Salvador

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Salvador: Onde comer

Veja nesta página um guia de restaurantes de Salvador. Se preferir, clique para ir direto ao tópico:

Vai por mim: restaurantes em Salvador

Moqueca: Dona Mariquita (inventiva), Casa de Tereza (suavizada), Yemanjá (tradicional), Ki-Mukeka (boa, bonita e barata)

Cozinha de autor: Origem (menu-degustação), Ori (tapas), Manga (inventiva)

Programa completo: Preta (Ilha dos Frades)

Ambiente de bar: La Tapería (tapas), Pereira (metido), Boteco do França (raiz), Platô (quintal)

Enquanto houver burguesia: Amado, Soho, Mistura Contorno, Fasano

Tradição: Porto do Moreira, Filé do Juarez, Sorveteria da Ribeira

Uma vez tem que ir: Senac Pelourinho

Mudando de assunto: Larriquerrí (comfort food), A Casa Vidal (mediterrâneo), Lafayette (mediterrâneo com vista), Sagaz Assador (carnes), La Pulpería (carnes), Soho (japonês)

Experimente! Acarajé, Lambreta, Roska

Comer em Salvador: o que esperar

Salvador onde comer: pimenta

Pimenta: sempre à parte

"Quente ou frio?". Essa é a piada-clichê sobre comer em Salvador. Trata-se de um modo baiano antigo de perguntar "Com ou sem pimenta?". A pergunta pressupõe que o turista desavisado peça 'quente', e então sofra as conseqüências da sua escolha.

Não se preocupe: ninguém mais pergunta isso. Pimenta, em Salvador, é algo que vem sempre à parte (em molhos bem diferentes do que o resto do Brasil conhece, às vezes curtidos no leite de coco). O acarajé pode levar uma pasta preta de pimenta, mas a baiana SEMPRE vai perguntar se você quer antes de pôr.

Outros ingredientes típicos também podem ser suavizados (como o dendê) ou simplesmente omitidos (como o coentro) em restaurantes que mais recebem turistas.

Por isso, se você quer sentir todo o gosto da comida baiana, escolha os restaurantes mais freqüentados pelos soteropolitanos.

Acarajé sem dendê, porém, não existe -- graças aos orixás.

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As regiões gastronômicas

Salvador não é uma cidade onde se faça muita coisa a pé. Por isso, existem poucos pólos gastronômicos nitidamente demarcados.

O bairro mais gastronômico da cidade é o Rio Vermelho, que não por coincidência é o que mais tem cara de 'vilarejo'.

No Centro histórico, se você juntar o Pelourinho e o Carmo vai ter um punhado de boas opções. Ali perto, na avenida do Contorno, a Bahia Marina funciona como um shopping de restaurantes chiques à beira-mar.

Há muitos restaurantes ao longo da orla, mas bastante espalhados entre si. E muitos dos bons restaurantes que abriram nos últimos anos estão em bairros longe da orla -- mas perto de onde mora a classe média alta soteropolitana.

Ou seja: para comer bem, prepare-se para chamar um Uber.

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Cozinha baiana

Moqueca & cia.

Restaurante do Senac

Salvador onde comer: Restaurante do Senac

Restaurante do Senac Pelourinho

O buffet do almoço do Restaurante do Senac, no Pelourinho, é um catálogo ao vivo da culinária baiana. Tudo preparado segundo receitas autênticas (dendê e coentro onde e quando necessários). São 14 tipos de moqueca (do raro mexilhãozinho sarnambi ao exótico bacalhau, passando por siri, camarão, lula, polvo, até ovos), complementadas por pratos de ascendência africana (vatapá, caruru, xinxim de galinha, efó, abará, acarajé), receitas tradicionais baianas (quiabada, maxixada, arroz de hauçá, feijão de leite, paçoca, dobradinha), arroz de coco, farofa amarela, pirão, feijão tropeiro... e uma mesa de sobremesas, com cocadas, quindim, doces em calda e outras perdições. Venha com tempo e com fome -- e engate o modo slow.

Aprecie a vista do Pelourinho proporcionada pelos janelões, e releve o buffet de inox, que não combina com o ambiente ou com importância do lugar (está mais para bandejão universitário). Se você já é iniciado na culinária baiana, a dica é priorizar os pratos difíceis de achar em restaurantes, como caruru, arroz de hauçá (com charque), xinxim de galinha ou efó (taioba, camarão seco, cebola, amendoim, leite de coco, dendê). Funciona diariamente apenas no almoço, das 11h30 às 15h30. O preço é fixo: R$ 65 por pessoa (maio/2019), bebidas pagas à parte. (Largo do Pelourinho, 13, tel. 71 3324-8101 - Site)

Yemanjá

Salvador onde comer: Yemanjá

Yemanjá

Você prefere experimentar sua moqueca num ambiente menos turístico? Já faz mais de 50 anos que as famílias soteropolitanas acorrem ao Yemanjá para comer uma moqueca confiável fora de casa. O salão é enorme -- e o serviço, eficiente. Fica na orla, a meio caminho entre a Salvador central e as praias do norte. É um ótimo programa para a volta de um dia na praia do Flamengo ou Stella Maris. (av. Octávio Mangabeira, 4461, Jardim Armação, tel. 71 3461-9010 - Facebook - Instagram)

Ki-Mukeka

Salvador onde comer: Ki-Mukeka

Ki-Mukeka

De caráter mais popular, a rede Ki-Mukeka serve moquecas baianamente corretas, em porções fartas, com preços bons. Eu nunca me decepcionei. A filial mais próxima da área central é a de Amaralina; se você for passar o dia numa das praias do norte, pode aproveitar a filial de Itapuã. (r. Otávio Mangabeira, 345, Amaralina, tel. 71 3240-0192; r. Otávio Mangabeira, 136, Jardim Armação, tel. 71 3461-7333; r. do Vento Sul, quadra 3 lote 5, tel. 71 3374-2147 - Site - Instagram)

Donana

Longe da orla e dos bairros mais turísticos, as moquecas do Donana têm muitos fãs entre soteropolitanos exigentes. A simplicidade do lugar não foi obstáculo para o seu sucesso -- Donana hoje também tem um dos melhores restaurantes de Praia do Forte. (av. Teixeira Barros, s/n, Centro Comercial do Conjunto dos Comerciários, Brotas, tel. 71 3351-8216 - Site - Instagram)

Dona Mariquita

Salvador onde comer: Dona Mariquita

Dona Mariquita - fotos: Ana Maria Domingues de Oliveira

Atenção: neste ponto do texto você está atravessando a linha gourmetizadora das moquecas.

