chega do Brasil ou fez conexão de mais de 12h em país com risco.
EtiópiaSimLeve o CIVP se for entrar no país vindo do Brasil. Atenção também a conexões longas em Adis Abeba.
TailândiaSimExigido de viajantes vindos do Brasil ou de outro país com risco de febre amarela.
MaldivasSimExigido para quem chega de país com risco ou fez conexão longa em país com risco.
Estados UnidosNãoNão exige em voo direto. Confira conexões.
CanadáNãoNão exige em voo direto. Confira conexões.
MéxicoNãoNão exige em voo direto. Confira conexões.
ArgentinaNãoNão exige em voo direto. Confira conexões.
ChileNãoNão exige em voo direto. Confira conexões.
UruguaiNãoNão exige em voo direto. Confira conexões.

Onde consultar a exigência antes da viagem?

Consulte sempre fontes oficiais e atualizadas:

Como as regras podem mudar

O Panamá exige vacina contra febre amarela?

Não, o Panamá informa oficialmente que a vacina contra febre amarela não é mais obrigatória para entrar no país. Mesmo assim, a vacinação continua recomendada para quem vem de países com risco, como o Brasil.

O país também recomenda a vacina para quem pretende visitar áreas de maior exposição natural, como Darién, Guna Yala e Panamá Este.

Para viagens urbanas ou conexões no Panamá, o CIVP deixou de ser um requisito obrigatório de entrada. 

Ainda assim, vale viajar com o certificado se você já é vacinado.

A Colômbia exige vacina contra febre amarela?

Para uma viagem principalmente urbana na Colômbia, a vacina contra febre amarela não é exigida. O site oficial de turismo da Colômbia informa que, para roteiros como Bogotá, Medellín e Cartagena, nenhuma vacina é obrigatória.

Também não precisa do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia, o CIVP para visitar San Andrés.

Mas o cuidado continua para quem vai a áreas tropicais, de selva, parques naturais ou regiões de difícil acesso. Nesses casos, pode ser solicitado comprovar vacinação contra febre amarela.

Na Colômbia, a vacina é recomendada ou pode ser exigida em áreas como:

  • Amazonas
  • Caquetá
  • Casanare
  • Cesar
  • Guainía
  • Guaviare
  • La Guajira
  • Meta
  • Putumayo
  • Vaupés
  • Vichada

Se a sua viagem incluir Amazônia colombiana, Parque Tayrona, Sierra Nevada de Santa Marta ou outros destinos de natureza, leve o CIVP.

O Paraguai exige vacina contra febre amarela?

Depende da viagem, por que o Paraguai exige o certificado para viajantes de 1 a 59 anos procedentes de zonas consideradas de risco se você chega de avião ou faz imigração. No caso do Brasil, a regra paraguaia lista como zonas de risco:

  • Amazonas
  • Pará
  • Tocantins
  • Minas Gerais
  • São Paulo
  • Rio Grande do Sul

A exigência não vale para quem vai apenas às cidades fronteiriças mais procuradas por brasileiros, como Ciudad del Este e Pedro Juan Caballero.

Para um bate-volta de compras em Ciudad del Este, não é preciso levar o CIVP. Para roteiros além das cidades fronteiriças, em que precisará fazer imigração, leve o CIVP mesmo que não seja de um dos Estados listados acima, por garantia.

O Equador exige vacina contra febre amarela?

O Equador não exige mais a vacina contra febre amarela como requisito obrigatório de entrada. O país chegou a exigir o certificado de viajantes vindos do Brasil, Colômbia, Peru e Bolívia em maio de 2025, mas retirou a obrigatoriedade em agosto de 2025.

A vacinação continua recomendada, especialmente para quem pretende visitar regiões de selva ou áreas amazônicas do país.

Quanto tempo antes da viagem preciso tomar a vacina?

A vacina precisa ser tomada pelo menos 10 dias antes da entrada no destino. Esse prazo vale para quem vai se vacinar pela primeira vez ou para quem precisa regularizar o esquema vacinal.

O CIVP de febre amarela só passa a valer 10 dias depois da data da vacinação. Antes desse prazo, o certificado ainda não é considerado válido para viagem internacional.

Se você já tomou a dose padrão e já tem o CIVP, não precisa esperar 10 dias a cada nova viagem.

A vacina contra febre amarela vale por quanto tempo?

A dose padrão da vacina contra febre amarela vale por toda a vida.

Desde 2016, a Organização Mundial da Saúde passou a reconhecer a dose padrão da vacina contra febre amarela como válida por toda a vida. Não é mais preciso tomar reforço de 10 em 10 anos para viajar.

