Punta Cana

Caribe all-inclusive
Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Pense numa praia como as do Nordeste – extensa, recortada, emoldurada por um coqueiral sem fim e protegida por barreiras de corais –, mas com a areia branca e o mar azul-turquesa do Caribe. Bem-vindo a Punta Cana.

Este trecho da ponta leste da República Dominicana abriga pelo menos 40 resorts. A conta pode chegar a 60, se você levar em consideração que alguns complexos de Punta Cana reúnem até cinco hotéis sob uma mesma bandeira.

Em nenhum deles há prédios mais altos do que os coqueiros. E todos funcionam sob o sistema all-inclusive, em que todas as refeições, petiscos e bebidas estão incluídas – e você não tem sustos ao fechar a conta.

Quando ir  | Como chegar | Onde ficarOnde comer | O que fazer

Não é um lugar para grandes passeios -- e sim para aproveitar o mar gostosíssimo e a mega-estrutura do seu hotel.

Os preços são tentadores. Aproveite para cacifar um upgrade.

Punta Cana: quando dá praia?

  • Precisa passaporte? Sim.
  • Precisa visto? Não.
  • Precisa seguro-saúde? Não é exigido, mas não é esperto viajar sem.
  • Precisa vacina contra febre amarela? Precisa, desde 2/4/2017
  • Precisa habilitação internacional? Não.
  • Que moeda eu levo? Dólar. Leia mais.

476 comentários

Elisa
ElisaPermalinkResponder

Bom dia!
Estou indo para Miami semana q vem e depois de 3 dias vou para Punta Cana. Estou um pouco preocupada com esses furacões que estão surgindo.
Gostaria de saber se esses furacões estão dentro do previsto ou se esse ano está sendo mais intenso.
Seria arriscado fazer a viagem?
Se alguém puder me ajudar...
Obrigada!

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Elisa! A temporada de furacões no Caribe vai de agosto a novembro. Eles normalmente são previstos com 7 a 5 dias de antecedência. O furacão Irma está em formação e deve passar pela República Dominicana nesta sexta e Cuba no domingo. Existe uma pequena possibilidade de chegar à Flórida, mas essas previsões mudam a todo instante.

Acompanhe a trajetória do furacão googlando "hurricane irma".

http://www.express.co.uk/news/weather/849735/Hurricane-Irma-path-update-track-models-map-forecast-NOAA-NHC-latest-news-USA

Ingrid
IngridPermalinkResponder

Também fiquei super preocupada, embarco p/ Punta Cana dia 25/09, espero que até lá a situação esteja normalizada.
Bóia, por favor qualquer novidade, nos avise por aqui também, o Viaje na Viagem é sempre meu fiel escudeiro!!!

Gabriela
GabrielaPermalinkResponder

Tbm estou preocupada, tenho viagem marcada pro dia 23/09, será que ainda compensa ir?

Elisa
ElisaPermalinkResponder

Obrigada Bóia!
Vou acompanhar!

Cassia Soares
Cassia SoaresPermalinkResponder

Olá
Já fui a Punta Cana e fiquei no Hard Rock, mas as ondas são fortes e gostaria de saber qual parte de Punta Cana tem as águas calminhas pois tenho filho a pequenos e quero curtir tranquilidade. E se for possível indicar hotéis ou resorts All Incluse agradeço.

Andrea
AndreaPermalinkResponder

Liguei diretamente na embaixada da Republica Dominicana e lá disseram que não é obrigatória a vacina de febre amarela para Punta Cana. Vocês deveriam atualizar a informação. obrigada,

Shirlene Costa

Vim em busca dessa informação, e seu comentário foi de muita ajuda. Obrigada!!!!
Adoro o site, mas por favor atualizem as informações para não ficarmos perdidos.

Mariana
MarianaPermalinkResponder

Shirlene, provavelmente você já viajou e retornou, mas apenas para esclarecer aos demais. Em Punta Cana realmente não exigem a vacina, porém se seu voo fizer conexão/ escala em outros países esses sim podem exigir no aeroporto e caso não tenha pode ser impedida de seguir viagem.

