Trancoso

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Ricardo Freire
por Ricardo Freire

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5 comentários

ROBERTO MARIO SILVEIRA ISSLER

Sul da Bahia – Caraíva, Santo André e Trancoso
Beth Difini e Roberto Issler – 11 a 21 de outubro de 2014
Prezada “Bóia”:
Seguimos o “Guia de Praias” desde 2001, buscando informações para nossas viagens. Iniciamos por Ilha do Mel e já estivemos em Ilha Grande, Boipeba, Rota Ecológica (Pernambuco-Alagoas), Península de Marau e Fernando de Noronha.
Não foi diferente dessa vez. Seguindo as dicas do “Viajenaviagem” e outras informações da internet planejamos nosso roteiro no litoral sul da Bahia.
Nessa última viagem, estivemos 10 dias na Costa do Descobrimento, dividindo nossos dias entre Caraíva, Santo André e Trancoso. Escolhemos essa ordem em função de horários de balsa,ônibus e disponibilidade de acomodações.
Caraíva
Fomos direto do aeroporto de Porto Seguro para a balsa para Ajuda, de táxi (R$ 20). Após cruzar para Ajuda, pegamos o ônibus das 15h para Caraíva (Empresa Águia Azul, terminal logo à direita na saída da Balsa em Ajuda – R$ 16). Até Caraíva são cerca de 2h30min de viagem. O ônibus faz uma parada de 5min em Ipitinga, providencial se você tiver tomado muita água de coco e cerveja antes de pegar o ônibus!
A chegada foi pontual, às 17h30min. O “fim da linha” é no ponto de saída das canoas que cruzam o rio (R$ 4).
DICA: sugerimos que em viagens para essas praias você vá de mochila. Muitas praias e trechos são de areia, às vezes muito fofa, o que dificulta o uso de malas com rodinha ou sacolas. Foi uma excelente opção!
Em Caraíva não existe carro. Assim ou você caminha até sua pousada ou pode “fretar” uma carroça puxada a jegue no cais (R$ 25 em média).
DICA: Hoje em dia muitas pousadas e restaurantes em Caraíva aceitam cartão de crédito. Leve também dinheiro em espécie, pois não existe terminal bancário.
Jantamos na primeira noite no Aquarius. Dono muito simpático e de boa conversa, atendentes atenciosas. E um ótimo bobó de camarão (R$ 140, com entrada de aipim frito e bebidas)!
No primeiro dia fomos de bugue `a Corumbau (R$ 120). Você combina o horário de retorno com seu bugueiro e pega uma canoa (R$ 4) para cruzar o rio para a praia. Corumbau é uma longa enseada, com água azul e morna. Chegamos na maré baixa e estava ainda mais linda. Caminhamos pela praia até quase o fim da enseada e voltamos. Isso deu uma boa caminhada – aproximadamente 6 km de extensão, 12 km no total, contando a volta. Areia grossa. Como saímos para caminhar descalços, os pés – especialmente calcanhares! – sentiram o tranco inicial. Almoçamos numa barraca de praia bem simpática, um ótimo peixe com legumes (R$ 80), com direito a descanso na rede em um deck muito pitoresco na parte de cima do restaurante.
Voltamos em uma canoa toda enfeitada – comemoração de Nossa Senhora Aparecida (era dia 12 de outubro), padroeira do lugar. O bugue da volta se atrasou um pouco, mas chegou como combinado.
Jantamos uma deliciosa moqueca de lambreta no “João de Barro” um simpático restaurante na beira do rio (aproximadamente R$ 100).
DICA: verifique os horários dos restaurantes de Caraíva. Alguns não abrem certos dias e geralmente fecham cedo.
Segundo dia – caminhada Caraíva – Espelho
Procure sair cedo. Cruze o rio Caraíva na barra, perto da praia. O Seu Tazinho é um pescador que mora naquele local e sempre tem um barqueiro para levá-lo para o outro lado (R$ 4). Na maré baixa é possível cruzar a pé, com água na barriga (observe os bancos de areia).
Começamos a caminhada às 10h15. Beth foi de tênis e eu de sandália reforçada, tipo Papeete, de tiras. Foi uma boa escolha.
Passamos pela ponta do Camarão, pela linda praia do Satu (cumprimentamos o Seu Saturnino – morador que empresta seu nome à praia). Passamos pelas duas lagoas – a segunda nos pareceu mais bonita – e seguimos até o fim da praia do Toque-Toque, onde inicia a subida para a falésia – facilmente identificável; demos uma parada para um banho e pegar um fôlego (leve água) antes de começar a subida da falésia; tem que cruzar um portão e iniciar a subida, com cuidado, pois é muito escorregadia. A trilha é bem sinalizada, com algumas plaquinhas.
Chegamos na praia do Espelho por volta de 12h30min. Não tivemos problemas com as pedras, descrita no post do Ricardo. Talvez porque a maré estivesse baixa.