Certificados antigos com validade de 10 anos passaram automaticamente a valer por toda a vida. Se quiser viajar com uma versão atualizada do documento, você pode emitir ou imprimir uma nova via pelo Meu SUS Digital ou pelo Gov.br, quando disponível.

Tomei a vacina há mais de 10 anos. Preciso tomar de novo?

Não, desde que você tenha tomado a dose padrão. Uma única dose padrão é suficiente para proteção por toda a vida.

O certificado antigo, mesmo que tenha sido emitido com validade de 10 anos, passou automaticamente a valer por toda a vida. Para embarcar com uma versão atualizada do certificado de vacinação, você pode emitir ou imprimir uma nova via pelo Meu SUS Digital ou pelo Gov.br, quando disponível.

Tomei dose fracionada. Posso viajar com ela?

Não conte com a dose fracionada para viagem internacional.

A dose fracionada foi usada em campanhas emergenciais de 2018. Em 2026, o Ministério da Saúde orientou que quem recebeu apenas dose fracionada não é considerado plenamente vacinado e deve receber uma dose padrão para regularizar o esquema vacinal.

Para o CIVP, o que vale é a dose padrão.

Hoje, os postos de saúde aplicam a dose padrão na rotina normal de vacinação.

Como tirar o Certificado Internacional de Vacinação?

A emissão do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia, o CIVP, contra febre amarela é online e gratuita.

O primeiro passo é verificar se o certificado já aparece no Meu SUS Digital. Isso pode acontecer com vacinas aplicadas e registradas no sistema do SUS a partir de 29 de dezembro de 2022.

Se o CIVP não estiver disponível no Meu SUS Digital, a solicitação deve ser feita pelo serviço “Tirar o Certificado Internacional de Vacinação”, no Gov.br.

Para solicitar, tenha à mão o comprovante que você recebeu no posto de vacinação com:

  • Nome e data de nascimento
  • Vacina de febre amarela
  • Data da vacinação
  • Lote da vacina
  • Assinatura do profissional que aplicou
  • Identificação e carimbo da unidade de saúde

Não é mais necessário fazer pré-cadastro no site da Anvisa, usar Internet Explorer ou ir presencialmente a um posto da Anvisa.

O certificado digital é aceito ou preciso imprimir?

A emissão do CIVP é digital, mas para viajar o mais seguro é levar uma cópia impressa.

Leve sempre:

  • O arquivo salvo no celular
  • Uma cópia impressa

Quando há exigência do CIVP no destino final, a conferência normalmente acontece ainda no check-in, no embarque. Se a companhia aérea libera o embarque e o passageiro chega ao destino sem o certificado exigido, a empresa pode ser responsável pela repatriação.

Se o voo tiver primeiro uma conexão doméstica comprada separadamente do voo internacional, essa conferência só vai acontecer no check-in do voo internacional. Por isso, confira se está com o certificado antes de sair de casa.

Nossa recomendação é deixar uma cópia impressa sempre dentro do passaporte válido.

A cópia impressa também evita dor de cabeça se houver falha de internet, bateria ou leitura do arquivo digital.

Preciso da vacina se for fazer apenas conexão ou escala?

Pode precisar. Se o seu voo tiver escala ou conexão, confira as regras de todos os países por onde você vai passar. Dependendo do país, a companhia aérea pode cobrar o CIVP ainda no check-in, mesmo que você não saia da área de trânsito do aeroporto.

Isso é especialmente importante em viagens com conexão na África do Sul, na Etiópia ou em outros hubs internacionais.

O Panamá deixou de exigir a vacina como requisito obrigatório de entrada. Ainda assim, se houver conexão em outro país ou se o destino final exigir o certificado, a conferência pode acontecer antes do embarque internacional.

A conferência costuma acontecer antes do embarque porque, se o passageiro chega ao destino sem o certificado exigido e não é admitido, a companhia aérea pode ser responsabilizada pela volta do passageiro.

Se você comprou uma conexão doméstica separada antes do voo internacional, a conferência do certificado deve acontecer apenas no check-in internacional. Por isso, não saia de casa sem o CIVP.

Crianças precisam do CIVP?

Podem precisar. Na regra geral, crianças a partir de 9 meses podem precisar apresentar o CIVP quando o país de destino ou conexão exige o certificado.

No Calendário Nacional de Vacinação, a vacina contra febre amarela é aplicada aos 9 meses, com reforço aos 4 anos. Para crianças a partir de 5 anos sem histórico vacinal, a orientação é dose única.

Atenção: alguns países podem ter regras próprias para idade mínima de exigência. Antes de viajar com bebê ou criança pequena, confira a regra do destino e das conexões.

Bebês menores de 9 meses podem viajar sem vacina?