Marcos de Oliveira

Boa noite Ricardo, eu estou com viagem marcada apara Punta Cana. Minha dúvida é quanto a vacina contra febre amarela. Só a caderneta de vacinação serve ou precisa do CIV (certificado internacional de vacinação)?
Grato e parabéns pelo site e pela sua coluna na rádio Bandeirantes.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Marcos! Só o certificado internacional vale no exterior.

Solane amaro
Solane amaroPermalinkResponder

Cuidado com o hotel amigo estive lá de15 até 19 de novembro e fui roubada lá dentro do quarto e muitas outras pessoas tb o hotel não ressarci ninguém . Lá é uma máfia pra roubar turistas não te auxiliam não chamam a polícia dão risada da cara da gente. Não recomendo a ninguém acabou com minhas férias levaram todo meu dinheiro
9 quartos foram roubados russos canadenses brasileiros italianos alemães etc

Marcos Antonio Moretti

Gostaria de esclarecer uma dúvida s/ Punta Cana. Estou viajando esse final de semana para Punta Cana, se lá é exigido que brasileiros residentes em São Paulo tomem a vacina da Febre Amarela. Desde já, agradeço o esclarecimento.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Marcos! Aparentemente não estão exigindo de nenhum brasileiro. Mas isso pode mudar a qualquer momento. Está tarde demais para você, mas a nossa recomendação é que todos estejam vacinados.

https://www.viajenaviagem.com/2017/10/vacina-febre-amarela-viagem

Márcio Thomé

Marcos: leve cópia das tuas passagens a uma UBS mais próxima e peça a vacinação contra Febre Amarela.
Tomamos a nossa dose aqui na UBS da rua Humaitá na Bela Vista em SP.
Daê é só ir num posto da ANVISA (tem em CGH, GRU e outros locais) e emitir a Carteira de Vacinação Internacional
Veja qual delas é a mais próxima de tua casa e evite contratempos !!

Fábio
FábioPermalinkResponder

Olá Ricardo!
Gosto muito de pescar (pesca amadora, mas amadora mesmo) e gostaria de saber se é possível pescar em Punta Cana? É necessário alguma licença especial ou, definitivamente, é proibido pescar?
Obrigado. Um abraço.
Fábio

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Fábio! Quem responde é A Bóia. Não sabemos. Para interesses específicos como este, procure foruns especializados, de preferência em inglês ou espanhol. Não procure em português em sites generalistas que você não vai achar.

Marcio Antonio

Acabamos de voltar de Punta Cana, eu, a esposa e o bebê de 1 ano e 8 meses (primeira viagem longa do Benício). Escolhemos o lugar justamente por ser cheio de hotéis all-inclusive, o que facilita muito a vida com criança (na lua de mel fomos a Aruba e adoramos, meu comentário até virou post no VnV, mas sair toda noite para jantar com um bebê não é muito funcional), e por ser um dos poucos destinos do Caribe que ainda têm voos diretos saindo do Brasil. Gostaríamos de deixar nosso relato “Punta Cana com bebê”.

1. Voo. Em 2012 fomos a Aruba pagando 15 mil milhas Smiles por trecho, mas talvez essa época tenha acabado. Só consegui por 35 mil milhas/trecho/pessoa mais uma grana nada desprezível no Smiles and money. Curitiba-Guarulhos-Punta Cana e o inverso na volta.

O voo de ida é diurno e foi bem complicado. Aparentemente metade do avião estava indo para um mesmo casamento e as famílias estavam todas espalhadas pela aeronave. Resultado, crianças e adultos para lá e para cá. O menino que estava atrás da Cristina, minha esposa, resolveu transformar o assento dela em um desses 4D de parque temático de Orlando e não havia nenhum adulto por perto para disciplinar o guri (havia uma senhora que ele chamava pelo primeiro nome, impedindo que soubéssemos se havia algum grau de parentesco, mas que não ficou ao lado dele o tempo todo). Tenho certeza de que alguns avisos de turbulência eram só para fazer o povo sossegar.