DICA: antes de viajar para praias dessa região do Brasil, consulte a tábua das marés – disponível em diversos sites – nos dias de sua viagem. Imprima e leve com você. Isso irá lhe ajudar a poupar tempo e alguns contratempos, além de facilitar o planejamento de seus passeios e caminhadas.
O Espelho a essa hora já estava muito cheio com os turistas que vem passar o dia. Assim fomos adiante, cruzando as pedras para a praia dos Amores – muito bonita na maré baixa – seguindo até o fim da próxima praia, chegando a guarita do Outeiro das Brisas (outra bela enseada).
Retornamos ao Espelho e nos instalamos no gramado do Baiano. Pedimos o almoço que foi servido no salão – o garçom nos avisou quando estava pronto. Os preços no Espelho são “salgados”, vá preparado (almoço para dois, com um prato e uma salada mais suco e cerveja – R$ 160).
Para retornar a Caraíva deveríamos estar no ponto na frente da portaria do Outeiro das Brisas – diariamente o ônibus passa nesse ponto: às 16h30min no sentido Caraíva – Trancoso, e às 17h no sentido Trancoso – Caraíva (programe-se para estar na parada um pouco antes, pois o horário pode variar).
SUPER-DICA: para evitar uma caminhada de quase 4km pela estrada, do Baiano até a portaria do Outeiro, descobrimos que o ônibus que transporta os funcionários das pousadas do Espelho passa também no Outeiro (R$ 3 - sai de um ponto logo acima do Baiano, num caminho nos fundos da pousada - pergunte para o pessoal da recepção). O ônibus (escolar amarelo) estava lá conforme indicado, mas pegamos uma carona e ficamos no ponto com o pessoal local. O ônibus da Águia Azul chegou por volta de 17h.
O jantar foi em um lugar muito charmoso e bem atendido – Principado. São diversas opções – japonês, italiano, pizza e frutos do mar. Pedimos um prato de salada com camarões e uma deliciosa massa feita em casa, em delicados quadrados muito finos, com frutos do mar com tempero de ervas. Lindo e delicioso (tudo por R$ 130). Ressalva para a econômica quantidade do vinho em cálice – servido só até a metade! (RS 15).
No terceiro e último dia em Caraiva, arrumamos nossas mochilas com calma e aproveitamos a praia de Caraíva, na barra do rio. Ali o serviço de bordo é simples – água de coco e bebidas – mas atencioso. Cuide para não cometer uma gafe. Cada barraca de praia presta serviço para um grupo de cadeiras e coberturas de pano coloridas. Ficamos numa barraca com cobertura azul, mas pedi um coco diretamente no quiosque que atendia as barracas verdes. Paguei sem problema, mas o responsável por nossa barraca ficou chateado que não prestigiarmos seu serviço. Conversamos educadamente, eu falando de meu desconhecimento do acerto e ele comentando da falta de ética de seu concorrente. Sugeri que eles deixassem isso claro para evitar confusão com os turistas.
Na volta para a pousada fizemos uma parada no Bar do Pará – ótimos pastéis e petiscos. Acertamos um “late check-out” com nossa hospedeira e saímos da pousada Raiz Forte com calma pelas 14h. Pousada simples, ótimo atendimento e excelente café da manhã. Fomos para o cais para cruzar o rio de novo e pegar o ônibus das 16h para a balsa de Ajuda.
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Santo André
Chegamos à balsa de Ajuda ás 18h30min. Mesmo sendo dia de semana, no final da tarde havia uma longa fila para a balsa. Ônibus e vans tem prioridade e seguem direto.
SUPER-DICA: Inicialmente havíamos pensado em alugar um carro. Isso é totalmente dispensável. Você vai gastar muito sem retorno, já que o carro vai ficar parado a maior parte do tempo. Use o transporte local, com menor custo e horários razoáveis, além de perder menos tempo nas travessias de balsa.
Dividimos um taxi com uma moça que estava indo para Cabrália, até a balsa para Santo André (R$ 70 no total, após pechinchar o preço com motoristas do ponto perto da balsa). Conseguimos chegar a tempo de pegar a balsa das 19h30min. O ônibus de linha Porto Seguro – Cabrália (R$ 4,50) demoraria cerca de 1h ou mais. A partir desse horário, a frequência da balsa é de hora em hora.