Escondido numa ruazinha do Rio Vermelho onde não passa quase ninguém, o Dona Mariquita é o restaurante mais interessante de Salvador. Se você só tiver espaço na agenda para uma refeição baiana, cuide para que seja aqui. A chef Leila Carreiro resgata o que chama de 'cozinha patrimonial baiana', recolhendo receitas ameaçadas de extinção (e acrescentando toques autorais).

Sua marca registrada é a poqueca de camarão, uma espécie de moqueca que já vem misturada ao pirão e é servida na folha de bananeira. As moquecas propriamente ditas vão além das tradicionais, com versões como a moqueca de jaca com coco verde; de caju com coco verde; ou de banana, maturi (castanha verde de caju), ovo e língua-de-vaca (uma folha). O vatapá é de fruta-pão. E o acaçá de leite (milho branco com leite de coco) pode tanto acompanhar pratos salgados como aparecer na sobremesa, com goiabada.

Abre diariamente das 12h às 17h (é melhor reservar, para ter certeza de que estará aberto). (r. do Meio, 178, Rio Vermelho, tel. 71 3334-6947 - Site - Facebook - Instagram)

Casa de Tereza

Salvador onde comer: Casa de Tereza

Casa de Tereza

Entre os chefs dedicados a suavizar os temperos da cozinha baiana, Tereza Paim é das mais bem-sucedidas. Em sua Casa de Tereza, serve moquecas que não ofendem paladares mais sensíveis (e quem for dendefóbico pode sempre pedir a versão 'ensopado', que vem virgem de dendê). O bobó de camarão da casa também é famoso. Entre os acompanhamentos estão várias farofas originais. Com alguma antecedêcia é possível encomendar o menu-degustação 'comida de santo', para duas pessoas. Curiosidade: Paim também é a responsável pela seção baiana do cardápio do restaurante Fasano. (r. Odilon Santos, 45, Rio Vermelho, tel. 71 3329-3016 - Facebook - Instagram)

Paraíso Tropical

O mais premiado chef da cozinha baiana é Beto Pimentel, dono do Paraíso Tropical, curioso restaurante que funciona numa antiga rinha de galos no (distante) bairro do Cabula. Beto prepara suas moquecas com 'azeite doce' (azeite de oliva, em baianês) e usa o fruto do dendê inteiro no cozimento. Coco verde, maturi (castanha verde de caju) e biribiri (uma frutinha ácida, que parece um jambo sabor limão) são outros ingredientes que fazem a diferença. Na hora da sobremesa, vem à mesa uma generosa amostra das dezenas de frutas que cultiva em seu pomar. É preciso mencionar, porém, que desde 2017 o chef está envolvido na investigação da morte de um garoto dentro da propriedade do restaurante. A imprensa baiana noticiou o acontecido, mas não tem mais acompanhado o caso. (r. Edgar Loureiro, 98B, Cabula, tel. 71 3384-7464 - Facebook - Instagram)

Preta (Ilha dos Frades)

Fotógrafa por formação, a chef Angeluci Figueiredo, a Preta, sabe da importância do visual. Seu restaurante -- obviamente chamado Preta -- é um deleite para os olhos. A começar pela localização: na Ilha dos Frades, que tem algumas das praias mais bonitas da Baía de Todos-os-Santos. (Preta é reincidente: até 2017, seu restaurante funcionava noutro paraíso, a Ilha de Maré.)

À sombra de guarda-chuvas coloridos, Preta cria o cenário perfeito para um almoço pós-praia, com cadeiras e almofadas coloridas, tapetes de corda, uma canoa-sofá, objetos garimpados em brechó. Um box com chuveiro (e toalhas!) está disponível para quem quiser almoçar dessalgado e sequinho. (Você pode pendurar sua roupa de banho num varal -- só não esqueça, como eu já fiz, quando o restaurante era na Ilha de Maré.)

Nada disso teria importância se a comida não valesse a pena. E vale. O carro-chefe de Preta é a moqueca de camarão que leva polpa de coco verde e nacos de fruta-pão, servida com farofa de banana e tapioca, feijão verde e arroz. Comece pelos rolinhos de siri com dip de tamarindo, e termine com um sorvete de coco verde. Peça suas roskas de sirigüela sem moderação -- afinal, não é você que vai dirigir o barco na volta.

Os pratos principais custam entre R$ 110 e R$ 140 e servem duas pessoas (até três ou mesmo quatro, se pedirem entradas).

Agora, o mais importante: reserve -- e com antecedência. Sem reserva, você vai até a Ilha dos Frades apenas para ser recusado pela hostess e em seguida estrilar no TripAdvisor. A reserva é pelo WhatsApp: (71) 9326-7461.

Fora de temporada, o Preta funciona de 5ª a domingo. Em janeiro e até o carnaval, abre de 3ª a domingo. As informações estão sempre atualizadas no Instagram do restaurante.

Como chegar ao Restaurante Preta

Há três maneiras.

O jeito tô podendo é fretar uma lancha. Em turma, nem sai tão caro: o traslado ida e volta para um grupo de até 9 pessoas deve sair R$ 700. Alguns dos operadores recomendados pelo restaurante: Charles (tel. 71 8515-5136), Pita (tel. 71 8741-9083) e Tiago (tel. 71 99996-6767).

O esquema de melhor custo x benefício é pegar o passeio exclusivo à Ilha dos Frades vendido pela Cassi Turismo (a mesma que faz traslados para Morro de São Paulo). Atenção: para almoçar na Preta, precisa ser esse passeio exclusivo à Ilha dos Frades. Existe um passeio combinado Ilha dos Frades + Itaparica que é vendido por várias agências (incluindo a Cassi), mas que só fica nos Frades até 13h, levando os passageiros para almoçar num buffet em Itaparica. Dá para comprar esse passeio exclusivo à Ilha dos Frades da Cassi pela internet: saindo do terminal náutico do Mercado Modelo custa R$ 60 por pessoa; saindo de hotéis do Centro e Rio Vermelho, R$ 80 por pessoa; saindo de hotéis de Pituba a Stella Maris, R$ 110 por pessoa. Os passeios com saída dos hotéis incluem retorno aos hotéis, evidentemente.