A volta foi totalmente diferente, saindo de Punta Cana às 23h. No check-in em Curitiba compramos aquele espaço extra nas fileiras da frente (só estava disponível pro voo da volta, não para a ida). Aparentemente isso também “trava” a fileira e impede que um terceiro passageiro fique do nosso lado. O Benício dormiu muito bem e pudemos deitá-lo no banco do meio. Voo tranquilíssimo, sem turbulências nem no lado de dentro nem do lado de fora do avião.

Duas observações: GRU-PUJ leva sete horas. Voo direto é uma comodidade para os adultos, mas depois dessa viagem comecei a questionar se é a melhor estratégia com um bebê. Uma rota com mais conexões e voos mais curtos leva mais tempo no total, mas ao mesmo tempo dá mais chances para cuidar da criança (leia-se opções de comida e trocas de fralda) em terra firme e de ela esticar um pouco as pernas antes de passar horas confinada num espaço curto.

E o aeroporto de Punta Cana pode até ser bonito com aqueles telhados de palha, mas faz um calor insuportável lá dentro, com exceção de algumas áreas – na verdade, é o mesmo calor que faz no resort, mas no aeroporto não tem praia nem piscina. Se querem manter o visual, podiam envidraçar tudo e colocar ar condicionado no prédio todo. Nisso Aruba ganha de goleada.

2. Escolha do hotel. Ficamos no Barceló Bávaro Palace, um pouco por ter lido sobre ele no VnV. Primeiro, fizemos uma reserva no Hoteis.com, travando o preço em reais e parcelando. Mas, na Black Friday, o site do hotel apareceu com uma promoção irrecusável. Mesmo com IOF e tudo, a economia chegou a R$ 3 mil. Cancelei a reserva do Hoteis.com (que era 100% reembolsável) e fiz a da promoção no site do Barceló. Uma dica: cadastrem-se antes no MyBarceló, o programa de fidelidade deles. Deixei claro na reserva que precisava de um berço. Como o voo chegava tarde, tive que ligar no hotel dias antes para avisar para evitar um “no show”. Também avisei que estávamos comemorando aniversário de casamento.

3. Quarto. Como estávamos com bebê, cheguei a considerar a opção de pegar o tal quarto familiar, mas antes de fazer a primeira reserva liguei para o 0800 do Barceló para me informar melhor e a própria atendente disse que a diferença de preço não valia a pena, que os quartos são bons para famílias maiores, mas que no nosso caso um quarto básico com berço já bastava. De fato, bastou. O quarto superior tinha espaço suficiente para o berço e para acomodarmos nossas coisas sem bagunça. O “espaço banheiro” tem pias, chuveiro (muito bom, aliás) e vaso sanitário separados. No nosso caso, havia um detalhe que era o das mamadeiras, tanto para fazê-las quanto para lavá-las. Usamos a cafeteira existente no quarto para ferver água e, para a higienização, trouxemos detergente e uma esponja de casa, e tudo resolvido.

O quarto fica perto do campo de golfe, então é uma pequena caminhada até o prédio principal e mais um pouquinho até praia e piscinas. No máximo 15 minutos indo devagar. Com sorte, se o trenzinho está passando no golf club, dá para ir com ele até a recepção, mas não dá para fazer o caminho inverso.
Detalhe desabonador: no check-in, que achei um tanto demorado, nos disseram que nosso quarto estava com duas camas de solteiro. Pedimos pra trocar, a atendente achou um quarto vago com cama de casal (king size), e fomos para lá. Em cinco minutos trouxeram o berço, que estava no nosso quarto “original”.
Por sermos membros do MyBarceló e termos feito a reserva pelo site do hotel, tivemos alguns mimos: uma garrafa de rum de presente na chegada, wi-fi grátis para um aparelho e late check-out grátis para as 15 horas (felizmente, havia disponibilidade), o que nos ajudou bastante, já que o voo era às 23h e o transfer para o aeroporto saía às 20h.