Chegamos na tranquila Santo André às 20h, deixando para trás o agito de Porto Seguro e arredores. Nossa anfitriã, Léa Penteado, do B&B Banana da Terra, gentilmente nos buscou na balsa. Léa fez um breve tour por Santo André a caminho de sua casa, nos indicando alguns restaurantes e locais de interesse. Já havíamos pedido antecipadamente que ela reservasse bicicletas (diária de R$ 15 cada) que já estavam a nossa espera. Muito úteis para os passeios e deslocamentos no próprio vilarejo e praias.
Após nos instalarmos em nosso confortável chalé nos jardins, super bem equipado, fomos jantar na Vitor Hugo, pousada ao lado. Moqueca de badejo e uma garrafa de vinho tinto chileno mais água – R$ 145. Sono tranquilo ouvindo o barulho do mar ali perto...
Dia seguinte, após o delicioso café da manhã servido no jardim e direito a gostoso bate-papo com nossa anfitriã, demos uma caminhada até a barra do rio João de Tiba. Após voltamos para casa e saímos de bicicleta para a Fazenda da Amendoeira – Praia das Tartarugas – 3 km pela estrada, após pequeno trecho de terra até o final da vila de Santo André. Trecho tranquilo e com pouco movimento, pedalada sem muito esforço (não sabemos como é o movimento por lá na alta temporada).
A praia das Tartarugas é uma enseada tranquila na frente da Fazenda da Amendoeira e as tartarugas nadam livremente por ali – vimos pelos menos três. Na frente da praia existe um recife que forma uma piscina natural na maré baixa. O proprietário do local, Frederico Idi, é um sujeito muito especial, navegador italiano que atravessou o Atlântico (veja sua história e reportagens nas paredes do restaurante) e também chefe de cozinha. Ficamos por ali algumas horas, quase que sozinhos donos da praia - nessa época do ano o movimento é pequeno. Pedimos um carpacio de polvo, iscas de peixe, cocos e cerveja (R$ 110). Prato delicioso, servido com decoração e temperos especiais...
No retorno demos uma volta pela vila e tomamos um delicioso sorvete artesanal (R$ 1,50 uma bola). Jantamos no Restaurante Almescar, da cozinheira Zeti e esposo. Local muito agradável e aconchegante, comida deliciosa – moqueca de camarão com acompanhamentos – total com bebidas R$ 113.
No dia seguinte – 16 de outubro – acertamos com a Léa para servir o café mais cedo, pois iríamos pedalar até a praia do Guaiu – 13 km, seguindo pela estrada, na mesma direção da Praia das Tartarugas. Pedalada tranquila, mesmo com o sol aparecendo e algum vento contra. Ao passar pelo lugarejo de Santo Antonio, decidimos entrar para a praia e conhecer a barra do rio. A praia é bonita, mas nada de especial. Encontramos um casal de moto e pedimos informações sobre as condições da praia e distância para irmos até Guaiu pela praia. Decidimos tentar, porém não foi uma boa decisão. Logo adiante a areia ficou fofa e difícil de pedalar. Melhor seria ter voltado para a estrada e pedalar por mais 20 min apenas. Tivemos que andar e empurrar as bicicletas por uns bons 45 min pela praia até chegarmos ao restaurante da Maria Nilza.
O restaurante da Maria Nilza, entre a praia e o rio Guaiu, é tudo de bom. Equipe super atenciosa e comida excelente. A Maria Nilza circula entre as mesas, cumprimenta a todos, bate fotos e conta histórias. Sorridente, distribui lembrancinhas – trevos de quatro folhas cultivados em seu jardim. Comemos um peixe ao Borralho – um delicioso filé de badejo assado em forno de barro, com purê de cenoura e leite de coco mais um ensopado de polvo de comer de joelhos! Nosso prato “top” de toda viagem! Com água, cocos, cerveja, sobremesa e café, R$ 202. Não se esqueça de tomar o banho de água da deusa para purificar corpo e alma!
Após um dia cansativo, descansamos um pouco em casa e só conseguimos caminhar até a pousada Vitor Hugo. Lugar muito tranquilo na frente da praia – silêncio apenas quebrado por uma música ambiental suave e o barulho das ondas... Dessa vez, a janta teve que ser leve – salada com frutos do mar (R$ 70 com bebidas).
Ficamos mais um dia em Santo André. Voltamos para a praia das Tartarugas, dessa vez exclusiva para nós. Passamos o dia descansando sob a grande amendoeira que dá nome ao lugar, caminhamos na maré baixa até a praia das Conchas (20 min de caminhada), onde se formam piscinas naturais na continuidade do recife da praia das Tartarugas, até desaparecerem na areia. Novo prato especial do Frederico – carpacio de badejo (R$ 70 com bebidas).