O modo ultra-econômico de chegar é pegando um ônibus de linha a Madre de Deus, de onde saem barcos de linha a Loreto e Paramana, na Ilha do Frades. Em Paramana você vai precisar negociar outro barco para levar você à ponta de Nossa Senhora de Guadalupe, do outro lado da ilha, onde está o Preta. Ou seja: para ir ao Preta, não é um esquema viável.

Com reportagem de Flavia Penido e fotos de Núbia Bento Rodrigues

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Acarajé

Comida ritual de candomblé, preparada e servida por baianas vestidas a caráter, o acarajé entrega a Bahia numa mordida. O bolinho de massa de feijão fradinho (temperado só com cebola e sal) é frito no azeite de dendê e recheado com camarão seco, vatapá, às vezes caruru (creme à base de quiabo), vinagrete (chamado de 'salada') e pimenta em pasta.

Ao abrir o bolinho, a baiana pergunta se você quer pimenta. Você também pode pedir para não incluir os componentes de que não goste. (Algumas vão perguntando, passo a passo, se você quer -- camarão, vatapá, caruru, salada...)

O acarajé normalmente é entregue recheado como um sanduíche, mas em alguns tabuleiros ou quiosques você pode pedir 'no prato' -- nesse caso, o bolinho vem cortado e os componentes, separados, para comer com garfo. O preço médio de um acarajé com camarão é de R$ 10; no prato, pode custar até R$ 12.

As mesmas baianas que fazem acarajé também costumam vender abará (feito com a mesma massa, só que cozido ao vapor, e que pode levar os mesmos recheios), cocadas e bolinho de estudante (doce frito de tapioca e coco).

Salvador acarajé

Qual é o melhor acarajé de Salvador? Como regra geral, o melhor acarajé é o que está fresquinho, o que acabou de ser frito. Acarajé que ficou um tempão esperando um comprador vai ser no máximo nota 5.

Os bons tabuleiros se espalham por toda a cidade, e começam a funcionar do meio para o fim da tarde. Seus pontos, licenciados pela prefeitura, são passados de mãe para filha (e agora, a filhos também). Para sorte dos visitantes, três das grifes mais tradicionais da cidade estão a pertinho uma da outra no Rio Vermelho.

O Acarajé da Dinha é tão importante que o Largo de Santana, na entrada do Rio Vermelho, hoje é mais conhecido como "Largo da Dinha" (r. João Gomes, 25, Largo de Santana, Rio Vermelho, tel. 71 99153-7069 - Facebook). O Acarajé da Regina está numa pracinha um pouco adiante (r. Guedes Cabral, 81, Largo de Santana, Rio Vermelho, tel. 71 98647-8069). E a filial do Acarajé da Cira, na outra ponta do bairro (Largo da Mariquita, Rio Vermelho).

A matriz do Acarajé da Cira, numa pracinha de Itapuã, está bem-localizada para a volta de um dia numa das praias do norte (r. Aristides Milton, 161, Itapuã, tel. 71 99910-2731 - Facebook).

Um pôr do sol no Farol da Barra também pode ser acompanhado por um acarajé famoso: ali fica o Acarajé da Tânia.

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Lambreta!

Salvador onde comer lambreta

Este molusco que habita mangues é uma iguaria soteropolitana. Existe em outros pontos do Nordeste -- mas é na Bahia, e especialmente em Salvador, que recebe a devida atenção.

Lambreta é uma prima mais graúda das amêijoas/vôngoles/berbigões que, uma vez cozida, tem consistência mais firme que um mexilhão, e um gosto acentuado de mar. O gosto se deve ao modo de preparo mais comum: as lambretas são postas na panela com cebola, tomate (às vezes também pimentão e salsão), coentro e um fio de azeite de oliva ('azeite doce', na Bahia), sem acrescentar água.

É acender o fogo e esperar: não demora muito, e as lambretas se abrem, liberando toda a água salgada acumulada nas conchas. A idéia é comer as lambretas e tomar o caldo, que tem fama de afrodisíaco e curador de ressaca (nem precisava, é um consomê maravilhoso em si).

Não saia da Bahia sem provar lambreta! Se você gosta de frutos do mar mais diferentões, vai se viciar.

Onde comer lambreta

Salvador onde comer lambreta

Lambreta é um tira-gosto muito comum em botecões perto do mar. Mas se quiser experimentar no quartel-general da lembreta, onde são garantidamente frescas (conforme o enigma de Tostines), vá ao bairro da Mouraria, no centro antigo. Os bares dali atraem os famintos de lambreta e sedentos de cerveja de garrafa, nas noites de 3ª a sábado (a mais concorrida é 6ª).

O epicentro do consumo serial de lambreta se situa entre os bares Koisa Nossa, célebre por já ter sediado o bloco Os Internacionais (trav. Eng. Allioni, 1, tel. 71 3266-5596 - Facebook), e Lambreta.com (trav. Eng. Allioni, 5, tel. 71 3321-8375).

Tradicionais

Ainda que estejam localizados na região central, alguns dos restaurantes tombados pelo patrimônio afetivo soteropolitano estão fora do radar da grande maioria dos turistas.

Porto do Moreira

Salvador onde comer: Porto do Moreira

Porto do Moreira

Aberto em 1938, o Porto do Moreira é um belo botequim preservado na Carlos Gomes (entre o Campo Grande e a Praça Castro Alves), freqüentado por advogados e funcionários públicos graduados. Seu pratos de referência são o cozido e os ensopados (incluindo carneiro e uma galinha à cabidela). Suas moquecas não são como as outras: tem de carne, de bacalhau e de miúdos. Abre só para o almoço. (r. Carlos Gomes, 488, tel. 71 3322-2814 - Facebook - Instagram)

Filé do Juarez

Salvador onde comer: Filé do Juarez

Filé do Juarez

O Filé do Juarez, na Cidade Baixa (Mercado do Ouro), é de 1955. São mais de 60 anos servindo o filé alto que dá nome à casa e tem um ponto inexplicável: é torrado (torrado mesmo) por fora, mas permanece vermelho por dentro. Uma delícia. Abre só para almoço -- e fecha domingo. (av. Jequitaia, 804, Mercado do Ouro, Comércio, tel. (71 99922-3378)