Pudemos dormir bem, com exceção de uma ou duas noites mais quentes em que o ar condicionado parecia não dar conta. E o Benício acordou alguns dias com picadas de mosquitos, que sabe Deus como entraram, já que mantínhamos o quarto fechado o tempo todo. Levem repelente e/ou aqueles aparelhos de colocar na tomada. As tomadas, aliás, são do tipo americano compatível com brasileiro antigo: dois pinos chatos, dois redondos ou dois chatos e um redondo. Você só vai precisar de adaptador se seu aparelho tiver os plugues malditos de três pinos redondos.

O serviço de quarto foi bem eficiente: recebíamos mais água e toalhas do que conseguíamos usar. Só a reposição dos refrigerantes falhou em alguns dias. Não consumimos as cervejas do frigobar. Quando entramos, havia dois travesseiros macios e dois mais duros. Uns dias depois, pedimos para trocarem os mais duros por outros macios e fizeram a troca imediatamente.

4. Praia e piscinas. Bávaro é aquilo que o Ricardo Freire já descreveu, praia muito boa, com aquele tom de cor tradicional do Caribe, tranquila e boa para banho, água transparente. Tem algumas algas, mas não são daquele tipo que gruda na sua roupa, e normalmente ficam no fundo. O lado bom, para quem gosta, é que elas atraem cardumes de peixinhos prateados/transparentes que vão até a parte bem rasinha. O lado ruim é que depois de dias chuvosos as algas sobem pra superfície e formam umas ilhas das quais você precisa ficar desviando (mas que os caranguejos usam para pegar carona, pude ver alguns).

Não existem quiosques ou palapas; a sombra vem das palmeiras. Em nenhum dia, independentemente do horário em que fomos à praia, tivemos problema para achar espreguiçadeiras e sombra (o que podia acontecer era não encontrar ambas no mesmo lugar, mas aí você puxa as espreguiçadeiras sem dono para a sombra e pronto). Quanto mais longe do grande quiosque do centro de atividades (indo para a esquerda, se você está olhando para o mar), mais fácil para se instalar.

O Barceló tem duas piscinas grandes, para adultos, uma ao lado da outra, com umas duchas fortíssimas, bar molhado, piscina com bolhas, essas coisas. Na ponta de uma delas há uma piscina quadrada, semiolímpica, que às vezes é usada para vôlei ou polo aquático (as redes e traves ficam lá o tempo todo e podem ser usadas a qualquer hora, mas existem dias e horas em que a atividade é “oficial”, com monitor). Na outra extremidade há uma piscina bem rasinha para crianças, com escorregadores, outros brinquedos e esculturas que jorram água. O Benício se entreteve tanto com a praia, com essa piscina e com o chafariz que fica entre as duas piscinas grandes (era visita obrigatória toda noite) que nem acabamos indo conferir o tal Barcy Water Park.

5. Tempo e temperatura. O praiômetro do VnV acertou na mosca: maio tem chuvinhas. Na maior parte dos dias, tivemos tempo firme, mas uma ou outra vez apareciam as nuvens. As garoinhas da tarde, no entanto, eram apenas de cinco, dez minutos. Depois voltava o tempo bom. Só em uma noite choveu mais forte (foi na manhã seguinte que as algas subiram pra superfície do mar). Mesmo assim, o tempo todo fez bastante calor.

6. Restaurantes. Há dois bufês aonde todo mundo pode ir para café, almoço e jantar, o Miramar e o Bohio Dominicano (eles são interligados, você só percebe que passou de um pra outro pela ambientação). Ali tem de tudo e eu achei a comida boa. Eu, particularmente, investi mais no peixe, nunca comi tanta garoupa na vida. Do meio pro fim da nossa estadia, começou a ter marisco ao bafo todo dia no almoço, e também fizemos a festa do marisco. Pra quem domina a técnica (não era nosso caso), vi servirem caranguejo mais de uma vez nos bufês. O almoço acho que funciona até umas 16 horas, mas se você chega depois das 15h já não está tudo assim quentinho e fresco, então não deixe pra almoçar tarde.