Jantar de despedida de Santo André no super-recomendado El Floridita, na Pousada do Corsário. Chegando ao entardecer dá para apreciar uma linda vista do rio e dos mangues – o restaurante abre às 18h. Entrada de queijo coalho grelhado e após pratos individuais, todos ótimos – badejo com purê de banana e jiló grelhado e dourado na crosta de linhaça, com brócolis e purê com raspas de coco; com uma garrafa de tinto chileno, ficou tudo por R$ 172.
No último dia, café com calma, observando saguis, sabiás, sangues de boi e outros visitantes da “praça de alimentação” no jardim da casa da Léa. Aproveitamos mais um pouco a praia que ficava a poucos metros de nossa “casa” e nos despedimos de Santo André. Léa nos deu uma carona até o cais para pegarmos a balsa das 14h.
Do outro lado pegamos uma van até a balsa de Porto Seguro (R$ 4,50). Aproveitamos a passagem por Porto Seguro para sacar dinheiro e talão de cheque no Banco do Brasil, antes de atravessar mais uma vez para Ajuda.
Trancoso
Tentamos uma van para Trancoso, mas como nenhuma completou a lotação, acabamos pegando o ônibus da Águia Azul (saída às 17h30min - R$ 8).
Chegamos em Trancoso às 18h30min, já noite, e caminhamos até nossa pousada, a Cheia de Onda, cerca de 15 min. No caminho fomos abordados por diversos moto-taxis (que nos cobrariam R$ 5 para nos levar até a pousada).
Fomos muito bem recebidos por Regina e Chico, donos da pousada, que já nos deixaram muito a vontade. Saímos direto para jantar no Quadrado em um restaurante indicado por eles – Vitória. Comemos um peixe na telha (vermelho) com molho de camarão e salada (R$ 130, incluindo couvert artístico – quase todos os restaurantes no Quadrado tem música ao vivo).
Era sábado à noite e o Quadrado estava muito cheio. Soubemos que havia uma festa de casamento de um casal mineiro (está virando moda casar por lá – em Caraíva, pouco antes de chegarmos, também houve uma grande festa de casamento de uma ex do Ronaldo Fenômeno). Esperávamos um pouco mais de tranquilidade, acostumados que ficamos com a calmaria de Santo André.
No primeiro dia, após o gostoso café e um bate papo com Regina e Chico, decidimos caminhar de Ajuda até Trancoso.
Pegamos o ônibus das 9h para Ajuda. Demos uma passeada pela praça da igreja e descemos para a praia do Mucugê. A essa hora a muvuca já estava começando – praia cheia, bares lotados com som a mil.
Caminhamos para o sul, buscando paragens mais tranquilas. Após uma parada na praia do Parracho para um coco verde e reforço no protetor solar, iniciamos nossa caminhada (perto de 11h30min), na direção da Pitinga. Praia com falésias, muito bonita, porém já muito povoada para nosso gosto.
A próxima praia é a Lagoa Azul – não conseguimos ver a lagoa que dá nome a praia. No final dessa praia ainda é possível dar uma parada em barracas de praia – Lagoa Azul, Tremendão e do Taipe.
Seguimos até a praia do Taipe, com um lindo riozinho de mesmo nome. Fica próxima a entrada do Clube Med. Depois desse ponto não existe mais barracas até o Rio da Barra, já perto de Trancoso.
No final da praia do Taipe, antes de passar para a praia do rio da Barra, o ponto mais crítico da caminhada – como a maré estava alta, tivemos que passar pelas pedras, numa trilha facilmente identificável. Vá com calma e muita atenção, as pedras são grandes, mas firmes.
Junto ao rio da Barra existe um restaurante-bar bem bonito. Chegamos por lá às 13h30min e cruzamos o rio sem problema, mesmo com a maré ainda vazando (observe os bancos de areia para uma travessia mais fácil mais para dentro do rio).
Mais uma meia hora de caminhada e chegamos à praia dos Nativos, antes de cruzar o rio Trancoso. A praia estava bem cheia, com muitas famílias, gente jogando bola e som – afinal, era domingo!
Caminhamos mais um pouco até a praia dos Coqueiros e voltamos para achar a subida para o Quadrado – saímos ao lado da barraca Itaoca (depois descobrimos outro ponto que saia mais perto da praia). O Quadrado já começava a encher com vendedores de artesanato e souvenires.
Na “entrada” do Quadrado, lado oposto à Igreja, ficam banquinhas de tapioca, acarajé e crepes, ótima parada para quem caminhou toda a tarde e ainda não havia almoçado! Ótimo ponto para um lanche e recarregar as energias (uma tapioca e dois acarajés – R$ 20). Após comemos um sorvete antes de voltar para a pousada.
Jantamos na ótima pizzaria Bem Te Vi, pertíssimo de nossa pousada. Pizzas excelentes, fininhas e no capricho, atendimento atencioso. E preço camarada – R$ 50, com dois sucos.