Caxixi

Na região do Largo 2 de Julho, entre a rua Chile e a av. do Contorno, o Caxixi tem um belo botequim na frente e mesas convencionais nos fundos. O carro-chefe da casa é o malassado, com carne bem frita por fora e vermelhinha por dentro, envolta em molho espesso de tomate e pimentão e recoberta com torresmo. (Há quem chame o filé do Juarez de malassado, mas malassado que é malassado leva molho.) Também é muito procurado pela carne de sol (que na Bahia é carne do sol). Toda 2ª feira serve quiabada; 3ª é dia da galinha ao molho pardo. Abre até as 21h de 2ª a 6ª e até as 18h no sábado. Fecha domingo. (r. do Cabeça, 123, Dois de Julho, tel. 71 4105-3951 - Site)

Colón

O malassado também é a estrela do restaurante mais antigo de Salvador em atividade, o Colón, no Comércio (Cidade Baixa). No mesmo endereço desde 1914, tem no menu os clássicos dos restaurantes das antigas: ensopados, galinha caipira, miúdos. Abre de 2ª a 5ª até as 19h, 6ª até as 21h, sábado até as 15h. Fecha domingo. (praça Conde dos Arcos, 3, tel. 71 3242-3847 - Facebook)

Roska!

Salvador roskas

Que caipirinha o quê: na Bahia, o drink oficial do Brasil foi desbancado, há muitos anos, pela caipiroska. Perdão: pela roska, com 'r' suave. Como é de vodka, combina com qualquer fruta -- a começar pelo nome.

Não se espante: tem abacaxiroska, cajuroska, kiwiroska, limaroska (de lima-da-pérsia), umburoska, já ouvi até sirigüeloska. Algumas roskas, porém, têm nome composto -- roska de maracujá, roska de morango. 'Roska' sozinha provavelmente será entendida como de limão.

No verão, não deixe de experimentar roskas de sirigüela, umbu e caju. Na segunda ou terceira você já vai adquirir aquele sotaque perfeito d'O Segundo Sol.

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Restaurantes no Pelourinho e no Carmo

Pelourinho

Se você está na região do Pelô e quer almoçar comida baiana, a escolha natural é o buffet do Restaurante do Senac (falamos dele no início da seção Comida baiana).

Os dois restaurantes mais elegantes da área estão próximos à entrada do bairro.

Maria Mata Mouro

O tradicional Maria Mata Mouro aproveita o pátio de um casarão histórico, com direito a fonte (se você for, reserve sua mesa ali). No cardápio, pratos baianos (moquecas, bobó), filés (ao molho de cassis, au poivre, ao chocolate com especiarias) e pescados (bacalhau, camarão com arroz selvagem, atum ao balsâmico). (r. da Ordem Terceira, 8, tel. 71 3321-3929 - Site - Facebook - Instagram)

Villa Bahia

Salvador onde comer: Villa Bahia

Restaurante Villa Bahia

Vizinho à igreja de São Francisco, o restaurante do charmoso hotel Villa Bahia tem maiores ambições culinárias. O chef Guto Lago revisita a cozinha mediterrânea, incluindo ingredientes brasileiros. A grande pedida é o menu executivo do almoço, de 2ª a 6ª, com entrada e prato principal a R$ 59 -- com mais R$ 10, inclui a sobremesa. (Largo do Cruzeiro de São Francisco, 18, tel. 71 3322-4271 - Instagram)

A Cubana

Desde 1930 ocupando a loja da parte alta do Elevador Lacerda, A Cubana é a sorveteria mais antiga de Salvador. Fazer um tira-teima entre seus sorvetes e os da Sorveteria da Ribeira é da maior importância científica para todo viajante. Mas a Cubana não se limita a aplacar o calor do forasteiro: também quebra o galho quando o itinerário não permite parar para almoçar sentado. Dois lanches têm gostinho de Bahia: o pão-delícia recheado com frango e a quiche de carne seca com banana da terra. Para quem não vai até o Elevador, a Cubana tem uma filial na rua Portas do Carmo -- uma das vias de passagem para o Largo do Pelourinho. (Elevador Lacerda, tel. 71 3322-7000 - R. Portas do Carmo, 12, tel. 71 3321-6162 - Instagram)

Santo Antônio Além do Carmo

Poró

O restaurante mais inventivo do centro histórico fica no Santo Antônio Além do Carmo: é o Poró. É a cara do bairro: despojado e antenado (e com preço justo). No cardápio, costelinha bêbada, acompanhada por purê de batata doce; cubos de peixe no leite de coco e molho de ostras, com arroz japonês e alho-poró; filé de peixe com vatapá de inhame; enroladinho de frango com acelga, tapioca de coentro e farofa de coco. Tem menu especial no almoço e música nas noites de 5ª e sábado, no Porão do Poró. (Facebook - Instagram)

Pysco

A varanda com vista para a região portuária e a Baía de Todos-os-Santos é a grande atração do Pysco -- sobretudo ao pôr do sol. Da cozinha saem pratos como fettucine na tinta de lula com frutos do mar, ravioli de espinafre ao sugo e atum selado com arroz de tomate. É o mesmo local onde por muito tempo funcionou o Al Carmo. (r. do Carmo, 42, tel. 71 3241-7962 - Facebook - Instagram)

Cafélier

Outra varanda disputada no Carmo é a do Cafélier. Passe para tomar um café com uma fatia de torta búlgara. A fila para conseguir uma mesa com vista para o pôr do sol costuma ser grande. (R. do Carmo, 50, tel. 71 3241-5095 - Facebook - Instagram)

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Restaurantes na av. do Contorno

Esta pequena região tem a maior concentração de restaurantes freqüentados pela elite caixa-alta de Salvador.