Por sermos MyBarceló (acho que era isso que nossa pulseira rosa queria dizer), podíamos tomar café e almoçar no Coral, que à noite funciona como jantar à la carte de frutos do mar. Sempre tomávamos café ali: abusei do salmão defumado e do presunto espanhol, e arrematava com panqueca doce com Nutella. Muitos sucos de fruta. Como o Miramar/Bohio era do lado das piscinas (e o Bohio tinha um arroz com feijão que o Benício comia bem), enquanto o Coral exigia elevador e uma volta maior, só almoçamos no Coral um dia. Havia pedaços de lagosta feitos na frigideira e, de sobremesa, tiramisù. Não sei se todo dia é assim ou se demos sorte.

O serviço nos bufês de café e almoço nem sempre foi bom. Os funcionários são simpáticos e tudo, mas várias vezes demoraram muito para perceber que havia gente nova e levar água/café/leite, ou, no nosso caso, a cadeirinha de bebê (houve uma vez em que nós pedimos e simplesmente esqueceram de trazer). Em alguns dias eu desisti de pedir suco de fruta para pegar refrigerante diretamente na máquina, apesar de a Coca-Cola de lá ter algo diferente (pra pior) em comparação com o que temos aqui.

Para os restaurantes à la carte, ganhamos cinco “fichas de reserva” no check-in (me parece que o número é proporcional à duração da estadia), mas as reservas propriamente ditas são feitas ou no guest services ou em alguns concierges que ficam nas alas dos quartos. No check-in chegaram a dizer que se eu usasse todas as fichas eu ganharia outras, mas a informação estava errada. O certo era que eu tinha direito a esses cinco jantares; mais que isso, só havendo disponibilidade no próprio dia. Fato é que fui ao guest services com cinco fichinhas e saí com seis reservas, não sei se por distração do funcionário ou por camaradagem pelo fato de eu estar fazendo aniversário de casamento. Então, pudemos conferir todos os restaurantes à la carte gratuitos (o francês é pago, não fomos).

Não podemos avaliar honestamente o Coral, pois foi um jantar atribulado; assim que chegamos, o Benício passou mal (não sabemos o que foi, pode ter sido insolação ou alergia) e começou a ter febre. Jantamos correndo (mas eles seguraram o pedido enquanto a Cristina e o Benício voltavam ao quarto para trocar de roupa e buscar um remédio) e só lembro que pedi lagosta e que estava boa. Os funcionários foram bem compreensivos com a situação e nos arrumaram os ingredientes para fazer um sorinho caseiro. Uns dias depois, tomando café lá, uma das gerentes reconheceu o Benício e perguntou se ele tinha melhorado. De fato, no dia seguinte a febre não voltou mais, ele só demorou um pouco para recuperar o apetite.

O Santa Fé é uma steakhouse estilo americano. A decoração é muito bacana, toda com temática de cowboys. A Cristina pediu um churrasco misto que estava mais ou menos, mas a minha costela bovina com molho de amora dava para cortar com a colher de tão macia que estava. O Mexico Lindo, mexicano, também estava bom, e maneiraram bem na pimenta.

Na nossa opinião, o melhor foi o La Fuente, o espanhol. Uma sangria deliciosa, camarões de entrada e uma paella sensacional. Até o Benício se acabou de comer paella e os escalopinhos de carne do menu infantil que prepararam para ele. De sobremesa pedi crema catalana. Foi o único em que resolvemos voltar, na véspera da nossa partida. No repeteco decidimos variar os pratos. Eu pedi o arroz com lagosta, que tem uma pegadinha no cardápio em português. Em espanhol está escrito “arroz caldoso con langosta”, mas em português sumiram com o “caldoso”. Você pensa que virá um arroz normal, no máximo um risoto, mas vem é um caldo mesmo. Eu sabia o que estava pedindo, mas reparei no TripAdvisor e pelo relato de um casal que conhecemos na piscininha de bebês que o prato já pegou muito brasileiro de surpresa.