Caminhada Espelho - Trancoso
Procuramos dicas no “Rali a pé” no blog sobre esse trecho, mas não achamos informações detalhadas. Chico, nosso anfitrião e também velejador dessa costa, estimou a distância em 18 km. Resolvemos encarar!
Pegamos o ônibus das 8h que ia de Porto Seguro para Caraíva. Para garantir, sugerimos que pegue o ônibus na praça do “centro” de Trancoso, já que muitas vezes os ônibus não são autorizados a seguir até próximo ao Quadrado. O “ponto” fica na frente da distribuidora de gás e do Supermercado na frente da praça. Se atrasar um pouco não se apoquente. Faz parte! Nesse dia o ônibus chegou às 8h30min.
Peça para descer na portaria do Outeiro das Brisas (R$ 9). A estrada que desce para o Espelho fica logo ao lado. Da portaria do Outeiro até a praia do Espelho são cerca de 4 km. Conseguimos uma carona no meio do caminho. Nosso caroneiro nos aconselhou cruzar o Rio dos Frades apenas de canoa, para evitar problemas com a maré e vento contra.
A praia do Espelho estava quase deserta, em silêncio, com as espreguiçadeiras vazias e os funcionários das pousadas cuidando dos jardins. Aproveitamos um pouco essa tranquilidade antes de iniciar a caminhada. Às 10h15min partirmos do Espelho – e os turistas já começavam a chegar! Maré subindo e vento nordeste contra, intenso.
Passamos pela praia dos Amores – muito bonita. Cuidado para passar por aqui na maré baixa, já que dizem ser complicado passar pelas pedras na maré alta (curiosidade: o nome “praia dos Amores” deve-se aos casais que ficavam “presos” pela maré e ficam “fazendo amores” até a maré baixar...). A praia seguinte é outra enseada também muito bonita (Setiquara). Na extremidade norte fica a guarita do Outeiro das Brisas.
Logo após a guarita, uma cerca ao longo da praia delimita uma área com lindas casas – é o condomínio do Outeiro. Praia razoavelmente plana, boa caminhada.
Seguimos pela praia de Jacumã – aonde também vimos uma tartaruga nadando perto da praia. Cruzamos por uma menina, de uniforme e mochila nas costas, indo para a escola – a Ana Paula nos indiciou que estávamos perto do Rio dos Frades. Chegamos a uma casa na barra do rio onde mora a irmã dela e filhos. Conseguimos medir a distância com o celular do Espelho até o Rio dos Frades – 5,3 km, percorridos em cerca de 1h20min. Alguns pescadores (Vardinho e Rosimario) vivem nesse local e fazem a travessia do rio. Peça para cruzar para a praia – não explicamos direito para onde queríamos ir e tivemos que cruzar o rio duas vezes! O valor da travessia depende da vontade do freguês (demos R$ 5 para um e R$ 10 para o outro).
O rio dos Frades tem a maior foz dos rios da região. Local muito bonito e ainda quase selvagem. Segundo algumas versões, esse seria o local do primeiro encontro dos portugueses da frota de Cabral com os Tupiniquins, donos da terra até então!
Retomamos nossa caminhada às 11h40min. A enseada da praia do rio dos Frades é muito longa, cerca de 5 km. Praia de tombo, com maré alta e vento contra, tivemos que seguir todo o tempo por uma trilha acima da areia, com vegetação rasteira que pode enroscar em suas pernas e te derrubar (isso aconteceu conosco!).