Amado

Salvador onde comer: Amado

Amado

O Amado funciona num antigo armazém portuário repaginado como restaurante chique. O chef Edinho Engel construiu sua fama no cultuado Manacá, no Litoral Norte paulista, e desde 2018 supervisiona o trabalho do chef Ricardo Brito. O cardápio sempre tem novidades; espere encontrar pratos como as vieiras com purê de couve-flor, o risoto de carne seca com feijão e as costeletas de cordeiro com nhoque de aipim. Chegue cedo para tomar um drink na varanda debruçada no mar. (av. Lafayette Coutinho, 660, tel. 71 3322-3520 - Facebook - Instagram)

Soho

Salvador onde comer: Soho

Soho

Na Bahia Marina, o japa Soho é a sala de estar da jovem burguesia sótérópólitana. Tem um belo cardápio de robatas (espetinhos) e sushis diferentões. A varanda sobre o mar, com chão de vidro, é mais disputada que o balcão do sushiman. (av. Lafayette Coutinho, 1010, Bahia Marina, tel. 71 3322-4554 - Facebook - Instagram)

Lafayette

Salvador onde comer: Lafayette

Lafayette

Vizinho ao Soho, o Lafayette, as mesas cobiçadas são as que ficam no deck sob árvores frondosas (mas as do salão também têm ótima vista, graças à parede de vidro). O estilo aqui é comfort food com toques moderninhos: filé alto com crosta de gorgonzola e nhoque; peixe com risoto de limão siciliano e cogumelos; atum selado e tempurá de camarão sobre purê de batata. De sobremesa, rolinho primavera de banana e doce de leite. (av. Lafayette Coutinho, 1010, Bahia Marina, tel. 71 3321-6437 - Facebook - Instagram)

Mistura Contorno

Salvador onde comer: Mistura Contorno

Mistura Contorno

Filial (ou seria upgrade?) de um restaurante tradicional de Itapuã, o Mistura Contorno ocupa uma mansão que foi poupada da demolição pela torre residencial construída ao lado. Mesmo preservada, a casa não escapou de um retrofit que envidraçou toda a fachada -- você só percebe que está num casarão antigo depois que entra. A decoração opulenta serve adequadamente de cenário para o cardápio ultra-sofisticado da chef Andréa Ribeiro, ancorado, como na matriz, em peixes e frutos do mar: brodetto adriático (lagosta e frutos do mar em seu caldo); ceviche com água de coco; polvo à siciliana; cappelleti nero de bacalhau. Há também pratos de carne. (Ladeira do Gabriel, 334, tel. 71 2137-0782 - Facebook - Instagram)

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Restaurantes no Centro

Fasano

Salvador onde comer: restaurante Fasano

Fasano

O restaurante do hotel Fasano entrou na disputa pelo PIB gastronômico de Salvador com um repertório de clássicos italianos: crudo (lâminas de peixe cru no azeite); filé à Rossini (com vinho do Porto, trufas negras e foie gras); risoto de funghi porcini; penne cacio e pepe (queijo de cabra e pimenta preta); camarões ao limão e vinho. Há uma seção de comida baiana (moquecas, bobó, camarão ao molho de mangaba com arroz de coco) assinada por Tereza Paim, da Casa de Tereza. (Praça Castro Alves, 5, tel. 71 2201-6300 - Site)

Adamastor

Na rua Chile, o Adamastor oferece a chance de apreciar o belo trabalho de ambientação do hotel Fera Palace. O mais bacana aqui é pegar uma das mesas da área do bar, pedir uma roska ou um drink e um petisco -- como os pastéis de carne seca, siri e queijo -- ou uma entrada, como o ceviche com chip de banana da terra. (r. Chile, 20, tel. 71 3036-9201 - Site)

Mais restaurantes no Centro: leia sobre o Filé do Juarez, o Porto do Moreira, o Caxixi e o Colón, na seção Tradicionais.

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Restaurantes no Rio Vermelho

O Rio Vermelho é o bairro boêmio de Salvador, e por isso tem a melhor oferta de bons restaurantes e bares, a distâncias razoavelmente pequenas (não ficam exatamente um ao lado do outro, mas ao longo de cinco ou seis quadras).

La Tapería

Salvador onde comer: La Tapería

La Tapería

Desde que abriu, em 2012, o bar de tapas La Tapería vive lotado. Pudera: tem comida boa e fresca (pão com tomate, gambas al ajillo, chipirones a la plancha), preços razoáveis e um público de ótimo astral. (r. da Paciência, 251, Rio Vermelho, tel. 71 3334-6871 - Facebook - Instagram)

Chupito

Para acomodar o excesso de procura, o La Tapería abriu ao lado o Chupito, bar especializado em shots à base de tequila (e daí afora), com DJs todas as noites. Abre de 4ª a domingo. (r. da Paciência, 263, Rio Vermelho, tel. 71 99125-3958 - Facebook - Instagram)

Manga

A novidade do Rio Vermelho é o bistrô contemporâneo Manga. O casal de chefs Kafe e Dante Bassi servem apenas pratos autorais, em combinações inusitadas. Tipo: salada de mamão verde com castanha do pará; ceviche de caju com maxixe; ravióli de lentilha no dashi de porco; polvo na brasa com salsa de chorizo. Há um menu-degustação de 6 etapas. Faça reserva. (r. Profª Almerinda Dutra, 40, Rio Vermelho, tel. 71 3506-2744 - Facebook - Instagram)

Pasta em Casa

Salvador onde comer: Pasta em Casa

Pasta em Casa

Aberto inicialmente como uma rotisseria, o Pasta em Casa em pouco tempo se tornou um dos restaurantes italianos mais concorridos de Salvador. No almoço, oferece a 'ilha de massas' -- três opções de massa que podem ser repetidas à vontade, acompanhadas ou não por uma carne. À noite funciona o forno de pizzas, de onde sai uma aclamada pizzetta de burrata. (r. Profª Almerinda Dutra, 67, Rio Vermelho, tel. 71 3334-7232 - Facebook - Instagram)

Sagaz Assador

Salvador onde comer: Sagaz Assador

Sagaz Assador

Na rua João Gomes, a principal do bairro, o Sagaz Assador é uma pequena churrascaria moderninha, com cortes à moda espanhola -- alguns deles, como o chuletón, maturados a seco por 40 dias na própria casa. (r. João Gomes, 148, Rio Vermelho - Facebook - Instagram)

Taboada Bistrô

Salvador onde comer: Taboada Bistrô

Taboada Bistrô

O Taboada Bistrot é francês na decoração e no cardápio: steak tartare, robalo com bisque de camarão, filé au poivre com gratin de batatas. O toque brasileiro é um pato com jabuticaba. (r. José Tabuada Vidal, 9, Rio Vermelho, tel. 71 3334-7846 - Facebook - Instagram)

Boteco do França

O botequim oficial do Rio Vermelho é o Boteco do França, estragicamente escondido numa viela. Cerveja de garrafa, petiscos clássicos e pratos que servem até 3 pessoas enchem o lugar desde o fim da tarde. (r. Borges dos Reis, 24, Rio Vermelho, tel. 71 3334-2734 - Facebook)

Confraria das Ostras

Na rua Fonte do Boi, onde estão os hotéis Ibis e Mercure, a Confraria das Ostras serve ostras trazidas de Florianópolis numa gostosa varanda. O cardápio é complementado por massas, filés e risotos. (r. Fonte do Boi, 8, Rio Vermelho, tel. 71 3334-7504 - Facebook - Instagram)

Mais restaurantes no Rio Vermelho: leia sobre o Casa de Tereza em Comida baiana, sobre os acarajés da Dinha, Regina e Cira em Acarajés; sobre Pedra da Sereia, Oceânico, Salvador Dalí e Vila Caramuru em Orla; e sobre o Blue Praia Bar em Barracas de praia.