O Kyoto, japonês, vale pela comida, que também é boa, e pelo espetáculo na chapa, que não vou antecipar aqui. E o La Dolce Vita, italiano, que é onde comemoramos o aniversário de casamento, é muito bonito e tem comida boa, mas as porções estão mais para francesas que italianas. Ainda jantamos uma noite no Strikers, que é o sports bar do Barceló e que não tem o dress code formal dos restaurantes à la carte. Comida americana, tipo costelinha de porco ao molho barbecue, hambúrguer, cachorro-quente e outras opções. A graça mesmo é ir pra ver os jogos. Ali também tivemos um episódio de serviço mais ou menos, porque escolhemos uma mesa que estava sem talheres e, quando os pedimos, a garçonete simplesmente disse para pegarmos da mesa ao lado.

Um detalhe final: quando fui fazer as reservas, a maioria só tinha disponíveis os primeiros horários (na casa das 18h) ou os últimos (por volta de 22h30); a exceção foi o italiano, que conseguimos para 19h45. Como a ideia era fazer o bebê dormir cedo, acabamos optando sempre pelos primeiros horários. O inconveniente disso era ter hora para sair da praia/piscina: para estar no restaurante às 18h, o ideal era puxar o carro duas horas antes para todo mundo se arrumar com tempo.

7. Bebidas. Seremos honestos, aqui em casa só entendemos um pouco mais de cerveja e vinho (a Cristina experimentou a cerveja Presidente e não gostou), então não tenho condições de fazer uma avaliação precisa de todas as frozen margaritas de morango e piñas coladas que tomamos. Pedíamos tudo com rum e o que eu reparei foram duas coisas: uma, que às vezes usavam rum branco e, em outras, rum dourado, mas não sei dizer da qualidade dos produtos. Outra, que nos bares de praia e piscina havia máquinas parecidas com as de refrigerante que tinham “preparados prontos”, tipo o abacaxi da piña colada; os barmen enchiam o copo com aquilo e depois adicionavam a bebida alcoólica da sua preferência. O que sei é que os drinques nos agradaram e ninguém passou mal ou ficou de ressaca por tomar bebida ruim. Esse é um assunto que vou deixar para quem conhece melhor.

8. Espetáculos. Quase não vimos porque começavam tarde, só em um dia pudemos ver o começo do circo, os números chamaram bastante a atenção do Benício, que ficou bem interessado. Numa noite, passando perto do teatro, pegamos o karaokê das crianças. Tem “Let it Go” em umas dez línguas diferentes, e ocasionalmente surpresas como uma menina de uns 10 anos cantando “At Last”, da Etta James.

9. Outras atividades do resort. Na praia, você pode fazer de graça tudo o que não for motorizado; você só paga se for algo motorizado ou se quiser fazer uma aula, por exemplo de windsurfe ou para velejar. Eu peguei um caiaque pra remar (é mais cansativo e difícil do que parece), basta assinar uma lista e você fica ali remando pelo tempo que quiser. Tudo é feito com coletes salva-vidas. Além disso, há uma série de outras atividades que estão num calendário afixado no prédio principal; a Cristina fez aula de zumba e eu joguei vôlei de praia e de piscina; infelizmente perdemos a corrida de caiaque e o torneio de sinuca. Para a maioria das coisas, basta aparecer na hora prevista; uma ou outra atividade (como o torneio de sinuca) exige inscrição prévia.

Não usamos nenhuma outra instalação do resort como spa, boliche/fliperama/sinuca, cassino, discoteca etc., apesar de termos um crédito que podíamos usar para conseguir descontos, já que é tudo pago (com exceção do boliche aos domingos e da sinuca no torneio de terça-feira de manhã, pelo que entendi).

10. Passeios fora do resort. Não fizemos nenhum, mas vi que a Vacaciones Barceló (tivemos que ir ao escritório deles para acertar o trânsfer da volta) tinha opções interessantes, como passar um dia em Santo Domingo, além de passeios de snorkel ou parques. Não sei dizer se os preços eram bons em comparação com outras operadoras.