Na maré baixa e com menos vento deve ser mais agradável, mas não tínhamos outra opção. Fizemos uma breve parada no meio do caminho para um lanche – biscoitos, maçãs, água e frutas secas.
Chegamos à ponta de Itaquena às 13h20min. A praia não é muito extensa, percorremos a enseada em 20 min. Antes de cruzar para a praia de Itapororoca, fizemos uma pausa para descanso e banho de mar (30 min) – existe um pequeno arvoredo com sombra na ponta da praia.
Reiniciamos a caminhada às 14h20min pela praia de Itapororoca. Praia de tombo, difícil de caminhar e areia fofa. Passamos por diversos condomínios de luxo e residências particulares escondidas pela vegetação, algumas com segurança privada e câmeras! Também passamos por três seguranças de praia, com rádios comunicadores. Muito gentis, informaram que cuidavam da praia para evitar pequenos roubos e assédio aos turistas, algo que já vem acontecendo mesmo naquelas praias quase desertas. Assim, fique ligado em qualquer lugar! Evite andar sozinho e observe seu caminho. Nós não tivemos nenhum problema.
Nesse ponto já se avista a praia dos Coqueiros. Passamos pelas barracas do Rio Verde, mais diferenciadas e menos povoadas.
Chegamos à praia dos Coqueiros às 15h50min – tempo total com paradas: 5h40min; distância estimada: 18 km (não conseguimos medir com precisão a distância porque a bateria do celular acabou na praia dos Frades).
De volta ao Quadrado, provamos os deliciosos crepes doces e salgados da Elisa, uma simpática francesa de Lyon que mora há dois anos em Trancoso (R$ 8 – 10 cada um). Vale a pena!
Nosso jantar de despedida foi na Silvana e Cia., também muito bem recomendado. Entrada de ceviche de peixe, e após moqueca de frutos do mar com pirão e salada, mais água e cerveja – R$ 176. Nessa noite (segunda-feira) pudemos desfrutar a tranquilidade e o silêncio do Quadrado – mesmo que a música ao vivo de um restaurante lá do outro lado chegasse até nós!
Essa região do Brasil é muito linda, hospitaleira, com várias opções de hotéis, pousadas, restaurantes e serviços. Ainda mantém muitas praias quase intocadas e desertas, rios limpos, tartarugas nadando perto da praia. Aproveite, desfrute e cuide!
(temos fotos em arquivo separado, se houver interesse)

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Obrigadíssima pelo riquíssimo relato, Roberto!!!!

ROBERTO MARIO SILVEIRA ISSLER

De nada! Satisfação em compartilhar com outros viajantes já que tantas vezes as dicas de outros foram muito úteis para nós!

Thiago Gênova

No meu blog fiz um relato de minha experiência em trancoso, show de bola o lugar!!! http://www.relatodeviagem.com/2014/12/trancoso-um-destino-para-qualquer-epoca.html

Monica Dias
Monica DiasPermalinkResponder

Estou hospedada na Pousada Etnia, que vc qualificou de "elegante". Não é só isso. Acho que nunca fui tão paparicada assim em nenhum hotel. Recomendo muito.

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Bóia offline! Vamos continuar aprovando comentários, mas a Bóia só volta a responder perguntas que forem feitas depois de 10 de abril de 2017. Obrigado pela compreensão.
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