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Restaurantes na Orla

Da Ribeira até a praia de Aleluia, Salvador tem 45 km de beira-mar. Ao longo dessa costa, muitos restaurantes incluem vista para o mar no cardápio. Nesta seção você encontra uma seleção deles, listados em ordem geográfica -- da Baía de Todos-os-Santos ao mar aberto.

Pedra Furada & Ribeira

Salvador onde comer: Pedra Furada

Pietro's Bar, Pedra Furada

Os bares da Pedra Furada, no Monte Serrat, preparam moquecas autênticas e são um ótimo complemento a um passeio à igreja do Bom Fim -- sobretudo se você chegar no meio da tarde, para pegar o pôr do sol (ali ou na Ponta do Humaitá, que fica pertinho). Vá de Uber ou táxi: as ruas são estreitas e o estacionamento, dificílimo.

Os dois restaurantes mais simpáticos são o Pietro's Bar (r. Rio Negro, 6, tel. 71 3316-3395 - Facebook) e o Recanto da Lua Cheia (r. Rio Negro, 2, tel. 71 3315-1275 - Facebook).

Ribeira

Salvador o que fazer: Sorveteria da Ribeira

Sorveteria da Ribeira

Para a sobremesa, chame outro táxi ou Uber e vá à Sorveteria da Ribeira (r. da Penha, 87, tel. 71 3316-5451 - Facebook - Instagram), delicioso patrimônio cultural de Salvador, ou ao Museu do Sorvete dos Sorvetes Real, no Solar Amado Bahia (r. Porto dos Tainheiros, 80, tel. 71 3023-5953 - Site - Instagram).

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Centro

No Centro histórico, o Cafélier e o Pysco oferecem uma vista bonita (e curiosa) para a zona portuária e a Baía. Leia em Santo Antônio Além do Carmo.

Os restaurantes da Bahia Marina, como o Soho e o Lafayette, estão à beira d'água. E o Mistura Contorno, ali perto, proporciona a vista do alto. Leia em Av. do Contorno.

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Ladeira da Barra

O trecho da av. Sete de Setembro conhecido como Ladeira da Barra é um ponto estratégico para contemplar a Baía de Todos-os-Santos, com Itaparica ao longe (e o espigão do Corredor da Vitória à sua direita).

Egeu

Apesar do nome, o Egeu tem cardápio mais genericamente mediterrâneo do que propriamente grego. Não fecha entre o almoço e o jantar (av. Sete de Setembro, 2830, Ladeira da Barra, tel. 71 99329-3220, Site - Instagram)

Acqua Café

Salvador onde comer: Acqua

Acqua Café

Junto ao Iate Clube da Bahia, o Acqua Café tem duas varandas debruçadas na Baía. Abre às 16h -- para garantir sua mesa ao pôr do sol, reserve. (av. Sete de Setembro, 3244, Ladeira da Barra, tel. 71 3019-1635, Facebook - Instagram)

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Porto da Barra ao Rio Vermelho

Pereira

Salvador onde comer: Pereira

Pereira

No Porto da Barra, o já veterano Pereira (aberto há 15 anos!) é um oásis de charme numa praia onde a maioria dos bares deixa a desejar. Pode ser usado como bar ou como restaurante. Dispense o ar condicionado e aproveite a gostosura do deck, com direito a árvore frondosa e vista para o mar. (av. Sete de Setembro, 3959, Porto da Barra, tel. 71 3264-6464 - Facebook - Instagram)

Bravo Burger & Beer

O novo vizinho de vila do Pereira é o Bravo Burger & Beer, uma hamburgueria gourmet que surgiu em 2015 na Pituba e já virou uma rede. O cardápio traz muitas variações à base de carne Angus, em pão de batata doce, com complementos interessantes (queijos regionais, maioneses diferentes, chutney de bacon). Há também um curioso burger de bode e, ocasionalmente, burgers de carne Wagyu. (av. Sete de Setembro, 3959, Porto da Barra, tel. 71 3561-0829 - Facebook - Instagram)

Barravento

No Farol da Barra, não tem pra ninguém: o dono do pedaço é o Barravento, caso único de restaurante construído no calçadão, sobre a areia. As instalações ainda estão novinhas, depois uma reconstrução total. Se o Farol da Barra é o lugar mais carismático para assistir ao pôr do sol de Salvador, o Barravento é o melhor lugar para assistir aos efeitos do pôr do sol no Farol da Barra. Informação para mamães e papais: o restaurante tem brinquedoteca para os pimpolhos. (av. Oceânica, 814, Farol da Barra, tel. 71 3247-2577 - Facebook - Instagram)

Restaurantes na Pedra da Sereia

Salvador o que fazer: pôr do sol da Pedra da Sereia

Pedra da Sereia

No início do Rio Vermelho, a Pedra da Sereia é um promontório com vista para Ondina -- e, adivinhe, para o pôr do sol no mar. Por ali, escolha entre o informal Pedra da Sereia (r. Pedra da Sereia, 66, Rio Vermelho, tel. 71 3336-0553 - Facebook - Instagram) e o gastronômico Oceânico (r. Pedra da Sereia, 20, tel 71 3565-3087 - Facebook).