11. Compras. Fiquei surpreso com o preço do artesanato, bem mais baixo do que eu estava imaginando. As “bonecas sem rosto”, tradicionais da República Dominicana, começavam a US$ 3. As de biscuit (um material menos “tradicional”, mas que permite trabalhos mais elaborados) são apenas um pouco mais caras que as de barro. Há duas lojas com artesanato, uma ao lado da farmácia e a gift shop, maior, que não tem apenas artesanato. Não há diferença de preço entre as duas, mas alguns itens você só acha em uma ou na outra loja. Tem repertório para todo tipo de gosto estético/decorativo. A Cristina ainda achou bijuterias bonitas em uma outra loja do shoppingzinho do resort. E o free shop do aeroporto de Punta Cana tem perfumes a preços mais baixos que os do free shop de Guarulhos.

12. Observações aleatórias. Fiquei negativamente impressionado com a porquice de alguns turistas que simplesmente largam garrafas e copos na areia ou na beira da piscina mesmo tendo latas de lixo nas proximidades. Na grama da nossa varanda (estávamos no térreo) apareceram duas garrafas de refrigerante e um saquinho de salgadinhos, jogados ou dos apartamentos de cima ou pelos hóspedes do lado. O hotel faz o que pode para atenuar o problema.

Uma conta importante para pais com bebês: se forem ficar mais de 10 dias, apenas uma lata de 800 gramas do composto que usam para a mamadeira (NAN, Milnutri etc.) não vai bastar, tem de levar mais. Nosso filho consome pelo menos duas mamadeiras por dia, com sete colheres-medida cada uma, e ocasionalmente uma mamadeira no fim da tarde: foram 12 dias inteiros fora de casa e mais uma manhã; felizmente, além de uma lata fechada, tínhamos um pote pequeno com uma “reserva” e que salvou a pátria. A gift shop do Barceló tem fraldas, mas não compostos lácteos; o que me disseram foi que, se precisássemos, o guest services ligaria para as farmácias da região, que entregariam no hotel em 20 minutos.

13. Conclusão. Viajar com bebê significa que você vai se adaptar aos horários e necessidades da criança (especialmente em relação a alimentação e sono), não pode ir a todos os lugares a que iria em outras circunstâncias, enfim, é uma mudança e tanto. Mas gostamos muito das nossas primeiras férias com o Benício. Li em algum lugar do VnV que “criança pequena não faz turismo”, e deve ser verdade mesmo, mas elas se divertem. E qualquer pai e mãe se alegra ao ver que o filho está se divertindo, o que foi totalmente o caso do nosso bebê em Punta Cana, então todos os eventuais perrengues (e sempre os haverá) foram largamente superados pela diversão que tivemos, pai, mãe e filho.

Suzana Borges
Suzana BorgesPermalinkResponder

Márcio Antônio, que show de relato!!. Obrigada!! Não tenho filhos, mas vou usar muito suas dicas!!. Pretendo ir para o mesmo resort. Espero que sua família esteja bem. Abraço.

Isadora
IsadoraPermalinkResponder

Como sempre recorro aos comentários do blog antes de viajar, vou aqui dar a minha contribuição. Passei 8 dias em Punta Cana agora em junho de 2018 no hotel Barceló Bávaro Palace. Entrei no país e não me exigiram o cartão de vacinação. Apesar disso o sítio da Anvisa alerta que a República Dominicana exige a vacina contra febre amarela. Se vc já se vacinou e perdeu o cartão de vacinação, se não quiser vacinar de novo, uma dica é procurar o posto de saúde e ver se eles têm o registro da sua vacina. Se vc já fez o cartão de vacinação internacional e perdeu a Anvisa emite outro, pois aparentemente está no sistema. Eu não sabia disso e me vacinei novamente. Apesar disso como já tinha cadastro na Anvisa o meu cartão foi emitido sem que tivesse que apresentar qualquer novo comprovante. Meu marido por sua vez tinha cartão do SUS antigo comprovando a vacina. Não tinha toda a numeração que eles exigem. Mas uma pessoa iluminada da Anvisa intercedeu no atendimento que estávamos tendo e pediu para o outro servidor buscar em um catálogo a numeração antiga, assim que foi identificado foi possível emitir a carteira internacional.
Quanto ao hotel só elogios. Se existe defeito é não ter atendimento na praia. O restaurante buffet também é muito movimentado. No primeiro dia fiquei meio chocada com a quantidade de pessoas. Mas depois além de você se adaptar existe outro restaurante perto do campo de golf que é mais exclusivo. No mais só tenho elogios. Muito limpo o hotel. Funcionários muito atenciosos.