Depende do destino. Crianças abaixo da idade indicada para vacinação não conseguem emitir CIVP de febre amarela. Se o destino exigir o certificado, será preciso confirmar com antecedência se o país aceita atestado médico de isenção.

Essa confirmação deve ser feita com o consulado, a embaixada, o site oficial do país ou a companhia aérea.

De acordo com o Calendário Nacional de Vacinação a recomendação é aplicar uma dose aos 9 meses de idade e reforço aos 4 anos. Crianças que receberam apenas uma dose antes dos 5 anos devem tomar a dose de refoço.

Grávidas, idosos e pessoas com contraindicação podem tomar a vacina?

Depende de avaliação médica. A vacina contra febre amarela é feita com vírus vivo atenuado. Por isso, há situações em que a vacinação pode ser contraindicada ou exigir avaliação individual.

Procure orientação médica antes da viagem se o viajante for:

  • Bebê menor de 9 meses
  • Gestante
  • Lactante
  • Pessoa com 60 anos ou mais
  • Pessoa imunossuprimida
  • Pessoa com alergia grave a componentes da vacina
  • Pessoa com histórico de reação grave a dose anterior
  • Pessoa com doença do timo ou outras condições específicas

Em alguns casos, o risco da viagem pode ser maior do que o risco da vacina. Em outros, a vacinação pode ser contraindicada.

Leia também Viajar na gravidez: o que você precisa saber antes de embarcar

Quem não pode tomar a vacina faz o quê?

Quem não pode tomar a vacina contra febre amarela por motivo médico não recebe o CIVP de febre amarela.

A orientação oficial da Anvisa é viajar com um atestado médico de isenção de vacinação. O documento deve estar preferencialmente em inglês ou francês e conter:

  • Nome completo do viajante
  • Data de nascimento
  • Sexo
  • Descrição detalhada da contraindicação
  • Assinatura do médico
  • Data
  • Carimbo do médico

A Anvisa disponibiliza um modelo de atestado de isenção. Precisa ser preenchido, assinado e carimbado por um médico para ter validade.

Mesmo com atestado, a entrada no país depende da autoridade local. Antes de viajar, confirme a regra com o consulado, a embaixada ou o site oficial do destino.

Como conseguir o certificado de isenção da vacina?

No Brasil, quem não pode tomar a vacina por motivo médico não emite CIVP de febre amarela.

O documento usado nesses casos é o atestado médico de isenção de vacinação, conforme orientação da Anvisa. Precisa ser preenchido e assinado por um médico para ter validade.

Alguns países e companhias podem tratar esse documento como certificado de isenção ou waiver. O nome muda, mas o cuidado é o mesmo: o viajante precisa de um documento médico claro, preferencialmente em inglês ou francês, e deve confirmar antes da viagem se o destino aceita esse tipo de comprovação. Pesquise junto à cia aérea, consulado ou embaixada do destino para onde está indo.

Perdi minha carteirinha de vacinação. E agora?

Se você perdeu o comprovante, o primeiro passo é verificar o Meu SUS Digital.

Se a dose estiver registrada no sistema, o certificado pode estar disponível no próprio aplicativo.

Se não aparecer, procure a unidade de saúde onde você tomou a vacina e peça uma segunda via do comprovante. Sem o registro da vacinação, não há como emitir o CIVP.

Não tome uma nova dose por conta própria. Procure um serviço de saúde para orientação.

Vou para um país que não exige. Vale a pena tirar o CIVP mesmo assim?

Sim, se você já é vacinado, vale a pena ter o CIVP. O certificado é gratuito, vale por toda a vida e pode evitar problemas em uma viagem futura.

Também ajuda em caso de:

  • Mudança de rota
  • Remarcação com conexão em outro país
  • Viagem de última hora para destino que exige o certificado
  • Compra separada de trechos domésticos e internacionais

Nossa recomendação é emitir o CIVP assim que a vacina estiver registrada e deixar uma cópia impressa dentro do passaporte válido.

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    E para viajar dentro do Brasil?

    Para viagens dentro do Brasil, não há CIVP, mas a vacina contra febre amarela é recomendada no país a partir dos 9 meses de idade, conforme o Calendário Nacional de Vacinação.

    Se você vai viajar para áreas de mata, zonas rurais, regiões com circulação do vírus ou destinos de ecoturismo, mantenha a vacinação em dia.

    A vacina deve ser tomada pelo menos 10 dias antes da viagem para garantir proteção.

    Comentários

    Elaine
    Responder

    É necessária alguma validação do certificado de isenção para República Dominicana?
    Ou só a declaração carimbada e assinada pelo médico é válida?

      A Bóia

      Olá, Elaine! Baixe o modelo da Anvisa, imprima e faça seu médico assinar e carimbar.

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