Salvador Dalí

Salvador onde comer: Salvador Dalí

Salvador Dalí

A varanda do Salvador Dalí avança sobre o mar e pode fazer você se sentir num barco. O cardápio tende para o mediterrâneo. (r. Borges dos Reis, 158, Rio Vermelho, tel. 71 3335-4593 - Facebook - Instagram)

Vila Caramuru

O antigo Mercado do Peixe, em frente ao Largo da Mariquita, entrou no projeto de requalificação urbana do Rio Vermelho e foi de 8 a 80 -- o aglomerado insalubre de restaurantes típicos se transformou na anódina Vila Caramuru, uma espécie de praça de alimentação de shopping a céu aberto, onde o sertanejo parece tocar mais alto que o axé.

Mais restaurantes com vista nesta área: leia sobre o La Tapería e o Chupito na seção Rio Vermelho, e sobre o Blue Praia Bar em Barracas de Praia.

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Amaralina a Itapuã

Vila Jardim dos Namorados

No finzinho da orla da Pituba tem novidade: desde o fim de 2018, funciona ali o centro gastronômico Vila Jardim dos Namorados. Segue os moldes da Vila Caramuru do Rio Vermelho, mas com uma vantagem: está livre do karma de ter substituído um lugar tradicional como o antigo Mercado do Peixe. Pelo contrário: o local estava abandonado, e a implantação da Vila foi um ganho para a orla da Pituba. No elenco de 6 quiosques-restaurantes, o destaque maior vai para a filial do Acqua Café. (av. Octávio Mangabeira, s/n, Pituba - Site - Instagram)

Mistura Itapuã

Salvador onde comer: Mistura Itapuã

Mistura Itapuã

Em Itapuã, o Mistura começou como uma barraca de praia e se tornou a grande referência em peixes e frutos do mar de Salvador. O cardápio é um tiquinho menos sofisticado do que a filial da av. do Contorno; a seção de moquecas e ensopados tem pratos para dividir (a mariscada dá para 4 pessoas). O irresistível buffet de antipastos do mar deve ser apreciado com moderação: cada 100g custam R$ 20. (r. Prof. Souza Brito, 41, Itapuã, tel. 71 3375-2623 - Site - Instagram)

Casa di Vina

A grande atração da Casa di Vina, também em Itapuã, é o fato de ocupar a casa onde Vinicius Moraes passava suas tardes em Itapuã (e as manhãs e as noites também, ao lado da sétima mulher, a atriz baiana Gessy Gesse). A comida é ítalo-baiana. Aproveite para visitar o pequeno museu dedicado à permanência do Poetinha na Bahia, na ante-sala do seu antigo quarto. (r. Flamengo, 44, Itapuã, tel. 71 3014-8730 - Facebook - Instagram)

Mais restaurantes na região: leia sobre o Yemanjá e a rede Ki-Mukeka na seção Comida baiana.

Barracas de Praia

Entre 2010 e 2011, todas as barracas de praia de Salvador foram postas abaixo. Desde então, grandes barracas de praia só são permitidas se ocuparem um lote em terra firme. Na areia, ficaram apenas barracas genéricas, desmontáveis.

Se você quer passar o dia numa barraca tipo beach lounge, escolha uma dessas:

Blue Praia Bar

Na Praia do Buracão, no Rio Vermelho, funciona o único bar rente à areia da Salvador central: o Blue Praia Bar. Fica numa ruazinha com pouquíssimas vagas de estacionamento, mas tem manobrista.

Salvador onde comer: Blue Praia Bar

Blue Praia Bar

O Blue ocupa a área externa de um pequeno prédio que dá de fundos para a praia. Na parte alta do terreno há camas e almofadões; as mesas ficam na parte baixa. Na temporada, oferece serviço de praia. No verão 2019, cobrava R$ 30 pelo kit de guarda-sol e duas cadeiras (grátis para consumo a partir de R$ 100). A cozinha prepara de ceviche a moqueca; a carta de drinks tem gin-tônicas, negronis e criações da casa. De 5ª a sábado funciona também à noite. Fecha 4ª. (r. Barro Vermelho, 310, Praia do Buracão, Rio Vermelho, tel. 71 99675-8734 - Facebook - Instagram)

Barracas do Lôro

Mas nesse quesito barraca de praia, o dono do pedaço em Salvador é o grupo Lôro, que já tinha mega-barracas antes das demolições e se adaptou às novas regras, inclusive reconstruindo duas unidades. Ao todo são 3 Barracas do Lôro, todas nas praias do norte.

Salvador barracas de praia: Lôro Pedra do Sal

Lôro Pedra do Sal

A minha preferida é a Barraca do Lôro Pedra do Sal, escondidinha num trecho residencial de Itapuã. Antiga Bora Bora, esta é a única barraca que sobreviveu à nova ordem praiana de Salvador sem precisar mudar de lugar. Continua como sempre foi: discreta e confortável, imune à badalação ou ao excesso de lotação. É a melhor escolha para um dia de sossego nas praias do norte -- especialmente num dia de semana. A entrada é pela rua Caramujo, que sai em frente a um portão de serviço do hotel Deville. Não se deixe intimidar pela guarita: o guardinha vai pedir apenas para você se identificar (às vezes, nem isso) e vai liberar a cancela. (r. Vinicius de Moraes, Pedra do Sal, tel. 71 3023-5018)

Salvador barracas de praia: Lôro Stella Maris

Lôro Stella Maris

A Barraca do Lôro Stella Maris não tem espreguiçadeiras na área principal. O foco aqui é o restaurantes, arejado e bem-cenografado -- mas a barraca tem também serviço de praia. O atendimento no fim de semana pode ser confuso. (al. Mar del Plata, 6, tel. 71 2137-5002 - Site)

Salvador barracas de praia: Barraca do Lôro Flamengo

Barraca do Lôro Flamengo

Já a Barraca do Lôro Flamengo é a reconstrução da Barraca do Lôro original, agora na 'quadra da praia', e não sobre a areia. Como a antiga, fica na praia de Aleluia, como é conhecido o trecho final da praia do Flamengo. A nova Lôro mantém as características de beach lounge, com espreguiçadeiras misturadas às mesas, e uma área de gazebos privativos. A diferença para a antiga Lôro é que a praia está mais longe -- para se sentir de verdade na praia, você precisa conseguir uma das espreguiçadeiras da fila do gargarejo (ou cacifar um dos gazebos). De todo modo, também dá para ficar na areia e aproveitar o serviço da barraca. No fim de semana, chegue cedo para pegar lugar -- a barraca lota. (r. Desembargador Manoel Andrade Teixeira, 266, Flamengo, tel. 71 3015-0140 - Facebook - Instagram)

Barraca do Pipa

Salvador barracas de praia: Barraca do Pipa

Barraca do Pipa

Ali pertinho, a Barraca do Pipa (mais conhecida como 'Barraca da Pipa' ou 'Barraca Pipa') é uma alternativa mais popular ao Lôro -- cadeiras de plástico abundam, mesmo na área da barraca. O ambiente, porém, é mais praiano -- graças a coqueiros e ao fato de estar na última esquina da praia de Aleluia, sem construções à esquerda. (al. Cabo Frio, s/n, tel. 71 3378-1182 - Facebook)

Leia sobre o restaurante Preta, na Ilha do Frade, em Comida baiana.