Vanessa Ribeiro Gonçalves

Boa noite, estamos pensando em conhecer Punta Cana e essa é a nossa primeira viagem para fora do Brasil, somos um casal jovem e tenho muita dúvida em relação a dificuldade com o idioma, poderiam me dizer se vamos encontrar dificuldades em compreender e sermos compreendidos, já que só dominamos o nosso idioma.
Obrigada!

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Vanessa! Não haverá problema.

Paloma
PalomaPermalinkResponder

Oi Vanessa, fui em maio com meu marido, também foi nossa primeira viagem, e não tivemos problemas. A gente arranha no inglês, e não falamos espanhol, e o Portunhol foi quem ditou as regras. Hahaha. Funcionou bem, mas sugiro vocês aprenderem pelo menos coisas básicas, como nome de frutas, de bebidas ou comidas, vai facilitar pra vocês na hora que precisarem de alguma coisa específica. No mais, a compreensão é bem boa! smile

Claudia
ClaudiaPermalinkResponder

Só uma coisa que nenhuma agencia fala.
De maio a Agosto, as praias estao cheias de algas, impossivel de se aproveitar as praias do hotel. Tivemos que fazer varios passeios, para nao ter que passar as ferias toda na piscina do hotel.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Claudia! O Caribe inteiro está sofrendo com uma invasão de algas neste verão. Punta Cana vinha até sendo poupada do fenômeno, que tem castigado sobretudo Cancún. Mas este ano parece que a coisa está pegando em todo lugar.

Viviane C R Abreu

Olá, acabei de olhar o site da anvisa do viajante e não está vacina da febre amarela como obrigatória.
Onde você viu essa informação da vacina?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Viviane! Até há pouco tempo atrás estava marcado como exigência obrigatória. Devem ter revertido há pouco.

No Portal Consular do Itamaraty, a exigência continua:
http://www.portalconsular.itamaraty.gov.br/seu-destino/republica-dominicana

O melhor, até mesmo para estar protegido no Brasil, é se vacinar -- ou emitir o certificado de isenção, se você tiver direito.

Veja:
https://www.viajenaviagem.com/2017/10/vacina-febre-amarela-viagem/

Paulo
PauloPermalinkResponder

Voar para Punta Cana pela GOL é a certeza de pagar 1 diária de resort somente para dormir. Confere? O vôo chega em PUJ às 22h (horário local). Tem que considerar isso na hora de escolher o hotel e a companhia.

Marcio Antonio

Oi, Paulo! Se não me engano, no sábado tem um voo que parte mais cedo de Guarulhos e chega a Punta Cana lá por 17h. Pegamos esse em maio deste ano (meu relato está um pouco mais pra cima). Não sei se a Gol ainda mantém esse horário, mas deu pra chegar, fazer check-in e jantar tranquilamente.

Adriana
AdrianaPermalinkResponder

Bom dia,

alguém saberia me informar se durante o mês de dezembro as praias ainda estão com muitas algas? Alguma praia de Punta Cana é menos afetada pelas algas?

Obrigada!

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Adriana! O Caribe inteiro está sofrendo com invasão periódica de algas. O problema está sendo pior no verão (meio do ano). Mas é um fenômeno que não dá para prever.

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Bóia offline! Vamos continuar aprovando comentários, mas a Bóia só volta a responder perguntas que forem feitas depois de 10 de abril de 2017. Obrigado pela compreensão.
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