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Fora da orla

A expansão imobiliária de Salvador não se dá na orla, mas em bairros longe da praia, protegidos da maresia e servidos pela rede de avenidas expressas.

Alguns restaurantes que justificam sair do circuito Centro Histórico-bairros da orla:

Origem

Salvador onde comer: Origem

Origem

Depois de morar 13 anos nos Estados Unidos (onde se formou cozinheiro na escola Cordon Bleu e trabalhou em hotéis de luxo da Flórida), o soteropolitano Fabricio Lemos voltou à Boa Terra em 2010. Fez carreira em alguns dos melhores endereços da cidade (incluindo o Amado) até abrir, em 2016, o restaurante que imediatamente seria alçado ao posto de mais gastronômico da cidade: o Origem.

A casa trabalha apenas com menu-degustação, atualmente com 14 passos. São sempre pequenas porções baseadas nos 'biomas da Bahia'. Ingredientes que fazem parte da cozinha baiana são embaralhados em receitas que podem mudar diariamente. Alguns itens são recorrentes, como a carne de fumeiro do couvert, o abarajé (um abará empanado e frito, intermediário entre o abará e o acarajé de verdade) e o pão-delícia com tinta de lula e aratu (um 'bao' baiano). Sorbets e sobremesas são criação de Lisiane Arouca, que vem a ser a cara-metade de Fabricio.

O menu-degustação sai R$ 180 por pessoa; com harmonização de vinhos, fica em R$ 300 por pessoa (maio/2019). Abre apenas à noite. Reserve pelo site, idealmente com duas semanas de antecedência. Sem reserva, você vai precisar colocar seu nome numa lista de espera para ser atendido na segunda rodada da noite, às 22h30. (Alameda das Algarobas, 74, Caminho das Árvores, tel. 71 99202-4587 - Site - Instagram)

Ori

Salvador onde comer: Ori

Ori

Aberto no fim de 2018, o Ori é o filhote prêt-à-manger do Origem. No lugar do menu-degustação que muda todos os dias, um cardápio mais duradouro, que inclui belisquetes (mini-tacos de barriga de porco e repolho; crispy de milho com atum fresco), pratinhos para dividir (burrata, pupunha e tomate assado; polvo, mousseline de mandioquinha e aioli) e, para quem quiser chegar até lá, pratos principais (ravioli de vatapá com camarão e maturi; carne de sol, purê de aipim, couve e tapioca). As sobremesas também são de Lisiane Arouca (destaque para o bolo 'toalha felpuda', de coco). Abre de 3ª a sábado para almoço (com menu de meio-dia) e jantar. (av. Santa Luzia, 656, Horto Florestal, tel. 71 98890-8357 - Instagram)

Larriquerri

Em seu segundo endereço, numa praça do Garcia, o Larriquerrí é um dos restaurantes mais queridos de Salvador. O nome estranho é uma corruptela (e põe corruptela nisso) de "la rue qui rit", ou "a rua que ri", em francês. A proposta é comfort food na veia -- um cardápio enxuto, de pratos gostosos, que não requerem nenhum esforço intelectual para serem apreciados: nhoque de batata doce com camarão; bacalhau à Brás; arroz de pato; fettuccine com berbigão (vôngole); mezzaluna de damasco. Reserve pelo WhatsApp. Para os sem-reserva, a alternativa à longa espera é ficar pelo Larribar mesmo -- veja abaixo. (pç. Alexandre Fernandes, 26, Garcia, tel. 71 3043-0934, reservas pelo WhatsApp 71 99972-1122 - Facebook - Instagram)

Larribar

De tanto lotar o Larriquerrí, o bar do restaurante ganhou vida própria e tornou-se o Larribar. A carta de drinks traz clássicos e criações originais. Para comer, bolovo (tradicional ou de bacalhau), lingüicinha de cordeiro, pastéis de roupa velha, kafta de cordeiro... (pç. Alexandre Fernandes, 26, Garcia, tel. 71 3043-0934 - Facebook - Instagram)

A Casa Vidal

Depois de 5 anos de sucesso na Barra, A Casa Vidal se mudou para o Caminho das Árvores. É um dos restaurantes mais elegantes da cidade. Entre os pratos mais pedidos estão o ravióli com cauda de lagosta (que sai do cardápio em época de defeso), o bife à Wellington (com interior rosado, servido em crosta) e o magret de pato com laranja. Entre as novidades, um tamboril com presunto de parma e risoto. Reservar é essencial. (al. das Cajazeiras, 417, tel. 71 99315-5052 - Facebook - Instagram)

La Pulpería

Quando bater a vontade de comer carne num quintal arborizado, dirija-se ao La Pulpería, em Brotas. A churrascaria funciona num galpão sem vidros -- os lugares mais cobiçados ficam na varanda à sombra das árvores. A maior parte dos cortes segue a escola argentina, mas dá também para pedir picanha; escolha o arroz pampeiro (versão local do arroz maluco ou arroz biro-biro) com acompanhamento. De sobremesa, panqueca ou pudim de dulce de leche. (r. Novo Horizonte, 39, Acupe de Brotas, tel. 71 3015-7379 - Facebook - Instagram)

Platô

Pertinho da Barra, mas fora do circuito habitual dos forasteiros, o Platô é um dos botecos mais gostosos de Salvador. O astral é garantido pela frondosa mangueira que serve de cobertura para a maioria das mesas. Tem roskas, drinks, cervejas artesanais, petiscos de boteco e pratos de verdade (até paella). (r. Plínio Moscoso, 22, Chame-Chame, tel. 71 3237-1604 - Facebook - Instagram)

Mais restaurantes fora da orla: leia sobre o Donana e o Paraíso Tropical em Comida baiana.

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